Hinata

16 Tempos De Paz


Notas iniciais
Olá, estava com saudades. Não tenho muito o que dizer sobre o capítulo, TEM HENTAI!!! Espero que vocês gostem. Perdão por qualquer erro.

O sorriso malicioso adornado em seus lábios, demonstrava suas intenções nada inocentes. Alisava as folhas da matéria que deveria entregar.

Há mais de dois meses, fazia um joguinho de sedução com um certo ruivo. Teve exito no seu plano, estava deixando o Sabaku louquinho com suas provocações. Sempre que possível, atiçava o homem. Roçava as penas, braços e mãos no corpo dele, não desperdiçava nenhuma oportunidade.

Ino tinha certeza, era uma verdadeira diabinha, era tão divertido fazer com que o homem, cada vez mais, se enroscasse na sua teia. A Bruxa Sabaku e o Cabeça de Fósforo, pensaram que iriam derrotá-la, mas não contavam que fosse tão inteligente e soubesse inverter a situação.

Ela se lembrava de quando deixou de agir ariscamente, em relação ao ruivo, e adotou essa nova postura. Ele havia estranhado um pouco, porém nada disse. Naquela noite, da exposição de seu amigo pintor, Sai; a Yamanaka abusou do decote e “naturalmente” se inclinava, dando uma bela visão ao Sabaku. Ela ria internamente, todas as vezes que ele engolia em seco e tentava disfarçar. Ela via o quanto o homem apertava suas mãos, na certa, uma tentativa de conter a vontade de tomá-la pela cintura, ou segurar seus seios. Seu sorriso aumentou pela cena imaginada em sua cabeça pervertida.

E por falar em exposição, por incrível que pareça, aquela foi a última vez que viu suas amigas. Na verdade, a última vez em que viu Sakura. A Haruno agiu feito louca, e em uma das poucas vezes, na vida da Yamanaka, ela não havia entendido nada. Pelo menos, com a estudante de medicina, Ino ainda tinha falado umas poucas vezes pelo telefone; no entanto, as conversas eram curtas, pois ambas estavam ocupadas. E por falar em ligação, ontem mesmo, Sai lhe mandou uma mensagem, pedindo o número de Sakura. Por não ser uma ligação, e sim uma mensagem, a loira não poderia ouvir o tom de voz do moreno e assim, tirar uma conclusão sobre a intenções dele. Contudo, várias teoria passavam em sua mente.

Sua linha de raciocínio, tinha dado uma volta completa. Sua mente, por vezes, pregava esse tipo de peça.

Até finalmente chegar onde queria: Hinata. Aquela amiga ingrata, praticamente a excluiu de sua vida. Primeiro, a azulada teve a audácia de chega na exposição de Sai, ficar lá por pouco tempo e ir embora, sem nem mesmo se despedir. Depois, pelo que soube por Sakura, a Yuuhi havia ficado doente. A Yamanaka até tentou visitar a perolada, entretanto, a rosada tinha lhe dito que a outra já estava bem e não queria que ninguém fosse vê-la.

Mas isso não ficaria assim, nem a Haruno e muito menos a Yuuhi, se livrariam dela.

A loira no momento, se encontrava no covil das cobras, digo, na residencia No Sabaku. A empregada havia aberto a grande porta, nem tinha lhe acompanhado, porque não tinha necessidade. Ela já conhecia bem o local, era só seguir pelo corredor e chegaria ao escritório da Bruxa, para mais uma vez, esfregar sua excelente matéria, na cara da chefe.

Quando enfim se pôs em frente a porta de seu destino e bateria na madeira de lei, ouviu vozes um tanto alteradas. Ela poderia bater ou até mesmo voltar, contudo, sua curiosidade e faro investigativo, foram maiores que sua educação.

Cuidadosamente, encostou seus ouvidos ali, para que pudesse ouvir o diálogo que se seguia:

– Isso não é culpa sua — a voz de Temari demonstrava cansaço — quantas vezes tempo que te dizer isso? — ela apertava os dedos na mesa.

Era muito desgastante viver daquela forma, quando a Sabuku pensava que tudo começava a se encaminhar, Gaara agia daquela maneira.

A conversa havia começado de forma amistosa. Temari elogiava seu irmão, pelos feitos e atitudes nos últimos meses. O ruivo formava uma ótima dupla com a Yamanaka, e ela seria agradecida eterna e secretamente, por Ino ajudar seu irmão, mesmo sem ter noção disso. O jovem também não saía mais como antigamente, ele só vivia para o trabalho, mesmo que o intuito fosse para implicar com Ino.

