Notas iniciais
Hey Hooligans! Aqui está mais um capitulo! Eu fiquei tão anciosa para passa-lo a limpo e publica-lo! Amo ele, espero que gostem também! Mandem reviews com sua opinião. ;) Grande honi, mahalo e aloha!

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Descemos do carro, caminhamos lado a lado por uma trilha de pedras até a entrada do resort. De cara uma varanda toda revestida de madeira caramelo, as portas de vidro e molduras também de madeira. Localizado em uma área particular. Especialmente para turistas, pois havia algumas lojas de artigos esportivos, para escaladas e caminhadas na floresta, a qual está a toda a volta. O clima estava muito quente, ouviam-se os pássaros cantando e algo raro no Brasil; uma grande quantidade de borboletas. De todas as cores e tamanhos, elas dançavam em círculos ao redor das flores, na orla da floresta.

Sorri para Peter quando ele parou, abriu a porta e sorriu para mim. Sua gentileza ainda me surpreende. “Aloha!” Uma moça morena nos saldou e presenteou com colares de flores. Peter se dirigiu direto para o balcão, segui-o. O interior era claro, iluminado principalmente pela luz dourada do sol que entrava pelas inúmeras janelas e portas de varandas.

- Aloha! Em que posso ajuda-los? Já têm reservas? – Disse a recepcionista com um enorme sorriso no rosto.

- Bom dia! Na verdade gostaria apenas de usar o estacionamento.

- Documentos, por favor. – Peter meteu a mão no bolso e pegou a carteira. Após entregar as chaves ao manobrista e acertar o contrato de estacionamento seguimos a trilha de cascalhos. À esquerda o restaurante do resort, uma loja de artigos esportivos, roupas de banho e conveniências, lado a lado. Uns metros a diante uma pequena ponte sobre o riacho do qual o seu farfalhar era audível mesmo distante. Entramos na segunda loja, aparentemente pequena, com vitrines exibindo manequins com maiôs e biquínis.

- Vamos comprar algumas coisas para o nosso passeio. – Informou Peter sorrindo ao fechar a porta atrás de si, me alcançando no hall da loja.

- Aloha! Fiquem a vontade se precisar de ajuda pode chamar, ok?

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- Oque acha deste? — Abri a cortina do provador, exibindo meu corpo seminu em um biquíni vermelho estampado.

Peter examinou-me de cima a baixo com os olhos cheios de malicia. Ergueu as sobrancelhas, esticou os lábios em um sorriso de covinhas.

Esperei com expectativa.

- Hmmm, ono. – Abriu seu sorriso perfeito exibindo seus dentes impecáveis. (Ono – Deliciosa) – Dá uma voltinha? Seus olhos se apertaram e seu olhar penetrava-me como se pudesse ver através de mim.

Dei a voltinha. Ao completar o circulo em volta de mim mesma Peter estava a minha frente. Fitei seus olhos com intensidade, tão profundos, me perdi em sua cor castanha. Senti suas mãos macias e quentes tocarem minha cintura, ele me beijou fogosamente. Tateei até agarrar as cortinas do provador, fechei-as e puxei-o para dentro. Peter me pôs contra o espelho na parede oposta, ele apertava minhas coxas pressionando-me contra si. Que beijo delicioso, doce e ardente. Excitante! Senti meu corpo pegar fogo, apertei os dedos em suas costas puxando-o para mais perto.

- A vendedora… a ven…dedora pode aparecer… – Eu disse entre beijos com a voz risonha de empolgação. Peter fingiu que não me ouviu e pegou-me no colo, com as costas coladas no espelho enlacei seu pescoço saboreando seu beijo. Desci as mãos e explorei seu corpo por debaixo de sua blusa. Oh meu Deus! Que corpo gostoso! Então senti um volume embaixo de mim, abaixo do zíper de Peter. Estávamos muito excitados e eu não me garantia que conseguiria me controlar. O beijo suavizou, tronando-se mais carinhoso, quebrei-o delicadamente. Peter sorriu e pôs-me no chão, retribui seu sorriso e apertei sua bunda.

