Notas iniciais
Desculpa a demora de hoje... meu computador ta uma merda!!!
Segue ai mais capitulo!
xoxo

“Bella! Aqui!”

Eu quase chorei de alivio quando ouvi a voz de Seth e vi suas mãos balançando para uma mesa vazia perto dele.

“Oi.” Eu sentei e sorri agradecida para ele.

“Pronta para o primeiro dia?”

Não.

Eu acenei. “Sim.” Eu queria dizer mais, mas então um sino tocou e o som de conversa morreu quando Victoria entrou na sala. Ela estava usando uma saia longa preta dividia no lado para mostrar uma bota linda, e um suéter púrpura. Sobre o seio esquerdo, bordado em prata, estava a imagem da deusa com os braços levantados, colocados na lua crescente. O cabelo ruivo dela estava puxado para trás em uma intricada trança. As várias e delicadas ondas de tatuagem que emolduravam o rosto dela a faziam parecer uma antiga princesa guerreira. Ela sorriu para nós eu pude perceber que a turma toda estava tão presa quanto eu pela atenção poderosa dela.

“Boa noite! Eu estava ansiosa para começar essa unidade. Mergulhar na rica sociologia das Amazonas é um dos meus tópicos favoritos.” Ela apontou para mim.

“É uma excelente hora para Bella Redbird se juntar a nós. Eu sou a mentora de Bella, então espero que meus alunos dêem boas vindas a ela. Seth, você pode, por favor, pegar um livro para Bella? O armário dela é do lado do seu. Enquanto você explica nosso sistema de armários para ela eu quero que o resto de vocês pensem sobre as noções pré concebidas que vocês tem sobre as antigas vampiras guerreiras conhecidas como Amazonas.”

O tipo barulho de papel e sussurro de alunos começou quando Seth me levou para o fim da sala onde estavam os armários. Ele abriu o que tinha o número “12” em prata. O armário continha prateleiras cheias de livros e suplementos. “Na Morada da Noite não a armários como os das escolas normais. Aqui, o primeiro período é nossa sala de preparação e cada um de nós tem um armário. A sala sempre estará aberta, então se você vier aqui para pegar livros e etc, como se você estivesse indo para o seu armário. Aqui está o seu livro de sociologia.”

Ele me deu um livro grosso com capa de couro com a silhueta da deusa estampada na capa junto com o titulo, Sociologia Vampirica 101. Eu peguei o caderno e algumas canetas.

Quando fechei a porta do armário eu hesitei.

“Não tem uma fechadura ou algo assim?”

“Não,” Seth baixou a voz. “Eles não precisam de fechaduras aqui. Se alguém roubar algo, os vampiros vão saber. Eu nem quero pensar com o que aconteceria com alguém estúpido o bastante para fazer isso.”

Nós nos sentamos e eu comecei a escrever sobre a única coisa que eu sabia em relação as Amazonas – que elas eram mulheres guerreiras que não tinham muita utilidade para homens – mas minha mente não estava no trabalho. Ao invés disso, eu estava me perguntando por que Seth, Alice, e até mesmo Kate e Ângela surtam sobre se meter em problemas. Eu quero dizer, eu sou uma boa garota – ok, não perfeita, mas ainda sim. Eu só tinha ido para detenção uma vez, e não foi minha culpa. Verdade. Algum garoto idiota me disse para chupar o pau dele. O que eu deveria fazer? Chorar? Rir? Agüentar? Umm... não... Então ao invés disso eu dei um tapa nele (embora eu prefira a palavra “esmaguei”), e então fui para a detenção por isso.

De qualquer jeito, detenção não era tão ruim. Eu fiz meu dever de casa e comecei o novo livro de Gossip Girl. Claramente detenção na Morada da Noite era mais do que ir para a sala dos professores por 45 minutos de “silencio” depois da aula. Eu tenho que lembrar de perguntar a Alice...

“Primeiro, que partes da tradição amazona ainda praticamos na Morada da Noite?”

Victoria perguntou, chamando minha atenção de volta para aula.

Seth levantou a mão. “A reverencia de respeito, com nosso punho por cima do coração, vem das Amazonas, e também o jeito como apertamos a mão – por segurar o antebraço.”

“Correto, Seth.”

Huh. Isso explica o estranho aperto de mão.

“Então, que noções pré concebidas temos sobre as guerreiras amazonas?” ela perguntou para a turma.

Uma loira que sentava do outro lado da sala disse, “As amazonas eram muito matriarcais, a lenda tende a adicionar uma camada adicional na história.”

“O que você quer dizer com isso?”

“Bem, pessoas – especialmente humanos – pensam que as Amazonas odiavam homens,” disse Seth.

“Exato. E que aprendemos é que só porque uma sociedade é matriarcal, a nossa é, não significa automaticamente que ela odeia os homens. Até Nyx tem um parceiro, o deus Erebus, a quem ela é devotada. As amazonas eram únicas, no entanto, porque elas escolheram ser uma sociedade de vampiras que resolver proteger e lutar sozinha. Como a maior parte de vocês já sabe, nossa sociedade hoje ainda é matriarcal mas, respeitamos e apreciamos os Filhos da Noite, e os consideramos nossos protetores e parceiros. Agora, abram seus livros no Capitulo Três e vamos dar uma olhada sobre a maior guerreira Amazona, Esme, mas tenham cuidado para manter lenda e historia separados na mente de vocês.”

E daí Victoria começou uma das aulas mais legais que eu já tive. Eu não tinha idéia que uma hora tinha passado; quando o sino tocou foi uma surpresa. Eu tinha acabado de colocar meu livro de sociologia de volta no armário (ok, eu sei que Seth e Victoria os chamavam de gabinetes, mas por favor – isso totalmente me lembra dos gabinetes que costumávamos ter no jardim de infância) quando Victoria chamou meu nome. Eu peguei meu caderno e uma caneta e fui até a mesa dela.

“Como você está?” ela perguntou, sorrido afetuosamente.

“Estou bem. Estou legal.” Eu disse rapidamente.

Ela levantou uma sobrancelha para mim.

“Bem, eu suponho que esteja um pouco nervosa e confusa.”

“É claro que você está. É muita coisa pra absorver e mudar de escola sempre é difícil – muito mais mudar de escola e vida.” Ela olhou por cima do meu ombro.

