How Do You Say I Love You?
37 Consulta Médica
Notas iniciais
No momento estou morrendo de sono, preguiça e cansada... kk talvez sem humor para criar uma nota inicial mais animada... kkk
Mas entrego a vocês com satisfeito cansaço recompensador mais um capitulo! *u*
Agradeço-lhes por acompanharem!
Pessoas lindas!
Honi e reviews? :****
Era tudo muito difuso. Imagens desconexas e sensações angustiantes misturavam-se ao sentimento pleno e doce que era estar nos braços de Peter.
Despertando de um sono agitado aos poucos minha consciência desembaçou-se e senti os braços de Bruno a me envolverem. Imaginei se ele permanecera por toda a noite desta maneira. Percebendo que eu acordara ele beijou o alto de minha cabeça.
Balbuciei palavras incoerentes tentando explicar o ocorrido da noite anterior.
-Psiu – silenciou-me ele – xii, não fale nada. Como se sente? Melhor?
Eu assenti com a cabeça.
-Ótimo – ele cheirou meus cabelos.
Muitos minutos depois – amor? – ele disse.
-Hm?
-Quem é a mulher que está tentando me roubar de você? – ele parecia confuso.
-Hã? — eu sentei na cama com um pouco de dificuldade, meus músculos estavam muito tensos.
-Ah – tapei o rosto com as mãos – eu falei enquanto dormia? – senti meu rosto queimar e pude imaginar o quanto estava enrubescida.
-Ahan – Peter sorriu com covinhas.
Entre as frestas de meus dedos eu olhei para ele – muito? – eu disse.
-A noite toda. Então, quem é ela?
-Hã… Diga-me você que tem conversado com ela pelos quiosques da cidade! – soltei descontroladamente, meu tom de voz soou mais ciumento do que eu pretendia.
Ele franziu o cenho- tá falando da Sidny?
-Ah, então é esse o nome dela?
Bruno semicerrou os olhos e tentou disfarçar o sorriso – Jas, está com ciúmes? – reprimiu aquele risinho que eu achava lindo, mas desta vez era sério. Eu o vira mais de uma vez com a tal Sidny e não me agradara nenhum pouco a insinuação dela.
Amarrei a cara e virei o rosto desviando de seu olhar intenso e avaliador. Eu sabia que não resistiria se mirasse nele.
-Quer saber quem é ela? É uma ex-namorada – ele disse sem rodeios, eu ergui as sobrancelhas, mas ainda assim não olhei em seu rosto – De dez anos atrás, tínhamos 16. Olhe pra mim, Jas – ele ajeitou-se nos travesseiros chegando mais perto.
Eu não olhei – Jas… Ele chamou de novo — não respondi então ele se levantou na cama, de joelhos a minha frente puxou-me pelos tornozelos arrastando-me pelo colchão, eu soltei uma gargalhada contra vontade e ele apoiou-se nos cotovelos com o corpo encima do meu.
Seus olhos castanhos prenderam os meus – Uma paixão iludida de infância está longe de se comparar ao sentimento imensurável que sinto por você, anjo.
Em esperar uma resposta tocou levemente os seus lábios nos meus e desceu um caminho de beijos carinhosos até meu pescoço.
-Está com fome? – eu sussurrei embriagada.
Peter ergueu o rosto para me olhar e sorriu sapeca.
-Sério, porque meu estomago tá rosnando.
Ele deu uma risadinha-Vou preparar o seu café da manhã, espere aqui – ele me deu um beijo e desceu a escada.
Eu sorri, espreguiçando-me fui ao banheiro tomar um banho morno para aliviar os músculos. Enquanto a água caia e o aroma do sabonete de Bruno prendia-se a minha pele, eu refleti em como era incrível que ele sempre dissesse ou fizesse a coisa certa. Todo o medo que eu sentira na noite passada agora me parecia sem sentido.
Vesti um de meus vestidos leves de verão e penteei meus cabelos repartindo ao meio, prendi duas mechas da frente para trás. Peguei meu exemplar de “Querido John” e sentei-me na varanda anexada ao quarto a qual dava direto na praia.
