Hinata

4 Colocando o Plano em Prática - Parte ll


Notas iniciais
Me desculpem pelo atraso, eu passei um semana inteira sem a menor vontade de escrever, como num passe de mágica, essa vontade voltou, porém, foi difícil passar para o papel, o que estava na minha cabeça. Me desculpem, também, pela formatação do texto. Eu tentei, várias vezes, postar o capítulo, mas o texto sumia. Sobre o capítulo: *Teremos passagens de tempo, eu deixei sinalizado, mas se vocês acharem confuso, é só me avisar. *Vocês perceberão, que eu não irei me ater, no romance Itahina, Itahina é apenas um plano de fundo. Esta fic é essencialmente Naruhina. Perdão por qualquer erro.

Depois da intensa troca de olhares, Itachi diz mais alguma coisa, que ela não presta atenção. Sua mente estava focada,esta era sua chance de agir, por em prática todo o plano, que modéstia a parte, arquitetou com genialidade. E ninguém poria a perder.

– Uau!!! O Itachi continua belíssimo — Hinata foi tirada de seus pensamentos, por Ino, aliás, ela só lembrou da loira, no momento.

– Você o conhece? — pergunta interessada.

Enquanto isso as duas se afastam do palco, como todos os outros convidados.

– Sim, na verdade só de vista. Se trocamos duas palavras foram muito. Bom, meus pais tem uma relação de amizade de anos com os Uchihas, uma espécie de amizade "comercial",o senhor Yamanaka Inochi, meu pai, é dono de uma agência de publicidade, que já foi responsável por várias campanhas das Industrias Uchiha, inclusive do Mangeykou Sharingan. Por meio disso, conheci o Sasuke e a Sakura.

– E por isso você conseguiu, com exclusividade, cobrir a festa? — Hinata pergunta atrevida. E emenda — E eu não estou te censurando, pelo contrário, acho muito esperto da sua parte, aproveitar a sua vantagem.

Ino abre um sorriso — Bom, como você pode ver, eu não preciso desse emprego, mas eu sempre quis ser independente da minha família. Entretanto, não significa que eu não possa usar a influência do meu sobrenome para isso.

Ino realmente queria independência, porém, sua decisão de procurar um emprego, vai além disso, era uma "rebelde" e adorava desafiar seu pai. Por isso, não pensou duas vezes, quando recebeu a proposta de trabalhar como repórter, para a emissora e editora No Sabaku.

– Entendo perfeitamente — Hinata diz prontamente.

Era lógico que ela entendia, Ino teve mais sorte por vir de uma família rica. Não que a Yuuhi reclamasse, era o oposto, adorava o desafio, e iria lutar com unhas e dentes, até atingir seus objetivos. Afinal, não era justamente por isso, que estava ali, naquela noite?

– Sabe Hinata, eu tenho um feeling para conhecer as pessoas, e eu realmente gostei de você. Aliás, eu gostaria de manter contato com você. Eu acabei de voltar da Alemanha, perdi a maioria das amizades, conforme o tempo se passou. E algo me diz, que seremos grandes amigas. Você poderia me dar seu número?

– Eu também gostei de você, Ino. Sinto que somos parecidas.- ambas tiram seus celulares de suas respectivas carteiras, trocam os aparelhos e digitam seus contatos. Devolvendo seus telefones.

Sim, as duas tinham suas similaridades, ambas faziam o estilo "mulher fatal", eram provocadoras e desprovidas de vergonha.

– Você disse que eu sei aproveitar as oportunidades, mas você também sabe. — Ino pisca maliciosa — eu percebi sua troca de olhares com o Itachi.

Hinata sorri, também maliciosa.

Neste mesmo momento o vê de costas.

– Eu só posso te dizer, que estou galgando a estrada que me leva aos meus objetivos.

Ino tem a mesma visão de Hinata — Sei, uma estrada cheia de músculos e testosterona.

A azulada apenas responde com um aceno, se afastando da loira, indo direto ao seu alvo.

Caminhava em total confiança, acima de tudo, acreditava em si mesma. Era praticamente impossível, seu plano dar errado, plano este, bolado a alguns meses. Tudo começou, quando fazia um trabalho da faculdade, sobre grandes empresários, se deparou com uma matéria, que trazia o seguinte título, "O primogênito Uchiha está a um passo, de sentar na cadeira da presidência do Império Uchiha", seguida de uma foto de Itachi, em pé, com as mãos no bolso, vestido com um legítimo terno Armani, o belo rosto, como sempre sério. A reportagem de cara lhe chamou a atenção. A partir daquele momento, uma ideia passou por sua cabeça, pesquisou o máximo possível e destrinchou a vida de Itachi. Pelo semblante sério e um tanto apático, e algumas poucas entrevistas que o homem cedeu, só pode chegar a conclusão, de que Itachi era solitário, por mais que estivesse cercado de pessoas, triste, por mais que suas palavras aparentassem ser um homem divertido e com o peso do legado de sua família, sem ter com quem dividir. Então, como um estalo em sua mente, Hinata lembrou-se de Sakura e consequentemente, de Sasuke. Também havia lembrado da festa de lançamento do Mangeykou Sharingan, que ocorerria dali a poucos meses, esta seria a oportunidade perfeita para abordá-lo. Sabia que várias mulheres davam em cima do mesmo, porém, Itachi jamais assumiu nenhum relacionamento."as mulheres são tão burras. Será que não sabem que o quanto mais correrem atrás dos homens, mais eles correrão delas?" Pensava a perolada. Era óbvio, que o Uchiha não gostava desse tipo de mulher, logo, para chamar sua atenção, Hinata deveria se mostrar diferente e se destacar das demais, coisa que para ela, além de fácil, era costumeiro.

A perolada fitou alguns homens em torno de Itachi, só poderiam ser os "puxa-sacos de plantão", tinha certeza que o Uchiha estava descontente, com a abordagem daqueles homens, além do mais, era visível que Itachi parecia procurar alguma coisa, ou melhor, alguém, e Hinata tinha certeza, esse alguém era ela mesma.

Pôs seu melhor sorriso e usou seu melhor tom:

– Com licença, senhores. Eu sinto muito, mas acho que irei roubá-lo de vocês.

Instantaneamente, os homens a miraram, com exceção de Itachi. Aqueles homens tinham idade para serem pais ou até avôs de Hinata, porém, isso não os impediam de olhá-la, como se fosse uma deliciosa refeição, no qual o prato principal, eram seus seios.

Itachi, que até o momento estava de costas, se vira ficando de frente com Hinata. Fitando-a de perto, percebe que a mesma é mais bonita, ainda. Também havia ficado muito incomodado com os olhares lançados para a dama misteriosa. Poderia soar ridículo, mas ele já sentia uma espécie de posse sobre ela. Mesmo tendo a visto apenas duas vezes na vida.

– Quem é a bela dama, Itachi? — pergunta um dos homens.

