Notas iniciais
Oi vocês! O capítulo tá enorme, mas vale a pena tá? Agora estou em parceria com a Lua que praticamente me completa nessa vida de escritora. Deem as boas vindas a ela. Temos duas músicas pro capítulo. Para a parte do casamento temos "Like the Dawn - The Oh Hellos" e a música do hot, que é "Silhouettes - Of Monsters and Men". Boa leitura!

—Regina-

Acordei com a claridade que passava pela fresta das cortinas. Abri os olhos tentando me acostumar com a luz e joguei a mão para o lado em que Emma havia adormecido noite passada, mas a loira não estava mais lá. Levantei-me lentamente e fiz a minha higiene matinal.

—Regina! — Zelena chamou, já entrando no quarto.

—Não sabe bater? — Perguntei ríspida.

—Sei, e até bateria se Emma já não estivesse fora de casa. — A ruiva sorriu maliciosa.

—Onde ela foi?

—Saiu com Henry para fotografar, bem cedo. — Ela sentou na cama com um pulo. — Vamos maninha, hoje e dia do casamento, Cora precisa de ajuda com o dia de beleza.

—Sério? Porque será que eu fui a única noiva que não deu a mínima para o casamento.

—Será que é porque você nunca amou Robin verdadeiramente? — Zelena se levantou e me puxou pelo braço.

Fomos para a sala e nos juntamos a nossa mãe para o café da manhã.

—Bom dia minhas filhas. — Cora sorria de orelha a orelha.

—Bom dia mamãe. — Falamos juntas.

—Quase não posso me conter de tanta alegria.

—Posso ver pelo seu sorrisão. — Brinquei. — Onde está Graham?

—O noivo não pode ver a noiva antes do casamento.

—Ai por favor! — Bufei. — Essas malditas superstições.

A porta de entrada da casa se abriu e Henry entrou animado conversando com Emma. A loira estava maravilhosa, era a primeira vez que eu via as pernas dela amostra. Ela vestia um short jeans de cós alto com lavagem clara, uma blusa preta larga por dentro do short, com as mangas dobradas e um tênis vans bem surrado, preto. Seus cabelos estavam presos em um coque desgrenhado e a sua inseparável câmera estava pendurada no ombro direito.

—Bom dia mãe! — Henry sentou-se em meu colo e depositou um beijo carinhoso em minha bochecha.

—Bom dia amor. — Olhei para Emma que sentou-se ao meu lado. — Bom dia Swan.

—Bom dia Regina. — Ela me deu um selinho rápido e pôs-se a comer.

[...]

North Beach — Miami Beach

Havíamos acabado de deixar Cora no SPA e viemos para a praia onde ocorreria o casamento ajudar na decoração. Emma veio mais cedo, junto com a irmã de Graham para preparar as luzes para as fotografias e ajudar, também, na decoração.

Tudo estava ficando lindo. A decoração estava simples, mas maravilhosa. Vi Emma em cima de um pergolado, que eu supus ser o altar, aplicando flores brancas em meio a galhos secos. Vimos a irmã de Graham parada, olhando ao redor com um sorriso enorme no rosto.

—Olá! — Zelena chamou a atenção dela. — Somos filhas da Cora.

—Oh, finalmente as conheci! — Ela nos abraçou apertado. — Sou Bella, irmã do Graham.

A mulher era linda. Tinha olhos azuis invejáveis e um lindo cabelo castanho.

—Sou Regina. E essa é Zelena. — Cruzei os braços no intuito de me aquecer, por conta da brisa fria que passava. — Achamos que fosse precisar de ajuda aqui.

—Emma está cuidando de tudo. Ela é incrível! — Senti uma pontada de ciúmes. — Se tivessem me contado antes que a nora de Cora é cerimonialista, teria deixado nas mãos dela muito antes.

—Cerimonialista? Emma? — Arqueei uma sobrancelha.

—Querida, nem nós sabíamos. — Zelena falou. — Essa loira é um mistério só, vive surpreendendo.

