Notas iniciais
♥ OOOOOIIIIIII ♥ Cá estamos novamente, outra vez mais cedo que previsto eheh Esse capitulo ficou bem maior que os outros. Tenho medo que esteja um pouco confuso ://// Mais uma vez eu fiz a narração a meias com Carter, começando por mim. Dessa vez não existem novos personagens. Espero que gostem. Boa leitura!

A mesa de Grifinória estava ao rubro. Conseguiram o primeiro novato. Um pouquinho estranho… mas desde que ajudasse a ganhar pontos, seria muito bem-vindo. Thomas sentou do lado de Carter, recebendo cumprimentos e vivas de seus colegas, e o processo de seleção continuou. Esse ano foi muito bom para Corvinal. Gaetano era um dos poucos que não festejava, ainda concentrado no livro, lançado apenas um ou outro olhar para os novatos.

Terminada a seleção e guardado o chapéu, se deu início á cerimônia de abertura. Tal como Carter havia previsto, nada mais restou para fazer a não ser se empanturrar de tudo quanto era comida boa.

Em certo momento Lyra se virou para a mesa dos grifinórios, para logo em seguida voltar a se encher de bolinho, após ter sussurrado algo no ouvido de Steven. O que ela disse para o monitor foi impercetível pelos que estavam á sua volta. No entanto despertou a curiosidade de muitos, após a cara do garoto ter assumido uma cor vermelha, pelo menos três tons acima do molho de pimenta que Quinn praticamente comia a colherada entre um salgadinho e outro, enquanto encarava fortemente uma menina que se havia sentado do lado esquerdo de Gaete.

–Esses dois estão de rolo?- perguntou Thomas, que conversava animadamente com Carter desde o início do processo de seleção.

–Mais ou menos. É que-

–Como assim, moleque?! Todo o mundo sabe que aqueles dois vivem se agarrando pelos cantos.-Caliel, que apareceu sabe-se lá de onde, resolveu se juntar a conversa, interrompendo o primo.

–Mas eles ainda não assumiram nada.

–Porque meu irmão é um babaca! Lyra não esconde nada de ninguém. Não ouviu o que a safada disse para ele ainda agora? Steven é que parece estar ocupado demais engomando a bainha do uniforme para ganhar tomates no meio das pernas. Que é isso que você tem aí Jackson? É comestível?

–Argh!- Carter já tinha desistido de ter uma conversa decente com Callie. Ou qualquer outro ser da espécie dela. Vulgo, fêmeas.

–É um pato. Se eu fosse você não comia, pode dar a volta ao estomago.- o patinho se virou no colo do menino.

–Por que raios você escolheu um pato para animal de estimação, Thomas? E ainda teve coragem de trazer o coitado do bichinho para o meio dessa multidão de loucos…

–Eu não o escolhi para animal de estimação. Ele que tem me perseguido nos últimos dias. Um dia acordei e não sei como, tinha um pato amarelo dormindo muito aninhado no meu cabelo. E o folgado ocupou meu travesseiro!

–Mas você podia ter oferecido ele para alguém.

–Eu bem que tentei me livrar dele. Dei para minha vizinha, deixei na lagoa pública lá da minha cidade, fiz de tudo. Mas ele sempre dá um jeito de voltar para me perseguir.

–Talvez ele pense que você é mãe dele.- os rapazes olharam perplexos para a mais velha que comia descontraidamente uma tacinha de cereja cristalizada.

–O quê?

–Isso aí que você ouviu. Os patinhos normalmente têm tendência para seguir a progenitora para tudo quanto é lado. Ele pode estar te seguindo porque pensa que você é mãe dele.- comeu uma última cereja com toda a calma do mundo. Em seguida olhou para o ambiente á sua volta, se levantou, se debruçou sobre a mesa e rapidamente se transformou num gato branco, comprido e delgado. Passou por cima de taças e travessas, derrubando e largando pelos sobre os mesmos.

