Hikari to Kage

7 Não foi nada como imaginei


Notas iniciais
OIII NOSSA MEU DEUSO! PQP! Obrigada de verdade pela recomendação sua deusa, Ta1ga-chan s2!!! Mds, super que ver isso me deu um mega up para escrever mais rapidamente o capítulo, e cá entre nós ele já tem mais ou menos duas semanas pronto. Só faltava o último paragrafo '3' desculpem aushas Bem, eu irei correr com a fic. Farei ela com 10 caps provavelmente, no máximo 12. :3 Então, ainda temos bastante coisinhas pela frente, e mais um casal para explorar tbm. E não, não é o casal que está presente nesse capítulo ~~ Bem, vamos resolver as situações e boa leitura :3

“Meu celular tocou novamente enquanto seus lábios estavam nos meus.

–- Atende...

–- Não, é o Tatsuya.

–- Atende Kagami-kun.

–- Mas -

–- Atende! -- forçou a voz, me soltando.

Prensei um lábio no outro para só então atender.

–- Alô?!

–- Taiga! E então, como vão as coisas?! Conseguiu resolver a situação de ontem?

–- Sim, eu acho. -- encarei o menor que olhava para cima a face mais uma vez com aquela expressão impassível. -- O que quer?

–- Poderia nos encontrar mais tarde?

–- O Kuroko irá comigo.

–- Irá?!–- deu uma pausa. -- Está bem, nos encontramos às 18h.

–- Sim, às 18h.”

Às 18h estávamos prontos e de pé na rua. O frio está razoavelmente ativo por isso todos que vemos caminhando estão de casacos grandes e guarda-chuvas pendurados no antebraço.

Chegamos à praça a qual marcamos nosso encontro. E não demorou mais que dez minutos de silêncio do meu companheiro para que começássemos a escutar os risos de Tatsuya vindo em nossa direção, e por mais incrível que parecesse ele não estava sozinho.

–- Murasakibara-kun? -- Kuroko sussurrou antes de mim. -- O que ele faz aqui?

–- Não faço à mínima ideia, o Himuro não disse que ele viria também.

–- Taiga!! -- acenou quando me avistou.

Atsushi não havia mudado nada, estava como sempre com um saco de doces empoleirado debaixo de seu braço, com um picolé na boca, apesar da estação e dos graus negativos que faz nesse horário.

–- Yo! -- levantou a única mão livre para nos cumprimentar.

–- Há quanto tempo, Murasakibara-kun. -- cumprimentou. -- Olá, Himuro-kun.

–- Tetsuya-kun. -- sorria de leve.

Pronunciei-me depois que eles acabaram seus reconhecimentos. O que certamente fora estranho.

–- Vocês querem ficar aqui, está fazendo frio. -- sorria mínimo. -- Vamos à lanchonete, sim?

Encarei Kuroko, ele não retribuiu meu olhar. Encaixando as mãos dentro do felpudo casaco, acompanhou Murasakibara na direção que Himuro também seguia. Suspirei, seguindo também.

Assim como aconteceu com o Aomine dentro da lanchonete não fora necessária a utilização de nossos casacos. O clima estava aquecido e agradável. Não havia muito gente devido à temperatura que fazia do lado de fora da porta que dava acesso ao ambiente. O azulado sentou ao meu lado, Tatsuya junto com o de cabelos roxos. Todos pediram chocolate quente.

–- Então, por que me chamou para conversar? -- segurei a xícara com ambas às mãos, aquecendo a ponta dos dedos com isso. O garoto ao meu lado não levantava os orbes da fumaça fina que subia de dentro da porcelana.

–- Ah, me desculpe pelos transtornos que causei, -- olhava diretamente para Kuroko, mas tenho a breve impressão de que este não notou. -- queria que fosse surpresa, realmente será, mas não esperava que fosse causar uma confusão e tanto. Realmente me desculpa, Taiga. -- sorria complacente e envergonhado.

–- Não sei do que está falando, o que era para ser surpresa?

–- Há alguns meses atrás vim para o Japão sem que soubesse. Estava avaliando os clubes de basquete, pois estava pensando em me mudar, e a Yosen foi a que mais me agradou. Não apenas pelos jogadores, ou pelo próprio time.

–- Estão namorando desde então? -- pela primeira ouvi Tetsu se manifestar.

–- Ah, então você percebeu? -- sorria de leve.

