Notas iniciais
FELIZ ANIVERSÁRIO KISE-DEUS-RYOUTA-AMOR-ETERNO!!! ahahah xDD Sim, dia 18/06 Níver dessa beldade maravilhosa que sem ele, KuroBas não seria a mesma coisa D: ahahahah

Configurações da fic:
- KiseKi (todos amam [fraternalmente] o Kise);
- Nakayoshi Kiseki (Kiseki que se dão super bem);
- Akashi-sama;
- OOC;
- AoKi Centred.

OBS: Todos da Kiseki no Sedai tem ao menos uma menção na fic, e como a maior participação, tirando AoKi, óbvio, só marquei o Kuroko xD

Devido aos caprichos e a paixão doentia por seus meninos, Akashi e toda a Kiseki no Sedai dividiam uma única casa... Um terreno, sendo mais preciso. Cada qual tinha sua casa, mas ainda estavam todos na fase final de construção. Era o “presente de casamento” dele, para cada um deles. Óbvio que ninguém queria, mas quem é que conseguia ir contra aquele que "mataria até os próprios pais" se fossem contra ele? Até ficarem prontas, todos moravam na principal, a casa de “Akashi-sama”, qual tinha um quarto para cada um deles. O lugar era enorme e além do imenso jardim, tinha até um ginásio dentro de seus domínios. Akashi era como o patriarca do lugar (sem contar o Niji-senpai porque ele mais viajava do que ficava por ali; com seu guarda-costas, Haizaki... Muitas vezes Shougo era mais protegido que o Nijimura, pelo próprio, aliás, mas enfim. Não vem ao caso no momento.), visto que o heterocrômico era o dono daquele império todo e cuidava de todos eles, assim como sempre quis, desde a separação no colegial. Furihata até tentou ajudá-los a convencer o ruivo a não proceder com essa loucura, mas não deu. Hoje, todos maiores de idade, ingressados em suas respectivas faculdades, caminhavam para seus promissores futuros.

Já havia passado cerca de duas semanas desde o trágico incidente. Ainda na mudança deles para lá, no caminho, Kise estava sozinho quando um Stalker o surpreendeu. E pego desprevenido – dur –, reagiu e acabou sendo agredido na cabeça por reflexo do marginal. Coisa que só não foi pior, porque Murasakibara passou por ali, bem na hora. O agressor foi detido e Akashi deu um fim nele (entenda-se: polícia). A pancada havia sido forte e por infortúnio, a memória do rapaz foi afetada, não se recordando assim de ninguém da Kiseki no Sedai e muito menos de seu próprio namorado, Aomine Daiki, com quem morava antes de se mudarem para lá.

Hm? Por que eles se mudaram pra lá se já moravam juntos? Contenção monetária. Eram universitários e quanto menos gastassem, melhor... Ok. A pressão de Akashi sobre eles tinha sido tão grande que não tinham mais argumentos para recusar. Por um lado, não queriam porque eram marmanjos, oras. Queriam seu próprio cantinho, entretanto, não podiam negar que seria uma experiência interessante, visto que depois que se formassem, aí, sim, possivelmente o encontro deles seria quase impossível. Ao menos, até se estabilizarem. Todas aquelas casas, acabariam ficando como um refúgio deles quando quisessem paz de suas turbulentas vidas adultas, e era justamente isso que Akashi queria. Um lugar para relaxar, cercado de gente que ele gostava... Lá do jeito dele...

Kise ainda estava deslocado. Não sabia quem eles eram, mas sentia-se bem perto deles. Eram de certo atenciosos com ele, mesmo de um jeito estranho. Midorima por exemplo, sempre lhe trazia alguma coisa diferente todos os dias dizendo que era seu item da sorte do dia e que por conta disso seu dia estaria a salvo. Ele sempre chegava rabugento e entregava-lhe alguma coisa de um jeito meio ignorante, mas envergonhado minimamente. Era uma graça, afinal. O de hoje, era um ursinho amarelo com um coração azul na testa. Estava sob sua cabeceira, onde a única coisa que dividia seu espaço com ele era um porta-retratos; e bem ao seu lado — no sofá — Aomine estava sentado olhando para o nada, com a cara virada para o além. Parecia entediado.

Kuroko sentou-se ao seu lado e nada disse. Kise estava cercado pelos demais que tagarelavam algo aleatório apenas tentando enturmar o loiro... Tagarelavam naquelas, né? Conversavam normalmente, apenas. E embora todos soubessem o que Kise significava para Aomine, por decisão do próprio, ninguém ali podia tocar naquele assunto. Aquilo era entre ele e Kise e ninguém mais.

