How Do You Say I Love You?
2 Desembarque
Notas iniciais
A ponto de um frenesi eu imediatamente decidi tirar férias. Aquelas praias lindas, a areia branquinha, o mar limpo, as palmeiras enormes, todo aquele paraíso. Não havia muito em que pensar. Passei toda a tarde na praia de Ipanema, com Julia e nossos amigos. Como o planejado, ficamos até altas horas sentadas na areia, conversando, dançando e enchendo a cara. Julia apresentou-me ao seu cunhado, o Daniel, nós trocamos uns beijos. Só para relaxar.
Em uma semana realizei as consultas já marcadas, pedi a Amanda para adiar e reagendar as demais.
– Não esquece o biquíni, tome! – Lembrou-me Julia, um dia antes de meu voo, ela fora me ajudar a arrumar as malas e me desejar muita diversão, ou em suas palavras ‘pegação’.
– Ah, não amiga, não vou levar. Vou comprar muitos no Hawai’i’. – Fiz como quem se gaba.
Malas arrumadas, Notebook, celular, câmera, mp4, na bolsa, não vivo sem tecnologia. Quero registrar cada momento.
– Aproveite amiga! Boas férias! – Despediu-se me abraçando
– Onn, mahalo Ju! – Vou postar as fotos no Face. — (Mahalo-obrigado)
– Tá… Tchau… – Mais um abraço.
Fechei a porta, e no quarto desabei na cama. Sentada em frente a janela, fitei o céu, a noite era fresca quase gelada. Em poucas horas eu estaria sentindo o calor do sol havaiano, o qual luzia durante todo o ano. Um verão constante. Senti borboletas em meu estomago. Sorri e me joguei de costas na cama.
Nina ficara muito empolgada quando eu lhe disse que iria de viajem à sua cidade natal. – Tá de sacanagem!!? – ela dissera. Passou-me o link do site da agência de viagens no qual ela trabalha, informando-me o endereço do hotel onde ela reside. Como guia turística Nina achou mais conveniente fixar moradia no Aston Waikiki Beach Hotel, o hotel tem parceria com a agência, e alguns quartos são destinados aos guias acompanhantes. E eu me hospedaria lá, no Aston Waikiki.
– Com você hospedada aqui eu poderia te levar á alguns lugares, quando não estiver em tours por aí. Vou te ensinar a dançar hula! Haha – prometeu-me ela.
Aceitei, pois seria uma ótima combinação, conhecer minha amiga virtual querida e ainda ter um guia. Esses pensamentos me fizeram lembrar. Julia me fez um CD com coletâneas de algumas músicas das paradas de sucesso. As que tocam o tempo todo em todas as rádios, as quais eu ouço com muita frequência, no carro, pois só assim para aguentar o transito, em casa enquanto cozinho ou trabalho. Ouço muito dois cantores em especial, Adele e Bruno Mars. Suas músicas não são como de praxe, como a dos outros cantores que seguem tendências.
Pus o CD para tocar baixinho. Apaguei a luz, deitei-me enrolada no lençol, sentia frio. Na verdade eu estava ansiosa. Adormeci.
No aeroporto.
“Senhores passageiros do voo 81027, com destino ao Hawai’i, Honolulu, por favor, dirijam-se ao portão 7!”
Senti borboletas em meu estomago. É agora. Embarquei, ouvindo meu mp4. Olhei pela janela, o chão cada vez mais distante. Hawai’i’ aí vou eu! — pensei. Não cabia em mim de tanta ansiedade.
Foram 13 horas de viagem aproximadamente. Eram 20h023min no horário de Brasília — 12h23min no fuso horário Havaiano — quando desembarquei no Aeroporto Internacional de Honolulu. Nina esperava-me com uma plaquinha pintada com tinta guache, onde se lia: “Aloha Jasmin!". Sorri. Ela como sempre, muito alegre. Muito mais linda pessoalmente. Seus cabelos lisos, negros, batiam na cintura. Olhos puxados e pele morena, semelhante a uma índia, ou melhor, típica característica havaiana.
Eu; 1,70 metro de altura. Pele branca, quase transparente, pois em várias partes de meu corpo é possível ver as linhas verdes e roxas de minhas veias. Meus cabelos são cumpridos como os de Nina, cacheados e ruivos como fogo. Olhos castanhos. Corpo no padrão “gostoso” segundo os brasileiros.
– Aloha! – Saudei-a esfuziante.
– Aloha!! Enfim né amiga? – Nos abraçamos. Nina me ajudou com as seis malas que eu levei, uma delas vazia para mais tarde lotar com futuras compras.
Saímos do aeroporto direto para um café. Contei sobre a viajem, nos conhecemos um pouco mais. Pessoalmente foi diferente.
Marcamos de nos encontrar no Aston Waikiki Beach Hotel, após eu fazer umas pequenas compras na feira de artigos típicos, e Nina voltar de seu próximo tour.
A feira era próximo ao restaurante, eu a vi quando passamos de carro. Havia bancas com chaveiros em formato de pranchas, tartarugas, flores. Havia também, chapéus e blusas aloha. O local era extenso, a leste o litoral imenso. Fiquei tonta de tão fascinada. Caminhei pela calçada observando as pessoas irem e virem, negociando, comprando. O céu de um azul perfeito, o sol a pino.
Comprei algumas blusas, dois vestidos e três chapéus, não costumo usar, mas os havaianos são especiais, pensei em adotar o acessório. Dois chaveiros de cada modelo também foram incluídos.
– Mahalo — mui loa ( Muito obrigado) – disse-me a feirante cujo os cabelos cobriam parcialmente seu rosto.
– Aloha! — sorri
Fui de taxi ao hotel, minhas malas Nina levara em seu carro, disse que deixaria reservada com o carregador, pronta para serem levadas ao quarto assim que eu me hospedasse.
– Olá, em que posso ajuda-la? – A recepcionista usava os cabelos escovados para trás presos em um coque. Em seu crachá lia-se “Asheley”.
Após acertar minhas contas com o hotel e pegar a chave de meu quarto, perguntei a Asheley;
– Você conhece a Nina,? ela trabalha aqui…
– Claro! No momento ela está em um tour aos arredores da cidade. Em uma hora e meia em média ela estará de volta.
– hmmm, Mahalo! Onde posso aguardá-la?
– Não prefere subir ao seu quarto?
– Não… – Não sabia por que, mas não estava a fim de ir para o quarto, não estava cansada, ou contrario, estava excitada demais para ficar entre quatro paredes. Sentia sede.
– Lá – apontou a sua frente, virei-me para ver a que ela se referia – é uma de nossas áreas de lazer, há bares, piscina. Pode aguardá-la lá. Eu lhe informarei que você a espera assim que ela chegar.
– Mahalo – trocamos um breve sorriso.
Fui em direção a porta de vidro que tomava toda uma parede. Imediatamente vi a enorme piscina, com designer diferenciado. Muitos vasos com mini coqueiros, decorando o espaço entre as espreguiçadeiras brancas, ocupadas por senhoras, moças e rapazes se bronzeando. Crianças brincavam na piscina. Mas eu não prestei muita atenção. Pois esta foi atraída pela paisagem magnifica a minha frente. Palmeiras ao longe, a praia de Waikiki era extremamente paradisíaca. Na extremidade sul havia alguns quiosques, entre eles no centro, algo como um restaurante.
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