Hinata
5 Prazer, Uzumaki Naruto
Notas iniciais
5 anos
Ele corria como se dependesse disso para viver. Subiu as escadas como um raio, apesar de ter dificuldade, já que suas perninhas não ajudavam muito. Entrou no quarto completamente laranja e cheio de pelúcias de raposas. Se escondeu embaixo da cama, agora nenhum inimigo poderia pegá-lo. Ledo engano. Ouviu passos duros, isso significava apenas uma coisa, a Pimenta Sangrenta, sua maior inimiga iria encontrá-lo. Ele se encolheu, esperando o pior.
– Haha!!! Te peguei, você não terá escapatória — a mulher diz em falso tom de ameaça, depois de ter se abaixado ao lado da cama e levantado o edredom, que a cobria.
Seus braços magros puxaram o pequeno loirinho.
– Nãããooo!!! — o menino gritava animado.
– Sim!!! — a ruiva colocou o menininho com cuidado deitado na cama — prepare-se Kyuubi, vou atacá-lo com meu jutsu de cócegas.
Dito e feito, a mulher encheu o pequenino de cócegas em sua barriga.
– Eu... não irei... me render — o loirinho falava com dificuldade, entre risos.
Kushina era uma mulher bela, seu carisma e personalidade forte, combinavam perfeitamente com seus longuíssimos cabelos cor de fogo. Enquanto brincava com seu filho, se lembrava de tudo que passou para tê-lo hoje, em seus braços. A Uzumaki teve uma gravidez de risco, ela e seu marido, então, optaram pela melhor médica do país, Senju Tsunade, que por ventura foi amiga na juventude, de Jiraya, seu sogro.
Kushina e Minato, acabaram de mudando de Konoha para Tóquio, durante toda a gravidez, que foi assistida pela Senju. Tsunade fez o melhor que pôde, infelizmente, a ruiva sofreu complicações no parto, a médica conseguiu salvar mãe e bebê, entretanto, o útero de Kushina sofreu sérios danos, resultando em sua esterilidade. A mulher não poderia ter mais filhos, porém, não se arrependia ou se entristecia por isso. Toda vez que olhava para seu filho, sentia seu cheiro, ouvia sua voz, a ruiva tinha certeza, que tudo valeu a pena.
– Então, quer dizer, que você não se renderá, Naruto-chan? — a ruiva fala — talvez eu deva adicionar mais chakra ao meu jutsu. — ela acelera seus movimentos, fazendo mais cócegas.
– Eu não vou desistir... — o pequeno lutava bravamente — pois, esse é meu jeito ninja!!! — mesmo com o rostinho vermelho e rindo, o loirinho consegue terminar sua fala.
O pequeno Naruto, era uma criança muito dócil, espevitado e sempre alegre. E se lhe perguntassem qual sua brincadeira favorita, ele não pensaria duas vezes, antes de responder "brincar de ninja", não se esquecendo, é claro, de seu amigo imaginário, Kurama, uma raposa gigante de nove caldas.
Distraídos, mãe e filho, nem perceberam que eram observados pelo homem que esboçava um doce sorriso.
Minata havia acabado de chegar em casa, depois de um dia estressante de trabalho. Estava cansado, e mesmo assim, louco para beijar sua esposa e brincar com o filho. O homem abriu a porta da mansão, se deparando com a luxuosa sala de estar. Deixou seus blazer em cima do sofá e dobrou as mangas da camisa até os cotovelos, estranhou, a casa estava silenciosa, subiu pelas escadas. Assim que chegou ao segundo andar, ouviu certa movimentação, já imaginava o que era, ou melhor "quem eram", logo teve a confirmação de suas suspeitas, pois a porta do quarto de Naruto estava aberta. Se aproximou sem fazer barulho. Encostou no batente da porta, cruzando os braços.
Abriu um lindo sorriso, fitava com amor e ternura, as pessoas mais importantes de sua vida, sua esposa e sua cópia infantil. Era engraçado, seu filho se parecia com ele apenas fisicamente, Naruto era idêntico a Kushina, em personalidade e gênio, ambos solares, alegres e hiperativos. Já Minato era o extremo oposto dos dois, calmo, centrado e sereno, mas é como dizem "os opostos se atraem".
Finalmente, o pequeno loirinho percebeu o pai:
– Raio Dourado, me ajude — o menininho suplicava.
Quando Kushina se deu conta, era tarde de mais. Logo, sentiu-se ser puxada por um par de braços fortes, sempre acolhedor.
– Vamos Naruto, é a nossa chance de vencê-la — o empresário responsável, dava lugar ao menino.
O homem entrou na brincadeira, fazia cócegas em Kushina. Naruto se juntou ao pai, passava seus dedinhos pela barriga da ruiva.
Kushina morria de rir, apesar do passado difícil, conseguiu superar todos os sacrifícios e agora, era plenamente feliz, ao lado dos homens de sua vida.
– Tudo bem, eu me rendo — a mulher disse por fim.