“Seth, você levaria Bella para a aula de teatro?”

“Claro,” Seth disse.

“Bella, eu vejo você hoje a noite no ritual. Oh, e Rosalie lhe deu um convite oficial para que você se junte as Filhas das Trevas na sua cerimônia privada depois?”

“Sim.”

“Eu queria checar de novo com você para ter certeza que você se sinta legal sobre participar. Eu iria, é claro, entender se você não quisesse participar, mas eu encorajo você a ir; eu quero que você aproveite cada oportunidade aqui, que as Filhas das Trevas é uma excelente organização. É um elogio que elas já estejam interessadas em você como um possível membro.”

“Estou bem sobre ir.” Eu forcei minha voz e um sorriso indiferente. Obviamente ela esperava que eu fosse, e a ultima coisa que eu queria era que Victoria ficasse desapontada comigo. Além do mais, de jeito nenhum eu iria fazer algo que fizesse a Rosalie pensar que eu tinha medo dela.

“Muito bem.” Victoria disse com entusiasmo. Ela apertou meu braço e eu automaticamente sorri para ela. “Se você precisar de mim meu escritório é na mesma área que a enfermaria.” Ela olhou para minha testa. “Eu vejo que os pontos dissolveram quase que completamente. Isso é excelente. Sua cabeça ainda dói?”

Minha cabeça imediatamente se dirigiu para a minha têmpora. Eu só podia sentir o calombo de um ponto ou outro hoje quando havia pelo menos 10 ontem. Muito, muito estranho. E, ainda mais estranho, eu não tinha pensado no corte desde hoje de manhã.

Eu também percebi que eu não pensei sobre minha mãe ou Jacob ou mesmo a Vovó Renee Redbird...

“Não,” eu disse, percebendo que Victoria e Seth estavam esperando minha resposta. “Não, minha cabeça não dói nem um pouco.”

“Ótimo! Bem, é melhor vocês dois irem. Eu sei que você ama teatro. Eu acho que a Professora Irina acabou de começar a trabalhar com monólogos.”

Eu estava na metade do corredor, correndo para acompanhar Seth quando eu percebi.

“Como ela sabia que eu iria fazer Teatro? Eu decidi só hoje de manha.”

“Vampiros adultos sabem de mais às vezes,” Seth sussurrou. “Risque isso. Adultos vampiros sabem demais o tempo todo, especialmente quando essa vampira é a Alta Sacerdotisa.”

Devido ao que eu não estava contando a Victoria eu não queria pensar muito sobre isso.

“Hey, gente!” Alice disse se aproximando. “Como foi Sociologia Vamp? Vocês começaram a ver as Amazonas?”

“Foi legal.” Eu estava feliz por mudar de assunto dos muito misteriosos vampiros.

“Eu não tinha idéia que elas realmente cortavam seu seio direito para tirar eles do caminho.”

“Elas não teriam que fazer isso se fossem tão chatas quanto eu,” disse Alice, olhando para seu próprio peito.

“Ou eu,” disse Seth dramaticamente.

Eu ainda estava rindo quando eles me mostraram a sala de teatro.

A professora Irina não esvaia poder como Victoria. Ao invés disso ela esvaia energia. Ela tinha um corpo atlético, mas de algum jeito, corpo em forma de pêra. Seu cabelo moreno era longo e liso. E Alice estava certa – ela tinha um sotaque texano muito carregado.

“Bella, bem vinda! Sente em qualquer lugar.”

Eu disse oi e sentei perto da garota Elizabeth que eu reconheci da aula de Sociologia Vampirica. Ela parecia amigável o suficiente e eu já sabia que ela era esperta. (Nunca é ruim sentar perto de um garoto esperto.)

“Estávamos para começar a escolher que monologo cada um de vocês vai apresentar na aula em algum horário semana que vem. Mas primeiro, eu achei que você gostaria de ver uma demonstração de como um monologo deve ser apresentado, então eu pedi a um dos nossos talentosos veteranos para passar aqui e recitar um famoso monologo de Otelo, escrito por antigo escritor de peças vampiro, Shakespeare.” A professora Irina parou e olhou para a janela na porta.

“Aqui está ele.”

A porta abriu e oh Jesus e Maria do céu eu acredito que meu coração parou de bater.

Eu tenho certeza que minha boca abriu como se eu fosse uma retardada. Ele era o cara mais lindo que eu já tinha visto. Ele era alto e tinha cabelo escuro que fazia aquela coisa curvadinha com o cabelo igual ao do Superman. Os olhos dele eram de um azul safira incrível e...

Oh. Inferno! Inferno! Inferno! Era o cara do corredor.

“Entre, Mike. Como sempre, seu timing para entrar é perfeito. Já estamos prontos para o seu monologo.” Ela virou para a turma. “A maior parte de vocês já conhece o quintanista, Mike Night, e sabem que ele ganhou a competição mundial de monólogos da Morada da Noite ano passado, as finais se passaram em Londres. Ele também já está criando uma confusão em Hollywood assim como na Broadway por sua performance no semestre passado como Tony na nossa produção de “West Side Story.” A turma é sua, Mike.” A professora Irina disse.

Como se meu corpo de repente estivesse funcionando no modo automático, eu bati palmas com o resto da turma. Sorrindo e confiante, Mike pisou no pequeno palco que estava situado no centro da sala arejada.

“Olá. Como vocês estão?”

Ele falou diretamente para mim. Eu quero dizer, diretamente para mim. Eu podia sentir meu rosto ficando mais quente.

“Monólogos podem parecer intimidantes, mas a chave é ter suas falas decoradas, e então imaginar que você realmente está atuando com um grupo de atores. Se engane a pensar que não está sozinho, desse jeito...”

E ele começou o monologo de Otelo. Eu não sei muito sobre a peça, a não ser que é uma das tragédias de Shakespeare, mas a atuação de Mike era incrível. Ele era um cara alto, provavelmente tinha pelo menos 1,80m, mas foi quando ele começou a falar que ele pareceu mais velho e alto e mais poderoso. A voz dele era profunda e ele tinha um sotaque que eu não reconhecia. Os incríveis olhos dele escureceram e se estreitaram, e quando ele disse o nome de Desdemona era como se ele estivesse rezando. Era obvio que ele a amava, mesmo antes dele terminar de falar as linhas:

Ela me ama pelos perigos que eu passei, e eu amo que ela não tenha diminuído eles.

