Hold my hand

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Então, ela é uma short-fic e no spirit eu vou dividir em três partes mas aqui acho que vou dividir em só duas.
Eu não vou postar a Oneshot por aqui por que, sei la, preguiça, talvez depois eu poste, mas para compreender a historia não é realmente necessario lê-la.

Espero que aproveitem seja lá quem ler isso :))

Blaine se olhou no espelho mais uma vez e pegou seu perfume espirrando o liquido sobre si. Ele, seus amigos e seu namorado tinham combinado de se encontrar as 20hrs para irem a uma festa da universidade onde eles estudavam. Já eram 20hrs30min e agora que ele tinha acabado de se arrumar.

Ele não estava extremamente arrumado, na verdade ele estava vestido com uma camisa social azul claro simples, com uma calça marrom-claro meio larga e um tênis branco. O único problema, como sempre, era seu cabelo. Ele e sua bendita mania de querer deixar seu cabelo alinhado em baixo da camada grossa de gel sempre o atrasava para seus compromissos, mas ele não podia evitar. Mas agora ele estava pronto.

Voltou para o quarto e pegou sua carteira, documentos e celular. Subiu as escadas e saiu de seu quarto-porão encontrando Will, Nico, Jeff e Nick na sala de estar da sua casa.

Depois que se formou no ensino médio seus pais lhe deram aquela casa, um carro e uma mesada mensal para as despesas. Todos achavam seus pais os melhores por causa disso, mas ele sabia que só tinha ganhado aquilo porque seus pais queriam voltar a transar por toda a casa sem se preocupar com uma criança vendo ou ouvindo. Não que ele reclamasse, claro.

Ele viu Jeff e Nick cochilando tranquilamente no sofá, próximos um do outro. Ele sorriu sabendo que quando acordasse os dois eles ficariam corados só por estarem tão próximos um do outro. Ele sabia dos sentimentos que seus amigos sentiam pelo outro, mas que nunca tiveram coragem de falar.

Também viu seu namorado, Will, conversando com seu melhor amigo Nico. Qualquer um sentiria ciúmes dos dois, mas Blaine não era desse tipo, ele não era ciumento, e também sabia que não tinha motivo. Os dois eram melhores amigos desde pequenos e se fosse acontecer algo, teria acontecido antes.

E também Nico é hétero.

Blaine e Will já estavam juntos a bons 2 anos, e o sentimento que um dia foi amizade cresceu até virar amor. Cresceu tanto que Blaine sempre que via seu lindo loiro ele sorria de orelha a orelha. Exatamente como estava sorrindo agora. Os olhos esverdeados de Blaine se encontraram com os castanho-escuros de seu namorado e uma paz se apossou dele.

Will poderia ser descrito como um anjinho. Ele realmente tinha a aparência de um e a personalidade (antigamente) também. Ele tinha os cabelos cacheados que nem os de Blaine, mas diferentemente desse, ele gostava de os deixar livre. Ele também tinha o típico corpo escultural, trincado e bem modelado das horas passadas na academia. Mas, além de seus olhos, o que mais amava na aparência de seu namorado era seu sorriso, aquele que ele estava encarando agora com o coração a mil.

Will também, antes de conhecer e se aproximar de Blaine, era super acanhado e tímido. Ele, com 18 anos, teve seu primeiro beijo com Blaine e sua primeira vez também.

O engraçado é que ele e Nico eram completos opostos.

Nico era o típico roqueiro mal humorado, mas comedor que só a porra. Ele batia o recorde de todos do grupo em relação a sexo. Ele tinha os cabelos pretos que nem carvão na altura dos ombros, a pele tão branca e pálida que você se perguntava se ele não era apenas um espectro. Era magro e alto, com as roupas pretas contrastando consigo sempre, e o lápis de olho fazendo o mesmo com seus olhos azuis claros. Ele seria lindo se não fosse arrepiante. Mas Blaine achava que era isso que atraia tantas mulheres para ele.

Eles 5 formavam um bom grupo. Um bizarro grupo, mas bom.

— Então, vamos? – perguntou para o grupo chamando a atenção dos dois nas poltronas e acordando seus melhores amigos que ficaram corados com a proximidade, assim como Blaine tinha previsto.

Eles concordaram e saíram para o carro de seu namorado, ansiosos pelo o que a noite poderia proporcionar a eles.