Hinata ria por dentro"esse velho babão acha que terá alguma chance comigo?"

O Uchiha também olha para a azulada como se perguntasse a mesma coisa.

A Yuuhi toma a frente e responde — Hinata, eu me chamo Yuuhi Hinata.

Então este era seu nome, combinava perfeitamente com ela, já que era uma mulher que iluminava seu redor, como o Sol.

– Bem senhores, eu não posso deixar uma senhorita tão bela, sem companhia, não é mesmo? — o Uchiha sai de seus devaneios. Estava louco para ficar a sós com Hinata, agora sabia seu nome e também queria que Hinata ficasse o mais longe possível desses abutres.

Os homens soltam risinhos maliciosos. Itachi oferece seu braço e Hinata prontamente aceita, circulando o seu no dele.

O casal se afasta, e já chama bastante atenção, pois formam um belo par.

– Me desculpe se eu fui intrometida, mas eu percebi que você estava um pouco descontente de estar com aqueles senhores. — A Yuuhi se adiante.

– Então, eu devo agradecê-la por ter me salvado daqueles abutres — Itachi diz divertido.

Hinata ri e o moreno a acompanha.

Ela ficava mais bela ainda rindo, sua risada era doce e suave.

– Você fica mais linda, se é que isso é possível, quando sorri, Hinata — a sensação de dizer seu nome foi ótima — Enfim, você não foi intrometida, longe isso...- Itachi faz uma pausa — E se eu te dissesse que estava a sua procura?

– E se eu te dissesse que vim única e exclusivamente a esta festa por sua causa? — Hinata responde com outra pergunta.

– Meu ego inflaria, por saber que alguém tão estonteante como você estava a minha procura. — Itachi galanteia.

No momento, um garçom passa próximo aos dois, o Uchiha pega duas taças de champagne e oferece a Hinata que aceita

– Vamos brindar? — o homem pergunta.

– Brindar em nome de que? — a jovem reponde com outra pergunta.

– Que tal, em nome da amizade que criamos hoje? — Itachi sugere.

– Perfeito. — a perolada aceita.

Os dois batem levemente suas taças e dizem ao mesmo tempo — A amizade.

"Ao meu plano que se inicia, que eu tenho certaza, dará certo"- pensa Hinata.

"A nossa relação, que eu tenho certaza, irá muito além da amizade" — Itachi também pensa.

Ambos sorvem o delicioso líquido francês.

– Eu nunca te vi em nenhuma festa — o Uchiha começa — me desculpe pela pergunta indiscreta, mas é óbvio, que uma mulher como você, não veio desacompanhada.

– Sim, é verdade. Eu vim junto do Sasuke e da Sakura. Nós somos amigos.

Itachi ficou ligeiramente surpreso, quer dizer que aquela mulher, esteve tão perto todo este tempo. Como amiga de Sasuke e Sakura, com certeza, ela deveria frequentar os mesmos lugares, que os outros dois. Pela primeira vez na vida, Itachi se arrependeu por trabalhar tanto. Talvez se saísse mais, já teria encontrado Hinata, a mais tempo.

Uma música lenta e sem letra, é ouvida. O Uchiha, então, tem uma ideia.

– Dança comigo? — coloca as taças, em uma mesa próxima aos dois.

– Eu não sou boa dançarina. — a Yuuhi avisa.

– Isso não será desculpa, para a senhorita, recusar meu pedido. — Itachi se segura a mão de Hinata, a levando para a pista de dança.

O Uchiha posicionou suas mãos grandes na cintura de Hinata.

– Coloque suas mão em volta do meu pescoço — o homem ordena, Hinata obedece.

Itachi começa um simples "dois para cá, dois para lá", para que a Yuuhi pegasse o jeito.

O Homem surpreende a jovem, quando num movimento rápido, dá um giro em seu corpo.

O moreno novamente rodopia a mulher e depois a puxa de volta, fazendo Hinata bater as costas em seu peito.

O casal já chamava bastante atenção. Pareciam profissionais. Na verdade, Itachi era um verdadeiro dançarino, conduzindo Hinata, com maestria.

Enquanto os pés de ambos se movimentavam com sincronia, os olhares também estavam interligados. Hinata fazia questão de olhá-lo fixamente, cada vez mais, fazendo Itachi se amarrar, em sua teia de sedução.

....

– Como você acha que eu me sinto, quando você me trata desse jeito? Como você acha que eu me senti com a forma que você falou com a Ino? — Sakura desabafava, não aguentava mais a forma com que o Uchiha mais novo a maltratava.

– Que saco, Sakura. Eu pensei que viria a esta festa para me divertir, mas você é tão irritante.

Talvez fosse a hora de terminar tudo — Eu acho melhor que tudo acabe — a voz da Haruno não passou de um sussuro.

A feição de irritação é substituida por outra de fúria. Sasuke segura Sakura pelo braço com força desnecessária e a leva para um lugar mais afastado, onde ninguém poderia interrompê-los.

Empurra a Haruno pela parede mais próxima. Sasuke era o total oposto de Itachi.

– Repete o que você disse, Sakura.

Sakura tenta, porém, sua garganta se fecha, perde a pouca coragem que lhe pertencia. Não consegue mais manter contato com os ônix que a perfuraram, acaba abaixando a cabeça.

O Uchiha se aproxima lentamente, usa seus dedos no queixo da rosada, para fazê-la fitá-lo. As esmeraldas da Haruno fitam os olhos negros com um perigoso brilho de divertimento.

– Você não tem coragem, não é mesmo? — acaricia o rosto da mulher.

Sakura fecha os olhos com o contato — você não vai me deixar, sabe o porquê? Você fez de tudo para conseguir ficar comigo, mesmo sabendo quem eu sou. Até coragem para armar aquele flagra, para que a Karin nos pegasse, você teve.

Para Sasuke, seu relacionamento com Sakura se resumia a desejo carnal, sentimento de possessividade e talvez comodidade. Mas será que eram apenas estes sentimentos que o ligava a Sakura? Já que Sakura era tão irritante assim, por quê não a largava? Ele poderia ter a mulher que quisesse, não que fosse fiel, mantinha alguns casos.

Todavia na mesma velocidade que sua mente lhe perguntava isso, ele fazia questão de afastar estes pensamentos.

Passou as mãos pela coxa da rosada a erguendo e a obrigando a passar suas pernas em volta de sua cintura.

– Deixa eu ver se você fez o que eu mandei — o homem passou a mão por dentro do vestido da mulher, chegando onde queria e constatou que a mesma não usava calcinha. Sim, Sasuke mandou Sakura não usar peça íntima. Deu um tapa certeiro na intimidade da Haruno. Fazendo-a gemer.

Sasuke abriu um sorriso — eu sei que você adora isso — abriu, com certa dificuldade, o zíper da calça, pondo seu membro para fora, que a esta hora já estava duro. Passou a glande entre a abertura de Sakura, fazendo a mesma gemer novamente e a penetrou, seus movimentos eram rápidos e intensos, criando barulhos obscenos.

