How Do You Say I Love You?
22 Preparativos
Notas iniciais
No dia seguinte acordei aproximadamente ás 09h00min. Como todos os dias fui até a sacada ver a cidade – que como de praxe estava ensolarada e colorida com tons de azul e verde. Desci para o restaurante do hotel para tomar meu café da manhã, após fiz uma breve caminhada pela praia, peguei meu carro – um sedã vermelho – e parti para o Spa no bairro vizinho, Hilman.
O assunto entre as moças do Spa era um tanto histérico; “Ah! Ele é tão lindo!” esganiçou a manicure.
“É! Eu sei...” a resposta da massagista capilar fora uma mescla de animada concordância com ciúmes.
“Pssiu...” fez a cabelereira.
“Desculpe moça, é que estamos tão ansiosas...” disse a manicure.
“E, tudo bem – sorri- mas por que tão ansiosas?”
Elas reprimiram gritinhos risonhos.
“Vamos ao show do Bruno Mars” anunciou a massagista, e ao falar o nome, fizeram em coro.
“Ah” eu disse e ri.
“A senhora gosta dele?” – Como não ver duplo sentido nisso?
“Ah, sim, claro. Talentoso, ele.” Sorri.
“É, muito” suspirou a moça que me mostrava o catalogo de tons de ruivos.
Minha manhã transcorreu tranquila; as moças enfim acalmaram-se, eu fechei meus olhos e deixei-as cuidarem de meus cabelos, unhas, pele... Refletindo no quanto eu estava ansiosa, nervosa, mas ao contrario das moças, eu consegui conter-me. O almoço no Spa fora satisfatório; depois de algumas horas em uma confortável espreguiçadeira a beira da piscina, parti para o shopping. Eu realçara a cor de meus cabelos, para um tom mais vivo de ruivo. Comprei algumas roupas; xadrez, shorts, vestidos de alça que eu não encontraria em nenhum outro lugar e alguns sapatos. Talvez para passar o tempo, talvez para não pensar e evitar os nervos, eu tirei o dia para permitir-me uns mimos.
Perto das 15h00min cheguei ao hotel, subi logo para o quarto a fim de me arrumar e pôr-me em posição na sacada a qualquer sinal de Bruno ou Phil.
Meus cabelos estavam escovados com cachos feitos por babyliss, vesti meus shorts jeans ripied – amo shorts ripied, de rasgos discretos aos mais ousados – regata branca e xadrez azul por cima, calcei meu All Star de couro preto. Nos cílios uma camada generosa de rímel e um pouco de blush. Sentei-me numa das cadeiras brancas de jardim na varanda, de pés pra cima da mesa esperei.
*Na escadaria do Aston Waikiki Beach Hotel;
Franzi o cenho – um cara de porte musculoso e largo desceu do carro, vestindo bermudas escuras e camisa Aloha. (‘Camisa aloha’ é o estilo ou modelo típico havaiano; camisas de botões estampadas com temas tropicais).
-Eai! – Ryan se aproximou todo sorridente.
-Eai Ryan! – sorri e apertei sua mão, que engoliu a minha, olhei por cima de seu ombro. Ele virou-se.
- Ah o Bruno e o Phil ficaram presos no estádio com a banda.
- Hm, a’ole pilika ( sem problema ). Bruno avisou que isso poderia acontecer – sorri.
- Bora, então? – ele gesticulou para o carro.
- Ah, claro, vamos!
Ryan correu na minha frente a abriu a porta para mim ; “Bruno disse para trata-la como uma princesa”. “Ah...” Ele deu a volta no carro e sentou ao meu lado.
-Gostei do cabelo – deu a partida no carro seguindo pela Malibu Rd.
-Valeu. Também gostei do seu.
Ryan passou a mão pelos negros e brilhosos cabelos lisos, meio convencido para falar a verdade – Mahalo – ele sorriu.
- Onde é o estádio?
- Na Grand Ocean Boulevard, há uns 10 minutos daqui.
-Hmm...
Segundos depois Ryan pôs-se a falar sobre a banda e surf e carros... Coisas tínhamos em comum, fora agradável nossa pequena viajem.
-Chegamos! – anunciou ele.
-Oh! – eu dei uma olhada ao redor, centenas de pessoas em fila dobravam a esquina- eu não podia ver o fim. Eu não vira ao passar, pois estava virada para Ryan relatando meu ultimo passeio a uma exposição de carros e motos. Ryan contornou o prédio do estádio e entramos no estacionamento pelos fundos, que era enorme e estava repleto de carros faiscantes.
