Hinata
13 Entregando-se
Notas iniciais
Aquilo foi totalmente inesperado. Ela não imaginava que a noite passada estivesse terminado daquela forma. Nem passava pela sua cabeça, por nenhum momento, que fosse beijar Naruto, ou que ele a beijasse, ou que ambos se beijassem..... quanta confusão.... que seja, qualquer coisa nesse seguimento.
Ela estava tão preocupada em não corar, coisa que falhou miseravelmente. Estava tão preocupada tentando saber como agir... depois tudo ocorreu tão naturalmente. A conversa fluía, as risadas inevitáveis, os olhares. O lugar era propício a esse clima ameno, a comida gostosa...
Sem nem perceber, começou a se abrir, mais e mais. Desabrochava como uma flor na primavera. Aquele muros erguidos, já não existiam, apenas era coberta por uma fina e resistente película, que ainda resistia em torno de si.
Hinata pôs as mãos em cima dos lábios, ainda podia sentia um formigamento neles. Se fechasse os olhos, ainda poderia sentir toda aquela enchorrada de sentimentos, que permaneciam tão vívidos e intactos em seu corpo e memória. E sim, seu corpo parecia ter vida própria, para reagir a presença e pele de Naruto. O coração voltou a bater aceleradamente contra o peito, a pele arrepiada e as bochechas coradas, apena por se lembrar do beijo. Ela queria e bater por corar novamente, no entanto, por mais que se controlasse, seria impossível não ruborizar. Aquele não tinha sido qualquer beijo, estava bem longe disso. Tinha sido o melhor, único e novo. Se ela se arrependia? Não. Ela não poderia negar que havia gostado tanto, que na verdade, se arrependeria, se tivesse recusado. Hinata não seria tão estúpida de tentar enganar a si mesma, criando desculpas e mais desculpas, como fazia antes. Pois sabia que já estava em um estágio, que não teria mais volta.
A Yuuhi começou aquela noite desconfortável e, no final, não se divertia tanto há tempos. Ela e Naruto de mãos dadas, correndo como duas crianças no meio da chuva. A água gelada que caíra do céu, rapidamente os molhou, encharcando os corpos e deixando as roupas coladas ao corpo. Eles percorreram duas ruas inteiras e compridas, que permaneciam vazias, claro, ninguém sem sã consciência, ficaria ali, quando podiam estar abrigados, e bem em algum lugar coberto.
Só eram ouvidos três barulhos distintos: a água caindo, sem piedade alguma no asfalto. Os as solas dos calçados, em atrito com o chão e consequentemente os espirros da água. E por fim, as risadas que não cessaram em nenhum minuto. Por mais que estivessem ensopados, e o vento frio batesse nas peles já molhadas, eles pouco se importavam, estavam com sorrisos nos lábios. Pois existia uma chama que os aquecia, o calor irradiava entre eles, que os protegia de qualquer coisa, e esse calor, não tinha absolutamente haver com o clima e o mundo físico.
Era de manhã e ela estava tão absorta em seus pensamentos, que mal percebeu ainda estar deitada. Inclinou um pouco a cabeça para olhar seu criado-mudo, na verdade, o relógio que ficava em cima dele. Estava atrasada, há pelo menos vinte minutos. Porém, não se levantou rapidamente, como faria. Seu corpo doía, a garganta incomodava e sentia muito frio. E para completar, espirrou. Se bem que espirrava desde ontem, depois de chegar em casa. Era só o que lhe faltava, ficar resfriada. Pior, sem sua mãe.
Parece que a maravilhosa brincadeira na chuva teve consequências....
Ele estava tão feliz, nada abalaria seu estado de espírito. Sua felicidade era tão grande, que seu estado era de euforia absoluta. O sorriso idiota não abandonou seu rosto, nem por um segundo se quer. O loiro poderia contagiar com sua alegria, qualquer um que cruzasse seu caminho naquela manhã. E todo seu humor, tinha nome e sobrenome: Yuuhi Hinata, a única e exclusivamente culpada pelo crime de roubar seu coração.
Ele estava mais determinado do que nunca, se é que isso seja possível. Faltava pouco, muito pouco, para que conseguir alcançá-la. Se ele não havia desistido antes, agora é que seria mais persistente e paciente do que nunca. Porque sabia, mesmo estando tão próximo de Hinata, como nunca esteve, ainda existia uma barreira entre ambos.
Conseguia enxergar um vazio naquelas perolas, o mesmo vazio que ele também sentia. Isso foi o que mais lhe chamou a atenção, quando pôs os olhos, pela primeira vez na azulada. Por mais que fosse alegre e simpático, por dentro, sua vida era solitária. O Uzumaki, mesmo tendo seu amado avô, Velho Tarado, apelido carinhoso, nada poderia superar a falta e dor pela perda de Kushina e Minato. Logo, sua única ambição na vida, era reerguer o legado de seu pai, o loiro fez essa promessa e a cumpriria. E então, sua pérola entrou em sua vida, deixando tudo de cabeça para baixo, seus planos, seus pensamentos, seus sentimentos.... era incrível como suas prioridades haviam mudado.
O jovem pôs uma das mãos sobre os lábios, sem saber que a perolada fazia o mesmo. Ainda podia sentir a textura dos dos lábios macios com gosto de cereja, que sua amada possuía. Ele enfim, pôde beijá-la, e quem disse que seu desejo foi aplacado por isso? Muito pelo contrário, o ato teve o efeito inverso, só serviu como gasolina num incêndio, apenas alastrando o fogo mais e mais. Ele só queria experimentar mais daquela sensação. Das línguas travando uma doce batalha, massageando uma a outra. Ele queria poder segura a Yuuhi contra seus braços mais uma vez, roça os dedos na pele macia. Sentir a respiração dela contra o rosto e mirar aquelas lindas luas que o encantavam. Seu coração bombeava ligeiramente, apenas pela simples menção da Yuuhi em seus pensamentos.
