Hinata

12 Encontro


Notas iniciais
Olá queridos, estava com saudades. Minha intenção era postar semana passada. Mas, eu reescrevi algumas partes, porque achei que poderia melhorar Eu espero que você gostem. Tenho quase certeza disso. Perdão por qualquer erro.

Sakura se sentia animada, também não era para menos, tirou uma excelente nota na prova. Por mais que fosse a melhor aluna da classe e passasse, quase todo tempo estudando, era gratificante ver todo seu esforço ter valido a pena. Ver aquela nota alta, receber um elogio do professor e o olhar de admiração dos colegas.

Pelo menos nos estudos, ela era alguém, ela era bem sucedida e determinada, em nada, lembrava a submissa e frágil, Sakura que namorava Sasuke. Quando colocava os pés na Universidade, se sentia muito bem.

Claro, agora seu relacionamento com o Uchiha, tinha melhorado consideravelmente. Mesmo assim, ela sentia como se faltasse algo. Mas, também não reclamaria, pois se já havia aceito o pior, não seria agora que o deixaria.

A Haruno se encontrava no Campus da Senju, sentada como de costume, na mesma mesa. Ela falava sobre seu relacionamento com o namorado:

– Nosso relacionamento tem melhorado bastante — a rosada dizia com um singelo sorriso no rosto.

Hinata estava ao lado da amiga, os braços esticados atrás da cadeira em que estava sentada. Com o queixo erguido e os olhos fechados, aproveitava o Sol. Apesar de não parecer, visto que, era muito branca, amava a sensação dos raios solares tocando sua pele, claro, quando a temperatura estava amena, e não aquele calor escaldante.

Mesmo parecendo não se importar com o monólogo da amiga, ouvia tudo atentamente. Elas eram amigas há muitos anos, atualmente, ela sabia que estava em falta com essa amizade. É verdade que tinha mais afinidade com Ino, porém, isso não influenciava nos anos de convivência e amor que nutria pela Haruno. A relação da Yuuhi e da rosada, era um tanto estranha e complexa, entretanto, se havia amor mútuo.

Sobre a relação de Sakura e Sasuke, a perolada nunca se meteu, pois era amiga de ambos. Obviamente, já deu vários conselhos para os dois, entretanto, jamais deram ouvidos. Por isso, preferiu se abster durante um período.

Naruto, por sua vez, se encontrava ao lado de Hinata, de frente para Sakura. O loiro havia começado uma amizade amistosa com a rosada. Ela era muito educada consigo e os dois adoravam infernizar a Yuuhi. Todavia, nem sabia sobre o que a Haruno falava, pois estava admirando sua pérola. Se ele pudesse, iria eternizar aquele quadro. Então, guardava na memória todos os detalhes. Os cabelos com seu brilho azulado, mais forte que o comum, por causa do Sol. As orbes prateadas fechadas e a boca entreaberta. Deus! Como teve vontade de tomá-la para si. Beijá-la por dias seguidos e sentir o gosto do gloss cereja que Hinata tinha nos lábios.

Naruto suspirou e um sorriso bobo se formou em seus lábios, aquele tipo de sorriso que só Hinata conseguia. Sem dúvidas, a amada fazia inveja até em Afrodite, ou Vênus se preferir.

– E como sempre, você falando do Sasuke — a voz animada e inconfundível de Ino se fez presente.

A loira havia se materializado ali ao lado da mesa, como num passa de mágica despertando os outros três, de seus respectivos pensamentos.

– O que você está fazendo aqui? — Hinata logo dispara.

Seu tom não era amigável, muito menos a carranca que se formou no belo rosto. Por que Ino estava ali? Se fosse para o que ela estava pensando..... a loira, durante todo esse tempo jamais havia ido para Senju. Talvez ela quisesse se aproximar de Naruto.... era capaz de estar interessada no Uzumaki. Não sabia o porquê, mas sentia uma queimação incomoda no estômago, só por essa suposição. A Yuuhi realmente não tinha nada com Naruto, entretanto, se sua suspeita se confirmasse, ela teria que agir, tomar suas providências. A vontade que tinha, era de arrastar a cara da "amiga" por toda Universidade. Sua aura assassina se espalhava no local.

– Credo, Hina. Assim parece que você não quer minha presença — Ino tentava descontrair, mas sentiu um frio na espinha.

– Você acha? — a perolada usa o cinismo.

A loira da uma risada sem graça. Caramba, ela pensou que a amiga estivesse mais calma. Porém, não foi o que aconteceu. Ela quase se arrependeu da brincadeira. Quase.

– Naruto, você poderia comprar um refrigerante para mim? — a Yamanaka se vira para o loiro.

– E-eu... é... sim...c-claro — o Uzumaki coça a nuca e da um sorriso amarelo. Ele rapidamente se levantou e foi até a cantina. Preferia sair dali, antes que sua pérola quisesse brigar com ele.

