Hinata

11 Dúvidas


Notas iniciais
Olá queridos!!! Eu sei que não cumpri meu prazo de duas semanas. Bem, eu tive problemas para escrever esse capítulo, principalmente a parte sasusaku, eu não tenho intimidade com o casal, então foi difícil. Enfim, mas depois, tudo fluiu naturalmente e eu, consegui terminá-lo. Perdão por qualquer erro.

Ele fitava o teto branco, estava deitado, na confortável cama, as mãos atrás da cabeça, a sustentando. O moreno pensava, refletia sobre sua vida e o caminho que a mesma tomava.

Indecisão

Era essa palavra que melhor representava sua atual situação, na verdade, toda sua vida.

Ele jamais disse a ninguém, mas se pudesse, voltaria a época mais feliz de sua vida: quando seus pais ainda eram vivos, quando ele admirava e brincava com o irmão mais velho, naquele tempo, sua maior preocupação, eram os deveres de casa e trabalho escolares, que os professores passavam.

Amava brincar com o irmão, amava os carinhos da mãe, amava a cumplicidade com o pai. Ele tinha uma família feliz, até ser tirada dele, de forma abrupta. De repente, seus pais morreram, o irmão se tornou inalcançável. E, tudo que o moreno pôde fazer, foi se fechar em seu mundo fútil, para tentar preencher o vazio que sentia, ou ao menos, amenizá-lo, tornar a dor mais suportável, com uma boa dose de álcool, festas, mulheres....

Porém, não esperava que depois de anos, o irmão o chamasse para uma conversa tão sincera e reveladora. O mais velho expôs seus sentimentos e, ele também se expôs. O moreno se surpreendeu ao ouvir tudo que o outro lhe disse, agora as coisas faziam mais sentido, ele pôde enxergar as coisa, a partir da perspectiva do outro.

Então,muitas coisas das quais pensava,não faziam mais sentido e, ele decidiu, verdadeiramente, encontrar a si mesmo. Ele estava se de dedicando e empenhando, era "trabalhoso trabalhar", o pleonasmo enfático aqui, é o que melhor representa a situação. Enfim, em contrapartida, por mais que fosse cansativo, ele gostava, pois ocupava sua mente e, o trabalho, lhe preenchia mais do que sua vida de playboy.

Se ele tinha certeza que, realmente, queria trabalhar nisso? Não. Mas, o moreno ainda descobriria.

Depois de Shisui ter contado aos irmãos Uchiha, o estado em que se encontrava a filial da empresa, em Londres, o próprio Sasuke se ofereceu para ir no lugar do irmão. Itachi negou, alegando que o mais jovem, não tinha experiência para tal e, o tipo de problema, exigia a presença do próprio Itachi, claro, apenas o gênio Uchiha conseguiria resolver. Sasuke se sentiu um tanto inútil, decifrando a expressão do mais novo, coisa que apenas Itachi conseguia, o mais velho surpreendeu Sasuke "não confunda as coisas, é normal não ter experiência. Mas, eu confio em você, irmãozinho tolo". O mais novo se surpreendeu ao ouvir a frase e, até hoje, se lembrava muito bem dela. E todas as vezes, seu peito se enchia de um sentimento que Sasuke não sabia denominar, apenas tinha a vontade de não desapontar o irmão. Assim, Itachi deixou Sasuke "no comando", com a ajuda de empregados de confiança, para auxiliá-lo, claro, sempre eram feitas conferências, via internet, de absotulamente tudo que ocorria na empresa, na ausencia de seu presidente. Disso, Itachi fazia questão.

– Sasuke-kun — a voz amena de Sakura lhe tirou de sua breve reflexão.

A Haruno havia acabado de sair do banheiro, ela já vestia blusa e calça e, usava uma toalha para secar os fis tingidos.

Ambos estavam no quarto do Uchiha, na Mansão de sua família.

Não era apenas Sasuke que pensava, Sakura fazia o mesmo durante o banho.

Nas semanas que se seguiram, o Uchiha havia lhe tratado melhor do que toda sua vida, claro, ele continuava com seu jeito um tanto frio, pois fazia parte de sua personalidade, mas era perceptível, o esforço que ele fazia, para ser mais educado e gentil. Atualmente, o Uchiha trabalha na empresa de sua família, por isso, eles não ficavam tanto tempo juntos, mesmo assim, a rosada preferia ter menos tempo com o amado, lhe tratando dessa forma, do que como era a tempos atrás.

