Hinata

3 Colocando o Plano em Prática


Notas iniciais
Capítulo dedicado a Nee san, muito obrigada por suas lindas palavras. Eu amei sua recomendação. Eu queria ter demorado menos, mas eu tive dificuldade para escrever este cap, pois ele está cheio de pistas sobre o futuro da trama. Perdão por qualquer erro.

Pareciam formigas trabalhando em prol do funcionamento do formigueiro, empregados para um lado, funcionários da empresa contratada, para a realização do evento, para o outro.

Todos eles sabiam, tudo deveria funcionar na mais perfeita ordem e harmonia, o que estava em jogo, era muito além de um simples lançamento, estava em jogo, mais de dois séculos de reputação.

Os Uchiha's eram mais que uma família, este nome era capaz de qualquer coisa, poderia destruir ou construir, num simples estalar de dedos. Era sinônimo de poder e sucesso.

O clã Uchiha atuava em diversas áreas, têxtil, farmacêutico, tecnológico, porém, a principal e preferida de seus membros, era o automobilístico.

Tudo começou a cerca de cinquenta com o Sharingan, um dos primeiros carros esport e conversível do mundo. O modelo ficou conhecido como um clássico e luxuoso, automóvel.

Este ano, em comemoração aos cinquenta anos do tão famoso Sharingan, a família decidiu lançar o Mangeykou Sharingan, uma versão mais moderna do outro, na qual se utilizava a tecnologia turbo, dando mais velocidade ao já potente carro, além é claro de mais alguns luxos.

Em meio a toda esta confusão, se encontrava Itachi, o primogênito e principal herdeiro do legado Uchiha. Ele era um homem belíssimo, olhos negros intensos como duas ônix, capazes de perfurar a quem fitava, os cabelos igualmente negros, sempre presos num rabo de cavalo baixo, a pele branca, nariz aristocrático, rosto másculo e corpo atlético, o homem dos sonhos de qualquer mulher.

Por falar em mulheres, o Uchiha nunca se enquadrou na categoria playboy, claro que apreciava uma bela mulher, porém era sempre discreto.Ser discreto era uma de suas qualidades, qualidade esta, que as pessoas confundiam com frieza, longe disso, Itachi era extremamente sensível e preocupado, só não era dado a demostrações de afeto, na verdade, não sabia externar isso,como qualquer outro Uchiha.

Era anti-social sim, tinha poucos amigos que lhe bastavam, no mundo em que vivia, onde as pessoas mantinham relações por conveniencia e interesse, era lucro ter poucos, mas verdadeiros amigos.

Sempre foi um prodígio, maduro para sua idade, responsável e extremamente dedicado as Industrias Uchihas e a seu amado irmão Sasuke.

– Está tudo pronto? — a voz grave de Itachi é ouvida.

– Sim senhor, faltam apenas alguns detalhes — responde Nii Yugito, a competente secretária de Itachi, tudo em relação a empresa passava pelas mãos de Yugito e o Uchiha confiava plenamente nela.A Nii era bonita, porém, se escondia atrás de seus óculos, roupas largas e seus cabelos loiros sempre presos num coque.

– Ótimo — o homem diz mais para si do que tudo, entretanto a loira ouve.

– O senhor está nervoso? — a verdade é que Yugito é completamente apixonada por Itachi, para ela não existe homem melhor, mas sabe que seu sentimento é unilateral, apenas um amor platônico. Ela era apenas uma secretária sem sal, ele jamais a olharia, todavia isso não a impedia de se preocupar com o primogênito Uchiha e nem de tentar fazer parte, nem que o mínimo possível, da vida de seu chefe. — Perdão pela intromissão, senhor — a Nii se arrepende.

– Tudo bem, Yugito. Não precisa desculpar, Yugito. Eu sei que você se preocupa comigo — o Uchiha se aproxima e coloca uma de suas mãos no ombro esquerdo da loira — eu devo dizer, que a considero muito mais que uma secretária, a considero uma amiga.

O coração da Nii batia fortemente contra o peito. Ele estava tão próximo de si. A considerava uma amiga e isso lhe bastava. Por Deus, como amava aquele homem.

– Sasuke-kun, espere — Itachi e Yugito são interrompidos pelo o chamado de Sakura. Tanto Sasuke quanto Sakura desciam as escadas da mansão Uchiha, chegando a sala de estar da "casa".