- Então o biquíni está aprovado?

Ele mordeu o lábio inferior. – Aperta de novo que eu te digo. – Deu um sorriso de covinhas que de inocente não tinha nada. Eu dei uma gargalhada e um tapinha em seu ombro. Peter deu alguns passos atrás voltando de onde estava, porém tropeçou em minhas sandálias e desabou sentado no sofá de espera. Nós gargalhamos.

- Tá vendo oque você faz comigo? Eu ri.

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- Vou levar esse. – Eu disse a moça do caixa.

- Esses aqui também. – Disse Peter. Olhei para ele com cara de interrogação.

- Você ficou linda com todos eles. Seria uma pena não leva-los.

- Peter… Parei de falar, já estava resolvido. Ele comprara cinco pares de biquínis para mim, dois shorts jeans e um chapéu que ele mesmo escolheu. Para combinarmos ele disse. Vestindo agora ‘o biquíni aprovado’ vermelho, meu short jeans claro rasgado, estávamos mesmo combinando. Peter vestia uma blusa de botões aloha na cor purpura, uma camiseta branca por baixo e bermuda cor caqui. Seu costumeiro chapéu Fedora e sandálias.

Saímos da loja apenas com oque chegamos, eu carregava minha bolsa de praia, só que agora eu havia substituído o vestido pelo short e biquíni com uma regata branca por cima. Peter levava uma pequena mochila preta abastecida com garrafas d’água e sucos, protetor solar… etc… Em direção a pequena ponte nos afastamos das lojas e adentramos na floresta.

- Você sabe onde está indo? Peter sorriu. – Claro! Confie em mim. – Sorri também e continuei andando. Ele me deu a mão e segurou meu cotovelo auxiliando-me quando o caminho se tornava pedregoso demais ou quando passávamos por raízes. Caminhamos devagar apreciando o clima fresco agora entre as árvores de copas altíssimas as quais tampavam o sol. Seguimos uma trilha curta que deu em uma ponte. Diferente da outra esta era muito alta e longa. Peter agarrou minha mão com força.

- Tenho medo de altura. – Falou baixinho. Olhei para baixo. – Oh! –A altura era enorme. Lá embaixo um riacho corria em águas rápidas em meio a enormes pedras cinzentas. – Nossa, como é alto! Qual é o nome desse lugar?

- Este é o rio Wakea Kane. A cachoeira para onde vamos desagua aqui.

- Não são dois dos deuses havaianos?

- São sim. – Ele sorriu. – Mas como é que você sabe tanto sobre o Hawai’i?

Eu sorri. – Sempre assisti a muitos filmes teens, desde muito pequena. Aqueles que se resumem em viajem e aventuras nas férias, amor de verão. Sabe? – Ele fez que sim, sorrindo. – Aquelas cenas de praia me encantavam, ficaram gravadas na minha cabeça. Na escola também tive uma excelente professora de Geografia que me ensinou muito bem a cultura oriental, eu achava as aulas muito interessantes. Pesquisando encontrei o Hawai’i, aprendi sobre estilo de música, cantores famosos, culinária, vocabulário, os nomes das ilhas, os vulcões, economia e história. Bom, fui a fundo, cheguei a considerar a ideia de me mudar para cá. Uma vida tranquila com o paraíso que é o Hawai’i a toda a volta, seria uma vida perfeita.

Ele sorriu. – E oque você mais gosta no Hawai’i?

- Hmm, pergunta difícil. Mas oque mais me encanta, é o clima. Aqui parece ser tudo festa, e o sol sempre brilhando, aqui é muito alegre. A energia daqui me arrebata! E a dança hula também.

Ele colheu um Hibisco amarelo pelo caminho, prendeu-a em minha orelha e beijou minha testa. – Você sabe dançar?

- Eer, não.

- Um dia desses te levarei a um luau, para eu te mostrar como se dança hula. – Ele piscou para mim.

