Hope

30 Planos


Notas iniciais
Eu iria postar ontem, mas acabei me distraindo. Sem mais delongas, lá vamos nós! Muito obrigado, à todos que me sugeriram nomes. Logo saberemos quais foram escolhidos e para quem eles são. :) Obs: A cena do hospital, é a única que continua na parte da noite.

São em momentos como esse, que Stiles deseja que sua boca tivesse um corretor automático. Para que sempre quando sua língua constasse que ele vai dizer alguma besteira, ela a corrigisse instantaneamente.

Envergonhado, desceu do corpo do namorado e divagou pela sala.

– Eu...eu acho melhor eu ir preparando o café da manhã, enquanto você toma banho. Depois eu tomo o meu, sozinho. — Falou rapidamente e correu pra cozinha, não dando tempo para o outro contestar.

Derek não se importou, sabia que haveria outros momentos para eles tomarem banho juntos.

– Esse garoto será minha morte!- Exclamou, se dirigindo para seu quarto.

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"...Eu ainda te amo..." Por mais que ele quisesse ter se declarado, isso não saiu de sua mente. O que ele realmente disse foi. – Eu não te odeio, John. Nós dois somos vítimas nessa história.- O desconforto de ambos era palpável, por isso, o loiro resolveu mudar de assunto. – Como está se sentindo? A enfermeira me disse mais cedo, que você está se recuperando rapidamente. Tem alguma dor lhe incomodando?

O Stilinski não queria ter mudado o rumo da conversa, tem muitas coisas que ele deseja dizer ao mais novo, mas pelo visto, teria que ficar para um outro momento. Com um suspiro de derrota, lhe respondeu.

– Estou me sentindo bem! Nenhuma dor em meu corpo, por enquanto.-...Somente em meu coração, completou em pensamento. – Hum...eu ouvi quando meu filho disse que você está cuidando dele...eu estou muito agradecido, mas eu posso saber porquê você está fazendo isso?

– Eu seria incapaz de deixar Stiles sozinho em um momento como esse, ele é um jovem maravilhoso e estou gostando muito de tê-lo em meu apartamento. Você o criou muito bem, John. Vocês se parecem muito, deves ter muito orgulho disso, não é verdade?- Animou-se com a citação de seu filho.

– Sim, ele me puxou totalmente. Embora, em alguns momentos, eu o acho muito parecido contigo. Suas birras e seu lado emocional, me lembra muito você. — O clima que havia se apaziguado, voltara a ficar tenso. – Eu também senti sua falta, Peter. — Revelou por fim. Sua vontade era de ter afirmado logo após o loiro, mas naquele momento ele não sabia o quê dizer. – Sei que destruí sua vida e nunca mais se relacionou com ninguém. Lembro-me de quando você disse que nunca se apaixonaria outra vez, que seu coração sempre me pertenceria. Você era tão jovem e birrento, não pensei que fosse verdade. Agora me sinto um idiota por ter chego a duvidar de seu amor, amor esse que eu não soube prezar.

– Johna...

– Desculpa, rapazes. Mas já está muito tarde e você John, precisa descansar. Tenho certeza que Peter retornará na parte da manhã, estou certo?-Interrompeu Deaton, ao entrar no quarto.

– Sim, claro!- Respondeu impotente. Estava chateado pelo amigo ter escolhi logo esse momento para atrapalhar, o exato momento que escolhera para contar algumas verdades para o mais velho. – Até mais, John. Durma bem!

– Igualmente, Peter!

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Scott ainda estava anestesiado. Desde que chegara em casa, não pára de pensar no loirinho de olhos azuis penetrantes. Seu cheiro, sorriso, voz, toque...tudo isso estava gravado na mente do moreno, mas ele queria muito mais que isso. Este sempre chamou sua atenção. Toda vez que tinha alguma revista ou jornal com a foto do Lahey, o mais novo comprava e guardava com muito esmero.

McCall sabe que talvez esteja se precipitando, mas tem quase certeza que o mais velho é o amor de sua vida. Assim como seu melhor amigo, ele nunca namorou, nunca sentiu atração por ninguém de sua escola ou rua. Mas Isaac é diferente, ele mexe com toda a sua estrutura e o faz acreditar que um dia eles serão felizes juntos.

Com um sorriso, mais que pateta no rosto, o adolescente relembrar seus momentos com o herdeiro.

– Então, pra onde vamos?- Indagou, assim que entraram no carro.

– Ham...hum...bem, é que...eu...- Quanto mais tentava falar, mais ele se enrolava, fazendo o outro sorrir.

– Ok, acho que não me expressei bem. O que eu quis perguntar, é onde você mora?- Reformulou, descansando sua mão direita sobre a do mais novo, que estava sobre sua coxa.

– Oh, sim. Você pode me...pode me levar para o hospital central. Eu prometi para minha mãe que passaria lá, para assim podermos ir pra casa juntos.- Respondeu nervosamente.Isaac assentiu e começou a dirigir.

O trajeto até o destino foi feito em um silêncio confortável, com direito a trocas de olhares e sorrisos.

– Bem, chegamos!- Anunciou, após estacionar o carro. – Sabe, eu gostei muito de te conhecer, Scott. Seria um imenso prazer, se você me desse a honra de te levar pra sair um dia desses.

