Duas semanas antes...

Você, um cidadão comum, alguém que muito provavelmente tem uma rotina em sua vida, uma rotina que pode ter padrões que outras rotinas tem. Caso você ache sua rotina cansativa ou bastante repetitiva, é que você não conhece o jovem vigilante Homem-Aranha. O pobre coitado está sempre varando as noites impedindo bobos assaltos à lojas de conveniência, lanchonetes, lojas de roupas, perfumes, joias e entre outras; sua rotina é simples e obviamente bastante repetitiva, mas o jovem continua machucando suas mãos nos criminosos, gastando saliva contando piadas e fazendo referências à filmes obscuros pra qualquer bandido que ele encontra. Ele realmente faz um ótimo trabalho, até melhor do que o da polícia, como alguns dizem em entrevistas.

O garoto é realmente determinado a fazer o que faz...

...

Os dois corriam, o pequeno saco balançava brutalmente, a chance do dinheiro cair no chão era grande.

Os painéis brilhosos da Times Square roubavam toda a atenção das pessoas ali presentes, o que facilitava a fuga dos dois.

Dos céus, alguém se balançava, sua agilidade e flexibilidade davam um toque ao balançar, que com certeza fora notado por algumas pessoas – já que os painéis iluminavam brevemente o traje escarlate e azul do vigilante.

– Olhem! – Gritou alguns civis, ali, espantados com o aparecimento do famoso vigilante. Alguns nunca o viram, apenas ouviram boatos sobre seus aparecimentos e atos e isso ajudou a formar uma imagem à ele, uma imagem de alguém sorrateiro, porém rápido, que ajuda todos os Nova Iorquinos.

Os dois fugitivos ouviram os espantos, olhando para os céus, vendo aquilo que não queriam ver. O vigilante soltou sua teia e caiu despreocupadamente até os fugitivos.

– Que merda! – Gritou um deles, que tinha uma altura mediana, um casaco para situações de frio, já que em janeiro o inverno ainda está começando, com flocos de neve caindo das nuvens. – Ele ‘tá’ vindo! – Ele, mais uma vez, gritou, fazendo o outro fugitivo correr mais rápido do que podia, fazendo a bolsa balançar muito mais brutalmente em suas costas cobertas por um casaco de couro já velho.

Os dois levaram fortes chutes em suas costas, fazendo-os rolarem pelo chão, caindo de costas perto da grande, bonita e incrivelmente destacável escada vermelha reluzente no centro da Times Square; o vigilante aterrissou, em uma pose característica dele, com um braço no chão, o outro para cima, o joelho e pé esquerdo no chão diferente do joelho direito, que ficava dobrado e o pé ficava no chão.

– Há quanto tempo, meus favoritos. – O vigilante falou, mostrando muito de seu traje vermelho e azul, com teias negras passando pela escarlate e com grandes lentes brancas com bordas grossas e pretas, uma aranha negra meramente grande em seu peito, sendo esse seu símbolo e em suas costas azuis uma aranha vermelha, diferente da do peito.

Todos aplaudiram. A maioria ali nunca o viu em ação ou até mesmo nunca tinha o visto parado – o que é difícil, porque ele tá sempre saltando e correndo — , mas essa aparição o deixaria muito mais conhecido. Todos puxaram seus celulares, acessaram as câmeras e começaram a filmar o que estava acontecendo; o flash das câmeras entrava em contraste com os painéis brilhantes da Times Square e com a luz da lua, que estava próxima dali.

– Como você achou a gente? – Perguntou o homem com altura média.

– Vocês – o Aranha apontou para o mais alto, com o casaco de couro e logo depois apontou para o de altura mediana – sempre assaltam o mesmo lugar, é isso que facilita.

O de altura mediana levantou-se, se recuperando da queda.

– Velhote... – Ele falou, olhando para seu parceiro ainda no chão. – ...eu atraso ele e você corre.

– Droga... – O mais alto se virou e se preparou para fugir.

O Aranha viu o homem avançando até ele, com seu punho esquerdo cerrado, perto de acertar o rosto mascarado do jovem vigilante.

– Vai ser assim? Sem conversa? – O Homem-Aranha pergunta, em um tom risonho.

– Cala a boca! – O homem deu o soco, mas não adiantou, pois o vigilante esquivou-se e logo em seguida, deu um chute na perna do homem, fazendo-o cambalear um pouco, perdendo completamente a guarda, levando um forte soco no rosto, que o leva até uma lixeira bastante próxima, que cai junto a ele.

– Max, você sabe que essa violência é desnecessária, né? – O Aranha falou, em um tom de deboche.

– Eu não estou nem aí! – Max exclamou, se levantando.

– Bom, já que é assim... – O vigilante avançou rapidamente até o tal Max, que nem viu o que aconteceu, apenas sentiu um poderoso soco em sua barriga, fazendo-o cair de joelhos, cuspindo poucas gotas de sangue.

– Que merda foi essa? – Max perguntou, tentando compreender o que acabara de ocorrer; ele tossia, sua voz estava rouca e sua barriga doía absurdamente.

– Eu não queria te machucar desse jeito, Max. – O jovem segurou a gola do moletom de Max e logo depois saltou, pressionando um botão na palma de sua mão, atirando um grosso fio de teia nos prédios, começando a se balançar.

Dali, era nítido ver o outro fugitivo, correndo já lentamente, com um grande cansaço. O Aranha solta o fio de teia e logo em seguida disparou uma pequena bola de teia, que se prendeu no pé do fugitivo, fazendo-o cair no chão.

– Adrian! – Max gritou, tentando sair, mas hesitou, percebendo a altura que estava.

O Aranha aterrissou, jogando Max no chão e logo em seguida ele dispara vários tiros de teia nos dois, prendendo-os ao chão, com um grande cobertor de teia em seus corpos. O jovem vigilante aproximou-se deles, e retirou a máscara dos rostos dos dois, mostrando os cabelos castanhos escuros e olhos verdes de Max, e também revelando os cabelos negros quase inteiros brancos e os olhos azuis do tal Adrian.

– Seu desgraçado, me tira daqui! – Adrian exclamou, se remexendo, mas parou, quando percebeu que a pequena bolsa com o dinheiro estava longe dele.

O Aranha puxou a bolsa com sua teia, foi até um dos civis que não estavam gravando e pediu:

– Liga pra polícia e entrega isso pra eles. – O jovem entregou a bolsa para a mulher, que olhou encantada para as lentes do vigilante, que tinham expressões, como cerrar os olhos, abri-los, parecendo um gesto de surpresa e entre outros.

– S-sim... – A mulher gaguejou, digitando o número da polícia em seu celular.

O Aranha piscou um de seus olhos, deixando a mulher mais encantada do que antes.

Alguns se aproximaram, perguntando quem era ele e o jovem apenas respondeu que era "O Amigão da Vizinhança"...