Naruto e Minato comemoraram e, por um minuto, ela não soube distinguir criança e adulto.
Depois de finalmente, colocarem Naruto para dormir, diga-se de passagem, uma árdua tarefa, que Kushina e Minato cumpriam todos os dias.
O casal estava em seu quarto. Kushina passava hidratante corporal em sua pele, enquanto Minato segurava um livro, porém, seus pensamentos estavam bem longe daquelas páginas.
O loiro e a ruiva, viviam uma relação cheia de cumplicidade e companheirismo. Se conheciam melhor do que qualquer outra pessoa, por isso, a Uzumaki percebeu que algo errado acontecia.
– Minato-kun, o que ouve? — a esposa pergunta apreensiva.
– Hoje, eu recebi uma proposta...
Tudo começou quando Minato ainda era criança, ele tinha paixão por carros e velocidade, e essa paixão só aumentou, depois que sua mãe faleceu. Assistia qualquer programa relacionado aos automóveis. O loiro desenhava e projetava carros, apesar de não ter feito qualquer curso ou especialização, mesmo assim, seus projetos eram excelentes. Então, Minato tinha um sonho, uma meta: construir sua marca de carros, mas para isso, precisava de dinheiro, muito dinheiro.
Durante toda toda pré-adolescencia e adolescencia, trabalhou em todo tipo de coisa, desde sapateiro à garçom, e que fique bem claro, nunca se envergonhou disso. Minato acredita que as pessoas deveriam ter ambições na vida, obviamente, sem passar por cima dos outros. Ele acreditava que poderia sim, alcançar seus objetivo com seu próprio esforço.
O Namikaze era muito inteligente, prova disso, foi ter transformado o dinheiro que juntou, numa pequena fortuna. Como ele conseguiu isso? O loiro soube investir seu dinheiro, o multiplicando várias vezes. Com o dinheiro considerável, começou sua empresa, foram anos de noites mal dormidas, isso quando ele dormia, trabalho árduo e muito suor. Hoje, Minato estampava capas e mais capas de revistas de negócios do mundo todo. Ele contava sua história com muito orgulho e servia de exemplo para muitas pessoas.
Em poucos anos, a marca de carros Kyuubi, cresceu e se consolidou, se tornando uma das líderes do mercado. O carro da cor laranja se tornou famoso em todo mundo. Algumas pessoas poderiam julgar o sucesso da marca, de forma leviana, acreditando que a ascensão foi meteórica, mas, Minato estava apenas obtendo os frutos que seu trabalho duro rendeu.
Por outro lado, todo o sucesso da Kyuubi, causou susto e incomodo, em alguns, mais precisamente, os concorrentes. A marca de Minato chegou a intimidar outras marcas que estavam no mercado há décadas.
Hoje, o Namikaze teve uma visita, no mínimo, "inusitada", um homem que se dizia representante de seus concorrentes, lhe fez a proposta de participar do acordo, em que todos saiam ganhando. Basicamente, os empresários deveriam fixar os preços ou cotas de produção, dividir os clientes e os mercados de atuação ou, por meio da ação coordenada entre os participantes, eliminar a concorrência e aumentar os preços dos produtos, obtendo maiores lucros. Na prática operar como um monopólio, isto é, como se fosse uma única empresa. Logo, o consumidor sairia extremamente prejudicado. Obviamente, Minato como um homem honesto e justo, negou com veemência.
Kushina fitou seu marido sem entender. Não era comum receber propostas?
O homem percebeu o rosto confuso da esposa:
– Não foi uma proposta qualquer, meu amor. Eles queriam que eu participasse de um Cartel.
A ruiva arregalou um pouco os olhos:
– Como assim, querido?... e você recusou, não?
– Claro, meu amor. Eu jamais faria parte de algo tão sujo.
– Eu sempre estarei do seu lado, Minato-kun. Mas, agora você precisa relaxar, está muito tenso.
A mulher se aproximou do marido, logo, fez uma massagem em seus ombros. Minato deu um suspiro de alívio, era tudo o que ele precisava.
8 anos
Kushina cortava os alimentos com rapidez e precisão. Apesar de ter empregadas, preferia ela mesma cozinhar para a família. Na verdade, a ruiva e seu marido, eram pessoas simplistas, não gostavam muito de luxo, apenas queriam dar uma vida confortável para Naruto.
E por falar em Naruto, o pequeno arteiro entrou na cozinha pé por pé, pronto para pôr a mão em uma das panelas. Ele tinha certeza, conseguiria comer, sem que sua mãe percebesse.
Como uma verdadeira ninja, a ruiva surpreende o filho, dando um tapa em sua mão, antes que ele se quer, tocasse em uma das panelas.
– Aaauuuu!!! — Naruto exclama.
– Pensou que iria me enganar, moleque. Você só irá comer, quando tudo estiver pronto e seu pai trouxer o seu avô.
– E você vai me deixar com fome? — Naruto diz em um tom exageradamente dramático — Vai deixar seu filho com fome? — o menino faz um bico e passa a mão na barriga.
