Hinata

2 Pronta Para Atacar


Notas iniciais
Aleluia!!! Enfim, consegui postar o bendito capítulo. Eu particularmente, achei este melhor que o primeiro. Perdão, por qualquer erro.

Sentada em um dos bancos, do campus da Senju, suas esmeraldas fitavam o celular à espera de algum sinal de vida, de seu amado. Vestia calça jeans e uma regata rosa.Passava as mãos nervosamente, em seus cabelos da cor rosa, originalmente ruivos.

Ultimamente, era sempre assim, Sasuke estava cada vez mais afastado de si, e isso a atormentava.

Se a Haruno pudesse se descrever como a personagem de alguma história, seu arquétipo seria o seguinte: Uma jovem de olho verdes,cabelos tingidos de rosa, uma testa um tanto protuberante e os seios nem tanto, estudante de medicina, almejava ser uma médica tão brilhante, quanto Senju Tsunade, e por último e mais importante, completamente louca por Uchiha Sasuke, seu primeiro e único amor, desde os sete anos de idade.

Olhou mais uma seu celular:

– Buuu!!!

– Haaa!!!- a rosada exclamou, com a mão em cima do peito- Hina, você me assustou!

– Saky, por favor, se assustar com algo tão bobo- a morena se sentou- confesso que foi divertido.

– Pára — disse um pouco emburrada.

– Me deixe adivinhar o motivo de seu mal humor — afirma como se fosse a coisa mais óbvia do mundo — começa com "Uchiha Sasuke", e termina com "está distante de mim".

– E pra variar, você acertou — Sakura respondeu com desanimo.

– Enfim, nós temos coisas importantes para acertar -Hina curva os lábios, em um sorriso nada inocente.

– "Nós" — a Haruno repete desconfiada — Eu tenho até medo, do que sua mente fértil, está tramando.

– Nada demais, apenas que, em breve, NÓS — dá ênfase na palavra- seremos concunhadas — cruzou as pernas calmamente.

– O quê? Hahahaha — riu em total descrença — Você está falando sério?-a expressão contorcida de Hinata, responde sua pergunta. Sakura assume uma postura séria — Como?

– Com a sua ajuda — a Yuuhi percebe a confusão no rosto de Sakura — a festa que acontecerá sábado, na mansão Uchiha.

– Deixa eu ver se entendi, você quer que eu te leve na festa de lançamento do Mangekyou Sharingan?

– Exatamente. E lá por acaso ou destino, conhecerei meu futuro marido.-a perolada usa um tom doce, no qual a muito tempo Sakura não ouvia, mas sabia que era puro fingimento. A rosada olha incrédula para amiga.

– Está duvidando de mim, Haruno? — Hinata diz irritada, detestava quando alguém duvidava de si.

– Não é isso, eu apenas acho muito difícil, em só uma noite, acontecer tudo do jeito que você planeja. — A rosada respira e continua — Além do mais, o pouco que eu conheço do Itachi, ele é super sério, anti-social e ainda mais frio, que o Sasuke-kun.

– Eu fiz meu dever de casa, sei tudo sobre Uchiha "gostosão" Itachi — anuncia em tom de convencimento.

– Eu não acho certo se envolver com alguém, apenas por interesse -Sakura mexe nervosamente, as mãos — E se hipoteticamente, você conseguir, como levará esta relação adiante? — questiona a rosada num misto de reprovação e curiosidade.

– Uma relação nada mais é, do que uma troca de interesses. Ele terá o meu corpo, meu tempo e minha companhia, consequentemente, me dará roupas, sapatos, jóias, viagens e afins — ajeita uma de suas sobrancelhas e continua seu discuso — E quem disse que eu não posso me apaixonar por ele? Além de bonito é rico, as melhores qualidades que um homem pode ter, e claro, é moreno, pois eu detesto loiros. — Para Hinata, a vida era feita de oportunidades, e ela não as desperdiçariam por certas moralidades. Pouco se importava com o que os outros diriam. Para ela, tudo o que era importante, se resumia a sua mãe e dinheiro — E antes que eu me esqueça, você não é ninguém para me julgar, não depois de roubar o namorado da quatro olhos.-termina ácida.

Sakura abaixa a cabeça — E eu me arrependo de ter feito isso — a rosada, realmente se arrependia de ter tirado Sasuke de Karin, de uma forma, como a mesma considerava, sórdida. E nos dias em que a culpa a consumia, Sakura tentava aliviar sua consciencia, de que tudo o que fez foi por amor — às vezes eu penso, que minha relação está estremecida desse jeito, por castigo.

A Yuuhi mais séria do que o normal — Não diga besteiras, coisas ruins acontecem com todos, principalmente pessoas consideradas boas — cospe a palavra"boas"com nojo.

Sakura sabe exatamente do que Hinata falava, percebe o quanto sua amiga está machucada, fica mais triste ainda. Seus olhos umideceram, então percebeu que lagrimejava — Hi...na — disse em um murmurio baixo e sofrido — talvez se o Kiba estivesse aqui, tudo seria diferente — deixa escapar.