Fazia muito tempo que estavam se desentendendo. Devido ao stress e a falta de tempo de ambos, os desencontros no relacionamento apenas aumentavam. Brigavam por nada e nenhum dava o braço a torcer. Estava começando a ficar insuportável. No dia que tudo isso aconteceu, Daiki estava jogando por aí para espairecer. Desligou o celular e só soube quando chegou em casa, em plena madrugada. Óbvio que se sentiu péssimo. E pior ainda ficou, quando abriu a porta do quarto no hospital e Kise estava lá, sentado na cama, olhando para a janela. Sua cabeça enfaixada e vestido como mandava o protocolo do lugar assustou de certa forma, Daiki. O loiro se virou para o namorado e inclinou levemente a cabeça. “Pois, não?”, indagou claramente estampado que não sabia quem ele era.

Embora nada disso transpassasse por suas expressões faciais, estava destruído. Passavam por uma situação tensa e insuportável, sim, no relacionamento deles, mas em hipótese alguma isso significava que havia deixado de amar aquele loiro. Depois de todas as brigas, ele saía para espairecer. Era o jeito que havia arrumado para se acalmar e não piorar a situação deles. Não queria terminar... Não queria se afastar... E muito menos perdê-lo. Ele o amava, droga! Sua mão sobre o sofá se fechou e sentia a unha levemente perfurando sua palma. Akashi o encarou de soslaio e desviou os olhos para Kuroko. O ex-aluno da Seirin entendeu o recado e suspirou minimamente.

– Tem certeza que não quer contar para ele, Aomine-kun?

O rapaz rolou os orbes para fitar seu ex-companheiro de quadra e suspirou. Óbvio que queria. Óbvio que sentia falta. Queria poder tocá-lo, tê-lo em seus braços, tê-lo só pra si... Protegê-lo de tudo e nunca mais soltá-lo. Contudo, seu coração estava quebrado. Muito quebrado... Como há muito tempo não via, aquele tão encantador sorriso voltava a adornar aqueles belos lábios. Kise sempre teve um sorriso fácil. Tão lindo, tão radiante... Tão espontâneo... Mas desde que as brigas começaram, nunca mais viu esse sorriso. E como sentia falta daquilo... Com o passar do tempo foi inevitável achar que a vida do rapaz seria muito melhor sem ele... Afinal, há um bom tempo, ele só conseguia estampar naquele rosto angelical, a raiva, a tristeza... A dor.

– Não vou voltar atrás.

Naquele fatídico dia, todos esperavam pela volta de Aomine na casa. E assim que ele pisou ali, todos se levantaram apreensivos. Aomine os encarou sem expressão alguma e os ignorou caminhando em silêncio até seu quarto, trancando-se ali. Os demais se entreolharam e ouviram o estrondo da porta sendo socada. Não sabiam o que acontecia do lado de dentro e apenas esperavam que ele não fizesse nenhuma besteira.

Embora imaginassem, nunca saberiam o tamanho do abismo que se abria aos pés de Daiki. Nunca cogitariam que o amor que ele sentia pelo loiro, ultrapassasse seus próprios limites. Nunca em sua vida, Daiki havia tornado válida a hipótese ignóbil de que Kise poderia um dia vir a esquecê-lo. Nunca. Muito mais que um tapa na cara, aquilo havia sido uma lança banhada de ácido bem no meio de seu coração que se abria em múltiplas e intermináveis lâminas que giravam alucinadamente em seu peito. Havia sido esquecido pela pessoa que mais amava no mundo. Havia sido apagado de sua memória... De sua vida... Da vida deles. Recostado à porta, seu corpo escorregou. As mãos se fecharam fortemente cobrindo-lhe os olhos com os cotovelos apoiados em seus joelhos. Seus dentes trincaram e sem testemunhas, sua dor era colocada para fora. O caminho úmido era trilhado e à mais profunda e fúnebre voragem, sua alma declinava. Como, aquilo doía.

Kuroko o encarou com o olhar de sempre e nada disse. Aquilo realmente era um assunto deles e de mais ninguém, mas não concordava nenhum pouco com tudo isso. Logo o lugar estava vazio e todos deixavam a casa para uma partida de basquete no ginásio do quintal. Quanta humildade. Costume que acabaram por cultivar por ser o melhor jeito de relaxarem. Kise estava sentado no banco e os via jogar. Já haviam lhe dito que ele jogava muito bem, mas não sabia nem como fazer um único arremesso e mesmo os vendo jogar, não sentia muita vontade de fazer isso. Kuroko era quem ele menos notava dentro da quadra e assustava-se quando a bola milagrosamente ia parar nas mãos de Kagami. O ruivo havia sido intimado a participar da brincadeira para ver se trazia algum ânimo à Aomine que, claro não funcionou em nada. Aomine nem ao menos estava lá.

