Notas iniciais
- menines, eu realmente fiquei sentida ao escrever esse capitulo.
passei a semana toda pensando e meditando nele.
não fui a escola hoje, mas levantei cedo, fiz minhas tarefas e descansada, com tempo e inspiração de sobra comecei a escrever.
entrego a vocês o capitulo 36! *-*
t.t
muitos honis, flores!

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Nina voltou do closet empilhada de cabides que escapuliam por seus braços. Ela despejou-os na cama com um suspiro.

-Caramba! E ainda é só oque estava no cabideiro, faltam as gavetas, prateleiras…

-E os sapatos – riu Ever ajoelhada em frente ao sapateiro.

Eu ri e fui até o banheiro guardar minhas coisas pessoais na nécessaire. Foi quando vi o pacote de absorventes que eu deveria ter usado, talvez não. Arregalei os olhos e voltei esbaforida ao quarto, estendendo o pacote lilás na mão.

Nina e Ever viraram-se para me encararem confusas.

- Que foi? – disse Ever.

Limpei a garganta – absorvente… – minha voz saiu engrolada.

-Ah, tá. Minha mãe já teve essa conversa comigo- disse Nina.

-Não, sério. Eu… Tá atrasada? – soou como uma pergunta, mais para mim mesma.

-Calma ai – Nina levantou-se da cama e parou a minha frente com as mãos na cintura – Vocês não têm usado preservativo? E você não toma anticoncepcional?

Ergui as sobrancelhas, eu não havia pensado nisso. Quando estou nos braços de Peter a única coisa que meu cérebro formula é o desejo de me entregar a ele sem reservas. Usar qualquer coisa que pudesse impedir o contato real… Mas uma gravidez! Mas que isso, um filho? Eu não estava preparada para isso!

Sentei-me na beira da cama, Nina segurava minhas mãos nas suas e Ever sentou ao nosso lado ainda com um par de sandálias nas mãos.

-Hey, Myn… – ouvi a voz de Nina bem distante, estava pasma, boquiaberta, sentindo uma pontada de desespero querer vir à tona…

-Hm? Quê? – despertei confusa.

-Quando foi seu ultimo ciclo? – repetiu ela paciente.

-Hm… – franzi a testa me esforçando para lembrar. Contando nos dedos cheguei à conclusão que meu ultimo fluxo menstrual havia acabado há uma semana antes de eu embarcar no Hawa’i.

-Estou aqui no Hawa’i há pouco mais que duas semanas… – “ahan” assentiu Nina – Então faz três semanas, ainda não está atrasada. Suspirei, mas ainda muito preocupada.

-Ah… Bom, mas ainda precisamos ter certeza.

-É porque pode ter ocorrido a fecundação, só poderemos saber quando completar um mês. Se atrasar… – disse Ever.

Nina olhou feio para ela pelo comentário que me fez arregalar os olhos.

-Só estou sendo realista – acrescentou Ever.

-Não vamos nos desesperar. Temos de ter levar para uma consulta médica – falou Nina.

-Caramba… Ah, meu Deus – levantei da cama passando a mão na cabeça.

-Jasmin, mantenha a calma. Você conhece o Bruno, mais do que eu. Tenho certeza e você sabe que ele vai reconhecer, se acaso você estiver… – tranquilizou-me Ever.

-É. Não se preocupe precipitadamente. Isso já aconteceu comigo e eu não engravidei… Oque você acha de conversar com Bruno e ir ao medico? – Nina propôs.

-Vocês… Bruno me chama para passar uns dias na casa dele e eu chego com essa conversa de gravidez… — eu disse sem pensar, estava tão preocupada que meus pensamentos eram um emaranhado só.

-Hey, olha oque você tá falando Jasmin! – Ever pôs-se de pé – Bruno, ele nunca fez isso com nenhuma mulher. Oque ele está fazendo com você. Você tem noção de quanto tempo vocês se conhecem? Semanas. E ele só faz pensar, falar de você. Ele está apaixonado, a chamou para morar com ele, mesmo que pelo tempo que você estiver aqui no Hawai’i, porque ele não quer desperdiçar nenhum minuto com você! Ele ficaria muito feliz, isso sim. Se tivesse um filho com “a mulher mais foda que ele conheceu”! – ela fez aspas lembrando o que Peter havia falado no dia em que me pediu em namoro. Encarou-me por um segundo antes de se virar emburrada.