Deixei Zelena e Bella conversando e fui até Emma. Protegi meus olhos do sol com a mão, ao olhar para o alto, onde ela estava. Fiquei um tempo calada, vendo o que a loira fazia.

—O que está fazendo? — Emma levou um susto tão grande que quase caiu.

—Deus! — Ela pôs a mão no peito. — Que susto, Regina.

—Desculpe.

—Tudo bem. — Ela se ajeitou na estrutura de madeira rústica. — Estou aplicando flores secas de Bougainville branco nos galhos secos de pitanga.

—Resolveu não só ser fotografa, mas decoradora também? Que história é essa de cerimonialista.

—Eu tinha que ser algo antes de ser cigana, como você chama. — Ela falava ainda atenta ao trabalho.

—Porque não me contou?

—São coisas do meu passado Regina, eu mudei... não sou mais a mesma pessoa. — Ela parou o que estava fazendo e olhou-me intensamente. — Não achei que importasse, desculpe.

—Claro que me importa. Preciso saber também do seu passado para te conhecer mais profundamente, Emma.

—Tudo bem, sinto muito. — Ela respirou fundo e olhou ao redor. — O que achou?

—Está tudo muito lindo. Você consegue ser mais incrível e surpreendente a cada dia, sabia?

—Que isso, Regina! — Ela, num pulo, desceu do pergolado e ficou bem próxima a mim. — Você que consegue me surpreender, Srta. Mills... Quer dizer que você gosta de rap?

—Quem te disse isso, Swan? — Arregalei os olhos.

—Henry. — Ela me puxou pela cintura e selou nossos lábios com leveza. — E ele me disse que você é super fã de Twenty One Pilots, e bem... eles estão fazendo um show aqui em Miami, amanhã.

A loira tirou do bolso dois pedaços de papéis brilhosos.

—VOCÊ NÃO FEZ ISSO! — Gritei animada. — AAAH EMMA!

Pulei no colo da loira e a abracei com força. Ela riu com a minha reação.

—Eu te amo tanto! — Beijei o rosto dela todo.

—Ah então já sei o que preciso fazer para conquistar a madame. — Ela sorria tanto quanto eu. — Tão interesseira.

Desci do colo dela e dei um tapa em seu braço.

—Acho que gostou da surpresa, né?

—Eu amei! Obrigada.

[...]

O dia havia passado agradável na praia. Emma estava em um ótimo humor, e não parava um segundo de fazer brincadeiras enquanto ajudávamos a organizar o casamento. Quando foi se aproximando do início da tarde, todos fomos começar a nos arrumar para o casamento. O mesmo iria iniciar as 16h, para conseguir pegar o pôr do sol no meio da cerimônia. Cora iria passar o dia todo no SPA e iria se arrumar lá, cuidada pela estilista que Graham havia contratado para a mais velha.

Primeiro tratei de arrumar Henry. Dei banho no garotinho, o vesti em seu terno de pajem branco e cinza. Logo ele correu para mostrar a Emma sua roupinha.

Aproveitei que ele ficaria com Emma e iniciei meu processo de maquiagem. Meu vestido era bege, longo e tinha o estilo grego. Resolvi fazer um coque Boho e colocar uma presilha com flores brancas para segurar o coque. Fiz uma maquiagem leve e apliquei tons marrons no blush e na boca.

—Sis, estamos prontos só falta você! — Zelena gritou do lado de fora.

—Já estou saindo. — Dei uma última olhada no espelho e saí.

Do corredor já podia ouvir Emma e Henry conversando.

—Garoto, você está um galã.

—Obrigada Emma, você também não está nada mal.

—Nada mal? Que isso, garoto, mereço mais do que isso, vai! — Cheguei na sala e fiquei os observando. — Hoje vamos arrumar uma garota para você.

—Henry não tem idade para namoradas, Emma. — Falei com autoridade.

Emma tentou abrir a boca para me responder, mas nada saiu. Sua feição embasbacada estava impagável, e eu adorei.

—Gostou? — Provoquei.

—Você... está simplesmente linda.

