High School Experience - Valentiny Winters
6 Não brinque com a minha cara...
Notas iniciais
POV/ Valentiny (Depois do curso técnico)
Estava saindo da sala, depois da aula do curso, que Aeron não parava de encarar meus mangás e minha bolsa, como se tivesse algo interessante lá dentro, bem, tem, mas não tiro de lá. Era o meu diário, que achei que ia ter tempo de escrever nele. Estava já fora da escola, perto da saída.
– Espera aí, Valent... — Eu ouvi uma voz familiar, do Aeron, virei rapidamente, o interrompendo. Sinceramente, virei a cabeça que nem o exorcista.
– Que que foi?
– Você escreveu uma carta pra mim ano passado né? — Ããn? O que? Do que ele tava falando? Como ele sabia daquilo?
– Porque escreveria uma carta pra você? É claro que não... — Menti na cara dele e me virei, pra sair, só que ele segurou na minha mão, eu queria me soltar, mas não sei porque cargas d'água, continuava de mãos dadas a esse índividuo, eu não queria olhar pra ele, mas cedi.
– Não minta pra mim assim, Valentiny. — Ele disse, me olhando fixamente, ele fez uma cara de reprovação, como se mentir pra ele fosse o maior pecado, depois fez biquinho, como se tivesse magoado, esse cara é uma figura, virei acara pra não rir daquilo.
– Vai se danar... — Eu disse, já com a cara virada e me soltei rudemente, saindo, mas fui parada rudemente.
– Ei! Tenho uma coisa pra te pedir! — Ele ainda quer me pedir algo? Quem ele acha que é?
– Não tem haver com cartas, né? — Eu disse, fazendo graça.
– Quero que me ensine aqueles cálculos que o professor passou no curso...
– Aff, que desculpa é essa, agora? Você não copiou?
– Copiei, mas não entendi aquela desgrama!
– Você aprende amanhã ué!
– Vale, você acha que isso é fundamental? Amanhã ele avança! Por favor, vou ficar perdido!
– Ai, tá! 4 da tarde no Starbucks! Não demora muito se não eu vou embora!
Chegando em casa ( Casa da minha avó )
Se não sabem, eu moro com elas a 2 semanas agora, por pura opção, eu tenho família e tudo mais em casa, mas ninguém me compreende sentimentalmente naquela casa, então moro com a minha querida avó Lucy e minha divertida tia Sarah ( Muito querida também, ela me compreende muito ). Eu cheguei em casa, coloquei minha mochila no quarto e fui conversar com a tia Sarah.
– Oi tia, cheguei!
– Ei, minha linda! — Ela disse, agitada, como sempre, me abraçou e tudo mais, ela e eu somos todas doidonas.
– Aqui, eu vou no Starbucks ajudar um colega a estudar, posso?
– Colega, né? Sei...
– Por isso que não vou trazer ele aqui — Eu disse de brincadeira.
– Vai lá então, quantas horas você volta?
– Não sei cara, depende muito se ele vai entender rápido ou não, mas se passar dàs 8:00 pm liga pra polícia!
– Ai ai, como é que foi o primeiro dia?
– Uma grande bosta, mas tem uma menina maneira que gosta de anime e mangá lá, a Alice, mas ela é muito certinha, prima de um babaca, mas ela é uma boa pessoa.
– Porque babaca, minha filha?
– Playboyzinho chato... — Depois de um tempo conversando com a Sarah, deu 3 e meia da tarde e eu me preparei pra ir.
– Bença vó, até depois.
– Que Deus te abençoe minha filha.
IN STARBUCKS
Estava torcendo para ele atrasar, para ir embora, não é que não goste de ensinar, éque não quero vê-lo. Mas acho que não nasci pra torcida.
– Chegou cedo, moleque...
– Éeh...
– Senta logo, besta. — Eu disse, sentada, empurrando com o pé a cadeira para ele sentar, porque ele estava em pé engolindo mosca.
– Posso ver suas anotações? — Eu perguntei e ele me deu seu caderno, que era organizado pra um garoto. — Sua letra é bonita, cara.
– Você precisa de óculos.
– Haha, próxima vez num falo nada mesmo, deixar sua autoestima baixa! — Eu digo, zoando. — Tá, vamos começar.
Eu juravaque isso era uma desculpa pra falar de carta, mas mano, ele resalmente não sabia o que estava fazendo.
– Não, querido, não, não é assim — Eu peguei a lapiseira de sua mao e expliquei como é que se faz — É assim. — Ele ficou me encarando, até fiquei com medo de ter algo sujo na minha cara, mas ele só tava de encaração mesmo — Aeron, olha pro caderno, não pra mim — Eu disse, ele riu e co,eçou a olhar pro cadero e eu expliquei de novo, porque ele não prestou atenção da última vez. Depois de um tempo estudando, ele pegou o jeito da matéria — Isso, tá aprendendo, bom garoto! — Ele deu uma risada um pouco mais alta e continuou olhando para o seu caderno.
– WOW Aeron. — Eu disse, surpresa, dando um susto na criatura.
– Meu Deus, o que?
– Já se passaram QUATRO HORAS que estamos estudamos!
– Quer comer alguma coisa? Eu pago. — Ele disse.
Eu assenti que sim com a cabeça.
Depois de pedirmos nossa comida e ela chegar, fiquei meio afobada pra comer-la, junto com aquele starbucks delicioso, mas me conti, justamente pra não parecer uma garota das cavernas.
– Nunca tinha bebido isso antes, é muito bom! — Eu disse. Eu normalmente não saio de casa, então hoje aproveitei pra vir.
– MENTIRA!!! — Ele disse, surpreso.
– Verdade! Olha isso aqui meu Deus!
– Como você nunca comeu aqui antes? Porque veio hoje então?
– Sei lá, tava curiosa pra vir, mas agora tenho que ir... — Eu juntei minhas coisas, mas ele pegou na minha mão de novo, me segurando, mas agora num sentido... mais carinhoso ( ahgr ).
– Não, fica. — Ele disse, com cara de cachorro abandonado.
– Não, Aeron, você deve estar cansado de estudar.
– Não quero estudar, quero sua companhia. — Corei imediatamente, que?!? Minha companhia? Como assim ele queria... Ah, pera, ele está só brincando.
– Aeron, para de brincadeira, tô indo, até amanhã.

Fale com o autor