– Naa, Kuroko... — Kagami o chamou quando numa pausa, estavam jogados no chão. Os demais já haviam rodeado Kise e tagarelavam com ele. Achavam que quanto mais ele estivesse a vontade, mais rápido sua memória voltaria. O médico havia dito que não havia previsão alguma dela voltar, mas que as esperanças não poderiam ser perdidas. A pancada não havia sido fisicamente forte a ponto de desfigurar nosso amado modelo, mas havia sido forte o bastante para lesioná-lo internamente.

E dando-lhe atenção, Tetsuya o encarou enxugando o suor com sua própria camiseta.

– Aquele AhoMine realmente...

Nem precisou terminar. Só pelo olhar de Kuroko, Kagami entendeu bem... Bem demais. Suspirou e fechou os olhos. Taiga era outro que apenas imaginava como Aomine estaria se sentindo com tudo isso. E assim como todos, sentiu-se um inútil por nada conseguir fazer, além de ser um mero espectador.



Os céus já estavam escuros e a noite avançava o horário. Kise estava só em seu quarto e sentado na cama, fitava o porta-retratos que tinha sobre sua cabeceira. Era uma foto dele na época da Teikou, com Aomine. Pegou o objeto em mãos e sua mente se perdeu.


Não se lembrava de nada... De ninguém. Mas gostava de todos eles. Sentia que ali, realmente era seu lugar. Estava feliz com a atenção de todos e principalmente com a amizade que eles faziam questão de escancarar para ele. Sentia-se bem em suas companhias e muito confortável também... Entretanto, sabia que algo lhe faltava... Sentia que havia se esquecido de tudo, mas que no meio disso, havia esquecido algo que não poderia. Não conseguia se lembrar do que era... Mas essa sensação o acompanhava desde que pisara naquela casa. Pouco a pouco ia conhecendo seus amigos... Mais uma vez. E gostava daquilo que conhecia deles... Eles eram estranhos demais, mas de alguma forma o cativava. Embora lhe dessem total atenção, era diferente. Não sentia como se o bajulassem por interesse. Não que eles o bajulassem, mas enfim. Era aquele cuidado de pais e mães depois que seu filho arteiro se machuca gravemente ou algo do tipo. Por mais que ele se sentisse querido, de maneira alguma sentia-se superior a qualquer um deles. Eles eram amigos. Amigos. Mas faltava alguma coisa...

Alguma coisa... Que era única.

Não sabia o que era.

Leves batidas em sua porta chamaram sua atenção e pediu que entrasse colocando o porta-retratos de volta no lugar. A porta foi aberta aos poucos e Daiki entrou no quarto lentamente, fechando-a atrás de si.

– Aomine-kun! — o loiro sorriu.

Sim, doía...

Kise o olhava curioso com a ida tardia aos seus aposentos, mas estava feliz. De todos, Aomine era o mais recatado e quase não se aproximava dele. Todos diziam que ele era o melhor dentre eles no basquete, mas desde o incidente, não chegou a vê-lo jogar.

O rapaz caminhou levemente abatido até o loiro e sentou-se em sua cama sem nada dizer.

– Aconteceu alguma coisa? — Ryouta.

Daiki estremeceu com a pergunta, mas nada exprimiu por suas ações. Aliás... Agradecia por estar escuro e o lugar iluminado apenas pela luz que adentrava do poste do lado de fora. Permitiu-se sorrir um mínimo fora da visão do loiro e suspirou apoiando-se em seus braços esticados, pouco atrás de si. — Semana que vem... — começou, e silenciou-se. Aquilo era mais difícil do que imaginava que seria. Respirou fundo e olhou os orbes dourados, atentos ao que dizia. Queria que tudo tivesse sido diferente... Sentou-se de frente para ele e Kise sorriu em resposta.

Era muito pior do que imaginava que seria.

