Notas iniciais
Primeiramente quero agradecer aos comentários. Estou amando os comentários e muito bom saber estou agradando com a fic. Queria deixar esclarecido que quero construir com calma a história das duas (Emma e Regina), e quero mostrar bastante as viagens de Emma e o entrosamento dela com os Mills através das cartas. Então, peço que tenham paciência porque tudo o que for relatado nos capítulos, é essencial para a história. Mesmo que demore um pouco para ter o ship tão esperado, SwanQueen, vai acontecer na hora certa! Agora vamos ao capítulo. A música que eu ouvi enquanto escrevia o capítulo, é uma música que me acompanha muito em viagens para lugares exóticos que envolvem a natureza. E não poderia ter música melhor para acompanhar Emma pelo Egito. Tal música se chama "The Killing Moon - Echo and the Bunnymen" Desculpem os erros, não tive tempo de revisar. Boa leitura!

–Emma-

Aeroporto Internacional do Cairo, Cairo, Egito — 9h30.

Eu estava sentada em uma das mesas do aeroporto, de frente para uma parede de vidro que dava uma espetacular visão das pirâmides do Egito. A xícara de café enfeitava a mesa ao lado do meu macbook. Peguei a xícara de café e levei em direção a boca, mas antes que o líquido quente entrasse por minha boca e descesse pelo meu sistema deixando trilhas de calor pelo meu corpo, eu aspirei o vapor característico que emanava da bebida preta e me deliciei com a sensação que ele me proporcionou. Aquele cheiro me trazia lembranças de outros lugares e outros momentos. Sorri de olhos fechados, ainda apreciando aquela sensação de nostalgia.

Um barulho engraçado saiu de meu notebook, avisando que eu tinha um novo e-mail. Abri a caixa de entrada e vi que era uma mensagem de Gold.

"Cara Emma,

Fique tranquila, fiquei sabendo que a carta e a primeira cópia da revista foram entregues. Novamente adorei seu trabalho com as fotografias, mas era de se esperar. Tome cuidado em sua jornada pelo Egito e beba bastante água. Aproveite!

Com carinho,

G."

Sorri ao imaginar a cara de Regina ao ler a carta e ver a capa da revista. Abri minha mochila, que estava toda suja da minha última expedição, e tirei o objeto de bronze de lá de dentro. Era uma escultura de um tipo de buda, estava suja e aparentava ser algo muito antigo. Era o tesouro que havia prometido a Henry. Após esta viagem de 5 dias no Egito, eu iria ao Irã e logo depois voltaria para NY. Não que fosse ficar muito tempo por lá, pois logo depois iria partir para outra viagem sem destino certo, mas ficaria tempo o suficiente para visitar meu amigo Henry e entregá-lo tal relíquia e algum outro tesouro que eu encontrasse pelo Egito. Guardei novamente a peça em minha mochila e resolvi aproveitar a internet do aeroporto para falar um pouco com meus pais, por Skype, já que em breve ficaria sem contato com o mundo virtual.

Mandei uma mensagem pelo messenger pedindo permissão para ligá-los, não demorou e obtive resposta positiva. Os primeiros sons da chamada do skype foram emitidos e eles logo aceitaram a ligação. Na tela apareceu os rostos da minha mãe e de meu pai, Mary e David.

–Emma, minha filha, que saudade! — Mary tinha um sorriso enorme.

–Oi filha. — David sorria e acenava.

–Oi família, como vocês estão?

–Estamos bem e morrendo de saudades de você. Onde você está? — David.

–Vejam! — Virei o notebook para que eles pudessem ver as pirâmides.

–Wow! — Mary. — Como você está, Emma?

–Estou bem, mamãe. Como vocês estão?

–Estamos com saudades e querendo nossa filha de volta para nossos braços. — David.

–Ficarei 5 dias aqui no Egito e logo depois irei para o Irã passar um mês e logo depois volto para NY.

–Tenha cuidado nessas suas aventuras loucas, Emma. — Pediu Mary.

–Irei... tenho que ir, amo vocês.

–Te amamos também, filha. — Falaram juntos.

Desliguei a ligação e fechei o computador, guardando-o na mochila. Botei a enorme mochila nas costas e fui em direção a saída do aeroporto. Dessa vez eu não quis ficar em nenhum hotel e só levei minha mochila com água, notebook, acessórios da câmera. Era eu, minha mochila e as roupas do corpo. Saí do aeroporto e andei, um pouco sem rumo, até encontrar um ponto de ônibus.