Enquanto ele dizia as duas ultimas falar os olhos dele se prenderam nos meus, e como tinha acontecido no corredor no dia anterior, pareceu que não havia mais ninguém na sala – mais ninguém no mundo. Eu senti um calafrio profundo, muito parecido com o que eu tinha sentido nas duas vezes que tinha sentido o cheiro de sangue desde que fui Marcada, só que nenhum sangue tinha sido derramado na sala. Só havia Mike. E então ele sorriu, tocou os lábios nos dedos como se estivesse me mandando um beijo, e fez uma reverencia. A classe toda aplaudiu feito louca, incluindo eu. Verdade. Eu não consegui impedir.

“Agora, é assim que se faz,” A professora Irina disse. “Então, tem copias de monólogos nas prateleiras vermelhas atrás da sala. Cada um de vocês vai pegar vários livros e começar a procurar por eles. O que vocês estão tentando achar é uma cena que signifique muito para você – que toque alguma parte da alma de vocês. Eu vou circular e posso responder qualquer pergunta que vocês tenham sobre os monólogos individuais. Quando escolherem suas peças, eu vou passar os passos que precisam ser tomados enquanto vocês se preparam para sua apresentação.” Com um sorriso energético e um aceno, ela disse a nós para começar a procurar pelos zilhões de livros de monologo.

Eu ainda me sentia corada e sem ar, mas levantei com o resto da turma, embora não conseguisse parar de espiar para Mike por cima dos ombros. Ele estava (infelizmente) saindo da sala, mas não antes de virar e me pegar olhando para ele.

Eu corei (de novo).

Ele encontrou meus olhos e sorriu diretamente para mim (de novo). E então saiu.

“Ele é tão gostoso,” alguém sussurrou no meu ouvido. Eu virei, e chocantemente, a Srta. Estudante Perfeita Renata estava olhando Mike sair e ventilando.

“Ele tem namorada?” eu comentei como uma idiota.

“Só nos meus sonhos,” Renata disse. “Na verdade, dizem os rumores que ele e Rosalie costumavam ficar, mas eu estou aqui a alguns meses e eles já acabaram desde então. Aqui vamos nós,” ela jogou alguns livros de monologo para mim. “Eu sou Renata, sem sobrenome.”

Meu rosto era um ponto de interrogação.

Ela suspirou. “Meu sobrenome era Titswoeth. Você consegue imaginar? Quando cheguei aqui, algumas semanas atrás e meu mentor explicou que eu podia mudar meu nome para o que eu quisesse, eu sabia que eu iria me livrar do Titswoeth, mas daí tinha todo o problema de escolher um novo sobrenome que me estressava demais. Então eu decidi manter meu nome e não ter um sobrenome.”

Renata Sem Sobrenome deu nos ombros.

“Bem, olá,” eu disse. Tem alguns garotos muito estranhos por aqui.

“Hey,” ela disse quando voltamos para nossas mesas. “Mike estava olhando você.”

“Ele estava olhando para todo mundo,” eu disse, embora eu pudesse sentir meu estúpido rosto ficando cada vez mais quente e vermelho.

“Yeah, mas ele realmente estava olhando para você.” Ela riu e acrescentou, “Oh, eu acho que a sua Marca colorida é legal.”

“Obrigado.” Provavelmente estava muito estranha com meu rosto vermelho.

“Qualquer pergunta sobre escolher um monologo, Bella?” A professora Irina perguntou, me fazendo dar um pulo.

“Não, professora Irina. Eu já fiz eles antes na aula de teatro de SIHS.”

“Muito bom. Me diga se tiver que esclarecer personagens para você.” Ela deu um tapinha no meu braço e continuou se movendo pela sala. Eu abri o primeiro livro e comecei a virar as paginas, tentando (Sem sucesso) esquecer sobre Mike e me concentrar no monologo.

Ele estava olhando para mim. Mas por quê? Ele deveria saber que era eu no corredor. Então que tipo de interesse em mim ele estava mostrando? E eu queria que um cara gostasse de mim sendo que ele estava sendo chupado por aquela nojenta da Rosalie? Eu provavelmente não deveria. Eu quero dizer, eu definitivamente não iria continuar onde ela parou. Ou talvez ele só estivesse curioso pela minha Marca colorida, como praticamente todos estavam.

Mas não foi isso que pareceu... pareceu que ele estava olhando para mim. E eu gostei.

Eu olhei para o livro que eu estive ignorando. As paginas estavam abertas no sub capitulo: Monólogos Dramáticos para Mulheres. O primeiro monologo era “Sempre Ridícula” por Jose Echegaray.

Bem, diabos. Era provavelmente um sinal.

Eu achei o caminho para a aula de Literatura sozinha. Ok, era do lado da aula de Victoria, mas ainda sim eu me sentia um pouco mais confiante quando não tive que pedir para ser levada até lá como a idiota garota nova.

Bella! Guardamos uma mesa para você!” Alice gritou no instante que cheguei na aula. Ela estava sentada ao lado de Seth, e praticamente pulando de excitação. Ela parecia muito feliz e fofinha de novo, o que me fez sorrir. Eu estava muito feliz por ver ela. “Então, então, então! Me conte tudo! Como foi a aula de Teatro? Você gostou? Você gostou da professora Irina? A tatuagem dela não é legal? Me lembra uma mascara – de algum tipo.”

Seth pegou o braço de Alice. “Respire e deixe a garota responder.”

“Desculpe,” ela disse alegre.

“Eu acho que a tatuagem da Irina é legal,” eu disse.

“Você acha?”

“Bem, eu estava distraída.”

“O que?” ela disse. Então os olhos dela se estreitaram. “Alguém embaraçou você por causa da sua Marca? Eu juro que as pessoas são simplesmente grossas.”

“Não, não foi isso. Na verdade aquela Renata Sem sobrenome disse que ela achava legal. Eu estava distraída porque, bem...” eu estava sentindo meu rosto ficar vermelho de novo, eu decidi que eu ia contar a eles sobre Mike, mas agora que eu comecei a falar eu me perguntei se deveria dizer algo. Eu deveria contar a elas sobre o corredor?

