Hope: O Retorno de Urano - INTERATIVA
37 Capítulo 36 – Um bom começo
Notas iniciais
P.O.V. Derek Barllon
Uma selecionada já havia desistido. O que tornava a Elite agora de nove garotas. Eu estava nervoso, então marquei um encontro com Jessica Albuquerque. Eu gostava de sair com ela. Ela era engraçada e deixava qualquer situação mais leve. Com toda certeza seria a companhia que estou precisando agora.
– O que vamos fazer? – ela pergunta enquanto andamos pelo corredor.
– Hum... eu não pensei nisso. – solto um riso, e ela me acompanha. – O que você quer?
– Deixa eu ver... – ela coloca o indicador no queixo – Aqui tem cinema?
– Tem sim. Que filme gostaria de ver? – A deixo escolher.
– Uma comédia. – ela sorri satisfeita com a escolha.
– Perfeito. – retribuo seu sorriso.
A tarde foi realmente agradável. Eu fiz bem em marcar um encontro com Jessica. Ela tinha uma incrível capacidade de me distrair, e além de tudo eu me sentia incrivelmente bem ao lado dela. Jessica era o tipo de garota brincalhona e divertida, ela sempre trazia um toque de brincadeira as coisas e isso me agradava. Talvez eu precisasse desse tipo de diversão na minha vida.
P.O.V. Nicholas Alexander Ellionder
Estava andando pela biblioteca atrás de algum livro que ajudasse a compreender a profecia. Mas devo confessar que era péssimo com buscas em livros. Eram centenas de prateleiras com duas vezes o meu tamanho. Elas seguiam com milhares e milhares de livros e eu não fazia ideia por onde começar. Suspirei e iniciei a busca.
As informações eram muito boas, mas ainda não havia encontrado nada que ajudasse. Estava atento a cada linha do livro quando um barulho me distraiu.
Ouvi uma voz suave resmungar e me levantei para saber o que estava acontecendo. Me deparei com Julieta ajuntando diversos livros que estavam caídos.
– Deixe-me lhe ajudar. – falo e ela acaba se assustando pela minha presença inesperada, mas logo abre um sorriso doce.
– Príncipe Nicholas. – ela me cumprimenta.
– Achei que já havíamos passado dessa formalidade. – brinco e ela solta um leve riso.
– Morro dos ventos uivantes? – olho o livro que estava no chão.
– É uma ótima história. – ela defende.
– Eu sei. – solto um riso.
– E você, qual livro o príncipe Nicholas gosta de ler? – ela pergunta curiosa, enquanto devolve a instante o último livro caído no chão.
– Na verdade estou apenas pesquisando... – fico em dúvida se falo da profecia, mas Julieta me traz confiança e eu acabo dizendo. – O significado de uma profecia.
Ela parece confusa, então acabo contando toda a história para ela. Até que enfim chego na profecia e o porquê de eu estar na biblioteca.
– Então tudo isso é por causa dessa profecia? – ela fala por fim e eu aceno. – Essa coisa da discórdia me intrigou.
Ela parece pensativa sobre o assunto e eu também fiquei. Discórdia...
– A deusa! – ela fala espontaneamente.
– Como assim? – pergunto confuso.
– A deusa romana Discórdia. – ela explica. – A versão dela grega corresponde a Éris, eu acho. Mas o que importa é que ela é a deusa da discórdia e na profecia fala “Da discórdia que se instalará”. Ela pode ter alguma coisa haver, ou talvez até esteja por trás disso tudo.
– É uma ótima teoria. Obrigada Julieta, você é incrível! – falo contente.
Já tínhamos uma teoria. Aquilo era um bom começo.
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