Hinata
6 Impressões
Notas iniciais
Hinata havia acabado de se virar, dando de cara com homem de cabelos loiros desgrenhados, talvez tivesse sua idade, pois aparentava ser bem jovem. Não poderia negar, ele era bonito, por estar sem camisa, foi possível enxergar seu abdômen talhado e as gotículas de suor explorarem a pele bronzeada, percorrendo todos os gominhos da barriga, até se perderem dentro da calça jeans surrada.
– Prazer, Uzumaki Naruto! — a voz rouca invadiu seus ouvidos.
Quando ela finalmente prestou atenção no rosto dele, viu estampado um belo sorriso e suas safiras cintilando em sua direção.
Ela o odiou.
Simplesmente detestava este tipo de pessoa.
Quem ele pensava que era, para ter um sorriso tão infantil, cheio de promessas e de esperança?
Como ele ousava ter olhos aqueles olhos azuis, como o céu límpido, que transmitiam alegria, certa ingenuidade e bondade latente?
Sorriso genuíno, olhar brilhante. A Yuuhi detestava esta combinação, a fazia lembrar de coisas, sentimentos e uma época, a qual preferia esquecer.
Aquele olhar oceânico a deixou desconfortável, a azulada se sentiu nua e um pouco fragilizada, como há muito tempo não sentia. Algo dentro de si, que há muito tempo, a perolada pensou ter perdido, parecia despertar aos poucos. Hinata sentiu-se remexer por dentro.
Quase corou.
Quase.
Naruto estendeu a mão e se apresentou rapidamente, mas, só depois de alguns segundos, olhou atentamente para jovem. Ela era muito bonita, talvez a mais bela que já tenha visto. O corpo cheio de curvas, que o vestido romântico fazia questão de exibir, porém, o que lhe chamou a atenção, foram as orbes extremamente raras, pareciam duas luas ou prata líquida.
Ele pôde enxergar através de toda imponência e confiança, ele pôde ler tantos sentimentos conflitantes através daqueles lindos olhos. Ficou um pouco confuso, pois eram difícil de distinguir, todavia, o Uzumaki amava desafios e fez uma promessa muda de que desvendaria todos os segredos e mistérios, da mulher desconhecida à sua frente.
Naruto também reparou nos longos fios preto-azulados e teve vontade de tocá-los e acariciá-los, para poder ter certeza de que eles eram tão macios e sedosos, quanto aparentavam.
O filho de Kushina e Minato, sentiu certa palpitação em seu coração, coração este, que já havia sido muito feliz e também sofrido uma terrível dor, ocasionada pela perda dos pais. Entretanto, esta "coisa" que se apoderava de seu ser, era nova.
...Então, eu direi como eu me sinto, toda vez que olho para sua mãe. Desde a primeira vez que a vi, eu soube que ela era a mulher certa pra mim...
O loiro poderia ouvir a voz de seu pai com perfeição. Como se Minato estivesse falando no exato momento, próximo ao seu ouvido e não quando ele tinha 12 anos.
Seu sorriso se fez aumentar, ainda mais alegre, mostrando uma fileira de dentes perfeitos e brancos e além, é claro, de suas safiras, que brilharam ainda mais, fitando a mulher à sua frente.
Hinata tateava o interior de sua bolsa, finalmente havia conseguido achar a maldita chave.
A Yuuhi arqueou uma de suas sobrancelhas perfeita, pôs em seu rosto a melhor expressão de superioridade que poderia ter feito. Olhou o loiro à sua frente de cima à baixo.
– Tsc — a perolada apenas estalou a língua no céu da boca com desdém e deu as costas.
Passou a chave na fechadura, abrindo a porta e entrando em casa, sem nem se dar ao trabalho de olhar para trás.
A Yuuhi havia fugido e se acovardado. Não. Quem disse, que ela foi covarde? Quem disse que ela fugiu? Hinata apenas não queria ocupar o mesmo espaço que "aquela coisa loira", pelo menos era nisso que ela queria acreditar. A azulada que estava encostada à porta, deu um longo suspiro.
