Hinata
35 Verdade
Notas iniciais
No momento em que Sasuke deixou a sala do irmão, um silêncio ensurdecedor e uma tensão opressora, tomaram conta do ambiente, envolvendo o Uchiha e a Nii.
Ela se dirigiu até o chefe e colocou os documentos na mesa, porém, diferente de tantas outras vezes, não disse nada e nem ele. Só queria que aquela tortura terminasse o mais rápido possível. O homem assinou sem se dar ao trabalho de ler, como sempre. A secretária levou uma das mãos ao encontro dos papéis, contudo, antes que ela pudesse agradecer mentalmente pelo fim da situação constrangedora, o Uchiha segurou as folhas, dessa forma, impossibilitando que os pegasse.
Ela abriu sua boca em surpresa, pela atitude do moreno. Tentou puxá-los, no entanto, ele continuava os segurando. Mas também não tirava os olhos de cima dela, podia sentir a pele queimando por conta das onix perscrutadoras, a deixando mais desconfortável, do que pensava ser possível.
— Por que você está fazendo isso? — o homem proferiu.
— Eu não fiz nada — se defendeu — o senhor é que está fazendo — acusou, dando um olhar significativo para as mãos dele.
O homem, imediatamente, soltou as folhas e Yugito as colocou no peito, com os braços cruzados. De forma inconsistente, ela tentava se proteger, sua expressão corporal era clara, queria sair dali, o quanto antes.
Porém, suas expectativas foram frustradas, quando o Uchiha se levantou, dando a volta pela mesa e ficando de frente para ela. A secretária conseguia sentir o nervosismo se espalhar da cabeça aos pés.
— Por que você está agindo assim? — perguntou, mais uma vez. Mantendo seus olhos sobre ela.
Ela deu um passo para trás, no momento em que o chefe invadiu seu espaço pessoal.
— Está vendo? — Itachi a acusou, como se a ação dela, fosse a constatação — você está diferente, distante. Isso só pode ser obra do shisui, não é? Desde que andam próximos, você mudou.
— Senhor, algum colega do escritório reclamou sobre mim? Ou o meu trabalho caiu de rendimento? — ele fez um aceno negativo — Então, se minha amizade com ele não lhe diz respeito. Se não precisa de mim, eu estou indo.
Itachi preferia que ela tivesse gritado, xingado ou batido nele, do que ter usado aquele tem frio e cortante. A Nii o estava tratando como se fosse um chefe intrometido e inconveniente, não era verdade.
Antes que a loira pudesse dar três passos para se afastar, segurou seu braço, não queria que ela tivesse uma ideia errada sobre ele. E para ser honesto, desejava que a secretária permanecesse por mais tempo ali.
— Não é nada disso que você está pensando ao meu respeito — proferiu tentando se justificar.
— E o que eu estou pensando? Ou melhor, o que o senhor está pensando? — o homem não a reconheceu, tão altiva e com um resquício de desafio na voz.
— Eu só não quero que você interprete as coisas erradas. Minhas Intenções não são ruins — se sentia um estúpido, tropeçando nas próprias palavras, sem saber explicar, como um adolescente. Logo, ele se deu conta de que ainda segurava o braço de sua funcionária. A contragosto, libertou a mulher.
— Quais são suas intenções? O que quer de mim? Eu não consigo entender — murmurou para si mesma, a fim de respostas.
— Eu… — respirou tentando organizar sua fala — a nossa relação nunca foi estritamente profissional, nós nunca fomos apenas chefe e secretária. Você se afastou, não faça isso — era difícil continuar, no entanto, iria até o fim — eu sinto falta da companhia.
Yugito suspirou, parecia estar decepcionada.
— É melhor, eu ir — anunciou.
Porém, mais uma vez, ele a impediu. Agora segurava os dois braços dela, com firmeza. Não sabia o que estava acontecendo com ele, só não queria que os dois se tratassem como estranhos e era terrível o sentimento de briga, mesmo eles nem tendo discutido.
— Eu fiz alguma coisa? — o Uchiha precisava entender e ter ciência se ela estava magoada, além do mais, não desejava que a Nii partisse.
— Não fez nada — “esse é o problema, você nunca fez nada”, pensou. Não tinha a menor vontade de continuar aquela conversa, que não daria em nada. E também já estava ficando cada vez mais irritada com ele.
Ele continuava lhe segurando, tentou se soltar, inutilmente, parecia que o aperto estava mais forte.
— Me solte — mas não adiantou, quando se deu conta, seu chefe estava próximo demais. Sentia a respiração dele bater contra o seu rosto. Sua cabeça estava girando, como se estivesse tendo uma alucinação, quando ele colou os lábios nos seus. Suas pernas estavam moles, contudo, mantinha o equilíbrio.
Por um momento, deixou se levar, parecia que estava flutuando, ao sentir a língua dele brinca com a sua. Por tantos anos, desejou voltar a beijá-lo e saciar o seu amor. Mas então, voltou a realidade e aquilo já não bastava mais.