Seth se animou. “Eu sinto um comentário quente vindo. Anda, Bella. Você estava distraída por queeeeee?” Ele arrastou a palavra numa pergunta.

“Ok, ok. Eu posso resumir em duas palavras: Mike Night.”

A boca de Alice abriu e Seth fez um pequeno desmaio de mentirinha, que ele teve que disfarçar muito bem porque bem nesse momento o sino tocou e a professora Esme entrou.

“Depois!” Alice sussurrou.

“Absolutamente!” Seth falou.

Eu sorri inocentemente. Eu estava certa que eu ia adorar o fato de que ter mencionado Mike iam enlouquecer eles por uma hora inteira.

A aula de literatura foi uma experiência. Pra começar, a sala era totalmente diferente do que eu já vi. Tinha pôsteres bizarramente interessantes e quadros que pareciam ser originais enchendo cada centímetro da parede. E pendurados do teto haviam sinos de vento e cristais – muitos deles. A professora Esme (que todos chamavam de prof. E) era como algo vinda de um filme (bem, aqueles do canal Sci-Fi).

Ela tinha um cabelo loiro enorme, olhos grandes, e um corpo cheio de curvas que provavelmente fazia todos os caras babarem (não que seja muito difícil fazer os adolescentes babarem.) As tatuagens dela eram finas, bonitas com amarras célticas traçadas pelo rosto dela e pelas bochechas, fazendo elas parecerem altas e dramáticas.

Ela estava usando uma calça de aparência cara e um suéter de cardigan da cor musgo que tinha a mesma figura da deusa bordada por cima do peito dela que Victoria tinha. E, e agora que eu pensei sobre isso (e não no Mike), eu percebi que a blusa da professora Irina, tinha o mesmo desenho da deusa na blusa que ela estava usando também.

Hmmmm...

“Eu nasci em Abril de 1902,” a professora Esme disse, instantaneamente chamando minha atenção. Eu quero dizer, por favor, ela mal parecia ter 30 anos.

“Então eu tinha 10 anos em abril de 1912, e eu lembro da tragédia muito bem. Sobre o que eu estou falando? Algum de vocês tem alguma idéia?”

Ok, eu sabia exatamente do que ela estava falando, mas não era porque eu era uma nerd louca por história. Era porque quando eu era mais nova eu achei que estava apaixonada por Leonardo DiCaprio, e minha mãe comprou a coleção de DVDs inteira dos filmes dele para meu aniversário de 12 anos. Esse filme em particular eu assisti tantas vezes que eu ainda tinha memorizado ele (e eu não posso contar quantas vezes eu chorei quando ele saiu do navio e flutuou para longe como um adorável picolé).

Eu olhei ao redor. Mas ninguém parecia ter idéia, então eu suspirei e levantei a mão. A Prof. E sorriu e chamou meu nome. “Sim, Srta Redbird.”

“O Titanic afundou em abril de 1912. Foi atingido por um iceberg tarde da noite em um domingo, dia 14, e afundou algumas horas depois no dia 15.”

Eu ouvi Seth chupar o ar no meu lado, e o pequeno huh de Alice. Droga, eu realmente estava parecendo tão idiota que eles estavam chocados por ouvir eu responder algo corretamente?

“Eu realmente adoro quando um calouro novo sabe algo” A professora Esme disse. “Absolutamente correto, Srta. Redbird. Eu estava vivendo em Chicago na época da tragédia, e nunca vou esquecer dos anúncios dos jornais com a tragédia. Foi um evento horrível, especialmente porque a vida de vidas podia ter sido evitada. Também assinalou o fim de uma época e o começo de outra, assim como também trouxe muitas mudanças necessárias as leis de navegação. Vamos estudar tudo isso, além os deliciosamente melodramáticos eventos da noite, na nossa próxima peça em literatura, Uma noite para Recordar de Walter Lord. Embora Lord não fosse um vampiro – e é realmente uma pena que ele não fosse,” ela acrescentou, “Eu ainda acho o jeito que ele escreveu e como ele descreveu interessante e muito fácil de ler. Ok, vamos começar! A ultima pessoa em cada fileira, pegue livros para as pessoas da sua própria fileira a sua do gabinete no fundo da sala.”

Bem, legal! Isso com certeza era mais interessante do que ler Grandes Expectativas (obs, Estella, quem se importa?!). Eu sentei com Uma noite para Recordar e meu caderno aberto para fazer, hum, anotações. A professora E começou a ler o capitulo um em voz alta, e ela era uma boa leitora. Três aulas já tinham quase acabado e eu tinha gostado de todas. Era possível que uma escola vampira seria mais do que o lugar chato que eu ia todo dia porque eu precisava e, além disso, onde todos os meus amigos estavam? Não que todas as aulas de SIHS fossem chatas, mas não estudávamos as Amazonas e Titanic (com uma professora que estava viva quando ele afundou!).

Eu olhei ao redor para os outros garotos enquanto a professora E lia. Havia cerca de 15 de nós, o que parecia ser a media nas minhas outras aulas também. Todos tinham seus livros abertos e estavam prestando atenção.

E então meu olho viu algo vermelho e especo do outro lado da sala perto da parte de trás da sala. Eu falei muito rápido – nem todos os garotos estavam prestando atenção.

Esse tinha a cabeça baixa nos braços e parecia estar dormindo, o que eu sabia por que seu rosto gordinho e branco-demais estava virado na minha direção. A boca dele estava aberta, e eu acho que ele estava babando um pouco. Eu me perguntei o que a Prof. E faria com ele. Ela não parecia o tipo de professora que ficaria tranqüila com alguém dormindo no fundo da sala, mas ela apenas continuou lendo, intercalando com fatos interessantes dados de primeira mão sobre o inicio do século XX, o que eu gostei bastante (eu adorava ouvir sobre as garotas metidas – eu definitivamente teria sido uma garota metida se eu tivesse vivido nos anos 1920). Não foi até quando estava prestes a tocar que a Prof. E que a professora deu o próximo capitulo com tarefa, e então nos disse que podíamos conversar baixo entre nós, que ela agiu como se tivesse acabado de perceber o garoto que estava dormindo. Ele começou a se mexer, finalmente levantado a cabeça para mostrar os círculos vermelhos que estava do lado da testa dele e parecia bizarramente deslocada ao lado da Marca dele.