Os irmãos deram até boas risadas, se lembrando da infância. Mas bastou Temari dizer: “nossos pais ficariam orgulhosos de você”, e fim. Todo o clima bom acabou. Gaara estava na defensiva, com a expressão fechada. Ela se repreendeu mentalmente, pelo que disse. Falou sem pensar e acabou estragando tudo.

Se ele não conhecesse a irmã, poderia jurar que ela foi debochada pelo que disse “nossos pais ficariam orgulhosos de você”. O ruivo sabia que a mais velha não fazia por mal, e muitas vezes, ele próprio tinha sido bastante injusto com a irmã. Mas apesar disso, não conseguia controlar o que sentia: frustração, raiva de si mesmo e da vida.

E mais uma vez, estavam naquele ponto: o ruivo sentia que não merecia nada. Orgulho? Por que seus pais ou Temari sentiriam dele? Toda a dedicação no trabalho e os bons resultados eram só pretextos para estar perto de Ino. Tudo bem, ele até estava gostando, contudo, não mudava o fato de que suas primeiras intenções eram essas. Ele não se achava digno de reconhecimento, os anos em que o Kazekage humilhara e diminuíra seu filho, tiveram um efeito devastador.

– Orgulho? Por favor, Temari — Gaara riu secamente — Como ter orgulho, se minha mãe morreu por minha causa? — a frase saiu de sua garganta amargurada.

Do outro lado da porta, sem que os irmãos Sabaku se quer desconfiassem, Ino se afastou da porta, pelo impacto da informação que ouviu. Estava chocada. Depois tentou processar a ideia. “o que ele quis dizer com ‘minha mãe morreu por minha causa’?”

A loira fez o caminho inverso, tomando cuidado para que não fizesse barulho, andou o mais silenciosamente possível. Definitivamente, era melhor ir embora. Apesar da chefe praticamente exigir que ela entregasse suas matérias pessoalmente, decidiu enviar por email e depois inventar qualquer desculpa.

Mas ela com certeza descobriria mais sobre o passado do ruivo. Quando ela colocava algo na cabeça, ninguém era capaz de tirar.

Iria saber, ou não se chamava Yamanaka Ino.

….

Antes de qualquer investigação, a respeito de Gaara; Ino tinha outro compromisso irremediável: rever suas amigas. O lugar mais certo de encontrar a Haruno e a Yuuhi, era na Universidade Senju. Desse forma, seria impossível que, as duas ingratas, fugissem dela, como ocorreu anteriormente.

Pelo horário, ambas já deviam estar de saída. A loira por sua vez, apertou seus passos, andando o mais rápido que os seus saltos permitiam. Não foi muito difícil avistar um loiro alto, acompanhado de uma rosada e outra azulada.

– Ei, vocês não irão fugir de mim — a loira exclamou eufórica, ao se aproximar do trio.

– Ino?! — foi Sakura quem verbalizou o espanto.

– E quem mais seria? — falou convencida. Seus orbes azuis, logo focalizaram nas mãos de Hinata e Naruto unidas. A Yamanaka abriu um sorriso sapeca, o qual tanto a Yuuhi, quanto a Haruno, sabiam o que significava.

– Vocês estão em falta comigo, não é mesmo? — o tom foi acusatório — tive que vir aqui. E pelo que percebi, temos novidades — olhou sugestiva para perolada e o Uzumaki.

O Namikaze, com a mão livre, coçou a nuca, por claramente se sentir encabulado. Já a azulada, arqueou levemente sua sobrancelha, sabia muito bem o que estava por vir.

– Naruto, você não vai se importar se tirar essas duas de você, não é mesmo? -

– Bem, eu… — o rapaz foi cortado antes que pudesse terminar sua frase

– Coisa de mulheres — a Yamanaka piscou antes de puxar suas amigas.

– Ei, porca! Eu preciso... — Sakura tentou relutar, mas a outra não deu chances.

Por fim, a rosada se deu por vencida, enquanto a perolada caminhava calmamente junto das outras. Elas só pararam, quando entraram num dos banheiros femininos do primeiro andar.

– Nós parecemos colegiais, fofocando no banheiro — pela primeira vez, Hinata se pronunciou.

– Não seria melhor, se nós conversássemos em outro lugar? — a Haruno sugeriu ironicamente, enquanto girava o dedo indicador, sinalizando no local, no mínimo, inapropriado.

– Eu não tinha pensado nisso, seria incrível se nós estivéssemos estudado juntas — Ino falava sonhadora — Enfim, não mesmo, testuda. Não irei correr o risco de perdê-las, aqui é o melhor lugar para colocarmos os assuntos em dia.

