Notas iniciais
Menines, enfim o resultado - e muito mais. T.T Fiquei muito emocionada no final espero q vc tbm' me conte depois! *w*
Como aqui não tem como enviar audio aqui está o link da musica que gostaria que ouvissem http://www.youtube.com/watch?v=SXp4gB-bgjs
Lá no blog tem PlayList o link está lá embaixo. ; )
Cara, dedico este capitulo á Lucy e Cássia! *u* Porque elas são mamães e sei que têm se identificado - como me disseram. E seus reviews foram muito inspiradores.
Menines que ainda não são mães, não fiquem chateadas, vocês são igualmente especiais. >.
Mahalo nui loa pleos reviews perfeitos - mandem sempre mais, me inspiram muito!
Muitos honi :*

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Na noite anterior após sairmos do café fomos direto para casa, era aproximadamente às 20h00min.

E mais uma vez eu o vi. Quando passamos de carro na Malibu RD, perto a praia Koorana.

Ele estava sentado com um grupo de homens fumantes, sentados a mesa da orla da praia jogavam cartas.

Santiago tinha o semblante concentrado e altivo, parecia estar levando vantagem.

Senti um frio no estomago quando o reconheci. Ele ainda está aqui, no entanto nossos caminhos não voltaram a se cruzarem, Graças a Deus, pensei.

-Ah, como é bom estar em casa – disse Peter ao atravessar a soleira da porta.

Eu concordei e fui até a pia da cozinha lavar as mãos e a metade doa braços – O que você quer comer hoje?- disse animada e faminta.

-Hm, oque acha de almondegas? – Peter propôs colocando o livro sobre a mesa, assim como o molho de chaves, a carteira de dinheiro, cigarros e o isqueiro.

-Por mim… Eu adoro almondegas! – disse virando-me para ele, enxugando as mãos na toalha de pratos – Mas tem um problema – avisei erguendo o dedo indicador.

Peter parou ao meu lado e abriu a torneira – Que problema?

-Minhas almondegas costumam não caber na boca. São bem grandonas – disse brincalhona.

Bruno riu e em seguida olhou para os meus seios, moveu as sobrancelhas insinuante.

Eu ri – Bobo!

Com o tronco dentro da geladeira eu ouvi a risadinha dele – peguei a bandeja de carne moída, tomates, cebola e pimentão, coloquei-os sobre a bancada e fui passar uma água na carne para tirar o sangue.

-Bru – chamei-o apontando para os temperos. Ele sorriu resignado com sua tarefa, abriu a gaveta de talheres, pegou uma faca e pôs mãos a obra. Conforme ele foi picando os temperos eu temperei a carne e deixei reservada por uns minutos enquanto acrescentava queijo mussarela ao molho de tomate.

Ao enrolarmos as almondegas gigantescas Bruno aproximou o livro e lemos oque pudemos durante o tempo que ficamos sentados a bancada e o óleo esquentava.

“Aprendi que amar não significa estar junto, mas sim querer ver a pessoa feliz , mesmo que isso custe a sua felicidade (…)” Ele leu em voz alta…

“Sim vai ser difícil, mas o tempo passa rápido. Vamos nos reencontrar. Eu sei. Eu sinto.” Eu li…

E a cada página o autor daquele livro parecia falar diretamente conosco…

Jantamos ouvindo Bob Marley como som de fundo. Peter tirou-me para dançar e aliviamos a tensão deslizando despreocupados pelo assoalho, dando voltas e giros ao som de Don’t Worry Be Happy, Sunshine Reggae, Is This Love.

A noite estava fresca devido à brisa que banhava a casa vinda do oceano tão próximo de nós. O azul profundo do céu estrelado trouxe-me lembranças de casa. Pensei em meus pais, imaginei oque estariam fazendo naquele momento. Devia ser aproximadamente 14h00min no Brasil, oito horas de diferença do Hawai’i.

Senti saudades.

Há muito eu passava um dia em família, e que família maravilhosa eu fazia parte! Como fui me enfiar em um casulo, isolada do mundo? Meu pensamento sempre foi que eu desejava construir minhas próprias conquistas. Meus pais construíram uma empresa juntos, e no momento certo passariam mais 30% a minha posse de 40% da rede de supermercados “Apple Venice”.

Eu poderia me acomodar e viver desse dinheiro, participar da administração e seria o bastante para viver muito bem. Assim eu já teria viajado ao Hawai’i inúmeras vezes. Mas não seria digno, que honra teria? Nada melhor que conquistar as coisas com seu próprio esforço, isso sim é recompensador.

Só não confunda isso com orgulho. Não é, e sim fazer questão de saber que não se passou nesta vida sem estabelecer nada por si.

Terminei os estudos e formei-me em psicologia, especializada em psicopatologia, durante o período de faculdade fiz cursos, entre eles idiomas, administração – apenas para ter uma noção já que meu objetivo era fundar um clinica e não apenas um escritório – este eu venderia assim que a clinica estivesse estável, como está hoje em dia. Há três anos – o mesmo tempo que fundei a clinica – eu auxiliava meu avô no quiosque, uma ocupação extra. Meus pai e amigos costumavam dizer ; “Jasmin, você cora demais de si mesma… Se sobrecarrega…” E não descordava, mas agora eu pensava em mudar.