Finalmente, conseguiu se libertar dos braços dele e lhe deu um tapa tão forte no rosto, que rapidamente, as marcas dos seus dedos, apareceram na bochecha atingida. O homem tinha uma expressão chocada, enquanto esfregava o local.
— Você não tinha o direito — ela rosnou — me usar desse jeito, só porque eu não te trato mais como centro do Universo. Está agindo assim para provar algo? Ou para saciar seu orgulho ferido?
Itachi permaneceu quieto, tentando pôr seus pensamentos em ordem. O que deu nele, para agir como um animal inconsequente? Apenas sentiu um desejo incontrolável de beijá-la, de tocar sua pele. E tocou o Céu, quando uniu seus lábios. Queria continuar o ato, eternamente, não pensava mais em nada, a não ser nos dois. Até que sua mente, escorregou para o fundo, fazendo com que o moreno se lembrasse de que não era a primeira vez e que já experimentara o sabor dela. Ao mesmo tempo em que recebeu uma bofetada, que fez seu rosto arder e acabou com todos os seus pensamentos. Mal conseguia entender o que a loira dizia, embora, fosse possível perceber que ela estava zangada. Apesar de tudo isso, não se defendeu de nada e nem pensou em falar outra coisa além da sua descoberta perturbadora.
— Isso já aconteceu antes — sua voz saiu baixa, mas fora o suficiente para que a mulher ouvisse. Ele nem tinha tinha certeza de fez uma pergunta ou afirmação, apenas necessitava saber era uma lembrança real ou uma peça pregada por sua mente.
Yugito soltou um riso amargo e o encarou. Seus olhos estavam marejados, apesar de não se atreverem a libertar lágrimas.
— O senhor se lembrou? — pelo que ela disse, então era a confirmação que queria.
A Nii sempre tentou imaginar como seria o dia em que, o Uchiha se recordasse do beijo que trocaram em Londres. Um lado dizia que ele jamais se recordaria, já o outro, fantasiava que o homem iria descobrir também, que a amava e seria o dia mais feliz de sua vida. Entretanto, não havia felicidade ali, só tristeza e decepção. Nada foi como ela pudesse pensar. Mas também existia uma súbita vontade de colocar tudo para fora e era aquilo que faria.
— Sabe, até há pouco tempo atrás, eu daria tudo por um novo beijo seu. É isso mesmo que o senhor está pensando — ela respondeu ao notar os olhos carregados de surpresa — eu era completamente apaixonada, remoendo esse sentimento para mim mesma. Acho que o senhor foi o único que não enxergou isso — a loira sorriu, porém, era triste — mas agora, que me beijou, eu percebi que isso não é o suficiente. Eu não quero migalhas.
— Isso… — ele sussurrou e não conseguia nem formular uma frase. Estava se sentindo o pior dos homens. Como pôde ter sido tão idiota assim? Era por isso que ela estava ressentida e não tirava a razão da mulher.
Yugito parecia esperar que ele dissesse alguma coisa, mas o Uchiha não sabia se seria um covarde por ficar calado ou um egoísta por tentar mantê-la ali, mesmo ele não a merecendo. Naquele impasse dentro de si, a secretária resolveu quebrar o silêncio que se instalou ali:
— É melhor eu ir embora, realmente, ir — ela anunciou.
Para Nii, a atitude dele, não a surpreendia. O homem não fez nada, como ela já imaginava. Embora tenha sido cansativo e desgastante, ela se sentia em paz, como se um peso muito grande houvesse saído de suas costas. Já não tinha mais o que esconder e também não existia mais o que fazer ali.
— O que você quer dizer com isso? — Itachi recuperou a capacidade de falar e a questionou, para sanar suas dúvidas. Pois não gostou da forma como ela informou que iria.
— Eu quis dizer que partirei. Definitivamente. Não há mais nada o que fazer e não existe possibilidade de trabalharmos juntos, não depois do que aconteceu hoje — ela foi categórica — se dirigiu até porta e olhou para trás — adeus.
“Vou atrás dela, ou fico aqui?” Itachi se questionou. Maz seus movimentos foram automáticos, seus lhe levaram de volta para sua cadeira e ele perdeu a noção de quanto tempo tinha ficado sentado ali, olhando para o nada.
— Itachi! — ouviu seu nome ser chamado, com certa impaciência.
Dessa forma, despertou do seu torpor e focalizou seu olhar no primo.
— O que aconteceu? — ele quis saber — eu estou aqui tentando te trazer para Terra.
— A Yugito se demitiu — até o momento, tinha ter sido um sonho. Todavia, agora que externou em palavras, parecia ter se tornado real e sem volta, sua fiel companheira se foi por culpa dele mesmo.
— Como é que é? — Shisui se mostrou surpreso. Seu intuito, ao ir atrás de Itachi, era saber se seu plano continuava seguindo pelo caminho que ele previu e claro, também não iria perder a oportunidade de provocar o primo. Mas saber daquilo, retirou o sorrisinho que quase sempre adornava seus lábios — o que você fez? — ele estava sério.