Nina olhou para mim e sorriu levemente, ela se levantou e me envolveu em seus braços, Ever juntou-se a nós no abraço a três. “Estamos com você, Jas. Só não se desespere, Bruno a ama e se você estiver gravida; será uma benção.” Disse Ever. Nina beijou minha testa. Eu suspirei e sorri “Mahalo nui loa eku aloha” (Muito obrigada meu(s) amor(es) – eu disse.

Eu não havia planejado engravidar nas minhas férias tão esperadas, aliás, estava além da minha imaginação e expectativas se quer me apaixonar, muito menos pelo Peter, Bruno Mars. Ele chegara em minha vida causado inúmeras mudanças, tão naturalmente que eu não havia percebido. Ele me descobriu, desfez as máscaras que eu mantinha para poder encarar o mundo dos adultos – um mundo de disputa e interesses.

Bruno me fez sorrir, rir, cantar, dançar, sem esforço, de uma forma simples eu me sinto completamente à vontade com ele, desde a primeira vez em que ouvi sua voz, vi seu sorriso com covinhas. Ele me fez sentir meu coração bater em meu peito, levando meu sangue a ferver em minhas veias e despertando sentimentos lindos, grandiosos. A forma com que ele me olha, seus olhos parecem ver através de mim extraindo toda a essência de minha alma e saboreando-a com seus beijos doces e quentes. Tanta ternura, a intensidade que me faz sentir o coração pequeno demais para tanto… Amor. Eu o amo.

De repente senti um aperto no peito, ele precisa saber; meu coração não é mais meu. Está nas mãos dele. Eu depositei minha confiança nele, me entregando, e se desse sentimento tão lindo viesse um fruto; seria a maior felicidade de minha vida. Porque eu não conseguia imaginar um homem mais lindo, mais encantador e perfeito para estar comigo ou ser o pai de meus filhos. Meu futuro dependia Bruno, pois eu não conseguia me ver sem ele.

BRUNO;

-Empurrei o carrinho de compras até as prateleiras onde Ryan se encontrava em um dilema chamado; “Qual condicionador escolher?”.

-Eai? – eu disse meio zombeteiro.

Ryan virou-se com um sorriso bobo na cara – Acho que vou levar esse – ele ergueu um frasco prateado na mão.

-Hm. E pra quê serve?

-Garante um brilho efeito gloss nos cabelos e mais maciez – disse ele pondo o condicionador dentro do carrinho que já estava cheio.

-Hahaha – gargalhei balançando a cabeça.

Fomos à procura de Phil. Após passarmos no caixa, darmos alguns autógrafos e guardarmos as compras no carro, partimos para o Aston Waikiki Beach Hotel para buscar parte da bagagem de Jasmin.

Estava tão feliz, eufórico por Jas ter aceitado ficar em minha casa!

Neste momento ela estaria arrumando as malas, Rachel limpando e organizando a casa para recebê-la e eu após passar no hotel iria direto para casa arrumar as compras com a ajuda de Ryan e Phil. Aquela casa estava há muito inabitada, de muitos meses em meses eu passava alguns dias lá, quando não preferia ficar na casa de minha mãe ou de meu pai. Ter Jasmin lá, acordar ao seu lado e passar o dia todo com ela sem precisar me despedir à noite! Sorri ao estacionar do outro lado da rua, em frente ao hotel.

Ever estava no patamar da escadaria sentada em uma das malas, desci do carro e ao lado de Phil e Ryan fui ao seu encontro.

-Hey – eu disse a sua frente.

Ela sorriu e levantou-se — Hey, Bruno – disse ela.

Phil pegou uma mala grande e Ryan outra, deixando três médias para mim, eles foram guarda-las no carro.

-Cadê a Jas? – eu disse com as mãos nos bolsos da frente da bermuda.

-Tá lá encima com Nina, terminando de arrumar as malas menores – ela sorriu, mas em seguida franziu o cenho.

-Hm, tudo bem? – estranhei sua seriedade; coisa rara na Ever que eu estava acostumado.

-É claro que sim! – ela fez um gesto com a mão, fazendo pouco – É só TPM, a cólica apertou agora. Sabe quando o sang…

-Ahan, ahan! Sei, sei! – eu disse risonho, mas realmente não querendo ouvir os detalhes.

Ever deu uma risada divertida.

-Então a leve assim que acabar – eu disse pisando um olho e curvei-me para pegar as malas.

-Ahan! Xácomigo! – Ever retribuiu a piscadela e virou-se sumindo entre as pessoas na recepção.

Levei as malas até o carro e guardei-as no banco traseiro, o porta malas estava a ponto de explodir. Ryan estava recostado na lateral do carro, virado para a praia Mahina do outro lado da rua. Dei a volta e parei ao seu lado.