“Tyler, eu preciso ver você logo,” Prof E disse atrás da mesa dela. O garoto demorou para levantar e então arrastando os pés, arrastando os cadarços desatados, foi até a mesa dela.

“Sim?”

“Tyler, você está, é claro, reprovando em literatura. Mas o que é mais importante, você está falhando na vida. Vampiros homens são fortes, honráveis, e únicos. Eles são nossos guerreiros e protetores a incontáveis gerações. Como você espera passar pela Mudança e ser um grande guerreiro se você não praticar disciplina necessária até para ficar em aula?”

Ele deu nos ombros.

A expressão dela endureceu. “Eu vou te dar uma oportunidade de se redimir pelo zero em participação de aula que você recebeu hoje, você terá que escrever uma redação sobre o que era importante na America no inicio do século XX. Esse trabalho é para amanhã.”

Sem dizer nada, ele começou a se afastar.

“Tyler,” a voz da Prof. E tinha abaixado e, estava cheia de irritação, o que a fez parecer mais assustadora do que ela pareceu enquanto estava dando aula e lendo. Eu podia sentir o poder irradiando dela, o que me fez perguntar por que ela precisaria de um homem protegendo ela. O garoto parou e virou o rosto para ela.

“Eu não liberei você. Qual é sua decisão sobre fazer o trabalho para se redimir pelo zero?”

O garoto só ficou parado ali sem dizer nada.

“Essa pergunta pede uma resposta, Tyler. Agora!” O ar ao redor dela estalou com o comando dela, fazendo a pele do meu braço formigar.

Parecendo não ter sido afetado, ele deu nos ombros de novo. “Eu provavelmente não vou fazer.”

“Isso diz algo sobre o seu caráter, Tyler, e isso não é algo bom. Você não está apenas falhando consigo, mas você está falhando com seu mentor também.”

Ele deu nos ombros de novo e sem pensar cutucou o nariz. “O Carlisle já sabe quem eu sou.”

O sino tocou e a Prof. E, com um olhar de nojo no rosto, apontou para Tyler sair da sala. Seth, Alice, e eu só ficamos levantamos e estávamos começando a ir embora quando Tyler andou desengonçado por nós, se movendo mais rapidamente do que eu acreditei ser possível para alguém que parecia tão preguiçoso. Ele deu um encontrão em Seth, que estava na nossa frente. Seth fez um oops e cambaleou um pouco.

“Bicha nojenta, sai do caminho,” o garoto perdedor disse, empurrando Seth com seu ombro para poder sair da porta antes dele.

“Eu deveria quebrar a cara desse idiota!” Alice disse, se apressando para chegar até Seth, que estava esperando por nós.

Ele balançou a cabeça. “Não se preocupe. Esse garoto Tyler tem sérios problemas.”

“Sim, como ter coco no cérebro,” eu disse, olhando pelo corredor para as costas do preguiçoso. O cabelo dele certamente não era atraente.

“Coco no cérebro?” Seth riu e ligou o braço no meu e o outro em Alice, nos levando pelo corredor no estilo Mágico de Oz. “É isso que eu gosto na nossa Bella,” ele disse. “ela tem jeito com a linguagem vulgar.”

“Coco não é vulgar,” eu disse de forma defensiva.

“Eu acho que esse é o ponto, querida,” Alice riu.

“Oh.” Eu ri também, e eu realmente, realmente, gostei como soou quando ele disse “nossa” Bella. Como se eu pertencesse... como se eu estivesse em casa.

Esgrima foi totalmente legal, o que foi uma surpresa. A aula foi feito numa enorme

sala no ginásio que totalmente parecia um estúdio de dança, complete com paredes e teto cheio de espelhos. Pendurados do telhado de um lado estavam manequins estranhos que me lembravam um alvo de tiro tri dimensional. Todos chamavam o professor de Lankford. Carlisle Lankford, ou apenas de Carlisle. Não levei muito tempo para descobrir por que. A tatuagem dele representava dois dragões cujos corpos de serpente, se embrulhavam na linha da mandíbula dele. A cabeça deles estava acima das sobrancelhas e a boca deles estavam abertas, cuspindo fogo na lua crescente. Era incrível e difícil não encarar.

Além do mais, Carlisle era o primeiro vampiro adulto que eu via de perto. A principio ele me confundiu. Eu acho que se você tivesse me perguntado o que eu acharia que era um vampiro eu teria dito que era o oposto dele. Honestamente, eu tinha o estereótipo do vampiro estrela de cinema na mente – alto, lindo, perigoso. Você sabe, como Vin Diesel.

De qualquer forma, Carlisle é baixo, tem longos cabelos aloirados que ficam presos para trás em um rabo de cavalo, e (a não ser pelo estilo poderoso da tatuagem de dragão) tem um rosto fofo com um quente sorriso e só foi quando ele começou a mandar a turma a fazer os aquecimentos que eu comecei a perceber o poder dele. No segundo que ele pegou a espada (que eu descobri mais tarde que se chama florete) na tradicional saudação ele pareceu se tornar outra pessoa – alguém que se movia extremamente rápido e com graça. Ele fintava e se arremessava e sem esforço fez o resto da turma – mesmo o pessoal que era bom, como Seth – parecer bonecos. Quando ele terminou de liderar o aquecimento, o Carlisle colocou todos em pares e os fez trabalhar no que ele chamava de “movimentos padrões.” Eu fiquei aliviada quando ele fez Seth e eu sermos parceiros.

“Bella, é bom que você tenha se juntado a nós na Morada da Noite,” Carlisle disse,

apertando minha mão no jeito tradicional das vampiras amazonas. “Seth pode explicar as diferentes partes do uniforme de esgrima para você, e vou te conseguir um uniforme para você estudar nos próximos dias. Eu assumo que você nunca praticou esse esporte antes?”

“Não, eu não estudei,” eu disse, e então adicionei nervosa, “mas gosto de aprender. Eu quero dizer, a idéia de usar uma espada é legal.”