Ele irrevogavelmente amava Hinata. Sim, ele a amava e tinha convicção de seu sentimentos. E isso era algo difícil de se admitir, muito mais difícil do que se dizer apaixonado, porque a paixão é totalmente volúvel e um tanto superficial, que envolve desejo. Não ele não tivesse desejo por Hinata, longe disso, sentia muito. No entanto, o amor era mais profundo e exigia um comprometimento, que o loiro estava disposto a mergulhar de cabeça. Na verdade, queria que a Yuuhi o empurrasse o mais rápido possível.
Sorriu novamente, depois olhou para o relógio em seu pulso, ele se encontrava no meio do corredor, entre sua porta e de a de Hinata. Ela estava atrasada, cerca de meia hora. Desde que eles iam juntos para Universidade, ela sempre havia sido pontual. Logo agora que queria vê-la, lhe dar um beijo. Exatamente, dar um beijo ou muitos de bom dia. Segurar sua mão para irem para Senju. O loiro tinha até sonhado com isso, beijá-la sem parar.
Suspirou. Decidiu desanuviar, esses pensamentos não lhe ajudavam nem um pouco. Então, só restava esperar. Coçou a cabeça e olhou novamente os ponteiros, mais dez minutos haviam se passado. Será que ela já tinha ido sem ele? Não. Descartou a ideia, pois depois do que tinha acontecido entre os dois, ela não faria isso. Talvez ela não fosse..... será que algo aconteceu? Uma pontada de preocupação lhe atingiu em cheio.
– Hina-chan! — exclamou em alto e bom som. O loiro bateu na porta.
– Entra — a jovem esforçava as cordas vocais para conseguir responder, resultando num incomodo em sua garganta.
Por sorte, a porta não estava trancada. Ontem a azulada se esqueceu até de fechá-la. O loiro entrou no apartamento. Girou os olhos estava vazio.
– Eu estou no quarto — a voz cansada soou.
Como um ímã, o Uzumaki fitou o corredor. Andou a passos rápidos, haviam três portas, uma no final do corredor e duas de frente uma a outra. Ele julgou a porta encosta sendo a de Hinata. Bateu antes de entrar. Nunca esteve ali, e ficava feliz por isso, pois poderia conhecer mais de sua pérola. Esquadrinhou o local, era legitimamente feminino. As paredes pintadas de lilás, a cor favorita dela. Como ele sabia disso? Já havia deduzido pela quantidade de roupas e objetos que ela tinha naquela cor, da mesma forma a cor laranja predominava em sua vida. Se bem que laranja e lilás formavam uma bela dupla.... enfim, um espelho grande com a penteadeira, ficavam na parede de frente para a porta O guarda-roupas branco ao seu lado esquerdo e ao lado direito a cama, em que Hinata estava deitada. Ele logo se aproximou.
A Yuuhi tinha seus pensamentos voltados para Naruto. Entretanto, havia se esquecido completamente que deveria ir junto dele para Senju. Irônico, não? E agora, depois de ter ouvido a voz dele lhe chamando, ficou extremamente envergonhada. Primeiro porque não sabia como se portar diante dele, depois da noite de ontem, depois do incrível beijo. Ela tinha muito medo do desconhecido. E se o loiro mudasse consigo? A perolada não queria que isso acontecesse de forma alguma. Ela adorava a forma carinhosa como era tratada, se sentia única e já estava tão acostumada com isso. Mesmo que mentisse e fingisse não se importar. A segunda era que não queria ser vista tão horrorosa como estava. Seu rosto abatido, sem ânimo e cabelos despenteados. Sim, esse pensamento poderia parecer fútil, porém durante um longo período em sua vida, foi vista como um par de corpo e rosto perfeito pelos homens. Talvez Naruto chocasse quando a visse e não a acharia tão bonita, consequentemente perderia o interesse. A linha de raciocínio era um tanto ingênua, pois a jovem não estava mais em sua zona de conforto, onde ela era poderosa e ditava todas as regras. Então, esperava qualquer coisa. Mas não poderia ser covarde, logo o respondeu e ele já estava no quarto, a fitando com uma expressão indecifrável:
– Eu não irei a aula hoje. Como você pode ver, estou literalmente de cama. Pode ir sem mim — ela reuniu toda coragem que possuía e preferiu ser firme e até mesmo ríspida para afastá-lo preferia que o jovem fosse embora. No entanto, sua fala teve o efeito inverso.
–Como assim te deixar sozinha, nesse estado? — o loiro soou preocupado.
Ele ignorou totalmente tudo que ela disse. Ficou bem próximo à cama.
– Você não precisa ficar com pena de mim. Pode ir — ela falava emburrada. Corou adoravelmente, na visão de Naruto e, virou o rosto na direção oposta como uma criança birrenta.