— Nada. O problema é esse, eu deixei que ela fosse embora, sem mover uma palha para impedir — confessou e continuou, sem nem se lembrar que estava irritado com o primo, porém, não tinha nem ânimo para tal — eu tentei saber o motivo dela estar diferente e não sei como aconteceu, mas eu a beijei e então… me lembrei de que já havia feito isso no passado e… ela me disse que sempre me amou.
— Uau! Eu não esperava que ela teria coragem de te dizer isso — comentou com simplicidade.
— E? É só isso? — perguntou irritado.
— E o que mais você quer que eu diga? Já te falei várias vezes sobre a Yugito. Você não quis me dar ouvidos. Ah, priminho, ainda fico espantado em como você pode ser tão esperto e maduro para algumas coisas e para outras, um cego. Vai atrás dela logo, está esperando o que?
— Ela deve me detestar, além do mais, eu não a mereço — respondeu seco.
— Se não a merece, então faça por merecer. Duvido muito que ela o odeie, pode estar chateada, mas se você fizer por onde e se abrir de verdade.
— Obrigado — Itachi agradeceu, estava se comportando como um idiota. Ainda tinha tempo de consertar as coisas. Se levantou com uma onda de determinação arrasadora.
— Você vai ter que me agradecer por toda vida. Só o meu amigo, para me fazer virar conselheiro amoroso — debochou, antes de Itachi sair.
Era estranho estar em casa de tarde, Yugito deveria se acostumar a sua nova rotina a partir de agora. Chegou em casa, há pouco tempo. Tomou um banho rápido e vestiu um moletom confortável. Deitada sobre o sofá da sala, passeava pelos canais de tv, sem muito interesse. Até ouvir batidas na sua porta, ela não demorou muito até atender. Quase fechou a porta, quando viu quem estava do outro lado. Para falar a verdade, não esperava que ele fosse atrás dela.
O homem impediu que ela fechasse, usando as mãos, como era mais forte, não teve dificuldade em mantê-la aberta:
— Me escute antes de tomar uma decisão drástica. Se eu não te convencer, irei embora e não te perturbarei para sempre — o Uchiha despejou em um fôlego só.
A loira ponderou por breves segundos, até dar espaço para ele passar. Para falar a verdade, estava curiosa pelo que o homem tinha a dizer e cansada para continuar discutindo. Portanto, não disse nada, apenas se sentou no seu sofá e indicou, para que ele fizesse o mesmo.
Itachi se sentiu aliviado por não ter encontrado resistência, logo de cara. Dessa maneira, poderia gastar todas suas energias tentando fazê-la enxergar o seu lado.
— Primeiro, quero pedir perdão por ter sido um imbecil e não ter enxergado o óbvio e por ter feito você sofrer — respirou e continuou — pode não acreditar, mas sempre tive uma estima muito grande por você. Eu me importo contigo e seus sentimentos, Yugito.
Ficou quieto, esperando que a Nii dissesse algo, contudo, permaneceu em silêncio. Assim, ele continuou seu monólogo:
— Eu te enxergava como uma excelente funcionária e depois passei a vê-la como amiga. Porém, de uma coisa eu sempre tive noção: existia uma dependência muito grande em relação à você. Contudo, foi preciso anos, foi preciso acontecer tantas coisas, para que eu começasse a perceber e entender meus sentimentos — pegou uma das mãos femininas — a verdade é que eu senti ciúmes da sua aproximação com o Shisui, por mais que eu quisesse me enganar, no fundo eu sabia… e quando você disse que iria partir, senti um vazio tão grande… desde a morte dos meus pais, eu não me sentia assim.
A Nii o fitava com os olhos marejados, talvez ela sentisse que ele estava falando a verdade. O Uchiha desejava que sim. Ele direcionou a mão dela até seu peito.
— Você me conhece. Eu sou sério e até frio, é o que as pessoas pensam ao meu respeito. Para ser sincero, tenho dificuldade de falar sobre sentimentos. Um mal de família — sorriu e conseguiu arrancar um meio sorriso dela — o Shisui tem razão, você é tudo que eu preciso.
Se aproximou com cuidado e a beijou novamente. A mulher aceitou, ele acabou deitando seu corpo por cima dela. O Beijo se intensificou e o calor aumentou. Sem pudor, levou sua mão para baixo da blusa dela, tomou um seio e brincou com o mamilo. Ela abriu mais as pernas, para que ele se aconchegasse melhor e deixou um suspiro delicado escapar.
Tudo estava muito bom, porém, Yugito despertou, antes que fosse além e o afastou, espalmando o peito masculino. Ele a fitou confuso.
— Você me convenceu — a voz dela estava mais rouca que o normal — mas eu não irei me envolver com um homem comprometido — fora firme.
— Não esperava menos de você — só agora se lembrou de Hinata, mas não era nenhum canalha e não de propósito, também jamais pediria a Yugito para ser sua amante — para ser sincero, nós só estamos casados legalmente. Atualmente, somos dois estranhos.