Claro, a Haruno tinha certo receio de que tudo voltasse a ser como antes e, ao mesmo tempo, sentia que, depois de semanas, o Uchiha tentava mudar verdadeiramente e, consequentemente, o relacionamento tão idealizado e sonhado por ela, finalmente, poderia acontecer. Ela sentia e, esperava estar certa, de que todo o sofrimento que teve, agora, valia à pena.

– Sim... — ele disse.

O Uchiha fitava a mulher que estava de frente para ele. Sakura também fazia parte suas dúvidas. "O quê ele sentia pela Haruno?" Sakura sempre esteve ao seu lado, desde pequenos, quando ela queria sua atenção a qualquer custo e, ele a chamava de irritante, sim, a rosada era realmente irritante. Depois, ele começou a namorar Karin, mesmo assim, Sakura não havia desistido, até armar um flagra. Ele tinha certeza dos sentimentos da Haruno por ele, pois ela já havia dado inúmeras provas. Mas agora, ele voltara a se questionar: "O quê sentia por ela?" Se ela era tão irritante, por que não se separava? Ele poderia ter a mulher que quisesse, porém, sempre estava com a rosada. Antes, ele tentava se enganar que estava com a mesma por estar, contudo, agora, num momento de lucidez, sabia muito bem, que não era homem, de aceitar algo apenas por aceitar. Ele sabia que sentia algo por ela. Mas, até que ponto seus sentimentos iam? Eles eram tão grandes assim? Bem, como dizem: "só se perdendo para dar valor", entretanto, quem disse que o Uchiha queria perdê-la? Por mais que agora estivesse mais responsável, Uchiha Sasuke, continuava o mesmo egoísta de sempre.

Por outro lado, Sakura também se fazia a mesma pergunta, desde sempre: "o quê Sasuke sentia por ela?" Mesmo o amando e estando feliz pelas grandes mudanças do namorado, nada lhe garantia que ele a amasse, pelo menos, não da forma que ela sonhava. Ela se sentia insegura e, não tinha orgulho do que fazia, de tudo que aguentava. Todavia, como a mesma já disse uma vez para suas amigas, é tudo fácil quando não se ama. Sim, esse sentimento chamado amor, pode ser o melhor, o mais belo, seu amigo. Como pode ser também, doloroso, causador de suas tristeza e inimigo de seu bem estar. E dessa face sombria do amor, Sakura conhecia muito bem.

– Eu tenho que ir para faculdade — ela afirmava, enquanto passava o pente em seus cabelos, depois de ter abandonado a toalha.

Definitivamente, uma das poucas alegrias da vida de Sakura e, um dos momentos em seu dia em que não se lamuriava pelo seu relacionamento, era quando a Haruno estava dentro das paredes da Senju. Além de Sasuke, a medicina também era uma de suas paixões e ocupava grande parte de sua vida. Ela tinha amor por essa profissão, desde que se entendia por gente, até sua brincadeira favorita na infância, era justamente, brincar de médica e suas bonecas, suas pacientes. A jovem se empenhava muito e colhia seus frutos, visto que, era a melhor aluna da classe e, disso, disso sim, se orgulhava. Dessa forma ela era verdadeiramente feliz e, agradecia silenciosamente a todos os deuses, por existir algo em sua vida, que a preenchesse e, ela se sentisse, mesmo que um pouco plena.

– Eu te levo — o Uchiha se levanta da cama, vestia apenas uma boxer preta. Ele já havia tomado banho antes de Sakura, então vai em direção ao closet, escolher um terno.

A Haruno apenas assente e, fica feliz por ver que o Uchiha estava sendo prestativo com ela, coisa que há algum tempo seria bem difícil.

A faculdade era caminho para empresa, não teria mal algum em dar uma carona para rosada.

....

E mais uma vez, em menos de vinte e quatro horas, lá estava ela, no covil das cobras, quero dizer, na cobertura dos Sabaku.

Ino editou seu ótimo material, em tempo record fazia questão de esfregar na cara da Bruxa Sabaku, sua excelente matéria.