–- O Kagami-kun é o único lerdo que não notou como vocês estavam rindo. -- levou a xícara na boca.

–- E-Ei! Como assim estão namorando?! –- encarei os dois garotos que estavam sentados na outra extremidade da mesa.

–- Acalme-se, Taiga. -- não conteve o riso. -- Murasakibara e eu estamos namorando desde então. Vim nas férias da América, fiquei aqui até que acabassem, e começamos a namorar nesse período, quando voltei decidi que viria morar no Japão. Pelo menos até que eu termine o colegial.

–- Então vocês já têm tanto tempo assim juntos? -- bati na mesa, ficando de pé. -- M-Mas e tudo aquilo?!

–- Kagami-kun! Fique quieto. Deixe de barulho. -- algumas pessoas ao nosso redor olharam à mesa, murmurei um baixo ‘desculpe’.

–- Eu queria ter contado tudo, mas foi divertido ter te deixado confuso do jeito que ficou. -- notei que Kuroko olhou bravo para ele. -- Mas ainda assim peço desculpas, acabei indo longe demais e causei uma pequena briga entre vocês. Espero que possam se resolver logo, agora que sabem toda a verdade. -- bebeu pela primeira vez do líquido quente.

Murasakibara até agora não havia se pronunciado. Enquanto que eu ainda estava absorvendo todas aquelas informações de que na verdade ele não veio aqui para tentar voltar comigo, mas sim para rever o Atsushi...

–- Logo quando vim para cá, eu pensei em tentar te reconquistar, Taiga. Mas seria tão idiota de minha parte. -- notei a porcelana apertada entre seus dedos. -- Eu não esperava que você já tivesse encontrado alguém, e a coisa que me fez desistir de tentar reconquistar você... -- suspirou. -- Fui à Seirin, e vi vocês dois conversando, -- ele sorriu de leve. -- você estava sorrindo tão descontraidamente, e quando parou de sorrir, Tetsuya-kun continuou e você apenas permaneceu olhando para ele. Daquele modo totalmente seu de observar alguém que gosta. Com um meio sorriso e brilho nos olhos. Alguém que diz “Me perceba”. E naquele momento eu vi que tinha lhe perdido para ele. -- olhava diretamente para Kuroko que piscava algumas vezes. -- Me desculpa, Tetsu-kun, se fiz parecer que o queria de volta.

O olhar de Tetsu se dirigiu a mim, estava levemente arregalado e visível em confusão. Pensei em tocar sua bochecha e dizer que por mim estava tudo bem, mas pareceu tão errado que preferi cerrar os dedos em um punho cego debaixo da mesa.

–- Está tudo bem se quiser ir para casa. -- foi o que eu disse, notando em seguida o quanto fui besta em citar tais palavras.

Notei os olhares dos outros dois em nós. Não obtive respostas, e aquele silêncio incomodo ficou soprando em nossos ouvidos. As coisas não estavam legais, nem indo para um lugar onde achei que iria. Pensei que seria apenas um lanche, com um velho amigo, ex namorado... Mas esta tudo virando de ponta cabeça. E Kuroko não responde, apenas me olha com o par de olhos grandes.

–- Diz algo, por favor. -- continuei falando baixo.

–- E-Eu, -- levantou. -- acho que prefiro ir para casa. Me desculpa também, Himuro-kun, talvez eu tenha feito mal julgamento de você. Parabéns, Murasakibara-kun. -- curvou-se de leve. -- Com licença, estou indo para casa.

–- Kuroko -

–- Tudo bem, Kagami-kun, fique. -- não me encarava.

–- Não vou deixar que vá. -- segurei seu pulso.

–- Disse para se eu quiser ir embora. E quero. -- segurava o casaco.

–- Não acredito nisso. Falei sem pensar, me desculpa. -- eu sorria nervoso, mas logo me consertei. -- Eu amo você, Tetsuya Kuroko, e não estou aguentando mais tudo isso, você está me fazendo sentir como se tivesse feito algo imperdoável.

–- Não foi você quem fez nada. Eu fiz. -- cerrou o punho ao lado do corpo. -- Desconfiei de você... Pensei que fosse me deixar por causa do Himuro-kun. Eu estava apenas com medo. -- notei que ele segurava as lágrimas, os olhos marejados. -- Você não seria capaz disso, e mesmo assim ainda... -- fungou. -- Fiz o que fiz.

–- Eu -

–- Vou embora, me deixa ir, por favor. -- olhou em meus olhos. -- Por favor, Kagami-kun.

