House Of Night To Twilight
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Uma observação sobre o capitulo... te alguns nomes que estão com o original entre parenteses que é para vocês entenderem o significado porque senão is ficar meio jogado ao vento ok!
enjoy!
Na metade do caminho para o templo de Nyx eu percebi que Alice estava quieta além do normal. Eu dava olhares laterais para ela. Ela também estava parecendo
pálida? Eu tive um sentimento bizarro sobre você-está-andando-para-o-seu- tumulo.
“Alice, algo errado?”
“Yeah, bem, é triste e meio assustador.”
“O que? O Ritual da Lua Cheia?” Meu estomago começou a doer.
“Não, você vai gostar disso – ou pelo menos vai gostar desse.” Eu sabia o que ela
queria dizer, versos o ritual das Filhas Negras que eu tinha que ir depois, mas eu não queria falar sobre isso. As próximas palavras de Alice fizeram todo o negocio das Filhas Negras parecer pequeno, um problema secundário. “Uma garota morreu faz uma hora.”
“O que? Como?”
“Como todos morrem. Ela não conseguiu passar pela Mudança, e o corpo dela só...” Alice pausou, tremendo. “Aconteceu perto do final da aula de Tae Kwan Do. Ela estava tossindo, como se estivesse sem ar no começo do aquecimento. Eu achei que não fosse nada. Ou talvez eu achei, mas eu tirei da cabeça.”
Alice me deu um pequeno e triste sorriso, e ela parecia envergonhada de si.
“Tem algum jeito de salvar eles? Depois que, você sabe, eles começam –“ eu parei e fiz um vago e desconfortável gesto.
“Não. Não tem jeito de você ser salvo depois que seu corpo começa a rejeitar a Mudança.”
“Então não se sinta mal por não querer pensar na garota que estava tossindo. Você não poderia ter feito nada.”
“Eu sei. É só que... foi horrível. E Renata era tão querida.”
Eu senti um choque em algum lugar no meio do meu corpo. “Renata Sem Sobrenome? Ela é a garota que morreu?”
Alice acenou, piscando com força obviamente tentando não morrer.
“Isso é horrível,” eu disse, minha voz fraca era quase um sussurro. Eu lembrei o quão considerável ela tinha sido em relação a minha Marca, e como ela notou que Mike estava olhando para mim.
“Mas eu acabei de ver ela na aula de Teatro. Ela estava bem.”
“É assim que aconteceu. Num segundo o garoto está sentado do teu lado parecendo perfeitamente normal. No outro...” Alice tremeu de novo.
“E tudo vai continuar normal? Mesmo que alguém na escola tenha acabado de morrer?” eu lembrei do ano passado, quando um grupo de calouros da SIHS tinha estado num acidente de carro num final de semana, e dois deles tinham morrido, conselheiros extras foram chamados a escola na segunda e todos os eventos atléticos foram cancelados naquela semana.
“Tudo vai continuar normal. Devemos nos acostumar com a idéia de que isso pode acontecer com qualquer um. Você vai ver. Todos vão agir como se nada tivesse acontecido, especialmente os mais velhos. É só os terceiranistas e os amigos de Renata, como a colega dela, que vão mostrar alguma reação a tudo. Os terceiranistas – somos nós – devem agir direito e superar. A colega de quarto de Renata e sua melhor amiga provavelmente vai se isolar por alguns dias, mas então eles esperam que ela supere.” Ela baixou a voz. “Na verdade, eu não acho que os vampiros pensam que nenhum de nós é real enquanto não fizermos a Mudança.”
Eu pensei nisso. Victoria não pareceu me tratar como se eu fosse temporária – ela até disse que era um excelente sinal minha Marca estar colorida, não que eu estivesse tão confiante quanto ela em relação ao meu futuro. Mas eu absolutamente não iria dizer nada que fizesse parecer que Victoria estava me dando tratamento especial. Eu não queria ser a “esquisita.” Eu só queria ser amiga de Alice e me ajustar no meu novo grupo.
“Isso é realmente horrível,” foi tudo o que eu disse.
“É, mas pelo menos se acontece, acontece rápido.”
Parte de mim queria saber os detalhes, e parte de mim estava assustada demais para fazer a pergunta. Graças a Deus, Ângela interrompeu antes de eu me fazer perguntar o que eu estava assustada demais para querer saber.
“Porque vocês demoraram tanto,” Angela chamou na frente dos degraus do templo. “Kate e Seth já estão lá dentro guardando um lugar no circulo para nós, mas você sabe que quando o ritual começa eles não deixam mais ninguém entrar. Depressa!”
Nós nos apressamos, e com Angela liderando, entramos no templo. Doce e esfumaçado incenso me engolfou enquanto entrei na escuridão do Templo de Nyx. Automaticamente, eu hesitei. Alice e Ângela se viraram para mim.
“Está tudo bem. Não tem porque estar nervosa ou com medo.” Alice encontrou meus olhos e acrescentou, “pelo menos nada lá dentro.”
“O Ritual da Lua Cheia é ótimo. Você vai gostar. Oh, quando a vampira traçar o pentagrama na sua testa e dizem “abençoada seja” você tem que responder “abençoada seja,” Ângela explicou. “Então nos siga para o seu lugar no circulo.”
Ela sorriu segura para mim e correu para entrar no aposento.
“Espera.” Eu agarrei a manga de Alice. “Eu não quero parecer idiota, mas um pentagrama não é um sinal de maldade ou algo assim?”
“Foi o que eu pensei também, até eu chegar aqui. Mas esse negocio de maldade é o que as Pessoas de Fé querem que você acredite para que... droga,” ela disse dando nos ombros, “eu nem tenho certeza porque eles querem que as pessoas – bem, humanos quero dizer – acreditem que é um sinal de maldade. A verdade é que a um zilhão de anos atrás o pentagrama era um sinal de sabedoria, proteção, perfeição. Coisas boas. É só uma estrela de cinco pontas. Quatro dessas pontas significam os 4 elementos. A quinta, a que aponta para cima, é um sinal de espírito. Só isso. Não tem bicho papão aqui.”
“Controle.” Eu murmurei, feliz por termos uma razão para parar de falar da morte de Renata.
“Huh?”
“As Pessoas de Fé querem controlar tudo, e parte desse controle é que todos tem que acreditar na mesma coisa. É por isso que eles querem que as pessoas acreditem que um pentagrama é um sinal de mal.” Eu balancei a cabeça enojada. “Esqueça. Vamos. Estou mais pronta do que achava. Vamos entrar.”
Entramos mais profundamente no salão e eu ouvi água corrente. Passamos por uma linda fonte, e então a entrada fez uma curva para a esquerda. Em uma entrada de pedra arqueada estava parada uma vampira que eu não reconheci. Ela estava vestida totalmente de preto – uma longa saia e uma blusa de manga. A única decoração que ela tinha nela era a bordado da figura da deusa no peito. O cabelo dela era longo e cor de trigo. Espirais azul safira irradiavam da lua crescente pelo rosto perfeito dela.