A Yamanaka tinha um sorriso vitorioso adornando os lábios nude, cor do batom que a jovem usava. Ela havia acabado de puxar seu habitual rabo-de-cavalo para o lado direito e, alisava suas madeixa loira, calmamente.

Enquanto isso, fitava Temari, que lia atentamente a matéria, que havia sido impressa em pouco tempo, agora jazia na mesa da loira Sabaku.

Ino, depois de sair do prédio de Hinata, tinha praticamente passado todo o dia, em frente a tela de seu computador, terminou apenas de noite. Porém, seu esforço valeu à pena,pois o resultado satisfatório. Então, decidiu, no mesmo minuto, ligar para Temari e lhe avisar que havia terminado, claro, isso fazia parte do "manual de uma boa funcionária".... e "ai" de quem não acreditasse na "bondade" de uma Yamanaka astuta.

A Sabaku que analisava tudo, linha por linha, calada, resolveu se pronunciar:

– Parabéns, Yamanaka — ela disse séria.

Mesmo Temari sabendo do potencial da outra, jamais imaginou que Ino escrevesse tão bem assim e fizesse a matéria tão interessante, exaltando os melhores pontos. Com certeza, seria um sucesso. Claro, ela jamais admitiria isso, entretanto, mesmo assim, não pôde deixar de parabênzá-la.

A afirmação da chefe, só fez o sorriso de Ino aumentar num "eu venci, vadia". Até Temari, teria que se render a ela, a magnânima Yamanaka Ino, modéstia realmente não fazia parte da lista de virtudes da loira, nem nunca esteve em seu dicionário.

A Sabaku teve vontade de arrancar aquele sorrizinho da loira mais jovem, contudo, aparentou calma, como dizem "quem ri por último, ri melhor".

– Será publicado, hoje mesmo — a chefe deu seu veredito.

– Bem, já que essa tarefa finalmente foi concluída e, com sucesso. Eu gostaria de sugerir a próxima — o tom de Ino era contente.

– E qual seria? — a outra questiona interessada.

– Um amigo meu, Sai. Voltará depois de anos ao Japão e, pela primeira vez, com sua exposição.

– Interessante, Yamanaka. Eu aceito sua sugestão, entretanto, eu tenho apenas uma condição.... — a chefe levantava o dedo sinalizando.

O sorriso de Ino se desmancha.... ela esperava o pior... aquela bruxa Sabaku, com certeza iria aprontar alguma...

– Qual? — a Yamanaka se aproxima um pouco da mesa.

Temari apenas direciona seu olhar para porta, fazendo Ino seguir o mesmo caminho com suas orbes azuis.

– Eu. E quem mais seria? — a voz foi ouvida, o deboche impregnado nela, poderia ser sentido à quilômetros de distância.

Ao anoitecer, Temari havia constatado que o irmão estava em casa, ficou muito feliz por isso, pois, por mais que fosse otimista em relação ao irmão, tinha certo receio de que ele não cumpriria sua palavra. Então decidiu vê-lo.

A loira vestiu seu robe de seda e migrou de seu quarto, para o quarto de seu irmão. Bateu na porta, mas não foi atendida, na certa, o mais novo, estava com os costumeiros fones de ouvido. Assim, decidiu abrir a porta e adentrar o recinto.

O ruivo estava deitado despojadamente em sua cama e com seus benditos fones colados na orelha, pela altura, ele escutava uma música de rock, Temari julgou.

Ela se aproximou, até se sentar na cama, ao lado do corpo de Gaara.

O ruivo gostava muito de um tempo consigo mesmo, ouvindo sua música, ele poderia jurar que os fones eram seus melhores companheiros, durante todos esses anos, ele aprendeu a ser só, mesmo tendo os irmãos, ele fazia questão de afastá-los, preferia a reclusão. Claro, Gaara amava Temari e Kankurou, eles eram a única família que tinha, visto que, seu pai o considerava um intruso. Mas, no fundo, ele não se considerava merecedor do amor deles, isso, ele só achava que deveria sofrer ou pagar, mesmo que inconscientemente, era assim que o ruivo se sentia.... a vida toda...

