High Key

15 You put a fever inside me


Notas iniciais
Voltei com um puta capítulo pra vocês. Tá enorme, desculpa. Mas vai valer a pena. Tenho duas músicas essenciais pra melhor apreciação das cenas. "El Cantante - Marc Anthony" para a cena que a Regina tira Emma para dançar. E "Halsey - Haunting (Live from Spotify Sessions NYC 2015)" para o famigerado hot! Boa leitura

—Regina-

—Robin, Zelena?? — Fiquei furiosa. — Aquele cachorro! Eu vou destruir ele.

Zelena caiu mais ainda no choro. Eu fiquei andando de um lado para o outro xingando palavrões em espanhol.

Hijo de puta, a medida que uno se atreve a meterse con mi hermana pequeña! Se pagará caro! Voy a destruir su vida... — Percebi que Zelena se derramava em lágrimas descontroladas e resolvi que era hora de consola-la.

Fui até onde ela estava e a abracei forte.

—Vai ficar tudo bem...

—Eu sei que é errado me sentir feliz pelo que eu fiz a você, mas eu estou me sentindo feliz por ter essa criança.

—Você tem toda razão de ficar feliz, sis. — Beijei sua testa com carinho. — Esqueça isso...

—Você não está chateada?

—Não... você sabe que eu não amava Robin. Achava que amava.

—Você ama Emma?

—Muito.

—Então deveria me agradecer por te fazer largar Robin? — Ela sorriu como uma criança que quer doce.

—Não força Zelena! — Voltei a postura séria. — Vamos almoçar.

Fomos até a sala de jantar e já estávam a mesa, Emma, mamãe e Graham. A loira comia com vontade, faltando um pouco de educação.

—Coma como gente, Swan! — Repreendi.

—Mas regina... — Ela falava de boca cheia. — Essa comida tá maravilhosa! Parabéns Sra. Mills.

—Obrigada querida, mas me chame de Cora.

Zelena e eu sentamos à mesa para acompanhá-los.

[…]

—Emma-

Já era tarde e estávamos sentadas na varanda da Sra. Mills, vendo Henry e Graham se divertirem no enorme gramado na frente da casa. Eu estava sentada com Regina em meu colo, envolvendo sua cintura com os braços. Estava me sentindo tão bem com eles, como se fossem minha família também. Ainda estava um pouco em choque com a denominação que a morena deu a mim para sua mãe e seu padrasto e a mais velha pareceu aceitar bem nossa relação e parecia estar até feliz. Não sabia que tipo de problemas Regina tinha tido com a mãe, mas por hora pareciam ter esquecido. Cora era uma pessoa agradável e foi simpática a todo momento conosco.

—Como estão os preparativos para o casamento, mamãe? — Zelena perguntou.

—Eu mal posso esperar para depois de amanhã. Eu deixei que a irmã de Graham cuidasse dos preparativos por hoje, para que eu pudesse passar um tempo com vocês. — Cora sorriu para mim. — Emma, quero saber mais de você.

—Mamãe... — Regina tentou interromper, mas Cora levantou a mão em pedido para que ela parasse.

—O que você faz querida?

—Sou fotografa documentarista da revista NatGeo.

—Oh, jura? Graham adora essa revista. Irei prestar mais atenção nas imagens para ver seu trabalho, querida. — A mais velha coçou o queixo. — Sabe, eu estou procurando um fotógrafo para o casamento, será que...

—Claro! Adoraria... será meu presente para vocês.

—Que isso, eu insisto em pagar.

—Nada disso! Eu que insisto para que não pague.

—Obrigada querida. — Cora segurou minha mão e apertou. — Regina, eu sou team Swan! Robin parecia um poste, so sabia se olhar no espelho e arrumar aquele cabelo.

—Mais fútil, impossível. — Zelena e Regina trocaram um olhar tenso.

Henry chegou até nós correndo.

—Mães, vejam como eu pego o lançamento do Graham. — O homem lançoua bola e Henry segurou firme.

Todos aplaudimos e gritamos.

—Esse é o meu sobrinho! — Zelena.

Senti um líquido quente descer pelo meu rosto sem que eu ao menos controlasse. Tinha caído a ficha.

—Emma? O que houve? — Regina perguntou preocupada. — Você está chorando!

—Ele me chamou de mãe de novo! — Cai em um choro descontrolado.