Segurei-me para não olhar da mesma forma para ela. A loira estava com um vestido longo na cor azul náutica, todo fechado no busto, porem marcando bem seus seios. Seus cabelos estavam presos numa trança desgrenhada, que conseguia manter o ar formal, sem perder a essência Emma Swan. Sua maquiagem marcava os olhos com preto e um tom de azul bem escuro e seus lábios apenas ganharam um rosa leve. Ela estava maravilhosa.

—Obrigada. Você também, Swan.

—Vamos parar com a melação vocês duas, já está quase na hora. — Zelena pegou a chave da Mercedes que havia alugado e saiu.

Emma fez o mesmo.

—Hoje eu que dirijo, Srta. Mills.

—Vou deixar só porque não é meu carro, e porque deve ser legal para você não dirigir aquele lata velha que tem. — Debochei.

Entramos no carro. Henry alheio a tudo, jogando seu game portátil, sentou-se no banco de trás. Eu sentei no banco do passageiro e coloquei o cinto.

—Sabe ligar isso? É naquele lugar ali que encaixa a chave.

—Há há! Vamos Mc Mills. — Ela brincou. — Quem sabe você num canta um rap quando sua mãe entrar.

Taquei minha bolsa de mão nela.

—Não machuque a fotografa da festa, imagina a tristeza da sua mãe. — Emma ria.

—Você está muito chata hoje, Swan.

Ela riu e deu partida.

[...]

—Emma-

Os convidados estavam começando a chegar e eu tirava diversas fotos da interação entre eles. Claro que como eu não sou fotógrafa de casamento, eu enxergo as coisas de uma forma completamente diferente. Atento-me aos detalhes da personalidade e da alma das pessoas. Fotografei as almas dos convidados e a forma que elas relacionavam-se.

Regina estava lá. Parada no altar, ao lado de Zelena, bem distraída. Ela tinha um brilho diferente nos olhos, e eu não conseguia identificar o motivo. Talvez ela estivesse feliz por sua mãe... Não, era outra coisa. Preparei a câmera para fotografá-la no mesmo momento em que a morena olhou-me. Um sorriso encantador cresceu em seu rosto, tornando esta, a melhor foto que eu havia tirado no dia.

Caminhei lentamente pelo caminho da noiva, até chegar onde as irmãs estavam.

—A noiva chegou! — Zelena brincou.

—Nem brinca, Zelena! — Falei rindo.

—Desagradável a ideia de se casar comigo, Swan? — Regina me fuzilou com o olhar.

—Não! Não é isso... — Senti um toque em meu ombro, que interrompeu minha explicação.

—Emma? Emma Swan? — Virei-me para a voz que eu conhecia muito bem.

—Ruby? Ruby Lucas?

—Não acredito! — A mulher me abraçou demonstrando toda a saudade que havia sentido. — Emma, você está do mesmo jeito que eu a deixei, porém, mais linda que nunca!

—Olhe para você! — Afastei-me para olha-la. — O que está fazendo aqui?

—Sou prima do noivo, querida.

Regina pigarreou lançando um olhar nada amigável para mim.

—Ruby, estas são Regina e Zelena, filhas da noiva.

—E namorada da Emma. — Regina falou rude.

—E namorada da Emma. — Concordei assustada pela expressão de ódio da morena.

—Não!!! — Ruby abriu a boca surpresa. — Emma Swan namorando? Nunca pensei que veria um dia.

—Mas que mundo pequeno, não é mesmo? — Zelena sorriu para Ruby.

Percebi que as duas se encararam intensamente.

—Então, Ruby? — Regina parecia querer matar alguém. — De onde você e Emma se conhecem?

Não conta, Ruby.

—Fomos namoradas. — A garota disse animada. — Por 5 meses, só, mas fomos.

Droga!

Regina olhou-me com um sorriso falso, que mais parecia de um psicopata.

—E porque terminaram, querida? — Regina perguntou com uma frieza que congelou todos ali.

—Enjoamos do sexo.

Regina prendeu o ar.

—Mentira... o sexo deve ser maravilhoso ainda, mas nós percebemos que somos mais amigas que qualquer outra coisa. — Ruby passou o braço pelo meu ombro.