— É isso que todos os homens casados dizem — ela retrucou e ele riu.
— É verdade. Eu só te peço para me esperar. Eu irei resolver essa situação, o mais rápido possível — ele se sentou e ela também.
— Eu já esperei tanto tempo. Um pouco mais, não fará diferença. Mas não estrague o voto de confiança que estou te dando — ela o amava, no entanto, não exitaria em cortar relações permanentemente, se o homem fizesse algo errado.
— Nunca — ele prometeu e beijou a mão dela — você vai voltar? — não precisava explicar no que ele se referia.
— Não — sua resposta surpreendeu o homem — minha demissão é definitiva, nada vai me fazer voltar atrás. E também é bom que os beijos que me deu, te satisfaça, pois serão os únicos, até que seja um homem livre e sem compromissos.
….
Passou quase todo dia anterior, resolvendo problemas da Rasengan. Seu avô tinha razão, precisava focar na empresa que criou. Claro que confiava em Jiraya cegamente, contudo, ele precisava pôr as mãos na massa, aquilo era trabalhoso, porém, prazeroso na mesma intensidade. Também aproveitou para passar um tempo com o avô.
Portanto, quando recebeu a ligação de Konohamaru, combinou com o menino, que o encontraria hoje. A forma como o adolescente parecia nervoso, lhe deixou com uma ponta de curiosidade, não iria negar, todavia, era algo controlável e que poderia esperar. O Saturobi disse que queria mostrar algo, talvez fosse relacionado à menina por quem estava interessado.
Era engraçado, sua relação de irmão mais velho. Sentia orgulho por cada conquista dele, dava broncas, quando o menino fazia algo errado e tentava aconselhá-lo, sempre que possível. Não desejava que Konohamaru cometesse os mesmos erros que ele. Pelo menos, sua vivência seria útil, de alguma forma.
Na verdade, era assustadora, a maneira como se enxergava no adolescente. Ingênuos, bobos e de sorriso fácil. Naruto gostava de estar perto do Saturobi, pois se sentia perto de si mesmo, do Naruto tolo que fora obrigado a abandonar, devido às circunstâncias.
Mas apesar de tudo isso, nada lhe fazia esquecer de Hinata. Nem da loucura que foi beijá-la, mas não se arrependia, de maneira nenhuma e faria de novo. Agiu sem pensar nas consequências, fez porque tinha vontade, simples assim. E dessa forma, voltou a se sentir o Naruto de antes, que era sincero e impulsivo, que não tinha de planejar nada e nem mascarar suas verdadeiras intenções, muito menos dissimular.
Há anos não se sentia tão vivo, possuía uma disposição incrível e tudo graças à Hinata. Seria patético demais, aquele altura, tentar se enganar. Ele amava Hinata. Seu único e inesquecível amor. O sentimento dentro dele, poderia até ter ficado adormecido, o fazendo jurar, em alguns momentos, que tudo tinha acabado. Todavia, seu amor permaneceu ali, conseguiu superar o tempo e vencer toda mágoa dentro dele. Algo que não deveria ser ignorado.
Iria vê-la hoje, aproveitaria a oportunidade, depois de se encontrar com Konohamaru. A azulada não sabia, preferia fazer uma surpresa. Algo dentro dele gritava que hoje iria resolver em definitivo, sua relação com Hinata.
Ansioso demais para continuar deitado, se levantou da cama, antes do dia clarear. Tinha ciência de que não conseguiria voltar a dormir. Por isso, tratou de tomar banho, se alimentar, praticar exercícios físicos e gastar o tempo assistindo tv, até o horário que marcou com Konohamaru.
O trânsito estava bom, naquele dia. Portanto, não houve dificuldade em chegar no prédio Sandaime. Para sua surpresa, o menino lhe já esperava na portaria, poupando o trabalho de ter que procurá-lo lá me cima. Quando se aproximou o suficiente, pôde notar que o mais jovem tinha um envelope entre as mãos.
— Chefe, eu não sabia o que fazer, só pensei em te mostrar — desatou a falar, assim que viu Naruto — não sei se você já viu, mas acho que vai te interessar.
O Uzumaki franziu a testa, por conta da maneira afoita que o adolescente falava. Pegou o papel que estava sendo estendido em sua direção. Com destreza, abriu o envelope e retirou o conteúdo. Seus olhos, logo foram atraídos para o nome Yuuhi Hinata. Suas orbes de safira esquadrinharam a folha do começo ao fim. Se sentiu um pouco tonto, fora de si e teve que se controlar para não pôr o café da manhã para fora.
Nunca pensou que palavras escritas numa folha, tivessem tanto poder para perturbá-lo. O que ele estava sentindo naquele momento? Frustração? Raiva? Decepção? Medo? Não saberia explicar, talvez fosse tudo ou nada. A única coisa que tinha certeza, era de que não foi bom.