Era assim que Hinata o via? Que ele apenas tinha pena? Pena era a última coisa que pensara. Tudo que ele via, era a mulher que amava enferma, precisando de cuidados. Sempre tão altiva e saudável, sua aparência agora era frágil. O corpo pequeno encolhido nas cobertas, o rosto mais branco que o normal, apenas a ponta do nariz bem feito, avermelhado. Ele estava preocupado, queria cuidar dela, enchê-la de mimos, para que se curasse logo. O loiro ainda havia pensado na possibilidade de que, por causa da chuva, a jovem pudesse ficar resfriada. No entanto, nem se lembrava mais desse detalhe, para justificar o atraso da jovem. O Uzumaki acreditava que pelo menos, essa etapa já tinham passado, entretanto, a Yuuhi não havia entendido que tudo que ele já tinha dito, era a mais pura verdade. Que realmente queria cuidar dela, entendê-la e conhecer todos os pedaços que formavam seu ser. Mas ele imaginara que toda essa resistência era muito mais por orgulho de ser vista debilitada, do que por qualquer outra coisa. Talvez ela tivesse experiências ruins, o loiro não duvidava disso. Uma coisa era certa, além da perolada ser orgulhosa, ela era muito desconfiada. Então, a única coisa que lhe restava, era vencer toda aquela birra, com muita persistência e dedicação:
– E quem disse que eu estou com pena? Eu estou é preocupado. Você realmente não me conhece não é? Jamais deixaria uma pessoa que precisa de ajuda só — ele falava firme e ao mesmo tempo carinhoso — ainda mais você... — deixou sua voz morrer. Queria ter dito "ainda mais você que eu amo e é tão importante par mim", porém, achou melhor não externar isso.
– Vamos, Hina-chan. Como você vai se virar sozinha? — ele indagou.
– Eu ficarei ótima sozinha — ela respondeu tentando parecer séria, porém falhando.
Assim que escutou a forma como o loiro falava, sentiu algo dentro de si, que a fez fitá-lo. Ela sabia muito bem o que era. Era aquela sinceridade que o Uzumaki possuía, que poderia ser sentida há quilômetros de distancia. Logo, o argumento que usava para convencer a si mesma, de que não precisava da ajuda do loiro, foi derrubado. E no fundo, não era só o orgulho e medo que a fazia recusar, ela também se preocupava com o loiro. Sabia que faltar a aula poderia prejudicá-lo de alguma forma. Ela enxergava como o Uzumaki gostava e se dedicava aos estudos, mais até do que a mesma. Que anteriormente, se julgava a mais aplicada da turma.
Infelizmente, ela espirrou e se odiou por isso.
Naruto lhe lançou um olhar de "eu não te avisei?"
– Nem adianta negar, eu irei cuidar de você, Hina-chan. E você vai ficar boa rapidinho — ele falava convencido e divertido.
O loiro deixou a mochila, que abraçava seu ombro esquerdo, no chão ao lado da cama. Retirou seu celular o bolso e discou o número:
– Vovó, sou eu, Naruto — o rapaz disse após ser atendido.
– É claro que eu sei, que é você. E quantas vezes já disse para não me chamar de "vovó"? — o berro de Tsunade foi tão alto, que a Yuuhi ouviu. O jovem apenas afastou o aparelho da orelha e fez uma careta. Hinata reprimiu uma risada por isso.
– E o que você quer? Espero ser importante, porque te dei meu número pessoal, apenas para ermegências — Apesar de parecer irritada a Senju estava curiosa.
– Mas é claro que é importante — o loiro se sentiu ligeiramente ofendido — a Hina-chan está gripada, ontem à noite, tomamos um um banho de chuva. Eu cuidarei dela. Por isso nós faltaremos as aulas por tempo indeterminado — o tom dele era sério e decido.
Secretamente a Yuuhi o admirou. Parecia uma criança o fitando apenas com os olhos descobertos, todo resto do corpo com o edredom tampando.
Do outro lado da linha, Tsunade abriu um sorrisinho quase que imperceptível. Ela batucava os dedos em sua mesa.
– Tudo bem. Não se preocupe, darei um jeito em tudo. E se precisar é só me contatar.
Tsunade como diretora e dona da Senju, deveria seguir o protocolo como com qualquer aluno. Para começar, nem deveria acreditar num aluno. Ela deveria exigir que ele levasse a Yuuhi para o hospital e pegasse um atestado, provando a incapacidade de Hinata faltar as aulas, e mesmo assim, não justificaria as faltas do Uzumaki. A renomada médica, Senju Tsunade, deveria dar o exemplo. Uma série de "deveria" que ela não dava a mínima. Primeiro, Naruto não era um aluno qualquer, além de nutrir sentimentos maternos pelo menino,sabia que poderia acreditar de olhos fechados nele, confiaria sua vida à ele. Também, possivelmente, Hinata tinha um resfriado bobo, que se bem cuidado, ficaria boa logo e, se algo acontecesse algo que agravasse o caso, a loira estava a disposição. E por último e mais importante. Aquela era a oportunidade perfeita para que aqueles dois se ajeitassem. Como ela comentou com Kurenai há pouco tempo, que ajudaria se pudesse o "casal". Estava decidido, conversaria com Kakashi e facilmente resolveria a situação.
– Obrigado, vovó — Naruto estava empolgado.
– De nada — ela deixou "vovó" passar daquela vez — Até mais.
– Até — ele se despediu e guardou o aparelho.
Olhou para Hinata, ela estava totalmente encolhida. O loiro se inclina, afasta a franja e toca com carinho a testa dela. Como suspeitava, ela tinha febre:
– Onde tem termômetro? — pergunta.
– No banheiro, a porte de frente para o meu quarto — a voz dela saiu abafada, devido estar coberta.
– Você está quente. Com certeza vai precisar de remédios — ele murmurava mais para si — fique aqui — ele ordenou divertido, pois era óbvio que a jovem não se moveria.
Hinata revirou os olhos, pelo que ouviu. Aquele idiota, até mesmo num momento como aquele dizia besteiras.