– Não seja dramático, daqui a poucos minutos o jantar fica pronto, agora vá para sala e espere!!!
Passado algum tempo, com o auxílio de uma empregada, Kushina arrumava a mesa. Naruto já se sentava à mesa, ruiva revira os olhos.
Logo, Minato chega em casa, com seu pai, Jiraya. Há alguns anos que eles não se viam. Na verdade, Jiraya viajava por todo mundo, coletando "material de pesquisa", para a bem sucedida, série erótica, "Icha Icha Paradise". Os livros do grisalho, foram pioneiros na literatura erótica.
Antes de se tornar escritor, o Namikaze mais velho, foi professor, porém, depois que sua esposa faleceu ele começou a se dedicar a literatura erótica, entretanto, suas viagens deram início após o casamento de Minato.
Pai e filho, entraram na sala de jantar. Jiraya fitou com carinho sua nora e neto.
– Huuunnn a comida parece boa!!! — Kushina e Naruto olharam para frente.
O loirinho correu em direção ao avô, Jiraya por sua vez, abriu os braços para recebê-lo.
– Velho, a quanto tempo — Naruto dizia escandaloso.
– Isso mesmo, a quanto tempo, você não sua família? — Kushina o repreendia e rapidamente limpou uma lágrima rebelde que tentava escapar. Ela precisava preservar sua fama de durona.
– Eu também senti falta de vocês, mas eu estava no meio de uma importante pesquisa — o homem diz maroto.
– Sei... — a ruiva usa um tom desacreditado.
Jiraya solta o neto e abraça a Uzumaki.
O homem se lembrava, como se fosse ontem, quando aos dezesseis anos de idade, Minato chegou em casa sorrindo como um bobo e lhe disse que estava apaixonado. Ainda perguntou ao pai, como conquistar uma garota. Jiraya disse que as mulheres adoram flores, no outro dia, o filho comprou um belo bouquet de flores, antes de ir para a escola. Para surpresa de Jiraya, quando o loiro voltou da escola, tinha pétalas até nos cabelos. Seu rosto tinha uma expressão triste, o filho lhe confidenciou, que a tal menina esfregou as flores em sua cara. O escritor não pôde conter a gargalhada. Durante um ano, com sua gentileza e paciência, Minato finalmente conquistou a tal menina. Então, em um dia qualquer, o Namikaze mais novo, levou kushina para sua casa. Jiraya pôs os olhos na ruiva, seu filho escolheu bem, ela era muito bonita, mas estava sempre na defensiva, vestia uma armadura de durona, para se proteger. Naquele dia, o escritor soube, tudo o que a ruiva precisava, era de amor, e seu filho poderia enchê-la de amor. Kushina sempre frequentava a casa dos Namikaze's, até Minato e Jiraya descobrirem, que a Uzumaki era órfã e estava prestes a completar a maioridade, todavia, não tinha lugar para ficar. O pai de Minato, não pensou duas vezes, antes de convidá-la para morar junto deles. A ruiva ficou reciosa, mas acabou aceitando. A relação de Jiraya e Kushina, ia muito além de sogro e nora. Eles se amavam como pai e filha.
A família estava reunida, todos sentados à mesa, degustando o delicioso jantar, feito por Kushina.
Naruto comia apenas a carne e brincava com os legumes.
– Naruto, é para comer os legumes, também — a mulher falava irritada. Será que aquele menino, só sabia comer rámem.
– Se fosse rámem, eu comeria tudo — o loirinho diz com o peito estufado.
– Garoto, eu acho melhor você comer isso — a mulher mostrava o punho fechado.
– 'tá bom, 'ta bom — logo, o pequeno começou a comer os legumes, ele tinha amor à vida.
Jiraya estava sentado ao lado do filho, sussurra em seu ouvido:
– Ela está tão irritada, a quanto tempo vocês não fazem sexo?
Minato se engasga com a comida.
A Uzumaki tinha ótima audição, ouviu muito bem o que seu sogro disse. Seu rosto estava tão vermelho quanto seus cabelos, num misto de vergonha e raiva.
– Cala a boca, seu velho tarado!!!
– Calma, meu amor. — depois de se recuperar, Minato tenta apaziguar a situação.
– Haaaaaa, velho tarado!!! — Naruto ria escandalosamente.
– Quem este menino puxou, par ser tão escandaloso!!! — Kushina berrava.
"E você ainda pergunta?" Minato e Jiraya pensam ao mesmo tempo.
Enquanto kushina colocava Naruto para dormir, Minato viu a oportunidade perfeita para conversar com seu pai. Ambos estavam no escritório do loiro, nesse momento, o Namikaze mais novo, servia dois copos de whisky, deu um para seu pai, que estava sentado em uma confortável poltrona.
– O que ouve, Minato? — Jiraya pergunta, após sorver um pouco do líquido marrom.
Minato também bebe um pouco, sua expressão reflete preocupação, agora ele finalmente, poderia deixar de fingir que tudo estava bem, para que sua esposa não desconfiasse de nada.