“Essa é Gianna. Ela ensina a matéria de Feitiços e Rituais. Ela também é a esposa do Carlisle,” Alice sussurrou rapidamente antes dela ir em direção da vampira e respeitosamente colocar o punho por cima do coração.
Gianna sorriu e mergulhou o dedo numa tigela de pedra que ela estava segurando. Então ela tracejou a estrela de cinco pontas na testa de Alice.
“Abençoada seja, Alice,” ela disse.
“Abençoado seja,” Alice respondeu. Ela me deu um olhar encorajador antes de desaparecer no salão esfumaçado mais a frente.
Eu respirei fundo e fiz uma decisão consciente te tirar meus pensamentos em relação a Renata, e dos “e se” da cabeça – pelo menos durante o ritual. Eu me movi propositalmente no espaço vazio na frente de Gianna. Imitando Alice, eu coloquei meu punho no coração.
A vampira mergulhou o dedo no que agora eu pude ver que era óleo. “Merry meet* (*alegre encontro), Bella Redbird, bem vinda a Morada da Noite e a sua nova vida,” ela disse enquanto tracejava o pentagrama na minha testa em cima da minha Marca. “E abençoada seja.”
“Abençoada seja,” eu murmurei, surpresa pelo elétrico calafrio que passou pelo meu corpo quando a estrela foi desenhada na minha testa.
“Entre e junte-se a seus amigos,” ela disse gentilmente. “Não tem porque estar nervosa, eu acredito que a deusa já está cuidando de você.”
“O-obrigado,” eu disse, me apressando para entrar. Tinha velas em todo lugar. Enormes e grandes presas do teto em lustres de ferro. Várias velas estavam alinhadas nas paredes. No templo, os castiçais não tinha luz de lanternas, como no resto da escola. Aqui eles eram de verdade. Eu sabia que esse lugar costumava ser uma igreja das Pessoas de Fé dedicada ao St. Augustine, mas não parecia como nenhuma igreja que eu já tinha visto. Além de ser iluminada apenas por luz de velas, não havia bancos. (E, por sinal, eu realmente não gosto dos bancos – eles poderiam ser mais desconfortáveis?) Na verdade, o único móvel no grande salão era uma antiga mesa de madeira situada no centro do que era parecido com o que tinha no salão de jantar — mas esse não estava cheio de comida e vinho nem nada disso. Também tinha uma estátua de mármore da deusa, os braços abertos e parecendo muito com o desenho que os vampiros usavam no peito. Tinha um enorme candelabro na mesa, com gordas e brancas velas queimando, assim como vários incensos.
Então meus olhos foram pegos pela chama queimando de um intervalo do chão de pedra. Ela queimava selvagemente, suas chamas amarelas altas. Era lindo, de um jeito controlado e perigoso, e eu lembrei do desenho na minha testa. Graças a Deus, Alice balançou as mãos chamando minha atenção, antes deu seguir meu impulso de me aproximar da chama, e então eu notei, me perguntando como eu não tinha visto desde o inicio, que havia um enorme circulo de pessoas – estudantes e vampiros adultos – se esticando ao redor das pontas do salão. Me sentindo nervosa e apavorada ao mesmo tempo, eu fiz meus pés se moverem para tomar meu lugar no circulo ao lado de Alice.
“Finalmente,” Seth disse baixinho.
“Desculpe o atraso,” eu disse.
“Deixe ela em paz. Ela já está nervosa o suficiente,” Alice disse a ele.
“Shhh! Está começando,” Ângela sussurrou.
Quartanistas pareceram se materializar dos cantos escuros do salão para se tornar uma mulher que fez seu caminho para quatro pontos dentro do circulo, como as quatro direções de uma bússola. Mais duas pessoas entraram pela porta que eu tinha acabado de passar. Um deles era um homem alto – bem, risque isso – era um vampiro (todos os adultos eram vampiros), e, oh meu Deus, ele era quente.
Agora, aqui estava um excelente exemplo de um estereótipo do vampiro lindo, perto e pessoal. Ele tinha mais de 1,80m e parecia pertencer ao cinema.
“E aí está a única razão do porque estou fazendo a aula de poesia,” Angela sussurrou.
“Estou com você nessa, Gêmea,” Kate respondeu de forma sonhadora.
“Quem é ele?” eu perguntei a Alice.
“Laurent Blake, o Poeta Vampiro Laureado. Ele é o primeiro poeta masculino em 200 anos. Literalmente,” ela sussurrou. “E ele é único com vinte e poucos anos, em anos verdadeiros, não só na aparência.”
Antes deu falar qualquer outra coisa, ele começou a falar a minha boca estava muito ocupada estando aberta devido ao som da voz dele para mim fazer qualquer coisa a não ser escutar.
Ela anda na beleza, como a noite
De climas tempestuosos e céus estrelados
Enquanto ele falou ele se moveu devagar em direção ao circulo. Como se a voz dele fosse musica, a mulher que entrou no salão com ele começou a se balançar, e então ela dançou graciosamente envolta do circulo vivo.
E o melhor da escuridão e da claridade
Se encontra nela e nos olhos dela...
A mulher que dançava tinha a atenção de todos. Com um choque eu percebi que era Victoria. Ela estava usando um longo vestido de seda e tinha pequenos cristais em toda volta, para que a luz das velas pegasse cada um dos movimentos que ela fazia brilhar como as estrelas que enchiam o céu. Os movimentos dela pareciam trazer a vida as palavras do velho poema (pelo menos minha mente estava funcionando bem o suficiente para mim reconhecer o “Ela anda em beleza” do Lord Byron).
Assim dessa forma suave para essa luz gentil
Que o paraíso muitos dias negou.
De algum jeito Victoria e Laurent conseguiram terminar no centro do circulo enquanto ele terminou de recitar. Então Victoria pegou uma taça da mesa e levantou, como se estivesse oferecendo um brinde ao circulo.
“Bem vindos crianças de Nyx para a celebração da deusa para a lua cheia!”
Os vampiros adultos falaram em coro, “Merry meet.”
Victoria sorriu e pôs a taça de volta a na mesa e pegou uma longa e branca vela que já estava acessa e parada no castiçal. Então ela andou pelo circulo para olhar para uma vampira que eu não conhecia que estava parada no que deveria ser a ponta do circulo. A vampira a saudou, a mão em cima do peito, antes de virar para que suas costas estivesse na frente de Victoria.
“Psst!” Alice sussurrou. “Todos olhamos para as 4 direções enquanto Victoria evoca os quatro elementos e lança o circulo de Nyx. Leste e vento vem primeiro.”
Então todos, incluindo eu embora eu tenha sido meio devagar, se virou para leste.
Pelo canto do olho eu pude ver que Victoria ergueu os braços por cima da cabeça enquanto a voz dela passou pelas paredes de pedra do templo.