– Que clima é esse, entre vocês duas? — Sakura questiona apontado para as amigas.

A Yuuhi trava o maxilar. Aquele idiota loiro, foi correndo fazer a vontade da outra idiota loira. Isso fez a azulada se lembrar porque não gostava de loiros.

A repórter se senta na mesa, fica séria e depois solta uma gargalhada. Nenhuma das outras duas entenderam. Após a crise de riso, Ino finalmente se controla:

– Acontece que eu dei "em cima" do Naruto — ela fez sinal de aspas com os dedos — propositalmente. Para saber se havia algo entre ele e a Hina. E não é que eu estava certa.

– O quê?! — A Yuuhi esbraveja.

– Calminha, Hina. Eu não quero o loiro para mim. Ele nem faz o meu tipo. Eu só achei que você estava estranha demais e resolvi averiguar se tinha alguma relação com o seu vizinho.

– Não há nada entre nós dois — a azulada tenta disfarçar, porém, se sentia aliviada por dentro.

– Só você mesmo, Ino. Aliás, você provou do seu próprio veneno, Hinata. Eu também tinha percebido algo diferente entre vocês. Mas, não usaria desses meios que vocês duas usam — Sakura verbaliza — Enfim, eu fico feliz por você e pelo Naruto também.

– Eu já disse, nós não temos nada — Hinata estava irritada.

– Vocês podem até não ter dado nenhum beijinho. Mas que rola um clima, rola — a loira cutucava a amiga. Realmente, Ino havia perdido a noção do perigo.

– Ino, eu quero te esganar — a perolada bufava.

– Me perdoa, Hina — a Yamanaka fazia cara de inocente — eu só queria saber o que se passava com minha amiga.

– Já chega! Diga logo para que veio aqui — Hinata decidiu acabar com o assunto, mas também sabia que a amiga tinha outro interesse para estar ali.

– Bem, eu gostaria de convidá-las, e esse convite se estende ao Sasuke e ao Naruto também, para irem hoje à noite, na exposição do meu amigo Sai — a loira estava animada.

– Sai, o pintor? — Sakura indaga interessada. A rosada apreciava a arte e já tinha ouvido falar nesse pintor.

– Sim. Ele mesmo — confirma.

– Eu quero ir sim, falarei com Sasuke-kun. Talvez ele vá comigo.

– E você, Hina? — Ino pergunta.

– Não tem nada de bom para fazer mesmo. O Naruto irá também.

– Que ótimo. O único problema é que eu terei de aturar o palito de fósforo.

– Palito de fósforo? — Sakura pergunta curiosa.

– É o irmão da Machona, quero dizer Temari. Argh... ele é um idiota insuportável. E agora, a minha "chefinha" teve a ideia de que o seu "irmãozinho", me siga como um cão de guarda. Claro que eu aceitei, jamais fugiria.

– Cão de guarda? — a rosada questiona mais uma vez.

– Mas você está lenta hoje, Sakura. A Temari, teve a brilhante ideia, de seu querido irmão, me seguir durante o trabalho, para ganhar experiência.

– Para quem falou sobre mim, você também está bastante incomodada com esse Saara, Gaara... seilá — Hinata não deixou barato.

– Sabe — a loira fez uma expressão pensativa — bom, não posso negar que isso se tornou um desafio e eu amo, amo muito desafios. O ruivo até que faz meu tipo, posso me divertir — ela lambe os lábios imaginando a possibilidade — Senhorita Yuuhi, nem pense que se livrou da nossa conversinha. Ainda falaremos sobre seu affair. E por falar nele....

A loira apontou para o Uzumaki que trazia seu pedido.

Naruto a todo momento, só esperava que os ânimos já estivem calmos. Ele até atrasou um pouco sua viajem. Quando se aproximou da mesa, deu graças aos Deuses, por tudo estar em ordem. Senão teria que tomar alguma atitude, sempre defenderia Hinata. Não deixaria que fizessem nada com ela:

– Aqui, Ino. Tomei a liberdade de trazer um diet.

– Obrigada, Naruto. Acertou mesmo.

Ele percebeu a mudança de comportamento dela. Estava mais amigável e sem segundas intenções. Se sentiu mais tranquilo. Assim, que olhou para Yuuhi, que assistia a cena calada, percebeu o olhar que ela lhe direcionava. Era diferente.

....

O local era preenchido pelas risadas das mulheres. O clima aconchegante de confidentes de anos, permanecia intacto. Uma confiava na outra. Elas eram mais amigas do que os outros poderiam imaginar. E assim, preferiam. Preferiam que pensassem, que essa relação era a mais profissional possível. Talvez só Hiruzen, soubesse tão bem dessa amizade.

Tsunade queria manter sua postura de dona da Instituição Senju, médica de prestígio e respeito. E também, já sofreu tanto por amar e ter perdido seus amores, que decidiu se manter afastada das pessoas em geral. Até conhecer, na verdade, reencontrar aquele moleque loiro. Realmente, aquele menino era único. E ela pôde constatar aquilo, assim que ele veio ao mundo, através de suas mãos.

