Hold me Down

3 Capítulo 2 – He just changed, and I don’t know why


Notas iniciais
Trilha Sonora: https://www.youtube.com/playlist?list=PL0-v-GloQ0TCJUaEEm53B5OQG1myMyUNq

Capítulo 2 – He just changed, and I don’t know why

— Gary Bryman. – Elle se sentou em frente à garota. Levou menos de cinco minutos na biblioteca local para encontrar o nome. – Um garoto de oito anos, morto num acidente de carro, atingido por um... Toyota Camry preto, mas ninguém sabe quem dirigiu o carro no dia.

O rosto de Charlie ficou pálido.

Can you tell me how we got in this situation?
(Pode me dizer como viemos parar nessa situação?)

— O quê? – Sam a olhou. – O que há de errado?

— Era o carro da Jill. Jill matou aquele garoto.

Ela encarou os dois irmãos. Não levou muito tempo para eles encontrarem mais pistas.

A primeira coisa que ela fez quando entrou no quarto foi pegar o primeiro computador que encontrou.

— Ei. – Dean protestou. – Eu ia usar isso.

— Você disse certo. "Ia". — Ela revirou os olhos. – Você tem acesso a dados nacionais aqui? FBI, NCIC...?

— O que vocę acha que eu sou? Um amador? Claro que sim. – Tirou a jaqueta. – O que você está procurando?

— Qualquer Mary é útil. – Ela lembrou. – Não que você tome minha palavra como a primeira opção.

Ele revirou os olhos. Ela estava fazendo aquilo de novo.

Ele sentira falta dela, mas uma coisa que Elle era, era profunda e fortemente passivo-agressiva.

— Você está fazendo de novo. É por isso que ninguém gostava de ir com você no seu carro.

Ela o olhou quase ofendida.

— Não, é por isso que você não gostava de ir comigo no meu carro. Eu tinha muita diversão com Sammy dirigindo e cantando.

Ele largou as botas usadas no chão antes de responder.

— Bem, isso é porque Sammy tem um gosto musical terrível, assim como você.

— Pelo menos eu gosto de variar as músicas que ouço.

Ele bufou.

— Essa merda que você costuma ouvir nem sequer pode ser chamada de música.

I can’t seem to get you out of my mind
(Eu não consigo te tirar da cabeça)

Wow... Aquilo foi profundo.

— Pelo menos eu respeito o gosto musical de outras pessoas, ao contrário de alguns idiotas. – Ela olhou para ele com um pouco de fogo em seus olhos.

Dean esfregou os olhos, irritado com o tom na voz dela.

— Por que diabos você está irritada?

— Eu não estou irritada.

Eles não haviam percebido, mas suas vozes estravam muito mais altas do que o normal.

— Por que diabos você está gritando comigo? — Ele gritou para ela.

— Porque você começou a gritar comigo primeiro.

Sam não sabia o que dizer. Ele esperava que os dois brigassem, mas imaginou que levaria um pouco mais de tempo.

All this ups and downs
(Todas essas idas e vindas)

— Podemos, por favor, focar no caso? — Ele finalmente pediu.

Dean e Elle olharam para ele por um segundo.

— Tudo bem, tanto faz. — Ambos disseram.

Demorou algum tempo antes que os dois irmãos começassem a falar sobre espelhos, e ela continuou pesquisando.

— Eu acho que encontrei algo. – Avisou, já imprimindo as fotos. — Mary Worthington, morreu em Indiana.

Eles trocaram olhares e os dois meninos se levantaram.

— Você vem conosco? – Sam olhou a mulher.

Elle rapidamente recusou.

— Vou ficar, no caso de Charlie precisar de algo.

* * * * *

Levou um dia inteiro para Charlie chamá-la, logo após os rapazes encontrarem a informação necessária.

A garota estava em pânico.

— Ok, me deixe... Eu estou a caminho, ok? Vá para casa, não olhe para espelhos... Se acalme.