- Ah metido.

Ele ri, abraçou-me pala cintura e rodou- me eu soltei um gritinho risonho. Ele adorava pegar-me no colo, eu adorava quando ele fazia isso. Ele pousou-me no chão agora gramado, e pôs-se a fazer passos femininos de hula. Um sorriso sugestivo e palhaço estampado no rosto. Eu não conseguia parar de rir e ele ria de mim.

Estava muito calor agora, pois já andávamos á no mínimo uns 20 minutos. Peter abriu a mochila e ofereceu-me uma garrafa d’água e uma toalha branca. Continuamos a caminhada. Encontramos com variadas espécies de flores, Peter me apontou algumas árvores em especial e dizendo-me os símbolos representavam para as crenças havaianas.

- Pikake, este pássaro tem o seu nome. – Apontou a linda ave que pousara em um ramo a nossa frente.

- Como?

- Pikake é Jasmin em havaiano. Ele tem esse nome pela coloração de suas penas, semelhantes à cor da flor Jasmin. – Ele sorriu.

- Ah, essa eu não sabia! Fabuloso!

- É… – Ele disse contemplativo, olhando o Pikake tomar voo novamente.

Tivemos uns vislumbres da cachoeira e já se podia ouvir o chiado das águas. Apertamos o passo.

- Está ouvindo? – Peter disse empolgado.

- Ahan! Vamos! – Peguei sua mão e andamos mais rápido.

Enfim adentramos em uma clareira, o chão gramado verde-vivo, mais a frente enormes pedras marrons e cinzentas. Ao redor da clareira um vasto jardim de flores coloridas, inclusive uma variedade de hibiscos. E como antes eu vira na orla da floresta, ao nosso redor inúmeras borboletas, amarelas em maioria dançavam em círculos graciosamente acima das flores.

- Meu Deus! Peter, esse lugar é maravilhoso! – Fui em direção às flores, tocando-as, admirada vendo os pássaros e as borboletas, tudo era tão verde. E a luz dourada do sol fulgia acima de nós, fazendo tudo resplandecer. Senti Peter se aproximar, olhei para trás, ele sorria.

- É maravilhoso, só não é mais que você. Sei que pareço piegas dizendo isso, mas é a verdade.

Olhei em seus olhos sem saber oque dizer, eu sentia o mesmo por ele… – Peter… – Beijei seus lábios suavemente, sorrindo.

-Vem aqui… – Ele pegou em minha mão e me levou a frente, para o penhasco. Olhamos as águas verdes cristalinas lá embaixo. Trocamos um olhar cheio de significado.

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Demos um passo atrás, nossas coisas estavam encima de uma pedra logo ali perto. Despi o short e a blusa, tirei o chapéu e coloquei junto com as roupas dobradas. Peter por sua vez parou de desabotoar a camisa na metade, ficou me olhando. Ergui as sobrancelhas sorrindo.Ele é tão fofo! Ele tirou a camisa, seus braços expostos novamente, como naquela vez na praia, a camiseta branca marcava seu peitoral alto. Então ele a tirou também. Por uns segundos fiquei sem ar. Sua pele era sedutora, morena, sua barriga não era tanquinho, os músculos eram definidos naturais, seu peitoral musculoso os ombros largos e braços fortes. Pisquei tentando reorganizar os pensamentos. Se ele percebeu não demonstrou.

- Me dê suas roupas. – Entreguei-as a ele, dobrou as suas também e colocou em sua mochila. – Ah, o chapéu! – Ele riu, eu ri também. Ele usava tanto que realmente acho que o chapéu fazia parte de seu corpo. Peter o tirou, deixando a mostra… Seus cachinhos. O seu cabelo tinha o corte mais baixo nas laterais e no alto – o seu usual topete de Elvis – agora exibia cachos muito fofos e mais fofo ainda ele ficou quando se virou para mim sorrindo, as covinhas a mostra. Isso me enlouquece nele! Em suas mãos uma corda cumprida em uma das pontas a minha bolsa e a mochila amarradas. Ele se aproximou da beirada e deslizou a corda, pousando nossas coisas lá embaixo.