Já Kurenai, não queria que seus colegas de trabalho pensassem que ela era favorecida de algum modo, por ter uma relação tão próxima a loira. É verdade que Tsunade havia custeado seus estudos e lhe dado emprego, porém, ela fez questão de ter pago centavo por centavo. E claro, se ainda trabalhava ali, era por sua total dedicação e amor ao trabalho. A mulher desempenhava muito bem sua função. Recebia elogios de todos, mesmo nuca se achando tão boa assim.

A "reunião", acontecia no lugar de sempre. A diretoria da Escola Senju:

– O Jiraya era completamente louco e pervertido, ainda continua sendo — Tsunade dizia nostálgica — teve uma vez que ele tentou me espionar no banheiro daqui da Senju. Eu consegui vê-lo e lhe dei a maior surra. Mas quem disse que ele aprendeu?

Tanto a loira, quanto Kurenai riram mais uma vez:

– Eu não posso negar que era divertido, porém, jamais disse para ele. Nós, os Sannins, nos divertimos muito. Posso dizer que minha juventude foi bem aproveitada.

Tudo era tão mais fácil, quando se é mais novo. Não precisa se preocupar com nada, exceto o dever de casa. Ela se lembrava muito bem de todas as travessuras que aprontaram, fazendo o mestre Hiruzen ganhar cabelos brancos numa velocidade assustadora. Jiraya e suas loucuras, acabava sempre levando o curioso e esquisito Orochimaru. Mesmo Tsunade, que era a mais centrada por sonhar em ser médica, no fim, sempre estava envolvida nas trapalhadas do Namikaze. A vida era alegre e livre, até que as pessoas crescem e as responsabilidades batem à porta, lhe cobrando.

Tsunade sabia muito bem, o que isso significava, pois viveu na pele. Teve que assumir o legado do avô, visto que, era a única sobrevivente da família Senju, além de estudar e se especializar, para que se tornasse a médica que sempre sonhou. Depois conheceu Dan, o amor foi instântaneo, ele a amava e entendia suas responsabilidades e jamais a cobrava pelo pouco tempo que tinham juntos, daí a morte prematura do marido a fez sofre muito, se fechando para as pessoas.

Cada um deles, Jiraya, Orochimaru e Tsunade, cresceu e tomou um rumo na vida:

– "Os Sannins" — a Yuuhi repetia — eu espero não estar cometendo nenhuma indiscrição, mas a senhora e Hiruzen-san, nunca falam do outro.

– O Orochimaru... — a Senju pronunciou — bem, ele sempre foi alguém curioso, sempre querendo aprender. Mas, se tornou ambicioso demais. Isso decepcionou muito, o Hiruzen-sensei. Ele seguiu seu próprio caminho. Todos nós seguimos.

– Por ironia do destino, ou não, a senhora foi amiga de juventude, de Jiraya-san. Depois ajudou a trazer o Naruto à vida e agora, ele estuda aqui.

A loira abre um sorriso:

– Sim... e por falar naquele moleque, como andam as coisas? — a mulher tinha curiosidade.

– Eles tem evoluído muito, essa "relação". Ontem mesmo, eu percebi algo diferente entre eles, no jantar. Só quero que minha menina seja feliz — informou a outra.

Sim, como mãe, a professora, queria que sua filha estivesse bem e realizada. E nada melhor, do que Naruto para ajudar nisso. Ela tinha muito apreço pelo Uzumaki, seria grata eternamente, pelo loiro ter devolvido o brilho nas luas da filha. Conseguia enxergar o sentimento puro que o rapaz tinha por sua filha e todo empenho e paciência, para conquistá-la e entendê-la. Sabia muito bem como Hinata era difícil e mesmo assim, o loiro não desistira. A morena tinha certeza, o Namikaze foi tudo que ela pediu a Deus.

– Aquele garoto sabe o que faz. Ele tem algo único — a Senju pondera. Precisava chegar onde queria — Mudando de assunto, a convenção anual das instituições de ensino, começará amanhã.

– É verdade. A senhora deve estar se preparando.

– Não, minha querida. Eu não poderei ir, como de costume, por isso, eu não vejo ninguém melhor para representar a escola, do que você.

– E-eu.. mas... — a Yuuhi ficou bastante surpresa e um tanto assustada.

– Você é a melhor professora que eu tenho. Representará muito bem a Senju — a loira afirmou com convicção.

– Mas, e as aulas? E Hinata? — a morena estava um pouco atordoada.

– Não se preocupe, eu já consegui um substituto para você e a Hinata já é adulta, sabe se virar. Me desculpe por avisá-la em cima da hora. Mas, você aceita?