Seus próximos 20 minutos foram gastos cobrindo todos os espelhos de casa e coisas de vidro, incluindo TVs, relógios, óculos... Qualquer coisa com reflexo.

— Está tudo bem. – Ela abraçou a moça desajeitadamente. – Está tudo bem, nós... Nós vamos te proteger. Os meninos estão vindo. Eles estão vindo.

Que merda, ela ainda não havia lidado com esse tipo de espírito.

Naquela noite quando eles saíram para caçar, eles estavam dirigindo, Elle dirigindo atrás dos dois irmãos em seu carro, e ela não entendeu quando eles pararam na estrada.

Levando uma arma, ela estacionou um pouco atrás deles e esperou alguns minutos antes de andar com cuidado em direção ao Impala. Felizmente, Dean estava apenas conversando com Sammy.

— O que está acontecendo? – Ela se inclinou sobre a janela do motorista.

— Conversa de família. Volta pro carro. – O Winchester mais velho decidiu.

— Pensei eu que fosse família. — ela brincou.

Dean virou-se para olhá-la.

— Bem, você não é.

They trip op our good intentions
(Elas acabam com nossas boas intenções)

Elle franziu o cenho.

— O que raios há de errado com você? – Ela decidiu perguntar.

Foi a vez de Dean franzir o cenho.

— Com licença?

— Eu perguntei o que raios há de errado com você. – Ela repetiu. – Desde que eu cheguei, você está me tratando como merda. Que porra há de errado com você?

— Eu não tenho que responder nada para você. – Ele voltou a olhar para a frente, ignorando-a.

A caçadora sentiu vontade de socá-lo. Dean era um idiota, ela sabia disso, mas, porra, ele era um idiota com olhos muito bonitos.

Tudo que ela queria era socá-lo com força, e beijá-lo com ainda mais força ainda.

— Você acha que eu dou alguma merda para o que você pensa? – Ela gritou. – Acha que estou aqui por sua causa? Você é apenas um pedaço de merda. Estou aqui por causa de John e Sammy. Eu estou aqui, porque eles são minha família. Você não.

Ela se afastou e ele saiu do carro.

— Eu nunca te pedi para vir. – Ele gritou. – Eu nunca disse que precisava da sua ajuda.

Nobody said this as an easy ride
(Ninguém disse que isso seria fácil)

Ela apenas o ignorou e ligou seu próprio carro, voltando para a cidade.

Sam mandou uma mensagem para ela quando o caso terminou, perguntando onde ela estava e pedindo desculpas por Dean.

Quando se conheceram, Charlie não pôde deixar de abraçá-la, agradecendo.

Ela estava livre.

* * * * *

Semanas depois, eles ainda não estavam falando um com o outro. Sam era o único entre eles, basicamente traduzindo as coisas e falando sobre os casos.

Quando aquele metamorfo usou o rosto e o corpo de Dean, ela ficou bem feliz matando-o e indo ao funeral com Sam.

Bem, "Dean Winchester", seu noivo, estava morto. Ela tinha que enterrá-lo com uma cerimônia apropriada.

O lugar estava vazio, com apenas algumas pessoas que ela nunca viu, mas fingiam conhecê-la.

— Lamento que ele tenha virado esse tipo de pessoa. — Uma mulher ruiva acariciou sua mão. — Você deve estar tão triste.

— Nós nos conhecemos desde que éramos crianças, ele costumava ser tão amável. — ela sussurrou, olhando para o túmulo. – Fomos namorados na escola, sabe? Mas ele simplesmente mudou, e eu não sei por quê.

Sam a observou enquanto ela dizia isso. Ele sabia que parte daquilo era verdade, e sabia como aquilo era difícil.

— Ele era tudo para mim. – Elle sussurrou, sentindo seu coração pesado. – Então, ele começou a me odiar e eu ainda não sei por quê. Acho que nunca vou descobrir.

O Winchester a seu lado envolveu seu braço em torno de seu ombro, beijando sua testa.

— Eu sinto muito, Elle. – Ele sussurrou. — Eu realmente sinto muito.

Notas finais
Feliz Natal guys.