Sakura a esta hora, estava entorpecida de prazer, gemia sem parar. Deus, a que ponto chegou, mesmo depois de tudo que Sasuke fez, ela ainda se entregava e deixava manipular tão facilmente, que tipo de mulher, ela era? Será que por amor, amor este que mais parecia obcessão, valia a pena, jogar todo o orgulho e dignidade próprios, na lata de lixo?

Aquele homem que a possuía naquele momento, foi o primeiro e único a tocá-la e fazê-la mulher.

Sasuke já estava perto do ápice, quando disse — Sakura, você está tomando remédios, não está? Você sabe que eu não quero filhos — a Haruno não consegui dizer nada, apenas gemia, deu um aceno — Ótimo.

O Uchiha deu mais algumas estocadas e se despejou em Sakura, a Haruno também chegou ao ápice. Ambos estavam ofegantes, esperaram a respiração normalizar.

– Nós temos que volta para a festa. Ainda nem vimos meus pais. E a Hina, eu esqueci completamente. Ela não conhece ninguém aqui.

– Acalme-se, a Hinata sabe se cuidar melhor do que você imagina — Sasuke dizia calmamente — E seus pais, eu nem digo nada.

– Sasuke-kun — a rosada diz envergonhada.

– Vamos. — Sasuke leva a namorada de volta a festa.

....

A música dava seus últimos acordes, anunciando seu final. Itachi dá um último giro em Hinata. Curvando seu corpo para frente, fazendo o corpo da perolada se inclinar para trás. O Uchiha ainda passa a ponta de seu nariz no pescoço alvo da Yuuhi, fazendo-a se arrepiar. Itachi se recompõe levantando Hinata.

Os dois recebem aplausos, já eram o centro das atenções.

Itachi se curvou, como se estivesse agradecendo o público depois do espetáculo, Hinata o acompanhou.

– Você dança muito bem. — elogia a azulada.

– Você também dança bem. — o moreno diz.

– Não é para tanto. Eu só pareci uma boa dançarina, por sua causa.

Logo, viu Sasuke e Sakura andando em sua direção. A Haruno tinha uma expressão fechada de pura reprovação, já Sasuke os olhava divertido.

– Passa esta noite comigo? — Itachi pede a Hinata, sua voz não passava de um sopro, bem próximo ao ouvido da Yuuhi.

Hinata pensou muito bem sobre o assunto, cogitava seriamente a proposta do Uchiha, não por fazer parte do plano. Ela jamais venderia seu corpo por isso. Pelo contrário, Itachi era um homem extremamente belo e sedutor. Ela se sentiu excitada com a forma que ele a olhava e segurava firmemente pela cintura. Qual o problema? Ela era uma mulher e tinha suas necessidades, além de ser bem resolvida sexualmente.

– Huuuu, então quer dizer, que a pobretona está conquistando o encalhado do Itachi?- Sasuke provoca.

– Irmãozinho tolo — Itachi diz irritado. Mas, se surpreende com Hinata.

– Eu fico imaginando, como alguém como Itachi, pode ser irmão de um vagabundo bêbado — Hinata diz

Itachi cai na gargalhada.

– Isso não teve graça. Mas, eu ficaria feliz se você fizesse parte da família. Quem sabe assim, você não poderia tirar a virgindade do Itachi?

Sasuke falava sério, quando dizia que ficaria feliz de Hinata ficar com seu irmão, na verdade, a Yuuhi era a única que ele poderia chamar de amiga, apesar de estarem mais afastados ultimamente.

– Para sua informação, eu não sou mais virgem a muito tempo. E tenho certeza de que sei dar mais prazer a uma mulher do que você.

Agora foi a vez de Hinata rir.

Sasuke revirou os olhos.

– Vamos, Itachi. — a Yuuhi diz e Itachi só pôde concluir, que ela disse sim, ao seu convite.

– Esperem — a até o momento calada, Sakura se pronuncia.

Todos olham para ela.

A Haruno abraça a amiga — eu espero que você não se arrependa de nada do que fará. — sua voz não passa de um murmuro no ouvido da amiga.

– Pode ter certeza, eu não me arrependerei de nada que farei.

Hinata responde, igualmente num sussurro.

As duas se separam. Hinata enlaça o braço do Uchiha, se afastam de Sakura e Sasuke.

– Antes de irmos, eu preciso falar com a minha secretária. — Itachi avisa.

– Tudo bem, eu também tenho que falar com a minha mãe.

Itachi caminha com Hinata ao seu lado, e logo avista a cabeleira loira de sua secretária.

Ela estava péssima, havia acabado de olhar sue chefe dançando com uma bela morena. Tudo que Yugito queria no momento era ir para casa, deitar debaixo das cobertas e chorar comendo sorvete. Mas, para que fizesse isso, primeiro precisava falar com seu chefe, ela só esperava que ele não estivesse acompanhado. Porém, seu desejo não se realizou.

– Pode ir para casa, Yugito. Qualquer coisa, eu estarei no Hotel de sempre. — Voz de seu chefe foi ouvida.

Ela percebeu que ele estava com pressa, não precisava ser um gênio, para saber o porquê da rapidez de Itachi ao falar com ela. O homem que amava iria passar a noite nos braços de outra. Ele estava acompanhado da mulher com quem dançou, ela estava falando ao celular. A Nii se sentiu tão pequena e insignificante, perto da belíssima mulher que acompanhava seu chefe. O que a loira esperava? Que Itachi magicamente se descobrisse apaixonado por ela? Só lhe restava passar a noite chorando.

....

Mal chegaram a suíte luxuosa, se beijaram ferozmente. Itachi agarrava a cintura da Yuuhi, Hinata estava com as mãos enlaçadas no pescoço do Uchiha. Logo, Hinata já tirava o blazer e a camisa do moreno. Itachi não deixou barato e tateou as costas da jovem a procura do zíper e quando o acho, abriu-o e deslisou a parte de cima do vestido para baixo, expondo os seios fartos de Hinata, já que a azulada não usava nada por baixo.

Hinata empurrou Itachi, para que se sentasse na borda da cama, a Yuuhi ainda retirou totalmente seu vestido, ficando apenas com uma mínima calcinha.

A perolada se ajoelhou em frente Itachi, desabotoando a calça e se livrando dela, junto da cueca. Hinata se acomodou entre as pernas do moreno e acariciava as coxas másculas, fazendo os pêlos do local se arrepiarem, logo, tomou o membro teso e melado nas mãos, fazendo ritmados e suaves movimentos de vai e vem, enquanto Itachi suspirava fortemente.

A jovem olhou para o pênis em suas mãos e para seus seios., como se estivesse tendo um ideia. O moreno que via toda a cena erótica, percebeu o que a jovem pensou. Não. Ela não teria coragem para isso.