Naruto ainda estava com a mão no ar. O Uzumaki estava surpreso, na verdade, um pouco chocado com a atitude da jovem. De todas as reações que ela poderia ter, jamais imaginou, que a perolada fosse agir assim.
Naruto e Hinata estavam tão compenetrados em seus próprios sentimentos, que nenhum dos dois haviam percebido, que a cena protagonizada por ambos no corredor, teve uma expectadora.
Kurenai havia acabado de chegar ao seu andar, mas viu algo curioso, um jovem loiro cumprimentava sua filha, a Yuuhi mais velha, preferiu não interferir e sim assistir o desenrolar da cena.
A professora, era uma mulher experiente, e principalmente, tinha experiência no amor. O que lhe chamou a atenção, foi a troca de olhares entre os dois jovens, a forma como o jovem loiro fitava sua filha e, o jeito como Hinata fitava o rapaz, eles criaram uma espécie de bolha, na qual existia apenas os dois. A morena sabia, quando um homem e uma mulher, se olhavam da forma como o loiro e a azulada se olhavam, era o prenuncio de que algo aconteceria entre os dois, de que possivelmente, a semente fosse plantada naquele momento e, que algum sentimento cresceria entre ambos.
E como Kurenai tinha tanta propriedade no assunto? A Yuuhi mais velha, já havia vivido a mesma situação, seu coração já havia sentido amor. Amor, uma palavra muito bonita, entretanto, poucos sabiam que ele também machuca e destrói. Porém, a morena preferia não se lembrar desse lado do amor.
Será que Deus finalmente ouviu suas presses e, este rapaz seria a salvação de sua filha?
Kurenai não se surpreendeu nem um pouco, com a atitude de Hinata, na verdades até esperava. Viu a Yuuhi mais nova, dar as costas e entrar em casa. Só lhe confirmou que a perolada, sentiu algo diferente, senão Hinata teria uma resposta "à la Yuuhi Hinata", para o loiro.
Logo, a morena acelerou seus passos ficando de frente ao jovem loiro:
– Me desculpe a falta de educação da minha filha — a mais velha falava constrangida.
Só então, o atônito Uzumaki, foi despertado de seus devaneios.
Coçou a nuca, ato que ele praticava toda vez que ficava constrangido com algo.
– Tudo bem — o Uzumaki soltou uma risada sem graça.
– Você deve ser o novo vizinho — a mulher puxa assunto.
– Sim, é verdade. Eu acabei de me mudar.
– Ha meu Deus! Esqueci de me apresentar: Yuuhi Kurenai.
A mulher estende a mão.
– Prazer, Uzumaki Naruto.
O loiro a cumprimenta.
A mulher percebe as caixas no corredor e pela porta aberta do apartamento, foi possível enxergar que o interior estava abarrotado de caixas:
– Pelo visto, você ainda terá que arrumar todos os seus pertences, com certeza não terá tempo de prepara nada, isso se você tiver o que preparar — a Yuuhi mais velha, fala mais para si mesma, como uma constatação.
– Então, você pode jantar na minha casa.
O sorriso do mais novo se ilumina, ele nem havia pensado nisso, mas logo seu sorriso se apaga, ele teria que esperar seu avô.
– Eu ficaria muito feliz, mas eu ainda tenho que esperar o Velho Tarado chegar...
– Velho Tarado? — a mulher pergunta confusa.
O Uzumaki coça nuca novamente:
– É o meu avô.
– Não tem problema, querido. O convite se estende ao seu avô. — Kurenai não perde a oportunidade.
– Se é assim, eu aceito — o jovem dá um belo sorriso.
– Até às 8:00 , Naruto.
– Até.
A mulher abre a porta e entra em sua casa.
O Namikase finalmente pegas as benditas caixas e leva para seu apartamento.
....
O que Itachi queria com ele?
Assim que Sasuke acordou, diga-se de passagem, bem tarde, uma das empregadas da Mansão Uchiha, foi avisá-lo de que seu irmão mais velho, queria vê-lo na empresa.