O loiro que estava em pé, anda até sua mesa, abre a gaveta, tira de lá um envelope e mostra para seu pai.
Jiraya por sua vez, não entende, mas pega o envelope de papel pardo e abre. O homem arregala um pouco os olho, retira várias fotos de dentro, todas elas eram de Kushina e Naruto, em todos os lugares que frequentavam em suas rotinas. Haviam fotos da ruiva no supermercado, salão de beleza, do pequeno loirinho na escola e de mãe e filho juntos no parque.
– Quem mandou isso? -o grisalho perguntou pasmo.
– Eu não sei, não tem nenhum remetente, ou ameaça, eu também não recebi nenhum telefonema.
– E agora, a Kushina e meu neto estão em perigo — o estômago do homem se contorceu.
– Eu pedi ao Yamato que investigasse, mas até agora, ele não encontrou nenhuma pista. Eu também já mandei reforçar a segurança, além de fazer a Kushina sair menos.
– E ela, não desconfiou de nada?
– Por incrível que pareça, não.
– Quando você recebeu esse envelope?
– Essa semana.
– Filho, eu estarei do seu lado para qualquer coisa.
Jiraya se levanta e abraça Minato.
– Obrigado, pai. É ótimo contar com você.
12 anos
Acontecia o oposto, a Kyuubi que durante anos figurava entre as primeiras, se não, a primeira posição das marcas do mercado automobilístico, agora só declinava.
Minato estava extremamente preocupado, as ações de sua empresa só caiam, dia após dia. Tudo começou, quando teve dificuldade para fechar contrato com os fornecedores, coisa que nunca aconteceu, nem quando ele era novato no negócio. Também foi roubado, milhões de sua empresa sumiram sem deixar qualquer rastro. Além do mais, na última temporada de lançamentos de novos modelos, todos seus concorrentes venderam seus modelos por preços baixíssimos, fazendo com que o Namikaze tivesse um enorme prejuízo. Todo o capital de giro da empresa foi usado para pagar as dívidas, ele ainda teve que usar seu patrimônio pessoal, para cobrir outros gastos, tudo para que não tivesse que fazer demissões em massa. Mesmo que ele estivesse passando por um momento delicado, ainda se importava com as famílias que sofreriam, se seus provedores fossem demitidos.
Kushina estava à par da situação, e em todos os momentos, estava ao lado do marido. Até voltou a trabalhar na empresa, coisa que ela não fazia mais desde que deu à luz a Naruto, não que ela fosse uma dondoca que não gostasse de trabalhar, mas para poder participar integralmente do crescimento do filho.
Ambos estavam na sala de estar e a esposa fazia uma massagem nos ombros tensos do marido, para que ele tentasse ao menos, descansar um pouco. Kushina amava demais Minato, e ela só tinha mais certeza que se casou com um homem honrado e justo, apesar de toda crise, ele ainda se preocupava com os outros. Isso só fazia a ruiva amá-lo mais ainda, se é que isso é possível.
Naruto desce as escadas e fita seus pais, que estavam sentados no confortável sofá creme.
O pequeno tinha uma dúvida, hoje o tema da aula foi sobre o amor, a professora disse um monte de coisa sobre o amor romântico, mas o loirinho não entendeu nada, para variar. Então, como o menininho sempre foi curioso, decidiu perguntar aos seus pais.
Naruto se sentou na mesinha de centro, de frente para para eles:
– O que é AMOR ROMÂNTICO? — o loirinho foi curto e grosso.
Kushina parou a massagem que fazia no marido. Os dois se olharam.
Minato tomou a palavra:
– O amor romântico acontece entre um homem e uma mulher, ou entre dois homens, ou duas mulheres.
O pequeno ficou confuso.
– Isso não é importante, o importante é o sentimento.
Foi a vez de Kushina falar:
– Sim, o importante é o que você sente pela pessoa amada. É difícil de explicar, porque cada pessoa sente e identifica este sentimento de uma maneira diferente
– Eu não estou entendendo nada — o loirinho fez um enorme bico.
O casal ri do filho, o menino era muito apressado.
– Então, eu direi como eu me sinto, toda vez que olho para sua mãe. Desde a primeira vez que a vi, eu soube que ela era a mulher certa para mim. E ela me deu muito trabalho para conquistá-la. Escuta filho, as mulheres são difíceis.
Kushina dá um tapa no braço de Minato.
– Calma, meu amor. Continuando, toda vez que eu vejo sua mãe, meu coração bate mais rápido e eu me sinto plenamente feliz. Amar alguém é sempre querer esta ao lado da pessoa amada, é fazer de tudo para que ela seja feliz. É amar o cheiro, a pele, olhos da pessoa amada, amar suas qualidades e seus defeitos. E o principal, é saber se sacrificar, como eu já disse, nós sempre queremos estar com a pessoa amada, mas se você precisar se afastar dela, significa que ela esteja em segurança, mesmo com o coração despedaçado, você fará isso. Sabe filho, as pessoas confundem amor e paixão, de longe eles podem até se parecer, porém, o amor vai muito além da paixão. A paixão é superfícial e fugaz, é muito fácil se apaixonar por uma pessoa bela e que te mostra o seu melhor, que às vezes este melhor nem é verdadeiro. O amor sim, é profundo e durável, quando você ama, você ama a pessoa por completo, ama seu lado obscuro e suas cicatrizes, enfim, quando você ama alguém, é possível enxergar a alma do ser amado.