– haaa!!! — o Uchiha soltou um gemido alto, ao sentir seu membro entre os seios da Yuuhi.

O contato que a fricção dos seios grandes e macios em seu pênis, causavam uma deliciosa sensação. O Uchiha estava quase gozando, achava que não poderia melhor. Ledo engano. Logo, Hinata usou sua língua quente, fazendo movimentos circulares na glande.

O conjunto dos seios e língua em seu pênis, mais o rosto inocente contrastando com o olhar malicioso de Hinata, que o mirava diretamente, fez com que Itachi não aguentasse mais. O primeiro jato de sêmen, atingiu, certeiramente, a boca da Yuuhi. Por reflexo, ela acabou se afastando, o segundo, acertou o queixo e escorreu por entre os seios.

– Me desculpe — Itachi dizia ofegante.

– Tudo bem — Hinata passou o dedo indicador, entre os seios e pôs na boca o líquido viscoso.

Depois da sensual cena, o membro de Itachi já ganhava vida.

– Agora eu preciso do seu pau enterrado em mim, Itachi. — Hinata estava excitada e sua intimidade pulsava pedindo alívio.

Não foi preciso dizer duas vezes, o moreno a afastou e pegou um preservativo no bolço da calça.

– Deixa que eu coloco. — a azulada pegou a camisinha de suas mãos, abriu o pacotinho e deslisou o látex, pelo membro novamente duro.

Retirou a calcinha e se sentou no colo do homem. Hinata sempre foi desinibida, então, tomou as rédeas da situação. Ela iria comandar. Segurou o membro, posicionando em sua entrada apertada e úmida. Colocou toda a extensão dentro de si. Ambos gemeram com o contato. Logo, Hinata descia e subia sobre o pênis.

Itachi tinha as mãos no quadril da Yuuhi. Ele sabia que precisava fazer algo, sempre foi dominador na cama, mas Hinata fazia com que ele se sentisse um adolescente inexperiente. Retirou uma das mãos do quadril dela e pôs em seu clitóris inchado, movimentando os dedos, para que a mulher tivesse mais prazer, e foi isso que aconteceu. A Yuuhi cavalgava com extrema velocidade, conforme os dedos de Itachi trabalhavam.

A mulher jogou a cabeça para trás e soltou um gemido mais alto, sentindo a deliciosa sensação de um orgasmo, suas paredes internas apertaram o membro do Uchiha, intimando o homem a também gozar e foi isso que aconteceu. Ambos estavam suados e ofegantes, depois do ato. Deram um beijo e Itachi se retirou de Hinata.

Enquanto acordava, Hinata teve certeza de que já era manhã, visto que, a claridade era inconveniente. Quando finalmente abriu os olhos, percebeu estar só na cama. Esquadrinhou o quarto e viu Itachi parado na porta, ele estava vestindo apenas uma calça de moletom. O Uchiha empurrava um carrinho com café da manhã.

– Bom dia, dorminhoca.

– Bom dia.

– Eu trouxe o café da manhã. No banheiro tem tudo que você precisa para higiene pessoal.

A Yuuhi se levantou para ir ao banheiro, sem se importar com a nudez.

Itachi apenas apreciava a bela visão de seu traseiro balançando.

Depois de fazer a higiene matinal, Hinata volta para o quarto. Pega a camisa que Itachi usou na noite anterior, em cima da poltrona ao lado da cama e veste.

A bandeja estava repleta de uma variedades de frutas, pães, geleia e suco de maracujá.

A perolada preferiu comer apenas morangos, havia se sentado na cama.

– Agora, você vai me achar uma vadia por ter transado, com alguém que praticamente é um desconhecido. — Hinata dispara.

– Você está enganada, eu nunca tive este tipo de preconceito idiota. Pelo contrário, eu te admiro por sua coragem de realizar seus desejos. E nós podemos mudar a parte do "desconhecido".

Hinata se surpreende com o comentário de Itachi.

– Sim, é verdade. Então me diga, Uchiha Itachi faz algo para se divertir, além de sempre ser preocupado e responsável?

– É tão evidente assim?

– Não, você disfarça muito bem. Eu é que consigo reconhecer, que você é aquele tipo de pessoa que primeiro se preocupa com o bem estar dos outros e por último consigo mesmo. E nem pense que conseguiu fugir da minha pergunta.

Itachi arregala um pouco os olhos.

Será que finalmente havia encontrado uma pessoa, com quem poderia contar seus medos e receios e dividir o peso de suas responsabilidades?

– Pode ser difícil de acreditar, mas quando eu era criança, meu sonho era ser cantor — o Uchiha se supreendeu com a facilidade que se abriu. Entretanto, o que ele poderia fazer, se sentia-se confortável para falar o que sempre guardou para si?

– Me deixe adivinhar, você abandonou seus sonhos, quando o peso das responsabilidades, que o nome Uchiha acarreta, caiu em suas costas.

Itachi olhou completamente vidrado para mulher ao seu lado.

– Nossa, que horas são? Eu preciso ir. Minha mãe deve estar preocupada. — Hinata se levanta e pega seu vestido.

– Espera, eu te levo. A gente vai se ver novamente? — o Uchiha pergunta.

– Sim, para as duas coisas — a azulada responde.

....

– Se eu tinha alguma dúvida, de qual era sua profissão, te vendo chegar a esta hora, com esta roupa, em tenho certeza — a mulher com uma mala nas mãos provocava.

Quando Hinata pôs os pés em seu andar, infelizmente, deu de cara com sua vizinha, ou futura-ex-vizinha, a Yuuhi não sabia ao certo. Assim que Guren se mudou para o prédio, ela e Hinata tinham uma relação de cordialidade, que foi quebrada no dia em que Guren trouxe seu namorado Sora, para seu apartamento. O homem deu em cima de Hinata, apesar da moça não ter dado nenhuma atenção a ele, porém, até hoje, Guren acusa a azulada de ter se oferecido para o seu homem.

– E eu pensei que você tivesse voltado para o Inferno, demônia — Hinata responde.

A Yuuhi bate a porta do seu apartamento com brutalidade.

– Hina, onde você estava? Eu fiquei preocupada. -Kurenai logo, bombardeia a filha.

– Mamãe, eu não te disse que não passaria a noite em casa?

– Sim, mas disse apenas isso — kurenai se defendeu. Que mal há numa mãe preocupada com a filha e sua integridade.

Hinata entendia sua mãe, não era tão desnaturada assim.

– Eu estava com o Itachi.

A mais velha olha para Hinata, iria se pronunciar, entretanto, a filha a impossibilitou de dizer algo.

– Não pense que eu me esqueci da nossa conversa de ontem.

A professora fica pálida.

A mais nova tocou no assunto proibido, pois sabia que sua mãe ficaria quieta. Não estava afim, de ouvir aquela ladainha.