– Que saco, Sakura! Eu não vou fugir — dizia o Uchiha mais novo em completa irritação, a Haruno era muito pegajosa e Sasuke detestava esta característica. Sasuke também era belo como Itachi, uma beleza mais jovial, mas igualmente belo. Possuía olhos negros também intensos e cabelos igualmente negros, diferente de Itachi, Sasuke tinha os cabelos curtos, num corte repicado.

– Me desculpe, querido — a rosada estava cabisbaixa. Sakura vestia um belo vestido longo prata, frente única. Seus cabelos exóticos estavam presos em um coque chique.

– Irmãozinho tolo, você não deveria tratar a Sakura deste jeito — Itachi diz calmamente.

– Itachi não se meta na minha vida — Sasuke dá uma resposta mal criada — Sasuke era extremamente egocêntrico, orgulhoso, impulsivo, manipulável e volúvel.

A relação entre os irmão era bastante complicada e complexa. Existia uma linha tênue entre admiração e inveja, desde que perderam os pais, Itachi praticamente criou Sasuke, o mais novo sempre amou o irmão e quando pequeno queria ser como Itachi, o problema teve início quando Sasuke entrou na adolescência e, viveu uma crise em sua personalidade, começou a se incomodar pelo irmão ser sempre o motivo de orgulho e centro das atenções. Entretanto, se Sasuke soubesse que Itachi jamais teve a intenção de ofuscá-lo, ele apenas quis proteger o irmão do terrível mundo dos negócios, do peso de administrar o Império Uchiha. Itachi queria preservá-lo, talvez este tenha sido seu maior erro, carregar todos os problemas em suas costas, sozinho, sem ter com quem dividí-los. Enquanto Sasuke, foi mimado e criado sem que tivesse deveres a cumprir.

– E você continua doce como um limão — o mais velho diz com dose alta de sarcasmo — a propósito, você está belíssima, Sakura.

– Obrigada, Itachi — a Haruno fica ainda mais triste, pois Sasuke em nenhum momento a elogiou.

– É verdade, você está bonita — O mais novo disse, fazendo com que o rosto da rosada se iluminou, este era o grande problema da Haruno, se contentar com as poucas migalhas de atenção e afeto que Sasuke lhe direcionava.

A campainha é ouvida, como todas as empregadas estavam ocupadas, Yugito, até então quieta, se oferece para abrir a porta:-Com licença, eu vou atender.

– Onde está a minha princesinha? — Yugito é praticamente atropelada.

– Ali, querido — responde a mulher. Por entre a porta passaram Mebuki e Kisashi Haruno, os pais de Sakura.

– Pai, mãe, vocês chegaram cedo demais — Sakura diz torcendo para que seus pais não a façam passar vergonha.

– E você acha que eu iria perder a boca livre, minha filha. Quanto mais cedo chegar, mais se come — e a torcida de Sakura vai por água abaixo.

– Ai está tudo tão lindo, onde foram comprados estes vasos? Eu quero iguais — agora era a vez de Mebuki — Itachi, você está tão lindo — a mulher dá um abraço de urso, no Uchiha.

– Obrigado, Mebuki — responde Itachi, com sorriso amarelo.

– E o meu genro também está lindo, não fique com ciúmes "Sasquinho" — Mebuki aperta as bochechas de Sasuke.

– Pode deixar que eu não ficarei com ciúmes — diz Sasuke desinteressado e tira as mãos a mulher de si.

Sakura já morria de vergonha, que fique bem claro, ela amava seu pais, porém eles eram responsáveis pelos maiores micos que ela já passou na vida. Não tinham filtro, eram completamente sem noção. Apesar disso, eram excelentes advogados e atuavam a serviço dos Uchihas.

– Sasuke-kun, vamos, nós temos que buscar a Hina.

– Sim — responde Sasuke segurando o braço de Sakura, queria sair dali, o mais rápido possível — até logo.

– Você vão logo agora, que chegamos? — pergunta Kisashi, porém, fica sem resposta, pois Sakura e Sasuke já estavam longe dali.

– Itachi-sama, Madara-sama quer falar com o senhor — diz uma das empregadas da mansão.

– Com licença, fiquem a vontade — o Uchiha diz por educação, mas sabe que o casal Haruno se sente à vontade até de mais — Yugito, cuide de tudo — e vai ao encontro de seu avô.