A loira havia mentido, tudo era programado com antecedência, o motivo por dizer tão perto do evento, foi para que Kurenei não pudesse recusar. Tsunade sabia do potencial da professora, tanto profissional, como mulher. E sabia também, que a morena a sua frente se menosprezava e anulava. Talvez a viagem, ajudaria a Yuuhi a enxergar que era muito além de uma mãe. Ela precisava viver sua vida. Ter uma vida. Tsunade desconfiava que a professora se sentisse culpada pelo que aconteceu com a filha.

– Sim — a professora afirmou.

Kurenai jamais diria não a Tsunade. Além da Senju tê-la ajudado muito no passado. A professora gostava de ser útil e ajudar as pessoas. Além de ter sido sua confidente nos piores e mais difíceis momentos da vida. Só se sentia insegura, não sabia se poderia representar bem a Escola. A mulher ainda se inferiorizava pelo seu passado triste. Mas, daria o seu melhor. Pois sempre foi muito aplicada e dedicada. Fazia tudo com gosto.

– Ótimo. Sabia que poderia contar com você. Está liberada mais cedo. Arrume suas coisas, às dezoito horas, um carro te passará na sua casa, em direção ao aeroporto. Você ficará em Suna, no máximo cinco dias.

A morena acena com a cabeça, só esperava que tudo ficasse bem em sua ausência.

....

Quando chegou em casa, Hinata se deparou com a mãe chorosa, dizendo que iria viajar por uma tal convenção. Durante a tarde, ajudou a mulher, arrumando alguns pertences para viajem. Pelo que ela tinha dito, ficaria uns cinco dias fora. Ela achava um drama, toda essa choradeira. Talvez toda mãe fosse assim, ainda mais a sua, que só tinha ela de filha. O amor sempre existiu entre ambas, o laço era muito forte. Porém, Hinata achava sua mãe boa demais, medíocre demais. Sem falarem sua origem desconhecida, que a mulher sempre fugia e nunca respondia suas perguntas. Apesar de não tê-la pressionado mais, a jovem não tinha esquecido em momento algum, sobre esse assunto. Talvez ela fosse fruto de uma adultério, ou seu pai fosse um bandido, ou ainda, nem soubesse de sua existência, até mesmo tivesse rejeitado sua mãe e a gravidez. Eram tantas possibilidades, sua vida já estava tão bagunçada, que preferia nem pensar muito nesse assunto.

Após a mãe sair, a azulada chamou Naruto para exposição. Na verdade, a sempre segura Hinata, fico durante uns bons minutos, que pareceram uma eternidade, na porta do Uzumaki. Pensando como iria convidá-lo, isso mesmo, convidá-lo, se fosse em outros tempos, teria tentado se enganar, criando uma desculpa qualquer só para pensar que estava protegida. Entretanto, ela descobriu que não havia nada mais protetor que os braços fortes de um certo loiro. No final, depois de pensar nas mais variadas abordagem, optou por ser direta. Engoliu a falta e jeito e vergonha. Nossa, exatamente isso, vergonha. Quanta evolução, não é mesmo? Tudo era tão louco e estranho. Já nem se reconhecia mais.

Durante todo o tempo, o trajeto foi feito em silêncio. Desde o acontecimento no apartamento do loiro, a Yuuhi não sabia como agir perante o Uzumaki, tudo fugiu de seu controle. Ela não sabia mais de nada. Se surpreendia a cada ato seu, como hoje de manhã e seu doce "bom dia". Ou pior, corar. Há quanto tempo não tinha essas reações? Com certeza, há anos. Quando estava perto de Naruto, se sentia a velha "Hinata". E claro, o certo desconforto, isso definitivamente foi um eufemismo, para os sentimentos conflitantes, ao saber que outra mulher, no caso amiga, nutria interesse pelo Uzumaki. Teve vontade de cometer um crime contra a Yamanaka, depois da repórter ter lhe contado sua verdadeira intensão, sentiu uma alívio enorme tomar conta de si.

O Loiro, obviamente, adorou o convite da perolada, e aceitou sem pensar duas vezes. Na verdade, ele havia ficado muito surpreso, ao abrir sua porta e dar de cara com Hinata. A primeira ideia que apoderou de sua mente, foi da amada tentar seduzí-lo novamente, como se ela precisasse de esforço para isso. Enfim, ele rogava aos seus que essa não fosse a intenção da amada, pois suspeitava que não conseguiria se controlar, como da última vez. A perolada o fitava abriu a boca, mas fechou novamente, olhou para baixo, como se estivesse tomando coragem, até olhá-lo fixamente e perguntar "quer ir comigo a uma exposição?". Ela teve uma leve falha na voz, no começo da frase, que ele poderia jurar ser um gaguejo. Contudo decidiu não dar importância, pois sabia que a Yuuhi ficaria ainda mais desconfortável do que estava por convidá-lo.