Ryan ofereceu-me o braço – “Não posso perdê-la de vista. Vamos procurar o Bruno”. Passamos pelas grades brancas que separavam o estacionamento do prédio e entramos por um portão preto de ferro, subimos uma curta escada e no primeiro patamar pegamos o elevador. O prédio era circular e extenso como pude ver ao percorrer o corredor ao lado de Ryan, ao invés de reto e cumprido os corredores era circulares, nas portas havia placas indicando ‘banheiro’, ‘camarim de tal pessoa ou outra’, ‘vestuário-figurino’, ‘sala de iluminação’ etc... ao sairmos do elevador seguimos a direita, Ryan bateu na porta “Camarim Bruno Mars”, um homem gordo, negro e de cabelos já rareando abriu a porta e nos disse que Bruno ensaiava no primeiro andar. Então terminamos o circulo do corredor saindo no mesmo lugar – em frente aos elevadores. O ambiente era moderno, com pintura de tons roxo e vermelho. Encontramos algumas pessoas no trajeto inclusive o pai de Bruno, mas ele apenas nos cumprimentou rapidamente, parece que fora buscar algo ou alguém. “Esse é o Pete, pai do Bruno” disse Ryan depois que ele se foi.
No primeiro andar pude ouvir a voz de Bruno em uma risada, ultrapassamos o ultimo portão preto e adentramos no salão – o ambiente estava na penumbra, luzes roxas e azuis refletiam nos instrumentos encima do palco. Ao atravessar o longo espaço entre o portão e o palco algumas pessoas com pranchetas, garrafas d’água, passaram por mim e Ryan. O espaço era amplo, nas paredes havia arquibancadas, semelhantes a sacadas brancas, de onde as fãs deveriam ter uma ótima visão do show. Toda a banda estava em seus postos com seus instrumentos encima do palco, no fundo um painel digital mostrava animações Hooligans – Granadas, Bruno carregando um piano, o logo “BRUNO MARS” em vermelho, bem acima “DOO-WOPS & HOOLIGANS” em letras neon vermelhas.
Bruno cantava “It’s better if you don’t understand” repetidas vezes esta frase, e ria brincalhão testando o som e dando dicas para melhora-lo. “Ok, ótimo. Ótimo!” – assentiu ele. Ryan e eu paramos a frente do palco – o qual era bem acessível, com 1 metro e meio de altura no máximo, afora as sacadas brancas o local era bem rustico. Bruno virou-se para frente e viu-me, sorriu aquele sorriso perfeito e deu piscadela. Eu acenei sorrindo. Ryan indicou-me um das cadeiras que estavam postas a frente do palco e disse “Está entregue. Tenho que cuidar de uns assuntos agora. Nos vemos por aí”, sorriu.
-Valeu Ryan – levantei o polegar. Ele fez o Hang Loose e sumiu de vista. Sentei-me ali num das cadeiras e fiquei assistindo Bruno e Os Hooligans tocarem – tão bem-humorados e divertidos – eles passavam a música “Somewhere in Brooklyn”.
-Olá, tudo bem? – uma moça pequenina surgiu ao meu lado. Ela tinha os cabelos curtos e picotados, seus traços finos e delicados.
-Hey, tudo bem! E com você? – sorri.
-também! Você é a namorada do Bruno não é?
Eu não sabia oque responder, será que Bruno vinha falando de mim, para toda a banda e como sua namorada? – É, sou – sorri.
-Ah, seja bem-vinda!
-Mahalo!
Ela riu – Isso quer dizer oque mesmo?
-Ah – eu dei uma risada – quer dizer “obrigada” em havaiano.
-Hm, de nada. Ah, eu sou Ever Anderson, e eu já sei seu nome – ela sorriu.
Eu ri – e ficamos ali sentadas assistindo ao ensaio e conversando, em um momento Ever fora buscar uma bebida para nós e voltou com duas latas de Coca.
-Olha, eu tenho que ir – disse Ever, ela olhou seu relógio de pulso – tenho de verificar o figurino dos rapazes – e levantou-se.
-Oh, sim. Foi um prazer Ever.
- Igualmente Jasmin – ela sorriu – Até logo.
-Aloha.
*Continua!
LoveStory Por; Yasmine Herandez
Fale com o autor