-Phil foi aonde? – eu disse.

-Hm? Ah, foi buscar o carregador do celular – respondeu distraído.

-Ah… – recostei no carro e cruzei os braços observando as ondas revolverem ao longe, apalpei os bolsos à procura da carteira de cigarros e isqueiro o qual falhou quando tentei acender um cigarro. Fiz um meneio de cabeça para Ryan indicando um quiosque logo ali, ele acompanhou-me, mas logo desviou o caminho para seguir uma loura que havia acabado de comprar uma água de coco. Eu ri e parei em frente ao balcão.

- Aqui vende isqueiro? – eu disse a uma senhora baixinha de cabelos curtos.

Ela sorriu – Sim, senhor. Custa 3u$.

-Quero um, por favor – vermelho. Acrescentei quando ela ergueu o pacote com ar interrogativo.

A senhora entregou-me o isqueiro e o troco – Mahalo (obrigada(o)– disse ela.

-He mea o’le (de nada)– eu sorri fazendo um meneio de cabeça com a mão na aba do chapéu.

Virei-me para a praia rasgando o plástico do isqueiro, o céu estava perfeitamente azul e o sol brilhava forte, devia ser aproximadamente 13h00min. Ouvia-se o marulho das ondas, muito baixo o tráfego dos carros ali do lado e risos muito perto.

-Bruno? – a voz de mulher chegou a mim por trás.

Virei-me com o cigarro comprimido nos lábios e o isqueiro a meio aminho da boca.

-Sidny! – eu disse surpreso tirando o cigarro da boca.

Ela sorriu – É, tudo bem? Que bom te ver de novo!

-Estou ótimo! Também fico feliz em vê-la. Ainda está hospedada aqui no Aston? – eu disse.

-Sim, por pouco tempo. Estamos prestes a fechar o negocio de compra de uma casa mais distante da cidade.

-Ah, você voltou então? Pra ficar?

-É, uma década foi o suficiente para minha mãe enlouquecer. Ela quis muito voltar a morar aqui, principalmente pela saúde do meu pai. Aqui é mais perto da natureza, achamos que vai fazer bem a ele.

-Por quê? Aconteceu alguma coisa com o John? – franzi a testa. O pai de Sidny era um bom homem.

-Ah, diabetes. Você sabe, ele já tem 61 anos e mesmo assim quer comer e fazer as coisas que fazia aos 27.

-Sinto muito, espero que ele melhore. Dê um abraço nele por mim, por favor.

-Obrigada, darei sim. Mas, ele está bem, aqui ele está bem ela sorriu.

Eu sorri e olhei em volta.

-Hã… E você? Tá sabendo do luau hoje à noite? – disse ela.

-Ah, sim – respondi.

-Você virá? Vai ser lindo! Como nos velhos tempos… – ela sorriu provavelmente recordando.

-É, sempre é maravilhoso, a cada vez supera. Estou ansioso, faz anos que não participo de um Luau.

-Então você vai vir? – Sidny passou as mãos nos cabelos jogando-os para trás, o sol refletiu neles fazendo-o brilhar como cetim, sua camiseta verde expunha sua pele morena. O tempo havia sido generoso com ela.

-Ahan você também? – eu disse.

-Claro! Mas não sei se poderei hoje, por causa do trabalho — ela gesticulou para o quiosque – mas como terá amanhã e depois também… – sorriu.

-Ah… Eu… – neste momento ouvi o assovio de Phil – um código nosso. Virei-me e o vi ao lado e Ryan, perto do carro.

-Tenho que ir – falei.

-Ah, tá. Nos vemos – ela aproximou-se e me deu um beijo no rosto.

-Tchau – eu disse e fui correndo ao encontro dos rapazes. Ansioso para chegar em casa, arrumar as coisas, ver Jas.

JASMIN;

Estava sentada na mesa da sacada bebendo o suco de laranja que Ever me trouxera, ela e Nina organizavam meus livros dentro na mala e meus aparelhos tecnológicos. Isso e mais minhas peças intimas era oque faltavam para guardar.

Terminei a bebida e aproximei-me do parapeito, inspirando o delicioso ar salgado que vinha do mar, tentando desembaraçar meus pensamentos. Uma questão ainda me perturbava, se acaso eu estivesse gravida, eu partiria de volta ao Brasil em 7 ou 8 dias, pois Bruno permaneceria no Hawai’i apenas por esse tempo. Como seria? Estava tão nervosa, inquieta, percebi que mordia com força meu lábio inferior. Mas teria dado tempo de ter ocorrido uma fecundação? E já estaria me afetando desta forma?