Por dentro, estava uma confusão enorme de sentimentos, mas por fora não transparecia. Quando, por fim, deu por si, fitou o Saturobi e indagou:
— Onde encontrou isso? — sua voz era cortante como a lâmina de uma navalha.
— Bom… — Konohamaru engoliu o bolo que se formou em sua garganta. Jamais havia presenciado Naruto sério e frio — eu encontrei no seu apartamento, na estante da sala, enquanto limpava — não precisou explicar o motivo da limpeza, o próprio Uzumaki ofereceu o imóvel para o mais novo dar sua festa, que provavelmente, nem aconteceria mais — eu espero não ter feito nada errado — o garoto não sabia se estava se desculpando ou tentando trazer o Naruto que conhecia de volta.
— Não fez — o homem permanecia duro. Não precisou pensar muito, para se recordar que Hinata tinha uma chave do apartamento, dada por ele próprio — mas alguém viu? — quis saber.
— Eu não mostrei para ninguém — o moreno informou, rapidamente. Não queria que o Chefe imaginasse que era de confiança. Podia ser burro, porém era leal.
— Ótimo. Obrigado, Konohamaru — agradeceu, antes de se dirigir para o interior da construção. No momento, apenas tinha em mente, ir atrás da única pessoa que poderia lhe contar toda verdade.
— Você parece radiante — sua mãe comentou, com o costumeiro sorriso gentil nos lábios.
Elas estavam sentadas na mesa, fazendo a refeição matinal juntas. Fazia Hinata se lembrar dos velhos tempos, quando ela era uma tola ambiciosa, que queria ser rica a qualquer custo. Enquanto sua mãe sempre a alertava de que dinheiro não era tudo, não deu ouvidos a mulher e depois se arrependeu por isso. Conseguiu ser rica, mas perdeu toda felicidade que tinha na vida. Se pudesse voltar atrás, as coisas seriam diferentes. Porém, não adiantaria nada, ficar se lamentando.
— São seus olhos — ela comentou divertida — Hiashi me disse que até esta semana, terei seu nome nos meus documentos — este era o motivo por sua alegria, mas também havia outro, um certo loiro de olhos azuis, todavia, preferia não dividir com a mãe.
— Ah, filha. Você não sabe o quanto eu fico aliviada, pela relação boa que você está construindo com o Hiashi. Sempre senti muita culpa, por ter te privado de ter um pai. E quando ele aparece em nossa vidas, também tinha receio de que vocês não conseguissem ser próximos — Kurenai confessou.
— Não precisa se sentir assim. Você fez o que foi necessário e foi a melhor mãe que eu poderia ter tido, até quando eu não merecia — tentou tranquilizar a mais velha.
Hinata sabia o que era culpa, um sentimento terrível, que tinha o poder de acabar com qualquer gota de paz. Sua mãe era boa de mais, tudo que fez foi pensando no bem estar dela e não em si própria. Por isso, precisava assegurar que não guardava rancor pela falta de informação sobre o pai. Era óbvio que, quando pequena, sentia falta da figura masculina, contudo, sua mãe sempre esteve ali.
— Querida, ser sua mãe é o maior prazer da minha vida — a Yuuhi tomou uma das mãos da perolada — o meu maior presente — sorriu.
— Também não foi difícil me dar bem com Hiashi — a azulada retomou a conversa — ele estava empenhado em fazer dar certo. É um bom homem.
A perolada percebeu o olhar da sua mãe vacila, enquanto elogiava o Hyuuga. Por isso, teve uma súbita vontade de prosseguir naquele terreno.
— A Hanabi me disse que ele ainda gosta de você e não foi difícil perceber com os meus próprios olhos. Se vocês decidirem ter uma segunda chance, não se preocupe comigo e nem pense que serei algum empecilho. Vou te apoiar no que você decidir.
A professora sorriu, sua menina tinha se tornado uma mulher, que estava a cada dia mais linda e, surpreendentemente, mais madura. Kurenai teve medo, de que Hinata seguisse por um caminho sem volta e se transformasse numa pessoa mesquinha e interesseira. Contudo, a vida se encarregou de mostrar o que realmente valia a pena.
— Você ainda tem sentimentos por ele? — a mais jovem quis saber.
— E se eu te perguntasse, se você continua amando o Naruto? — a Yuuhi devolveu a pergunta.
Provavelmente, não conseguiu esconder o choque. Sua mãe lhe pegou de jeito. Ficou quieta.
— Pois bem, Hina. Você, mais do que ninguém, sabe que amor, nem sempre, é o suficiente para manter uma relação — Kurenai falou com um ar de sabedoria.
“A resposta sim. Eu amo Naruto. E sim, de novo, você ama Hiashi. Eu entendo, mãe”, a mente de Hinata gritou, porém, sua boca permaneceu fechada.
O celular dela tocou, viu o nome da meia irmã estampado na tela:
— É a Hanabi — informou.
— Hina, agora está na minha hora — a professora se levantou e deu um beijo no cabelos da filha.
— Bom trabalho — desejou, antes da mãe passar pela porta.