Cada curva era mínima e cuidadosamente detalhada pelo contorno da luz que cobria o modelo. Os fios brilhavam dourados, assim como seus olhos reluziam um brilho tão nostálgico aos orbes saudosos de Aomine. A mão subiu sem pensar e deslizou pelo rosto alvo e confuso a sua frente. Sentia muita falta daquele tipo de contato com o rapaz e pela sua fragilidade emocional, acabou se perdendo no carinho, matando a saudade daquela pele suave. E foi quando, foi abruptamente resgatado pela realidade, sentindo o toque firme da mão do loiro que se fechava sobre a sua. Seus olhos se cruzaram e espantou-se com a intensidade que reluzia deles.

Kise não sabia o que fazia, mas aquilo era diferente... Era nostálgico de uma maneira estranha. Aomine tentou se soltar, mas o loiro não permitiu. Aquele calor, aquele toque... Embora de um homem era... Agradável... E fazia seu coração pulsar de forma diferente

– Por que seu toque me agrada?

Daiki não sabia o que responder. Foi pego de surpresa e até seus neurônios haviam congelado. Sem resposta, Kise tomou a iniciativa. Colocou a mão do outro sobre sua coxa e subiu sua outra mão tocando de leve o rosto do rapaz que fechou os olhos num reflexo.

– Você é um homem... Mas não sinto nojo de você... — comentou mais para si mesmo que para o outro que abria os olhos espantado. — Me sinto... Quente... — olhou para seu próprio peito. — Dói... — estranhou.

Aomine sorriu de lado e afastou a mão do rapaz de seu rosto sem resistência alguma, desta vez. Não iria colocar tudo a perder agora. Já havia tomado a decisão. — Já fomos namorados... Kise... — comentou com pesar, assustando o loiro.

Kise recuou minimamente um tanto surpreso e piscou várias vezes, visivelmente tentando assimilar o que havia escutado. Já foram namorados? Confuso, encarou o rapaz novamente que sorria pequeno e triste para si. De forma estranha, aquilo apertou-lhe o coração.

– Já fomos? Não estamos mais juntos? — indagou simplesmente. Daiki fazia seu corpo reagir de forma estranha... O que, tecnicamente, significava que ele, Kise Ryouta, sentia algo diferente por ele. Não estranhou o fato de “namorar um homem”, o que mais o fazia crer no que o outro dizia.

Aomine engoliu seco e encheu o pulmão de ar... E de coragem. — Eu fiz tudo errado, Kise... — sussurrou tristemente. — Te fiz sofrer sem você merecer... — seus olhos se fecharam e se abriram um mínimo. — Te fiz sofrer tanto... Que você não aguentou... — baixou o olhar. — Eu te perdi por idiotice minha.

Kise escutava tudo atentamente... Cada palavra... Cada mínima palavra. Não parecia mentira... Soava muito mais sincero do que poderia imaginar... De certa forma, achava que ele só estava lhe dizendo isso, porque estava desmemoriado e nem sabia o quão certo essa suspeita estava.

– O que você fez...? — indagou curioso e receoso.

Daiki o encarou novamente e sentiu o peito arder, logo desviando o olhar. — Tudo errado...

Kise não sabia o que concluir apenas com isso, mas não quis entrar em detalhes. Aquilo parecia machucar Aomine de verdade e isso não o agradava muito... Nenhum pouco.

– Você... Me ama...? — indagou incerto. — Tipo... Ainda...?

Aomine ergueu os tristes olhos e por alguns muitos segundos, permaneceu mudo. — Eu sempre vou te amar... Kise... — sua alma corroía a cada pensamento sobre eles. De como tudo havia se tornado um inferno dentro de sentimentos tão bonitos. Talvez, eles realmente não fossem a metade que se completavam.

Kise sentiu a verdade absoluta naquelas palavras. Não se recordava de já ter namorado um homem e muito menos, de ter sofrido tanto... Mas sabia, agora, que o que tinha com aquele rapaz, já era passado para si...

– Semana que vem... — tornou a falar. Sentia que Kise havia sido balançado com suas palavras... Tinha esperanças de que o que ele sentia por ele, ainda não tivesse sumido de seu coração, embora tenha sido apagado de sua mente... Mas mesmo assim, não voltaria atrás. Não o faria sofrer novamente. Nunca mais.

O modelo sentiu o coração apertar, mas não se manifestou. Não sabia o que havia acontecido entre eles e o que realmente o tinha levado a terminar com aquele rapaz, entretanto, enquanto sua memória não retornasse, sua única alternativa era confiar naquilo que ouvia.

– … Vou para os Estados Unidos.