Após estacionar seu luxuoso carro, em frente a obra-prima arquitetônica, que era o prédio da da empresa de sua família. Assim que saiu do carro, acendeu um cigarro e deu duas tragadas, em seguida, o jogou no chão e pisou com seu carro sapato feito sob medida.
Logo, um manobrista veio ao seu encontro, Sasuke apenas lançou as chaves para o manobrista, que as pegou no ar.
Assim que pôs os pés na empresa, chamou bastante atenção, principalmente do público feminino. E como um verdadeiro cafajeste, ele fez questão se sorrir para as mulheres, que suspiravam.
Obviamente, Sasuke chamaria causaria curiosidade nos funcionários, não só por sua beleza, mas também, porque era extremamente raro, o Uchiha mais novo aparecer na empresa, isso só acontecia, quando ocorriam reuniões importantes, em que sua presença, era exigida. Todavia, ao que todos sabia, hoje não era um desses dias.
Sasuke entra no elevador e após alguns segundos, a caixa metálica o deixa em seu destino, o último andar, o andar da presidência.
O Uchiha mais novo, dá de cara com Yugito:
– Meu irmão está? — ele pergunta.
– Sim, senhor — o moreno nem espera ser anunciado, abre a porta e entra no enorme e luxuoso escritório do irmão mais velho.
Definitivamente, hoje, Itachi teria uma conversa que já deveria ter tido há tempos com seu irmãozinho tolo. Tudo graças à sua incrível namorada. Ele se lembrava muito bem...
Após ter sido nomeado, presidente da Indústrias Uchiha, diga-se de passagem, uma cerimônia simples e mesmo assim, badalada pela alta sociedade. Itachi teve sua verdadeira comemoração, um luxuoso quarto de hotel cinco estrelas, com a companhia de sua namorada. A noite foi regada a champagne, luxúria e prazer.
Tanto Itachi, quanto Hinata, estavam de roupão, pois acabaram de tomar banho de banheira.
A relação do casal era amigável, eles conversavam sobre todos os assuntos, no momento, conversavam sobre Sasuke:
– Ele não entende, que tudo que eu faço é para o seu bem — o moreno dizia um pouco triste. — além do mais, sua conduta não tem me agradado, nem um pouco.
– O Sasuke é um idiota, ele não irá perceber se você não disser com todas as letras. Experimente abrir seu coração, e diga o que você sente, talvez ele te entenda — Hinata o aconselhava, não por fazer parte do plano e sim, por ter aprendido a gostar do primogênito Uchiha.
O Uchiha abre um sorriso — o que eu faria sem a melhor namorada do mundo? — o moreno puxa Hinata e a beija apaixonadamente.
– Definitivamente, educação não faz parte de suas virtudes.
Itachi estava sentado em sua mesa, lendo alguns relatórios, quando a porta foi aberta com brusquidão, ele sabia, com certeza não era Yugito.
– Isso não interessa. Eu devo confessar, que estou curioso para saber o quê você quer comigo. Talvez dicas para dar prazer a Hinata? — Sasuke provoca. E se senta logo em seguida, numa das cadeiras, em frente a mesa do irmão mais velho.
– Na verdade, deveria ser o contrário, eu que deveria te ensinar a dar prazer a uma mulher, já que eu pegava garotas, quando você ainda mamava e usava fraldas. — o mais velho devolve a provocação.
– Bem, por falar em garotas, eu fico feliz por você estar junto da Hinata.
Itachi abre um sorriso, poderia ser raro, mas às vezes, Sasuke se comportava como o menininho doce que já foi um dia.
– Eu te chamei aqui, para termos mais privacidade. Sasuke, eu quero ter uma conversa de irmãos.
– Sim, uma conversa de irmãos. Eu lembro, conforme o passar do tempo, todas às vezes, que eu te procurava você estava ocupado estudando. — Sasuke diz em tom de ironia, que não mascarou seu ressentimento.