A morena levantou-se e me puxou para dentro da casa. Quando chegamos em um lugar da casa que ninguém mais podia nos ouvir, a morena segurou meu rosto com as duas mãos.

—Emma... meu amor, Henry te ama. Você é como uma segunda mãe para ele. — Ela limpou algumas lágrimas que desciam no meu rosto, com o dedo. — Não precisa chorar. Acaba comigo ver você assim. Sei que te lembra seu filho e tudo o que viveu, mas você precisa ficar bem, tá?

Assenti e tentei me recompor.

—Vamos voltar lá para fora. — Ela deixou um beijo casto em minha boca e saiu andando.

Voltei para a varanda onde todos estavam e fiquei observando Regina, sem que ela percebesse. A morena era de fato uma pessoa incrível e misteriosa, e passar esses dias com a família dela estava me permitindo conhecê-la mais profundamente.

—Emma. — Zelena chamou minha atenção. — Vá tomar um banho e se arrume como uma perfeita latina, iremos a um bar cubano em Little Havana, hoje.

Assenti e sorri para Regina. A morena levantou para entrar na casa e passou por mim com muita sensualidade.

—Arrume-se muito bem, ou você irá ficar desfalcada, Swan. — Falou com a voz rouca.

A morena seguiu andando para seu quarto. Analisei com muito desejo o rebolado dela.

—Safada! — Falei para mim mesma e corri para o quarto.

[…]

Era início de noite e eu estava na sala já arrumada, conversando com Cora, enquanto esperava Regina e Zelena. Optei por usar um vestido longo com estampa étnica em tons terrosos, que havia ganhado quando estive na África. O vestido era colado e marcava bem minhas curvas. Acompanhei o vestido com uma sandália de tira de couro marrom e deixei meus cabelos soltos.

—Adorei esse vestido. — Cora.

—Obrigada. — Sorri. — Uma mulher que conheci de uma tribo quando estive na África, fez para mim.

—É realmente encantador. Você deve ser muito querida por onde passa.

—Que nada... — Corei. – Só faço o meu trabalho.

—Olá familia! – Zelena apareceu na sala c seu vestido curto de mangas longas na cor preta.

Zelena se aproximou de mim e cochichou no meu ouvido.

—Prepare-se Emma, Regina está maravilhosa.

Nesse momento vi a morena adentrar à sala com um vestido longo vermelho, com o corte na lateral até a coxa. O vestido era solto mas marcava todas as curvas da morena. Seus cabelos estavam soltos e sua maquiagem a deixava bem latina com o seu inseparável batom vermelho nos lábios.

—Feche a boca querida, a baba está molhando o tapete de mamãe. – Zelena brincou.

Senti aquele frio na barriga que sentimos quando estamos apaixonados. Levantei como uma boba e fui até a morena.

—Você está... — Fiquei sem palavras para descrevê-la. — Maravilhosa!

—Obrigada. — Ela corou. — Vamos.

—Vamos.

—Divirtam-se crianças. — Cora falou. — Voltem somente quando o sol nascer novamente.

—Mamãe, se Henry tiver alguma crise de asma de madrugada, a bombinha dele está na mochilinha dele. Ligue-me qualquer coisa, eu volto correndo.

—Querida, relaxa. Eu vou cuidar bem do meu neto. Vá sem preocupações. — Cora beijou a testa das filhas.

Entramos no carro de Zelena e partimos.

—Little Havana, aqui vamos nós! — Zelena.

[...]

Little Havana — 21h00

Em uma hora chegamos em Little Havana e o bairro era incrível. As luzes quentes dos bares davam uma animação às ruas escuras. Em todo lugar você via pessoas animadas com roupas coloridas, e a música latina estava presente em toda esquina. Era contagiante.

Paramos em uma rua, que mais parecia uma vila, toda composta de bares latinos. O lugar estava muito animado e muitos casais dançavam pela rua. Fiquei tão contagiada pela energia ao nosso redor que resolvi registrar aquele momento. Levei minha câmera até a altura dos olhos e fotografei os casais.

—Você não larga nunca essa câmera? — Zelena.

—Se largar, vou perder momentos.

—Não te serve guardá-los somente na memória?

—Ai eu não poderia compartilhá-los.

—Mas vê se aproveita e não fica o tempo todo fotografando. — Ela se aproximou para cochichar. — As pessoas acham estranho.