Olhando em volta, as montanhas a leste, a vegetação tropical, até meus olhos caírem na praia Mahina à minha frente. Como se fosse uma confirmação a minha pergunta, senti minha cabeça girar, minha boca salivar e meu coração bater muito forte repentinamente. Vi Bruno conversando com uma mulher no quiosque da D. Kaleohe, eu reconheceria aquela figura em qualquer lugar, pois havia fuzilando-a com os olhos na primeira vez em que a vi. Observei-os não mais que por dois segundos e entrei no quarto, as coisas estavam um pouco embaçadas, mas sentei-me na cama e respirei fundo.

-Myn? Você tá bem? – disse Nina.

-Tô – menti – só preocupada.

Nina e Ever desceram do carro dando gargalhadas e foram ao porta malas, eram aproximadamente 16h00min e eu olhei a fachada da casa de praia de Bruno de dentro do carro.

Desci e acompanhei as meninas até o portão carregando minha mala de mão. Eu olhava em volta o jardim perfeito com as flores e a fonte de pedra entalhada, o gramado bem cuidado, sorri lembrando da primeira vez em que pus os pés ali. Quando ergui o rosto vi Peter surgir a porta com m enorme e lindo, perfeito sorriso radiante no rosto, senti uma forte emoção, meus olhos marejarem e sorri boba. Ele veio quase correndo ao meu encontro e abraçou-me forte.

-Amor, até que enfim! – disse ele e beijou-me nos cabelos.

-Ah, Bru… – eu apertei meus braços a sua volta.

Pegando minha mala de mão ele tomou minha mão e conduziu-me para dentro de casa.

Phill, Ryan, Nina, Ever e Bruno terminavam de arrumar as compras na cozinha, eu e Rachel preparávamos uma quantidade de sanduíches. Comemos entre brincadeiras e risos, eu tentando disfarçar a tensão e o mal estar que estava sentindo desde que vi Bruno da sacada do hotel.

Peter e eu fomos levar o pessoal à porta e quando eu e ele estávamos a sós no quarto eu tomei coragem para começar o assunto, e como uma confirmação mais uma vez senti meu estomago revirar, de nervoso?

-Jas, você está tensa. E está ficando pálida – ele deus uns passos à frente e acariciou minha bochecha. Engoli em seco e respirei fundo pronta para começar a falar.

-Está arrependida? Acha que me precipitei…? Eu não… – não ouvi mais oque ele disse, imagens vieram a minha cabeça, Bruno, aquela mulher, avião, Brasil, bebês minha cabeça girou e perdi o equilíbrio. Senti os braços fortes de Peter me sustentarem, ele levou-me até a cama e sentou-me.

-Jas? Oque houve? Oque você está sentindo? – sua voz era urgente e suas mãos tiravam os cabelos de meu rosto. Em meu coração um sentimento apertava forte, eu não queria me afastar de Bruno. Eu não queria perde-lo, mas teria de ir embora em breve. Por que estava pensando exatamente nisso agora? De repente, com a possibilidade de eu estar gravida essa realidade pareceu estar perto demais. Porque Bruno ainda estava comigo eu não me preocupava, estava ainda imune. Até quando?

Jasmin! Oque está acontecendo com você!!? Por quê esse desespero todo?! Gritei mentalmente. Eu não sabia, mas era oque eu sentia.

Peter envolveu em seus braços, aconchegando-me no calor de seu corpo e em senti mais tranquila.

-Jas? – ele sussurrou.

-Bru? – eu disse com a voz fraca.

-Você está gravida? – ele disse.

-Como… – eu não terminei a frase.

-Pensei nisso quando você se sentiu tonta na praia. É isso que a está deixando tensa? Não se preocupe, eu a amo – disse ele solenemente.

A emoção em meu coração transbordou pelos meus olhos e eu não conseguir proferir uma palavra.

-Temos de leva-la ao medico para ter certeza – Peter sussurrou e beijou o alto de minha cabeça. Sentido agora meu corpo mole eu devo ter adormecido em seus braços, pois tudo ficou escuro.

*Continua!

[ Estou sem palavras :x espero que vocês não, e me contem por muitos reviews oque acharam? oque sentiram? emocionou? nervosa? suposições? aain

muitos honis lindas! :*******]

Notas finais
Lá no blog tem trilha sonora - playlist - http://dearbruno-iwroteourstory.tumblr.com/