- Quem pula primeiro? – Gesticulei para o precipício.

- Saltaremos juntos.

- Ok… – inspirei fundo.

- Nervosa?

- Um pouco. Peter pegou em minha mão, demos um passo à frente. Olhei a frente, ao longe, grandes montanhas verdes, imaginei que seriam as que eu vi de cima da sacada do hotel. Sentindo a mão de Peter na minha, inspirei novamente sentindo sua presença, agora mais corajosa.

- Pronta?

- Pronta! – Disse com a voz firme.

- Nos dois nós pulamos.

Rindo perguntei: Porque dois? Ah deixa pra lá! No dois. — Ele riu.

- Conte comigo… — Fiz que sim com a cabeça.

- UM… DOOOOIS!!

Erguemos os braços como se fossemos mergulhar. Gritamos ao cair pelo espaço aberto como um meteoro. Sua mão se perdeu da minha. Girei em espiral como um foguete atingindo a Terra. Rompi a superfície da água triunfante. A água era fresca e ondulava dando uma sensação gostosa pelo corpo. Olhei em volta procurando por Peter, ele me abraçou por trás, surpreendendo-me. Gargalhamos em efeito a adrenalina, felizes. Beijamo-nos. Passamos horas nadando, saltando de pedras. Deitados em uma relva, nos beijamos, conversamos, nos beijamos muito e mais um pouco.

- Quero te mostrar uma coisa. – Sussurrou Peter em meu ouvido. Ele estava deitado ao eu lado meio por cima de mim, acariciando minha bochecha. Minhas mãos pousadas em sua barriga.

- Oque? – Perguntei com interesse.

- Você vai ver. É perto daqui. Temos que ir agora se não quisermos perder.

- Tá… Vamos.

Ele sorriu. – Pode confiar. Você vai gostar.

- Eu confio. Só estou curiosa. Você gosta de suspense. – Ele riu. Pegamos nossas coisas, vesti o short e Peter vestiu a camiseta. Subimos pela colina e seguimos uma trilha que se tornou mais ampla conforme andávamos. Vi uma claridade mais a frente.

- Feche os olhos, vou guia-la. – Peter tapou meus olhos com uma das mãos, a outra em meu quadril guiando-me. Demos alguns passos, senti areia em meus pés.

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- Olhe… – Disse ele baixinho tirando a mão de meus olhos, abri-os e pisquei como se oque eu via a minha frente fosse uma miragem e desapareceria ao piscar de olhos. Mas não, ainda estava lá. O sol luzia suavemente, no céu nuvens do tipo Cirrostratus. Parecidas com véu transparente coloridas de um tom forte de pêssego clareando até o branco em camadas. No horizonte o sol começava a se pôr. A areia muito clara e visivelmente fina. Ondas quebravam preguiçosamente no extenso mar a nossa frente. Senti meu coração inflar. Novamente me emocionando com aquele paraíso. Eu não imaginava como poderia ser mais perfeito.

Voltei o olhar para Peter ao meu lado, ele sorria encantado me observando. Ele realmente sabe fazer boas surpresas. Ele não disse nada. Pegou em minha mão e caminhamos pela areia, sentamos a beira-mar. Envolveu-me em seus braços e puxou-me para junto de si. Ali ficamos, sentindo a presença um do outro, apreciando o cenário e nossas línguas até o sol se esconder. Ao crepúsculo começamos nosso regresso, aproveitando a claridade para passar pela mata. Peter pegou um atalho e ajudou-me quando escureceu, a não tropeçar nas pedras e raízes. O atalho deu nas proximidades do Resort. Peter pegou o carro, e pegamos a estrada.

- Vamos parar pra comprar alguma coisa pra comer. – Informou ele…

* Continua, este capitulo já esta longo demais… hihi ^^

Yasmine Hernnadez~*

Notas finais
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