– Eu sinto muito por isso, eu prometo que de agora em diante, sempre que você quiser conversar, pode falar comigo. Eu não posso voltar no tempo, mas poço mudar o presente. Então, eu quero saber sobre você, sobre o que você quer fazer da vida. Sabe, eu estou preocupado com suas atitudes.
– Haaaa — Sasuke solta uma risada — você está parecendo um pai.
– De certo modo, eu sou seu pai. Eu quero saber sobre você, desde o ano passado largou a faculdade, não trabalha, só sabe viver em festas — Itachi dizia, não num tom acusatório, mas ameno e compreensivo.
– Sei lá, eu não sei sobre mim, eu não faço a menor ideia. Sabe, é difícil viver sendo o irmão mais novo do perfeito Uchiha Itachi.
Sasuke se abriu de verdade, como não fazia há tempos. Ele se sentiu confortável, pois Itachi lhe deu esta sensação de confiança, que o mais novo sentia quando era pequeno.
Itachi fica um pouco surpreso se levanta indo em direção ao irmão mais novo:
– Tudo que eu fiz foi para te proteger. Eu nunca quis que você se sentisse rechaçado, pelo contrário, eu queria apenas te preservar. Eu quis te livrar do peso e das responsabilidades, que o sobrenome Uchiha acarreta. Eu me empenhei em assumir a presidência, para que você tivesse opção de escolha.
Agora foi a vez de Sasuke ficar surpreso:
– Itachi, eu não sabia...
– Eu também não sabia que você se sentia assim. A culpa foi minha, por nunca ter me aberto.
– A culpa também é minha, eu também nunca disse nada.
– Irmãozinho tolo — Itachi dá um peteleco na testa de Sasuke, como fazia quando eram crianças.
– Eu só quero que você saiba, eu sempre te amarei, independente de qualquer coisa, Sasuke.
Talvez, a partir daquele momento, em que ambos irmãos Uchiha's, estavam com suas armas abaixadas e tão sensíveis, Sasuke e Itachi, fizeram uma promessa muda, de que melhorariam a relação que tinham.
....
Kurenai adorava cozinhar e experimentar novas receitas e era exatamente isso que ela fazia. A mulher preparava um risoto de camarão e seus movimentos eram vistos pelos olhos analíticos de Hinata.
Por mais que a relação de mãe e filha, estivesse abalada ultimamente, ambas sempre foram muito próximas uma da outra.
As duas gostavam de estar juntas, apenas apreciando a presença da outra. Apesar de agradável, Kurenai decidiu cortar o silêncio:
– Hina, o que você achou do novo vizinho, o Naruto? — a Yuuhi mais velha, tenta sondar a filha.
– E por que eu deveria achar alguma coisa? — a perolada responde com outra pergunta. Se tom era ríspido, por que sua mãe lhe perguntava isso?
– Bom, ele é nosso vizinho, vizinho de porta, eu acho importante ter uma boa relação — a mulher falava com "Inocência".
Realmente, Kurenai tinha essa opinião, sobre a relação de vizinhos, todavia, dessa vez, ela queria saber o que se passava com a filha.
– Não me importa nem um pouco, se você quer saber — Hinata diz.
A azulada tinha decidido, não havia sentido absolutamente nada. Foi apenas uma impressão.
– Se você diz — a professora, fala um pouco desconfiada, mas não deixa seu tom transparecer isso.
Já eram mais de oito da noite, Naruto estava com fome e, nem sinal de Jiraya. Já estava decidido, ele não esperaria mais.
Vestindo uma calça jeans de lavagem escura e uma camisa laranja, para variar, o jovem ainda borrifou um pouco de perfume, ele precisava estar bonito e apresentável.
O convite de Kurenai, veio a calhar, tanto para ele jantar, já que estava com fome e principalmente, ter uma oportunidade, de conhecer a bela jovem, que ele enfim percebeu, não saber o nome.
Este seria o momento, o Uzumaki se encaminha para fora de seu apartamento.
A campainha é ouvida:
– Querida, você pode atender a porta? — Kurenai perguntava, pois colocava a mesa.