[...]

Já beirava 4 da manhã, mas nenhum deles se importava isso. Nessa madrugada o sábado já tinha chegado e nenhum deles teria aula, ou compromissos. Tudo que eles queriam era se divertir loucamente.

Blaine, que estava dançando e passando suas mãos pelo seu namorado o deixando acanhado (de proposito), viu Jeff e Nick sentados conversando e bebendo. Os dois corados e rindo com timidez do que possivelmente era causado pelo assunto que conversavam.

Viu também Nico se esfregando com uma garota qualquer perto dos banheiros do local.

Sentiu um suspiro cansado contra seu pescoço e olhou para o seu namorado. Com aquilo sabia que algo o incomodava.

— O que houve amor? – perguntou chegando perto do ouvido do outro para que conseguisse ser ouvido sem que a musica alta o atrapalhasse.

O loiro pareceu hesitar antes de puxar a mão de seu namorado o arrastando para longe até encontrar um lugar onde poderiam conversar sem dificuldades.

— Blaine, eu não consigo mais fazer isso... me desculpe. – Falou o loiro olhando para o chão.

— Isso o que meu amor? – Blaine puxou o queixo de seu namorado para cima com delicadeza, trazendo os olhos aguados aos seus – o que foi?

— Blaine, e-eu... eu quero terminar... eu sou apaixonado por outra pessoa, sempre fui. P-por favor, me desculpe por acabar te iludindo, eu queria e tentei muito gostar de você, m-mas eu nunca consegui... esquecê-lo. P-por favor, ainda quero ser seu am...

— Então você nunca me amou? – interrompeu.

Blaine sentia que tinha acabado de levar um muro, mas estava em choque demais para reagir. Ainda estava processando aquelas palavras.

— N-não... me desculpe, e-eu...

— Não, tudo bem – interrompeu de novo – o coração quer o que o coração quer. Espero que seja feliz com esse alguém.

E ele saiu, ainda sem nenhuma expressão em seu rosto, ouvindo se, agora, ex namorado sussurrando um “eu também espero”.

[...]

Era 5hrs da manha e ele tinha andado tanto que tinha chegado ao parque central, que ficava do outro lado da cidade onde a festa estava acontecendo. Ele sequer percebeu a garoa fraca cair sobre ele.

Meia hora depois de caminhada as palavras de Will tinham caído sobre si, e ele sentia seu coração sendo esmagado e estraçalhado.

Dois anos de um relacionamento que não passaram de uma ilusão. Seu ex nunca conseguiu ama-lo. Quem não consegue fazer alguém te amar em dois anos? Seria incompetência dele ou ele que não era uma pessoa feita para se amar?

Ele não aguentava todas as perguntas sem respostas que rondavam em sua cabeça agora. Ele nunca pensou que um dia se perguntaria tudo aquilo. Ou que um dia sequer choraria por alguém que tanto o fez feliz.

Ele desejava tê-lo feito feliz também, assim ele o amaria.

Ele andava distraidamente sem prestar atenção onde pisava. Não conseguiria ver de qualquer jeito já que os olhos embaçados, que ele não fazia questão de limpar, não o deixava enxergar.

Até que ele pisou em uma poça. ”não está chovendo tanto para já se ter uma poça no chão” pensou consigo mesmo. Antão olho para a poça. Uma poça avermelhada.

Ele limpou os olhos com força e assustado e subiu um pouco a vista pelo gramado. Um lindo menino de cabelos castanhos estava deitado na grama levemente molhada. Quem o olhasse superficialmente poderia dizer que ele somente dormia, mas era inevitável perceber o sangue que o cercava, e sua roupa melada do liquido. Principalmente as mangas do menino.

Correu até o garoto, que não aparentava ter mais que 17 anos, procurando saber se o menino ainda respirava. Respirava fracamente, mas respirava.

Pegou o celular discando o numero da emergência e rasgando um pedaço de sua camisa nova para amarrar no braço do menino e poder estancar o sangue que escorria de seus pulsos.

Não sabia porque, mas sentiu a necessidade de manter aquele menino vivo. Deveria se preocupar e cuidar daquele menino.

“se eu não consigo enfrentar minhas dores, por hora, posso cuidar desse garoto”

Notas finais
comentem, digam o que acharam, não se acanhem, é muito importante gente!!!