Por fim, atendeu o aparelho:
— Bom dia, Hanabi — ela saudou.
— Oi, Hinata. Espero não estar te atrapalhando — a voz insegura da menina, soou do outro lado.
— Não está. Pode falar.
— Ah… bem… eu não tinha outra pessoa com quem falar. É sobre um menino.
— É sobre isso? Pensei que fosse algo sério — Hinata riu.
— Mas é sério — a mais jovem teimou.
— Eu quero dizer que super normal falar sobre meninos. Não tem nada de errado. Mas me diga, que aconteceu?
— Esse garoto, ele sempre demonstrou interesse em mim, desde que nos conhecemos, mas eu sempre o achei bastante idiota. Então, ele me convidou para sair, eu aceitei, porém não foi por vontade de estar com ele, para falar a verdade. Daí, ele se mostrou mais legal do que imaginava, me senti culpada e dei uma chance. A gente se deu muito bem, só que do nada, ele começou a agir estranho e me dispensou.
— Eu não tenho nenhum conselho mágico para te dar. Apenas tenha certeza do que você quer, converse com ele, para saber quais são suas intenções. Só assim, você vai saber qual o melhor caminho para seguir.
— Obrigada, Hinata. Tenho que ir para escola.Tchau — a Hyuuga não pareceu gostar do que ela falou. Mas o que poderia fazer? Sua vida amorosa era um desastre.
Se sentou no sofá e pegou no livro que começou a ler, na noite passada. No entanto, seus pensamentos lhe traíram, não conseguiu assimilar as palavras naa páginas e abandonou o objeto sobre a mesa de centro.
Sorriu como uma tola apaixonada e tocou os lábios com as pontas dos dedos, ainda sentia formigar e se fizesse um pouco de esforço, poderia sentir o sabor do Uzumaki e a textura da sua boca, pressionada à sua.
Seu corpo e sua mente nunca permitiam que se esquecesse do loiro. Queria que ele estivesse ali, para poder beijá-lo de novo, tocar sua pele, acariciar seus cabelos e fazer amor, para poderem se conectar e tornar um só.
Foi tirada dos seus sonhos, pelo barulho incessante na campainha. Alguém parecia não saber a hora de parar. Por isso, ela andou até a porta para atendê-la, quando de repente, seu desejo se materializou na frente dela.
Mas algo estava errado. As safiras brilhavam, mas era de fúria. Os lábios não sorriam mostrando seus dentes e sua expressão era transtornada.
— Pode me explicar o que é isso? — ele perguntou duro e impaciente, lançou um papel sem sua direção, apenas naquele momento, notou que o homem tinha a folha nas mão.
Ela pegou e leu. O mundo ficou lendo e sem som, por um instante,pensou que fosse desmaiar.
— Diz de uma vez — o loiro reclamou impaciente.
Como ela poderia ter sido tão burra, esqueceu o exame no antigo apartamento do Uzumaki. Que ela soubesse, Naruto nunca mais voltou ao imóvel, porém, alguém de tê-lo feito e o maldito envelope chegou às mãos dele. E agora, teria que reviver o momento trágico e doloroso.
— Aqui, não. Por favor — sua voz estava fraca e sem vida.
Seu apelo, pareceu surtir efeito. O homem a segurou pelo braço e levou para fora. Tudo passou como um borrão, não se lembrava como entrou no carro e por qual direção, ele seguiu. Só voltou a realidade, quando ele parou o automóvel em uma garagem. Ela acabou saltando do carro e foi conduzida pelo loiro, até o elevador, que deixou ambos numa sala privada. O Uzumaki passou na sua frente e abriu a porta. Provavelmente, era o lugar que ele morava. A perolada imitou os passos dele. Assim que entrou, Naruto se virou para ela, já não demonstrava fúria, mas aparentava cansaço, assim como ela.
— Eu vi a data em que esse exame foi feito. Ele era meu? — perguntou perturbado.
— Sim — sua resposta fora curta.
— Por que você não me contou? — Naruto parecia perdido.
A azulada levantou uma sobrancelha pela pergunta.
— Eu tentei. Liguei diversas vezes, tinha esperanças de que você entraria em contato, mas você não deu sinal de vida.
— Acredite, eu não fiz isso de propósito — ele se justificou — então… se você pensou que eu te abandonei sozinha e grávida… foi por isso que… — não terminou sua conclusão.
Quando Hinata se deu conta de onde ele queria chegar, teve raiva. Fechou suas mãos e bateu com seus punhos, no peito dele.
— Eu não me importo que você me ofenda ou pense que sou a pior pessoa do mundo. Mas eu não permito que insinua, que eu matei o meu bebezinho — estava ultrajada, as lágrimas escorriam livres pelo rosto — foi um acidente, eu cai da escada, num shopping. Quando acordei, estava no hospital e… — seus joelhos não tinham mais força e acabou caindo no chão — não existe um dia em que eu não penso no meu bebê, eu o amava tanto — suas mão cobriram a própria face.