– 'Ta bem, eu não sabia que você estava esperando alguém — Hinata responde, a mais nova, vestia um shorts curto e uma blusa de alcinhas.
A jovem atente abre a porta e se surpreende, claro, não iria demostrar:
– O que você está fazendo aqui? — Hinata foi curta e grossa
– Bem, a sua mãe me convidou para jantar — o loiro coça a nuca novamente e abre um sorriso, que Hinata simplesmente odiou.
Pela primeira vez, ouviu a voz macia da jovem. E na sincera opinião de Naruto, ela estava mais linda ainda, com a cara de brava
– Eu não sabia que fazíamos caridade — a azulada diz desgostosa e dá espaço para o Uzumaki entrar.
– Hina o que é isso? Assim não é jeito de receber um convidado — kurenai interferiu.
A mais velha, não avisou a filha de que havia convidado Naruto, para que não corresse o risco, de Hinata resolver sair.
– Olá Naruto, mas que cabeça a minha, esqueci de dizer a Hina, que você viria nos fazer companhia. Bom, vocês nem foram apresentados direito, Naruto, esta é minha filha Hinata.
Então este era seu nome, ele fazia jus a dona:
– Prazer Hinata, você já sabe o meu nome — o Uzumaki estende a mão e desta vez, por estar sob o olhar da mãe, ela decide aceitar.
Naruto imaginava que ela poderia recusar, mas mesmo assim, era muito persistente, não iria desistir.
Hinata revira os olhos e estende a mão tocando na de Naruto, o que nem ela nem Naruto imaginariam, a corrente elétrica que passou entre ambos, ao apertarem as mãos.
A mão de Hinata era pequena, delicada e fria, além de ser macia.
A mão de Naruto era grande, confortável e quente.
A Yuuhi mais nova, percebeu que Naruto sentiu o mesmo que ela, visto que, ele a olhou com os olhos um pouco esbugalhados.
A perolada logo se afastou.
– Bem, sentem-se à mesa — a Yuuhi mais velha, fala após assistir a cena.
Ambos sentados, e já degustando o jantar:
– A comida está realmente deliciosa, há tempos eu não como algo caseiro. -Naruto elogia.
– Obrigada, Naruto. Mas, me desculpe a pergunta, onde você morava?
– Em lugar nenhum — a mulher faz uma cara de confusa. Até Hinata que comia em silencio, fingindo que não estava ali, se interessou no assunto, lógico, desfaçadamente.
– Eu vivia me mudando, eu morei em vários países, mas nenhum deles eram meu lar. O meu avô é escritor, então, sempre viajava a procura de material.
– E os seus pais? — a mulher pergunta, pois em nenhum momento falou sobre seus progenitores.
– Meus pais morreram quando eu tinha doze anos, desde então, eu vivo com o meu avô.
– Eu sinto muito, querido — Kurenai diz com pesar.
Hinata pela primeira vez no jantar, olha diretamente para Naruto, e encontra as safiras um pouco opacas e tristes.
– Não, tudo bem. Eles podem não estarem aqui fisicamente, mas eu os tenho comigo, aqui- ele fala tocando o lado esquerdo do peito.
– Eu fico feliz. Mas, mudando de assunto, você estuda?
– Eu fazia faculdade à distancia, pela internet. Agora, farei na Universida Senju, meu avô é um amigo de tempos, da vovó Tsunade.
– Olha, mas que coinscidência. Eu sou professora na Escola Senju e a Hinata estuda na faculdade. Sobre "vovó Tsunade", eu tenho certeza que ela não ficou feliz.
– Haaaa — Naruto dava um riso alegre — Realmente, ela é muito brava.
O loiro olhou para Hinata:
– Que legal Hina-chan, nós poderemos ir juntos para faculdade. — as safiras brilhavam pela ideia.
"Hina-chan? Que intimidade é essa?" — a jovem revira os olhos. Como esse Naruto era insuportável, além de inconveniente, era escandaloso.