Mas, quem em sã consciência, recusaria o pedido da mulher amada? Sim, mil vezes sim. Se ele pudesse gritaria e diria tantas outras coisas, que sempre ficavam presas em seu interior. Naruto também era um ser humano falho e de carne e osso. Por mais que fosse mais sensível e compreensivo, também tinha suas necessidades, não só carnais, mas sentimentais também. Sua natureza sincera sofria por ter que ocultar alguns sentimentos de Hinata, para não assustá-la. Pensando nisso, ele constatou que poderia dar um passo além nos seus planos. Porém, isso ficaria para mais tarde. Por enquanto, babaria... digo, admiraria sua pérola.

E lá estavam eles.

A galeria era ampla, as paredes pintadas de branco e adornadas por quadros e esculturas. O local estava repleto de pessoas, mas foi fácil achar os cabelos rosados de Sakura e um moreno sério ao seu lado.

Sasuke, mantinha sua expressão de "Uchiha". Sério, com cara de poucos amigos. Mais cedo, Sakura havia lhe ligado, contando do convite de Ino. O que mais lhe surpreendeu foi a forma decidida como ela disse "eu irei a exposição. Você quer ir comigo?", em outros tempos, ela jamais diria isso. Primeiro, perguntaria se ele queria ir, dependendo da resposta, ela tomaria sua decisão. Isso realmente lhe causou certo "impacto". Se fosse em épocas atrás, não deixaria barato. Mas hoje, achava essa atitude desnecessária. Será que finalmente havia tomado "juízo"? Como é que diziam? Que estava "amadurecendo"? Enfim, o Uchiha aceitou o convite. Não tinha nada a perder mesmo. Há tempos não saía, ainda mais depois da viagem do irmão. Agora ele entendia muito bem, o porque de Itachi não ter tempo para nada.

E por falar em Itachi, o mais velho continuava inspecionando seu trabalho. Depois de toda a parte profissional, era bom manter uma conversa com o mais velho. Por mais que Sasuke não admitisse, Itachi sempre foi seu exemplo a ser seguido. Sempre buscou a aprovação do irmão, até mesmo na fase mais "rebelde sem causa/James Dean" de sua vida. O mais irônico é que os irmãos Uchiha estavam mais próximos agora, que o mais velho se encontrava do outro lado do mundo, do que todo o tempo que ambos moraram na mesma casa, sendo essa, a imponente e impessoal mansão da família.

Como sua mente pôde chegar até aquele ponto? Abanou levemente a cabeça, a fim de dissipar aqueles pensamentos, até ver quem se aproximava. Abriu um sorriso irônico:

– Ora, Ora. Vejamos quem está aqui. Pobretona, eu pensei que isso fosse uma exposição de arte, não um evento beneficente — o sorriso do Uchiha se alargar.

– Ha, Sasuke. E você, querido? Soube que está trabalhando na empresa da família. Espero que esteja se comportando e não seja apenas para dar um golpe, ou pior, falir o Império Uchiha pela sua incompetência. Madara-sama, não ficaria feliz por isso — a Yuuhi devolveu na mesma moeda. Apesar de estar confusa em relação à Naruto, com os demais, continuava a mesma altiva e de língua afiada Hinata.

E contrariando todas as expectativas, ambos dão um caloroso abraço. Era típico dos dois, se alfinetarem assim. Praticamente uma demonstração de carinho. Fazia tempo que eles não se viam, na verdade, um bom tempo. Mas mesmo assim, jamais deixariam de se gostar, ou esquecer um do outro.

Assim que se separam, um garçom passar perto e o Uchiha não perde a chance de pegar um drink qualquer. Já não era sem tempo, precisava de uma bebida para aguentar aquele lugar. Nem se lembrava mais o porquê de estar ali. Assim, virou o copo de uma só vez.

– Você não deveria beber assim — a voz de um homem adentrou seus ouvidos e logo ficou curioso.

Só então, reparou no loiro com cara de idiota, ao lado de Hinata. Quem seria ele, um namorado ou caso? Também não se importava. Sasuke adotou a postura de não interferir e se meter na vida dos outros.

– Quem é ele? — o moreno questionou.

– Eu sou Uzumaki Naruto — o Namikaze, educado e sorridente como sempre, estende a mão.

– Entendi. Você é do tipo que pede permissão aos papai e a mamãe.

– Bem, meu pais morreram. Então.... — o loiro mal percebe a ironia do outro e coça a nunca constrangido.

Sasuke pela primeira vez fita Naruto seriamente, não havia vestígio de sorriso nos lábios. Claro que ele sabia, existiam muitas pessoas sem pais mundo a fora, mas era muito diferente encontrar alguém que passou pelo mesmo que ele. Inconscientemente, sentia uma espécie de identificação.

Naruto por sua vez, viu que poderia fazer uma amizade. E ele precisava disso, visto que, mesmo tento Hinata, ela era sua amada, por mais que quisesse compartilhar vivências, era diferente de ter um amigo. E bem, Konohamaru, era apenas uma criança, Naruto o via como um irmão mais novo.