Naruto se deu conta do quão cretino estava sendo. Se deixou cegar pelo medo e pela tristeza, porém estava ferindo Hinata, que sofreu muito mais do que ele. Não tinha o direito de torturá-la.
Se ajoelhou diante dela e retirou as mãos femininas, para que pudesse vê-la. Os olhos perolados que tanto amava, se encontravam vermelhos.
— Me desculpe, não queria que nada disso tivesse acontecido. Detesto te ver chorar — ele sussurrou, enquanto secava as lágrimas dela, então passou os braços envolta do corpo feminino. Ela estava tão frágil. Trouxe para o seu colo e a cabeça feminina se inclinou para o seu peito e retribuiu o abraço. Ficaram ali por um bom tempo. Até que Hinata levantou a cabeça e uniu seus lábios, o Uzumaki se surpreendeu com a atitude dela e mais ainda com o que ela pediu.
— Faça amor comigo — não passou de um sussurro.
— Tem certeza? — por mais que tivesse vontade, não queria se aproveitar de um momento de fragilidade dela.
A mulher balançou a cabeça confirmando. Logo, num impulso, ele ficou de pé, com ela em seu colo, caminhou até o quarto. Se sentou na cama e ela passou uma perna de cada lado dele. Eles tinham as testas coladas e então, se beijaram, como se não houvesse amanhã. Naruto suspeitava que jamais enjoaria de beijá-la e que por mais vezes que o fizesse, eles nunca eram o suficiente para saciar sua fome.
Hinata rebolava no colo dele, estava excitada demais, precisava aliviar um pouco a pressão entre as pernas. Conseguia sentí-lo crescendo para ela. Amava o fato de não precisar fazer muita coisa, para que Naruto estivesse pronto para ela. Sempre foi assim. Não se arrependia da decisão que tomou, a melhor forma de curar suas feridas, era fazendo amor com o seu homem. Ela levou suas mão para dentro da camisa dele e acariciou o abdômen, sentindo os músculos dele responderem sob a palma das mãos. O Uzumaki entendeu e retirou a peça, para que pudesse explorar e foi isso que fez ao raspar as unhas pelo peito masculino e descer até o início dos pêlos dourados.
Não satisfeita, Hinata puxou o vestido que usava, aliás, estava agradecida por usar essa peça de roupa, que era mais fácil de retirar. Sem sutiã, seus seios pularem para fora, deixando o loiro hipnotizado. Ela sabia o quanto ele os amava, sorriu satisfeita quando esfregou os dois, literalmente, no rosto dele.
O Uzumaki se fartou, tomando com a boca os mamilos rosados, lambendo e mordendo todo as áreas que ele conseguiu dos seios dela e apertava com força, as nádegas femininas.
Hinata tinha as mãos no ombro dele, em busca de apoio. Suspirava aproveitando o carinho seu amor nos seus seios. Ela trouxe as mãos para o cós da calça dele, desabotoando e puxando o zíper.
— Eu preciso de você dentro de mim — reclamou manhosa, enquanto tocava o pênis dele.
— Ainda não — rosnou.
Ele se afastou e a empurrou para cama. Ela caiu de joelhos e usou as mãos para se apoiar. A perolada sentiu a mão dele em suas costas, para que apoiasse o tronco na cama e ela obedeceu. Depois, o afundar do colchão, denunciou a presença dele, atrás dela. Estava ansiosa pela expectativa.
O loiro puxou a calcinha dela, até os joelhos, a deixando nua. Queria que ela tivesse prazer como nunca antes, separou os grandes lábios e soprou a intimidade dela, por fim, lambeu a extensão por incontáveis vezes, dando atenção especial ao pequeno ponto de prazer. Só se deu por satisfeito, quando Hinata teve espasmos por todo corpo e gemeu tão alto, que poderia ser ouvido em todo o apartamento.
Ele já estava nu, por isso, não demorou muito para encaixar seu membro na entrada dela. Rosnou, continuava tão apertado e quente. Se lembrou de que estar dentro de Hinata, era o seu lugar favorito no mundo. Precisava se controlar, senão iria se desfazer muito rápido. Deu um tapa em cada nádega dela e recebeu um gritinho de surpresa.
Começou a se movimentar devagar, suas mãos apertavam os quadris redondos dela, em busca de apoio. Escorregou uma das mãos até a intimidade dela e esfregou o clitóris, para dar mais prazer. A perolada começou a rebolar por isso, entregue e gemendo sem pudor. Sem conseguir se controlar, seus movimentos com os quadris e com os dedos se tornaram rápidos, na mesma intensidade.
Ele encostou o peito nas costas femininas, afastou o cabelo com a mão livre e lambeu o lóbulo da orelha e a extensão do pescoço, sabia que era um dos pontos fracos dela. Hinata acabou gritando e tombou totalmente na cama, com a respiração acelerada.