—Então... o casamento já vai começar, preciso fotografar. — Esquivei-me do abraço de Ruby e corri, o mais rápido possível, dali.

Fiquei em minha posição aguardando a cerimônia começar, vez ou outra olhando para Regina de rabo de olho. A morena estava incomodada. Ela olhava para Ruby, que estava sentada junto aos outros convidados, com um olhar mortal.

O pianista começou a tocar a marcha nupcial e o noivo veio caminhando até o altar. Tentei ignorar a tensão entre Regina e Ruby e focar no meu trabalho naquela tarde.

Graham estava muito emocionado. Tentei capturar a tudo o que ele estava sentindo através das fotografias. Meu papel ali, era fazer com que eles dois sentissem novamente tudo o que sentiram ao rever a imagem.

A marcha reiniciou e Cora apareceu no início do caminho, que a recebia com arcos de flores brancas e galhos secos. O sorriso da mais velha quase não cabia em seu rosto. Por um momento lembrei-me do dia do meu casamento com Killian.

Eu estava grávida, gritando com ele no meio do cartório, porque o homem havia chegado bêbado ao local. Foi uma das piores memórias que eu guardei. Eu que ainda tinha esperança de que ele, pelo menos por esse dia, ficasse sóbrio... Menti para mim mesma. Achava que o casamento iria fazê-lo ser uma pessoa melhor, mas me enganei. Talvez aquele tenha sido o sinal para que eu corresse dali o mais rápido possível, mas eu ignorei os sinais e entreguei a vida do meu filho nas mãos do homem que fez minha vida um inferno, do início ao fim.

Olhei para Regina, que estava tão emocionada quanto os noivos, e me lembrei da expressão de dor no rosto dela ao ver minha reação sobre me casar. Não que eu não quisesse me casar com ela, mas já não acreditava mais no matrimônio.

Droga... eu a faria sofrer.

Ela pensava num futuro comigo, e isso incluiria casamento. Mas e se eu não estiver pronta para esse futuro que ela imagina. Eu não conseguiria largar minha vida profissional para viver a vida de uma mulher casada. Meu trabalho é minha terapia.

*"Esta vida, como você a está vivendo e já viveu, você terá de viver mais uma vez e por incontáveis vezes; e nada haverá de novo nela, mas cada dor e cada prazer e cada suspiro e pensamento, e tudo o que é inefavelmente grande e pequeno em sua vida, terão de lhe suceder novamente, tudo na mesma sequência e ordem" — O juiz de paz começou a discursar. — "Se não existe nada além desta existência, há de se concluir que apenas ela merece nosso amor. Aprender a amar nosso destino, encontrar beleza no necessário. Dizer sim à vida, porque só ela existe e somente ela traz valor em si mesma. Afirmar a realidade e viver em sintonia consigo mesmo. Contribuir assim para que tudo se torne mais belo, mais forte, mais potente. Esta lição serve tanto para momentos de felicidade como para momentos de desespero. Transformar o “foi assim” em “eu quis assim” dá um sentido próprio ao que aconteceu. Todos os acontecimentos se inserem numa ordem causal da natureza, assim como você, portanto, nada poderia ter acontecido de outra forma, nada poderia ter sido diferente, de nada adianta lamentar-se. É preciso afirmar até mesmo o erro, afinal de contas, ele não é um erro! Ele era absolutamente necessário naquele momento."

O discurso havia mexido comigo. Nem senti quando uma lágrima solitária escorreu pelo meu rosto. Fotografei o casal demonstrando toda afeição um pelo outro enquanto trocavam as alianças. O sol estava se pondo e o céu estava maravilhoso. Foi o momento perfeito. Os convidados aplaudiram ao ouvir a declaração do juiz de que eles finalmente eram marido e mulher. Registrei o momento do beijo no meio daquele céu alaranjado.

Segui junto com os convidados para a lateral do lugar, onde foi montada a festa sob uma tenda. Ocupei-me fotografando os noivos e os convidados. Regina a todo momento se manteve distante de mim, provavelmente para não me atrapalhar.