Ele havia prometido a irmã que ficaria mais em casa, assim, não poderia sair e pensar da forma que gostaria. Muitas vezes, ele apenas saía... mas tinha certeza que Temari pensava que ele estava envolvido com algo ilícito, claro, o ruivo não era nenhum santo e bem.... Temari tinha motivos para acreditar nisso, visto que, o passado de Gaara não ajudava muito, mas isso é história para outro dia....

Então, a sua melhor opção, já que não sairia, era ficar no seu quarto, ouvindo uma música que agradasse seus ouvidos, e assim, passasse seu tempo.

– Você realmente está em casa — a loira mais velha constatava com um sorriso no rosto.

Temari mudava radicalmente sua postura dura e séria, quando se tratava do irmão. Gaara era sua única família, o mais próximo de um filho que ela já teve na vida. A Sabaku sentia a necessidade de protegê-lo e lhe dar amor e carinho, tinha seu instinto materno que se aflorava, por causa do irmão mais novo, muito embora, o ruivo não entendesse isso, ou julgasse não necessário. Mas um dia, com certeza, faria ele enxergar que o mesmo valia à pena sim, que ela não gastava suas horas de preocupação à toa.

A loira se lembrava daquele pequeno bebezinho com fiapos ruivos na cabeça, foi paixão à primeira vista. Depois de saber na morte da mãe e, estar extremamente triste e, chorar muito resultando no rosto enchado. Quando conheceu o irmãozinho, tão inocente, com a pequena mãozinha tentando pegar seu dedo e abriu os olhos, intensas jades. O pequeno teve o poder de fazê-la sorrir. Ali na maternidade, ela jurou que o amaria e protegeria para sempre.

– Sim, eu havia dito que ficaria — ele falava monotonamente, como se aquilo fosse o óbvio.

– Eu sei que disse, mas sinceramente, eu fiquei com medo de que você não cumprisse o quê havia prometido — ela confessava abertamente.

– Essa é a hora que eu deveria me ofender? — ele questiona ironicamente.

Poderia soar agressivo para outras pessoas,contudo, Temari sabia que o senso de humor do mais novo era um tanto "negro".

Então, ambos sorriram:

– Não seu bobo — a loira deu um tapa de leve, no braço dele — eu fiquei feliz, imensamente feliz, para ser mais exata.

– Huunn — ele murmurou.

– A finalidade do meu pedido foi para que nós passássemos mais tempo juntos. Eu quero saber mais de você, eu não sei quase nada. Me diga, você ainda toca? — Temari puxava assunto, pois sabia que, se dependesse de Gaara, ficariam no mais completo silêncio.

– Sim, às vezes — o ruivo, foi curto na resposta, como normalmente era.

Uma das poucas coisas que o Sabaku gostava de fazer e lhe agradava, era tocar, poderia ser guitarra, violão ou até mesmo bateria.

– Gaara, você já pensou no que quer fazer — o tom de Temari não era acusatório e sim, preocupado, zeloso e, Gaara podia sentir isso — Já pensou em trabalhar na No Sabaku? Por favor, seja sincero — pediu terna.

Seria agora que a loira sondaria o irmão e plantaria a pequena semente de seu plano, plano este, que havia bolado no dia anterior.

O ruivo poderia mentir, no entanto, sentia que deveria falar a verdade, ser sincero com a mulher ao seu lado, que sempre demonstrou seu amor por ele e pedia para que ele se abrisse, a figura mais próxima que ele teve de uma mãe. No fundo, Gaara era uma pessoa sensível e preocupada, apenas se escondia dentro de uma casca:

– Sim, eu já pensei — ele diz calmamente e suspira — mas, eu não queria me envolver em nada que faça parte do Kazekage.

– Gaara, eu sei de todo problema de nosso pai, mas eu sei também que ele te amava...

O ruivo se senta:

– Por favor, Temari.

– Tudo bem, eu não irei tocar nesse assunto, não por enquanto. Mas a No Sabaku, também lhe pertence.

Em resposta, ele apenas revira os olhos.

Agora Temari usaria sua última cartada. Ontem, ela havia se surpreendido e muito, ao ouvir a discussão do irmão com a Yamanaka. Gaara estava tão falante e implicante, como se Ino o tirasse de sua zona de conforto. Então, seu plano era simples, "usar" Ino para que o irmão se envolvesse com a No Sabaku e de quebra, fazer da vida da Yamanaka, um inferno maior ainda, pois sabia que seu irmão, a tiraria do sério.