Deitado em sua cama, Kise fitava o pequeno pingente para celular em forma de Girassol que havia recebido do rapaz. Aomine disse que havia comprado aquilo como um pedido de desculpas por tudo que havia feito. Era insignificante se comparado ao tamanho da dor que havia causado ao outro, mas mesmo assim, queria se desculpar. Disse que ele poderia fazer o que quisesse com aquilo, que estava livre para jogar fora se preferisse... Mas como havia comprado para ele, mesmo que não se recordasse de tudo que houve entre eles, queria lhe entregar aquilo antes de partir.

“Vou para os Estados Unidos”

Aquelas palavras não saíam de sua mente. Fazia horas que Aomine o havia deixado só, mas nem por isso parecia que tinha saído de lá. Sentia-se estranho. Será que ainda gostava dele? Mas se ele o fez sofrer tanto a ponto de terminar um relacionamento... Se bem que, até então, não sabia já ter tido relacionamento algum. Ainda mais com um homem...! Será que era uma mentira...? Rolou para o lado e fitou a janela que brincava timidamente com sua cortina branca.

“Vou para os Estados Unidos”

Seus olhos se fecharam e tentou dormir... Pela milésima vez.

“Vou para os Estados Unidos”

Os dias se passaram num piscar de olhos. Aomine falava pouco com ele... Dizia que não desrespeitaria a decisão do loiro, só por ele não se lembrar dela. Para ele, ainda era muito doloroso e não queria criar esperanças que sumiriam assim que sua memória voltasse.

Kise estava sentado vendo os meninos jogarem novamente. Todos... Menos Aomine.

– Kise-kun? — Kuroko apareceu, assustando-o, obviamente.

– K-k-kuroko-kun...! — o encarou assustado. E da mesma forma que Aomine, Kuroko sorriu triste para ele. Não entendia bem o que acontecia, mas sentia que sempre que pronunciava o nome de algum deles, eles se entristeciam... O menor contornou o banco e sentou-se ao seu lado.

– Como está se sentindo?

– Normal... Eu acho... — riu. Voltou a assistir o jogo e suspirou. — Nee... Kuroko-kun? — baixou a cabeça.

– Sim?

– Eu... — engoliu seco. — Eu... Namorava mesmo...? — piscou rapidamente, duas vezes. — O... Aomine-kun....?

Kuroko espantou-se com aquilo. — Você se lembrou?

O rapaz o mirou instantaneamente apenas pela confirmação que teve com aquilo. Mas logo desviou o olhar, baixando novamente a cabeça. — Não... Ele me disse isso...

Kuroko o encarou surpreso embora não parecesse. Não esperava que Aomine fosse vir a falar isso com o loiro... Pelo que ele havia dito naquele dia, não contaria para Kise que eram namorados. O rapaz dirigiu o olhar para a quadra e em silêncio, permaneceram por longos minutos.

– Kise-kun...? — chamou-o obtendo um mínimo de sua atenção. — E o que... Sente... Quanto a isso?

Embora sem essa intenção, a pergunta caiu como uma bomba sobre sua cabeça. — … Não sei o que sinto. — sentia-se sendo esmagado. — Sei que sinto algo... Mas não sei o que é... — não importava o quanto se esforçasse, sua memória simplesmente não voltava! — Sinto que algo está errado... Mas... Mas eu não sei o que é! Não consigo me lembrar! Eu quero! Mas não consigo! Não importa o que eu faça! Eu...Eu... — finas lágrimas escorriam por seu rosto. Não sabia porque chorava. Achava que era pelo nervosismo e pressão que tinha sobre sua mente, mesmo sem ele querer.... E nem por um momento, cogitou que aquelas lágrimas, na verdade, eram verdadeiras e por um único motivo.

“Vou para os Estados Unidos”

Os rapazes na quadra ouviram seu desabafo, mas não iriam interferir naquele momento. Kise não era do tipo que expunha o que sentia tão facilmente e vê-lo daquela maneira, apenas fez com que todos se sentissem mal. Não tinham como ajudá-lo. Mesmo Akashi, não conseguia ver quando ou como ele recuperaria a memória... E principalmente, SE a recuperaria. Se nem mesmo ele sabia, ninguém mais ali dentre eles, saberia.

– Kise-kun. — Kuroko o chamou. — Venha comigo. — pediu, levantando-se.

O loiro enxugou suas lágrimas de jeito bobo e o seguiu triste. Sentia-se péssimo. Péssimo de verdade. Kuroko o levou para o outro lado da casa onde um belo jardim começava a florescer. Agachou-se quando chegou onde queria e pegou uma pequena muda de uma delicada planta. Colocou-a em um saquinho e deu para o loiro que o encarou confuso.