“Do leste eu invoco o ar e peço que você carregue para esse circulo o dom do conhecimento que o nosso ritual será preenchido por aprendizado.”
No segundo que Victoria começou a invocar eu senti o ar mudar. Se movia ao meu redor, esvoaçando meu cabelo e enchendo meus ouvidos com o som do vento suspirando pelas folhas. Eu olhei ao redor, esperando ver que todo mundo tivesse sido pego num pequeno vendaval, mas não notei o cabelo de mais ninguém se bagunçar. Estranho.
A vampira que estava parada no leste puxou uma vela amarela das dobras do vestido, e então Victoria a acendeu. A vampira a levantou no ar, e então a colocou, nos seus pés.
“Vire a direita, pelo fogo,” Alice sussurrou de novo.
Nós viramos e Victoria continuou. “Do sul eu invoco o fogo e peço que a sua luz nesse círculo dê o dom da força e vontade, para que nosso ritual seja ligado e poderoso.”
O vento que estava soprando suavemente contra mim foi substituído pela sensação de calor. Não era exatamente desconfortável; era mais como a sensação de quando você mergulha na banheira quente, mas era quente o bastante para me fazer suar um pouco.
Eu olhei para Alice. A cabeça dela estava levemente erguida e seus olhos estavam fechados. Não havia sinal de suor no rosto dela. A intensidade do calor de repente aumentou um pouco, e eu olhei para Victoria. Ela tinha acesso uma enorme vela vermelha que Esme estava segurando. Então, assim como a vampira do vento tinha feito, Esme a levantou em oferenda antes de colocar em seus pés.
Dessa vez eu não precisei do aviso de Alice para virar de novo para o oeste. De algum jeito, eu sabia para onde eu precisava virar, e que o próximo elemento a ser invocado seria a água.
“Do oeste eu invoco a água e peço que você limpe esse circulo em compaixão, que a luz da lua cheia possa ser usada para conceder a cura para nosso grupo assim como entendimento.”
Victoria acendeu a vela azul da vampira que estava virada para oeste. A vampira a levantou, e a colocou nos pés enquanto o som das ondas enchiam meus ouvidos e o cheiro salgado de mar enchia meu nariz. Ansiosa, eu completei o circulo virando para o norte, e sabia que estaria abraçando a terra.
“Do norte eu invoco a terra e peço que você cresça neste circulo o dom da manifestação, que os desejos e rezas dessa noite sejam frutíferos.”
De repente eu podia sentir a suavidade de um gramado nos meus pés, e eu senti o cheiro da relva e ouvi pássaros cantando. Uma vela verde foi acessa e colocado nos pés da “terra.”
Eu provavelmente deveria ter ficado com medo das estranhas sensações que passaram por mim, mas elas me encheram com a mais incrível leveza – eu me sentia bem! Tão bem que quando Victoria olhou para a chama que queimava no centro do salão e o resto de nós virou para o interior do circulo eu tive que pressionar meus lábios com força para não rir em voz alta. O poeta lindo de matar estava parado perto do fogo e Victoria e eu podíamos ver que ele estava segurando uma enorme vela púrpura na mão.
“E finalmente, eu invoco o espírito para completar nosso circulo e pedir que você nos encha de conexão, para que, como seus filhos, possamos prosperar juntos.”
Incrivelmente, eu senti meu próprio espírito se levantar, como se houvesse aves de pássaro flutuando dentro do meu peito, enquanto o poeta acendia a vela pela enorme chama e então a colocou na mesa. Então Victoria começou a se mover pelo circulo, falando conosco, encontrando nossos olhos, nos incluindo nas palavras dela.
“Essa é a hora da lua cheia. Todas as coisas se encerram e recomeçam, até mesmo os filhos de Nyx, os vampiros dela. Mas nessa noite os poderes da vida, da mágica, e da criação são mais forte – assim como nossa deusa lua. Essa é a hora de construir... de fazer.”
Meu coração estava batendo tão rápido enquanto eu observava Victoria falar, e eu percebi que ela estava dando um sermão. Esse não era um sermão de adoração, mas ao fazer isso no circulo fez com que as palavras de Victoria me tocassem como nenhum outro sermão que eu já tinha visto. Eu olhei ao redor. Talvez fosse o lugar. O salão estava cheio de incenso e mágica e luzes de velas. Victoria era tudo que uma Alta Sacerdotisa deveria ser. A beleza dela era uma chama própria, e a voz dela era mágica ao ponto de chamar a atenção de todos. Ninguém estava deitado dormindo ou escondido jogando joguinhos.
“Essa é a hora quando o véu em que o mundano e a força a beleza do reino da deusa se juntam. Nessa noite um ira transcender as fronteiras do mundo com facilidade, e conhecer a beleza e encantamento de Nyx.”
Eu podia sentir as palavras dela contra a minha pele e perto da minha garganta. Eu tremi e a Marca na minha testa de repente pareceu esquentar e formigar.
Então o poeta começou a falar em sua profunda e poderosa voz.
“Essa é a hora de traçar o celestial ser, de virar as cordas do espaço e do tempo para trazer a Criação. Porque a vida é um circulo assim como é um mistério. Nossa deusa entende isso, assim como o marido dela, Erebus.”
Quando ele falou me senti melhor em relação a morte de Renata. De repente não parecia tão assustador, tão horrível. Parecia mais parte do mundo natural, um mundo onde todos temos um lugar.
“Luz... escuridão... dia... noite... vida... está tudo ligado junto pelo espírito e o toque da deusa. Se mantivermos o balanço e olharmos para a deusa como se pudéssemos a lançar um feitiço da lua e o adaptar com um tecido de pura substancia mágica para manter conosco todos os dias das nossas vidas.”
“Fechem seus olhos, Crianças de Nyx,” Victoria disse “e mandem um secreto desejo para nossa deusa. Hoje a noite, quando o véu entre os mundos se afinar – quando mágica estiver no mundano – talvez Nyx faça seu desejo se realizar e te encher com a felicidade de um sonho realizado.”
Mágica! Eles realmente estão rezando por mágica! Iria funcionar – poderia funcionar? Há realmente mágica no mundo? Eu lembrei do jeito como meu espírito foi capaz de ver palavras e como a deusa me chamou com a sua voz visível pela caverna e então me beijou na testa e mudou minha vida para sempre. E como, a apenas alguns momentos atrás, eu senti o poder de Victoria chamando os elementos. Eu não tinha imaginado – eu não podia ter imaginado.
Eu fechei os olhos e pensei sobre a mágica que parecia estar me cercando, e então enviei meu desejo pela noite. “Meu desejo secreto é fazer parte... que eu finalmente tenha encontrado um lar que ninguém poderá tirar de mim.”
Apesar do estranho calor na minha Marca, minha cabeça estava leve e eu estava muito feliz enquanto Victoria pediu para nós abrirmos nossos olhos e, com uma voz que era poderosa e suave – mulher e guerreira combinados – ela continuou o ritual.
