Hope - The Princess
2 Coming Home Pt. 2
Notas iniciais
Klaus levou-me para o meu quarto e saiu para que eu pudesse me acomodar, não demorou muito e Elijah trouxe as malas pro meu quarto dizendo que Rebekah ia ficar no quarto no fim do corredor, ele falou que era bom eu e Rebekah termos voltado e saiu do quarto, pego uma mala e a coloco em cima da cama a abrindo e a olho por um momento, depois para o roupeiro e depois para a cama, volto os olhos pra mala e olho na mesma ordem que fiz antes e fecho a mala e a coloco no chão, me sento na cama e tiro minha bota e a meia as colocando em um canto qualquer, me deito na cama e ela é ainda mais confortável do que aparenta ser, só quero deitar um pouco para descansar, não quero dormir só ficar deitada e depois arrumo as malas.
...........................
P.O.V Klaus
Faz pouco mais de vinte minutos que levei Hope para o seu quarto, é bom ter ela e minha irmã de volta, mesmo ainda não sentindo que fiz a coisa certa e não sei se aqui é mais seguro para ela, mas conseguiremos derrotar Freya novamente, levou quase três anos para a derrotarmos na primeira vez mas agora os planos mudaram e sabemos exatamente o que fazer, só não sabemos como fazer, mas nisso eu sinto que Hope pode ajudar.
– Ela não gosta de Sushi — Rebekah fala um pouco entediada para Hayley quando entro na cozinha — e porque você vai pedir comida chinesa?
– Porque eu não sei cozinhar – Hayley explica.
– Vocês nem começaram a cozinhar e já se passou quase meia hora – digo cruzando os braços e me escorando na entrada da cozinha – se Hope depender de vocês ela morre de fome.
– Cala a boca – as duas dizem juntas e eu franzo as sobrancelhas.
– Pede pizza – opina Rebekah.
– Boa ideia – Hayley fala – Qual sabor?
– Isso só Hope sabe – Rebekah fala se desencostando do balcão – Nunca a vi pedir o mesmo sabor duas vezes.
– Então você sobe lá e pergunta qual sabor ela quer – Hayley fala olhando para mim.
– Por que eu? – pergunto entediado e descruzando os braços.
– Porque você não está fazendo nada — Rebekah fala como se fosse óbvio.
– Vocês também não – digo entediado.
– Não finja que você não quer ficar perto da sua filha e vá logo perguntar o sabor que ela quer – diz Rebekah dando um pequeno sorriso depois.
– Tanto faz – falo revirando os olhos e saindo da cozinha.
Subo as escadas e vou em direção ao quarto de Hope, Rebekah está certa quando diz que quero ficar perto de minha filha, mas agora não é o momento, não quero me aproximar dela correndo o risco de ter que mandá-la para longe amanhã porque é o que farei se as coisas realmente ficaram perigosas para ela, quando entro no quarto vejo Hope deitada, me aproximo e vejo que ela está dormindo tranquilamente, chamo seu nome uma vez e ela não acorda então decido deixá-la dormir, provavelmente está cansada, acaricio seu rosto, na última vez que eu a vi ela era uma pequena e frágil garotinha de sete anos que gostava de dançar e ficou animada quando lhe dei um Lobinho de Pelúcia e agora está tão bonita e crescida, pego o cobertor e a tampo, a observo por um pequeno instante e saio do quarto, sei que vai ser difícil tentar manter distancia de Hope mas é o melhor para mim e para ela, desse jeito se ela tiver que ir embora não sentirá minha falta, desço as escadas e vou em direção a cozinha, Rebekah e Hayley estão sentadas esperando, se não conhecesse minha irmã diria que ela está preocupada em manter a atenção de Hope.
– Hope está dormindo então esperem algumas horas para que ela possa descansar e peça a pizza depois – falo e elas acenam com a cabeça, eu apenas volto para a sala com Elijah e Marcel.
............