Desabafei tudo isso com Peter.

-Ainda não sei por ode começar – eu disse ao enrolar um dedo num cacho de seu cabelo. Ele estava deitado em meu colo, a luz da luminária clareava minimamente o ambiente, estávamos na penumbra.

Nesta noite não havia luar. Era lua nova.

-Você conquistou muitas coisas muito cedo, tenho orgulho de você, Jas – ele disse baixo, fitava o céu – Mas seu trabalho a tem privado de muitas coisas. Coisas que você preza; sua família, amigos, estar sempre em meio à natureza. Você tem feito tudo ao oposto. Eu que o diga que é necessário abrir mão de muitas coisas por muito tempo para construir um sonho… Mas quando colhemos os frutos desse sacrifico, podemos voltar a viver. Você já fundou sua clinica há três anos! Chegou onde queria, agora só precisa manter. Se desfazer dos excessos.

Suspirei profundamente e o silencio que se seguiu foi reconfortante.

Meus dedos, as palmas de minhas mãos percorreram a pele quente de Peter. Acariciei-o por horas a fio, sentindo o movimento de sua respiração, ele adormeceu em meu colo, assisti ele dormir.

Não acreditando ainda que aquele ser lindo em meus braços, alguém que me mudou, fez-me ver o mundo novamente, mas de uma ótima mais bela, alguém que eu já amava… Como não chorar?

Adormeci sentada ali com ele deitado em minhas coxas.

“Amor?” (…) “Jas?” Ouvi o sussurro de Bruno me chamar.

Abri os olhos, já era o meio da madrugada. “Vamos subir?” – ele estendeu-me a mão. Levantei sonolenta e cambaleante, abraçados subimos ao quarto e caímos na cama.

A manhã seguinte cheirava a expectativa. Naquele dia poderíamos receber a noticia que mudaria nossas vidas. Inquietos e ansiosos decidimos passar a manhã na casa da D.Berny.

-Bruno?! – ela recebeu-nos no portão grande de madeira, sorridente e surpresa.

Bruno sorriu – Oi, mãe – abraçaram-se.

-Oi, Jasmin! – Berny abraçou-me demoradamente.

-Nós estamos ensaiando! Venham, venham – ela disse contente gesticulando para o quintal dos fundos.

O gramado estava repleto de flores coloridas dos colares Aloha. Jaime, Tiahiti, Presley e Tiara mais dois homens estavam reunidos envolta da comprida mesa de refeições. Estavam arrumadas ali duas caixas de som, aparelhagem e instrumentos típicos havaianos. Ao fundo uma música que reconheci como de Israel Kamakawiwo’ole.

-Olhem quem está aqui! Anunciou Berny.

Todos viraram-se, sorridentes, entusiasmados vieram falar conosco.

À noite a banda da família The Love Notes se apresentaria no luau da praia Mahina, estavam todos ansiosos e empolgados. Bruno e eu ficamos sentados na rede assistindo ao ensaio. Bruno participou de algumas performances relembrando de quando se apresentavam juntos. A voz de D.Berny era de um timbre doce e forte, soava como caramelo e as irmãs de Bruno cantavam com igual talento.

O homem de sorriso com olhos apertados era o tio John, John Valentine, ele deliciou-se em relembrar dos primeiros anos que Peter cantou como o Little Elvis e orgulhoso narrou que foi ele quem ensaiava e cantava com Bruno nos estúdios. Aproveitando os equipamentos no quintal, ele pôs umas fitas para mostrar-me uns vídeos antigos de Peter; risos e brincadeiras vieram de graça.

Após o almoço partimos para o centro da cidade.

Eu sentia meu coração bater acelerado, minhas mãos suavam e meus pensamentos estavam bloqueados pelo nervosismo. A expressão de Peter não era mais tão tranquila. Ele mantinha as sobrancelhas unidas e os lábios em uma linha rígida.

Sentados na sala de espera não entendíamos o porquê da demora. A enfermeira havia ido buscar o resultado do exame há mais de quinze minutos – tempo que para nós estava passando arrastado.

Ouvimos a voz da doutora Katherine se aproximar no corredor e pomo-nos de pé em um salto.

-Olá! – a doutora sorriu – Desculpem-me a demora, estava terminando uma consulta. Gostaria de falar com vocês pessoalmente.

Nós não dissemos nada e então ela disse – Entendo o nervosismo… Vamos por aqui, por favor. Indicou a nossa frente, nós a seguimos.

-Jasmin Klaus – ela disse lendo um maço de papéis grampeados. O resultado, percebi arregalando os olhos.

-Jasmin tem tido muitos aborrecimentos, Bruno? – eu olhei dela para ele.