—Deixe ela em paz, Zelena. — Regina riu. — Não liga, ela enche o saco assim mesmo.

Ofereci o braço para que Regina segurasse, e assim ela o fez.

—Quer dizer que eu sou sua namorada, Srta. Mills? Engraçado que ninguém me pediu em namoro...

—Você é minha. — Seu tom era possessivo e sexy.

—Estou esperando o pedido para analisar as possibilidades. — Levei um tapa no meu braço.

—Para. — Ela riu.

—Eu estou falando seríssimo. Onde já se viu a pessoa namora e não sabe! Se eu te acostumar mal assim, eu vou acordar amanhã e você vai estar me chamando de esposa também. Já pensou?

A morena não conseguiu controlar a gargalhada. Vê-la assim, tão leve, me deixava mais feliz. Eu finalmente estava conhecendo a verdadeira Regina por trás da dama de ferro da Vogue.

Entramos em um bar com a decoração toda cubana. Mulheres remexiam os quadris no salão e amigos riam de algum assunto, alheios a todo o resto. Notei que a maioria das pessoas lá dentro só falava espanhol. Isso se confirmou, quando sentamos em uma mesa e o garçom veio nos atender falando alguma coisa em espanhol.

—O que vão querer? — Zelena perguntou.

—Eu não conheço nada cubano. — Falei.

—Quero um Mojito. — A morena falou o nome da bebida num espanhol perfeito.

Dos mojitos y una Cuba libre sin alcohol, por favor!— Zelena pediu ao garçom.

¿Qué va a pedir para comer, señoras? — O garçom perguntou.

—Uno Congrís y Ajiaco. - Regina pediu.

Senti meus pelos eriçarem ao ouvir a morena falando espanhol.

O garçom pediu licença e retirou-se. A música latina enchia meus ouvidos, e o ritmo era tão quente que eu podia sentir o calor subir pelo meu corpo.

—Que saudade desse lugar. — Zelena falou remexendo um pouco na cadeira.

O garçom voltou com as bebidas e deixou-as na mesa. Regina pegou seu copo e bebeu um grande gole. Provei a bebida, e a mesma estava muito gelada, o que ajudou muito com o calor que eu estava sentindo. Um homem se aproximou da mesa e olhou com charme para Regina.

¿Lo que una mujer tan hermosa que hace que se sienta?¿Vamos a bailar?— O Homem ofereceu a mão para Regina.

Eu não tinha entendido absolutamente nada do que ele havia dito, mas estava me irritando.

Ella no!— Zelena segurou a mão do homem e levantou-se. — Pero yo, si!

A ruiva foi para a pista com o homem charmoso e eles começaram a dançar salsa no ritmo da música. Fiquei observando os dois rebolando naquele ritmo sensual e senti uma certa excitação.

—Fascinada com a cultura cubana, Srta. Swan? — Regina me observava.

—Sim! Olha como ela rebola. — Abri a boca em espanto. — Isso é surreal. Eu não esperava que Zelena rebolasse assim.

—Oh, querida... — Regina levantou-se sensualmente e veio até minha cadeira.

A morena aproximou a boca do meu ouvido por tras.

—Eu também sei fazer isso. — Ela cochichou deixando uma leve mordida no lóbulo da minha orelha.

Senti um arrepio percorrer meu corpo inteiro. A morena pegou minha mão e me puxou para a pista. Como se estivesse hipnotizada, a segui ainda sem reação. A morena parou somente quando estávamos no meio do salão. Ela iniciou um rebolado lento e sensual no ritmo da música que tocava. Os quadris da morena praticamente se moviam sozinhos. Sua bunda roçava em minhas coxas de forma tão gostosa que eu jurava que somente aquilo poderia me fazer ter um orgasmo.

Ela passava as mãos pelos cabelos e as descia pelo corpo como se fizesse amor com a música.

—Regina... — A morena virou-se de frente para mim sem parar de dançar e sorriu maliciosa. — Eu não sei dançar.

Ela gargalhou alto.

—Não é difícil, querida. — Ela colocou ficou atrás de mim e segurou meu quadril com as mãos, uma de cada lado. — É so soltar esse quadril e deixar ele fazer todo o trabalho.

Ela começou a guiar meus quadris no ritmo do seu. Quando percebi, estávamos descendo até o chão rebolando em sincronia.

—Isso... — Ela falou no pé do meu ouvido com a voz rouca.