O Uzumaki continuava dentro dela, mas a sensação indescritível tomou conta de todo seu corpo, acabou despejando sua semente na amada, sem se importar de não estar usando preservativo. Para ser sincero, queria que ela engravidasse, mesmo que muito provavelmente, Hinata usasse métodos contracetivos, visto que até hoje não tivera filhos.
Hinata perdeu a noção de espaço e tempo, o sono a estava abandonando e lhe fez ficar desorientada, por um breve momento. Contudo, estava com uma sensação de relaxamento por todo o corpo. Porém, também sentiu um peso na altura da barriga e algo molhando.
Quando abriu os olhos, viu Naruto com o rosto colado no seu ventre. Ela levou as mãos as mechas loiras e acariciou. Estava emocionada, pois sempre desejou que Naruto fizesse fizesse isso, quando ela estava grávida.
O Loiro também dormiu com ela, mas acabou acordando primeiro. Então, aproveitou para olhar cada detalhe dela. Contudo, seus olhos foram atraídos, involuntariamente para o abdômen feminino. Num ímpeto, encostou a testa no local. Naquele lugar, um dia, o filho dele já esteve ali, uma parte dele e de Hinata, um fruto do amor dos dois. Se pegou pensando se seria um menino ou uma menina. Se iria parecer com ele ou com ela. Mas de algo tinha certeza: amaria a criança, independente de qualquer coisa. Sem se dsr conta, as lágrimas jorraram das suas safiras. Ele sentiu carinho na sua cabeça.
— Me desculpe por ter te acordado — a voz estava abafada. Levantou a cabeça para olhá-la — a gente pode ter outro. Nós podemos construir uma vida nova, ter uma família e esquecer de tudo que aconteceu no passado. Você pode se separar e daí ficamos juntos. Eu não me importo. Eu.. eu te amo, mais do que tudo. Não adianta mais tentar negar isso.
Ela sorriu e também chorava.
— Eu também te amo tanto, Naruto. Mas… eu não posso… — a mulher se sentou na cama.
— Por que? O que te impede? — perguntou. Ela não disse nada. Porém, o loiro pensou mais um pouco antes de voltar a se expressar — tem alguém te ameaçando? — Hinata desviou as pérolas de sua safira e a reação dele lhe deu certeza de que sim — É o Madara? — quis saber.
— Ele é perigoso. Esquece disso — respondeu trêmula.
Naruto sentiu ódio, só de imaginar o que aquele velho maldito já teria feito com Hinata. Todavia, não deixou transparecer. Preferis tranquilizá-la.
— Eu sei que é. Mas não se preocupe, meu amor. Nada vai acontecer comigo e nem com você. Não sei o que ele te disse antes, porém, hoje eu tenho como me proteger e te proteger. Confia em mim?
Hinata assentiu com a cabeça. E ele uniu suas testas mais uma vez.
— Eu vou conversar com o Itachi, amanhã. Ele merece saber de tudo — ela informou.
— Quer que eu vá com você? — se ofereceu.
— Não. É algo que só nós dois temos que resolver. Além do mais, não tem perigo nenhum. Ele é um bom homem e nunca me faria mal, mesmo eu merecendo, por tê-lo enganado — Hinata fitou o relógio, já marcava três da tarde — tenho que ir.
— Fique aqui hoje — o loiro pediu — avise a sua mãe que não vai dormir na casa dela esta noite.
Hinata sorriu, parecia um sonho e para falar a verdade, tinha medo que acordaria a qualquer momento. Pois, sempre que estava feliz, algo ruim acontecia. Todavia, resolveu expulsar qualquer pensamento pessimista e beijou Naruto. Eles fizeram amor, mais três vezes no quarto, uma no banheiro e outra na cozinha, quando acabaram de comer. Estavam aproveitando o tempo perdido da melhor forma.
Ela sentia que desta vez seria definitivo. Ficariam juntos e nada atrapalharia.
….
Não importava o quanto os outros produtores se esforçassem, os charutos cubanos sempre seriam os melhores. Por isso, não abria mão de tragá-los.
Outro homem, em sua situação, ficaria desesperado pelo corpo estar tão fraco, precisando se locomover com uma cadeira de rodas. Entretanto, aquele era o preço por viver tanto. Já não tinha a mesma saúde da juventude, contudo, os anos de vida, também lhe deram sabedoria e experiência, que não trocava por nada.
— Senhor — ouviu seu secretário, que havia acabado de entrar em seu escritório.
— Diga para Hidan, dar um fim definitivo em Obito — ordenou.
— Eu não questiono suas ordens, mas… — Zetsu expressou, sem demonstrar qualquer sentimento na voz.
— Mas ele é meu filho. É isso que você iria dizer — o velho ponderou — Não. Meu único filho já morreu. Obito é apenas um bastardo, filho de uma prostituta. Um serzinho petulante, que não sabe o seu lugar. Anda passando por cima de minhas ordens e agindo como se fosse o dono de tudo. Já foi condescendente demais com ele.
— Como o senhor desejar — o servo fez uma reverência antes de sair.
“Já é hora de pôr um ponto final nessa história” pensou
Fale com o autor