P.O.V. Hope
Quando acordo estou enrolada num cobertor, como esse cobertor foi parar aqui? Tanto faz, não era para eu ter dormido só pra ter deitado, mas o sono foi vindo aos poucos e acabei dormindo, procuro meu celular para ver o horário, quando o acho ainda no meu bolso o ligo e vejo que são quase 23horas, me sento na cama e recoloco as meias e a bota e vou em direção ao banheiro, vejo a banheira e me da vontade de tomar banho, mas meu estomago lembra que estou com fome, me olho no espelho e pego uma escova qualquer que encontro, passo a escova rapidamente por meu cabelo e está arrumado novamente, olho meu rosto no espelho e vejo que minhas olheiras diminuíram bastante, amanha de manhã elas somem completamente, largo a escova e saio do banheiro. Pego uma mala e a coloco na cama, tiro minhas roupas e sapatos, as roupas já estavam dobradas então pego algumas camisas e vou até o roupeiro, fico surpresa ao abri-lo e ver várias roupas e de diferentes estilos, assim como sapatos, apenas fecho o roupeiro e solto um suspiro, arrumo isso depois que eu falar com quem comprou essas roupas, devolvo as roupas que estavam na minha mão para a mala e a fecho a colocando no chão, pego outra mala, nela está guardada meu notebook, diário e uma caixa com meus itens de bruxa, junto com o Grimório de Esther, não vou chamá-la de avó porque ela não fez nada para merecer ser chamada assim, abro a mala e pego a caixa e a coloco na cama, a abro e fico um pouco preocupada quando não vejo o Grimório de imediato, vasculho o resto da caixa e não encontro, vasculho a mala e também não o encontro, procuro nas outras mala e não acho nada.
– Droga – sussurro irritada e sento na cama tentando lembrar a última vez que o usei – Droga.
Preciso falar com Rebekah, mas antes pego Sálvia da caixa e declaro um feitiço a queimando, sempre deixo um isqueiro reserva na caixa, agora nenhum vampiro poderia escutar qualquer conversa que ocorresse nesse quarto por um momento, assim que termino arrumo o que tinha dessarrumado nas malas e coloco tudo no chão novamente. Saio do quarto e vou em direção a cozinha, encontro Hayley e Elijah de frente para o outro em um quase beijo que apenas não aconteceu porque eu atrapalhei sem querer, os dois sentem minha presença e se afastam.
– Não parem por minha causa – me sento e meu rosto se ilumina quando sinto o cheiro de bacon e vejo uma caixa de pizza — Pizza.
– Eu já ia acordar você — Hayley fala parecendo desconfortável e me alcançando a caixa.
– Obrigada – falo e olho para ela e depois para Elijah o que me faz rir.
– O que foi? – Elijah pergunta.
– Vocês não precisam ficar desconfortáveis – abro a caixa de pizza — eu já vi vários casais demonstrando afeto.
– É claro – Hayley fala sorrindo mas ainda parecendo desconfortável.
– Rebekah não me explicou direito uma coisa – comento – Vocês estão juntos ou não?
– Estamos – Elijah afirma – apenas tentamos não lembrar Niklaus disso.
– Por causa do drama que ele faz quando você ou Rebekah se apaixonam por alguém? – pergunto pegando uma fatia de Pizza.
– Niklaus tem medo de que nós o deixamos se isso acontecer – Elijah explica – e acho que ele ainda não tentou matar Hayley porque ela é sua mãe.
– Entendi – digo dando uma pequena mordida na pizza – onde estão os outros?
– Rebekah e Klaus foram para o French Quarter – Elijah fala calmamente.
– Não é lá que vocês moram? – pergunto.
– Nós achamos que aqui seria mais seguro para você – responde Elijah.
– É claro – falo com um toque de deboche que parece ser despercebido por eles.
Comi duas fatias de pizza e a fome passou, falei para Hayley pedir pra Rebekah ir para o meu quarto quando ela chegasse e ela perguntou se eu estava bem, garanti que sim e subi para o meu quarto, quando entro nele procuro o meu celular e o acho em cima da cama eu o ligo e vejo duas ligações perdidas de Adam, eu suspiro e digito o numero dele, ele atende no primeiro toque.
– Hey — ele fala ao atender.
– Hey — sento na cama.
– Desculpe se atrapalhei algo é que você esqueceu seu Grimório comigo — ele parece ansioso.
– Por isso eu liguei — encaro o chão — eu preciso dele, mas não há como buscá-lo.