Tanto Hina, quanto Sakura, reviraram os olhos pelo drama da outra.

– Vamos começar por você, senhorita Yuuhi. Como você ficou doente, e eu fui proibida de vê-la? Eu fiquei preocupada, ok?! — no momento, ela falava sério, sem qualquer resquício de brincadeira.

As aparências sempre enganam as pessoas, com seu jeito divertido, atrevido e dramático, a Yamanaka realmente amava e se importava com seus amigos. Não poderia negar, havia ficado um tanto magoada, pelo fato de ter sido “deixada de lado”. Chegou até a pensar que não era tão importante assim para Yuuhi, que sua amizade não valesse tanto quanto para ela.

– Dessa vez, eu terei que concordar com a porquinha — Sakura não perdeu a oportunidade de cutucar sua amiga loira — Isso não se faz, Hina.

A rosada se encontrava da mesma forma que Ino, não tinha gostado nem um pouco de não poder vê-la. Ainda mais por quase ser um médica, na concepção de Sakura, não poderia negar socorro a ninguém; era uma traição aos seu valores como futura médica, ainda mais sendo sua amiga. E também se sentiu incomodada, pelo fato de conhecê-la há anos e por ter dividido tantas coisas, contudo ter sido excluída. Mesmo o ocorrido tendo se passado há mais de dois meses, não havia dito mais nada. Entretanto, só bastou Ino tocar no assunto e mostrar sua indignação, que a sua própria indignação, veio à tona.

Hinata se sentiu acuada, pelos olhares acusadores. Em sua mente, não imaginava que suas amigas fossem se importar tanto assim. Além do mais, odiaria parecer uma inútil ou dependente. Respirou fundo antes de tomar a fala:

– Não havia necessidade. O Naruto já estava comigo, perdendo aulas até. Ele cuidou muito bem de mim, eu também não queria mais pessoas se prejudicando, nem me tratando como uma criança. Satisfeitas? — questionou por fim.

– Mesmo assim, você deveria ter aceitado nossa ajuda. Até porque nos preocupamos e te amamos. Eu, com certeza daria um jeito de apertar meus horários. E a Ino também — Sakura retrucou.

A jornalista que antes estava um tanto brava, no momento, seu sorriso malicioso voltou aos seus lábios. A loira nem ao menos ouviu o discurso da amiga.

– Então, vocês realmente estão juntos — foi mais uma afirmação, do que pergunta propriamente — imagino que o Naruto deve der cuidado muio bem de você — ela fez questão de que a frase soasse o mais ambíguo possível.

– Nós apenas estamos vivendo. É isso — a sentença da Yuuhi foi curta e pouco reveladora.

Era muito difícil se expor para os outros, ainda que fossem suas amigas, e soubesse que poderia confiar cegamente nas duas, ainda assim, não se sentia confortável para dizer muita coisa. E o principal, que ela percebeu após a afirmação da loira: não queria que ninguém soubesse muito, ou até se intrometesse, naquilo que vivia com Naruto. Era apenas dele e nada mais.

Com anos de amizade, Sakura sabia o limite de Hinata, e não o ultrapassava. Pois, a Yuuhi também respeitava os seus limites. E acima de tudo, elas se davam bem e sempre conviveram dessa forma.

Porém, a Yamanaka astuta não se daria por vencida facilmente, não até, pelo menos, usar uma de suas sacadas pervertidas:

– Ha, mas eu tinha certeza que vocês iriam “viver” — fez aspas com o dedos — depois daquela vez que você quase me matou — deu uma gargalhada gostosa.

Se aproximou da azulada que tinha o rosto contorcido, por se lembrar da ocasião.

– Esses cabelos sedosos e pele macia — tocou nos respectivos lugares — está transando. Me diga: o loirão é tão bom de cama quanto aparenta? — perguntou sem qualquer vergonha.

– Ino! Por favor — a rosada exclamou um tanto encabulada.

– Sim, muito — a resposta de Hinata novamente foi curta. Não queria entrar no assunto, contudo, reuniu um pouco da audácia que existia em si, para poder dizer algo. Porque sabia, a outra não pararia, se ela não falasse nada — Não me pergunte mais nada, pois não direi.

– Tudo bem — apesar de estar um pouco contrariada, a jornalista não continuaria, a Yuuhi não diria nada mesmo.

– Porca, você diz cada coisa — a Haruno se expressou censurando a loira.

– E o Sai, ligou para você? — Ino ignorou a última fala da amiga e mudou de assunto, deixando o foco na rosada. Ao notar a confusão estampada na face da amiga, resolveu explicar — ele me mandou um mensagem pedindo seu número.