Kushina ficou muito emocionada, com o discurso de Minato, com voz um pouco embargada afirmou:
– Bem, o seu pai disse praticamente tudo, mas... o seu pai me salvou, filho. Me tirou da escuridão e solidão na qual eu vivia, eu tentava afastá-lo, mas ele não se intimidava e nunca desistia. Eu nunca disse isso, mas... obrigada Minato, por nunca desistir de mim.
O casal se beijou apaixonadamente.
– Eca, que nojo!!! Então, amor romântico é como o amor que eu sinto por rámem?! Huuunnn eu amo o cheiro e o gosto de rámem.
O casal riu, mais uma vez. De tudo que foi dito, o pequeno apenas entendeu uma pequena parte.
O casal se olha, Kushina segurava o colar que ganhou de Minato. Eles sabiam exatamente o que fazer:
– Eu acho que já está na hora te dar isso — a ruiva tira o colar com uma pedra verde, no formato de cilindro.
– Para que é isso? — o loirinho pergunta.
Kusina põe o colar em Naruto.
– Meu pai me deu ele há muito tempo atrás, e disse para dá-lo à mulher da minha vida — Minato respondeu.
– E seu pai me deu ele. Agora ele é seu, guarde com cuidado e dê a mulher de sua vida.
O celular de Minato toca:
– Sim... já estou indo para aí — pela face do marido, a ruiva sabe que não é algo bom.
– Problemas na fábrica. Eu vou para resolver.
– Querido, eu vou com você. Naruto, eu vou chamar uma das meninas para ficar com você.
– Eu te amo filho — disse Minato abraçando o loirinho.
Logo Kushina volta para a sala, acompanhada de uma das empregadas.
– Eu também te amo, Naruto-chan — a mulher abraça fortemente, o filho.
– Eu também amo vocês, mas pare de me chamar de Naruto-chan.
O casal abraça o filho mais uma vez, mal sabiam eles, que aquela seria a última vez que se veriam.
....
Quando Minato e Kushina chegaram na fábrica, o homem estranhou, não havia nada de errado. Perguntou a alguns funcionários se tinha acontecido alguma coisa, ou quem ligou para ele e em resposta, ele recebeu olhares confusos. Será que aquela ligação havia sido um trote, mas, poucas pessoas tinham seu número e todas eram de confiança.
A ruiva que estava de mãos dadas com o marido, também achava aquilo estranho. Só poderia ser coisa de sua cabeça, pois ela poderia jurar que sentia cheiro de queimado.
– E então, querido? — a mulher se manifesta.
– Bom, não aconteceu nada de mais. É melhor nós voltarmos para casa.
O homem se despediu de alguns funcionários e andava sempre de mãos dadas com a esposa. Chegaram a saída, mas ela estava fechada. Minato chamou um empregado para que pudesse abrir a porta, porém, o homem não conseguia.
O cheiro de fumaça começava a ficar forte:
– Querido, eu estou sentindo cheiro de fumaça — a mulher decidiu falar com o marido.
Minato até o momento estava tão concentrado em abrir a porta, que não havia percebido, mas agora o cheiro estava mais forte.
– É verdade, meu amor — o homem dizia preocupado.
– Fogo!!! Fogo!!! — um dos funcionários gritava. O homem descia do piso superior.
– Como assim? — o loiro interceptou o homem.
– Nós temos que sair daqui. Lá em cima, já está tomado pelas chamas.
Todas a pessoas ficaram histéricas, todos temiam por suas vidas, entretanto, o Namikaze sabia, histeria só atrapalhava.
– Acalmem-se, todos os homens, me ajudem a abrir a porta.
Todos foram ajudar, porém, parecia impossível.
Muita fumaça escapava do ar condicionado e dos tubos de ventilação, respirar estava cada vez mais difícil.
– Todos, tirem suas blusas ou casacos e coloquem em frente ao rosto — novamente todos obedeceram.
– Onde estão os extintores de incêndio? — o loiro questionou.
Alguns homens disseram:
Sumiram.
O loiro tenta efetuar uma ligação, mas o celular não funciona.
A fábrica pegava fogo.
O incêndio não havia chegado ao tério.
As portas estavam trancadas.
E os extintores de incêndio, haviam sumido.
Por mais que Minato fosse um homem esperançoso, este quadro não era nada animador.
– Minato-kun... eu não estou conseguindo respirar direito — Kushina dizia com dificuldade, mesmo com seu casaco em frente ao rosto.