....
O loiro fez uma brincadeira para camuflar sua preocupação. Pelo visto, precisaria ir à farmácia, apesar de não ser tão longe, não queria deixar azulada sozinha. Porém, não existia outra opção. Tinha pensado até mesmo em Konohamaru, no entanto, o pequeno arteiro, estava na escola a essa hora.
Sem nem perceber, a Yuuhi acabou cochilando. Ao acordar, percebeu estar só. Será que tudo não passou de um sonho? "Não seja idiota, Hinata." Ela se repreendeu mentalmente. Talvez Naruto tivesse desistido de ficar consigo. Mesmo tentando se convencer de que essa ideia era melhor, foi invadida por uma sensação nada confortável de abandono.... como estava sendo patética, talvez fosse a doença que a estava deixando sensível demais.... entretanto, suas divagações foram cortadas pela cabeleira loira e inconfundível, adentrando seu quarto.
O tempo que levou para ir e voltar, foi relativamente curto, mesmo assim, queria ter chego o mais rápido possível. O loiro chegou ao seu destino ofegante e com os cabelos mais bagunçados que o normal, pela corrida. Antes de ir, deixou a azulada dormindo, mas pelo que pôde perceber, ela já se encontrava acordada. O loiro, antes de se dirigir ao quarto dela, foi a cozinha, por isso trazia um copo de água nas mãos, junto com a sacola plástica da farmácia, onde continham todos os medicamentos necessários ao combate da gripe: o antipirético para acabar com a febre, um xarope para livrar os pulmões do incomodo líquido nojento que o entupia e também as narinas da coriza e por fim, algumas pastilhas para aliviar as dores de garganta:
– Hina-chan, tome. Vai lhe fazer melhor — ele estendeu o copo a jovem, que com um pouco de esforço para elevar o tronco. Por sorte, o Uzumaki estava entretido retirando o comprimido da cartela e não percebeu. A perolada não queria parecer mais inválida do que ele já viu.
O rapaz finalmente lhe deu o bendito remédio. Ela rapidamente engoliu o bendito, esperando que logo fizesse efeito.
....
Ao cair da noite, Naruto preparava o jantar. Para uma alguém no estado de Hinata, nada melhor do que uma sopa, regada de legumes, que iriam ajudar seu corpo na recuperação. Por sorte, tudo que seria preciso para o prato, tinha na casa. O loiro murmurava uma canção, enquanto servia um prato para a Yuuhi. Pelo cheiro estava muito bom, modéstia à parte.
Ele estava muito feliz por cuidar de Hinata e passar quase que todo o dia com ela. Apesar de relutante no início, ela o aceitou bem. Naruto pôde descobrir que a Yuuhi era um tanto manhosa, quando ficava de cama. Pôde perceber que ela não gostava do xarope, não que ela reclamasse, porém, quando algo lhe desagradasse, ela franzia levemente a sobrancelha direita. E apenas esses pequenos detalhes, faziam seu tolo coração palpitar.
Mesmo não tendo beijado a Yuuhi novamente, não alterou em nada seu humor. Seu desejo se tornou tão insignificante perto do estado que Hinata se encontrava. Se tornou tão pequeno, perto dos momentos que compartilharam juntos. Falam sobre o estudos, um pouco da infância. O Uzumaki com certeza tinha conversado muito mais, no entanto, só o fato de Hinata prestar absoluta atenção em tudo que ele dizia, já era bem gratificante.
Ele agora pegava um pano de prato, para que ficasse abaixo da louça e também uma colher. Ele voltou ao cômodo que passou a maior parte do dia: o quarto de Hinata.
E lá estava ela, sentada com as costas apoiada no grande travesseiro, também com a ajuda do loiro, que conseguiu uma posição mais confortável para a jovem.
– Eu trouxe o seu jantar — o Namikaze se sentou na beira da cama.
A jovem que olhava o teto, moveu suas orbes peroladas até fitar o Loiro a sua frente. Ela chegou a até estender as mãos para receber, porém foi surpreendida quando viu o rapaz assoprar uma pequena quantidade na colher:
–Abra a boca, Hina-chan! — o loiro imitava um "aviãozinho" assim como sua mãe fazia consigo, quando o mesmo era apenas um menino e adoecia.
– Sem chances — a outra respondeu curta e grossa, cruzando os braços.
Que coisa mais ridícula! Alguém da idade dela, comendo dessa forma. Ele só poderia estar brincando. Apenas isso. Mas o Uzumaki a olhava tão sério, em nada condizia com o que ele queria. Mesmo tendo negado, ele aproximou a colher tão próximo de sua boca, o cheiro era tão convidativo e seu estômago reclamava de fome. Foi impossível recusar.
Ela riu depois de engolir e Naruto a acompanhou. Ambos com risadas genuínas.
Entre uma colherada e outra:
– Você não vai comer? — ela perguntou sem esconder seu tom de preocupação.
– Depois que eu terminar de te alimentar — ele afirmou e logo em seguida lhe deu mais um pouco de sopa.
Finalmente após a refeição, o Uzumaki se levantou e colocou a louça no criado-mudo, pois iria pegar o remédio.
De repente, Hinata se levanta. Contudo, não esperava ser atingida por uma tonteira. Ficou de cama o dia todo, era óbvio que estaria desacostumada a ficar em pé. Porém, pela afobação de sair do leito, ela nem pensou nisso.
Com o reflexo rápido, Naruto a segurou antes que caísse:
– Cuidado! — exclamou.
– Eu tenho que tomar um banho... — a perolada se justifica pelo seu ato.
