Hope

31 Paparazzi


Notas iniciais
Eu deveria ter postado ontem, mas não deu. Acredito que todos ficaram boquiabertos com o final do último capítulo, mas não se preocupem, tudo será explicado nesse. :D

16 anos, um mês e 10 dias atrás.

– É um menino!- Exclamou com alegria.

Após 2 longas horas, o jovem de 16 anos pode suspirar tranquilamente. Seus sentimentos naquele momento era uma mistura de alegria e tristeza. Estava alegre por seu bebê ter nascido saudável, mas estava triste por saber que não poderás ficar com o mesmo.

– Quer segura-lo, papai?- Inquiriu Alan.

– Não! Não quero segura-lo, para depois deixa-lo ir. Prefiro que o leve de uma vez, será menos doloroso.- Respondeu o loiro, entre lágrimas. Tudo que ele mais queria naquele momento era ter seu filho em seus braços, mas achara melhor não criar ligação entre eles. Pois sabia que caso ele o segurasse, não o soltaria mais.

Na pequena sala onde foi realizada a cesária, se encontrava apenas: Alan, Peter e o bebê, que acabara que vir ao mundo. Margharet tentou a todo custo entrar, porém, foi impedida pelo Druida. Esta não tinha a menor intenção de presenciar o nascimento de seu "neto", sua real intenção era atrapalhar a cirurgia e causa a morte do recém nascido. Seus olhos faiscavam ódio, enquanto seus pensamentos tentavam bolar um plano para que o "pacote" não chegue vivo até seu destino. Ouvira a conversa de Peter com Deaton e descobriu que planejavam entregar o bebê ao pai biológico, pai esse que ela teve muito trabalho para se livrar.

Claudia era só mais uma vítima da Hale. Seu encontro com o, então policial, foi totalmente esquematizado pela magnata. Entrar na mente do Stilinski foi a coisa mais simples do mundo, faze-lo acreditar estar apaixonado pela moça também, difícil foi coloca-los juntos na cama. Três dias após o término do namoro do filho, Margharet pagou a um de seus seguranças para que ele ligasse para o oficial e o chama-se para uma, suposta, emergência. Ao chegar no local, John foi surpreendido por três homens encapuzados, sendo levado para um galpão abandonado. Algumas horas após ter sido drogado e perdido a consciência, foi levado para casa, onde Claudia já se encontrava desfalecida sobre sua cama. Sacaram suas vestes e o puseram deitado ao lado da jovem. Tiraram várias fotos, como foram mandados e deixaram o local. Naquele mesmo dia, Peter recebeu as fotos das mãos de sua mãe. Arrasado, correu para seu quarto e se trancou lá para o resto da noite. Ainda estava muito triste com o término do namoro, porém, ver aquelas fotos o fez pensar que foi melhor assim.

– Abra logo essa porta, Alan. Eu sei que o bebê já nasceu!- Esbravejou a Hale, socando a madeira.

Alan olhou vacilante para o menor, em um pedido mudo de confirmação. O loiro suspirou pesadamente e assentiu.

– Hora, hora, hora...Como se não bastasse ser um bastardo, esse infeliz ainda nascera Hope.- Desdenhou ao entrar na sala. – Espero que esteja feliz, Peter. Se sua intenção era me matar de desgosto, saibas que conseguiu.- Cuspiu as palavras com total desprezo.

– Ele não é um Hope, minha querida Margharet.- Entrometeu-se Alan, ao ver a expressão destruída de Peter. – Esse bebê é tão especial, quanto seu filho. Este só podes engravidar de seu Kumpann, ou seja, a única pessoa que lhe pode engravidar é o D...

– Eu sei muito bem quem é, Deaton. Não preciso de suas explicações. — Interrompeu enraivecida. – Mas saiba que foi meu próprio filho que me dissera que ele seria um anormal.

– EU NUNCA DISSE ISSO, EU NUNCA CHAMEI MEU FILHO DE ANORMAL!- Gritou o jovem, assustando o pequeno recém nascido que se encontrava deitado, enquanto era examinado pelo Druida.

– Por favor, Peter, sem exaltações. Convenhamos que: Hope, anormal, monstro, miserável, prostituto e vadio; é tudo a mesma coisa. Mas se o Alan me garante que ele não é um desses, confesso que me sinto até um pouco melhor.- Divagou indiferente. – E por mais que esse conversa esteja sendo, digamos, rentável, não é pra isso que estou aqui. Agora que esse ser desprezível nasceu, já posso leva-lo, não?

– Perdoe-me, senhora Hale. Mas eu tenho outros planos. Essa criança será levada ao outro pai e será criado por ele, pois caso a senhora não tenha sido informada, a pobre Claudia está no hospital com contrações e a ponto, do que ela acredita, dar a luz. Porém, nós sabemos que isso não acontecerá, não verdade? O mínimo você podes fazer é me deixar entregar o bebê à eles, assim nunca desconfiaram de nada ou você prefere que eles descubram que ela nunca esteve grávida, que tudo aquilo não passou de magia?!- Deaton não esperou pela resposta, enrolou o menino em uma manta e deixou a sala.