– Ali tem um vaso, — apontou — plante-a e deixe-a em seu quarto. — sorriu. Kise não estava entendendo bem o que aquilo tudo significava, mas...

– Que... Planta é essa...?

– Amadokoro (Selo de Salomão). — respondeu rapidamente. — Significa, Genki wo dashite (anime-se). — sorriu. Tudo um dia se acalma. Tudo, um dia se resolve. Era no que acreditava, e no que queria que o loiro acreditasse.

Em seu quarto, Aomine preparava sua mala. Partiria no dia seguinte... Suspirou. Sentou-se em sua cama e olhou para a mala. Sua última briga com o loiro havia sido por causa daquilo. Havia recebido a proposta de ir para lá... E havia recusado. Kise ficou uma fera. Brigaram feio por isso e enfim. Suspirou e deitou-se na cama, todo largado. Aquele loiro era mais importante para ele... Por que ele não conseguia aceitar isso?! Kise queria que ele seguisse seu sonho e não queria ser um empecilho em seu caminho... Que, se fosse necessário, até terminaria com ele. Mas claro que Aomine, também irritado, só piorava a situação. Aquilo virou uma bola de merda tão grande que quase partiram para a agressão física.

Kise era importante demais em sua vida para que pudesse deixá-lo assim. Claro que gostava de jogar... Mas sabia que apenas não havia deixado o hobbie ainda, pela admiração que o loiro nutria por si. Seu maior incentivo nisso, era ele. Era único e o revitalizava sempre. Óbvio que, não foi uma decisão simples para ele. Com muito, mas muito custo, Kise ganhou o duelo entre ele e o basquete. Nunca que chegaria a essa conclusão, anos antes. Nunca que alguém seria mais importante que o esporte que amava desde pequeno... Nunca. E numa disputa longa e cansativa, Aomine finalmente colocava Kise na frente disso. Finalmente, mesmo. E todo esse seu esforço, havia sido pisado, cuspido e ignorado. A raiva borbulhou o único mínimo resquício de sanidade que ele ainda tinha.

– PRO INFERNO O NOSSO RELACIONAMENTO, ENTÃO!

Foi a última coisa que berrou, antes de sair do lugar.

Lembrar-se daquilo só piorava seu estado emocional, entretanto, realmente sentia-se culpado. Kise estava emagrecendo por conta disso. O stress era tanto, que não bastava o trabalho e os estudos, Aomine tinha que colaborar com isso dentro de casa também... Por que não podiam se dar bem simplesmente? Todos foram contra sua decisão de nada dizer a Kise, mas só ele, sentia a diferença de humor... Sentia aquele Kise solto, alegre e feliz, de volta das profundezas que ele o havia jogado. Fácil? Claro que não. Amava aquele loiro com todas suas forças, mas foi nesse triste incidente, que se deu conta de como seu sorriso era valioso. Do quanto, ele seria mais feliz... Sem ele em seu caminho. Seus braços cobriram-lhe os olhos e seus dentes trincaram cortando o incômodo silêncio do cômodo. Culpa. Dor. Perda.

– Kise...



Notas finais
--Na minha mente, Nijimura e Haizaki são um casal, assim como Akashi e Furihata. 8D Perdoem a menção, pessoas que não curtem xD

----- Sinceramente, ainda não decidi se terá ou não Lemon, pelo Extra, porque ainda não a concluí. Mas ao menos por enquanto, não terá ahaha Por enquanto, acho que vai estragar se tiver xD MAS, se eu mudar de ideia, mudo a classificação x]

Amadokoro: como toda Fujoshi ou Fudanshi que se preze (brinks xD) Sekai ichi Hatsukoi foi assistido e sim, lá aparece essa planta. BUT, eu não me lembrava dela ahahah, eu tava procurando num site em japonês quando me deparei com essa planta e só dps, revendo uns eps durante meu almoço "VISH, AMADOKORO!! LOL" AOIHAOEIHIEAHAIO, mas eu não ia mudar mais ahahahah xDD

Perdoem essa nota enorme, mas espero que tenham gostado T^T
Ainda não tenho certeza tmb, mas ACHO que posto a Parte II na terça (25/06) e o Extra na sexta (28/06), todavia, como eu disse, ACHO, porque é final de mês e embaça no meu trampo xD Mas farei o meu melhor pra poder cumprir essas datas 8D Obrigada pela companhia e espero vê-los até o final da fic ♥
KISEs no kokoro e até lá ;D