Hinata ouve, e sente uma pontada aguda dentro de si — Cala a boca, Sakura! — Hinata se levanta completamente descontrolada. Por que Sakura falou justo sobre isso, este nome, este assunto era proibido.

A rosada se arrepende instantaneamente, não deveria falar sobre o assunto — Hina, me desculpe — é interrompida.

– Vai me ajudar, ou não? — pergunta mais calma, porém, seu tom ainda é ríspido.

Tomada pela culpa, culpa que ultimamente parece lhe seguir, Sakura não vê outra alternativa, que não seja positiva — Sim — afirma.

– Ótimo.- E do mesmo jeito que a azulada chegou se foi.

Hinata parecia desfilar pelo campus da Senju, seu andar transbordava sensualidade e confiança, despertando olhares femininos de admiração e inveja, e olhares masculinos de desejo e cobiça.

Sakura também a acompanhava com o olhar, até perdê-la de vista. A Haruno suspira — Eu só espero que nada termine em merda — dizia com total descrença, no fundo Sakura sabia, tudo terminaria em MERDA.

....

Hinata havia acabado de tomar um delicioso banho, com uma toalha enrolada ao corpo e outra em suas madeixas. Estava sozinha, Kurenai ainda dava aulas. Alongava seus cícilos, com rímel. Até que seu celular toca ao som de "Why Don't Love Me". O pega na pia do banheiro.

– Alô — atente.

– Hina — a voz de Sakura soou pelo telefone.

– Sim — A Yuuhi já imaginava o porquê de Sakura ligar.

– Feito. Eu e o Sasuke-kun, passaremos aí no sábado, às 19:00.

– Perfeito. Tchau. — a azulada nem espera Sakura responder. Não estava afim de ouvir lições de moral e, ainda estava com raiva da Haruno, por ter dito o que não deveria.

Volta a passar máscara de cílios e diz para si mesma:

– É Hinata, tudo está saindo como o planejado, em breve você terá tudo o que sempre quis.

A festa seria de gala e Hinata sabia exatamente onde ir, para ser a mais bela de toda a noite. E atrair olhares como de costume. Jamais ficaria por baixo. Mostraria para todas as pessoas do evento, quem era Yuuhi Hinata.

Com os cabelos penteados e usando um vestido lilás de alcinhas, A perolada sai do seu apartamento e apenas desce um lance de escadas, chegando ao seu destino. Toca a campainha e a porta é aberta:

– Hinata, querida — é atendida por alguém no mínimo "diferente"

– Lee, eu preciso de sua ajuda e do Gai

– Algum disse o meu nome? — Outro homem quase identico ao outro, só que mais velho aperece na porta.

– Sim papai — responde Lee, prontamente — A Diva quer a nossa ajuda.

– Para quê? — pergunta Gai, com curiosidade.

– Eu irei a uma festa no sábado, não qualquer festa, mas sim a festa dos Uchihas — Hinata dá ênfase.

Gai simplesmente a puxa para dentro de seu apartamento, decorado com cores berrantes -Não brinca!!! Que babado!!! Vamos, vamos, nós temos apenas 3 dias para te deixar mais linda do que já é!! — disse afoito

– Sim, papai. Nós temos que escolher um vestido que valorize este corpo perfeito, principalmente estes peitões — Lee totalmente empolgado, aperta os seios de Hinata.

– Heiii!!! — A Yuuhi tira as mãos de Lee, de cima de si.

– Ai, querida! Eu estou apenas conferindo. — O sombracelhudo mais jovem diz

– Também não se esqueça da maquiagem e do penteado, Lee

– Sim , papai — dá palminhas.

Por incrível que pareça, por mais que pai e filho, se vestissem de maneira duvidosa, ambos tinham o corte tigelinha nos cabelos, sobrancelhas enormes e para completar o look, usavam um collant verde. Gai sabia vestir uma mulher como ninguém, além de professor de educação física, em suas horas vagas, era estilista e costureiro, diga-se de passagem, suas criações não deviam nada para grifes francesas e italianas. Por outro lado, seu filho Lee, fazia makes e penteados maravilhosos, para profissional nenhum, colocar defeito.Como os dois diziam, Hinata era uma espécie de "musa inspiradora", ela servia de manequim e inspiração, para as criações de Gai.

– Diva, eu tenho o vestido perfeito, ele foi totalmente inspirado em você — o mais velho leva Hinata até seu atelie, onde ficavam suas máquinas de costura, muita roupas e uma infinidade de tecidos. Gai pega o vestido em uma arara-Veja.

Hinata curva seus lábios com satisfação — Você tem razão Gai, este vestido é simplesmente perfeito.

– É claro que é perfeito, foi inspirado em você, não é papi? — Lee entra no recinto.

– Sim, filhote. Ele precisa apenas de alguns ajustes — o professor/costureiro, responde.

– E dará tempo? — questiona a Yuuhi.