– Ei menina, quando a comida será servida? — pergunta Kisashi a Yugito.

....

– Sim Hiashi, eu entendo perfeitamente — Madara conversava com Hyuuga Hiashi, um de seu principais parceiros de negócios — Até a próxima.-Encerra a ligação. -Parece que ele não pode comparecer, pois a esposa está doente e por motivos pessoais, seu sobrinho e a esposa não podem comparecer.

– Será que ela está mesmo doente? — Zetsu, o fiel assistente de Madara,o homem de pele negra e sorriso perturbador, questionava. Não por achar que Hiashi estaria mentindo, mas sim sua esposa.

– Talvez sim, talvez não. Pode-se esperar tudo de Rin, mas isso não me interessa nem um pouco.O que me interessa é saber se meu neto virá.

– Eu já dei ordem para uma das empregadas chamá-lo.

Madara e Zetsu estavam no escritório da mansão Uchiha, escritório este que atualmente, Madara passava mais horas de seu dia.

Uchiha Madara era a personificação do que significava ser um Uchiha, um homem solitário, orgulhoso e extremamente frio. Para Madara a família e o legado Uchiha era tudo de mais importante que existia e para preservar sua família lutava de forma implacável, era capaz de tudo.

Foram ouvidas batidas na porta, Zetsu como um bom servo foi atendê-la:

– Mandou me chamar, Madara? — Itachi disse mais frio do que nunca, sempre que interagia com seu avô, assumia uma postura de ataque, em nada parecia o homem preocupado de minutos atrás.

– E você nunca vai me chamar de avô? — o patrônomo Uchiha disse displicente, mas no fundo se sentia incomodado pela indiferença do amado neto.

– Eu tenho certeza que não foi para discutir a relação de vovô e netinho, que você me chamou — o mais jovem foi curto e grosso.

Itachi sempre repeliu o avô, sabia como Madara era manipulador e inescrupuloso, este era o principal motivo para manter Sasuke o mais distante possível da presidência das Industrias Uchihas, não queria ser presidente das impresas, porém, nunca disse a ninguém, ele se sacrificava, para que Sasuke pudesse usufruir da liberdade e direito de escolha.

Já Madara apesar de frio e sem sentimentos, a maior parte do tempo, amou seu único filho Fugaku, e ficou destruído após a morte prematura de seu filho e nora, seus netos foram morar com ele, Itachi tinha doze anos e Sasuke apenas sete. Madara amava seus netos. Sasuke impulsivo, um tanto volúvel e manipulável, já Itachi era um gênio, incorruptível, impossível de manipular, até mesmo ele jamais conseguiu manipulá-lo. Tinha orgulho de Itachi, o fazia lembrar de se filho Fugaku, até na forma de impeitá-lo, as únicas pessoas capazes dessa façanha.

– Não, você tem razão. Eu mandei chamá-lo, para lhe informar que nenhum Hyuuga estará presente.

– E...-Itachi insiste, sabia que seu avô queria dizer algo a mais.

– Você está a um passo da Presidência e bem, — estava com pouco de dificuldade de dizer — eu estou orgulhoso.

– Uau! Uchiha Madara demostrando sentimentos. Obrigado vovô, eu estou emocionado — o mais novo disse em completo escárnio.

– Por favor, será que nós não podemos ter uma conversa se quer, sem que você use este tom de ironia.

Itachi pondera — tudo bem, você não tem mais nada para me dizer não é? Então com licença — Se foi.

Zetsu até o momento permanecia calado, presenciando a conversa entre avô e neto, se manifesta:

– Ele é muito difícil de lidar, talvez atrapalhe seus planos, Madara-sama.

– Sim é verdade. Mas eu ainda conseguirei uma forma de dobrá-lo.

....

Durante os três dias que se seguiram, foram feitos vários e vários ajustes, no seu vestido, sem falar nos testes de maquiagem e penteados. Agora, estava praticamente pronta, encima de um banquinho, Gai dava os últimos retoques com a agulha.

– Auuu!!! — exclama — logo no meu bumbum — a Yuuhi massageia sua nádega direita.

– Ai, desculpa, Diva. Não foi minha intenção, mas, olha pelo lado bom, serviu para provar que não é silicone. — responde Gai, divertido

– E convenhamos, isso é bumbum aonde? — Lee aparece com no atelie de seu pai, com uma maleta nas mãos — Está mais para um bundão, mesmo.