A estudante de medicina, ficou surpresa pela revelação. Só havia falado uma única vez com o pintor. Desde o pequeno diálogo na exposição, não teve mais contato. Apesar de ter sido singelo, foi algo marcante. Pois, se pegava pensando no momento com o moreno. Tinha gostado de conversar com ele, de estar na presença dele. Foi agradável, queria poder repetir, falar sobre os quadros, sobre arte. No entanto, não tinha esperanças de vê-lo novamente. O homem deveria ser muito ocupado, além de nem se lembrar de sua existência, ele foi no máximo educado consigo. Portanto, estava um tanto chocada, por saber que o pintor, aparentemente, tinha interesse em também conversar com ela. Mas até o momento, não recebeu qualquer ligação, ou mensagem de texto. Todavia, não sabia se ele estava com seu número há muito tempo e se arrependeu.

– Não recebi nada, Ino — a Haruno negou.

– E você querendo saber da vida de todos, e como anda a sua, Ino? — Hinata devolveu.

– Ao contrário de vocês duas, eu falo sem nenhum problema. Bem, ando me divertindo muito fazendo aquele Cabeça de Fósforo me desejar. Mas hoje, ouvi algo muito estranho sobre o passado dele. E com certeza irei desvendar — ela pontuou.

– E o que seria? — a Haruno indagou ligeiramente curiosa.

– É relacionado à morte da mãe dele. Pelo que eu pude entender, ele disse que tem culpa pela morte da mãe. Mas, podem haver várias interpretações. Como eu disse, irei descobrir — afirmou convicta.

– E você daria uma ótima repórter investigativa, do jeito que gosta de estar por dentro da vida alheia — a perolada zombou.

– Concordo plenamente — Sakura completou.

Numa atitude infantil, a loira deu língua para as outras duas.

….

Não era possível que ela havia esquecido, estava demorando tanto. Eles tinham combinado de que o moreno iria buscá-la.

– Tsc — Sasuke estalou a língua no céu da boca, ação típica dele, quando algo lhe desagradava ou estava entediado.

O rapaz claramente se irritou por Sakura ainda não ter aparecido ali. O Uchiha até mesmo deixou o trabalho mais cedo, para passar tempo com sua namorada. E isso, era algo muito importante, vindo do moreno. Porque atualmente, Sasuke passava grande parte do tempo ocupado com seu trabalho na empresa Uchiha. E ele havia descoberto que o trabalho, lhe dava enorme prazer, muito mais que as noitadas. Era indescritível, ser útil. Saber que seu esforço, mudaria alguma coisa. Além de ter o respeito das pessoas, apesar de obviamente os funcionários não se manifestarem, era nítido como não acreditavam na capacidade dele. Então, foi absolutamente delicioso, conquistar a confiança de todos. Na verdade, ter um objetivo, uma meta, foi o que tornou tudo tão bom. O Uchiha mais jovem, mal ficava na mansão de sua família, dividia seu tempo na empresa o casa da Haruno. Portanto, há um bom tempo, não via seu avó. No entanto, tinha certeza que o patriarca estava lhe vigiando a cada passo que dava.

Cansado de esperar dentro do carro, o moreno saiu dele, em direção ao interior do complexo Senju. Caminhou enquanto esquadrinhava o local, em busca dos chamativos cabelos tingidos de rosa.

Rangeu os dentes, pela tentativa frustrada. Até ouvir seu nome se gritado, então olhou para direção de onde vinha o som.

– Ei, Sasuke!!! Aqui!!! — Naruto acenava euforicamente.

Era o loiro idiota, e agora notou ser escandaloso.

– Tsc — o moreno estalou a língua mais uma vez. Resolveu se aproximar do Uzumaki, talvez ele soubesse onde sua namorada estava.

– Você deve estar procurando a Sakura, não é mesmo? — o Namikaze questionou.

– É óbvio que sim — o outro mal humorado retrucou — e onde ela está?

– Primeiro, se sente aí — o loiro estava numa das mesas que costumava ficar com a Yuuhi e a rosada.

Sem nada melhor para fazer, o Uchiha acatou a ideia.

– Hina-chan e a Sakura, estão com a Ino. Quando nós estávamos de saída, ela apareceu aqui, e levou as garotas para o banheiro — respondeu tranquilamente — “coisas de mulheres” — fez aspas com os dedos — deve demorar, por isso sugeri que você se sentasse aqui.

Naruto ouviu um resmungo baixo, vindo do outro. Poderia jurar que foi um palavrão.