“Essa é a hora da viagem não vista na lua cheia. A hora para ouvir a música não modificada pelas mãos humanas ou vampiras. É o tempo para união com o vento que nos carrega” – Victoria curvou sua cabeça levemente para o leste – “e do choque do travam que imita as fagulhas da primeira vida.” Ela virou a cabeça para o sul. “É o tempo para revelar no eterno mar e na quente chuva que nos acalma, assim como a verde terra que nos envolve e nos mantém.” Ela reconheceu o oeste
e o norte virando.
Cada vez que Victoria nomeou um elemento pareceu que um toque de uma doce eletricidade passou pelo meu corpo.
E então as 4 mulheres que personificaram os elementos moveram-se em direção a mesa. Com Vicoria e Laurent, cada um deles levantou uma taça.
“Todos saúdem, a deusa da Noite e a lua cheia!” Victoria disse. “Todos saúdem a Noite, de quem as nossas bênçãos vem. Nesta noite agradecemos a ti!”
Ainda segurando as taças, as quatro mulher voltaram para seus lugares no circulo.
“No poderoso nome de Nyx,” Victoria disse.
“E de Erebus,” o poeta acrescentou.
“Nós pedimos do seu sagrado circulo que você nos dê o conhecimento para falar a linguagem da floresta, para voar com a liberdade de um pássaro, para viver com o poder e a graça de um felino, e para encontrar êxtase e alegria na vida que mexe com cada parte de nosso ser. Abençoado seja!”
Eu não conseguia parar de rir. Eu nunca ouvi esse tipo de coisa na igreja antes, e eu com certeza nunca me senti tão energizada lá também!
Victoria bebeu da taça que ela segurava, e então ela a ofereceu para Loren, que bebeu e disse “abençoada seja.” Imitando a ação deles, as 4 mulheres se moveram rapidamente pelo circulo, permitindo que cada pessoa, calouro ou adulto, bebesse da taça. Quando foi minha vez eu estava feliz por ver o rosto familiar de Esme me oferecer um gole e uma benção. O vinho era vermelho e eu achei que ele fosse amargo, como o gole que eu tomei do Cabernet da minha mãe uma vez (e definitivamente não gostei), mas não era. Era doce e apimentado e fez minha cabeça ficar ainda mais leve.
Quando todos tinham tomado um gole, as taças retornaram a mesa.
“Hoje a noite eu quero que cada um de nós passe pelo menos um momento ou dois sozinho na luz da lua cheia. Deixe a luz refrescar você e te ajudar a lembrar o quão extraordinário você é... ou que você está se tornando.” Ela sorriu para alguns calouros, incluindo eu. “Se aqueça com sua raridade. Revele sua força. Ficamos separados do mundo por causa de nossos dons. Nunca esqueçam disso, porque vocês podem ter certeza que o mundo não esquecera. Agora vamos fechar o circulo e abraçar a noite.”
Em ordem reversa, Victoria agradeceu cada elemento e os mandou embora conforme cada vela era apagada, e quando ela fez isso em senti um pouco de tristeza, como se eu estivesse dando tchau para um amigo. Então ela completou o ritual dizendo, “esse ritual terminou. Merry meet e merry part e merry meet outra vez!”
A multidão respondeu: Merry meet e merry part e merry meet outra vez!”
E foi isso. Meu primeiro ritual da deusa terminou.
O circulo se separou rapidamente – mais rapidamente do que eu gostaria. Eu queria ficar ali e pensar sobre as coisas incríveis que eu tinha sentido, especialmente quando os elementos foram chamados, mas isso era impossível. Eu fui carregada para fora do templo em uma confusão de conversa. Eu estava feliz por todos estarem tão ocupados conversando que ninguém notou o quão quieta eu estava; eu não achei que eu podia explicar para eles o que tinha acabado de acontecer comigo. Diabos! Eu não podia explicar para mim mesma.
“Hey, você acha que vamos ter comida chinesa de novo hoje a noite? Eu adoraria que na lua cheia eles servisse aquele gostoso moo goo depois,” Angela disse.
“Sem mencionar que meu biscoito da sorte disse “você vai fazer um nome para si,” o que é bem legal.”
“Eu estou tão faminta que não me importa com o que eles nos alimentem desde que nos alimentem,” Kate disse.
“Eu também,” Alice disse.
“Pela primeira vez concordo totalmente,” Seth disse, ligando seus braços com Alice e eu. “Vamos comer.”
E de repente eu me lembrei. “Uh, gente.” Aquele sentimento de formigamento bom que o ritual tinha me dado sumiu. “Eu não posso ir. Eu tenho que-“
“Somos idiotas.” Alice bateu na própria cabeça forte o bastante para fazer um som de batida. “Esquecemos totalmente.”
“Ah, merda!” Angela disse.
“As bruxas do inferno,” Kate disse.
“Quer que eu guarde um prato para você ou algo?” Seth perguntou docemente.
“Não. Rosalie disse que vai me alimentar.”
“Provavelmente carne crua,” Angela disse.
“Yeah, de algum pobre garoto que ela pegou na nojenta teia de aranha dela,” Kate disse.
“Com isso ela quer dizer aquela entre as pernas dela,” Angela explicou.
“Pare, você está assustando Bella,” Alice disse enquanto ela começava a me levar em direção a porta. “Eu vou mostrar para ela o caminho, encontro vocês na mesa.”
Lá fora eu disse, “Ok, me diga que eles estavam brincando sobre a carne crua.”
“Elas estavam brincando?” Alice disse nada convincente.
“Ótimo. Eu nem gosto quando o bife está mal passado. O que eu vou fazer se eles realmente tentarem me alimentar com carne crua?” eu recusei a pensar sobre que tipo de carne crua poderia ter.
“Eu acho que eu tenho uma pastilha em algum lugar na minha bolsa. Você quer?”
Alice perguntou.
“Sim,” eu disse, já me sentindo nauseada.
“É isso.” Alice parou, parecendo desconfortável e apoplética enfrente aos degraus que levavam um prédio de tijolos situado em uma pequena encosta que aparecia na parte oriental dos arredores da escola. Enormes carvalhos estavam envoltos na escuridão dentro da escuridão, então eu mal podia ver os pontos de luz de velas da entrada. Nenhum fio de luz estava vindo das escuras janelas que eram longas e arqueadas e pareciam ser feitas de vidro chateado.
“Ok, bem, obrigado pelas pastilhas.” Eu tentei parecer brava. “E guarde um lugar para mim. Isso realmente não pode levar muito tempo. Eu devo terminar isso e me juntar a vocês para o jantar.”
“Não se apresse. Verdade. Você pode encontrar alguém que você gosta e ficar com ele. Não se preocupe se você encontrar. Eu não vou ficar braba e só vou dizer a Seth e as Gêmeas que você está fazendo reconhecimento do inimigo.”