Ela vestia um baby doll, o shorts curto evidenciando as coxas bem feitas, a blusa tinha um decote moderado, em compensação, o tecido era fino, e como a jovem não utilizava soutien, os bicos rígidos, faltavam pouco perfurar o tecido. Na verdade, eles estavam espremidos contra o peitoral do Uzumaki. Ele mesmo usando camisa, podia sentí-los.
O loiro respirou fundo, suas mãos permaneceram na cintura dela. Como a blusa estava um pouco levantada, os dedos masculinos tinham contato direto com a pele. O clima ficou quente e não tinha qualquer relação com a febre.
Os dois se encaravam, porém, antes que pudessem dizer ou fazerem algo, o som do celular foi ouvido. O loiro rapidamente solta a Yuuhi e pega o aparelho, que também estava no criado-mudo.
– Alô — atende.
– Naruto? — Kurenai estranhou do outro lado da linha.
– Esse deve ser o celular da Hina-chan — o loiro se apressou tanto para sair daquele momento embaraçoso, que nem notou não ser o seu.
– Mas, por que você atendeu? Aconteceu alguma coisa? — a mulher disparou.
– Bem, a Hina-chan ficou de cama hoje. Mas eu juro que estou cuidando dela.
– De cama? Ela está doente? Obrigada, Naruto. Por favor, passe para ela — a Yuuhi mais velha bombardeou com suas falas.
O Uzumaki apenas passou a ligação para a jovem a sua frente que estava um tanto corada:
– Oi mamãe..... não.... eu estou melhor — Hinata revirou os olhos por algo que a morena disse.
....
Durante os últimos três dias, Naruto cuidou de si, e muito bem por sinal, pois estava melhor do que nunca. Já não precisava mais ficar de cama. Ele havia sido bastante prestativo e carinhoso. E por mais que ela não quisesse nenhuma ajuda do loiro anteriormente, agora não se arrependia nem um pouco. Muito pelo contrário, tinha gostado de toda atenção. Ela até teve pela dele por aguentar seu "bom humor" no começo. Entretanto, naturalmente, a relação deles havia evoluído. A azulada estava mais aberta, claro, Naruto era muito melhor nisso do que ela. No entanto, ele sabia como ninguém, deixá-la confortável.
E mais importante, ele não tinha qualquer obrigação de fazer algo para si. Ele era um homem de palavra, cumpriu com tudo que disse, também decido e amável. Por ela, o Uzumaki até mesmo se prejudicou na escola, por faltar as aulas. Mesmo que Tsunade tivesse sido tão conivente, ela não imaginava que a relação de Naruto e da Senju fosse tão pessoal, nada poderia substituir as aulas perdidas.
Nesses dias que se seguiram, ela descobriu mais dele, além de gostar de ramém, ele realmente levava muito a sério o curso de administração. E por falar em sério, a jovem conheceu ele lado mais firme e másculo do loiro. Ele era um perfeito equilíbrio de diversão e responsabilidade. E isso lhe agradava bastante....
Ninguém, exceto sua mãe, havia feito e se preocupado tanto por si. Isso lhe tocava e mexia mais do que queria admitir....
E por falar em sua mãe, Yuuhi Kurenai lhe torrou a paciência, ligando várias vezes ao dia perguntando se estava bem e conversando com Naruto. Se antes sua mãe já gostava do loiro, agora ainda mais. Hinata não era tão insensível ao ponto de não saber que as mães amavam seus filhos demais e por isso eram daquela forma. Contudo, isso não servia como calmante. A amiga Sakura também ligou para si, pois também estava preocupada pela ausência dela e de Naruto. Após a rosada saber do motivo, se ofereceu para ajudá-la. No entanto, a Yuuhi foi extremamente rigorosa, quando proibiu que a Haruno lhe visitasse. Pois não queria mais uma pessoa abdicando suas obrigações. Sabia que a rosada passava por um momento de turbulência na faculdade, não queria que ela se prejudicasse. Além de que, secretamente, desejava ficar à sós com o loiro sorridente.
Mas algo lhe perturbava o juízo, o momento que foi interrompido pela ligação de Kurenai. Quando estava nos braços do Uzumaki. Sentia tudo dentro de si, se me mexer apenas por lembrar. Que estúpido, há três dias atrás, tinha medo por não saber como tudo ocorreria após aquele beijo. Nem sabia se Naruto agiria diferente consigo, porém, ele havia sido melhor do que ousara imaginar. O desejava muito e sabia o que queria. Queria ser beijada, queria ser tocada e saboreada por ele. E tinha certeza disso, diferente da vez que o atacou no apartamento dele.
Esse era o seu destino, no momento. Iria ao apartamento do loiro. Já estava de noite, ambos haviam jantado. Seu acesso foi facilitado, pois a porta estava aberta. Antes de entrar, retirou o calçado. O lugar estava vazio, na certa, ele tomava banho. Ela entrou no quarto. E suas suspeitas se confirmaram, ao ouvir o barulho da água, pouco tempo depois, não ouviu mais. O quarto dele, era uma suíte, como o de sua mãe.
Viu o jovem sair do banheiro, apenas com uma toalha amarada ao quadril e outra secando os fios rebeldes. Ela mordeu os lábios:
– Hina-chan.... — Naruto não concluiu a frase. A garganta seca.Estava surpreso por encontrá-la ali em seu quarto, com uma branca camisola que batia até o meio das coxas e a expressão sexy e decidida.
O loiro caminhou lentamente, até ficar de frente para Yuuhi. Assim a diferença de altura era evidenciada. Ela olhava para o alto e ele para baixo. Ambos perdidos um no outro. Aquela bolha característica que existia entre os dois, se formou novamente.