Eu ainda não tinha passado do primeiro capitulo, tinha uma noção de como era a história pelo que li na contra capa, tratava-se da escolha entre um grande amor e o amor a pátria, abrir mão de um amor verdadeiro. Comecei a ler e minutos depois Bruno chegou com uma farta bandeja.
-Me deixe ver oque você tá lendo – disse ele passando o braço por trás de mim para pegar o livro no braço do banco de madeira estofado. Eu passei mais creme de atum na torrada e mordi-a, observando-o ler a introdução, ele leu e leu.
-Oque acha? – eu disse.
-Parece uma linda história- ele virou uma pagina e continuou lendo enquanto eu terminava de comer. Fiquei quieta observando-o e o mar a minha frente – feliz por seu interesse.
Colocando o livro de lado fitou-me por uns instantes – como se sente? – quase sussurrou.
-Estou melhor.
-Sem enjoo? Está se sentindo mais forte? Descansada? – agora ele estava muito próximo, inclinado a mim no assento ao lado.
-Sim, estou estável – sorri levemente.
Ele fitou-me por alguns instantes – Jas, talvez tenhamos sido irresponsáveis não usando preservativo. Mas talvez minha querida, talvez nós não nos importássemos ou até desejássemos secretamente que dos momentos sublimes que vivemos viesse um fruto para eternizar ainda mais oque sentimos.
Seus olhos castanhos profundos mergulharam nos meus, eles eram como sempre uma janela para sua alma e neles eu via verdade.
-Se você estiver esperando um filho meu, Jasmin, será o maior presente da minha vida! Algo vindo de você… – meu coração estava tresloucado em meu peito e senti meus olhos arderem – estarei com você, anjo.
Peter tocou de leve a ponta de um dedo em meus lábios, abraçamo-nos. E sorrindo ele disse – Vamos marcar uma consulta? – seu tom de voz soou alto como numa risada.
Ergui as sobrancelhas e sorri, quase rindo com seu entusiasmo – Ahan – falei.
-Perai – ele levantou-se e entrou no quarto. Segundos depois voltou com o celular, discou uma sequencia de números e aguardou na linha.
-Boa tarde, gostaria de marcar uma consulta, por favor… – E indo de um lado a outro da varanda ele combinou a hora, ocasião, médico e passou os meus dados.
-Pronto- ele sorriu – às 16h00min no centro de Waikiki. Abaixou-se a minha frente – Vai dar tudo certo – prometeu.
Eu peguei em sua mão – Sim – falei baixinho.
Bruno esticou-se para pegar o livro que deixara encima da cadeira em que estava sentado e conduziu-me pela mão até a escada com degraus de troncos de árvores. Sentei-me no meio da escada, Peter no degrau de cima, envolvendo-me com as pernas.
-Se importa de recomeçar a história comigo? – ele disse segurando o livro a nossa frente.
-Vamos recomeçar – eu sorri e lendo em voz baixa ao meu ouvido Bruno começou a narrar. Sua voz macia, doce e melódica soou aos meus ouvidos despertando uma série de sensações; paz, alento, abrigo, carinho, satisfação. E sem que percebêssemos o sol da manhã elevar-se no céu a pino na hora do meio-dia e depois ao inicio da tarde, pouco passado das 14:h00min , já estávamos chegando ao meio do livro. Reversando a narração, refletindo em determinados trechos, encontrávamo-nos agora deitados na areia, à sombra, nos braços um do outro.
Dei uma pausa na leitura após terminar o ultimo paragrafo de uma pagina – São que horas?
Bruno apalpou os bolsos e conferiu a hora no celular – 14h:38min, está na hora… Vamos?