“Eu não vou me tornar um deles, Alice.”
“Eu acredito em você,” ela disse, mas os olhos dela pareciam suspeitosamente grandes e redondos.
“Eu vejo você logo.”
“Ok. Vejo você logo,” ela disse, e começou a seguir a calçada em direção ao prédio principal.
Eu não queria ver ela se afastar – ela parecia toda miserável e um filhotinho abatido.
Ao invés disso eu subi os degraus e disse a mim mesma que isso não seria grande coisa – nada pior que a vez que a minha irmã Barbie me convenceu a ir campo das lideres de torcida com ela (eu não sei o que diabos eu tava pensando). Pelo menos esse fiasco não duraria uma semana. Elas provavelmente fariam outro circulo, o que era bem legal, fariam alguma reza diferente como Victoria fez, e então jantaríamos. Esse seria minha oportunidade de sorrir e escapar. Fácil – fácil.
As tochas dos lados da porta de madeira estava acessas por gás e não pelos candelabros igual era no templo de Nyx. Eu levantei minha mão em direção a pesada aldrava, mas, com um som que era perturbadamente parecido a um suspiro, ela abriu com meu toque.
“Merry meet, Bella.”
Oh. Meu. Deus. Era Mike. Ele estava vestido todo de preto, e seu cabelo preto e seu insanamente olhos azuis me lembravam de Clark Kent – bem, ok, sem os óculos nerd e o cabelo arrumado para trás... então... eu suponho que isso significa que ele na verdade me lembra (de novo) do Superman – bem, sem a capa ou o colante ou o grande S...
Então a falação na minha cabeça parou quando o dedo dele cheio de olho deslizou pela minha testa, traçando um pentagrama.
“Abençoado seja,” ele disse.
“Abençoado seja,” eu respondi, e ficaria eternamente grata por minha voz não ter grasnado ou ficado grossa ou fina. Ah, cara, ele cheirava tão bem, mas eu não conseguia identificar qual era esse cheiro. Não era o cheiro de nenhuma das colônias usadas demais que os caras aplicam galões. Ele cheirava a... ele cheirava a... a floresta a noite logo depois de chover... algo terreno e limpo e...
“Você pode entrar,” ele estava dizendo.
“Oh, uh, obrigado,” eu disse brilhantemente. Eu entrei. E então parei. No interior estava uma enorme sala. As paredes de forma circular estavam envolvidas em veludo preto, bloqueando totalmente as janelas e a luz do luar. Eu podia ver que por baixo das pesadas cortinas haviam estranhas formas, o que começou a me assustar até que eu percebi que – oláá – essa era uma sala de recreação. Eles devem ter empurrado as TVs e os games para os lados da sala e os coberto para que tudo parecesse, bem, assustador.
Então minha atenção foi capturada pelo circulo. Estava situado no meio da sala e feito inteiramente de velas em altos recipientes vermelhos, como as velas de reza que você pode comprar nas sessões de comida mexicana de uma mercearia que cheiram a rosas e a senhoras. Deveria ter mais de 100 delas acessas e os garotos estavam parados em um circulo solto atrás delas conversando e rindo com a luz fantasmática que era manchada em de vermelho. Todos estavam usando preto e eu notei imediatamente que nenhum deles estava usando algo bordado com as insígnias correspondente as séries, mas cada um deles usava uma corrente prateada que brilhava ao redor do pescoço deles com um estranho símbolo. Parecia duas luas crescentes posicionadas de costas uma pra outra contra uma lua cheia.
“Aí está você, Bella!”
A voz de Rosalie passou pela sala logo a frente do corpo dela. Ela estava usando ] um longo vestido preto que brilhava devido as contas de onyx, o que estranhamente me lembrou a versão negra da beleza brilhante de Victoria. Ela usava o mesmo colar que as outras, mas o dela era maior e tracejado com jóias vermelhas que poderiam ser granada.
O cabelo loiro dela estava preso e caia ao redor dela como um véu dourado. Ela era totalmente bonita demais.
“Mike, obrigada por fazer a Bella se sentir bem vinda. Eu assumo daqui.” Ela soava normal, e ela até colocou a ponta do dedo no braço do Mike por um segundo em que os desenformados poderiam pensar ser um gesto amigável, mas o rosto dela era uma história totalmente diferente. Era duro e frio, e os olhos dela pareciam tão afiados quanto os dele. Mike mal olhou para ela, e ele definitivamente se afastou do toque dela. Então ele me deu um rápido sorriso, sem olhar para Rosalie de novo, e se afastou.
Ótimo. Exatamente o que eu não precisava era me meter no meio de uma horrível separação. Mas eu não consegui impedir o fato de que meus olhos seguiram os dele pela sala.
Eu sou idiota. De novo. Eu suspirei.
Rosalie limpou a garganta, e eu tentei (sem sucesso) não parecer que tinha sido pega fazendo algo que eu não devia. O sorriso maldoso dela disse que havia absolutamente nenhuma duvida que ela notou meu interesse em Mike (e o interesse dele em mim). E, de novo, eu me perguntei se ela sabia que tinha sido eu no corredor no dia anterior.
Bem, não era como se eu pudesse perguntar a ela.
“Você precisa se apressar, mas eu trouxe algo para você se trocar.” Rosalie estava falando rápido enquanto ela fez menção para mim seguir ela para o banheiro feminino.
Ela me jogou um olhar de nojo por cima dos ombros. “Não é como se você pudesse vir a um ritual das Filhas Negras vestida desse jeito.” Quando estávamos no banheiro ela bruscamente me deu um vestido que estava pendurado em uma divisão e meio que me empurrou para dentro. “Você pode colocar suas roupas no cabide e carregar eles de volta com você para o dormitório desse jeito.”
Não parecia haver nenhuma discussão com ela e, de qualquer forma, eu já me sentia como uma estranha mesmo. Estar vestida diferente me fez sentir como se eu tivesse aparecido para a festa vestida como um pato, mas ninguém me disse que não era uma festa a fantasia então todo o resto estava usando jeans.
Eu rapidamente tirei as minhas roupas e pus o vestido preto por cima da minha cabeça, suspirando de alivio quando ele serviu. Ele era simples, mas lisonjeiro. O material era suave e não marcava. Tinha mangas longas e um busto redondo que mostrava a maior parte dos meus ombros (que bom que estava usando um sutiã preto). Ao redor do busto, a ponta da longa manga, e nas borda, que era bem acima do meu joelho, haviam contas pequenas de um vermelho brilhante. Era bem bonito. Eu coloquei meus sapatos de volta, pensando, feliz, que um bom par de rasteirinha vai com quase qualquer roupa, e sai do banheiro.
“Bem, pelo menos serve.” Eu disse.
Mas eu notei que Rosalie não estava olhando para o vestido. Ela estava olhando para a minha Marca, o que me incomodou muito. Ok, minha Marca era colorida – supere de uma vez! Mas eu não disse nada. Eu quero dizer, isso era a “festa” dela e eu era uma convidada. Tradução: eu estava totalmente sem ajuda, então é melhor eu ser boazinha.
