Hold me Down
5 Capítulo 4 – Logo
Notas iniciais
Capítulo 4 – Logo
Ninguém sabia nada sobre John. Ninguém sabia onde ele estava, ou mesmo tinha ouvido falar dele.
— É como se ele não quisesse ser encontrado. — Ela suspirou.
Eles estavam procurando por ele há meses, e basicamente não havia nada sobre John em lugar algum. Eles só sabiam que ele estava vivo, e isso era uma suposição.
— Então, nenhuma notícia? — Jo perguntou do outro lado da linha.
Elle negou em um suspiro.
I need another story
(Eu preciso de uma nova história)
— Não.
Os meninos estavam dormindo em suas camas. Eles estavam dividindo um quarto na cidade, e Sam poderia sem bem barulhento alto às vezes.
— Consegue ouvir Sam roncando? — Elle sussurrou, rindo. — Ainda não acredito que aceitei dormir num quarto com os dois a partir de agora. Eu odeio o fato de de temos de economizar o dinheiro.
— Pelo menos até encontrarem o John. — A outra mulher completou a sentença.
A morena ficou em silêncio.
Talvez, apenas talvez, ela pudesse ficar com os Winchesters.
— O que?
Something to get off my chest
(Algo pra tirar do meu peito)
Ela conhecia Jo desde que era criança, e até manteve contato com ela enquanto viajava com os Winchesters. Ela era sua melhor amiga, e sua primeira melhor amiga garota.
— Elle, você realmente está pensando em ficar com eles?
Ela suspirou.
— Talvez. John me criou quando eu era criança, ele e os meninos são minha família, o que você espera que eu faça? — A oriental revirou os olhos. — Claro que estou pensando em ficar! Eu senti tanta falta dos meninos, e estou realmente preocupada com John.
— E isso não tem nada a ver com Dean Winchester? Nadinha mesmo?
Elle corou.
Ela sabia que o assunto viria em breve.
— Isso importa? Não é como se isso fosse acontecer, Jo. Você sabe o que eu sempre digo, os homens são problema. Só Deus sabe o quão difícil foi viver com você-sabe-quem com você-sabe-o-que acontecendo.
— E você está aberta a viver tudo de novo? – Ela rebateu. – Elle, você é melhor do que isso.
— Eu sou, Jo. – Ela suspirou. – Eu sou uma mulher crescida agora, e eu tenho que aprender a lidar com a minha própria merda.
Na cama ao lado, Dean não pôde deixar de ouvir a conversa.
Need something that I can confess
(Preciso de algo que eu possa confessor)
Ele tinha visto ela no telefone muitas noites, e tinha tomado a cama ao lado dela para tentar descobrir com quem ela estava falando.
"Joe. Quem diabos é Joe? E quem diabos é você-sabe-quem? Ela teve um relacionamento com Lord Voldemort? "
— Você está irritada comigo? – Elle finalmente perguntou.
— Claro que sim. – A loira revirou os olhos, sabendo que sua amiga poderia imaginar sua expressão. – Mas não é como se eu pudesse te fazer mudar de ideia, certo?
— Obrigada.
As duas ficaram em silêncio por um segundo e ela suspirou novamente.
— Eu tenho que ir. – Olhou o relógio. — Dormir um pouco.
— Boa sorte. Te ligo amanhã. Fique viva.
— Fique viva.
Ela desligou o telefone, respirando fundo antes de se levantar.
— O que há de errado com o aquecedor deste lugar? – Elle sussurrou.
Ela estava completamente suada, e podia entender por que Sam e Dean não estavam usando cobertores.
A mulher olhou para os dois à meia-luz, verificando se eles estavam realmente dormindo.
Mas Dean estava completamente acordado, e ela não sabia.
Ele se sentiu culpado não fazendo esforço algum para não olhar para ela enquanto ela se despia rapidamente na frente de sua bolsa.
Encontrando o grande espelho no quarto com os olhos, Elle deu uma olhada nas cicatrizes que atravessaram seu torso.
From all the truth that I've said
(Por todas as verdades que eu disse)
Os olhos de Dean se arregalaram.
Como ela havia conseguido aquelas cicatrizes?
Como poderia escondê-las deles?
Elas começavam em suas costelas e terminavam acima em seu quadril, cruzando seu torso inteiro em três linhas diagonais, com muitas outras marcas pequenas em seu entorno, como suturas. Ela nunca se havia se sentido segura em deixar ninguém ver essas marcas.
Ela estivera na sala de operações por horas depois daquel caçada em particular, tendo seu estômago, fígado e muitos outros órgãos perfurados, e passou muito tempo com Jo e Ellen após isso.