Sentei-me e com sua ajuda pus-me de pé. Estávamos cobertos de areia e fomos para o banheiro, tiramos as roupas um do outro num gesto de cuidado e entramos debaixo do chuveiro juntos. Naquela ocasião Bruno não tentou nada. Meu corpo queimava de desejo e imaginei como devia ser para ele também. No entanto ele manteve os olhos em meu rosto e conversamos sobre oque havíamos lido do livro até o momento.
Pegamos a estrada do litoral rumo ao centro da cidade, no caminho fui lendo o livro em voz alta.
∞
Conseguimos entrar na clinica sem tumulto. Peter é o Bruno Mars, mas ainda não se comparava ao pandemônio de fãs que acercavam o Michael Jackson onde quer que ele aparecesse, sendo assim ainda conseguíamos ir a muitos lugares sem atrair uma multidão, sendo curiosos, fãs ou fotógrafos. Para meu alivio.
-Jasmin Duarte Klaus? – chamou a doutora aparecendo à porta.
Pus-me de pé. Peter acompanhou-me segurando em minha mão.
-É a senhorita? – ela sorriu.
Assenti com a cabeça e ela indicou o corredor com um gesto da prancheta. Bruno e eu sentamos lado a lado nas cadeiras a frente da mesa do consultório.
-Meu nome é Katherine Johnson, ginecologista e obstetra – ela sorriu –Temos uma possível mamãe aqui?
Eu sorri nervosa sem conseguir dizer algo.
-Vamos conversar com algumas informações…
-De quanto é seu ciclo menstrual? Disse calmamente enquanto prendia uma ficha a prancheta.
-Trinta dias – respondi.
Ela anotou.
-E quando foi o ultimo dia de seu fluxo?
-Hã, três semanas.
-Você teve relações durante esse tempo?
-Sim – falei sentindo meu rosto corar. Pergunta obvia não? Pensei. Ás vezes os médicos fazem umas perguntas idiotas.
-Sem tomar qualquer tipo de anticoncepcional ou outra coisa?
Assenti com um meneio de cabeça.
-Bom, vamos medir sua pressão, retirar seu sangue para exames.
Dizendo isso, ela levantou-se e deu inicio aos exames, ouviu meus batimentos cardíacos, mediu minha pressão e por fim, fez a retirada do sangue.
- Amanhã a partir das 13h:00min teremos o resultado. Então poderemos saber se um lindo bebê está a caminho – ela sorriu contente.
Peter e eu entreolhamo-nos e trocamos um sorriso, o semblante dele era indescritivelmente radiante! Aquela alegria em seus olhos contagiou-me. Saímos da clinica abraçados e bobamente alegres.
∞
O mostrador do relógio do café King Coffe indicava que eram exatos 18h00min.
Eu contornava a borda de minha xicara de cappuccino, relendo o titulo “Dear John” da edição em inglês que jazia encima da mesa. Bruno havia ido ao banheiro. O local estava com bom movimento, a maioria dos clientes eram claramente turistas.
Peter voltou e sentou-se ao meu lado, beijou minha testa – está preocupada? – ele não deixou passar despercebido meu repentino humor quieto.
Virei-me para olhar em seu rosto – Não mais. Com você sinto uma coragem espantosa! Mas se tivermos um filho, ele vai crescer indo de um continente a outro? – franzi o cenho.
-Não necessariamente. A não ser que ele queira ir ás turnês comigo – ele sorriu.
-Sério Bruno! – falei. Incrível como ele estava tranquilo.
-Babe, pare de pensar besteiras. Se tivermos um filho, vamos cria-lo juntos – ele me deu um selinho – Tudo bem?
Fiz que sim.
-Então, onde paramos? – indagou pegando o livro.
Entrelacei um braço no dele e prossegui com a narração, baixinho.
Era gostoso ler com ele, imersos na história impressa nas paginas daquele livro parecíamos viver duas vidas, dois casos de amor. E por que nos identificávamos tanto com aquele romance? O fato de um amor ter nascido em duas semanas ou seria a despedida e a distancia tão eminentes?
*Continua!
[Eai menines? Expectativa? Eu as fiz sorrir? ASK ASK ME??!! honi :**]
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