[...]

– Por quê você mentiu para minha mãe, Alan? Por quê você disse que meu filho não é um Hope?- Indagou o menor, assim que o outro entrou em seu quarto. Peter foi levado para seu aposento, logo após o corte da cirurgia ter se cicatrizado.

– Eu conheço sua mãe, Peter, e muito bem. Não tenho dúvidas que ela iria matar a criança por ele ser um Hope, não que isso fosse o único motivo. Sua mãe é muito astuta. Se ela não o matasse, ela o entregaria para qualquer um e daqui a alguns anos, faria de tudo para mudar o destino do seu filho, colocando homens em sua vida e cama. Tudo para que ele não se una a seu real companheiro.

– Obrigado, obrigado por salvar meu filho!

– Não me agradeça, meu jovem. Eu fiz o que deveria ter feito.

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O dia acabara de amanhecer, todavia já estava sendo bastante cansativa para Stiles. Ao terminar de preparar o café da manhã, decidiu arrumar a sala que estava, praticamente, destruída e com pá e vassoura em mãos, começou a limpar o chão. Este ainda estava assustado com tudo que sucedera naquela manhã de segunda-feira. A história que seu namorado lhe contou martelava em sua cabeça, principalmente a parte que lhe afirmou ter feito aquilo por retaliação. Não que ele ache que é mentira, Stiles apenas suspeita que tem algo mais por detrás disso.

– O quê está fazendo, Stiles?- Questionou o moreno, descendo a escada. De banho tomado e barba aparada, Derek estava simplesmente impecável trajando uma calça jeans, camisa polo verde e tênis branco.

– Estou tentando dar um jeitinho nas coisas aqui, nada demais. Essa sala está uma verdadeira bagunça, por isso estou limpando. -Respondeu, sem parar seus afazeres.

– Não precisa, minhas empregadas já estão chegando.- Caminhou até o amado e retirou a vassoura de suas mãos. – São 07:37 hs. É melhor você ir tomar banho, para nós podermos tomar café juntos e irmos para o hospital. A propósito, eu liguei para o meu tio e avisei que nós não passaríamos no apartamento dele.

– Tudo bem, amor! Eu tomar um banho rápido, mas tem uma coisa, o quê irei vestir? Não quero colocar a mesma roupa que cheguei aqui ontem.

– Eu peguei uma muda de roupa para você, está sobre a minha cama. Ela é do Isaac. Ele nunca usou, porque não dá nele. Tenho certeza que ficará perfeito em você!

– Hum...se você diz, eu acredito. Eu já volto!- Deu um selinho no namorado e correu para a suíte do mesmo.

Assim como dissera, seu banho foi bem rápido, não durou mais que sete minutos. Saiu do banheiro enrolado em uma toalha branca e felpuda, enquanto enxugava seus cabelos com outra. Tal como Derek afirmou, a roupa ficou maravilhosamente bem no corpo do Stilinski. Uma calça jeans diesel, camiseta preta com camisa quadriculada por cima e tênis preto. Quando terminou de se aprontar, se juntou ao namorado na cozinha e fizeram seu desjejum em um silêncio confortável. No momento que terminaram; colocaram a louça na lavadoura, pegaram suas coisas e deixaram a cobertura.

Stiles pensou em dar a mão ao Derek, mas temeu sua reação. Eles ainda não conversaram sobre como será o namoro deles e isso estava começando a preocupa-lo. O Hale é uma celebridade e o raparigo não acredita que seu namorado quer torna seu relacionamento público. Mas o quê ele não sabia, é que daqui alguns segundos isso será colocado à prova.

Assim que entraram na garagem, foram abortados por vários fotógrafos e comentaristas de revistas de fofoca.

– Derek Hale, quem é esse? Ele é herdeiro que qual família? Vocês são amigos? Porquê ele passou a noite em seu apartamento? É verdade que você está namorando? Quem é a sortuda? — Eles foram bombardeados com essas e várias outras perguntas, mas não responderam nenhuma.

Dizer que Stiles estava assustado era um eufemismo. O pobre rapaz estava desesperado, chagando a se sentir claustrofóbico por estar sendo cercado por todas aquelas pessoas. Com um movimento inconsciente, Stiles se agarrou ao maior e escondeu seu rosto na curva de seu pescoço, levando os paparazzi à loucura.

– Vocês são namorados? Desde quando você é gay? Já se assumiu para seus familiares?

– CALEM A BOCA!- Gritou o Hale em plenos plumões. Estava mais que envergonhado com o ato de Stiles, no entanto, não teve forças para afasta-lo de seu corpo.

– Responda, Derek. O quê ele é seu?- Perguntou um paparazzo.

–...Ele...ele é meu...

Notas finais
E agora, o quê o Derek irá fazer? Me digam suas opiniões. :) E aí, estou perdoada? Vão retirar a ameaça de morte? Logo, logo teremos bebês à caminho. :D Fiquei com preguiça de betar. Se tiver algum erro, me avisem.