Sasuke realmente ficou mais irritado pela informação. Todavia, algo lhe despertou atenção: o brilho único que se acendeu nas orbes cor de safira, ao pronunciar “Hina-cha”, e logo depois, se apagou ao dizer outras coisas. Pelo que soube por Sakura, o loiro estava junto de Hinata. Não que o Uchiha gostasse de se meter na vida alheia, porém ficou um tanto curioso, pela forma nítida em que milésimos de segundos, o outro demonstrou sentimentos pela perolada. Sentiu certa pontada de inveja, por como o loiro se mostrava confiante, enquanto ele era uma verdadeira incógnita consigo mesmo. Claro que jamais externaria isso, era orgulhoso demais, Uchiha demais. Mesmo assim, não se conteve ao questionar:

– Não que seja da minha conta, pelo que eu soube, você está com a Hinata — eu murmurou a frase, pois estava se sentindo ridículo por falar esse tipo de coisa.

O loiro abriu um grande sorriso por isso. E mais uma vez, a pontada de inveja, perfurou o moreno.

– Sim, nós estamos juntos. Foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, em anos — pausou e olhou para o horizonte, como se estivesse se lembrando de alguma coisa. Para enfim retomar a fala — sabe, desde a morte dos meus pais, eu me sentia tão só. Pensei que esse vazio dentro de mim, nunca pudesse ser preenchido. Mas ele foi. Assim que eu coloquei os olhos nela, pela primeira vez, eu soube que não estava mais sozinho. Eu a amo.

O Uchiha tinha total atenção no que o loiro falava. Ele se sentia assim, pela morte dos pais. Perdido e só. Amava seu irmão e tinha sentimentos por Sakura, pesar de não saber decifrá-los. Mas tinha ainda, esse buraco no peito, talvez faltasse algo. Sasuke sempre foi muito genioso, orgulhos e do contra; gostava de fazer exatamente o oposto do que os outros achavam o certo. Porém, e relato de uma pessoa de fora da sua vida, e que passou quase pelo mesmo,ele ouviu de verdade. Não só escutou, mas estava digerindo aquilo.

Tolo era quem subestimava Uzumaki Naruto, e tirava conclusões precipitadas, por causa de sua personalidade alegre e brincalhona. Em nenhum momento, o loiro havia mentido em seu discurso, entretanto, ele poderia ter dito apenas que estava sim, junto da azulada; e assim dar uma resposta positiva. No entanto, seu intuito ao dissertar acerca de seus sentimentos mais profundos; foi tentar ganhar a confiança do Uchiha, e tentar ajudá-lo de alguma maneira. Pela única vez que teve contato com ele, e juntando as poucas coisas que Sakura e Hinata disseram sobre o moreno; pode concluir que ele era solitário também e precisava de um amigo. E por fim, Sasuke não era tão diferente de sua pérola; ambos pediam por ajuda. Como visto antes, a perspicácia e sensibilidade do Uzumaki eram gigantescas.

A inveja que sentiu, foi substituída por uma certa admiração. Sasuke, além do irmão e de Hinata, não tinha amigos. Não confiava nas outras pessoas, e estava certo por isso, ainda mais no meio em que sempre viveu. Contudo, agora poderia colocar Naruto numa pequena lista exclusiva de “pessoas que merecem algum tipo de consideração”.

– Me dê seu celular — o estudante de administração pediu.

– E para quê você quer meu celular? — o Uchiha tinha a expressão carrancuda,pelo pedido no mínimo inusitado — seu Dobe.

– Teme, apenas me dê — o Uzumaki bufou como uma criança — passe para cá.

O moremo muito contrariado acabou cedendo, retirou seu aparelho do bolso e o pousou na mão do homem estendida na sua sua frente. Naruto o surpreendeu mais uma vez, ao lhe dar seu próprio celular. Aquilo era o quê? Uma troca?

– Pronto! Agora escreva seu número aqui, como eu escrevi o meu no seu celular — explicou entusiasmado — agora podemos nos falar, sempre que precisarmos.

Se Sasuke necessitava de um amigo, Naruto admitia que ele também necessitava. Todos esses anos viajando com o Velho Tarado, não conseguiu criar laços com outras pessoas, no máximo colegas. Seria bom conversar com outra pessoa, além de Hinata ou Konohamaru.

o Uzumaki sorriu abertamente, enquanto o Uchiha seu sorriso quase imperceptível.

….

Era tão confortável e aconchegante estar nos braços dele, deitada contra o peito másculo e ouvindo os batimentos cardíacos, que descobriu amar.

Muitas vezes, nem conversavam, apenas aproveitavam o momento juntos. Viviam o momento, como ela disse mais cedo para Ino. Não parava para pensar muito nas outras coisas e consequências, só estava flutuando naquela bolha, na qual só eles faziam parte.