Após o termino do jantar, Naruto estava sentado no sofá de sua casa com um sorriso no rosto, seus pensamentos estavam na dona de olhos perolados e madeixas azuladas.
– Que cara de idiota, é essa?
– Ai, que susto!!! — Naruto dá um pulo do sofá.
Jiraya havia acabado de chegar e encontrou o neto, como o mesmo sorriso de Minato, quando lhe confidenciou, que estava apaixonado.
– Você já comeu, moleque? — o grisalho pergunta.
– Sim, a Kurenai-san foi muito gentil e me convidou para jantar.
– Kurenai-san? — o Namikaze não entendi.
– A vizinha da frente.
– Então, é por causa dela que você está com essa cara de idiota? — o escritor indaga malicioso.
– Claro que não!!! Foi por causa da .... Eu não estou com cara de idiota, coisa nenhuma. — Naruto fica corado e desconversa.
– Sei... mas, se você precisar de um conselho, esse velho aqui, pode te ajudar.
– Agora, que você chega em casa? Onde você estava, Velho Tarado? — O loiro pergunta mudando de assunto.
– Eu estava resolvendo algumas coisas.
– E você vive cheio de mistérios, nunca me conta nada. Eu percebi que suas coisas não estão aqui.
– Não seja apressado, no momento certo, você saberá de tudo. Sobre meus pertences, eles não estão aqui, pois eu não irei morar aqui.
– Como não? — o mais jovem, pergunta confuso.
– Eu já estou achando, que você está muito dependente de mim, hein? — o escritor faz graça — eu continuarei fazendo minhas viagens, moleque.
– Se você diz....
Naruto estava em seu quarto, deitado no colchão, já que ainda precisava comprar uma cama. Ele estava absorto em seus pensamentos, fitava a lua cheia, através da janela.
E para variar, estava pensando Nela. Será que ela era a mulher que seu pai lhe falou? Ele havia sentido coisas neste dia, que nunca sentiu em toda sua vida.
– Mãe, pai, será que é ela? — o loiro indaga apertando com força, a pedra verde do colar que ganhou de seus progenitores. Mas uma coisa era certa, ele iria descobrir, isso era uma promessa, e ele se chamava Uzumaki Naruto e, nunca voltaria atrás com a sua palavra.
....
Como de costume, o patriarca da família Uchiha, se encontrava em seu escritório, sentado em sua luxuosa e confortável cadeira, que mais parecia um trono, ocupado por um rei.
Madara sempre perfeccionista, sempre metódico. Seus hábitos eram os mesmos, todos os dias. Acordava às 6 da manhã, tomava seu café da manhã sentado na cabeceira da mesa, como lhe foi ensinado desde pequeno, como futuro líder da família Uchiha. Ele gozava do silêncio e da solidão, em sua refeição matinal, visto que, Sasuke acordava depois de meio-dia e Itachi... ha, Itachi, mesmo acordando cedo, preferia tomar seu café da manhã no quarto, do que ter que dividir o mesmo ambiente do avô.
Depois de alimentado, o Uchiha mais velho, seguia para seu escritório, e lá, ficava praticamente todo o dia. Mesmo "aposentado", ele tinha "negócios" que iam muito além da empresa Uchiha. A pergunta inocente, que os empregados da mansão Uchiha, faziam mentalmente(pois, o primeiro requisito, para serem contratados, era a descrição, ou seja, nada de fofocas. Tudo que eles vissem ou ouvissem, morreria no mesmo instante), "por que Madara-sama, fica tanto tempo em seu escritório, se está aposentado?", mas logo respondiam a si mesmos "deve ser por costume".
Na verdade, as únicas testemunhas do quê Madara fazia, eram as frias e impessoais paredes do escritório e o medonho Zetsu, seu fiel e leal secretário.
Madara, desde pequeno, foi educado por padrões rígidos de etiqueta e postura. Sempre foi o seu dever, como o patriarca da poderosa família, ser o pilar dos Uchiha's e, ter total controle de tudo. A família estava sempre em primeiro lugar e, pela família ele seria capaz de tudo, absolutamente tudo.