–- Está bem. -- soltei seu pulso. -- Cuidado, está tarde e pouco escuro.

–- Terei. Boa noite, Himuro-kun, Murasakibara-kun.

Seguiu em direção a porta, parando na calçada para se agasalhar. Mordi o lábio, queria ir atrás dele, ir com ele para casa. Porém aquele olhar me advertiu de que ele queria um tempo só, que ele precisava de um tempo sozinho, para repensar suas ações.

–- Taiga, realmente sinto muito, não achei que fosse acontecer algo assim.

–- Tudo bem, você nem sabia que estávamos namorando. -- tentei desviar o assunto logo após essa fala.

Pouco mais de uma hora de relógio depois o outro saiu resolvemos ir embora.

–- Eu nunca vi o Tetsu daquele jeito. -- o grandão falou.

–- O Kuroko que você conhece e o que conheço são diferentes.

Seu olhar cerrado me advertiu. Tatsuya grudou em seu cotovelo sorrindo.

–- Nós vamos para outro lugar, espero sairmos novamente, Taiga.

Nos despedimos e fui caminhando devagar. Pela primeira desejei que o Aomine estivesse ali. Apesar de ser bem irritante seria uma boa conversa com aquela pessoa numa situação dessas.

Neve. Esta nevando.

A temperatura realmente caiu desde a hora que saímos até agora, mas não esperava isso. Ainda há vestígios de neve de mais cedo no chão, meu sapato faz marcas e pouco barulho ao esmagar os pequenos pedaços de gelo. Minha respiração era vista e se eu olhasse para a ponta de meu nariz estava levemente avermelhada.

Tirei meu celular para ver a hora e havia uma mensagem de Kuroko que dizia: “Já está vindo para casa?”, enviada à meia hora atrás.

Soltei um longo suspiro, não tinha percebido que já estava na curva de meu apartamento. Tirei a chave do bolso quando encima do tapete de “Bem vindo”, os sapatos deixando-o pouco sujo de neve, que já derretia e deixava algumas marcas de água; somente a luz do quarto estava acesa, o clima agradável proposto pelo climatizador me fez tirar o casaco assim que senti o aquecimento. Tirei o tênis, ficando de meias para seguir à cozinha. Bebi um copo d’água, apoiando as mãos sobre a borda da pia. Um suspiro pesado deixou meus lábios.

Virei-me, não tinha a intenção de encontrar o pequeno agora, porém o próprio frustrou meus pensamentos. Ficamos ali, um encarando o outro, ninguém tomando qualquer atitude para ir em frente ou falar o quer que fosse. Andando lentamente até mim segurou minha mão ainda em silêncio constante; ele trajava um folgado short vermelho que ia a suas coxas e uma blusa listrada que comportava seu tamanho. Correndo sem fazer barulho desligou a luz, ligando o abajur em seguida. Ficamos na penumbra.

Pensei em abrir a boca, iria perguntar-lhe o que estava acontecendo ou o que tinha sido resolvido naquela cabeça de cabeleira azul, no entanto não foi necessário, pois recebi seus lábios sobre os meus. Os braços finos abraçaram minha cintura, os dedos se emaranhando no casaco. Me senti ser guiado para a cama, as pequenas mãos já trabalhavam a fim de retirar a primeira peça da parte superior.

A cama rangeu sob nosso peso, fui levantando sua blusa fina, meus dedos ainda frios quando lhe tocaram a pele branca causou um leve tremor, mas era visível que não estávamos tão interessados em admirar reações. Corri o nariz em seu pescoço, sentindo o cheiro do perfume recém posto. Meus fios recebiam breves carinhos, as unhas acariciavam meu couro puxando-o quando o estalar de sua pele soava em minha boca. Ainda inclinado puxei minha camisa pela cabeça agarrando seus lábios assim que a peça alcançou o chão; suas bochechas estavam avermelhadas, sua respiração também já caminhava para leves falhas na inspiração e expiração.