A azulada se arrependia por não ter cedido antes, era tão bom e seguro estar ali junto do loiro.

A noite já havia caído, após o jantar na sua casa, ocorreu uma situação muito engraçada, não só em sua opinião, mas para sua mãe também. O loiro completamente encabulado, tentando dar explicações à Kurenai, quando após a refeição, a própria professora disse que se ele quisesse dormir na casa delas, era bem-vindo. Isso só divertiu Hinata, mesmo após de tudo que aconteceu, o Uzumaki ainda se preocupava com esse tipo de coisa.

No final, o Namikaze preferiu ficar em sua própria casa, a Yuuhi mais jovem, acabou o acompanhando.

Nesses último meses, havia descoberto muitas coisas à respeito de Naruto. Ele era muito gentil, companhareiro e compreensível. Mas também, destemido e firme, quando necessário. Sempre ao eu lado para ajudá-la, isso só fazia com que um sentimento forte crescesse cada vez mais dentro de si mesma.

A azulada estava disposta a conhecer mais de si própria, de Naruto e dos sentimentos que tinha em relação à ele. Não tinha mais medo do seu interior e nem havia mais insegurança a respeito disso. E devia suas melhoras ao Uzumaki, tudo de bom que estava acontecendo, era por obra dele. Só havia restado um medo, porém ele era bastante diferente. Era medo do futuro, mas acreditava que não era uma exclusividade de si mesma, todos os humanos tinham medo do desconhecido.

Não só Hinata aproveitava, Naruto também desfrutava das sensações, da presença de sua pérola. Às vezes, nem acreditava que havia mesmo acontecido tudo aquilo, todo desgaste e estresse. Porém, foi necessário para que sua amada estivesse agora em seus braços.

Ele necessitava, se tornou completamente dependente dela, dos sorrisos que direcionava a ele. Dos beijos doces que faziam seu coração palpitar, dos toques, das conversas. Ele tinha a plena certeza, se fosse afastado, seria sua ruína, ficaria completamente destruído. Por isso, não gostaria nem de pensar que aquilo pudesse ser um sonho e que acordaria e continuaria só. Lhe dava calafrios esses pensamentos.

Mas, era só fitá-la, e seu corpo se preenchia de calor, a sensação gostosa, tomava conta de seu ser. Porque seu amor era palpável.

Detestou ter perdido o controle com ela, todavia, percebeu que a amada precisava ouvir algumas verdades. Talvez se não tivesse feito isso, hoje não a teria ali, junto dele.

As mudanças foram significativas, Hinata estava mais aberta, mais carinhosa, mais doce e receptiva. Isso lhe fez pensar que poderia dar mais um passo. Poderia soar machista e possessivo, contudo, queria chamá-la de sua, sua namorada. Queria gritar para o mundo e poder dizer com todas as letras para azulada, que a amava. Depois de descobrir o amor, também descobriu ser um rapaz à moda antiga. Poderiam achá-lo cafona ou antiquado, mas não ligava para isso.

– Eu daria qualquer coisa, para saber no que você está pensando — seus devaneios fora cortados, após ouvir a voz da Yuuhi.

Hinata estava com o queijo apoiado em seu peito. As pérolas que tanto amava, estavam divididas em divertimento e curiosidade.

– Em você, é claro. Não é tão difícil adivinhar — ele respondeu carinhoso — seu dedo indicador contornava a bochecha feminina.

– Já que você me deu a informação, agora me diga o que quer — a Yuuhi tinha os olhos fechados apreciando, sua voz era sussurrada.

– Me deixe ver — ele não precisou pensar muito no que escolher — quero que a partir de hoje, me chame de Naruto-kun — sorriu por fim.

Imediatamente, Hinata abriu seus olhos. Fitou o loiro por pouco tempo e depois desviou o olhar.

– Eu amei ser chamado de Naruto-kun, por você. Me lembro quando saiu dos seus lábios — insistiu — não precisa ser na frente de todos. Pode ser só nosso.

O rosto da Yuuhi estava em brasa, quente, completamente corado. Ele ouviu. Queria sumir por isso. Escondeu o rosto contra o peito do Uzumaki.

– Hina-chan, fofa — Naruto brincava. E ele realmente amava vê-la corar.

– P-pare — a voz saiu abafada. Ela também odiou gaguejar. Ouviu a risada do jovem — seu idiota!!! — dava leves tapas no corpo masculino.

