Hope: O Retorno de Urano - INTERATIVA
27 Capítulo 26 – Baile de Haloween Parte 3
Notas iniciais
P.O.V. Nicholas Alexander Ellionder
Fui até minha mãe e Henry, que eram parabenizados por várias pessoas. Mas interrompi todas: eu era o príncipe herdeiro! Tinha alguma prioridade afinal.
– Que história essa de eu ter um irmão e vocês não me avisarem?! – falo para os dois. Minha mãe me olha daquele jeito de quem pede para eu me acalmar. Mas eu ignoro.
– Queríamos fazer uma surpresa Nicholas! Você não está feliz por ter uma companhia agora? – Henry estampava um sorriso bobo enquanto dizia isso. Feliz? Acho que na parte de surpreso ele está certo, mas não sei se estou exatamente feliz com isso...
– Vocês podiam ao menos ter me contado antes/ não acham que eu tinha direito de saber?! – falo já mais calmo.
– Descobrimos faz pouco tempo filho. – ela ri como se para si mesma. – E olha que já faz mais cinco meses de gravidez.
– O quê?! Cinco meses... mas você nem está gorda! – falo o que faz os dois rirem divertidos.
– Exatamente. Eu não desconfiava, estava apenas com muito enjoo. Mas algumas semanas antes de vim para cá, eu desmaiei e fui no Dr. Maslow, ele disse que já fazia cinco meses de gravidez. – ela também tinha um sorriso de felicidade estampado no rosto. Acho que nem precisava olhar para ela, só no jeito de minha mãe falar.... por um momento permiti compartilhar dessa sua felicidade. Mas de repente uma corrente de guardas entram no salão, e Christian para música, ao seu lado está Louise. Com o rosto meio em choque.
– Estamos tendo um ataque! A barreira de proteção foi desmanchada! – e quando ele diz isso, o salão todo entra em agonia.
Convidados corriam preocupados de um lado para o outro. Serventes tremiam em pavor...
– Vamos, vocês precisam vim para o abrigo! – um guarda romano falou para Henry, Meliandra e eu. Ele estava acompanhado de mais dois guardas — um grego e outro romano.
– Não, nós não podemos fugir. Leve Meliandra para lá, Nicholas e eu ficaremos aqui para ajudar. – Henry instrui para eles.
– Eu não vou ficar escondida num abrigo enquanto vocês lutam aqui. Eu fico também. – minha mãe diz, sempre valente.
– Meu amor, eu sei que você é ótima em se defender. Mas não posso arriscar com você grávida. – ele fala com ternura para minha mãe. Ela respira fundo.
– Apenas voltem para me tirar de lá okay. – ela falava como uma ordem para mim e Henry. Assentimos e ela foi levada para o esconderijo.
– Você cuida das selecionadas Nicholas, eu vou ver como estão as coisas lá fora. – ele fala já se direcionando para mim.
Eu não o contrariei, não em uma situação dessas.
P.O.V. Derek Peter Barllon
– Derick, pare com isso! Vamos logo para o esconderijo. – minha mãe insistia. Claro, ela estava apavorada como sempre. Insistindo para corremos e nos escondermos. Mas eu não queria.
– Derick é perigoso. É melhor irmos. – Christopher como sempre adorava se submeter a ela.
– Não! Vão vocês, eu não vou ficar me escondendo como um covarde. Ainda mais com as selecionadas aqui! Ao menos deixe eu leva-las para o esconderijo. – respondo e acho que aquela era a primeira vez que contestava as ordens deles.
– Existe guardas para isso Derick. – ele tentava opinar.
– Ah, que se dane. Se você quer correr risco, que vá Derick. – e com isso minha mãe seguiu para o esconderijo com os guardas. Christopher bufou antes de seguir ela.
Então eu olhei ao redor. O salão estava cheio de pessoas correndo de um lado para o outro, sem um direção certa. Os guardas guiavam alguns, mas era muitos convidados, e a maioria da guarda estava lá fora. Tentando conter... o que estava atacando nós mesmo?
Avistei Christian tentando puxar Louise. Ela lutava para permanecer no lugar. Fui até eles.
– O que está havendo aqui? – perguntei e consegui a atenção deles.
– Ele quer que eu me esconda!
– Ela quer ficar lutando!
Os dois falaram ao mesmo tempo.
– Christian, você não vai conseguir fazer ela se esconder. Louise luta melhor que qualquer um, e eu sei bem disso. Ela pode lutar sozinha. – falo e ele fica a encarando, como se pensasse bem se ela era mesmo capaz. Ela estava emburrada.
– Fique do meu lado. – ele fala por fim. – Você deve estar sempre protegida, é minha obrigação.
Não tinha muita certeza se era só por obrigação que ele fazia isso.
– Quem está nos atacando? – estava curioso quanto a isso.
– Monstros. Mas não é tão simples. Eles... são estranhos. Acho que nunca vi qualquer um igual a eles. – Christian fala.
– Como assim? – pergunto, mas o que mais todos temiam ocorreu. Os monstros invadiram o salão. E entendi o que Christian dizia.
Eles não eram comuns, eram todos negros. E um áurea nebulosa e escura estava em volta deles. Pequenos pontos brilhantes faiscavam nessa mesma áurea. Eles tinham olhos brilhantes, que pareciam cometas que se você olhasse por muito tempo, queimaria os olhos. E as garras eram longas e prateadas. E tudo isso, mais os três metros de altura, os deixavam apavorantes.
Se eu achava que era impossível o Salão ficar mais desorganizado e as pessoas mais apavoradas, estava totalmente engando. Todo mundo gritava agora, e choravam ou ficavam paralisadas de medo.
– Deuses! Que diabos eles são? – falo mais para mim mesmo.
– A única coisa que quero saber é se são capazes de serem mortos, e não vou esperar muito para descobrir. – Christian fala enquanto segurava sua espada, pronto para o ataque. Louise pegou sua adaga, que eu nunca sabia exatamente como ela conseguia esconder. E eu... bem, eu não tinha uma arma. Nunca havia ganhado uma, então me restava meu poder. Mas aí estava mais um problema... eu nuca havia usado qualquer poder. E nem sabia se tinha herdado algum!
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