Introduzi a palma pela perna folgada de seu short alcançando seu membro quando cheguei a quase sua cintura. O beijo fora cessado para um baixo gemido solto por Kuroko. O olhar estava semi cerrado e pouco dos seus olhos azuis eram vistos. Puxei pelas suas coxas e para mais além o pano, trazendo junto sua boxer. Segurei novamente seu falo exposto vendo e ouvindo o estado do outro se alterar pouco mais. Mordi meu próprio lábio para conter, mesmo que minimamente, as euforias que estavam entrando em uma espécie de turbulência. Afastei um pouco mais seus joelhos, rocei o dedo sobre sua entrada, ele respirou mais fundo. Fiquei na altura de seu umbigo, deixando aquela falange melada de pré-gozo deslizar para dentro de seu corpo. Tomei seu membro na boca, suas costas se ergueram em um som de prazer que deixou sua garganta. Vi seus dedos apertarem com força os lençóis, a outra mantinha seus dedos dentro dos lábios de forma que abaixava quase inutilmente sua voz.

Seus sussurros baixos eram de “Não, não! Assim não!”, quase sorri, se um puxão para me tirar de sua intimidade não me fizesse fazer uma careta. As mãos trêmulas e nervosas buscavam os botões que sustentavam meu short na cintura. Segurei-as, ajudando a concluir sua pequena missão. Sua respiração era escutada em todo o ambiente; funda e excitada, com tentativas falhas de ser controladas. As falanges estavam ainda quentes quando me tomaram numa lenta movimentação no comprimento.

Beijei seus lábios afastando sua mão de mim, percebi que haveria reclamações por isso tratei de segurar as costas de seus joelhos e encostei o falo em sua entrada. Abraçando minhas costas de vez, cravou as unhas quando forcei minha invasão. Meu ombro fora mordida, soltei uma lufada de ar ao me sentir totalmente envolto por seu interior.

O ato que se seguiu poderia ser considerado como silencioso, Tetsu apenas recitava sua voz em meu ouvido, os arranhões arrepiando minha nuca. A língua tímida brincava em minha pele do pescoço fosse mordendo, chupando com vontade ou apenas selando-a enquanto tentava controlar a voz. Alcancei meu ritmo encontrado nas firmes estocadas o ponto de prazer seguidamente. Segurei seu membro mais uma vez, aumentando assim o pico do limite que se aproximava do seu ápice. O suor corria em meu rosto, Kuroko estava corado, e com mais um beijo afoito seu abdômen se pintou, sujando também meus dedos. Respirei fundo terminando de me entregar ao prazer de se apertado daquela maneira egoísta.

Tombei sobre seu peito, respirando ofegante, com o coração em piruetas constantes. Até então desde que havíamos nos despedido na lanchonete não trocamos mais nenhuma palavra. Puxei-o para meu peito, invertendo as posições.

–- Eu também amo você, Kagami-kun. -- buscou minha mão em seus fios, enlaçando nossos dedos. -- Não pude dizer antes.

–- Está tudo bem... -- sussurrei. -- Entendo sua complicação.

–- Não queria julgar o Himuro-kun, mas do jeito como as coisas correram foi impossível.

Acabei rindo.

–- Me perdoe. Mas, -- risadas ainda eram presentes. -- ah! Eu me desesperei. -- apertei ainda mais o abraço. -- Se o Tatsuya houvesse vindo assim que decidi morar aqui não estaríamos juntos novamente. Posso ter sido insensível por ter terminado com o Himuro e me interessado por você quase que em seguida. Eu precisava esquecê-lo. Não me faria bem pensar nele sendo que estávamos tão distantes. Você me salvou de uma possível crise sentimental, e eu não havia percebido isso até essa nossa ‘briga’.

–- Eu também tive medo... Achei que, -- ergueu-se, encarando-me e prensou um lábio no outro. -- você sabe, ficaria com ele novamente.

–- Parece que você está sempre com um tampão na orelha quando digo que amo você, e que é contigo que estou e ficarei enquanto você me permitir permanecer. -- sorri de leve, ele me acompanhou relaxando a face antes meio carrancuda, talvez por voltar a pensar em certas coisas.

–- Obrigado, Kagami-kun. Isso me faz muito feliz. -- abraçou meu pescoço, retribui apertando-o um pouco mais.

–- Esqueça que tudo isso aconteceu. -- acariciei suas costas. -- Já passou, e também estou feliz. Por estarmos bem agora. -- selei seus fios diversas vezes, ele riu de leve.

Não posso negar que o resto da noite em meu sorriso se viveu um sorriso feliz. E o resto da semana também. Nada mais, nada menos do que como eu realmente me sentia por tudo estar finalmente como deveria.

Notas finais
AÊ! Obrigada mesmo, mesmo tia! Não esperava isso! s2 Até o próximo bbys! ~~