– Calma — o loiro segurou o os pulsos delicadamente, claro que os tapas nem doíam. Seu coração falhava todas as vezes que Hinata tinha atitudes como essa. O que o levava a questionar: será que a Yuuhi seria assim, se não houvesse sofrido? Ele preferiu mudar a direção de seus pensamentos.

A jovem levantou a cabeça e voltou a fitá-lo.

As bochechas levemente avermelhadas e os lábios rosados e entreabertos e convidativos. Naruto não resistiu a tentação, enfiou os dedos grandes no cabelo azulado, segurou a nuca delicada. Se inclinou levemente para frente.

Hinata sabia o que ele iria fazer, mas queria, ansiava por aquilo. Suas pálpebras se fecharam mais uma vez aguardando.

Até Naruto pressionar seus lábios contra os dela. Passou a língua nas partes superior e inferior, respectivamente, sentindo textura dele. Para enfim, tomar a boca da perolada. Ele explorava cada canto, massageava sua língua na dela. Não se cansaria nunca disso. Poderia beijá-la eternamente.

Deus! Como era bom! Aquele loiro sabia mesmo como lhe agradar, por isso não havia exagero em atestar: os beijos do Uzumaki eram os melhores. Levou as mãos aos ombros dele, gemeu ao sentí-lo apertar sua cintura.

Então ela se moveu, ficando com o corpo encima do loiro. O ouviu gemer por isso. E acabaram se afastando para respirar.

O rapaz a fitava intensamente, conseguiu enxergar desejo, ele também deveria ver o mesmo refletido em suas pérolas. O Uzumaki respirou fundo, tentando se acalmar e tentou tirá-la de cima dele.

– Não! Eu quero, mais que qualquer coisa — Hinata o impediu — e você também quer, eu vejo.

Em todo esse tempo, eles não haviam feito nada mais que beijos e amassos. Pois, ele sempre parava. Ela, por sua vez, por ter decidido ir devagar, aceitava. Contudo, não conseguiria mais se segurar, também sabia que o loiro estava em seu limite. Não existia motivo para não continuar.

Ele se sentou, assim como a jovem. Aproximou o corpo do dela, aspirou o perfume dos fios azulados. Depositou um selinho no pescoço alvo.

– Hina — sussurrou com paixão, enquanto abaixava as alças finas da camisola que ela vestia. Acariciava e beijava toda extensão do colo e e pescoço feminino.

Hinata ronronou como uma gatinha. As pequenas mãos foram para baixo da camisa que o loiro usava, ela também o acariciava, abdômen e costas.

Ele abaixou completamente a camisola dela, a jovem usava um soutien rendado na cor azul. Desesperado, o Uzumaki correu suas mãos para as costas femininas, afim de retirar a maldita peça que lhe atrapalhava. Não demorou muito a retirá-lo, para contemplar os lindos seios. Cheios, arredondados e os bicos rosados. Estava mais lindo do que nunca. Sua boca salivava, rapidamente ficou com a cabeça na mesma altura deles. Sua mão mal pegava o esquerdo, apertava levemente e massageava. Enquanto isso, circulou a língua no mamilo direito.

Sentiu seus fios serem puxados, quando sugava, alterando o seio. Ora direito, ora esquerdo. A Yuuhi suspirava e arqueava as costas oferecendo.

O loiro se afastou dali, para tomar os lábios de cereja, mais uma vez. O beijo era afobado e apaixonado, estavam com pressa. Por isso, Hinata segurava na barra da camisa dele, na clara intenção de retirá-la. Ele não ofereceu resistência, quebrou o contato para tirar aquela peça, jogou em qualquer canto.

A azulada não perdeu tempo e se livrou de suas vestes. Depois levou suas mãos a bermuda que o homem usava, ele se levantou para também tirá-la e jogar num lugar qualquer.

Da primeira vez, Hinata se deixou ser conduzida. Porém, ela quem iria ter iniciativa hoje. Puxou o loiro e o beijou deliciosamente, estavam sentados de frente para o outro, no momento em que levou as mãos atrevidas até o membro dele, onde apertou levemente, ainda por cima do tecido da cueca que ele usava. Conseguia sentir o pênis já duro, ela continuava tocando, enquanto o Namikaze suspirava. Suas pequenas mãos foram de encontro aos quadris dele, o rapaz entendeu perfeitamente e se levantou para se livrar da última peça.

Assim que ele iria se sentar, foi surpreendido ao sentir as mãos dela pressionando seu peitoral, para que se deitasse. Ele obedeceu no mesmo instante.

Hinata era quem se levantava agora, lenta e sensualmente, abaixava sua calcinha, sempre fitando o loiro. Ainda em pé, colocou cada pé de um lado do corpo masculino.