– É verdade, filhote — os dois caíram na gargalhada.

– Ei você dois, será que dá para parar? — Hinata diz em tom de irritação, mas no fundo estava achando graça.

– Queen, não se irrite. Olha eu trouxe mais algumas maquiagens....

Depois de todo trabalho, o resultado foi satisfatório. Apesar de serem meio loucos e histéricos, Gai e Lee, provaram mais uma vez, que eram extremamente competentes.

Hinata se fitava no espelho, seu vestido era um tomara que caia, estilo sereia na cor azul turquesa, todo trabalhado em renda, valorizando ainda mais seu corpo cheio de curvas. O cabelo estava meio preso, meio solto e as pontas cacheadas. A maquiagem dava destaque aos olhos.

A azulada curva seus lábios num sorriso de pura satisfação — Vocês são incríveis, eu não sei como agradecer.

– Nós somos bons, mas na verdade, você que é incrível, até um saco de batatas, ficaria magnífico em você. E nos agradeça agarrando o bofe — Disse o sombracelhudo pai. Sim, Hinata havia contado seu plano para pai e filho, obviamente, eles amaram sua ideia — e quando se tornar a senhora Uchiha, não se esqueça de nós dois.

– E tem como esquecer, vocês são inesquecíveis — A Yuuhi poderia ter muitos defeitos, entretanto, jamais foi mal agradecida, sempre soube valorizar seus amigos.

Lee suspira, enquanto segurava um pincel nas mãos — Isso me faz pensar, será que encontrarei meu príncipe encantado? Ainda mais um bofe como Uchiha Itachi, só de pensar, minha calcinha fica molhada — Lee suspira novante.

Hinata se controla, para não rir:

– É claro que vai, filhote. E o papai fará seu vestido de casamento...ops.. terno de casamento. — E abraça Lee.

– O Gai está certo, Lee. Você ainda vai encontrar seu príncipe, é só ir a luta como eu — A perolada adorava pai e filho e nunca teve nenhum tipo de preconceito idiota. Se junta ao abraço.

– Vocês tem razão — O sombracelhudo filho se anima novamente — Diva você tem que ir logo e depois nos conte tudo.

Hinata já chegava ao seu andar, quando quase é atropelada — Caramba, já está virando costume. Eiii!!! Cuidado seu idiota — exclama irritada. Vários homens saiam do apartamento em frente ao seu, com caixas nas mãos.

....

"Depois de anos, a Akatsuki volta a ativa. Acabaram de explodir algumas carretas com mercadorias vindas da China. A polícia está no local, mas, como sempre parece que não deixaram rastros, apenas uma bandeira negra com nuvens vermelhas, o símbolo da organização, foi deixado no local, sinalizando que a ação foi executada por seus membros" dizia a repórter na TV.

Kurenai desliga a televisão, estava sentada no sofá.

Hinata entra no apartamento — que confusão é essa, em frente a nossa porta? — indaga Hinata com uma pitada de curiosidade

– A Guren está se mudando — responde a mais velha

– Nossa, que boa notícia — a perolada diz divertida.

– Filha!!! — Kurenai a repreende.

– A mamãe, por favor, eu não posso estar feliz por aquela invejosa está se mudando? Ela não me suporta e a recíproca é a mesma — a azulada ajeita uma de suas sobrancelhas — Enfim, mudando de assunto, como eu estou?-pergunta dando uma voltinha.

– Linda como sempre — responde um pouco triste.Hinata percebe o tom de sua mãe

– Dona Kurenai, não comece.

– Hina, você sabe o que eu penso sobre isso, eu não acho nem um pouco certo, se aproximar desse rapaz e agir tão calculadamente. E se ele se apaixonar por você? Ou você se apaixonar por outro? E antes que você diga, eu não estou te julgando, quem sou eu para julgar alguém? Eu sou apenas uma mãe preocupada com sua filha e o caminho que ela está trilhando.

Hinata senta ao lado de Kurenai:

– Essa é a intenção, fazer com que ele me ame. E não se preocupe, eu não irei me apaixonar por outro.

Para Hinata, ela era dona de si mesma, dona de seu destino e jamais se colocaria no papel de vítima.