—Ei loira! — Ruby surgiu ao meu lado com uma taça de champanhe. — Como está essa vida de fotografa. Continua viajando muito?

—Continuo. Sabe que eu amo fazer isso né! — Ela confirmou com a cabeça.

-Mas e o namoro com a morena gostosa?

—Ei! Mais respeito. — Olhei-a com cara de poucos amigos. — Regina é mais do que isso...

—Você está mesmo apaixonada! — Ela apertou minhas bochechas. — Own!

—Emma. — A voz da morena se fez presente.

—Ei amor. — Ela estava com uma feição nada boa.

—Podemos conversar em particular?

—Claro...

—A gente se vê depois, loira! — Ruby despediu-se.

Regina puxou-me pelo braço e me arrastou para longe da festa. Tiramos os saltos e deixamos em um canto qualquer para caminhar pela areia da praia, totalmente se rumo. Estávamos a passos lentos e num completo silêncio.

—Quero te mostrar um lugar... — Regina falou calmamente.

Ela pegou minha mão e entrelaçou seus dedos nos meus.

—Quer mesmo ou só está tentando me afastar de Ruby?

—Isso também. — Ela riu.

—Regina... desculpa pelo que eu disse hoje, mais cedo. Sobre casamento. — A morena continuou quieta. — Eu só não tenho uma boa experiência com casamento.

—Tudo bem, Emma. — Sua voz saiu calma, mas pude sentir a mágoa.

Preferi ficar quieta e deixar que ela tomasse seu tempo.

Começamos a nos aproximar de um antigo farol. Era uma torre de tijolos vermelha, com uma pequena porta de acesso ao interior. Regina abriu e entrou.

—Você vai me matar ou algo assim?

—Claro que não, Swan. Entre!

Passei pelo pequeno vão e fui tomada pela escuridão. A única coisa que iluminava o ambiente era a luz do farol que hora aparecia, hora sumia. Regina acendeu um lampião e me chamou para subir para a parte superior com ela. Chegando lá, fomos para um tipo de sacada, que dava uma ampla visão do mar.

—Wow! Que lindo.

—Eu costumava vir aqui quando era criança. — Regina falava de olhos fechados, como se sentisse as memórias surgindo. — Como já te contei, minha mãe e eu não tivemos uma boa relação no passado, e sempre que nós duas brigávamos eu pegava o primeiro ônibus que passava e vinha para cá me esconder de todos os problemas. Esse lugar sempre me trouxe paz.

—Esse lugar parece mesmo especial.

—É. Nunca trouxe ninguém aqui.

—Obrigada, por compartilhar seu lugar comigo.

Regina se virou ficando de costas para o mar e se apoiou na grade da sacada estendendo a mão para mim, como se me chamasse para um abraço. Ela me puxou colando nossos corpos, quando bateu uma brisa leve e fria fazendo-a se encolher em meus braços, eu a abracei.

—Acho que você merece isso. — Ela sussurrou em meu ouvido fazendo todo meu corpo estremecer.

Tirei os braços que estavam em volta de seu corpo e levei minha mão ao seu rosto, acariciando lentamente. Regina fechou os olhos e deitou um pouco o rosto sobre minha mão, acariciei seu queixo e levei o polegar para seu lábios, desenhando-os enquanto os fitava intensamente. Ela abriu os olhos e me deu um sorriso de lado enquanto passava os braços em volta de minha nuca. Levei as mãos em sua cintura quando ela aproximou seu rosto e roçou seus lábios nos meus. Foi a minha vez de fechar os olhos quando ela capturou meu lábio inferior para logo mais transformar o gesto em um beijo ao mesmo tempo intenso e calmo, carregado de carinho e desejo.

Outra brisa mais forte nos atingiu interrompendo nosso beijo, peguei a mão da minha morena e a conduzi para dentro do farol, descemos o primeiro lance de escadas que davam em um pequeno escritório com uma mesa e cadeiras de madeira. Já não aguentando mais a falta que o corpo da morena me fazia a prendi contra a parede e com a mão arredei a parte central de seu vestido, encaixando a minha perna entre as suas tocando seu sexo ainda coberto pela calcinha.