– Por enquanto, eu não tocarei neste assunto, isso não muda o fato de que mais hora ou menos hora, eu irei saber de tudo.

Hinata preferiu deixar este problema em off, como ela mesma disse para Kurenai, em algum momento saberia da verdade. Mas agora, deveria se dedicar única e exclusivamente ao seu plano, a Uchiha Itachi.

2 meses

O que estava acontecendo com ele? Sempre foi um homem sério, introspectivo e as responsabilidades sempre vinham em primeiro lugar, todavia, agora suspirava pelos cantos, em todos os momentos um sorriso bobo adornando seus lábios finos, e seu sorriso se alastrava quando pensava nela. Hinata. Sua Hinata. Após essa noite ela seria inteiramente sua. Sempre foi um sujeito cauteloso, mas que se dane a cautela, quando se está apaixonado. Sim, ele tinha certeza, pela primeira vez na vida, estava apaixonado, não existia outra causa para os sintomas agudos que sentia.

– Com licença, senhor. Mandou me chamar? — a voz de Yugito o tira de seus devaneios.

A Nii entra no escritório de Itachi e o vê com um sorriso no rosto. Ele estava mais alegre e isso a deixou feliz, mas por dentro sentia uma fina dor em seu peito.

– Sim, Yugito. Eu preciso que você compre um vestido, sapatos, essas coisas que as mulheres usam.

– Qual a ocasião, além disso, eu preciso saber o número da pessoa — a Nii não disse nada, pois jamais iria contestar as ordens de seu chefe, porém, achou muito estranho, o pedido do Uchiha.

– Você se lembra da moça que me acompanhou na festa do Mangeykou Sharingan?

– Sim — era impossível não lembrar daquela mulher, ela era deslumbrante — Ela é muito bonita.

– É verdade, ela é perfeita. Bom, esta moça, a Hinata, é para ela que eu quero que você compre o que eu pedi. E a minha encomenda já chegou?

– Sim, senhor.

– Antes de ir embora, me entregue. Você será a primeira a saber, hoje a noite pedirei Hinata em namoro, por isso, eu quero tudo perfeito, e para pedi-la em namoro preciso do pacote que você recebeu.

A Nii estava em choque, quando viu Itachi e Hinata, juntos na festa, se sentiu péssima, havia percebido a forma com que seu chefe a olhava, porém, imaginou que tudo não passasse de uma noite, como com outras mulheres, entretanto, era pior do que imaginava. Itachi iria pedi-la em namoro. Por isso, ele estava tão radiante.

– Sabe Yugito, eu nunca senti por mulher nenhuma, o que sinto por Hinata, eu estou completamente apaixonado. — Itachi tinha um olhar distante, provavelmente pensando em Hinata.

– Eu fico feliz pelo senhor. É melhor eu me apressar para que tudo saia perfeito — a Nii faz questão de sair o mais rápido possível do lugar.

Senta em sua mesa, ao lado da porta do escritório de Itachi e desaba, já não tenta disfarçar, as lágrimas que reprimiu, vem à tona. O homem que amava estava apaixonado por outra e ainda por cima, ela deveria comprar roupas para a outra. A loira passa a mão sobre a tal encomenda de Itachi, uma caixa de veludo.

....

– Obrigada.- Hinata acaba de receber suas sacolas, que soube pelo entregador ser de Itachi. O Uchiha era incrível, pensava em todos os detalhes, havia a convidado para jantar esta noite. Durantes esses dois meses, os dois já tinham se encontrado várias vezes. Contudo, ela sabia que este encontro seria especial e que ainda hoje seu relacionamento evoluiria mais um pouco.

A azulada fecha a porta e dá de cara com sua mãe.

Kurenai logo, focalizou nas sacolas que Hinata carregava.

– Nem adianta dizer nada, pois eu não irei recuar com meus planos — a mais nova diz.

Já a morena suspira — Você é quem sabe, Hinata. Por enquanto eu não direi nada. Como você mesma disse, não adiantará nada. Eu só espero, que você não termine infeliz.

Hinata revira os olhos e vai se arrumar

Sua mãe e Sakura estavam redondamente enganadas, ela seria muito feliz sim. E depois de conhecer Itachi, só constatou, que com certeza conseguiria amá-lo. Ele era um homem muito atencioso e educado, e claro, riquíssimo. A enchia de mimos e a Yuuhi mais nova não se fazia de rogada, aceitando-os de bom grado.

Depois de anteder o telefonema do Uchiha, avisando que já a esperava, a azulada foi ao seu encontro.

Itachi estava parado em frente ao seu prédio, mais precisamente, encostado em seu belo carro, oferecendo uma linda visão. O homem vestia um lindo terno negro, seu cabelos presos, como de costume. As mãos dentro dos bolsos. Seus pensamentos eram direcionados a bela de olhos cor de prata. E como se seus pensamentos, de tolo apaixonado se materializassem, a sua frente a dona de seus sonhos mais doces, caminhava como uma rainha.

Hinata vinha ao seu encontro. Estava com um vestido tubinho de alças finas na cor preta. Calçava um par de sapatos peep toe vermelhos e os cabelos soltos.

Quando se aproximo, sua cintura, logo foi enlaçada por braços fortes, e a boca tomada pelos lábios famintos de Itachi.

Logo que separaram as bocas, Hinata disse:

– Eu amei o vestido e os sapatos.

– A Yugito é muito competente — Itachi fala com orgulho de sua funcionária.- e você está belíssima — elogia.

– Yugito, aquela sua secretária? — Hinata pergunta e o moreno acena positivamente — que curioso, ela teve tão bom gosto em escolher roupas para mim, em contra partida, se veste como uma avó.

Itachi ri um pouco do comentário de Hinata, realmente fazia sentido.

– Bom, mas nós não estamos aqui, para falar da Yugito- responde o Uchiha.

– Sim, é verdade.

Haviam acabado de chegar num luxuoso restaurante italiano, e já eram o centro das atenções. Também não era para menos, não era todo dia, que o primogênito Uchiha ia a um restaurante acompanhado de uma beldade, como Hinata. Itachi sempre foi muito discreto, e jamais saia com seus casos, logo, os presentes, só poderiam concluir que sua acompanhante era uma namorada.

Hinata pouco se importava com os olhares, já estava acostumada. Já Itachi se descobriu muito ciumento, pois estava odiando os olhares que eram direcionados a Yuuhi.

O Maitre, os atendeu rapidamente, levando-os a melhor mesa do local. O jantar foi ótimo, ambos conversaram e se divertiram, o prato principal consistia num delicioso Risoto à Moda de Milão, a sobremesa de dar água na boca, o famoso Tiramisú e claro, para acompanhar um vinho caríssimo da safra de 2003, escolhido pelo Uchiha. Hinata teve que admitir, o homem sabia escolher vinhos, pois o sabor era excepcional.