Hinata desviou os olhos para o peitoral definido, nada exagerado, na medida certa. Estava um pouco molhado, as gotículas de água escorriam pela região. Ela também pôde perceber uma trilha de pêlos dourados, que começavam abaixo do umbigo e se perdiam toalha adentro.
Ela sentiu inveja, tanto dos pelinhos quanto da água. Encostou as duas mãos no peitoral dele, apenas isso, foi o necessário para que o loiro contraísse os músculos. Ele abandonou a toalha no chão e segurou as mãos dela:
– Você tem certeza? — sua voz não passou de um murmuro. Ele rezava, silenciosamente, para que sim. Pois seria impossível resistir após ter provado, só um pouco dela.
Em resposta, Hinata ficou nas pontas dos pés, para alcançar a boca dele. As respirações se cruzaram até que as bocas se unissem. As línguas se entrelaçaram, os corações batendo fortemente. Ela levou as mãos aos fios loiros e ele a cintura feminina. O beijo era necessitado, um precisava do outro, como se fosse água, puro instinto.
Após os pulmões reclamarem pela falta de ar, se separam. Nada foi dito, porque eles sabiam o que iria acontecer e nenhum dos dois estava disposto a parar.
Ela escorregou os lábios da boca para bochecha esquerda dele, continuou arrastando seus lábios para o pescoço masculino, onde depositou pequenos beijos na área.
O loiro suspirava e a apertava mais ainda na cintura.
Mas a jovem não parou por ali, ela não se contentava. Precisa explorar mais dele. Os lábios fora para o peito, suas mãos também trabalhavam massageando toda a extensão. A jovem se sentou na beirada da cama, assim teve mais facilidade para beijar toda parte,mas mãos traçavam os gominhos do abdomên. Ela ainda colocou a língua para fora e sugava todas gotículas de água.
Foi impossível para Naruto não gemer e contrair sua musculatura. Ter sua pérola lhe dando prazer. Porém, ele lhe parou e antes que a Yuuhi pudesse protestar ele a beijou lascivo. Essa era a primeira vez de ambos, por isso, ele queria dar prazer a amada. O loiro baixou as alças da e explorou o pescoço e colo com beijos e leve mordidas, que foram respondidas com gemidos de Hinata. O rapaz deixou as mãos que estavam no ombro dela, escorregarem pelas coxas, até segurarem a barra da camisola. A azulada sabia qual era a intenção dele, por isso, se levantou um pouco para que o Uzumaki puxasse sua roupa e a despisse. Como não usava soutien, os seios fartos ficaram à mostra.
Naruto se inclinou passando um braço pela cintura feminina e a empurrou para que a jovem se deitasse bem no meio da cama.
O rapaz a fitava, tão linda, parecia surreal.... a boca pequena e desenhada entreaberta, os longos cabelo espalhados pelo travesseiro lençol, os seios fartos subindo e descendo, barriga lisa e as coxas roliças. O Uzumaki queria amar seu corpo, venerá-lo como merecia....
Depois de ter sido parada pelo loiro, ela começava a se sentir um pouco insegura, pela primeira vez, sem saber bem como se portar para agradá-lo. Parecia inexperiente.... Naruto era tão diferente de todos, não sabia o que ele faria, por isso, seu coração batia em expectativa.
Ele se deitou com cuidado para não deixar seu peso machucá-la. Explorou novamente o pescoço feminino, marcando a pele alva. As mãos massageavam os seios, aquela área era cheia e macia, o rapaz afundou o rosto entre eles, acariciando com seu nariz. Contornou os biquinhos rosados com os polegares, os deixando eriçados. Por último, tomou o seio direito com a boca, mordiscando e sugando. Sentiu os cabelos serem puxados pela Yuuhi e se atreveu a olhá-la, ela gemia e apertava as pálpebras fortemente:
– M-mais... m-mais — ela suplicava.
Naruto continuou a fitando enquanto dava o mesmo tratamento ao seio esquerdo, até deixar ambos vermelhos e dormentes. Ele começou a descer, entretanto, o contato visual era feito, pois após abandoná-los, a Yuuhi abriu os olhos. E viu o Namikaze beijar sua barriga, suas coxas, uma de cada vez, numa tortura lenta.
O Uzumaki acariciava o pequenos pés dela, beijando um de cada vez. Depois se aproximou "daquela" área, enrolou os dedos nas tiras da minúscula calcinha e brincava. Hinata estava impaciente, queria que o loiro fizesse o que planejava. Ela ficou irritava, pois sabia que ele fazia de propósito, talvez estivesse se vingando. Se fosse em outra situação, com outro cara, jamais permitiria que isso acontecesse, pois com toda certeza, estaria dominando. No entanto, Naruto a dominava e pior, ela deixava que ele fizesse.
O jovem não era tão mau assim e também queria dar prazer a ela. Logo retirou a peça. A intimidade dela era pequena e rosada, sem qualquer sinal de pêlos. A respiração do loiro batia contra a pele dela, lhe causando arrepios pelo corpo. Ele começou acariciando os grandes lábios, com o auxílio dos dedos, os separou. O clítoris estava pulsado, indicando a excitação. Ele usou o indicador e o dedo médio em forma de "V", fazendo assim, o pequeno pedaço de carne ficar entre eles. E de cima para baixo movimentava os dois, friccionando a parte tão sensível do corpo feminino. A perolada gemia, como era bom, incrível....