“Eu vou liderar o ritual, é claro, então eu vou estar muito ocupada para segurar sua mão.”
Ok, eu deveria só manter a boca fechada, mas ela estava me irritando. “Olha, Rosalie, eu não preciso que você segure minha mão.”
Os olhos dela se estreitaram e eu me segurei para outra cena da garota psicopata.
Ao invés disso ela sorriu um sorriso totalmente nada legal que a fez parecer um cão rabugento. Não que eu estivesse chamando ela de cadela, mas a analogia parece assustadoramente certa.
“É claro que você não precisa que segurem sua mão. Você só vai passar pelo pequeno ritual como você passa por tudo o resto. Eu quero dizer, afinal de conta, você é a nova favorita da Victoria.”
Maravilha. Fora dos problemas com Mike e a estranheza da minha Marca, ela estava com ciúmes por Victoria ser minha mentora.
“Rosalie, eu não acho que sou a favorita de Victoria. Eu sou apenas nova.” Eu tentei soar razoável, e até sorri.
“Tanto faz. Então, está pronta?”
Eu desisti de tentar ser razoável com ela e acenei, desejando que todo esse ritual fosse rápido e acabasse de uma vez.
“Ótimo. Vamos.” Ela me levou para fora do banheiro e para o circulo. Eu reconheci as duas garotas para qual andamos como as duas “bruxas do inferno” que tinham seguido ela na cafeteria. Só que ao invés de estar usando uma cara de eu-acabei de-comer-um-limão, elas estavam sorrindo amigavelmente para mim.
Não. Eu não iria ser enganada. Mas eu sorri também. Quando em território inimigo é melhor se misturar e parecer sem noção e/ou idiota.
“Olá, eu sou Tania (Eyno),” disse a mais alta das duas. Ela era, é claro, loira, mas seu longo, era mais cor de praia do que dourado. Embora com a luz do candelabro fosse difícil ter certeza qual clichê tinha uma descrição mais apropriada. E eu ainda não acreditava que ela fosse uma loira natural.
“Oi,” eu disse.
“Eu sou Jéssica (Deyno)” disse a outra garota. Ela era obviamente uma mistura e tinha uma linda combinação de uma realmente bonita, café-com-creme pele e um excelente cabelo encaracolado, que provavelmente nunca teve a coragem de frizzar, não importando a umidade.
As duas eram estranhamente perfeitas.
“Olá,” eu disse de novo. Me sentindo mais do que um pouco claustrofóbica, e me movi para o espaço que elas criaram.
“Vocês três aproveitem o ritual,” Rosalie disse.
“Oh, nós vamos!” Tania e Jessica falaram juntas. Eu virei minha atenção para longe delas antes do meu melhor julgamento ganhar do meu orgulho e eu me prendi a sala.
Eu tinha uma boa visão da área interna do circulo, e de novo era similar ao templo de Nyx, mas esse tinha uma cadeira perto a mesa e tinha alguém sentado nela.
Bem, meio que sentado. Na verdade, ele estava atirado na cadeira com um capuz cobrindo a cabeça.
Bem... hmmm...
De qualquer jeito, a mesa estava envolvida com o mesmo veludo preto das paredes, e tinha uma estátua da deusa nela, uma tigela de frutas e pão, várias taças, e um jarro. E uma faca. Eu olhei de novo para ter certeza que estava vendo certo. Sim. Era uma faca – tinha um cabo e uma longa e curvada lamina que parecia totalmente afiada demais para ser usada para cortar fruta ou pão. Uma garota que eu pensei ter reconhecido do dormitório estava acendendo vários incensos que estava no ornamentado suporte para incenso, na mesa, e totalmente ignorado quem quer que fosse que estava na cadeira.
Droga, o garoto estava dormindo?
Imediatamente o ar começou a se encher de fumaça e eu juro estava meio esverdeado, meio fantasmagórico, ao redor da sala. Eu esperei que cheirasse doce, como o incenso no templo de Nyx, mas quando a fumaça chegou até mim e eu respirei era surpreendentemente amarga. Era meio familiar e eu franzi a testa, tentando descobrir o que aquilo me lembrava... merda, o que era? Era quase como folha de louro, com um pouco de cravo da índia. (eu tinha que lembrar de agradecer a Vovó Redbird mais tarde por me ensinar sobre temperos e seu cheiro.)
Eu cheirei de novo, intrigada, e minha cabeça ficou um pouco tonta. Estranho. Ok, o incenso era estranho. Pareceu mudar enquanto enchia a sala, como um perfume caro que muda dependendo da pessoa que o usa. Eu respirei de novo. Sim. Cravo da índia e folha de louro, mas tinha algo mais; algo que fazia o cheiro terminar parecendo amargo e diferente... escuro e místico e sedutor e... travesso. Travesso? Então eu soube.
Bem, diabos! Eles estavam enchendo a sala com maconha misturada com temperos.
Incrível, eu agüentei a pressão por anos e disse não para até as ofertas mais educadas para experimentar um daquelas coisas nojentas feitas em casa passada ao redor pelas festas. (Eu quero dizer, por favor. Sequer é higiênico? E porque exatamente eu iria querer uma droga que iria me fazer querer começar obsessivamente salgadinhos?) E agora ali estava eu, imersa em maconha. Suspirei. Leah nunca iria acreditar.
Então, me sentindo paranóica (provavelmente outro efeito colateral da maconha) eu olhei ao redor do circulo, certa de ter visto um professor que estava pronto para nos atrair para longe para... para... eu não sei, algo horrível, como os acampamentos que a Maury envia todos os seus adolescentes problemáticos.
Mas, graças a Deus, diferente do circulo no templo de Nyx, não havia vampiros adultos aqui, e apenas cerca de 20 adolescentes. Eles estavam falando baixo e agindo como se o totalmente ilegal incenso de machona não fosse nada demais. (Cabeças de Maconha.) Tentando respirar devagar, eu virei para a garota a minha direita. Quando em duvida (pânico), converse bobagens.
“Então... Jessica (Deino) é um, bem, nome diferente. Significa algo especial?”
“Jéssica (Deino) significa terrível;” ela disse, sorrindo docemente.
Do meu outro lado a loira alta se animou, “E Tânia (Enyo) significa Belicosa.”
“Huh,” eu disse, tentando ser educada.
“Yeah, Kachiri (Pemphredo), que significa arfar, é quem está acendendo o incenso,” explicou Tania. “Pegamos os nomes da mitologia grega. Elas eram as três irmãs de Gordon e Scylla. Diz o mito que elas nasceram como bruxas que dividiam um olho, mas decidimos que era provavelmente só bobagem propaganda devido a dominação dos homens escrita por homens humanos que queriam manter as mulheres fortes controladas.”