Mas acabou surpreendendo o homem, ao se virar na direção oposta, estava de costas para ele, quando ficou de quatro. O loiro respirou mais forte e soltou uma exclamação, ao sentir os lábios quentes em torno de sua circunferência. Demorou alguns segundos para assimilar o que estava acontecendo.

A Yuuhi tinhas o auxílio de uma das mãos, a outra lhe ajudava a manter o equilíbrio. Apertava com experiência as bolas, enquanto sugava a cabeça avermelhada.

A visão erótica e esplêndida que Naruto tinha, mais parecia uma obra de arte, para ele. A vagina rosada e pequena, bem próxima ao seu rosto. Não resistiu ao segurar as nádegas arredondadas e empinadas passou sua língua diretamente a fenda. Pôde sentir a azulada dar um leve pulo. Ele trabalhava a língua habilidosa ali, dava atenção ao clitóris pulsante.

O ato de dar e receber prazer ao mesmo tempo, era incrivelmente bom. Apesar de ser difícil administrar as coisas e mal poder libertar os gemidos.

Ele parou seu trabalho:

– Hina-chan…. — respirou — por favor — suplicou, precisava estar dentro dela, amá-la por completo.

A jovem, também tinha a mesma necessidade, acatou seu pedido. Com destreza, deu um girou e novamente estava de frente para as safiras em chamas.

O loiro esticou seu braço, por ser grande, facilmente alcançou o criado-mudo. De lá retirou o pacote prateado, com os dentes o rasgou a embalagem e por fim, direcionou ao membro teso.

Toda ação, foi assistida pelos olhos de lua. Quando o loiro terminou, foi a vez da jovem encaixar o membro em sua entrada.

Ela sentiu cada centímetro entrando dentro de si.

O Uzumaki segurou seus quadris, quando ela começou a se mover.

Para cima e para baixo. A fricção era deliciosa.

A Yuuhi tinha as mãos apoiadas no peitoral masculino. A cabeça para trás, aproveitando.

Naruto tinha uma visão divida, sua amada como uma deusa, montada dele e os belos seios em movimento. Supreendeu a perolada, ao invertar as posições. Com agilidade, usou seu corpo grande para levá-la para baixo.

Hinata continuava com as orbes fechadas, ao sentir o colchão em suas costas.

– Olhe para mim — O Uzumaki pediu ofegante.

Os corpos estavam soados e as respirações curtas e aceleradas.

A jovem abriu seus olhos, expondo suas pérolas. Fitou as safiras desejosas e…. amorosas. Era possível? E mais uma vez, as luas ficaram refletidas nos mares. Ela estava emocionada por isso.

O loiro também viu amor nas pérolas da amada. Mal pôde acreditar. Os pêlos arrepiados e o coração batendo forte. Segurou a cintura feminina, enquanto estocava ritmada e rapidamente.

Ele rosnava, ela gemia. Palavras sem sentido e murmuradas, eram ditas.

O momento era perfeito, sublime. Além do prazer carnal, conectava os corpos e as almas.

E foi assim, que Hinata chegou ao prazer máximo, os espamos involuntários tomavam seu corpo. Alguns segundos depois, o loiro a acompanhou. O estado dele era parecido. A sensação do orgasmo por cada fibra.

Um pouco recuperada, a azulada acariciava as costas masculinas e o fios loiros. O Uzumaki que tinha o rosto escondido no pescoço dela, levantou e deu um beijo carinhoso, apenas um roçar de lábios. Por fim, se retirou com cuidado e foi em direção ao banheiro.

Sem demoras, ele voltou e se deitou na cama. Puxou sua pérola, para se deitar em seu peito, ela o fez sem resistência. Estava cansada, sentiu seus cabelos serem acariciados. Ela brincava com o colar que o Uzumaki sempre usava. As pálpebras pesadas, quase se fechando.

O Uzumaki também estava cansado, mas nada lhe impedia de admirar sua amada. Deu um beijinho na testa dela, pelo que percebeu, ela estava quase dormindo.

– Naruto-kun — a jovem murmurou antes de se entregar aos braços de Morfeu.

O coração dele bateu forte por isso. Era tão bom ouví-la chamá-lo assim.

Ele não sabia o que o futuro prometia, mas sabia que lutaria contra tudo e todos para ficar com sua pérola. No momento, aproveitava a cada segundo, o tempo de paz.

Notas finais
Deixem um review. Por favor, não me abandonem. Você sabem como é importante para mim. Então, depois de lerem, tirem pelo menos 30 segundo num review pequeno. Independente do tamanho, cada comentário é único. Beijos, até o próximo.