—Oh, Emma... — Seu gemido saiu como um sussurro, só pude ouvir por estar bem próxima de sua boca enquanto distribuía vários beijos e mordidinhas na região do seu pescoço. Enquanto iniciei um beijo comecei a esfregar meu corpo no dela com movimentos de sobe e desce fazendo a minha coxa manter certa pressão sobre o seu sexo. Ela explorava cada centímetro da minha boca com sua língua e com a mão na minha nuca pressionava-me contra ela, aliviando a pressão apenas quando precisávamos de ar. Quando Regina chupou a minha língua em um gesto completamente erótico levei a mão a seus seios e apertei com força. Ela sorriu maliciosamente para mim mordendo seu lábio.

A conduzi até uma das cadeiras e me sentei, colocando a morena sentada sobre mim. Sem cerimônias levei minha mão a sua calcinha sentindo a umidade que eu provocava, ela se esfregava lentamente em mim esperando que eu fizesse o que estava prestes a fazer.

—Vai amor. — A morena pediu com uma voz rouca, eu estava mesmo esperando algum sinal verde e esse bastou. Coloquei a sua calcinha de lado e passei dois dedos por toda a extensão de seu sexo, subi e desci algumas vezes e a facilidade com qual meu dedo deslizou ali mostrou que ela estava enlouquecendo com isso. Levei lentamente os dedos que tinha a tocado na boca e chupei, ela protestou assim que sentiu falta do contato mas assistiu tudo atentamente só para provar do próprio gosto quando alcançou os meus dedos com sua boca e os chupou também. Ela estava com os braços em volta do meu pescoço e aproveitei para desamarrar a parte de cima do seu vestido e abaixá-lo até revelar seus seios com mamilos enrijecidos por tamanha excitação.

Regina inclinou-se em minha direção insinuando que eu os chupasse, após uma breve massagem em ambos ataquei seu seio direito com vontade, chupando e mordiscando a região daquele mamilo duro e moreninho. Sua respiração ficava descompassada e alguns gemidos surgiam entre seus suspiros, dei a devida atenção ao seio esquerdo e senti vontade de tirar meu vestido, ao mesmo tempo Regina desceu o zíper dele deixando parte de minhas costas expostas. Em um impulso levantei Regina no colo e a levei até a mesa, colocando-a sentada na pontinha da mesma, ela puxou as alças do meu vestido permitindo-o cair no chão e me deixando completamente nua, o forrei na mesa e pedi Regina para que deitasse. Ela se ajeitou e deitou com os dois pés apoiados na mesa, com a mão em seus joelhos afastei suas pernas, me abaixei ficando na altura de seu sexo, ela levantou a cabeça para me olhar e pedi para que ela se deitasse de novo. Fiz um caminho de mordidas e beijos por suas coxas até chegar onde queria, sem aviso prévio passei a língua por ali o que fez a morena se contrair e gemer. Dei uma intensa chupada em seu clitóris e passei a fazer movimentos circulares com a língua ali, levantei o olhar e notei que a morena com os olhos fechados massageava os seios no mesmo ritmo em que eu trabalhava em seu ponto de prazer. Abandonei seu clitóris e fui para a sua entrada, ameacei penetrá-la com minha língua e ao perceber ela afundou os dedos no meu cabelo pressionando meu rosto contra ela. Ela não fazia muito barulho mas se contorcia em meus braços e eu adorava aquilo. Após brincar um pouco penetrando-a com a língua me levantei e me debrucei contra ela, seus olhos se abriram e eu a olhei, ela sorriu e capturou meus lábios em um beijo intenso. Interrompi o beijo e levei dois dedos em sua boca para que ela chupasse, feito isso penetrei um, ela me olhou pedindo logo pelo outro e eu atendi o seu pedido.