– Minha flor, é óbvio, que para você dará tempo. Eu tenho todo o tempo do Mundo, para a minha Musa Inspiradora. — Gai afirma com devoção — Você será a mais bela de todas.

– Assim eu espero. Até logo. Hinata mal sai do apartamento de Gai, e quase é atropelada. — Eiii, Olha por onde anda!!!

– Foi mal, mana — Se desculpa, o menino moreno, de aparente de 10 anos.

– Foi mal o escambau, Konohamaru — a perolada estava completamente irritada — e eu não sou sua irmã, graças a todos os Deuses. Hinata sai pisando duro, até seu apartamento.

– Eita, ela é muito brava — diz o menino.

....

Senju Tsunade era uma mulher extremamente forte, inteligente e médica de renome internacional. Tinha orgulho do legado dos Senju, que consistiam em um complexo, onde se localizavam, além da Universidade, o Hospital e a Escola Senju, local em que Tsunade estava no presente momento, para ser mais exato, na diretoria. O local era decorado de forma clean e neutra.

A loira era uma bela mulher, mesmo não tento mais seus vinte anos, não aparentava a idade que tinha, idade esta, que não revela nem sob tortura.

Apesar de todas suas qualidades, Tsunade era uma mulher solitária. Só amou uma vez na vida, seu finado marido Dan, e este relacionamento, infelizmente, não gerou frutos. Talvez seja por isso, que mesmo aparentando ser durona, por dentro é amável e preocupada, faceta que poucos tem a oportunidade de conhecer.

A Senju ouve batidas ritmadas na porta, ajeita sua postura, estava sentada — Entre — diz.

Kurenai aparece na porta — Com licença, mandou me chamar, Tsunade-sama? — a morena questiona.

– Sente-se — A Yuuhi se senta em uma das confortáveis cadeiras, que estavam de frente para mesa, ocupada por Tsu — Você deve estar se perguntando, o porquê de eu lhe chamar — Kurenai acena positivamente — não se preocupe, não é nada relacionado ao trabalho, como sempre, todos são só elogios a você — Kurenai fica um pouco constrangida. — eu não irei enrolar, eu quero saber como você está? — a loira havia percebido, de uns tempos para cá, que a professora, estava encomodada com algo.

Fala em um tom trêmulo — Eu estou bem — fitava as mãos em cima do colo. Ela sabia que não fora convincente.

– Não minta para mim. Nós nos conhecemos a tanto tempo — faz uma pausa dramática-e eu não gosto de falar sobre o tempo-as duas riram. — É sobre a Hinata? — insiste.

A verdade era que Kurenai conheceu Tsunade à cerca de vinte anos atrás, em uma época que a mesma faz questão de esquecer. A morena percebe que está sendo injusta com uma das pessoas que mais a ajudou, talvez a principal, a apagar o passado e mudar de vida.

– A Hina, não tira da cabeça esta história de marido rico. — diz um pouco angustiada.

– Como eu já te disse várias vezes, ela terá que quebrar a cara com seus planos, ou... se apaixonar.

Kurenai arregala um pouco os olhos, com a segunda opção. Ela mesmo já chegou a cogitar esta possibilidade, mas logo descartou. Seria trágico, se não fosse cômico. Às vezes, perdia todas as esperanças de que sua filha voltasse a ser como antes. Em outras, se enchia de esperanças como se pressentisse algo.

Tsu continua -mas, não é só isso,não é? — faz uma pergunta retórica. -A quanto tempo você não se diverte? A quanto tempo não dá uma chance a outro homem? — respira — você ainda pensa nele? — é mais uma afirmação do que resposta.

Kurenai era lindíssima, seus cabelos eram negros e seus cachos batiam em seus ombros. Os olhos castanho — avermelhados contrastavam com a pele branca, seu corpo era esbelto, apesar de ser mãe. A Yuuhi já recebeu várias propostas de namoro, até casamento. Porém, seu único relacionamento em todo este tempo, foi com o também professor Assuma. Mesmo depois do término, eram amigos.

Sim, Tsunade estava coberta de razão, ela não conseguia se envolver com nenhum outro homem, por causa dele. E por mais que tentasse esquecê-lo, seu pensamentos a traiam.

– Tsunade-sama, eu prefiro não falar sobre este assunto — se sentia desconfortável.

– Um dia a Hinata deverá saber de tudo, mais dia ou menos dia, a verdade sempre aparece, e o melhor que você pode fazer, é contar você mesma.

A morena se desespera — E como eu posso contar para minha filha, que eu sou uma assassina? — dizia em prantos — que eu matei alguém?

A Senju se levanta e dá a volta pela mesa, se abaixa ficando na altura de Kurenai — e eu estarei do seu lado — enxugou as lágrimas da professora, pegou suas mãos em sinal de apoio — o melhor que você tem que fazer agora, é ir para casa e descansar, tudo bem?

– Si..im — responde entre soluços.

Notas finais
Vou tentar ao máximo postar o próximo até semana que vem. Please, deixem um review, eu ficarei muito feliz. Estou aberta a críticas e sugestões.