Carlisle sorriu. “Florete,” ele corrigiu, “você estará aprendendo como usar um florete. É a mais leve dos três tipos de armas que temos aqui, e uma excelente escolha para uma mulher. Você sabia que esgrima é um dos únicos esportes onde homens e mulheres podem competir em pé de igualdade?”

“Não,” eu disse, instantaneamente intrigada. Que legal não seria chutar a bunda de um cara nesse esporte?!

“Isso é porque um esgrimista inteligente e concentrado pode com sucesso

compensar por qualquer deficiente que ele ou ela pode ter, e pode ser capaz até de transformar essa deficiente – como força ou alcance – em uma vantagem. Em outras palavras, você pode não ser tão forte ou rápida quanto o seu oponente, mas você pode ser mais esperta ou ser capaz de se concentrar melhor, o que muda a moeda para o seu favor. Certo, Seth?”

Seth sorriu. “Certo.”

“Seth é um dos esgrimistas mais concentrados que eu tive o privilegio de treinar

em décadas, o que faz dele um perigoso oponente.”

Eu dei um olhar pelo canto do olho para Seth, que corou com orgulho e prazer.

“Nas próximas semanas eu vou fazer Seth mostrar a você as manobras. Sempre

lembre, esgrima requer habilidade seqüencial e hierárquica por natureza. Se uma dessas habilidades não é adquirida, outras habilidades serão difíceis para aprender e o esgrimista estará em permanente e seria desvantagem.”

“Ok, eu vou lembrar,” eu disse. Carlisle deu um sorriso quente de novo antes de sair para ir trabalhar com os outros alunos.

“O que ele quis dizer é não fique desencorajada ou entediada por ter que fazer os

mesmos exercícios repetidamente.”

“Então o que você está dizendo é que você vai ser chato, mas tem um propósito

nisso?”

“Sim. E parte desse propósito será ajudar a levantar essa sua bunda fofa,” ele disse alegre, me dando um tapinha com o lado do florete dele.

Eu bati nele e virei os olhos, mas depois de 20 minutos de ataques e defesas na

posição inicial e me arremessando – de novo e de novo – eu sabia que ele estava certo.

Minha bunda estaria me matando amanha.

Tomamos um rápido banho depois da aula (graças a Deus, havia chuveiros

separados para cada uma das garotas nos vestiários e não tivemos que barbaramente e tragicamente tomar banho em uma enorme área aberta como se estivéssemos na prisão ou algo assim) e então me apressei com o resto da multidão para ir ao salão de almoço – mais conhecido como sala de jantar. E eu falo sério quando disse que me apressei. Eu estava faminta.

O almoço foi um enorme Buffet de sala self service, que inclui tudo desde

salada de atum (eca) até aqueles mini milhos estranhos que são tão confusos, e nem tem gosto de milho. (O que eles são exatamente? Milho bebê? Milho anão? Milho mutante?) Eu enchi meu prato e peguei um enorme pedaço do que parecia e cheirava como pão recém assado, e fui para o lado de Alice, com Seth logo atrás de mim. Kate e Ângela já estavam discutindo sobre o que fazer para a nota do trabalho para a aula de literatura delas melhorar de nota, embora as duas tivessem recebido 96 como nota.

“Então, Bella, manda. E quanto a Mike Night?” Alice perguntou no instante que

deu uma enorme mordida na salada. As palavras de Alice imediatamente fizeram as Gêmeas calarem a boca e a atenção da mesa toda estava em mim.

Eu pensei sobre o que eu iria dizer sobre Mike, e decidi que não estava pronta para contar a todos sobre a cena infeliz do boquete. Então eu apenas disse,” ele ficava olhando para mim.” Quando eles franziram a testa para mim eu percebi que com a boca cheia de salada o que eu realmente disse foi “Ele ficabu olando para mim.” Eu engoli e tentei de novo. “Ele ficava olhando para mim. Na aula de teatro. Foi, sei lá, confuso.”

“Defina “olhando para mim,” Seth disse.

“Bem, aconteceu no segundo que ele entrou na aula, mas deu pra notar mais

quando ele estava nos dando um exemplo de um monologo. Ele fez aquele negocio de Otelo, e quando ele disse a fala sobre amor e tal, ele olhou diretamente para mim. Eu pensei que você só um acidente ou qualquer coisa assim, mas ele olhou para mim antes de começar o monologo, e depois de novo quando estava saindo da sala.” Eu suspirei e me remexi um pouco, inconfortável com o jeito que eles estavam me olhando. “Esqueça. Provavelmente foi só parte da atuação.”

“Mike Night é o cara mais gostoso da escola toda,” Angela disse.

“Esqueça isso – ele é o cara mais gostoso desse planeta.” Kate disse.

“Ele não é mais gostoso que Kenny Chesney,” disse rapidamente Alice.

“Ok, por favor, da pra parar com a obsessão por country!” Angela franziu a testa

para Alice antes de virar sua atenção de volta para mim. “Não deixe essa

oportunidade passar por você.”

“É,” Kate disse. “Não deixe.”

“Passar por mim? O que eu deveria fazer? Ele nem disse nada para mim.”

“Uh, Bella querida, você sorriu de volta para o rapaz?” Seth perguntou.

Eu pesquise. Eu tinha sorrido de volta? Ah, merda. Eu aposto que não sorri. Eu

aposto que fiquei só sentada ali e o encarei como uma retardada e talvez até tenha babado. Ok, bem, eu posso não ter babado, mas ainda sim. “Eu não sei,” eu disse percebendo a triste verdade, o que não enganou Seth nem um pouco.

Ele bufou. “Da próxima vez sorria para ele.”

“E talvez diga oi,” Alice disse.

“Eu pensei que Mike fosse só um rosto bonito,” Angela disse.

“E corpo,” Kate acrescentou.

“Até que ele chutou Rosalie,” Angela continuou. “Quando ele fez isso eu percebi

que o garoto pode ter algo na cabeça.”

“Nós já sabemos que ele tem algo funcionando embaixo!” Kate disse, levantando as sobrancelhas.

“Uh-huh!” Angela disse, lambendo os lábios como se ela estivesse vendo um enorme pedaço de chocolate.

“Vocês duas são nojentas,” Seth disse.