A todo momento, Naruto fitava a jovem, que tinha os olhos fechados aproveitando a sensação. E tudo só estava começando.... ele parou sua ação e antes que ela pudesse protestar, ele substituiu seus dedos pela língua. Hinata exclamou algo incompreensível por aquilo. A língua atrevida brincava com a região mordendo e lambendo levemente. O loiro voltou a usar o dois dedos, agora envergando em forma de foice, só que dessa vez, a penetrou. Quando voltou a fitá-la, ela tinha uma mão apertando o próprio seio e a outra segurava os fios dourados com força, isso só dava mais satisfação ao Uzumaki, que começou a girar os dedo dentro dela, e a língua trabalhava mais rápido do que nunca, fazendo a azulada alcançar o ápice.
A onda de prazer atingiu o corpo dela, que convulsionava sem qualquer controle. Foi uma experiência incrível para Naruto, que assistia tudo, ao mesmo tempo que saboreava todo o melzinho de prazer da jovem.
Ele retirou a toalha que ainda permanecia em seu corpo e jogou em qualquer canto. Expôs sua gloriosa ereção, estava muito excitado, entretanto, ficou tão entretido em proporcionar prazer a amada, que esqueceu de si mesmo.
Hinata abriu suas pálpebras e fitou as safiras, ela abaixou os olhos e viu o pênis dele, que era grande por sinal, sem dizer nada, o segurou fazendo lentos movimentos de vai e vem, precisava devolver nem que fosse um pouco do prazer que sentiu.
O loiro não esperava que ela fizesse isso, ele suspirou. Esticou o braço para alcançar seu criado-mudo. Abriu a gaveta retirou o pacotinho "ainda será muito útil para você. Não precisa me agradecer", ele se lembrava perfeitamente da voz de Jiraya, quando lhe entregou antes de viajar.
O Uzumaki retirou com a mão de Hinata delicadamente de seu membro e vestiu a proteção. Se acomodou entre as pernas dela e encaixou seu mastro na entrada estreita.
Antes de qualquer movimento, as safiras encararam as luas, como se conversassem e pudessem enxergar profundamente. Ele a penetrou lentamente, foi fácil, pois ela estava lubrificada, ambos gemeram.
O Namikaze segurou as mão dela, unindo os dedos acima da cabeça de Hinata. Começou a entrar e sair, calmo, com cuidado. Tomou a boca dela, beijá-la se tornou seu vício.... os corações batiam forte, na mesma sintonia. Eles estavam conectados, além do físico... era uma entrega.
A penetração ficava mais rápida com o passar do tempo. Ambos suados e cansados, por isso beijar se tornou difícil, apenas respiravam forte com as testas coladas. Naruto soltou as mãos de Hinata. Ela prendeu suas mãos nos cabelos dele, enquanto o Uzumaki tinha uma das mãos em sua cintura e a outra mão masculina nas coxa, apertando.
Era uma sensação diferente para os dois, tudo parecia tão certo, um encaixe perfeito. Era difícil descrever em palavras. Magnífico, sublime... qualquer palavra parecia pouco e não fazia jus aquele momento.
Os gemidos e respirações ofegantes preenchiam o quarto. Hinata arranhava as costas do loiro e suas mãos pararam nas nádegas dele, apertando e empurrando, para que ele fosse mais rápido:
– Na-naruto-kun — ela exclamou ao chegar ao orgasmo.
Ele ao ouvir isso, se movimentava tão forte e de desmanchou também no ápice.
Eles ficaram durante um tempo quietos, esperando a respiração normalizar. Naruto a encarou, nenhum dos dois disse nada, não precisava.
Pare ele, aquela experiência tinha sido a melhor de toda sua vida. Mal acreditava que tinha estado tão intimamente com a mulher que amava. Deu um selinho nos lábios dela e se retirou com cuidado. Se levantou para ir ao banheiro.
Hinata olhava para o teto, uma lágrima escorreu. Seu coração ainda batia descompassado dentro do peito. Ela colocou as mãos tentando acalmá-lo. Ela estava cansada, porém satisfeita e feliz. Naquela noite, aprendeu a diferença entre transar e fazer amor.
Ela se deitou de lado e apenas fechou os olhos. Pouco tempo depois, sentiu o peso no colchão, também sentiu ser coberta por um lençol.
Naruto contornou o braço forte na cintura dela e fazia círculos invisível na barriga, uma carícia sem qualquer malícia. Com a outra mão, acariciava os cabelos sedosos azulados.
Hinata aproveitava e foi impossível não dormir.
O Uzumaki também cai no sono, com um sorriso no rosto, pois pela primeira vez dormiria com sua pérola em seus braços.
....
A claridade que invadia o cômodo, aos pouco lhe incomodava. Suspirou, estava tão relaxada, há tempos não se sentia assim. Ronronou como uma gatinha, ao sentir uma carícia delicada em seus fios. Se espreguiçou e virou o corpo na direção oposta, ao abrir os olhos, mirou as safiras mais brilhantes do que nunca. Tão aconchegantes como o mar calmo.
Para Naruto, tudo aquilo foi tão incrível. Ter finalmente sua amada carnalmente, seu corpo ainda queimava em desejo, mesmo tento aplacado um pouquinho dele, na noite de ontem. Que loucura! Sua cabeça girava pelos acontecimentos. Estava tão feliz. E ao acordar, teve a certeza que tudo aquilo foi real, e não apenas mais um de seus sonhos. Ele tinha acordado há poucos minutos atrás, no entanto, ficou admirando a Yuuhi dormindo. E ela estava mais linda do que nunca. Como conseguia essa façanha? O rapaz não resistiu e acariciou os fios azulados. Ela, pelo visto, aprovou. E depois se virou para si:
– Bom dia — ela disse. Nem sabia o que falar, então, disse o óbvio e indicado.