Peter ficou tão surpreso quanto eu com a pergunta dirigida a ele – Hã… Na verdade tem estado ansiosa demais… – respondeu reflexivo.

-Bom, Jasmin, a sua menstruação ainda não está atrasada, mas poderia ter ocorrido uma fecundação porque você estava em seu período fértil – poderia ter ocorrido uma fecundação? Repeti mentalmente oque ela disse – E talvez atrase, pois parece que você tem estado ansiosa, tensa. Isso afeta o hormônios, atrasando ou adiantando o fluxo, causa enjoo e mal estar. No resultado de seu exame – ela esticou o braço oferecendo-nos as folhas, eu peguei-as antes de Peter e passando os olhos avidamente pelas palavras impressas li exatamente no momento em que ela disse – deu negativo para gravidez.

Senti meu coração despencar aos meus pés, não sabia se de alivio ou decepção.

“… e na página seguinte tem a receita de uma pílula do dia seguinte, a qual você poderá tomar no dia seguinte à próxima vez em que tiver relações. E também tem a receita de um anticoncepcional em comprimido, comece a toma-lo a partir de sua próxima relação. Está a venda no Brasil também- concluiu, mas eu já não a ouvia.

Olhei para Bruno e seu rosto era inexpressivo, ele apertou de leve a minha mão ao perceber meu olhar.

“E um ultima recomendação; beba mais líquido. Aqui faz muito calor e pode ter sido pouco líquido somado a pressão que tenha causado o mal estar. Procure relaxar, Bruno conto com você…”

Ter um filho neste estagio de minha vida parecia-me inadequado, não planejado e indesejado.

Ter um filho com Peter era algo além, um presente de Deus. A união de nosso amor em um novo ser, nossa essência unificada para sempre.

O marulho das ondas enchia o ambiente, combinado ao sopro dos ventos marinhos que uivavam ao passarem entre as rochas. Apesar do vento a noite estava quente, nos braços de Bruno. Agora depois de termos passado todo o resto da tarde em silencio consolador estávamos sentados em uma rocha alta observando a vastidão do Oceano Pacifico a nossa frente.

-talvez não seja o momento certo – de repente Peter disse baixo ao meu ouvido.

Fechei meus olhos e levando sua mão ao rosto inspirei seu cheiro – É, ainda não…

BRUNO;

“Ainda não” Ecoei mentalmente oque Jasmin dissera.

-Isso é uma promessa? – eu disse, sentindo algo que não conseguiria nomear.

-Isso só depende de nós – sussurrou.

Jasmin que parecia receosa quanto a promessas, estaria enfim abrindo seu coração sem reservas?

-Jasmin – chamei-a e entendendo pelo meu tom ela virou-se para que pudéssemos olhar-nos nos olhos. Eu sorri levemente, seus olhos estavam cheios de um brilho belo e sereno, talvez chorosos. Tão frágil, carente…

-Eu ouço seu coração chorar por amor – pousei a palma de minha mão em seu peito, senti o pulsar acelerado e sorri tristonho – Mas você não tem me deixado fazer isso direito… Você foi ferida, eu sei. Mas eu decidi, vou lutar por você e também sei que valerá a pena. O seu coração estava fechado para visitas, pessoas chegando e deixando-a… Não me importo com quem estava aqui antes – acariciei meus dedos em sua pele branca de cetim – Eu sei tudo oque podemos ser, você me deixou entrar e então eu farei uma reserva permanente.

Jasmin sustentou meu olhar com tamanha intensidade, dizendo tanto. Só queria que ela pudesse dizer em voz alta. Não porque eu tinha dúvidas, mas como uma libertação dela. Eu ainda a ouviria dizer que me amava de novo. Era como dizia o livro… “ Embora esperasse ouvir as mesmas palavras dela, o que mais importava era saber que o amor era meu para dar, sem condições ou expectativas.”

Quando ela piscou os olhos, lágrimas caíram, e quentes molharam minha mão ainda em sobre seu coração. Não podendo vê-la chorar tomei-a em meus braços e apertei-a contra meu peito.

-Não, eu não a deixarei ir… – disse ao seu ouvido com a voz firme, veemente, mas cheia de emoção que mal pude conter.

JASMIN;

Eu queria lhe dizer, ele tinha de saber. Eu tinha de segurar aquele ser em meus braços, tão incomparável! Ele era mais do que eu merecia. Um ponto forte, seguro em meio ao meu mar de inseguranças e fragilidade. Eu quis lhe dizer, ele sabia, mas eu soube também que ele esperaria.

*Continua!!

(Menines, eu to com os olhos marejados e ainda não reli o cap inteiro, quando publico costumo reler, tanto no Tumblr quanto aqui no Nyah. Então quando eu lê-lo do inicio ao fim vou chorar, tenho certeza, pois agora já estou toda derretida… ao escrever reste final. T,T >_< E vocês? Oque acharam? O resultado do exame… tudo, REVIEW REVIEWS!! ;*) honis

Notas finais
Lá no blog tem trilha sonora - play list : http://dearbruno-iwroteourstory.tumblr.com/