High School Experience - Valentiny Winters
5 Se quiser ser minha amiga, vai ter que me aguentar!
POV/Alice
Oi, sou Alice Salaczar Sparks, tenho 15 anos e conheci Valentiny hoje, ela é muito fofa, mas se eu disser isso pra ela eu morro, ela é bem fria, mas tem um bom coração, como eu sei? Minha vó sempre me dizia que era muito ingênua e sempre conseguia ver o lado bom das pessoas. Eu sei muito bem que Valentiny tem um passado, uma hora ela vai me contar, eu sei disso, mas por enquanto que não, o que me resta é ser uma pessoa compreensiva, mesmo ela não confiando em mim.
– Peyton, pega suco pra mim!
– Você tem pernas, porque você mesma não pega?
– Aaah que chato! – Minha avó estava lendo jornal e resolveu se intrometer.
– Respeita seu primo e pega seu suco.
Peyton é meu primo por parte de pai, minha mãe e meu pai morreram afogados no aniversário de casamento, quando eu tinha 3 anos, agora moro com ele e a minha avó, Rosy. Ele e minha avó sempre foram atenciosos comigo, então sou muito agradecida pelo apoio deles.
Peyton sentou ao meu lado com seu misto na mão e resolveu trazer o meu suco junto, minha avó fez uma careta.
– Aqui.
– Obrigada.
– Ele deve estar querendo alguma coisa! – Minha avó gritou e eu ri.
– E se for? – Peyton disse, depois olhou pra mim e me dirigiu a palavra – Você tá amiguinha daquela ruivinha mesmo?
– Quem? Ah sim! Ela é uma fofa.
– Só se for um gelo fofo né.
– Como assim??
– Ué... Ela dá gelo em todo mundo, patada e ainda diz que odeia garotos. Me diz, como é possível ficar amiga dela? Ela é interessante... Mas não tem como se aproximar dessa menina.
– Pey, você tem que ser mais paciente. – Ele revirou os olhos.
– Mas enfim... Já que está amiga dela, porque ela é assim? Você sabe?
– Não sei muito sobre ela.
– Tá bem então... Ela é muito gostosa.
– Ah não Peyton, nem vem... Você quer pegar todas as amigas que eu faço, dessa vez eu não vou deixar ela cair na sua lábia!
– Lábia?
– Sim seu lerdo, lábia, você é um safadão! – Minha avó disse, abaixando o jornal. Peyton revirou os olhos.
– Eu só fiquei com 2 amigas suas, Lice...
– JÁ É O BASTANTE... – Eu saí, enfurecida, em direção ao meu quarto, e ele foi atrás.
– Me diz pelo menos o nome deelaa! – Ele disse, mas eu apenas disse um sonoro " NÃO " e fechei a porta, na cara dele. Nossa, que gratidão tenho pelo meu querido primo... Olha, não é porque sou grata a ele que vou deixar ele pegar minhas amigas.
( DIA SEGUINTE )
– Oiiiii Vally! – Ela me olhou com uma cara de poucos amigos, como se eu estivesse forçando intimidade, mas ela não apenas olhou, ela comentou.
– Acho que não está na hora de me chamar de Vally, por enquanto é Valentiny, se for muito longo, use Winters. – Ela novamente estava lendo um mangá, mas diferente da vez passada, e voltou a ler, como se eu não estivesse mais lá.
– Fala Sério, Vall... Valentiny! Porque você é tão fria?
– Do que você tá falando?
– Nada, esquece. – Não sei lidar quando as pessoas se fazem de bobas.
Depois que acabou a aula, ela colocou um fone e ficou olhando para os lados, como se estivesse procurando algo, ou alguém...
– O que foi, Valentiny?
– Quero achar aquele seu primo chato pra entregar a grana... – Ops... Acho que você não vai encontrá-lo.
– Deixa que eu entrego pra ele.
– Não, não prec...
– Aah, eu sou tão gentil, deixa que eu entrego... – Eu peguei a nota de 5 dólares na mão dela, para que ele não a encontrasse, não quero que ele tenha contado com ela, se não vai chamar ela pra sair...
Então fui entregar a ele por enquanto que Vally pedia um salgado na cantina ( Pelo menos no pensamento posso chama-la de Vally, bem mais fácil ).
– Então você está fazendo de tudo pra eu não falar com ela, né?
– Aham, porque sei que na primeira oportu...
– Ai, garotinha, CHEGA, vai com sua amiguinha comer seu lanchinho, vaza! Beleza?
– Mellanie?
– NÃO, querida, minha bisa. – Ela disse, com a delicadeza de uma vadia, odeio essa garota, nem sei o que ela tá fazendo nessa escola.
– O que ela está fazendo nos seus braços, Peyton?
– Estamos saindo, ué!
– Éh... – Peyton disse, dando um selinho nela. Não aguentava ver isso, então saí, mas quando voltei, tive uma grande surpresa. Vi Vally, falando com um garoto asiático, ELA NÃO ODEIA GAROTOS??. Ela parecia gostar de falar com ele, parecia que já se conheciam, ela não sorria, dava a impressão que ela já tinha gostado dele. Estava curiosa, então interrompi.
– Ah, Oi Alice. – Vally disse.
– Oi... Quem é esse?
– Sou o Aeron. – Ele disse, interrompendo.
– É, esse é o Aeron, Alice. Aeron, essa é a Alice e nós estamos indo, até mais e não se esqueça dos cálculos que eu te ensinei. – Ela disse, rápido. Parecia que ela não queria que eu suspeitasse de nada, nem que eu o conhecesse. Mas já estou suspeitando desde que vi esse cena.
Eu a levei ao bebedouro.
– Pensei que odiasse garotos.
– E odeio.
– Então porque não foi fria com ele?
– Não é da sua conta.
– Você gosta dele?
– NÃO!
– Então o que é?
– Não te interessa, já falei.
– Se não me interessasse eu não estaria aqui gastando minha saliva perguntando.
– Pode gastar o quanto quiser, não me interessa falar pra você, então vou deixar o esgoto secar! – Acho que ela ficou brava, realmente, ela estava fechada, fechada para contar isso às outras pessoas e se sentiu violada.
– NÃO ME TRATE ASSIM!
– EU TE TRATO DO JEITO QUE EU QUISER, ALICE. VOCÊ QUE QUIS SER MINHA AMIGA, SE QUER MESMO, VAI TER QUE AGUENTAR! – Ela gritou e saiu, deixando seus cabelos ruivos voarem contra o vento forte.
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