Quando Thomas deu por ela, Caliel já estava sentada ao lado de Lyra, e em direção á mesa dos garotos vinha um homem (se é que se podia chamar aquilo de homem) de pernas finas e escanzeladas. A pele parecia com a de um lagarto, só que mais espessa e de um cinzento muito escuro. A barba escura, farta e emaranhada escondia parte do seu rosto. Mancava muito, mesmo estando apoiado numa bengala de madeira, grossa e repleta de farpas. Ele parou bem no sítio onde Callie estava anteriormente sentada e pousou seus olhos vermelhos, muito escuros e esbugalhados no menino. Rosnou brutamente qualquer coisa incompreensível, mas carregada de escarnio e, antes de se retirar, deu uma última bengalada num garoto do quarto ano que gritava com um colega, numa discussão acesa acerca de Quadribol.

Já após a sobremesa, Professora Miranda Paddock se levantou e deu a cerimônia por encerrada, desejando a todos os alunos um bom ano letivo e encarregando os monitores de conduzir os primeiro-anistas até os seus respectivos dormitórios.

Assim sendo, Steven estava já levantando e se aprontando para cumprir os seus deveres.

–Muito bem, os do primeiro ano passam primeiro para eu poder lhes mostrar o caminho para os dormitórios.- mas assim que deu o primeiro passo, Steven Füssair caiu no chão, lascando um dente e arrastando consigo a toalha de mesa. Ao olhar para baixo, o finalista pôde reparar nos atilhos de seus sapatos, atados um no outro num nó bem apertado.

–CALIEEEEEEELLLLLLL!!!!!!!!!!!!- nesse momento toda a Hogwarts colocou os olhos numa menina morena que corria para fora do salão comunal, quase chorando de tanto rir.

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Gostei desse Thomas, parece ser muito boa gente. Nós já estamos amigos e ele entrou para Grifinória faz nem duas semanas. É muito bom ter um amigo homem. Eu tenho os meus primos né, mas não é a mesma coisa. Só há uma coisa que eu acho estranha…

–Cara, me explica uma coisa que eu ainda não entendi… porque raios é que você só agora entrou na escola?

–Eu também não sei. Professora Paddock que foi a minha procura, dizendo que não me deixaria recusar a carta de admissão em Hogwarts pela terceira vez.

–Você se recusou a entrar?! Três vezes?! Nunca ninguém se recusou a vir para Hogwarts uma vez sequer!

–Paddock também disse isso, mas eu não recusei coisa nenhuma! Eu nunca nem cheguei a receber a carta, nem nesse ano nem nos outros dois.

–O quê? Que estranho… será que houve algum problema com o envio? O Conselho costuma ser tão rigoroso com esse tipo de coisa. Quer dizer, eles são rigorosos com tudo mesmo, não vejo como uma coisa dessas pode ter acontecido. Vai ver eles mandaram a carta através de uma coruja. A maioria das corujas da escola já estão muito velhas. É bem possível que ela tenha morrido no meio do caminho.

–Ah Carter, e as corujas iam morrer três vezes seguidas?

–Quem sabe, pode ser que seja você que tem muita má sorte. Mas vem cá, existem mais escolas de feitiçaria para além de dessa. Porque você não entrou numa das outras?

–Como eu já disse, eu não recebi carta nenhuma. De escola nenhuma.

–Nossa… será que mau agouro pega? Eu não gostaria de pegar o seu. Então o que você fez para aprender magia? Já deu para notar que você está um pouco atrasado, mas não é como se fosse completamente ignorante. Você até fez uma poção na aula melhor que a minha.

–Meu avô me ensinou. Ele achou esquisito a gente não ter recebido nenhuma carta, então foi ensinando algumas coisas para mim. E também, não é muito difícil fazer poções melhores que as suas. Você é horrível nisso.

–Cala a boca. Eu só tenho um pouquinho dificuldade, nada de mais.