“Verdade?” eu não sabia o que mais dizer. Verdade.
“Sim,” Jéssica disse. “Os homens humanos são uma droga.”
“Todos deveriam morrer,” Tania disse.
Com essa idéia amorosa a musica de repente começou, fazendo impossível (graças a Deus) falar.
Ok, a musica era perturbadora. Tinha uma profunda, e pulsante batida que era antiga e moderna. Como se alguém tivesse misturado uma daquelas horríveis musicas de sexo de um tribal ritual de acasalamento. E então, muito mais chocante, Rosalie começou a dançar pelo circulo. Sim, eu suponho que daria para dizer que ela era gostosa. Eu quero dizer, ela tinha um bom corpo e se movia como Catherine Zeta Jones em Chicago. Mas de alguma forma não funcionou para mim. E eu não quero dizer por que eu não sou gay (embora eu não seja gay). Não funcionou porque pareceu uma imitação pobre da dança de Victoria “Ela anda em beleza.” Se essa musica fosse um poema seria mais como “Alguma vadia da a bunda.”
Durante a dancinha de Rosalie todos estavam, naturalmente, olhando para ela, então eu olhei ao redor do circulo, fingindo que eu não estava procurando por Mike, até... oh, merda... eu o encontrei na direção quase oposta a minha. E ele era o único que na sala que não estava olhando para Rosalie. Ele estava olhando para mim. Antes de descobrir se eu deveria olhar para o outro lado, sorrir para ele ou acenar ou algo assim (Seth tinha dito para sorrir para ele, e Seth era um auto proclamado expert em caras), a musica parou e eu olhei do Mike para Rosalie. Ela estava parada no meio do circulo na frente da mesa. De propósito, ela pegou uma grande vela púrpura em uma mão, e a faca na outra. A vela estava acessa, e ela a carregou, segurando na frente dela como um farol, para o lado do circulo onde eu agora notei estava uma vela amarela entre as vermelhas. Eu não precisei de nenhum aviso da Terrível ou da Belicosa (eca) para me virar para o leste.
Enquanto o vento passou pelo meu cabelo, pelo canto do olho eu pude ver que ela tinha acendido a luz amarela e agora ela levantou a faca, desenhando um pentagrama pelo ar enquanto falou:
Oh ventos de tempestade,
Em nome de Nyx eu chamo a ti para frente,
Lance a benção, eu peço,
Pela mágica que está acontecendo aqui!
Eu admito ela é boa. Embora não tão poderosa quanto Victoria, era obvio que ela praticou o controle de voz e o som sedoso das palavras dela carregaram fácil.
Viramos para o sul e ela se aproximou de uma grande vela vermelha entre as outras vermelhas, e eu pude sentir o que eu já estava reconhecendo como o poder do fogo e a mágica passou pela minha pele.
Oh fogo do trovão, em nome da Nyx eu chamo a ti para frente, traga tempestades e poder da mágica, eu peço a sua ajuda no feitiço que faço aqui!
Viramos de novo e, junto com Rosalie, eu me senti inesperadamente atraída pela vela azul que estava entre as vermelhas. Embora tenha me assustado, eu tive que me impedir de sair do circulo e me juntar a evocação dela pela água.
O correntes de chuva,
em nome de Nyx eu chamo a ti para frente.
Se junte a mim com sua inunda força,
em fazer desse o mais poderoso dos rituais!
O que diabos estava errado comigo? Eu estava suando e invés de me sentir só um pouco quente, como durante o ritual de mais cedo, a Marca na minha testa estava quente – muito quente – e eu juro que eu podia ouvir o rugido do mar nos ouvidos. Atordoada, eu me virei para a direita.
O terra, profunda e úmida,
em nome de Nyx eu chamo a ti para frente,
que eu sinta a própria terra se mover no rugido da tempestade de poder que veio quando você me ajudou nesse ritual!
Rosalie cortou o ar de novo, e eu pude sentir a palma da minha mão direita formigar, como se eu sentisse a faca que cortava o ar.
Eu sentia o cheiro de grama cortada e eu ouvi o choro de um curiango, como se estivesse enrolado invisível no ar ao meu redor. Rosalie se moveu de volta para o centro do circulo. Colocando a vela púrpura ainda acessa no meio da mesa ela completou o feitiço.
O espírito, selvagem e livre,
em nome de Nyx eu chamo a ti para frente!
Me responda!
Fique comigo durante esse ritual e me conceda teu poder de deusa!
E de alguma forma eu sabia o que ela ia fazer a seguir. Eu podia ouvir as palavras dentro da minha mente – dentro do meu espírito. Quando ela ergueu a taça e começou a andar pelo circulo eu senti as palavras dela, e embora ela não tivesse a pose ou o poder de Victoria o que ela disse entrou em mim, como se eu estivesse de dentro para fora.
“Esse é o tempo da grandeza da nossa deusa lua. Existe gloria nessa noite. Os antigos sabiam dos mistérios da noite, e o usavam para ficar mais fortes... e para cortar o véu entre os mundos e tinham aventuras que hoje apenas sonhamos. Segredo... mistério... mágica... verdadeira beleza e poder em forma vampirica – sem ser manchada pelas regras ou leis humanas. Não somos humanos!” Com isso, a voz dela tocou contra as paredes, como a de Victoria tinha feito antes. “E todos vocês Filhas e Filhos Negros perguntam hoje a noite se esse rito é o que temos pedido a cada lua cheia desde o ano passado. Liberte o poder em nós para que, como os felinos selvagens, saibamos a flexibilidade do nosso animal interior e não sejamos ligados pelas correntes ou jaulas humanas da ignorância e fraqueza deles.”
Afrodite parou bem na minha frente. Eu sabia que eu estava vermelha e respirando com força, assim como ela. Ela levantou a taça e a ofereceu para mim.
“Beba, Bella Redbird, e se junte a nós em pedir a Nyx pelo que é nosso por direito de sangue e corpo e a Marca da nossa grande Mudança – A Marca com a qual ela já te tocou.”
Sim, eu sei. Eu provavelmente deveria dizer não. Mas como? E de repente eu não queria. Eu definitivamente não gostava ou confiava em Afrodite, mas o que ela estava dizendo não era basicamente verdade? A reação da minha mãe e padrasto a Marca voltou com força e claramente na minha memória, junto com o olhar de medo de Leah e a repulsão de Paul e Jared. E como ninguém tinha me chamado, ou nem mesmo me mandado uma mensagem, desde que eu tinha partido. Eles só me deixaram ser jogada aqui para lidar com minha nova vida sozinha.
Me deixou triste, mas também me deixava irritada.
Eu peguei a taça de Rosalie e dei um gole grande. Era vinho, mas não tinha o gosto do vinho do outro ritual. Esse era doce, também, mas tinha um tempero nele que não tinha o gosto de nada que eu já experimentei antes. Causou uma explosão de sensações na minha boca que viajaram com um quente e amargo traço pela minha garganta e me encheu com um desejo tonto de beber mais e mais e mais.