– Meus pais também morreram — foi tudo que Sasuke disse. Muito diferente do "eu sinto muito", o moreno não tinha jeito para essas coisa, e também, sua frase teve um certo tom de desculpas estilo "Uchiha". Algo implícito.

– Vamos começar de novo. Prazer, Naruto — o Uzumaki sorri, como se nada tivesse acontecido.

– Sasuke — dessa vez o Uchiha aceita o cumprimento.

O moreno conseguiu enxergar tanta honestidade e falta de interesse nas orbes cor de safira. Talvez aquele loiro não fosse tão idiota assim.

"Teme"

"Dobe"

Pensaram mutuamente.

– Onde a Sakura está? — Hinata corta todo o clima "fraterno" que tinha se instalado ali. A perolada estava alheia aos dois homens. Após se separar do Uchiha, fez uma rápida busca pela amiga, que há pouco tempo estava do lado de Sasuke.

Boa pergunta, onde a rosada estava?

Sakura mal se deu conta de que se afastou do namorado. Estava tão encantada e admirada pelas telas. Sim, além de Sasuke e da medicina, a futura médica nutria apreço pela arte. Principalmente quadros. A jovem até se surpreendeu consigo mesma, por ter sido tão segura de si, ao falar com o amado. Mas não se arrependia, pois agora poderia desfrutar daquela maravilhosa experiência. Ela e Sasuke estavam no salão central, sem perceber, a Haruno foi parar num corredor, onde se localizavam quadros enfileirados por toda parede. Assim, ela perdia a noção do tempo e da realidade. Se esquecia de qualquer problema....

– Você está gostando? — uma voz atrás de si indagou.

– Sim, muito. Eu acho tudo tão belo, mas triste — ela não se virou. Apenas apontou para a tela, em que estava pintado uma pessoa sem rosto todo em preto e branco. A sua volta, estavam pessoas das mais diversas cores, com sorrisos estampados em seus lábios — o artista pintou alguém insensível, incapaz de compreender os sentimentos humanos. Eu arrisco dizer, que ele representou a si mesmo.

– E o que lhe faz ter certeza, de que ele retratou a si mesmo? — o homem ouvia tudo atentamente, questiona curioso pela resposta.

– Geralmente as pessoas acabam extravasando seus problemas em algo ou alguém. Eu tento fazer isso na medicina, então imagino que um pintor faça isso com a pintura. Talvez seja uma loucura da minha cabeça. Mas...

– Não. Você tem razão. Descreveu esse quadro melhor do que eu poderia ter feito.

Ela, pela primeira vez se vira e encara o homem.

– V-você — ela rapidamente fica envergonhada. Ele era o próprio pintor.

– Sim. Sou o Sai. E qual o nome da bela dama que entendeu meu quadro perfeitamente?

– Sakura — seu tom era tímido.

– Faz jus a sua beleza — a frase não soou como um galanteio barato. Apenas foi sincero.

O pintor, a pouco tempo regressou ao seu país de origem. Fazia tantos anos que não pisava ali. Desde ue seu pai o expulsou de casa pelo "filho viadinho decidir pintar". Sai sempre foi diferente dos outros. Era incompreendido e incompreendia os outros. Sempre foi difícil entender e sentir como as outras pessoas. Ele, durante um tempo, até usou da ajuda de livros, para tentar desvendar os mistérios da humanidade. O homem de cabelos negros e pele pálida, havia preferido circular pelo local, do que ficar no agito do salão principal. Até que algo, ou melhor, alguém lhe chamou atenção. Uma jovem de curiosos cabelos cor de rosa, que fitava seu quadro com concentração. Quando ele lhe fez a pergunta, esperava uma resposta clichê e genérica. Porém, foi surpreendido pela voz doce que repetia aquilo que sua alma dizia, enquanto ele pintava.

– Obrigada — a Haruno estava desacostumada a ser elogiada. O homem foi tão gentil, de uma forma que Sasuke jamais foi.

– Sai! Eu estava te procurando!!! — a voz animada e inconfundível de Ino assustou Sakura.

– Ino — o moreno disse.

– Eu tenho que ir — ela saiu em desesperada. Como se estivesse fazendo algo errado. Nem mesmo se despediu da amiga loira, que a fitava como se fosse uma louca. Pela primeira vez, a Yamanaka astuta, não havia entendido nada.

....

"Vamos. Eu quero te levar a outro lugar", Hinata ainda podia sentir o hálito quente com cheiro de menta, quando Naruto sussurrou em seu ouvido. Ela, automaticamente, sentiu os pêlos se arrepiarem, por conta do ato. Não havia sido uma ordem, muito pelo contrário, ele soou tão doce e carinhoso. Ela prontamente aceitou, mesmo tendo ficado pouco tempo e mal conversado com Sasuke e uma estranha Sakura. E foi embora, até mesmo sem ver Ino.