O moreno não estava nem um pouco satisfeito, com o controle que perdia a cada dia, sobre sua família, mas para isso, já começava a bolar um plano, em sua mente maquiavélica.
– Eu acabo de ter a notícia, de que o filho de Namikaze Minato está voltou para o nosso país. — Zetsu acabara de entrar no escritório ao qual, já estava tão acostumado.
– Tomará alguma atitude, Madara-sama? — o homem negro, não poderia negar, estava curioso para saber qual seria o próximo movimento de seu chefe.
– Vejo que está curioso, não? Você se lembra quais são as maiores virtudes, que um homem pode ter?
– Sabedoria e paciência — a resposta estava na ponta da língua do secretário.
Como ele poderia se esquecer, Madara lhe disse isso na primeira vez, que se conheceram. O Uchiha estava no banco de trás do seu carro, quando ordenou que seu motorista parasse. Algo lhe atenção, numa viela, um jovenzinho negro maltrapilho, algo raríssimo no Japão, travava uma verdadeira guerra com uma ratazana. Madara viu uma frieza monstruosa e impiedade no olhar do jovem. O Uchiha precisava de alguém de total confiança, para que trabalhasse para ele. Então, viu a oportunidade perfeita para um futuro investimento. O homem saiu do carro, não para fazer caridade, mas sim, tratar de negócios. Propôs ao menino, uma vida excelente e confortável, desde que aprendesse com ele, para enfim trabalhar. O menino, é claro, aceitou. Não por ter a ideia romântica de que teria um pai e um lar. E sim, por ter visto a oportunidade perfeita para melhorar de vida e principalmente, aprender com um homem, como Uchiha Madara.
– Então, eu não farei nada. É claro, por enquanto. Todos tem sua utilidade, em algum momento, basta apenas, saber o momento certo de usá-los. — o homem responde calmamente.
Zetsu não era idiota, sabia perfeitamente, que para Madara, todos eram peças de seu jogo. Até ele próprio, não passava de uma peças nas mãos do Uchiha, estimado e importante, mas mesmo assim, ainda uma peça.
Zetsu acena em concordância.
– Trouxe o que eu pedi? — indaga o patrão.
– Sim, Madara-sama — o secretário sempre foi extremamente competente.
Rapidamente, o Zetsu tira um celular descartável de seu bolso e entrega a Madara.
O Uchiha pega o aparelho e sua expressão se fecha. Ele realmente odiava o que teria que fazer, mas infelizmente, era preciso.
Digita os números com precisão, efetua a ligação e após dois toques é atendido:
– Sim — a voz grave e pesada é ouvida.
– Eu espero, que pelo menos, uma vez na sua vidinha miserável, você tenha feito algo certo — desprezo e aspereza, eram palpáveis na voz de Madara — tudo aconteceu como o planejado?
– Sim, tudo aconteceu como o planejado, Madara-sama ou devo dizer, papai? — o homem do outro lado da linha falava com extremo sarcasmo.
O Uchiha desligou. Na verdade, os telefonemas eram curtos, apenas para dar ordens ou saber qual era o andamento dos planos e seus resultados. Todavia, o homem mascarado sabia que o grande Uchiha Madara, desligou em sua cara, por raiva. Ele até conseguiu imaginar a cara de irritação do velho, ao ser chamado de pai. Mas, esta não era a verdade?
O mascarado riu em divertimento. Ele estava num galpão mal iluminado e fétido, o local era "abandonado", um lugar perfeito e que não geraria suspeitas e nem teria testemunhas para a reunião.
Logo, um homem ruivo se aproxima de si.
– O que Madara-sama queria?
– O mesmo de sempre, saber se tudo ocorreu corretamente — o mascarado disse tedioso.
O ruivo se afastou.
– Velho maldito. Um dia você ainda me pagará. Hahaha — sua risada insana, preencheu o local, por causa do eco.
One-shot: O Grandão, A Baixinha
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