– Que pena, eu havia pensado em fazer uma experiência, na verdade, para que você tivesse um pouco de experiência — ela se fez de desinteressada — eu iria sugerir que você acompanhasse a Yamanaka, nas próximas matérias.

Gaara ergueu uma sobrancelha, até ligar o nome à pessoa. Yamanaka só poderia ser a loirinha.

– Eu aceito! — exclamou com convicção, sem pensar duas vezes.

Temari até ficou um tanto surpresa, pela reação dele, teve que comprimir um sorriso, tudo estava saindo melhor que ela havia planejado.

O próprio ruivo não entendia, o porque foi tão fácil aceitar a oferta da irmã. Também não entendia porque se satisfazia ao zombar e implicar com a loirinha, pela primeira vez na vida, ele se divertia tanto e estava tão leve, quando fazia isso.

– Eu. E quem mais seria? — como num passe de mágica, o ruivo surge em sua entrada trunfal.

O Sabaku tinha uma satisfação tão grande, uma agitação dentro de si, ao importunar Ino. Era tão gostoso, ele se sentia tão vivo. Se esquecia de seus problemas, mesmo que apenas nos instantes em que ficava no mesmo ambiente que a loira.

Ino sente seus músculos se contraírem. Quem aquele palito de fósforo, pensava que era, para ser tão abusado com Yamanaka Ino?

– Como assim? — ela questiona desconfiada.

Temari toma a palavra:

– O Gaara é minha condição. Quero que a partir de agora, ele lhe acompanhe, em todas matérias e entrevistas — a loira Sabaku dizia com profisionalismo, entretanto, por dentro vibrava.

Ela assume uma postura altiva, empina o nariz bem feito

Gaara tem vontade de morder aquele narizinho empinado, mesmo não sabendo o porquê.

– Você? Eu pensei que a No Sabaku, contratasse pessoas de nível e não qualquer um — a loira torce o nariz.

– Veja lá como fala, Yamanaka -Temari ameaça.

E Ino se controla para rolar os olhos:

– Acontece, loirinha, que eu não sou qualquer um — ele diz enquanto se aproxima — sou dono da No Sabaku — aperta o nariz da loira, que o fasta rapidamente

A química entre ambos era indiscutível, ambos se fitavam com numa guerra de egos, provocações... Quem iria vencer? O recinto já transbordava a tensão, até mesmo Temari que havia sido esquecida pelos dois, sentia essa energia.

Aqueles dois, o irmão e a Yamanaka, ainda dariam muita dor de cabeça, mas ao mesmo tempo, a Sabaku ficou um tanto chocada pela forma como o ruivo reagia na presença de Ino. Talvez Temari tenha feito a escolha certa. Realmente a loira mais jovem, poderia ajudar de alguma forma seu irmão. Na primeira vez que a Sabaku viu Ino, a Yamanaka perdia, na verdade exigia um emprego. Mesmo a jovem tendo sido prepotente e sem experiência, Temari a contratou mesmo assim, para uns, isso poderia soar como loucura, mas Temari acreditava em instinto e, seu instinto, lhe dizia para contratá-la. "Existem coisas que faculdade ou escola nenhuma te ensinam. Você nasce com ou sem. O instinto é o mais importante para um empresário. O ouça sempre, ele raramente falhará" ela poderia ouvir a voz do Kazegake. O magnata das comunicações, havia sido um bom pai, na medida do possível, para Kankurou e Temari, isso causava certo remorso na mesma, pela forma como o pai tratava o irmão menor, mesmo não tento absoluta nenhuma culpa, muito pelo contrário, ela fazia o máximo pelo mais jovem.

Depois do breve devaneio, Temari decide ir direto ao ponto e cortar todo o clima:

– Então, Yamanaka. Vai aceitar ou não? — verbalizava um tanto impaciente.

– Eu aceito, é claro — Ino afirmou com convicção.