Após terminarem, Itachi pagou a conta caríssima. Ele estava nervoso, e novamente durante aquela noite, descobriu sua mais nova faceta, era impressionante, Hinata tinha o dom de fazê-lo sentir coisas, que não estava habituado. Sempre foi um homem seguro de si, mas agora parecia um adolescente idiota.

Puxou Hinata pelas mãos, a Yuuhi havia percebido a mudança do moreno, ele estava alegre e descontraído, se seus instintos não lhe falham, ela sabia, este seria o momento.

Hinata pensou que sairiam do restaurante, porém, fora surpreendida por Itachi. O Uchiha a levou aos fundos do estabelecimento, onde havia uma escada.

Hinata o olhou, como se estivesse questionando.

– Vem comigo — o moreno disse apenas.

Os dois subiram as escadas que levavam ao terraço do restaurante. O lugar tinha uma bela vista, era possível enxergar outros prédios ao longe, com suas luzes acesas no meio da noite, pareciam estrelas.

Se aproximaram mais da borda.

A Yuuhi estava encantada.

– Este lugar tem uma vista linda.- Diz Hinata.

– Tem sim.- responde Itachi. Abraça a azulada por trás.

Hinata estava encolhida, provavelmente, pela brisa gelada que tocava sua pele.

– Você está com frio? — pergunta o moreno.

– Um pouco — a perolada afirma.

O Homem se afasta tira seu blazer e coloca sob os ombros da mulher.

Hinata se vira, ficando de frente para Itachi, como se estivesse esperando alguma ação dele.

– Sabe, eu nunca pensei que fosse tão difícil — ele começa seu discurso — eu acho que é bem mais fácil falar para um bando de gente puxa-saco, do que te dizer, o que eu tenho para te dizer. Eu sempre fui sério, responsável, seguro de mim, mas desde a primeira vez que eu te vi, você teve o poder de me enfeitiçar, eu só tenho olhos para você, só penso em você.

Itachi respira e coloca as mãos dentro do blazer que colocou em Hinata, mais precisamente no bolço e tira uma caixa de veludo, a mesma caixa que Yugito recebeu.

– Eu nunca fiz isso. Yuuhi Hinata, você me concede o prazer de ser minha namorada?

Hinata fitava Itachi e quase se arrependeu.

Quase.

– É claro, Itachi.

O moreno abre a caixa e revela um lindo colar de pérolas.

– Quando eu o vi, achei perfeito para que você o usasse.- Itachi pega o colar e deixa a caixa no murinho.

Hinata se vira, o homem afasta os cabelos sedosos, colocando a joia. A primeira jóia de muitas, que daria para a Yuuhi.Hinata se sentia realizada, colocou as mãos no colar sentindo a textura das perolas em sua pele.

– Vamos, eu quero te levar para casa e falar com a sua mãe.

Chegaram no prédio, Hinata tirou as chaves de dentro da pequena bolça que carregava. Abriu a porta, sua mãe estava sentada no sofá, usando um notebook, provavelmente montando alguma aula, Kurenai era uma professora exemplar, querida por todos.

Tanto Hinata, quanto Itachi entraram no apartamento.

O Uchiha esquadrinhou o recinto, apesar de simples, era muito aconchegante, um verdadeiro lar. Diferente das paredes frias e decoração impessoal, da Mansão Uchiha.

Kurenai logo direcionou toda sua atenção a porta. Lá viu sua filha e um homem muito bonito, supunha ser Itachi. A Yuuhi mais velha, tirou o notebook de seu colo e se levantou. Mentiria se dissesse que não estava curiosa, sobre o que sua filha e o rapaz iriam falar.

– Bom, esta é minha mãe, Itachi. E este é o Itachi, mamãe — Hinata logo tomou a frente, fazendo as devidas apresentações.

Itachi e Kurenai se aproximam e estendem as mãos, um ao outro.

– É um prazer conhecê-la, Kurenai-san — Itachi diz de forma educada- agora eu sei de onde vem toda a beleza da sua filha.

– Que isso — Kurenai fica um pouco constrangida.

Os dois finalmente dão um aperto de mãos.

– Bom, a senhora deve estar se perguntando, o quê um homem faz acompanhando a sua filha, a esta hora, na sua casa. Eu serei direto, eu sou completamente apaixonado pela sua filha, hoje a pedi em namoro. Mas, antes de mais nada, que quero que a senhora aprove nossa relação.

Hinata via toda a cena, como uma expectadora. Só esperava que sua mãe não atrapalhasse seus planos.

Já Kurenai, pôde perceber que o Uchiha era um bom homem. Dava para ver em seus olhos. E o jeito que falava, era possível perceber que gostava de sua filha. E lamentava por Itachi, pois sabia, que mais cedo ou mais tarde, sua filha seria a causa do sofrimento do Uchiha.

– Bem, a Hinata já é maior de idade e sabe o que faz. E se ela já aceitou o seu pedido, quem sou eu para impedir? — Kurenai olha para Hinata, como ela disse para sua filha, naquela mesma sala, mais cedo. Não iria se intrometer.

– Com licença, eu já iria me deitar. Fique a vontade, Itachi. Também foi uma honra, conhecê-lo. — A mais velha vai para seu quarto, sem nem mesmo se despedir da filha, ela estava decepcionada com Hinata. E a mais nova sabia disso, pois sua mãe jamais dormia antes de lhe dar boa noite. Ficou um pouco chateada, porém, logo afastou este sentimento. Fitou Itachi, o puxou para se sentar com ela, onde a pouco tempo, Kurenai estava.

– Sua mãe parecia um pouco estranha. Eu não a conheço, mas...

Hinata o interrompe — impressão sua — e logo toma a boca do homem, num beijo.

4 meses

O club Raikage era o lugar preferido dos ricos e famosos, os donos eram os irmãos e sócios, Kira A e Killer B. A quinze anos atrás, deixaram sua cidade natal Kumo, que ficava localizada no norte do país. A ideia inicial era de construir a melhor boate de Tóquio, todavia, o negócio deu tão certo, que os irmãos, com a ajuda de alguns investidores, expandiram o empreendimento, atualmente, além da boate que funcionava à noite, existiam campos de golfe, quadras de tênis, piscinas, saunas e salões para festa e coquetéis.

Hinata estava na companhia de Sakura e Ino, que desde o lançamento do Mangeykou Sharingan, tem mantido contato com as outras duas.

As três estavam sentadas em uma mesa, próximo à borda da piscina.

– Hina, por favor, me conceda uma entrevista!!! — Ino fazia biquinho e justava as mãos como se estivesse fazendo uma prese.- a machona está fazendo da minha vida um inferno.

A cerca de quatro meses atrás, a Yamanaka cozinhava sua chefe Temari, Sabaku no Temari era uma mulher extremamente mandona, e quando a notícia de que Uchiha Itachi foi fisgado, exigiu que Ino conseguisse um entrevista com a mulher que conseguiu esta façanha.