Come by, it honestly I swear
(Pode vir, eu honestamente juro)
Ela quase morreu naquele dia.
Essa foi a última vez que Elle viu John Winchester.
— Droga, menina. – Ele havia dito mais tarde naquela noite, olhando para ela na cama, cheia de fios e agulhas. – É isso que acontece quando te deixo sozinha?
— Desculpe, pai. – Ela sussurrara através da máscara, muito fraca e grogue. — Eu não queria me machucar.
John podia contar em seus dedos as vezes que ela o chamava de pai. Essa foi a 9ª em mais de uma década.
— Você pelo menos matou a coisa? – John acariciara sua mão.
Ele sabia como ela odiava aquele tipo de criatura, seu pai foi morto por um. Ela nunca iria morrer antes de matar aquele.
— Com uma faca de prata. Assim como você me ensinou uma vez.
— Uma faca? Bem, é por isso que agora você está aqui agora.
Thought you saw me wink, no
(Pensei que você havia me visto piscar, não)
Ele ficou um tempo com ela com as Harvelle quando saiu do hospital (só Deus sabe como ele mentiu aos médicos sobre um urso gigante, e quanto tempo a polícia procurou por esse urso), mas os meninos não sabiam daquilo. Eles não sabiam sobre o lobisomem, a cirurgia, a cicatriz, ou os meses que ela passou com a família de Jo.
Dean queria se levantar e confrontá-la. Ele queria fazer perguntas e descobrir por que ela não pediu sua ajuda com o que a tinha machucado dessa maneira. Ele era inteligente o suficiente para saber que, com cicatrizes tão grandes, sua vida havia estado em um grande perigo.
Papai sabe o que aconteceu? Se ele sabe, como pode esconder isso de nós?
Os pensamentos dele foram silenciados quando seu sutiã dela caiu em suas mãos pequenas. Ele tinha visto um monte de garotas em sua vida — mesmo ela, quando eram apenas crianças e seu tronco parecido exatamente com o dele -, mas suas formas naturais eram divinas. As cicatrizes apenas a faziam parecer mais perigosa.
Ele se deitou de lado, escondendo — ou tentando esconder — sua ereção.
Elle rapidamente olhou para ele, verificando se ele estava dormindo, antes de pegar uma camiseta e cobrir seu tronco e cicatrizes.
I've been on the brink, so
(Eu estive no limite, então)
Ele tinha que perguntar a ela sobre isso. Em breve.
Mas o que ele diria?
"Ei, cheirosa, eu vi você nua. Que diabos é aquela cicatriz no seu torso? A propósito, eu acho que você está extremamente gostosa e eu provavelmente vou me masturbar no banho com a imagem de você vestida apenas em uma calcinha na minha mente. "
Ela o socaria com tanta força que sua cabeça deixaria seu corpo, e Sam com certeza iria segurá-lo enquanto isso.
Ele acabou se virando, ignorando a vontade de caminhar até ela e ver o que mais ela tinha escondido.
I'm gonna give all my secrets away
(Eu vou entregar todos os meus segredos)
Elle tirou a arma do travesseiro no momento em que ouviu algo estranho, apontando para o que estava ao seu lado antes de lembrar que ela estava compartilhando o quarto com os meninos.
— É estranho não estar sozinha, sabiam? – Ela riu, mas notou como os dois estavam tensos enquanto Sam estava no telefone.
Rapidamente, ela verificou se sua cicatriz estava em exibição, mas seu torso estava coberto pela camiseta.
— O que está errado? Com quem está falando, Sam?
— É o papai. – Dean sussurrou.
Elle não pensou muito e foi até Sam, pegando o telefone.
— Onde infernos você está? – Ela gritou. – Estamos te procurando há eras.
— Eu te eduquei melhor do que isso, menina. – John a advertiu. – Eu também sinto sua falta, mas vocês têm que parar de me procurar agora. Eu sei que isso uniu a família, mas eu não quero que vocês três envolvidos nisso.
Antes que ela pudesse responder, Dean pegou o telefone.
Ela sentia muitas saudades de John, e a ideia de que ele poderia estar em perigo estava enlouquecendo ela e os meninos. Eles não tinham nem mesmo comemorado Natal ou Hanukah ou Ano Novo, tamanha a concentração em encontrá-lo.
Ele não podia simplesmente dizer "Parem de me procurar".
Ele não tinha o direito.
— O que ele disse? – Sam olhou para Dean, percebendo que ele tinha desligado o telefone.
— Quer que cacemos em Indiana. Vamos.
Os dois discutiram, mas Elle apenas suspirou e foi para o chuveiro. Falando sobre John Winchester, ela não podia discutir. Ela só faria o que lhe era dito.
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