– Eu posso levá-lo — sua voz é calma quando fala, mas sei que por dentro ele esta agitado.
– Nós terminamos para que você não viesse para Nova Orleans — levanto e caminho até o banheiro — qual seria o sentido de você vir pra cá um dia depois de que eu cheguei?
– Você terminou — ele corrige e eu reviro os olhos — e agora é tarde porque já estou a caminho de Nova Orleans e se o problema é a cidade eu posso parar na entrada.
– A caminho? Por quê? — levanto um pouco a voz.
– Quando encontrei o livro eu me lembrei da ultima vez que o usamos e eu quis vê-la uma ultima vez — suspiro — e quando não tiver nada me conectando a você posso tentar seguir em frente.
– É o melhor que você pode fazer — solto um suspiro e ligo a torneira da banheira — que hora você chega amanhã?
– Me encontre amanhã as 16h00 na entrada de Nova Orleans — ele fala e só agora ouço que está tocando Crazy de Aerosmith na rádio, o que me faz sorrir já que essa música me traz ótimas memórias.
– Falarei pra Rebekah ir pegar o Grimório — falo sentando no chão e me escorando na banheira.
– Eu gosto de Rebekah — ele desliga o rádio — mas ou você busca o Grimório ou eu volto pra casa.
– Por quê? — falo um pouco irritada.
– Porque quero ver você — ele fala calmamente e agora não parece estar nervoso.
– Ok — escoro minha cabeça na banheira — dou um jeito de te encontrar.
– Essa é minha garota — sinto empolgação em sua voz — até amanhã Linda.
– Tchau — desligo o celular e me levanto.
Fecho a porta e guardo o celular no bolso da calça, o que é desnecessário já que tiro a roupa logo depois, entro na banheira e a água esta fria do jeito que eu gosto, desligo a torneira e deito na banheira, ela ainda não esta completamente cheia, mas nem ligo, afundo na água e só quando me falta o ar. Depois de quinze minutos eu saio da banheira e me enrolo numa toalha e outra uso para secar meus cabelos, abro a porta e saio secando os cabelos, mas levo um susto de Rebekah que esta sentada na minha cama.
– Nós podemos falar — ela afirma e eu sigo o seu olhar.
– Sim — falo olhando para Sélvia.
– O que aconteceu? — ela pergunta cruzando os braços.
– Eu preciso ir para a entrada da cidade amanhã de tarde — respondo e ela apenas me olha então eu prossigo — para encontrar Adam.
– Adam? — ela fica um pouco surpresa — explique melhor.
– Eu esqueci o Grimório de sua mãe na casa dele e ele vai trazer — falo com tranqüilidade e ela fica inquieta.
– O que você tem na cabeça? — pergunta se levantando, ela não está irritada apenas um pouco nervosa — nós precisamos do Grimório.
– Por isso Adam vai trazê-lo — jogo a toalha na cama — então pare de drama e arrume um jeito de irmos sozinha encontrá-lo.
– Isso vai ser difícil — ela fala se acalmando — Nik não vai deixá-la andar sozinha pela cidade.
– Por isso você vai junto? — pergunto como se fosse óbvio.
– Estou falando sério — ela fala calmamente — Nik só ira deixar que você saia se ele mandar seus híbridos para protegê-la.
– O deixe mandar quem quiser com a gente — falo pegando uma mala e a colocando em cima da cama — você os distrai e eu vou sozinha encontrar Adam.
– Mas isso é perigo...
– Rebekah — a interrompo e me viro para ela — apenas vá para o seu quarto, durma, tome um banho ou faça o que quiser e deixa que amanhã eu dou um jeito ok?
– Ok — ela suspira — estou do seu lado Hope, mas se eu pensar que é perigoso eu não irei ajudá-la ok?
– Ok — reviro os olhos — agora relaxe e vá para o seu quarto.
– Durma bem — ela fala sorrindo e sai do quarto.
– Você também — falo, mas não tenho certeza se ela ouviu.
Abro a mala e pego uma roupa confortável para dormir, vou ao banheiro e escovo os dentes, guardo a mala e deito para dormir, mas o sono não vem e demora um pouco para que eu finalmente consiga dormir.
Fale com o autor