Primeiro, nada atrapalharia seus planos, nem aquele cabeça de fósforo. E, Yamanaka Ino, jamais fugiria de uma batalha e, ela foi desafiada. Claro, agora tudo fazia sentido em sua cabeça, ontem, a machona deve ter percebido que ela e seu irmão não se davam bem. Então, tomou essa decisão para, mais uma vez, fazer da vida de Ino, um inferno. Talvez, ambos os Sabaku's, tenham bolado isso, talvez seja um complô..... "se eles pensam que irão vencer, estão muito enganados".... Então, Ino não teve dúvidas, quanto sua resposta positiva. Ino iria mostrar que não se brinca com uma Yamanaka astuta. Mostraria ser mais inteligente. Pensando bem, até que não seria tão mal, Ino era movida a desafios e, há tempos, sua vida estava um tanto monótona.

– Loirinha, agora nós seremos parceiros — o sarcasmo de Gaara, chegava a níveis alarmantes — imagine, será tão divertido.

Sim, era tudo tão divertido que "frio" Sabaku, sorria a todo momento, desde que entrou no escritório da irmã e, mal percebia isso. O ruivo já pensava em todas vezes que provocaria a ira de Ino e esse pensamento, só fazia seus sorriso se alargar.

Temari também se divertia com a situação, conseguiu tirar o sorrisinho irritante da outra loira. No fundo, tinha curiosidade de saber no quê, aquilo iria terminar:

– Ótimo, tudo está resolvido — a chefe decreta com súbita alegria.

E, faz questão de exibir um sorriso para Ino.

"Eu venci, vadia".

....

"O quê estava acontecendo consigo?"

Ela já havia se feito essa pergunta antes, na verdade, esse questionamento, tinha se tornado frequente, após conhecer certo loiro sorridente. Só que diferente das outras vezes, algo parecia diferente. Dentro de si, sentia tudo mudado, como nunca esteve. Ontem a perolada mal havia dormido, com essa mesma indagação na cabeça "o quê estava acontecendo consigo?"

A Yuuhi havia ficado sem fala após da "visita", ao apartamento do loiro. Enquanto ele agia naturalmente, como se nada tivesse acontecido e, ela o invejava por isso.

Pior, a azulada estava com medo e "sem jeito", isso mesmo, a sempre tão confiante e posuda, Yuuhi Hinata, não sabia como agir, como se comportar ou impor. E, isso a assustava, na verdade, deixava em pânico

Agora, ela fitava seu reflexo, no espelho do banheiro. Levantou após as poucas horas de sono. Sua imagem retratava um rosto harmonioso, belo. Haviam olheiras de baixo dos seus olhos únicos, seria fácil escondê-las, com a ajuda de maquiagem. Mas, como esconderia sua alma, suas dores, suas cicatrizes, daquele que a desvendava com aquele olhar oceânico, que a fazia ter vontade de navegar, naquelas águas límpidas e aconchegantes?

Com apenas um olhar, um toque, uma frase... Naruto era capaz de acabar com a imagem que a perolada demorou anos para construir.

Era tudo tão confuso, tão difícil, tão complicado.... ao mesmo tempo em que queria se entregar para Naruto, que queria ser cuidada, amada e admirada, tinha medo por tudo que poderia acontecer, se perdesse o controle e, se machucar novamente....

Não.

Não queria se machucar novamente.

Por outro lado, nada doeria como aquilo...

Por que, Naruto tinha que dizer aquelas coisas? Por quê?

"Eu quero muito mais, eu quero tudo que você tem a me oferecer. Eu quero te conhecer verdadeiramente, quero conhecer suas dores e cicatrizes. Quero poder dividir, partilhar as coisas com você. Eu quero sua alma, pode parecer piegas, mas eu quero seu coração"

Por que, ele não agia como qualquer outro? Por que no lugar da luxuria, ela via admiração? Por que no lugar da mentira, ela via sinceridade?

Droga, sua vida estava cheia de "porques"...

Naruto poderia ter levado-a para cama facilmente, mas preferiu ser carinhoso e lhe tratar como nenhum outro. Na verdade, ele havia lhe tratado como se ela fosse a pessoas mais importante do mundo, havia lhe valorizado.

Seu coração falhava numa batida só por lembrar e, todas as sensações, ainda se faziam presente em seu corpo e espírito. Mas, era tão difícil de explicar em palavras o quê sentia, como se nenhuma oração pudesse expressar todos os sentimentos, como se nenhuma sentença fosse suficientemente grande, ao ponto de enumerá-los.