Peguei o primeiro ônibus que levava até as Pirâmides de Gizé e parti.

[...]

Al Haram, Egito — 14h00

Estava muito, muito quente. O calor estava escaldante e eu me sentia em uma panela de pressão. As areias do deserto estavam tão quentes, que mesmo eu com meu coturno, sentia a sola do pé pegar fogo. Minha vontade era tirar a roupa para ver se o calor passava, mas infelizmente, se eu fizesse isso, sairia de lá com queimaduras de terceiro grau. Um senhor com o tom de pele bem moreno passou em cima de um camelo, com um enorme sorriso para mim. Ele estava cantando um tipo de música em árabe, e mesmo no meio do deserto, rodeado de areia, ele estava contente. Sorri de volta para o senhor e levantei a câmera em um pedido silencioso para tirar uma foto dele. Ele assentiu e logo capturei aquele momento. Ele começou uma conversa em árabe.

Marhabaan. – Tentei falar a única coisa em árabe que havia aprendido, e mesmo assim me enrolei na pronuncia. — Eu não falo árabe!

–Você dever usar um Gutra. – Ele tentou falar de forma que eu entendesse.

–Gutra?

–Si si, um Gutra. — Ele pegou um tecido branco e estendeu a mim. — Gutra protege a cabeça do sol.

Peguei o tecido de sua mão e agradeci.

–Eu não sei como usar. — Ele desceu do camelo e veio até mim.

Pegou o pano da minha mão e fez um gesto para que eu me virasse de costas para ele. Obedeci e tirei o chapéu aba larga que eu usava, com a intenção de me proteger do sol. O homem foi logo arrumando o pano em minha cabeça, fazendo um tipo de amarração que protegia minha cabeça e meu rosto.

–Quando ventar, cobrir o rosto. — Ele indicava uma parte da amarração que ficou como um xále em volta do meu pescoço.

Shakar. — Agradeci novamente, porém, em sua língua.

O homem montou em seu camelo novamente e sorriu.

–Que Allah te acompanhe. — Fez um gesto com as mãos, algum tipo de benção, e continuou seu caminho.

Assenti e tirei uma última foto do homem, que agora se afastava lentamente, montado em seu camelo. Realmente, aquele Gutra estava me ajudando com o calor na parte do rosto e na cabeça. Já podia ser notada a diferença. Provavelmente eu iria voltar para NY queimada como um camarão.

Andei mais alguns metros e encontrei um acampamento de mulçumanos. Era como uma aldeia, mas feita de tendas de tecidos extravagantes. Mulheres e homens estavam tendo uma vida por lá. Apontei a câmera e bati várias fotos. Era tudo tão encantador. Exótico, porém, encantador. Uma música com batidas árabes tocava alta, as mulheres dançavam um tipo de dança do ventre enquanto os homens batiam palmas e faziam movimentos mais simples e elegantes, ao redor delas. A música era contagiante, me fazia querer dançar, mesmo sem saber ao certo o que fazer. Fui convidada a me juntar a eles e passar a noite. Aceitei de bom grado.

[...]

Al Haram, Egito — Dia seguinte – 6h00

Acordei cedo com as vozes exaltadas das pessoas fora da tenda em que dormi. Levantei, peguei minhas coisas e saí. O calor estava forte novamente. Peguei o Gutra que havia ganhado e amarrei em minha cabeça, assim como o homem havia feito no dia anterior. Uma das mulheres do acampamento me puxou pelo braço murmurando coisas em árabe, até chegarmos em uma barraquinha que mais parecia um camelô. Ela falou algo com a mulher da barraquinha e pegou um lenço todo ornamentado. Era lindo.

Hijab.– Ela falou mostrando o lenço que ela usava, que escondia os cabelos e o colo.

Entendi que era como um Gutra, mas para mulheres. Assenti a fazendo entender que havia compreendido. Ela tirou o pano que cobria minha cabeça e trocou-o pelo Hijab.

–Obrigada. — Agradeci.

Olhei para a barraquinha, onde a outra mulher fazia a mão outros lenços daquele. Ela estava concentrada. Peguei a câmera e pedi autorização para fotografá-la. Com seu consentimento, bati a foto. Um dos lenços que vi por trás da lente, me chamou atenção. Lembrei imediatamente de Regina Mills. Não pela estampa do lenço, mas a imaginei com tal objeto.

–Quanto posso pagar por esse? — Perguntei, pegando o lenço.

Elas falaram algo em árabe. Como não entendi, resolvi dar 100 dólares, já que haviam feito tanto por mim. A mulheres agradeceram muito, pelo menos eu acho que estavam agradecendo.