– Como você pode dizer isso? Nos assuntos do coração não se manda.-a mais velha diz com sabedoria.

– No meu coração mando eu e, eu escolho por quem me apaixonar — se Hinata soubesse que estava redondamente enganada — Aliás, você toca neste assunto com tanta propriedade. Você já se apaixonou?

Kurenai perde a fala:

– Eu... — tenta dizer — sim — afirma com dificuldade.

– Por quê você sempre fica nervosa, quando este assunto é tocado?-indaga a perolada — além do mais, eu percebi, você chegou tão estranha na quarta-feira.

Kurenai prende a respiração, não, sua filha não poderia saber da verdade,pelo menos, não agora. A cerca de três dias, sua mente martelava as palavras de Tsunade "a Hinata tem que saber da verdade", sim, ela sabia que este momento chegaria, mas não agora, ela não estava preparada para dizer.

– Por favor — murmura sem forças.

– Eu sei muito bem, que você me esconde muitas coisas. É sobre seu passado, não é — Hinata pressiona — diga!!!

Porém, o único som ouvido é do celular da perolada. Hinata pega sua carteira encima da mesinha, ao lado do sofá.

– Alô....Tudo bem...eu estou descendo.

Desliga o celular e o guarda novamente.

– Salva pelo gongo, mas nem pense que eu me esquecerei dessa conversinha. Hinata sai sem se despedir.

Kurenai respira em alívio, por hora não precisaria dizer nada, mas até quando?

....

Eles acabaram de chegar, já foram cercados pelos repórteres, porém, os seguranças tiraram quase todos do lugar, deixando apenas a repórter que tinha exclusividade.

– Sasuke-kun, o que você espera com o lançamento do Mangeykou Sharingan? — pergunta Ino, a bela vestia um vestido vermelho, seus longos cabelos loiros, estavam soltos.

A Yamanaka, era uma conhecida de longa data, tanto de Sasuke, quanto de Sakura. Ino já disputou Sasuke com Sakura, obviamente, quem levou a melhor foi a Haruno, não que Ino amasse o Uchiha, entretanto, seu grande ego, ficou ferido.

Sakura e Ino, de conhecem desde criança e sempre foram aquela espécie de amigas/rivais. Mas, a alguns anos, a Yamanaka se mudou para Alemanha, e desde então, perderam contato. A loira voltou a pouco tempo da Europa e conseguiu trabalho como repórter, não que ela precisasse, sua família era rica e amiga dos Uchihas a anos, daí sua exclusividade como repórter.

Sasuke respondeu galanteador — Eu espero que tudo ocorra bem e que eu me divirta muito — diz sugestivo.

Sakura revira os olhos, será que Sasuke não a respeitava?

– E você testuda, digo, senhorita Haruno, pelo visto continua sendo a oficial do príncipe Uchiha, não? — Ino deboxa descaradamente de Sakura, ainda dá a entender que Sakura não é a única mulher de Sasuke.

Uma veia salta na testa de Sakura

– Hora sua — suspira e se controla — sim eu sou a oficial, a única que conseguiu fisgá-lo.

Alheia a tudo isso, Hinata estava deslumbrada com a mansão Uchiha e a majestosa decoração. Era a primeira vez que pisava ali.

– Sim, sim — nossa, mas que linda, como você se chama? — Ino, só então percebe Hinata e coloca coloca o microfone em direção a Yuuhi.

– Eu me chamo Hinata — fala calmamente como se já estivesse acostumada a dar entrevistas.

– Que belo nome, sabe Hinata eu não sou muito de admitir, mas você talvez seja a mais bela da noite. — a loira diz — de quem é este maravilhoso vestido?

– De Maito Gai, um grande amigo — a Yuuhi responde com orgulho.

– Nunca ouvi falar, mas você me apresenta? Eu amei este vestido. Depois nós nos falamos, eu também estarei na festa.

Finalmente, Hinata, Sakura e Sasuke, adentram a propriedade.

– Ei pobretona, vê se não come toda a comida da festa — dizia Sasuke com deboche.

– Ei vagabundo, vê se você não fica bêbado e envergonhe sua família — Hinata responde a altura.

A Yuuhi e o Uchiha se entre olham e caem na gargalhada. Os dois tinham uma relação no mínimo peculiar, sempre trocavam farpas, e por incrível que pareça, se davam muito bem.