“Só estamos querendo dizer que ele tem a bunda mais fofa da cidade, Senhor

Padre,” Angela disse.

“Como se você não tivesse notado,” Kate disse.

“Se você começar a falar com Mike isso vai realmente irritar Rosalie.” Alice disse.

Todos viraram e encararam Alice como se ela tivesse acabado de abrir o mar

vermelho ou algo assim.

“É verdade,” Seth disse.

“Muito verdade,” Angela disse enquanto Kate acenava.

“Então o rumor é que ele costumava sair com Rosalie,” eu disse.

“Sim,” Kate disse.

“O rumor é grotesco, mas verdadeiro,” Angela disse. “O que faz ainda melhor o fato dele gostar de você!”

“Gente, ele provavelmente só estava olhando para a minha Marca estranha,” eu disse.

“Talvez não. Você é bem fofa, Bella,” Alice disse com um doce sorriso.

“Ou talvez sua Marca fez ele olhar, e então ele pensou que você era bem fofa e então ele continuou olhando,” Seth disse.

“De qualquer jeito, ele olhando definitivamente vai irritar Rosalie,” Ângela disse.

“O que é uma boa coisa,” Kate disse.

Alice ignorou o comentário delas. “Só esqueça sobre Rosalie e sua Marca e

todas essas coisas. Da próxima vez que ele sorrir para você, diga oi. Só isso.”

“Fácil,” Angela disse.

“Fácil,” Kate disse.

“Ok,” eu murmurei e voltei para minha salada, desejando desesperadamente que

todo o negocio de Mike Night fosse tão fácil-fácil como elas pensaram que eram.

Uma coisa sobre o almoço na Morada da Noite que era igual ao almoço em SIHS e em qualquer outra escola era – que acaba rápido demais. E então a aula de espanhol foi um borrão. A professora Carmem era uma espanhola inquieta. Eu gostei dela imediatamente (as tatuagens dela pareciam estranhamente como penas, então ela me lembrava um pequeno pássaro espanhol), mas ela deu a aula toda falando espanhol. A aula toda. Eu provavelmente deveria mencionar que eu não tenho aula de espanhol desde a 8º serie, e eu admito que nunca prestei muita atenção nela. Então eu estava bem perdida, mas eu escrevi o dever e prometi a mim mesma que eu iria estudar o vocabulário. Eu odeio ficar perdida.

Introdução a equitação foi feita na casa de campo. Era um longo prédio construído de tijolos perto da parte sul, e que havia junto uma enorme área para cavalgar. O lugar todo tinha aquele cheiro de cavalo, que misturado com couro formava algo agradável, embora tu soubesse que parte do “agradável” cheiro era cocô – cocô de cavalo.

Eu fiquei parada nervosa com um pequeno grupo de garotos dentro do curral, onde uma veterana alta e com rosto duro disse para esperarmos. Só havia cerca de 10 de nós, e éramos todos terceiranistas. Oh, (ótimo) aquele irritante cabeça de vento do Tyler estava encostado contra a parede chutando um pouco de serragem no chão. Ele levantou pó suficiente para fazer a garota parada perto espirrar. Ela deu a ele um olhar irritado e se afastou. Deus, ele irritava todo mundo? E porque ele não podia usar algum produto (ou talvez vários produtos) naquele cabelo feio?

O som de cascos tiraram a minha atenção de Tyler e eu olhei para cima em tempo de ver uma magnífica égua andando no curral galopando total. Ela parou alguns a alguns centímetros de distancia. Enquanto todos nós observávamos feito idiotas, a amazona desmontou graciosamente. Ela tinha um cabelo grosso que ia até a cintura e era tão loiro que era quase branco, e olhos que eram de um estranho tom de verde. O corpo dela era pequeno, e o jeito que ela ficava parada me lembrava aquelas garotas que tomam aulas de dança obsessivamente para que mesmo quando não estão em bale elas fiquem paradas como se tivessem algo preso em suas bundas. A tatuagem dela era uma intrincada série de nós que se entrelaçavam no rosto dela – e na lua crescente eu tinha certeza que eu podia ver alguns cavalos.

“Boa tarde. Eu sou Jane, e esse,” ela apontou para a égua e deu ao nosso grupo um olhar contemplativo antes de terminar a frase, “é um cavalo.” A voz dele ecoou contra as paredes. A égua preta soprou pelo nariz como se estivesse enfatizando as palavras dela. “E vocês são meu novo grupo de terceiranistas. Cada um de vocês foi escolhido para minha aula porque acreditamos que vocês podem ter uma aptidão para cavalgar. A verdade é que menos da metade de vocês vai durar o semestre, e metade dos que sobrarem vão realmente se desenvolver em um equitador descente. Alguma pergunta?”

Ela fez uma pausa longa o bastante para alguém perguntar algo. “Ótimo. Então me sigam e vamos começar.” Ela se virou e marchou de volta para o estábulo. Nós a seguimos.

Eu queria perguntar quem eram o “nós” que falaram que eu talvez tivesse aptidão para cavalgar, mas eu estava com medo então não disse nada e apenas segui atrás dela como todo mundo. Ela parou na frente de uma cocheira vazia onde havia um forcado e um carrinho de mão. Jane se virou para nos olhar.

“Cavalos não são cachorros grandes. E não são o romântico sonho de uma garotinha que os imagina como seu melhor amigo que sempre estará ao seu lado.”

Duas garotas paradas perto de mim se olharam com culpa e Jane as encarou com seus olhos verdes.

“Cavalos são trabalho. Cavalos são dedicação, inteligência, e tempo. Vamos começar com a parte do trabalho. No final desse corredor vocês vão encontrar botas de borracha. Escolham um par rapidamente, enquanto pegamos as luvas. Então cada um de vocês vai pegar uma cocheira e vamos começar a trabalhar.”

“Professora Jane?” disse uma garota gordinha com um rosto fofo, que levantou a mão nervosamente.

“Jane serve. O nome que eu escolhi em honra da antiga vampira rainha não precisa de outro titulo.”

Eu não fazia idéia de quem era Jane, e fiz uma nota mental para pesquisar.

“Continue. Você tem uma pergunta, Amanda?”

“Yeah, uh, sim.“

Jane levantou uma sobrancelha para a garota.