– Eu já disse que não darei entrevista nenhuma, Ino. O Itachi faz de tudo para manter nossa vida fora dos holofotes.

– Sim, o Uchiha tentava ao máximo preservar sua vida pessoal e Hinata tinha a mesma opinião, eles não eram celebridades para se exporem dessa maneira. Era óbvio que Hinata queria ser rica, mas jamais quis fazer parte do mundo da fama.

– Mas, nós não precisamos falar sobre seu envolvimento com o herdeiro Uchiha, você pode dar a entrevista como "a mais bela da noite".

Após a festa na Mansão Uchiha, Hinata despertou a curiosidade de muitos telespectadores e leitores, do Grupo No Sabaku, tanto por sua beleza, quanto por seu vestido.

– Diz que sim, diz que sim!!! Em nome da nossa nova amizade, que parece de anos — a loira apela.

– Não. Olha se eu soubesse que fosse este inferno, eu não teria nem te dado aquela entrevista — a Yuuhi se referia a vez que falou com Ino, quando chegou a festa do Mangeykou Sharingan — e sobre a nossa amizade, eu gosto tanto de você , quanto da Sakura, apesar de ser recente.

Mesmo em pouco tempo Ino e Hinata viviam juntas, isso se devia por serem parecidas em alguns aspectos, e claro, Sakura sempre estava com as duas.

– E se eu entrevistasse o tal Gai? — a loira ainda insiste.

– Nesse caso, eu não tenho nada haver com isso e posso falar com o Gai.

– Ai, assim que se fala. — como num passe de mágica, a Yamanaka se iluminou novamente.

Um garçom aparece trazendo sucos de laranja para as meninas.

– Nós não pedimos nada — diz Ino.

– Sim, não pediram, mas todos os clientes premium, recebem um tratamento diferenciado. A senhorita Yuuhi é uma cliente especial, o próprio Uchiha-sama pagou por um cartão premium, para senhorita — o garçom deixa os sucos e sai.

A própria Hinata fica surpresa, não esperava que Itachi fizesse isso.

Sakura que até então, não parecia estar no mesmo lugar que Ino e Hinata, sai de seu torpor, olha feio para Hinata.

– Nem adianta me olhar desse jeito, pois eu nem imaginava que o Itachi tinha feito isso. Além do mais, eu não vejo mal nenhum de um homem querer agradar sua namorada. -Hinata responde.

– Você sabe muito bem, minha opinião sobre este assunto. — Sakura diz com azedume, sua cara não era das melhores.

Ino sai em defesa de Hinata — eu concordo com a Hina, qual o problema dela usufruir do que o Itachi lhe oferece? Desde o princípio da Humanidade, os homens usam, humilham e julgam as mulheres. Por que nós, não podemos usá-los um pouco.

Hinata acena positivamente, por isso gostava de Ino, a loira nunca fez questão de ser politicamente correta, apenas dizia o que pensava.

– Um bom exemplo do que eu disse, é a sua relação com o Sasuke, ou você pensa que nós não percebemos sua cara de bunda?-Ino continua.

– Logo você, porquinha, para criticar meu relacionamento com o Sasuke — a Haruno tenta se defender atacando.

– Sakura , pode parar com a sua insinuação, eu sei bem onde você quer chegar — a loira respira e continua -realmente eu cheguei a disputar o Sasuke com você, e acredite, eu não tenho orgulho disso, foi preciso meu ego ser ferido, para que eu me desse conta que tudo que eu sentia pelo Sasuke, não passava de uma paixonite infantil e disputa com você. Eu sinceramente me considero sua amiga e tudo que quero é o seu bem.

– Olha, eu já estou cansada de dizer isso, mas parece que não adianta — Hinata se pronuncia.

Sakura olha para as duas, seu escudo começava a se ruir, em suas esmeraldas brotavam lágrimas. Era doloroso admitir, mas sabia que Ino estava certa.

– E vocês acham que eu gosto de ser tratada dessa maneira — sua voz está embargada — para vocês é fácil falar, nunca se apaixonaram de verdade.

Tanto Hinata, quanto Ino, se solidarizaram com a rosada e cada uma, segurou uma mão de Sakura.

6 meses

Durante estes meses que se seguiram Madara sabia que algo acontecia, as coisas estavam diferentes. A confirmação veio, quando a exatos quatro dias viu seu amado neto Itachi, eles estava radiante, feliz e com um brilho nos olhos que o denunciavam. Seu neto estava apaixonado, Madara arriscava dizer, que ia muito além de uma simples paixão, era uma espécie de encanto. Quando questionou seu neto, recebeu como resposta "isso não é da sua conta", O patriarca dos Uchihas ainda se perguntava o porquê de ainda perguntar a Itachi, sabia que o prodígio da família o trataria com hostilidade, mas mesmo assim, por menor que fosse a chance, tentava mante uma relação com o neto. Parece que até o mais frio e calculista dos homens, também tem seu ponto fraco. Ainda pensou em falar com seu outro neto, Sasuke. Todavia, no fim, achou melhor que seu fiel cão de guarda, Zetsu, fosse sondar o que se passava. E o resultado estava ali a sua frente, um dosiê em cima da mesa do seu escritório. Nada, absolutamente nada, acontecia naquela família, sem que ele soubesse.

Com extrema calma, o homem abriu o envelope, calma que não sentia por dentro, pelo contrário, estava bastante curioso, mas não demostrava. Passou os dedos pelas folhas e leu rapidamente.

Todos seu movimentos eram acompanhados pelos olhos atentos de Zetsu

– Tudo que está aqui procede, Zetsu? — Pergunta o patrão ao empregado.

– Sim, Madara-sama. Todas as informações foram extraída de fontes seguras, nada que um ótimo suborno, não de jeito.-o secretário responde prontamente.

– Tentei conseguir informações da secretária de Itachi-sama, mas ela é muito leal e honesta — a palavra honesta sai de sua boca, como se fosse um defeito terrível.

– Bem, continuando. Itachi-sama está saindo com Yuuhi Hinata a alguns meses, se conheceram na festa de lançamento do Mangeykou Sharingan, e desde então, estam namorando. Itachi-sama tem até diminuindo sua carga de trabalho para poder ficar com sua namorada. Além de enchê-la de mimos.

– Assim é melhor, é bom saber que meu neto escolhe bem seus servos. Enfim, me traga esta moça, Hinata.

....

Depois de um dia exaustivo de estudos, tudo que Hinata queria, era chegar em casa, tomar um banho relaxante e dormir. Porém, foi surpreendida quando viu um dos carros da Mansão Uchiha, estacionado em frente a Universidade. Poderia até achar que fosse Itachi, contudo, não era do feitio de seu namorado, aparecer sem avisar. Continuou andando, até que um homem negro saiu do automóvel e seguiu em sua direção. Hinata tinha a impressão de que já o tinha visto.