A fumaça só se espalhava cada vez mais. Todos tossiam muito. Inclusive Minato e Kushina. As pernas já não tinha força, o casal se deitou no chão, ambos abraçados um ao outro.
– Eu queria morrer bem velinha ao seu lado, mas parece que não poderemos ver o crescimento do nosso menino, nem nossos netos, pelo menos nós vamos juntos — a ruiva tossia, seus olhos estavam cheios de lágrimas.
– Eu também queria passar mais tempo com o nosso filho, mas parece que não será possível. — Minato também chorava.
– Eu te amo — a mulher disse emocionada.
– Eu também te amo- o homem respondeu.
Ele se aproximou mais dela e tirou o casaco que estava em frete ao seu rosto.
O beijo foi simples, apenas um roçar de lábios. Mas, que seu significado ia muito além do que as palavras poderiam expressar.
Ambos tinham seus pensamentos voltados para Naruto e esperavam que ele fosse um bom homem.
O ar já não era suficiente para encher seus pulmões. O oxigênio era escasso. De repente não conseguiam ouvir mais nada, sentiam paz e tudo estava escuro.
....
Naruto achava estranho, já era bem tarde e seus pais não haviam chegado.
De epente ouve a porta sendo aberta, mas não são seus pais que passam por ele:
– Velho Tarado!!! O que você está fazendo aqui? Onde estão meus pais.
Como ele iria dizer ao neto. Ele estava péssimo, imagina Naruto. Jiraya ficou em choque quando recebeu uma ligação da polícia. Pelo menos, o escritor passava uma temporada no país e veio o mais rápido possível, para ficar com o neto.
– Vem aqui, Naruto. — o homem se senta no sofá, o mesmo sofá que o casal sentara mais cedo. O menino se sentou ao lado do avô.
– Você está chorando. Por que você está chorando? — o menino questionava desconfiado.
Só então Jiraya passou a mão no rosto e sentiu molhado. As lágrimas molhavam seu rosto, ele chorava e nem percebia.
– Onde estão meus pais? — Naruto voltou a questionar.
Como ele faria isso? Como diria ao neto o que aconteceu? Ele não sabia fazer isso, na verdade, ninguém sabia. Então, decidiu falar de uma vez.
– Eles não vão voltar, Naruto.
– Como assim? Eles sempre voltam.
– Naruto, eles... eles morreram.
– Não!!! Você está mentindo, eu quero meus pais!!! — o menino gritava e esperneava.
Jiraya segurou o neto pelos braços.
– Eles morreram.
As lágrimas já escorriam em abundância, manchado o rosto do loirinho. Pela primeira vez, ele estava triste, uma tristeza muito grande. Seu pobre coraçãozinho batia freneticamente contra o peito. E doía, doía muito. Uma dor que ele jamais pensou existir.
Jiraya abraçou o neto. Por que isso aconteceu? Justo com Minato e Kushina? Ele perdeu dois filhos. E ainda tinha que ver seu neto sofrer. Naquele dia, o homem de quase dois metros de altura, chorou como uma criança pedindo colo, chorou como nunca havia feito em toda sua vida.
A partir daquele momento, seriam apenas Naruto e ele.
16 anos
Após quatro anos, nenhuma das investigações apotaram culpados. A polícia chegou a conclusão de que o incêndio foi acidental. Mas Jiraya sabia que não ouve nada de acidental, ele tinha certeza que foi um atentado, porém, infelizmente, não tinha provas, muito menos nomes, para apontar como suspeitos.
E o escritor preferia que seu neto não soubesse da verdade, ele tentava preservar seu neto, o máximo possível. Naruto saberia, sim, de toda a verdade, porém, no momento certo. O Mais novo, poderia até ficar com raiva de seu avô, entretanto, tudo que o grisalho fazia, era para o seu bem.
Após o fatídico dia, o Namikaze preferiu sair do Japão com Naruto, além de ser uma forma de preservá-lo da exposição da mídia, ele queria proteger o neto de um eventual, atentado. Uma das precauções, foi Naruto usar o sobrenome da mãe, Uzumaki.
Jiraya e Naruto tinham um forte laço, que se solidificou ainda mais, após o falecimento de Kushina e Minato. O avô fazia de tudo para que Naruto não sentisse tanto a falta dos pais, apesar de ter ciência, de que era impossível substituí-los.
Durante todos esses anos, avô e neto, moraram em diversos países, como: China, Espanha, Canadá, Inglaterra. Atualmente, Jiraya e Naruto, estavam na França, mais precisamente, Paris. O escritor estava escrevendo um novo livro e como o próprio disse para Naruto "As francesas têm o material que eu preciso, para o próximo livro".
Era exatamente o que Jiraya estava fazendo no momento, o homem, depois de muitos anos voltou ao maior bordel da capital francesa.
Até agora, eu não entendi por que você me trouxe aqui, Velho Tarado? — Naruto perguntava irritado.
Poucos dias atrás, Jiraya descobriu que seu neto ainda era virgem, para o escritor, isso era um pecado gravíssimo, um jovem de dezesseis anos, na flor da idade, sem praticar SEXO. Um absurdo, e Jiraya se culpava por isso, por sempre estarem em mudança constante, talvez tenha atrapalhado de alguma forma.