Toda essa confusão interior, lhe fez chegar a outro ponto, mais precisamente, a outra questão:

"Quem ela era?", ou melhor, "quem realmente era, a pessoa refletida naquele espelho?"

A azulada leva uma de suas delicadas mãos ao objeto frio, como se tocasse a si mesma, para de alguma forma, tentar responder sua própria pergunta. A verdade é que sua alma, durante muito tempo, foi um verdadeiro deserto, vazio e árido. Impossível de germinar, até que certo loiro de cabelos rebeldes, olhos azuis como o céu e o mar e, presença solar, conseguiu plantar sementes de sentimentos, que a mesma ainda não sabia identificar e, que agora, começavam a dar sinais de um crescimento forte e belo. A alma que já foi mais bela dos que campos floridos, se tornou um lugar sombrio e sem vida, atualmente, dava indícios que talvez, voltasse a ser como num passado distante.

Quanta confusão... sua mente chegava a dar um nó.

A perolada balança a cabeça, tentando espantar, mesmo que um pouco, esses pensamentos.

Tudo por culpa daquele loiro idiota, escandaloso, irritante, lindo, gentil, carinhoso, sexy.... Não. Era melhor não pensar tanto sobre isso. Era melhor focar no que deveria fazer, então, começou a passar o rímel nos seus cílios....

Não havia nada nem ninguém no mundo, que Kurenai amasse mais do que sua filha. Isso era tão nítido, para qualquer pessoa que conhecesse, a Yuuhi mais velha. A mulher gentil e compreensiva, dedicava quase toda sua vida à Hinata, uma outra parte iria para seu trabalho, que também amava, claro, não na mesma intensidade que sua menina. Ela pouco se importava consigo mesmo. Espaço para homens? Nenhum, após a tentativa frustrada com Assuma, pelo mesmo continuavam amigos. A mulher realmente imaginou construir uma relação com Assuma, mas tudo que senti era carinho e amizade, nada além disso. Então, se conformou que jamais esqueceria seu grande amor do passado, na verdade, o único amor e a grande desilusão.

Mas, o verdadeiro motivo, por se dedicar única e exclusivamente à filha, era outro. Algo muito pior e que lhe doía muito. O pior para todo mãe, é ver seu filho sofrer. Depois daquele terrível acontecimento, ela viu a filha quase morrer pela dor e, a morena sofria junto da perolasa. E como toda mãe, Kurenai queria curar todas as feridas de Hinata, retirar o sofrimento da mais jovem. Se pudesse, sofreria pela filha, se pudesse, preferia mil vezes ter de reviver seu passado, a ter que ver Hinata tão mal. Entretanto, infelizmente, isso não era possível, a professora não poderia proteger a filha como queria. Então, durante anos, viu sua menina se afundar cada vez mais, sem poder fazer nada. Às vezes tinha esperança, outras não, de que algum dia, alguém poderia ajudar sua menina.

Até surgir um anjo de cabelos loiros e olhos azuis. Ela conseguia enxergar todo o amor que aquele rapaz sentia pela filha e melhor, a forma como ele abalava Hinata. E ontem, no jantar, Kurenai teve certeza que algo tinha acontecido entre ambos, a mulher sentiu algo diferente no ar. E como era experiente, por ter vivido algo semelhante no passado, para ela foi muito fácil saber, porém, não disse absolutamente nada, era melhor deixá-los se resolverem por si só.

A mulher estava sentada à mesa, esperava a filha para o café da manhã. A jovem logo se juntou a mãe:

– Bom dia, querida — a professora desejou gentil.

– Bom dia, mamãe — Hinata respondeu ou tanto distraída.

Isso só serviu para fazer as suspeitas de Kurenai se confirmarem, no entanto, a mulher aprendeu, que a melhor forma de lidar com a filha, era não dizendo nada.

Assim, a morena serviu a azulada com suco de laranja, enquanto isso, Hinata comia algumas torradas com geleia.

A refeição ocorreu silenciosa, sem qualquer problema...

O loiro havia acordado tão alegre, nada nem ninguém, poderia acabar com sua felicidade ou sorriso no rosto. Naruto queria gritar para o mundo inteiro ouvir, nem se importava se o achassem louco, entretanto, não poderia assustar sua amada.