– Com licença, senhorita Yuuhi. Eu me chamo Zetsu, sou assistente pessoal de Madara-sama. Ele pediu para que eu a procurasse e levasse a seu encontro.

Por mais que o homem tenha sido gentil, a azulada sentiu que não deveria confiar nele, mas logo este pensamento afastou.

– Sim — Hinata disse simplesmente e o acompanhou.

Durante todo o percurso, se questionava mentalmente, por que Madara queria falar com ela. Mesmo se relacionando com Itachi durante todo esse tempo, nunca foi apresentada a seu avô. Itachi sempre foi muito aberto com ela e conversavam sobre tudo, com exceção de Madara. Seu namorado fazia questão de desviar desse assunto e Hinata pouco se importava.

Ao chegarem na Mansão Uchiha, Zetsu abre a porta para Hinata.Entram e passam pelo salão, seguem até um corredor, pararam em frente a uma porta negra, Zetsu deu uma batida e ouviu um "entre". Abriu a porta para que Hinata entrasse.

Assim que Hinata pôs os pés dentro do recinto deu uma olhada geral em todo o escritório, a decoração era de muito bom gosto, requintada e poderosa, assim como seu dono que exalava poder, porém, não intimidava a Yuuhi em nada. Então sua visão se focalizou em Madara, o homem estava sentado na sua confortável cadeira, parecendo um rei sentado no trono.

– Apreciando a decoração? — Madara inicia o diálogo.

– Sim, é de muito bom gosto — Hinata responde polidamente — a propósito, é um prazer conhecer o senhor-a jovem se curva levemente.

Madara por sua vez, a mede da cabeça as pés e finalmente responde — também é um prazer, conhecer a pessoa que conseguiu dobrar meu neto.

Hinata curva os lábios levemente.

– Bom, eu serei direto, Hinata. Quanto você quer, para deixar meu neto em paz?

Então era isso, que o velho queria. Tudo estava fácil de mais. Mas quem disse que ela se intimidou com a prepotência do homem a sua frente. Pelo contrário, só tornava as coisas mais interessantes. Hinata respirou fundo e encarnou o papel digno de um Oscar, da "jovem ofendida"

– Foi para isso que o senhor me chamou aqui? — disse com falsa indignação — para me comprar? Pois saiba que eu não me vendo por nada. Eu amo seu neto e nada nem ninguém, me faram desistir dele. Com licença, eu não vim aqui para ser ofendida.

E a passos duros foi embora.

Zetsu que até o momento presenciava tudo calado, se pronunciou.

– Me parece que sua intenção, não foi tentar comprar essa senhorita.

– Sim, Zetsu. Você tem razão, eu apenas queria conhecer o território adversário — Madara deu uma risada leve — e eu devo admitir, esse moça é uma excelente jogadora, porém, eu sou mais experiente.

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No auge dos seus setenta anos, era um homem ativo e muito sábio, depois de se dedicar anos de sua vida ao magistério, Saturobi Hiruzen, estava aposentado. Era dono do prédio Sandaime, o prédio era modesto, porém, bem cuidado, haviam quatro andares, habitados por pessoas de personalidades diversas, era localizado, em uma área calma da cidade, foi herdado pelo seu clã. Era pai de Assuma, também professor e avô do pequeno e espevitado Konohamaru.

O que muitas pessoas não sabiam, era que junto de Tsunade, uma de suas ex-alunas, foi o responsával de ajudar Kurenai, no passado. Kurenai e ele tinham uma relação muito próxima, de pai e filha. Entretanto, estavam um pouco afastados, pois Hiruzen, havia viajado, voltou a pouco tempo e logo fez questão de visitar Kurenai. Por isso neste momento, estava degustando um delicioso bolo feito pela Yuuhi.

– Me diga, aconteceu algo novo, durante o tempo que estive fora? — Pergunta.

Hiruzen e Kurenai estava sentados na pequena mesa do apartamento da morena.

– A única novidade que eu tenho e de que a Hinata está namorando, o Itachi é um ótimo rapaz, mas... — deixa a frase morrer.

– Mas, você sabe que isso não acabará bem — o Saturobi termina a frase. E acrescente — e me deixe adivinhar, esse jovem é rico. — Hiruzen sabia de tudo que se passava entre Hinata e Kurenai.

– Sim — a professora afirma a contragosto.

– Você já parou para pensar, que se talvez, você contasse toda a história para Hinata, ela pararia com essas ideias mirabolantes? — questiona.

– Eu juro que tento, mas não consigo. A algum tempo atrás, a Hina queria saber sobre as coisas, porém, nunca mais me perguntou nada.

– Kurenai, eu te tenho como uma filha, mas, por mais que a Hinata não pergunte mais nada, uma hora toda a verdade aparecerá. Já pensou como ela reagirá, se souber por outra pessoa?

– Sim, eu tenho certeza que ela me odiará. Eu sou covarde, eu simplesmente não consigo dizer — a morena já começava a lagrimejar.

– Shiii — Hiruzen seca as poucas lágrimas que já se formavam — vamos mudar de assunto — Kurenai acena confirmando — A dois dias eu tive uma surpresa. Meu ex-pupilo Jiraya, que a tempos eu não via, me procurou pedindo um apartamento, para o seu neto. Como você sabe, o apartamento que fica de frente para o seu, está desocupado desde que a Guren se mudou. Nós já fechamos o negócio. Parece que esta semana mesmo, teremos um novo morador no prédio.

Após o Saturobi terminar de falar, a porta do apartamento é aberta e Hinata entra com uma cara nada boa.

– Querida, venha aqui — Kurenai a chama.

Hinata se aproxima — Boa tarde, Hiruzen-san — A mais nova da um beijo na mãe.

– Igualmente, Hinata — responde o senhor.

– Filha, parece que teremos um novo vizinho — Kurenai diz empolgada, pressentia que isso seria ótimo.

– Para mim, tanto faz, desde que não seja outra invejosa, que me irrite.

Kurenai olha para Hiruzen, como um pedido mudo de desculpas, pela rispidez da filha. O Saturobi, por sua vez não se importa.

– Querida, você não quer comer?- vendo o rosto aborrecido da filha, Kurenai pergunta pergunta preocupada.

– Não, mamãe. Eu estou morrendo de dor de cabeça — Hinata responde massageando as têmporas. Depois do encontro com Madara, sua cabeça parecia que iria explodir. Só esperava que este novo vizinho, não fosse mais um problema.

Pobre Hinata, se soubesse que sua vida mudaria completamente, depois que esta pessoa entrasse em sua vida.

Notas finais
No próximo capítulo, um certo loiro de olhos azuis, finalmente aparecerá. Please, deixem um review. Eles alimentam minha vontade de continuar. Eu gostaria de indicar duas fics que eu acompanho: Da HinataHyuugaUzumaki http://fanfiction.com.br/historia/599363/Casamento_de_Mentira/ E da Izinha Cullen http://fanfiction.com.br/historia/606253/Imperfect_Love/