Se antes o raparigo estava com vergonha, agora ele sentia que ira ter uma combustão espontânea. Seu olhar pendia para o chão do carro, sentindo-se incapaz de olhar nos olhos do milionário.

– Eu adoraria!- Sussurrou em resposta.

Isaac tirou um cartão do porta luvas e o entregou.

– Me ligue quando tiver um tempo livre, estarei a sua disposição.

Scott pegou o cartão, retirou o cinto de segurança e abriu a porta do carro.

– Muito Obrigado, Isaac. Amanhã mesmo eu te ligo.- Acariciou o rosto do loiro e deu um beijo em sua bochecha. – Tchau!

Seus lábios ainda formigavam devido ao simples toque. Este mal dormira durante a noite, estava super ansioso para que amanhecesse logo, para poder se encontrar com o amigo e lhe contar as novidades.

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– Mas você é um completo idiota mesmo, não é Ronald? Tudo que você tinha a fazer era colocar pressão nele e o quê você fez? Falou mal do casinho dele. Era óbvio que ele reagiria assim, eu te avisei que eles estão se interligando.- Esbravejou a mulher.

– Me desculpe, mas eu pensei que assim ele ficaria com nojo do fedelho e me escutaria.- Este ainda sentia dores pelo corpo, mas não tanto. Sua chefe aliviou um pouco sua dor.

– Não será desse jeito que conseguiremos separa-los, estou começando a pensar que terei que fazer tudo eu mesma, já que você é um imprestável. Eu deveria ter matado aquele infeliz, antes mesmo dele ter nascido, me teria polpado muitos problemas.

Ronald ficou horrorizado com a expressão obscura de sua contratante. O mesmo não se jugava uma boa pessoa, mas tinha certeza que não chegava nem perto da outra nessa questão.

– Tem uma coisa que eu não consigo entender. Por quê você tem tanta raiva desse rapaz, É porque ele é pobre? Pois como você mesma disse, eles estão destinados a ficar juntos, não ha nada que possamos fazer para separa-los.

– Por favor, meu querido, não me subestime. Sempre que eu quero uma coisa, eu consigo, independente de quantas pessoas tenham que cair para que isso se faça possível. Eu já destruí muitas vidas, ele será apenas mais um na minha lista. Isso foi uma praga rogada por seus antepassados, tenho certeza que sim. Chalards prometeram vingança, e ela está começando a vir a tona, mas eu não vou permitir que o feitiço se concretize. Stiles tem a mente franca, se deixa levar por seus sentimentos, no entanto, sei perfeitamente como o farei ter muita raiva de Derek. — Terminou seu discurso com um sorriso astuto e sombrio, fazendo o outro temer, ainda mais, sua pessoa.

– Hum...posso saber o quê tens em mente?

– Estou pensando em ir lhe fazer uma visitinha, para podermos conversar um pouquinho sobre o passado do Derek, talvez, eu até aumente um poucadinho. Tenho certeza que o meu querido neto, não contou seus podres para a criança. Depois de faze-los terminar, terei muito prazer em destruir aquele impudico.

– Ainda não entendo o motivo de sua raiva.- Balbuciou, com o olhar direcionado ao chão, temendo a reação da Hale.

– Ele é um Chalards, um puro Chalards! O tamanho de seu poder é inestimável, assim como sua riqueza. Nós os Hales, não somos nada perto dele. Aquele infeliz é herdeiro da maior fortuna do mundo, ele pode mandar e desmandar no que ele quiser.- De repente, a magnata se viu enfurecida. A inveja a dominava, aumentando sua sede de sangue. – Eu nunca irei perdoar o meu filho por se envolver com aquele Stilinski. Se ele não tivesse engravidado daquele zé ninguém, toda a fortuna pertenceria a minha família.

Essa revelação deixou o loiro embasbacado. Trabalhas há anos para os Hale, mas nunca soubera do parentesco de Peter para com o menor. Daí lhe surgiu uma dúvida. Se o castanho é filho de um Hale com um Stilinski, como ele pode ser um Chalards?

– Eu não entendo. Se ele é filho de Peter, ele deveria ser um Hale, não um Chalards; Certo?

– Isso não lhe diz respeito, Ronald. Mas saiba que aquele imundo nunca será um Hale, nunca!- Seus olhos brilhavam em escarlete, enquanto suas garras rasgavam as folhas que se encontravam em seus mãos.

– Eu tenho uma ideia. Que tal se invés de você der as caras, não me deixa aproximar do garoto. Eu poderia droga-lo e fazer loucuras com aquele corpinho desejoso que ele tem, assim ele engravidaria e de pronto, Derek o enxotaria.- Sorrira escrupulosamente. Desde que pusera seus olhos no mais novo, sentira que o menino tinha algo muito especial e não mediria esforços para tê-lo.

– Seria perda de tempo, meu caro. Stiles nunca engravidaria de você e nem de nenhum outro.

– E por quê não?

– Porque assim como seu pai, Stiles não é um Hope.

Notas finais
Tem alguém vivo aí? Se tiver, me diga o que achou do capítulo. Não betei! se tiver algum erro, me avisem que eu conserto. :) Beijos