Amanda engoliu audivelmente. “Vamos trabalhar fazendo o que, profes – eu quero

dizer, Jane, senhora?”

“Limpar a cocheira, é claro. O estrume vai no carrinho de mão. Quando ele estiver cheio vocês podem descarregar o composto área perto do estábulo. Tem serragem fresca no armário ali perto. Vocês tem 15 minutos. Eu volto em 45 minutos para inspecionar as cocheiras!”

Todos piscamos para ela.

“Vocês podem começar. Agora.”

Nós começamos.

Ok. Verdade. Eu sei que vai parecer estranho, mas eu não me importei de limpar a cocheira. Eu quero dizer, cocô de cavalo não é tão nojento. Especialmente porque era obvio que esses estábulos eram limpos a toda hora. Eu peguei as botas de borracha (que eram grandes galochas de borracha – totalmente feias, mas elas cobriram meu jeans até os joelhos) e um par de luvas e comecei a trabalhar. Tinha musica tocando por uma excelente caixa de som – algo que eu tinha certeza que era o ultimo CD da Enya (antes da minha mãe casar com John, mas então ele decidiu que aquilo poderia ser musica de bruxa então ela desistiu, e é por isso que eu sempre gostei da Enya). Então eu ouvi a música galesa e juntei o cocô. Não pareceu que muito tempo tinha passado enquanto eu estava jogando aquilo no carrinho e então enchendo com serragem. Eu estava passando pelo estábulo quando tive aquele sentimento estranho que alguém estava me observando.

“Bom trabalho, Bella.”

Eu dei um pulo e olhei ao redor para ver Jane perto do estábulo. Em uma mão ela estava segurando uma grande, e macia escova. Na outra ela segurava a corda que guia a égua.

“Você já fez isso antes,” Jane disse.

“Minha avó costumava ter um garanhão que eu nomeei de Pernalonga.” Eu disse antes de perceber o quão estúpido soava. Com as bochechas quente, eu me apressei, “Bem, eu tinha 10 anos, e a cor dele me lembrava do Pernalonga, então eu comecei a chamar ele desse jeito e ficou.”

Os lábios de Jane se curvaram numa pista de um sorriso. “Era a cocheira do

Pernalonga que você limpava?”

“Sim. Eu gostava de montar nele, e vovó disse que ninguém deveria montar um cavalo sem antes limpar seu cocheiro.” Eu dei nos ombros. “Então eu limpava.”

“Sua avó é uma mulher sábia.”

Eu acenei.

“E você não se importava de limpar?”

“Não, na verdade não.”

“Ótimo. Conheça Persephome,” Jane acenou com a cabeça para a égua ao lado dela. “Você acabou de limpar a cocheira dela.”

A égua andou na minha direção, colocando o nariz no meu rosto e soprando gentilmente, o que fez cócegas e me fez rir. Eu acariciei o nariz dela e automaticamente beijei o quente focinho dela.

“Olá, Persephone, garota linda.”

Jane acenou em aprovação enquanto a égua e eu nos conhecíamos.

“Só tem mais 5 minutos antes do final da aula, então não é necessário que você fique mais, mas se você quiser, eu acredito que você ganhou o privilegio de escovar Persephone.”

Surpresa, eu tirei meus olhos do carinho que eu estava fazendo no pescoço do

cavalo.

“Sem problemas, eu fico,” eu me ouvi falar.

“Excelente. Você pode devolver a escova no final do corredor quando terminar. Vejo você amanha, Bella.” Jane me deu a escova, deu um tapinha na égua, e nos deixou sozinhas no estábulo.

Persephone colocou a cabeça no cocho de metal que tinha feno fresco, e começou a mastigar, enquanto eu a escovava. Eu esqueci do quão relaxante era escovar um cavalo.

Pernalonga morreu de um repentino e assustador ataque cardíaco dois anos atrás, e vovó ficou chateada demais para comprar outro cavalo. Ela disse que o “coelho” (que era como ela o chamava) não podia ser substituído. Então fazia dois anos desde que eu não me aproximava de um cavalo, mas voltou para mim instantaneamente – tudo. O cheiro, o calor, o som dos cavalos comendo, e a gentil barulho que a escova fazia quando eu deslizava pelo pêlo da égua.

Com a ponta da minha atenção em vagamente ouvi a voz de Jane, afiada e irritada, enquanto ele xingava um estudante que eu achei que fosse aquele irritante cabeça de vento. Eu olhei por cima de Persephone e espiei rapidamente.

Certa, o cabeça de vento estava parado na frente da cocheira dele. Jane estava parada ao lado dele, com as mãos nos lábios. Mesmo de lado eu pude perceber que ela estava furiosa. Aquele garoto estava numa missão para irritar todos os professores aqui? E o mentor dele era Carlisle? Ok, o cara parecia legal, até ele pegar a espada – eu quero dizer, florete – então ele mudou de cara legal para mortalmente-perigoso-vampiro-guerreiro.

“Esse cabeça de vento deve estar querendo morrer,” eu disse a Persephone quando voltei a escovar ela. A égua mexeu as orelhas para mim e soprou pelo nariz.

“Sim, eu sabia que você ia concordar. Quer ouvir minha teoria sobre como minha geração sozinha pode limpar a America de idiotas e vadias?” Ela pareceu receptiva, então eu comecei meu discurso de não procriação com perdedores...

“Bella! Você está aí!”

“Oh meu Deus! Alice! Você quase me matou de susto!” Eu dei um tapinha em Persephone, que tinha se mexido inquieta.

“Que no mundo você está fazendo?”

Eu mostrei a escova para ela. “O que parece que eu estou fazendo, Alice, fazendo as unhas?”

“Pare de brincar. O Ritual da Lua Cheia vai começar em tipo, dois minutos?”

“Ah, diabos!” Eu dei mais um tapinha em Persephone e me apressei para sair do estábulo.

“Você esqueceu, não foi?” Alice disse, segurando minha mão e me ajudando a manter o equilibro enquanto tirava minha botas de borracha e colocava meus sapato rasteirinha.

“Não,” eu menti.

Então eu percebi que eu também tinha esquecido sobre o Ritual das Filhas Negras depois.

“Ah, diabos!”

Notas finais
E ai como ta indo???
até amanha!