Eles haviam acabado de entrar no recinto. E como um menor de idade conseguiu pisar em um bordel? Simples, para o escritor da maior série erótica do mundo, isso era muito fácil.
O local era luxuoso e limpo, tinha cheiro de perfume no ar, na verdade, era muito agradável. Em nada se parecia com os prostíbulos de quinta.
– Jura que você não sabe? — o homem falava com ironia.
Naruto coçava a bochecha e fazia cara de desentendido.
Jiraya suspira:
– Certo, eu estou aqui para coletar material, para minha pesquisa e eu o trouxe para que seu "problema", seja resolvido.
O grisalho puxa o neto pelas mãos, o levando para a área das mesas, lá estavam muitos homens acompanhados de belas mulheres.
O Namikaze escolhe uma mesa qualquer e se senta, fazendo sinal para que o mais novo, também se sentasse.
Pouco tempo depois, um bela loira de corte chanel e seios avantajados, se aproxima:
– Jiraya-kun, a quanto tempo — a mulher logo engancha o pescoço do escritor e lhe dá um beijo na bochecha.
– Samui-chan, eu estava com saudades. Na verdade, eu estava muito ocupado durante esses anos.
Jiraya e Samui, se conheceram a cerca de dez anos atrás, ela havia acabado de vir do Japão e conseguiu a concorridíssima vaga para trabalhar no bordel, mal sabia falar francês. Foi aí que conheceu Jiraya, o homem já era um escritor famoso, a ajudou bastante, além de ter sido seu primeiro cliente na casa.
Jiraya por sua vez, assim que viu Samui pela primeira vez, a queria, pois se parecia com Tsunade, seu amor de infância e adolescência, que nem sua finada esposa, conseguiu fazê-lo esquecê-la.
Samui olha sugestivamente para o menino que o acompanhava.
O mais velho, logo teve uma ideia:
– Querida, este é meu neto. Eu vim aqui para minhas pesquisas, como você sabe. Bem, eu acho que você pode resolver o "problema" do meu neto, se é que você me entende?
– É claro que ela entendia, um menino bem novinho...
Naruto a essa hora, estava completamente vermelho.
– Qual é o seu, querido? — a loira pergunta carinhosa.
– Naruto — ele responde simplesmente.
A mulher se aproxima do jovem e senta em seu colo.
– Não precisa ficar acanhado, querido. Eu irei cuidar bem de você.
O Uzumaki estava constrangido.
– E então, feito? — Jiraya indaga curioso.
– Claro, Jiraya-kun. Eu vou adorar ser a primeira do Naruto. E ainda o ensinarei tudo que você me ensinou.
Dito isso, Samui se levanta e segura a mão do loiro, para que ele fosse com ela.
– Vá, Naruto! — o avô incentivava.
Um pouco relutante o loirinho aceitou.
20 anos
O pequeno Naruto havia se transformando em um belíssimo jovem. Alto, os olhos azuis como o céu, num dia sem nuvens, os cabelos rebeldes e loiros, e claro, o corpo belo, definido e nem um pouco exagerado.
Atualmente, Naruto e Jiraya viviam na Itália. O Uzumaki fazia as jovens suspirarem, teve poucos namoricos, não passavam disso, nada sério.
Naruto estava mais preocupado com seu sonho: reconstruir o Império de seu pai, seu maior objetivo era trazer a marca Kyuubi de volta, para seus dias de glória. Após o incêndio na fábrica e de todos os problema que a empresa sofria, foi decidido que a marca Kyuubi fosse dissolvida. E nada daria mais felicidade a Naruto, do que fazer a Kyuubi ressurgir das cinzas, como uma fênix e voltar a ser o que foi um dia. Este era o legado e seu pai, ele fazia questão de preservá-lo e fazer com que seja eternizado. Naruto amava de mais seus pais e tinha muito orgulho de ser filho de Namikaze Minato e Uzumaki Kushina.
Apesar de já terem se passado oito anos depois da tragédia, o loiro mantinha seus pais vivos em sua mente e seus ensinamentos também.
E para realizar seu sonho, Naruto trabalhava duro, na verdade estudava, fazia faculdade de administração, pela internet, já que sempre se mudava. Enfim, Naruto tinha suas dificuldades para aprender, mas parece que ele era movido pelos fracassos, sempre que era derrubado, ele se levantava com mais garra ainda. Determinação, esta palavra de significado forte, o definia como nenhuma outra. Por mais que tivesse dificuldades, elas só serviam para que ele se dedicasse ainda mais. Pois, ele se chamava Uzumaki Naruto, e nunca voltaria atrás com a sua palavra. Ele fez uma promessa, iria reerguer a Kyuubi e jamais desistiria.
