Hope - The Princess
1 Capítulo 1 - Coming Home
Notas iniciais
Rebekah teve uma ideia maluca de irmos para Nova Orleans de madrugada para que quando chegassemos ainda fosse dia, eu achava mais fácil irmos de avião do que encararmos uma viajem de 18 horas de carro mas minha tia é teimosa e quis vir de carro, o que ela se arrependeu na metade do caminho porque ela ficou entediada mas ainda não estávamos nem em Louisiana, dei a ideia de pararmos num Hotel mais ela falou que era melhor irmos logo para Nova Orleans porque meu pai já estava ligando pra saber o porque da demora.
– Porque ele não para de ligar? — ela falou desligando o celular e o jogando no banco de trás — ele sabe que de carro vamos demorar mais pra chegar.
– Você avisou ele que não iriamos mais de avião certo? — falo tentando pintar minhas unhas do pé mas sem muito sucesso e vejo ela se remexer um pouco no banco.
– Pensei que você ia avisar — diz ela olhando fixamente para a estrada.
– Droga — digo ao borrar o esmalte e pintar meu dedão de preto — eu nunca liguei pra ele antes porque eu ligaria agora?
– Talvez para vocês dois já começarem a recriar o laço pai e filha? — ela fala olhando pra mim e eu a olho entediada o que a faz virar os olhos voltando a olhar para estrada — pega o meu telefone.
– Eu literalmente levei uma hora para conseguir pintar as minhas unhas então eu não vou me mexer e correr o risco de estraga-las — digo fechando o esmalte e olhando o meu trabalho um pouco mal feito.
– Então usa o seu — ela fala um pouco ansiosa e eu pego o celular do meu bolso procurando Klaus na lista de contatos e apertando chamar.
– Ele não atende — falo tentando ligar de novo mas sem sucesso.
– Tenta de novo — ela começa a bater as unhas na direção.
– Estou tentando — digo e me irrito quando ele não atende — Se ele não atender agora vamos dar meia volta e voltar pra Nova York.
– Quem é? — ele finalmente atende parecendo um pouco irritado.
– Que pai não tem o numero da filha? — pergunto jogando o vidrinho de esmalte pro banco de trás.
– Hope? — ele pergunta com a voz mais calma.
– A não ser que você tenha outra filha — ironizo colocando os pés pra baixo.
– Onde vocês estão? — pergunta ignorando minha ironia.
– Rebekah? — olho pra ela sabendo que ela esta escutando a ligação.
– Cleveland — ela fala olhando pra mim — falta sete horas para chegarmos.
– Porque vocês estão vindo de carro?
– Sua querida irmã mudou os planos — pego uma mecha do meu cabelo e enrolo no dedo — e esqueceu de te avisar.
– Apenas se apressem — ele se despede.
– Sim senhor — desligo o celular — vou dormir um pouco.
– Ok — ela diz sem tirar os olhos da estrada, sinto que ela quer dizer alguma coisa.
– Diga logo — falo fazendo ela olhar pra mim com uma cara confusa — conheço você então apenas diga o que você quer dizer.
– Como você esta? — ela pergunta ainda olhando pra mim.
– Olhos na estrada — ordeno e ela obedece dando um pequeno sorrisinho — então você esta quieta desde que saímos de casa porque esta preocupada comigo?
– Talvez você não acredite mas tem pessoas que se importam com você — ela olha pra mim e depois pra estrada — uma delas ficou em Nova York.
Então entendi, tudo isso apenas para falar de Adam, meu ex-namorado, terminei com ele para não traze-lo para essa confusão que seria Nova Orleans, ele é um bruxo poderoso e poderia se cuidar mas eu decidi não arriscar.
– Não quero falar sobre Adam — digo olhando para fora da janela.
– Não precisa fingir que não o amava e não esta triste — ela fala e posso sentir que esta me olhando — não pra mim.
– Eu estou bem — eu a olho e confirmo o fato de que ela está olhando pra mim — e quanto menos falarmos dele melhor vou ficar.
– Você decide — ela volta a olhar pra estrada — só saiba que eu estou aqui se precisar falar.
– Eu sei — falo e escoro a cabeça no vidro da porta do carro.
Dormi mais ou menos 4 horas então acordei e não consegui mais dormir, fiquei encarando as paisagens que nós passávamos até que começo a pensar em Adam, quando Rebekah e eu nos mudamos para Nova York, 7 anos atras, encontramos Adam, que na época tinha dezesseis anos, ele aceitou fazer o feitiço de ocultação em troca de dinheiro, Rebekah então fez um trato com ele, um lugar pra ele morar e dinheiro em troca de feitiços quando necessário, ele aceitou e com o tempo fomos aprendendo coisas sobre o outro, eu descobri que ele tinha abandonado seu clã pois queria liberdade e odiava seguir ordens então ele fazia feitiços em troca de dinheiro, quando eu fiz dezesseis anos nos beijamos pela primeira vez e começamos a namorar um pouco depois. Fiquei pensando por bastante tempo até que vejo uma placa que dizia que já estávamos em Nova Orleans e pergunto a Rebekah quanto tempo faltava para chegarmos.
– Falta pouco — ela fala ansiosa — dormiu bem?
– Sim — falo colocando as meias já que fazia sete horas que as minhas unhas estavam completamente secas — Acordei faz duas horas.
– Deixa eu adivinhar — ela fala animada mas ainda posso ver a ansiedade — estava pensando em Adam.
– No Adam, em Nova York — coloco uma bota — em Nova Orleans e etc.
– Tudo bem ficar nervosa — ela da um pequeno sorriso — eu estou um pouco.