Agora, eles andavam, ela pôde perceber que o caminho que faziam, era conhecido. Mas, em vez de entrarem numa rua à frente, assim chegando ao prédio em que moravam, foram para rua à direita. Na verdade, Naruto sinalizou para que a jovem o acompanhasse.

Novamente estavam em silêncio, como quando foram para exposição. Só que diferente da outra vez, ambos sentiam estranho, uma sensação diferente os rodeava.

Hinata olhava fixamente para frente, sentia os olhos azuis queimando sua pele, no entanto, não se atrevia a devolver o olhar. Ela não estava sendo covarde, como das outras vezes que tentava ocultar seus sentimentos e mentir para si mesma. A azulada "apenas" estava envergonhada, isso mesmo, se encontrava envergonhada. Temia corar e não queria que o Uzumaki a visse assim mais uma vez, isso seria mais constrangedor do que poderia suportar.

Também não sabia o que dizer e novamente, não sabia como agir. Tinha raiva de se mesma, por se portar dessa forma, porém, era mais forte do que qualquer comando do seu cérebro. Ela conseguia ser a "mesma Hinata" com todos os outros, menos com o maldito loiro, que por sinal, era muito sexy, lindo e gentil.... mas isso não vem ao caso.

Ela juntou toda coragem que tinha, havia aceito o convite do Uzumaki, para "sabe-se lá o que". Então, deveria estar preparada para qualquer coisa. Inspirou profundamente. Quanta loucura, sua mente, depois de Naruto entrar em sua vida, borbulhava em pensamentos. Talvez nunca tivesse estado tão pensativa como agora. Talvez só esteve assim, naquela maldita época, que preferia esquecer. Se pudesse, passaria uma borracha e limparia aquela maldita mancha negra. Enfim, não era momento para pensar nisso. Quem sabe, nunca fosse o momento. E ela torcia que sim.

Naruto não estava diferente, também se encontrava apreensivo e inseguro. Tinha medo de algo assustá-la e todo o avanço que conseguiu, fosse por água abaixo. E isso o apavorava. Não queria de forma alguma que acontecesse. Esses dias tinham sido maravilhosos, passar junto dela, conhecê-la nos meros detalhes. Nunca foi adepto da rotina, por ser alguém hiperativo e também por se mudar constantemente, mas agora era seu amante fiel. Ir e voltar para faculdade, estudar juntos, até mesmo jantar. Ele aproveitava o máximo possível, admirando cada parte do rosto que conhecia tão bem.

Suspirou.

O loiro estava envergonhado, pois jamais havia sentido aquilo, era tudo tão novo para ele, quanto para Hinata. A diferença é que o Uzumaki tinha certeza absoluta no que queria, como sempre teve em toda sua vida. Também havia feito uma promessa. E ele sempre cumpria suas promessas. Suas palavras eram as mais sinceras possíveis, quando afirmara que queria dividir seus problemas, anseios, desejos e segredos, com a mulher aos seu lado. Ela permanecia calada como ele, o loiro a fitava sempre que podia.

Naruto poderia ser alegra, espontâneo, sensível e carinhoso. Mas isso não mudava o fato do jovem carregar uma dor dentro de si. Ele também tinha seus questionamentos, ele também sofria. O jovem mesmo paciente, mal via o momento de amar sua pérola, poder expressar seus sentimentos em palavras e atos.

Se Naruto ajudou Hinata, a Yuuhi também ajudou o Uzumaki. Ela renovou as esperanças dele. Por causa dela, ele acreditava que sua vida não fosse mais tão solitária, que a ferida da morte de seus pais, fosse aplacada com o amor. Agora ele entendia o discurso de seu pai, aquele sobre amor romântico. Aquele mesmo, que não entendeu, no alto de sua imaturidade e falta de experiência, aos doze anos de idade. Então, ele se sentia mais próximo ainda dos pais, por finalmente ter entendido, o último ensinamento que recebeu de Minato e Kushina. Tudo isso, graças a Hinata, sua pérola.

– É aqui — o loiro avisou quando pararam em frente a um trailer, talvez restaurante, Hinata julgou — Vem, Hina-chan.

Sim, ao se aproximar mais, viu se uma espécie de restaurante, acima tinha um letreiro escrito "Ichiraku". Então ela a levaria para jantar. Coinsidência ou não, seu estômago deu sinal de insatisfação, não era para menos, já tinha um bom tempo que não se alimentava.

O loiro se sentou em um dos acentos e bateu no banco ao lado, para que ela o acompanhasse. E assim ela o fez.

– Naruto, você veio mesmo! — o senhor dono do estabelecimento saudou alegre.

– Eu disse que voltaria. O ramém daqui é tão bom quanto o da minha mãe — o loiro concluiu.

– Vejo que não veio só — o homem se aproxima do jovem, como se estivesse tratando de um segredo — trouxe a namorada.