O jovem era perseverante e alegre, seus olhos continham um brilho de alegria, que mascarava a sombra de tristeza e solidão, que viviam no fundo do seu ser, que foram causados pelas mortes precoce de seus pais. Mesmo que tivesse seu avô, que se tornou um segundo pai, às vezes pensava que não poderia curar nunca essa dor. Logo, afastava estes pensamentos depressivos, ele não era assim, pelo contrário, tinha muita esperança.
– Pai, mãe... — ele apertava o colar com força, o colar que nunca mais tirou.
– Sim... você tem certeza?... ok — Jiraya entra no quarto do hotel, não qual ele e o neto estavam hospedados, ele falava ao telefone.
Às vezes, Jiraya era tão cheio de mistérios.
O homem encerra a ligação:
– Arrume as malas, Naruto. Nós finalmente voltaremos para o Japão.
O Uzumaki abre um sorriso, ele sempre quis voltar para sua terra natal. Não aguentava mais ficar se mudando de lugar toda vez.
....
Mal chegaram ao Japão, e Jiraya logo procurou seu ex-professor Hiruzen, se ele tivesse sorte, o velho ainda seria dono de um prédio. Realmente, Jiraya era um homem de sorte, conseguiu o bendito apartamento.
Agora, junto de Naruto, foi atrás de Tsunade.
– Tsunade-sama, um senhor chamado Namikaze Jiraya, quer vê-la — Shizune a leal secretária da Senju anuncia.
A loira arregala os olhos. Será mesmo, depois de anos veria seu amigo novamente.
– Mande ele entrar, Shizune.
O homem grisalho entra pela porta:
– Tsu, você continua muito linda!!! — Jiraya agarrou a mulher fortemente e fez beicinho — me dá um beijinho, Tsu.
A poucos segundos atrás, Tsunade estava feliz em ver o amigo, porém, toda felicidade deu lugar a raiva. Jiraya continuava um pervertido.
– Sai para lá, seu pervertido!!! — ela deu um soco na cabeça do homem.
– Aiii, Tsu!!! Isso é jeito de receber um velho amigo? E você continua bem forte — o Namikase massageava o galo que se formava.
– Haaaa — a risada de Naruto chamou a atenção de ambos.
– Pare de rir, seu traidor — o mais velho se comportava como uma criança.
– Eu pressuponho que ele seja seu neto — a loira disse. O menino era a cara de Minato.
– Sim, este é meu neto. Naruto, esta é a Tsunade. Ela foi minha amiga de infância.
Naruto toma a frente e abraça Tsunade. Ela gostou do abraço, sentiu uma espécie de "amor materno" e retribuiu.
– Oi vovó!!!
Uma veia saltou na testa de Senju. Do que ele a chamou?
– Eu não sou sua avó, moleque!!! — a mulher deu um soco em Naruto.
– Aiii, ela é forte, mesmo.
Foi a vez de Jiraya explodir em gargalhadas.
– Mas você tem idade para ser minha avó. — Naruto se defendia.
– Nunca mais me chame de avó!!! Da próxima vez, você não verá o dia amanhecer novamente. Falem logo, o que você querem.
– Bem Tsu, nós voltamos para o Japão e o Naruto queria muito estudar aqui. Você pode nos ajudar?
– Está bem. E o que você quer cursar, Naruto?
– Na verdade, eu já faço administraçãco pela internet.
– Bem, para que você estude aqui, nós precisamos de todos seu documentos e suas notas, além de você ter que fazer uma prova, para sabermos em que nível você está. Mas isso, você resolva com a Shizune.
– Obrigado vovó!!!
– Eu já disse, não sou sua avó!!!
– Tsu, quando nós poderemos sair? — Jiraya pergunta galante.
– Você ainda não desistiu?
– Saiam!!! Saiam!!!
A mulher expulsou os dois de sua sala.
Quando estava só, Tsunade se sentou em sua cadeira e abriu um sorriso. Foi muito bom rever o pequeno loirinho chorão, que ela ajudou a pôr no mundo. Além de rever seu amigo de infância. Algo lhe dizia, que seus dias de solidão acabariam. Mas ela jamais admitiria isso.
....
Finalmente o dia da mudança chegou. O apartamento estava cheio de caixas, com seus pertences e nem sinal de Jiraya.
– Aquele Velho Tarado, sumiu só para não me ajudar.
Naruto tinha tirado sua camisa, pois ela estava encharcada de suor. Ele foi até a porta para pegar as duas últimas caixas.
Hinata havia acabado de chegar no prédio, ela e Kurenai foram fazer algumas compras. Kurenai ficou conversando com uma vizinha, que a azulada não lembrava o nome e nem fazia questão. A perolada preferiu subir.
Naruto ia segurar as caixas, quando viu uma moça de costas, na porta de frente a sua. Talvez ela fosse sua vizinha, era melhor ele ter um bom relacionamento com seus vizinhos.
Droga, onde estava a merda da chave, Hinata procurava em sua bolsa, quando se virou.
Naruto pôs o melhor sorriso em seu rosto, estendeu a mão e se apresentou:
– Prazer, Uzumaki Naruto!!!
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