Aquela mulher ia me matar ali mesmo. A Regina que eu conheçera em Nova Zelândia havia desaparecido. Aquela que estava rebolando para mim era latina demais para serem a mesma pessoa. Desde o dia em que avançamos algo além do beijo, em minha barraca no Nepal, que eu não consigo tirar o desejo pela morena de minha mente.

—Aquí está bem quente. — Regina falou em meu ouvido se abanando com as mãos.

—Bota quente nisso. — Ela riu safada.

—Vamos sentar um pouco!

—E que tal se ao invés de sentar, fossemos para casa. — Segurei o pulso dela impedindo ela de ir até a mesa.

—Já Swan? A noite mal começou.

—Concordo com você, mas... — A puxei para mim deixando seu rosto bem próximo ao meu. — Eu quero que a noite começe e termine na minha cama.

Senti os pêlos de Regina se arrepiarem assim que eu a beijei. O beijo era lento, mas voraz. Cada uma querendo sentir cada textura, cada sabor, uma da outra.

—Vamos ficar mais um pouco, Swan. — Regina estava se divertindo em me provocar. — Vamos comer?

Voltamos para a mesa e a comida já havia chegado. A comida é uma porção de um arroz e feijão preto que pareciam terem sido cozidos na mesma panela e ao lado uma outra porção de guisado de vegetais feito de raiz de mandioca, cenoura, ervas, alho, cebola, pimentão verde.

—Isso parece delicioso.

—Coma, Swan. É mesmo delicioso.

—Quando vai parar de me chamar de Swan?

—Quem sabe mais tarde você consiga isso... — Ela estava jogando comigo.

Sorri sem mostrar os dentes e levei uma garfada da comida à boca.

—Ai meu deus! Essa comida está maravilhosa. — Enfiei mais na boca.

—Coma como gente Swan! Parece Henry, que tenho que repreender toda hora. Sabe, ele se parece com você em muita coisa.

—Sabe que nunca parei para reparar nisso... mas agora que você comentou, realmente!

Zelena jogou-se na cadeira vazia a nossa frente.

—Cansei. Esse homem dança demais.

Y no se puede girar demasiado el bebé ahí. — Regina falou para Zelena.

—Vocês não fiquem conversando em espanhol perto de mim tá! — Repreendi.

—Desculpe, querida. — Regina beijou minha bochecha.

—O que disse a ela?

—Emma, é um assunto pessoal da minha irmã... — Regina foi rude.

—Estou grávida do Robin, Emma. — Zelena.

—Isso é sério? Oh que merda. — Falei sem pensar. — Digo, merda por ser de Robin, mas e uma alegria.

Enrolei-me mais ainda tentando reparar.

—Nós entendemos, Emma. — As duas falaram juntas.

—Estou feliz por você, Zel. — Sorri para a ruiva com sinceridade.

—Emma, vamos para casa? — Regina levantou-se pegando minha mão. — Sis, você se importa?

—Não, podem ir fazer sexo. — Zelena fez um gesto com a mão como se nos expulsasse. — Vou ficar mais um pouco.

Corei com o comentário de Zelena, mas tentei disfarçar.

[…]

Chegamos de táxi na casa da Sra. Mills. E Regina me puxou para dentro da casa com violência. Quando passamos pela porta, a morena fechou a mesma e me encurralou na parede roubando um beijo com muito desejo.

Iniciamos uma briga por domínio com as línguas. Regina me puxou para o quarto as pressas. Quando chegamos no corredor, ouvimos um barulho estranho vindo do quarto da Cora. Paramos no mesmo instante.

—Que barulho é esse? — Comecei a entender do que se tratava o barulho. — Espera...

—Mamãe deve estar passando mal Emma! — Regina mal esperou minha resposta e já foi abrindo a porta do quarto.

—REGINA! — A mais velha gritou juntando os lençois para se cobrir.

—Eu ia dizer para não entrar, mas né!

—MAMÃE! Ai que horror! — Regina cobriu os olhos com as mãos. — Vou ficar traumatizada, meu deus!

Eu só conseguia rir.

—Regina! Você não sabe bater, garota? — Cora estava tão envergonhada quanto Regina.

—ME DESCULPE SE A SENHORA GEME COMO SE ESTIVESSE PASSANDO MAL E DEIXA A PORTA ABERTA! — Regina emburrou a cara.

Um travesseiro voou na nossa direção. Regina desviou mas ele acertou na minha cara, em cheio.