Mas é muito estranho mesmo. Pelo que Thomas me contou, ambos os pais dele são bruxos. Eles se mudaram a Austrália para resolver assuntos do Ministério, já que os dois trabalhavam lá, e decidiram deixar ele com o avô. Para poder viajar a cargo do Ministro da magia eles tinham que ser bons. Ora, com ambos os pais bruxos, talentosos e ainda trabalhando para o ministério, o mais logico é que ele recebesse cartas de várias escolas, o que não aconteceu durante dois anos. E a família dele deve ser importante mesmo, para Professora Miranda se dar ao incômodo de sair da escola para pegar o moleque ela mesma.

O mais estranho de tudo, é que eu nunca ouvi falar de nenhuma família de sangue puro com o sobrenome Jackson, nem de um casal com esse mesmo nome trabalhando no ministério. Mas eu nunca presto atenção em notícia mesmo.

–Ei Carter, me diz, quem é aquele homem com cara de lagarto?

–Cara de lagarto? Ah sei, você deve estar falando do Ayin. Ele é o zelador. E na verdade ele não é um homem, ele é-

–Ele é um sereiano.- ARGH! CREDO! SERÁ QUE ELAS AGORA BROTAM DO CHÃO?!

–Que é que vocês duas estão fazendo aqui?

–Eu vou chamar Steven para vir comigo no Beco Diagonal esse fim-de-semana, e aqui a sua prima intrometida quis vir fazer papel de vela.

–Ah fica calada Lyra! Porque vocês estavam falando do zelador?

–É que ele sempre me olha de um jeito estranho. Parece até que tem alguma coisa contra mim.- pois é, agora já sabe aquilo que eu sofro com Indina.

–Pois é, agora já sabe aquilo que meu irmão sofre com Indina. Não que ele não mereça.

–MAS VOCÊS APARECEM DE ONDE?!

–Ai, se acalma! Seu histérico.

–Você não devia estar perseguindo o Gaete?

–Leu meus pensamentos Lyra. Vai lá Ratazana, vai babar para cima do anormal e me deixa em paz.

–Não posso perturbar ele durante os estudos. E ele não é anormal! Ele é lindo! Só de pensar naqueles cachos, a pele escura, os olhos… vocês já viram bem os olhos azuis dele?

–Não, eu viro a cara sempre que ele se aproxima para não ter que vomitar.

–Idiota.

–Olha lá, o zelador tá vindo.

Ás vezes eu esqueço de como Ayin Falanidio tem uma cara realmente nojenta. O rosto dele até arrepia. Será que o nariz foi comido por algum peixe quando ele vivia no lago?

–Viram só? Eu disse que ele me olha estranho. Faz isso sempre que passa por mim.

–Eu acho que ele quer te comer.

–Hein?

–Ah você não sabia? Falanidio foi expulso do lago por ter comido um aluno que caiu na água. Dizem que a única coisa que restou foram os ossos.

–Sério?- meu Deus! Eu não acredito que ele tá comprando essa. Thomas é muito ingênuo.

–Thomas, não acredita nela. Caliel só disse isso para te fazer ter medo. Se isso fosse verdade, você acha que o Conselho deixaria ele andar por aí, onde poderia apanhar quantos alunos quisesse?

–Droga Carter, você sempre estraga tudo! Mas olha Tommy, fora de brincadeira, toma cuidado com o zelador. Ele foi mesmo expulso do lago, só que ninguém sabe porquê. Mas todo o mundo diz que foi algo muito grave, e a maioria das pessoas têm medo até de falar com ele.

–Você por acasoé uma dessas pessoas?

–Eu? Claro que não. Eu não tenho medo de nada. Só tomo minhas devidas precauções.- Mentirosa. Espero que seus dentes caiam de tanta mentira que conta- olha Carter, o amor de sua vida está chegando.

–Cambada de preguiçosos! Voltem para as aulas. Delano se eu te apanho folgando por aí de-

–Sim, já sei, vou conhecer a fúria de Dentuça. Já estou indo.

–Acho bom mesmo. Menino impertinente!

Notas finais
E aí, o que acharam? Qualquer erro que encontrem, qualquer critica, sugestão ou detalhe que tenham para apontar já sabem o que fazer. Seja feliz e faça alguém feliz!