– Bom dia, "bafudinha" — ele não perderia a oportunidade de brincar.
O sorriso que queria se formar na boca dela, se transformou num bico adorável e uma carranca, tão conhecida por Naruto, ameaça aparecer. Ela acerta um tapa em seu braço:
– Desculpa, eu só estava brincando — ele segura os braços dela e fica por cima do corpo feminino — eu só não quero que tudo se estrague, por causa de uma idiotice minha.....
Nenhum dos dois falava. Mas Naruto precisava falar, colocar para fora tudo que sentia, senão seria engolido pelos próprios sentimentos. Talvez estivesse sendo precipitado, porém, já tinha sido muito paciente. E depois do que aconteceu entre eles, o loiro arriscaria. Às vezes, na vida, as pessoa precisam correr riscos:
– Você ocupa um espaço grande na minha vida. E tudo o que aconteceu, para mim foi muito importante. Você não deve ter percebido e eu, preciso deixar claro, preciso gritar sem medo. Eu te....
Hinata tinha toda sua atenção voltada ao Uzumaki. Ela não era tão cega assim, aquelas safiras brilhantes e aforma como o discurso se encaminhava. A azulada o interrompeu, não deixou que concluísse sua fala. O afastou. Ele parou imediatamente, confuso. Mas que droga! "Aquela coisa loira" não tinha o direito de se sentir mal, nem fazer aquela cara, que a deixava com remorso. Ela não poderia se enganar, é claro que sentia alguma coisa por Naruto. Nunca tinha se entregado assim à ninguém. Porém, ele estragou tudo falando aquela frase. Ela estava com medo, nunca tinha sentido nada como isso. Estava assustada e mais uma vez, não sabia como agir diante a aquela situação. Seu coração batia forte. Reprimia as lágrimas que queria cair e ela nem sabia o porquê. Então, tomou a decisão mais fácil que poderia ter tomado. Fugiria covardemente.
Com pressa se levantou da cama, pegou suas roupas e se vestiu em tempo record.
– Hina-chan, espere! — o loiro se levantou também. Segurou seus braços.
– Me largue — ordenou.
E ele o fez. Naruto vestiu qualquer roupa, também com rapidez.
Hinata saía do apartamento sem se importar com a camisola que usava. Iria para qualquer lugar.
O Namikaze também saiu de seu lar, pronto para ir atrás dela:
– Naruto — alguém segurou seu braço.
– Kurenai-san, eu preciso falar com a Hinata.
– Espere, me explique o que aconteceu — ela verbalizou firmemente. Ela falou de uma forma, que o loiro não poderia negar. Uma preocupação estampada nos olhos rubros. Estava divido.
Desde a ligação que fez para filha e soube de que estava adoentada, ficou extremamente preocupada. Quis pegar o primeiro avião para Tóquio e ficar com a filha. Mas, Naruto estava com sua menina e apesar de não ter provas de que ele cuidaria bem dela, sabia que sua filha estaria amparada ao lado do Uzumaki. No entanto, era mãe, acima de tudo, e das mais protetoras. E por mais que tivesse conversado com Tsunade e a loira ter garantido que nada de mal aconteceria com Hinata. A professora fez o máximo que pôde, para voltar o mais rápido para casa. Conseguiu a penas um dia, ou seja, em ver de cinco, voltou em quatro, para o seu lar. E quando pisou no edifício Sandaime, sua filha passou por si, sem nem olhar para trás, vestida com uma camisola.
– Bem, nós estávamos.... — o loiro corou. Como era constrangedor, como diria isso a sua "sogra" ou "ex-futura-sogra".
Não foi preciso mais explicações, o cabelo mais bagunçado que o comum e as roupas amaçadas e tortas, além do estado da filha. E concluiu tudo:
– Venha, Naruto.
– Mas, eu... — ele queria ir ao encontro de sua pérola. Naquele estado poderia acontecer algo.
– Por favo, venha — ela insistiu. E ele acabou indo com ela em direção ao apartamento da professora.
A mulher abriu a porta e deixou a mala de rodinhas ali. Deu espaço para que ele entrasse. Ela apontou uma poltrona para que ele se sentasse e o mesmo fez isso.
A Yuuhi mais velha também se sentou no sofá.
Ela via como aquele rapaz amava sua filha, era forte e verdadeiro. E nem em toda sua vida, conseguiria agradecê-lo por isso. Por ter o sentimento puro, por querer cuidar e principalmente, devolver o brilho nos olhos de sua amada e única filha. Como mãe, só queria o bem estar daquele ser que carregou em seu ventre durante nove e difíceis meses. Aquela pessoa que se tornou sua esperança em meio a desgraça. Agora, Kurenai não poderia ser covarde, como foi durante toda vida. Não poderia fraquejar:
– Eu vejo que você sente algo forte pela minha filha. E é recíproco, acredite. Na verdade, desde a primeira vez, naquele corredor, quando eu vi os dois juntos, percebi que haveria algo entre vocês.
O loiro ficou sem palavras. Pasmo. Um tanto corado, mas quieto. Não iria interrompê-la, pois sabia que ela falaria mais.
A mulher tinha lágrimas querendo sair. Entretanto, se mantéu firme, tinha depositado suas esperanças naquele à sua frente.Respirou fundo e continuou:
– Se você quiser ter algum relacionamento com a minha filha, precisa entender e saber sobre ela e o que lhe aconteceu. Tudo começou quando...
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