– Só vocês dois — Sakura balançava a cabeça em negação...

Já estava a algum tempo na festa, e era o centro das atenções, Sakura e Sasuke deveriam estar se atracando em algum. Enquanto isso Hinata circulava pela festa, atraindo olhares, como de costume. Até agora seu alvo não deu as caras.

O que Hinata não sabia, é que era observada de longe — Que ironia do destino,você aqui. Continua linda minha florzinha — o homem misterioso, lambe os lábios.

Hinata para, sente uma terrível sensação. Não, não agora. Ela não poderia sentir isso logo agora. Por que estava sentindo isso, este frio na espinha que se alastrava por todo corpo.

Uma mão toca seu ombro

– Haaaa!!! — Hinata se assusta.

– Calma, sou eu — a Yuuhi se vira e fita Ino, respira em alívio — está tudo bem? Você parecia estar passando mal.

– Sim, eu estou bem — Hinata pega o copo de Ino e toma todo o conteúdo de uma vez só — foi só uma tontura, mas já passou.

– Nossa, eu não sabia que se curava tontura com drinks — Ino ri e Hinata a acompanha — Olha, alguém está no palco.

As duas se encaminham para próximo do palco.

....

– Está tudo preparado, o senhor pode fazer seu pronunciamento — dizia Yugito, estava cansada, mas valeu a pena.

O jardim da Mansão Uchiha estava todo iluminado com micro lâmpadas de LED, várias mesas e cadeiras para os convidados se sentarem, um enorme bar ao ar livre, garçons circulando a todo momento e ao fundo uma pista de dança.

– Perdão pela intromissão, mas onde está Madara-sama?

– Deve estar no escritório ou no seu quarto — Itachi responde simplesmente.

– Ele não irá participar? — Pergunta Yugito, inocentemente.

– Claro que não, ele quer me testar, vai deixar tudo sobre meus ombros.

– O senhor não parece surpreso.

– É verdade, eu já esperava — o Uchiha pega o microfone e vai para o centro do palco. Imediatamente é iluminado por um holofote.

– Boa noite, senhoras e senhores — Ganha a atenção de todos — Eu me chamo Itachi, mas eu tenho a ligeira impressão, de que vocês me conhecem-faz graça e o público cai na gargalhada.

Itachi, pela primeira vez, presta atenção na plateia, e então a viu. A mulher mais bela e sensual que já viu em toda vida. Ela também o fitava, e nada mais parecia fazer sentido, apenas ela. De repente, ele não ouvia nada nem ninguém, só tinha olhos para ela.

Hinata percebeu, ela tinha toda atenção do Uchiha, já estava na hora de por seu plano em prática, o plano que ela demorou tanto tempo para bolar. Ela sorri, o fita intensamente. E naquele momento, um encanto foi criado, encanto que permaneceria intacto, durante anos.

– Perdão — pigarreia — eu não irei demorar, isso é muito chato — todos riem novamente — considerem inaugurada a nova Era. A Era do Mankeykou Sharingan — Anuncia Itachi.

Logo, a cortina é levantada e todos veem o luxuoso carro, numa plataforma giratória de acrílico, ao lado do palco.

Itachi desce rapidamente, ele precisava falar com ela. Entrega o microfone a Yugito. A Nii percebe a afobação de seu chefe, acha estranho, pois ele sempre foi um homem controlado.

O Uchiha procura a dama misteriosa, porém, não a encontra. Logo, é cercado de meia dúzia de puxa-sacos.

– Itachi, tudo está magnífico. Onde está Madara-sama? — pergunta um dos homens.

O moreno estava irritado, ele precisava encontrá-la, e estes homens o estavam atrapalhando.

– Com licença, senhores. Eu sinto muito, mas acho que irei roubá-lo de vocês — uma voz doce, sensual e provocativa, sooa atrás do Uchiha. Por mais que nunca ouviu a voz da bela misteriosa, sabia que esta melodiosa voz, a pertencia.

Notas finais
Please, deixem um review. Alguém pecebeu, as pistas que eu deixei? Antes que eu me esqueça, gostaria de indicar duas fics que acompanho: Da Hachi-chan2 http://fanfiction.com.br/historia/603010/Angel_and_Monster E da Isa http://fanfiction.com.br/historia/589965/Eu_quero_o_Divorcio/ Se vocês puderem dar uma forçinha para as meninas.