Porém, mesmo assim Hinata ouviu. Ambos coraram pela afirmação. O loiro soltou um riso sem graça e coçou a nuca, totalmente envergonhado. A azulada por sua vez virou o rosto para o lado, queria se esconder no momento.

– Dois raméns de porco, no capricho, por conta da casa — o senhor nem deu tempo de alguma resposta. Era provável que nenhum dos dois dissessem nada. Rapidamente, as porções foram preparadas em frente os dois — Prontinho. Espero que gostem.

Após o episódio constrangedor, o loiro falava sobre sua infância e travessuras. Enquanto ele comia com rapidez, Hinata se alimentava delicadamente. Um pelo contraste, pareciam "A Dama E O Vagabundo". A jovem começava a se soltar e dar leves risinhos, Naruto conseguiu fazer o ambiente descontraído e pela primeira vez em anos, a Yuuhi se divertiu, como nunca pensou que faria num lugar tão simples, muito mais do que nos restaurantes caros em que Itachi a levava. Itachi, bem, ela nem se lembrava mais. Na verdade, ela não se lembrava mais de nada, quando o Uzumaki abria aquele sorriso encantador e infantil. Aquecia tanto sua alma e coração.

Após se despedirem do senhor, atravessaram a rua, até chegarem a uma praça grande, haviam vários bancos espalhados por ela, postes iluminando o local, além de uma grande árvore ao fundo e inúmeros cantereiros de flores, impossível de dizer quais espécies eram, pois a iluminação fraca não permitia a descrição. Enfim, todo o cenário contribuía para um clima romântico.

Ficaram um de frente para o outro, o silêncio já conhecido de ambos, se instalou no local, mas não por muito tempo. Pois, Naruto o quebrou:

– Eu gostei muito da noite. Eu... sempre gosto de estar na sua companhia, independente do lugar. Mas, hoje, foi especial — ele declarou sincero.

Precisava dizer pelo menos um pouco do que queria, expressar seus sentimentos. Senão suspeitava que seria engulido.

E mais uma vez, Hinata só conseguiu enxergar verdade. E pela primeira vez, ela sentiu necessidade de se expressar, mesmo que timidamente:

– E-eu também gosto, Naruto — após admitir isso, olhou para baixo.

Mas seu queixo foi erguido pela mão do homem. Ele estava feliz, depois de tudo. Depois, de ter esperado o momento, de ter dado a ela um tempo, finalmente ele poderia fazer o que tinha vontade. Poderia realizar seu mais doce desejo.

A mão que estava no queixo, foi para bochecha rosada. O Namikaze afagava com tanto carinho. Hinata queria fechar os olhos, mas não o fez. Ficou o encarando, os dois se fitavam fixamente, as luas da Yuuhi, refletida nos mares do Uzumaki. E novamente, se criou aquela bolha tão conhecida, só deles. Nada nem ninguém atrapalharia dessa vez. Eles sabiam o que aconteceria, e nenhum dos dois recuaria.

Então o loiro encostou os lábios, só um roçar, para sentir a textura, parecia um sonho, só que muito melhor. Ele pediu passagem e ela concedeu. As línguas se cruzaram pela primeira vez, o beijo era lento para aproveitar cada momento, cada descoberta.

Hinata levou as mãos aos fios dourados os acariciando, enquanto Naruto segurava sua fina cintura possessivamente.

Os corações batiam numa mesma sintonia, os pêlos dos corpos arrepiados. A mistura de cereja com menta, era completamente viciante. Perderam qualquer noção do tempo, não queriam mais se soltar.

Definitivamente, aquele era o melhor beijo que já experimentaram.

Uns pequenos pingos gelados tocavam os dois, no começo em tempo intercalado, depois ao mesmo tempo.

Se separaram por causa do maldito oxigênio. As testas coladas e os olhos fechados, só até perceberem a chuva. Naruto passou as mãos pelos braços molhados da amada. Como um bom cavalheiro, retirou a jaqueta que usava, para isso, se afastou um pouco, Hinata iria reclamar, porém, sentiu o pano lhe cobrindo, mesmo que não adiantasse muito coisa, pelo fato de já estar molhada.

O Uzumaki segurou uma de suas mãos a puxando:

– Vamos, Hina-chan. Você pode pegar um resfriado — ele falava num misto de felicidade e preocupação.

Hinata apena assentiu, ainda estava um pouco boba. Os dois correram no meio da chuva, como duas criança arteiras. Os risos ecoavam pela rua.

O futuro de Hinata e Naruto, era incerto. Mas algo era totalmente certo, tudo mudaria a partir dali.

Notas finais
Finalmente eles se beijaram!!!! E você sabem o que tem no próximo capítulo? HENTAI!!! Isso mesmo, HENTAI!!! Please, deixem um comentário. O último capítulo, foi o que teve menos reviews, de toda história. Eu fiquei triste com isso, então me alegrem. Beijos, até a próxima.