Se engana quem acha, que o Uzumaki fosse um completo idiota, como visto anteriormente, ele tinha uma inteligência emocional, extremamente rara. Algumas pessoas poderiam julgá-lo como idiota, por causa de sua personalidade hiperativa, porém, estavam redondamente enganados.

Naruto mesclava inocência e inteligência, determinação e sensibilidade. Isso fazia dele, alguém único e especial, por isso, o único capaz de fazer Hinata sentir algo.

Por falar na perolada, ela obviamente, era o motivo de tanta alegria, mais precisamente, os últimos acontecimentos. Os avanços que teve em tão pouco tempo. Ele havia se surpreendido, com a visita da amada e seu intuito. Naruto havia se surpreendido até mesmo com sua própria reação e discurso, ele foi tão sincero, mais até do que imaginava soar. E sua recusa, o loiro não era perfeito, nem príncipe encantado, era apenas um homem apaixonado. Ele tinha sim, muito desejo e vontade de possuir a perolada, mas queria viver algo único com Hinata. E, para que essa experiência fosse incrível, ambos deveriam se dedicar corpo e alma.

Mas só o fato de vê-la corar, lhe deu uma satisfação tão grande, ainda mais sendo ele, o causador. O Uzumaki, pôde ver através das duas luas, que a Yuuhi havia acreditado em suas palavras. Ainda bem, pois ele tinha sido muito sincero. Isso só aumentou sua determinação ainda mais. E cada vez mais, aqueles muros que os separavam, ruíam.

Ele sabia também, que a azulada precisava de seu tempo, ele agiria de acordo com o quê sentia que deveria fazer. Ambos tiveram um jantar maravilhoso na noite anterior, junto de Kurenai. Naruto se sentia em família na presença de mãe e filha, amava essa rotina.

O único problema, foram os sonhos eróticos com sua pérola. Acordara suado e ofegante e, para completar, uma potente ereção. Só consegui dormir, após tomar banho, no meio da madrugada e, se aliviar três vezes.

Era melhor afastar esse pensamentos indecentes, visto que, precisava ir para faculdade, além disso, iria junto da azulada. Ele precisava se controlar, para sua amada não presenciar uma ereção, seria difícil. Entretanto, gastaria sua energia e determinação para isso. Só restava rezar.

O loiro havia acabado de comer rámem, não era o recomendável para o café da manhã. Mas, ele nem se importava com a refeição nada saudável, só sabia que seu dia começava melhor, quando comia seu prato favorito.

Colocou a mochila no ombro, já estava na sua hora. Assim que saiu de casa, viu Hinata fazer o mesmo. Atualmente, isso sempre acontecia, como se os dois estivessem em total sincronia.

Quando o viu, a Yuuhi novamente não sabia como agir, isso a irritava, queria se bater.

O loiro encurtou a distância entre ambos, seu sorriso só aumentou ao ver a dona de seus pensamentos e coração:

– Bom dia, Hina-chan — seus olhos brilhavam.

– Bom dia, Naruto — ela retribuiu de maneira tão doce e ambos se surpreenderam.

Naruto não resistiu, pôs as mãos na nuca dela, seus dedos longos invadiam a cascata azulada, eles eram tão macios, ele acariciou o couro cabeludo da Yuuhi.

Hinata não o repeliu, aquele carinho era tão gostoso. Ela só pôde fechar seus olhos e suspirar.

O loiro trouxe suas mãos para as bochechas que se encontravam ruborizadas. Ela era tão linda, uma boneca de porcelana, agora, sentia a pele leitora, contra as palmas de suas mãos.

Teve de se controlar ao máximo para não beijá-la nos lábios, mas isso não o impediu de dar um selinho no canto da boca pequena e bem feita.

As respirações estavam ofegantes e, os dois corações batiam na mesma sintonia, no mesmo compasso, como uma canção:

– Vem, é melhor irmos — o Uzumaki se pronunciou, quebrando o momento mágico.

Entrelaçou suas mãos e se puseram a andar.

Definitivamente, o dia havia começado ótimo para Naruto.

Leiam minha one-shot: Festa De Aniversário

Notas finais
Espero que vocês tenham gostado Não desanimem, hentai naruhina está muito perto. Deixem seu review, terei gosto em respondê-los. Beijos, até o próximo.