—Saia Regiina! — Cora pediu.

—Não fico mais um segundo, credo!

Saimos do quarto e fechamos a porta.

—Eu não estou bem, Emma... isso nunca vai sair da minha cabeça. — Regina balançava a cabeça como se quisesse espantar a imagem de sua mente.

—Vem, vou te fazer esquecer... — Puxei-a para o quarto.

—Tranca a porta, Swan! — Regina exigiu. — Não quero correr risco de traumatizar Henry.

A morena só deu tempo para que eu passasse a chave na fechadura, me empurrou na parede e capturou meus lábios. Senti meu corpo todo vibrar quando as mãos de Regina desceram pelo meu corpo explorando cada pedacinho de carne e pele. Segurei os seus cabelos da nuca e a puxei mais para mim querendo tê-la em mim de qualquer forma. Sua mão ágil puxou minha perna esquerda para cima, até que nossas coxas se roçassem. Empurrei-a com cuidado até a cama e a mesma deixou seu corpo cair no macio do colchão. Logo tratamos de nos desfazermos dos vestidos e ficamos apenas de lingerie.

Um gemido se libertou por entre os lábios carnudos da morena antes que eu a calasse com um beijo sedento. Concentrei-me o máximo possível em guardar em minha memória cada detalhe da textura daqueles lábios. Eu estava por cima, mas que estava dominando era ela. Suas mão subiram lentamente por entre minhas coxas, mas passaram direto de onde eu queria que chegassem. Seus toques continuarem até suas mãos envolverem meus seios, que cabiam perfeitamente nelas.

—Tire isso. — Regina exigiu em tom autoritário.

Suas mãos leves não tiveram problema com o fecho do sutiã, logo meus seios estavam amostra. Ela os capturou pela boca e iniciou um tipo de massagem no mamilo com a língua. Senti os pêlos da nuca eriçarem e meu ponto de prazer latejar mais.

A boca de Regina abandonou meu seio com uma mordida de despedida, mas antes que eu reclamasse, lá estava ela dando a devida atenção ao outro. Enquanto ela se atinha a mim, concentrei-me em tirar seu sutiã. Os seios fartos pularam para fora do tecido, deixando-me ainda mais extasiada . Regina aproveitou meu momento de distração e inverteu as posições.

—Deixe-me te provar, Regina. — Tive dificuldade ao pronunciar as palavras.

—Em mim... — Ela cochichava em meu ouvido com o tom de voz cheio de luxúria. — você não toca por hoje, Swan.

A mulher fez um caminho, com a língua, do meu pescoço até minha pélvis. Senti a febre do meu corpo inteiro se acumular em um só lugar. Regina sorriu maliciosa antes de dar uma lambida em meu sexo por cima do tecido molhado que o cobria. Gemi alto.

Mais uma vez ela sorriu safada, olhando em meus olhos. Com as mãos, uma em cada joelho meu, ela afastou minhas pernas.

—Você vai acabar comigo!

A morena apenas sorriu e tocou meu sexo por cima da calcinha, iniciando um movimento lento e doloroso de massagem. Deixei escapar outro gemido. Ela alinhou-se a mim novamente, sem tirar seu dedo do local de posse, e tornou a me beijar. O prazer estava tão grande que não controlei uma mordida bruta em seu lábio inferior. Parecia que meu corpo iria explodir a qualquer momento.

Senti a pressão em meu centro cessar, mas não reclamei, pois sabia que a ausência era temporária. Senti minha calcinha passando por minhas pernas até estar completamente fora e bem longe de mim. Regina refez o caminho anterior, mas diferente da primeira vez, ela chegou com sua língua até meu ponto de prazer.

—Isso...

A sensação de sua língua me provando era o bastante para me fazer chegar ao auge, mas para ela, não bastava. Senti seu dedo entrar em mim com vontade. Gemi novamente. Aliás, só o que eu sabia fazer, era gemer.

Suas estocadas ficavam cada vez mais brutas e sua língua cada vez mais ágil. Essa foi a combinação perfeita para meu orgasmo. Meu corpo inteiro ficou fraco. Regina deitou ao meu lado com um sorriso convencido nos lábios.

Notas finais
Hmmmmmm.... O que será que elas vão aprontar no próximo? O que acharam? Comentem! Lembrando que temos o grupo no wpp, que tem vários spoilers.