—Isso... — Ela gemeu. Comecei os movimentos dentro dela aumentando o ritmo e a força a cada estocada. Seus gemidos ficaram mais altos e ela rebolava em meus dedos seguindo minha velocidade. — Vai mais Emma.. Mais rápido. — Ao dizer ela aumentou seus movimentos obrigando-me a acompanhá-la, ela se levantou um pouco apoiando os cotovelos na mesa. Os gemidos da minha morena preenchiam todo o espaço e ecoavam por toda a torre, cada vez mais altos e mais frequentes.

—Vai gozar amor? — Perguntei inclinando-me para beijar-lhe o pescoço, ela apenas confirmou com a cabeça enquanto gemia em meu ouvido. Aquele barulho estava me enlouquecendo. — Goza pra mim amor, goza nos meus dedos. — Ela não conseguiu responder, sua cabeça pendeu para trás e sua boca formou um perfeito O, seu corpo sofria vários espasmos e senti meus dedos serem prensados dentro dela, ela caiu sobre a mesa e logo seu corpo relaxou sobre a mesma, ela tentava controlar sua respiração e eu depositei um beijo em cada seio seu, quando conseguiu me puxou para um beijo calmo que se intensificava cada vez mais, ela se sentou na ponta da mesa sem quebrar nosso beijo e levou a mão em minha bunda apertando-a. Eu sorri entre o beijo e o interrompi, colando minha testa na dela, ainda sorrindo tirei a mão que apertava minha bunda e a coloquei por cima do meu ombro, fiz o mesmo com o outro braço e a levantei, tirando-a da mesa. Amarrei novamente a parte de cima do vestido da morena, e a mesma protestou com um gemido.

—Já ficamos longe tempo demais, não acha?

—Então coloque logo esse vestido, antes que eu te agarre. — Sorriu maliciosa.

—Safada! — Peguei a peça da mesa e vesti.

Regina passou as mãos no cabelo tentando arrumar os fios bagunçados e passou a mão pelo vestido arrumando tudo que estava fora do lugar. Minha trança mais parecia um ninho, fiz o mesmo que ela.

—Emma. — Regina estava gargalhando. — Seus olhos... você está parecendo um panda.

—Droga! Pega um pano qualquer.

—Não tem. — Ela segurou minha mão e me puxou para a saída. — Vamos limpar isso no mar e torcer para não ser a prova d'água.

Saímos do farol e eu corri até o mar para limpar meu rosto. Tirei o máximo que pude e depois seguimos de volta para a festa. A brisa fria que vinha do mar, batia em nossos corpos enquanto caminhávamos pela areia. Nossas mãos estavam unidas e o toque era praticamente inquebrável.

Chegando na festa, entramos como se nada tivesse acontecido e Regina foi para o banheiro retocar a maquiagem. Peguei uma taça de champanhe que passava na bandeja de um garçom e dei um gole generoso. Zelena veio em minha direção com um sorriso malicioso no rosto. A ruiva parou ao meu lado segurando uma taça como uma perfeita madame.

—O que? — Tentei desconversar, poia já sabia o que viria.

—Onde vocês duas estavam?

—Andando na praia.

—Sei... E a barra desse vestido molhada, não é do que eu estou pensando não é?

—Zelena! — Dei uma cotovelada na minha cunhada.

—Vocês transaram. — Ela abriu um sorriso maior ainda. — Safadas.

Olhei para frente, para esconder a timidez pelo que a ruiva falou e vi Ruby acenando de longe.

—Emma! — A mulher chamou enquanto vinha até nós.

—Ei Ruby.

—Oi Zelena. — As duas novamente trocaram um olhar intenso. — Tenho uma novidade! Vou ficar na casa do primo Graham por duas noites, junto com vocês.

—Vai o que? — Regina estava parada atrás de Ruby com uma cara nada boa.

Notas finais
* Texto de do discurso do casamento: https://razaoinadequada.com/2013/04/03/nietzsche-amor-fati/ Só tenho uma coisa a dizer: the treta is coming. Comentem com suas teorias para o próximo capítulo, e lembrando do grupo no whatsapp pra quem quer spoiler. Obrigada por acompanharem.