“Abençoada seja,” Rosalie disse enquanto pegava a taça de mim, derramando um pouco do liquido vermelho nos meus dedos. Então ela me deu um apertado e triunfante sorriso.
“Abençoada seja,” eu respondi automaticamente. Ela se dirigiu até Tania, oferecendo a taça e eu não consegui me impedir de lamber os dedos para sentir um pouco mais do gosto do vinho que tinha sido derramado ali. Era muito mais que delicioso. E o cheiro... era um cheiro familiar... mas pela tontura na minha cabeça eu não consegui me concentrar o bastante para descobrir o que eu tinha cheirado com esse incrível cheiro antes.
Quase não levou tempo para Rosalie passar por todo o circulo, dando a cada um, um gole da taça. Eu a observei de perto, desejando poder ter mais quando ela voltou para a mesa. Ela levantou a taça de novo.
“Grandiosa e mágica deusa da Noite e da lua cheia, ela que cavalga entre o trovão e a tempestade, guiando o espírito e os Anciões, linda e incrível, que até os mais antigos devem obedecer, nos conceda o que é pedido. Nos encha com seu poder e mágica e força!”
Então ela botou a boca na taça, e eu observei com inveja, enquanto ela bebia até a ultima gota. Quando ela terminou de beber, a musica começou de novo. Sincronizada com isso ela voltou para o circulo, dançando e rindo enquanto apagava cada vela e dava adeus para cada elemento. E de alguma forma, enquanto ela se movia ao redor do circulo, minha visão ficou toda errada porque o corpo dela piscou e mudou e foi como se eu estivesse olhando para Victoria de novo – só que ela era mais nova, uma versão crua da Alta Sacerdotisa.
"Merry meet and merry part e merry meet outra vez!" ela finalmente disse. Todos respondemos enquanto eu pisquei para minha visão clarear e a imagem estranha da Rosalie como Victoria desapareceu, assim como a queimação na minha Marca.
Mas eu ainda sentia o gosto do vinho na língua. Era tão estranho. Eu não gostava de álcool. Sério. Eu não gosto do gosto. Mas tinha algo nesse vinho que era delicioso além... bem, alem do melhor chocolate de mundo (eu sei, é difícil acreditar). E eu ainda não consegui descobrir porque parecia tão familiar.
Então todos começaram a andar e a falar e o circulo se desfez. A iluminação aumentou o que nos fez piscar devido a luz. Eu olhei para o outro lado do circulo, tentando ver se Mike ainda estava me olhando, e um movimento na mesa chamou minha atenção. A pessoa que estava encapuzada e parada durante o ritual estava finalmente se mexendo. Ele meio que se moveu, estranhamente colocando a si numa posição melhor para sentar. O capuz da capa preta caiu, e eu estava chocada por ver aquele cabelo alaranjado e nada atraente e um rosto sardento e branco demais.
Era aquele irritante garoto Tyler! Muito, muito estranho ele estar aqui. Poderia ser que as Filhas e Filhos Negros o quisessem? Eu olhei ao redor da sala de novo. Sim, como eu suspeitava, não havia ninguém feio ou parecendo nerd. Todos, e eu digo todos, com exceção de Tyler eram atraentes. Ele definitivamente não se encaixava.
Ele estava piscando e bocejando e parecia que ele tinha cheirado muito incenso. Ele levantou a mão para limpar algo no nariz (provavelmente uma meleca que ele gostava de olhar depois) e eu vi a branca e grossa bandagem que estava envolvendo o pulso dele. O que...?
Um terrível sentimento se arrastou pela minha espinha. Tania e Jéssica estavam paradas não muito longe de mim, conversando animadamente com a garota chamada Kachiri. Eu fui até elas e esperei até haver uma brecha na conversa.
Fingindo que meu estomago não estava tentando se apertar até morrer, eu sorri e acenei na direção de Tyler.
“O que aquele garoto está fazendo aqui?”
Tania olhou para Tyler enquanto virava os olhos. “Ele não é nada. Só o geladeira
que usamos hoje a noite.”
“Que perdedor,” Jéssica disse, liberando Tyler com uma cara feia.
“Ele é praticamente humano,” Kachiri disse enojada. “Não é de se admirar que tudo que ela seja bom é ser um lanchinho.”
Meu estomago parecia que ia virar do avesso.
“Espera, eu não entendo. Geladeira? Lanchinho?”
Jessica a Terrível virou seu arrogante olhar para mim. “É assim que chamamos os
humanos – geladeiras e lanchinhos. Você sabe – café da manha, almoço, e jantar.”
“Ou qualquer refeição entre isso,” a alegre Tania praticamente ronronou.
“Eu ainda não-“ eu comecei, mas Jessica me interrompeu.
“Oh, qualê! Não finja que você não soube dizer o que tinha no vinho, e que você não amou o gosto.”
“Sim, admita, Bella. Era obvio. Você teria tomado tudo – você queria até mais do que nós. Vimos você lambendo os dedos,” Tania disse, se inclinando e invadindo meu espaço pessoal enquanto encarava minha Marca. “Isso deve fazer de você algum tipo de aberração, não é? De algum jeito você é uma caloura e uma vampira, tudo em um, e você queria mais do que só uma prova do sangue daquele garoto.”
“Sangue?” eu não reconheci minha própria voz. A palavra “aberração” continuou ecoando na minha cabeça.
“Sim, sangue,” Terrível disse.
Eu senti calor e frio ao mesmo tempo e olhei para longe dos rostos conhecidos, para os olhos de Rosalie. Ela estava parada do outro lado da sala falando com Mike.
Nossos olhos se encontraram e devagar, propositalmente, ela sorriu. Ela estava segurando a taça de novo, e ela a levantou no mais imperceptível brinde para mim antes de tomar um gole e virar de costas rindo de algo que Mike disse.
Me mantendo firme, eu dei uma desculpa idiota para a Belicosa, Terrível, e Arfar, e andei calmamente para fora da sala. No segundo que eu fechei a porta de madeira atrás de mim eu corri feito uma maluca cega. Eu não sabia onde estava indo, só que eu queria ir embora.
Eu bebi sangue – sangue daquele horrível garoto Tyler – e eu gostei! E pior, o delicioso cheiro tinha sido familiar porque eu tinha sentido ele antes quando as mãos de Jacob estavam sangrando. Não era uma colônia nova que eu tinha me sentido atraída; tinha sido o sangue dele. E eu senti o cheiro de novo no corredor quando Rosalie tinha cortado a coxa Mike e eu queria lamber o sangue dele também.
Eu era uma aberração.
Finalmente, eu não consegui respirar e cai na fria pedra da parede da protetora da escola, procurando por ar e vomitando as tripas para fora.
Notas finais
Ta valendo alguma review... vamos lá meninas estou me esforçando!!!!
xoxo, see you guys!
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