– Eu não estou nervosa — coloco a outra bota — apenas quero tomar banho e comer alguma coisa.
– Esqueci de avisar para o Nik comprar comida humana — ela faz uma careta — porque você não pode ser uma vampira?
– Tecnicamente eu sou — pego um cantil de Whisky que escondo no lado do banco — apenas não completei a transformação ainda.
– Isso ainda confunde minha cabeça — ela fala com um cara entediada e escora a cabeça no banco — sorte que tínhamos Adam para nos ajudar com isso.
– Mas agora não temos — bebo um gole do cantil um pouco irritada, ela precisa trazer ele pra conversa? — Ugh, isso ta quente.
– Como é que você tem...
– Poupe saliva Barbie — a interrompo e ela revira os olhos.
– Se você chegar com halito de Whisky Nik vai pensar que te criei mal — ela fala olhando pro cantil.
– Pelo menos você me criou — fecho o cantil e o jogo no banco de tras, nosso pequeno lixo — e o que ele fez por mim?
– Nós ja conversamos sobre isso — ela fala calmamente me repreendendo e essa é minha vez de revirar os olhos.
– É eu sei e tanto faz — bocejo e olho pra janela, ser humana não é tão legal assim, agente cansa, sente fome e sede, eu poderia me transformar em vampira quando quisesse eu só precisava me alimentar de sangue humano, Adam me explicou e ele ainda falou que pra eu ativar a parte lobo eu só precisava matar, não importa se fosse como humana ou vampira, como ele descobriu isso eu não sei, e também não me importo eu só quero parar de pensar nele — falta quanto tempo?
– De 5 a 10 minutos — ela me olha e sorri — você vai ver que se tirarmos essa confusão com Freya e as tentativas de matar você até que é bom ter a familia unida novamente.
– Espero que sim — sorrio e ligo o rádio, está tocando Highway to Hell, eu e Rebekah nos olhamos e sorrimos com a ironia — adoro ACDC.
Quando chegamos a musica ja acabou e agora esta tocando Bon Jovi, amo a banda mas desligo o radio no momento que Rebekah para o carro na frente de uma grande casa.
– Aqui estamos — ela fala sorrindo e olha pra mim, eu estava olhando fixamente para a casa, até esqueci de respirar — Hope?
– O que? — lembro de respirar e ela aperta a minha mão me reconfortando e logo a solta.
– Venha conhecer nossa familia — ela sai do carro e eu a sigo.
Caminhamos em passos curtos ate a porta, Rebekah a abre e nós entramos em silencio, eu apenas sigo Rebekah e quando começo a escutar vozes meu estomago se agita, tia Bex vira num corredor e achamos a familia reunida, eu acho.
– Freya é forte e ela.. — um homem loiro estava falando mas de repente para e olha para onde eu e Rebekah estávamos, ele olha para mim e parece me observar, todos os olhares voltam para mim e Rebekah, mais precisamente em mim, o que me deixa desconfortável.
– Bem vinda de volta irmã — um homem de terno fala quebrando o silencio e se aproxima para Rebekah, que retribui o abraço sorrindo, ele volta a atenção para mim — É bom ter vocês de volta, eu sou Elijah caso não saiba.
– Eu sei quem é você — falo calmamente e ele me da um abraço, que eu retribuo um pouco sem graça ja que não sou fã de abraços — eu me lembro de algumas coisas da ultima visita e Rebekah tem fotos.
– Hey — uma mulher me cumprimenta e sei que é Hayley, não preciso de fotos para saber quem é ela porque temos uma conexão que não sei explicar — você sabe quem eu sou?
– Hayley — ela me abraça sorrindo e eu murmuro — minha mãe.
– Eu senti tanto a sua falta — ela para de me abraçar e me olha por um instante — você está linda.
– Obrigada — agradeço meio sem jeito, apenas quero ir pro meu quarto seja ele onde for.
– Eu sou Marcel — um cara se apresenta, sei quem ele é mas apenas o comprimento — é um prazer finalmente conhece-la.
– É bom conhece-lo também — aperto a mão dele — todos vocês.
Eu cumprimentei um bruxa baixinha chamada Davina, meu tio Kol, uma vampira chamada Camile, um vampiro chamado Josh e um lobisomem chamado Jackson, Hayley falou que tinha comprado comida pra mim e Camile foi ajuda-la, Elijah e Rebekah foram pegar as malas, Marcel e Josh se despediram e tiveram que sair para resolver um problema e Davina e Kol simplesmente não estavam mas aqui, restando apenas eu e Klaus.
– Você não vai falar comigo? -falo me aproximando dele e ele da um pequeno sorriso.
– Você já tinha atenção suficiente — ele fala calmamente e pela primeira vez percebo o seu sotaque — Hayley estava certa quando falou o quão linda você está.
– Devo ter puxado minha mãe nesse quesito — brinco e ele da uma leve risa — e eu sou uma Mikaelson então não poderia ser menos que bonita.
– Sim você é — ele fala num tom admirado.
– Rebekah me contou que você é orgulhoso — falo calmamente e ele levanta as sobrancelhas — mas iria machucar seu orgulho pedir um abraço a sua filha?
– Não tem a ver com orgulho — ele fala sorrindo — Posso abraça-la?
– Claro — nós nos abraçamos finalmente, agora chega de abraços, eu só quero tomar um banho e dormir, nem estou mais com fome — onde é meu quarto?
– Eu te mostro — ele fala indo em direção as escadas e eu o sigo.
Não sei o que me espera nessa cidade, sei que não estou feliz por ter deixado Adam mas minha família vem em primeiro lugar então apenas vou tentar acabar com essa confusão para que eu esteja segura e possa finalmente decidir o que fazer com minha vida.
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