–Gostaria de ir para Abu Simbel. Pode me ajudar? — A mulher puxou-me pelo braço novamente e arrastou-me até onde os homens estavam com seus camelos.

Ela conversou com um deles com animação e o rapaz me guiou até um dos camelos, me entregando um.

–Sério? De camelo? Abu Simbel fica a 14h daqui.

–O camelo te levar até o ponto de ônibus. — Disse o homem. — Seguir ao sul.

Ele apontou para a direção que eu tinha que seguir. Assenti e com a ajuda do homem, subi no camelo. Pensei em quanto Henry ia adorar ver o camelo. Ajustei minha câmera para ficar em modo automático e entreguei ao homem.

–Pode tirar uma foto minha em cima dele? — O homem assentiu.

Expliquei como funcionava e me posicionei em cima do camelo, abrindo um sorriso divertido.

–Regina-

New York - 1 semana depois — 10h

Era fim de semana e finalmente eu estaria de folga. Contava as horas para que esse dia chegasse, só para passar mais tempo com meu filho. Acordei cedo, como sempre o fazia, e fiz um farto café da manhã para minha família. Robin finalmente conseguiu parar em casa para passarmos um tempo juntos. De uns tempos para cá, Robin e eu mal nos víamos, quando eu não estava no trabalho, ele estava.

Ouvi passos correndo para a cozinha. Eram de Henry.

–MAMÃE, MAMÃE! — Ele pulava e puxava a borda do meu vestido de dormir, de seda. — O carteiro já passou, o carteiro já passou.

Depois da primeira carta que Emma Swan havia enviado a Henry, ele contou os dias para que a próxima carta chegasse. Meu garotinho estava tão animada que ele só sabia falar disso o tempo todo, Robin, que nunca conseguiu ter uma relação muito boa com o garoto, ficava indignado que uma completa desconhecida havia conquistado a atenção e o carinho do garoto. Henry havia contado até para seu avô, meu pai, sobre sua nova amiguinha.

Se eu estava feliz com isso? Sim, claro que estava. Henry havia se tornado uma criança mais alegre, comunicativa e até me deixava conhecê-lo mais profundamente. Mas essa amizade que Swan cultivou no coraçãozinho do meu principezinho me assustava. E se ela o esquecesse? E se a promessa das cartas havia sido só da boca para fora? Ele ficaria devastado. Parecia tão errado deixar que ela entre assim nas nossas vidas, mas ao mesmo tempo, era como se ela fizesse parte de nossas vidas a muito tempo. Vez ou outra eu me pegava pensando, também, na loira intrusa. Como se a cada coisa que acontecesse no meu dia e no de Henry, me fizesse pensar o que Emma ia dizer nesse momento ou como Emma iria agir.

–Calma mocinho! — Abaixei até sua altura e beijei sua testa. — Vamos tomar café e logo depois vamos até a portaria pegar a correspondência.

Ele assentiu e sentou-se animado na banqueta do balcão.

–Bom dia vocês. — Robin cumprimentou entrando na cozinha.

Veio até mim e depositou um beijo casto em meus lábios.

–Bom dia, amor. — Sorri.

Robin foi até a bancada, bagunçou os cabelos de Henry com a mão, sentou-se ao lado dele e enfiou a cara no jornal, como de costume diário. Quando sentei-me junto a eles, a campainha soou.

–Eu atendo. — Robin se dispôs.

Meu marido caminhou até a porta e a abriu. O porteiro estava parado do lado de fora com uma enorme caixa de papelão nos braços.

–Bom dia Sr. Outlaw. — O porteiro cumprimentou. — Tenho uma encomenda para Henry.

Robin pegou a caixa e assinou a ata que o porteiro deu para que ele assinasse. Henry correu até a porta e pegou a caixa das mãos de Robin. Juntei-me a Henry no sofá, que tinha a caixa sobre as pernas, enquanto a abria.

–É pesada! — Henry comentou animado enquanto rasgava a embalagem.

Quando ele abriu, vimos logo um tipo de escultura em bronze. Henry a tirou da caixa com dificuldade, pelo peso, e sorriu muito largo. Pude ver o brilho nos olhos do meu garoto.

–Puxa! O que é isso?

–Eu não sei querido, porque você não olha dentro da caixa para ver se tem algo mais ai. — Pedi.

Ele assentiu e olhou dentro da embalagem novamente.

–Veja! — Henry tirou de dentro uma caixinha que não deveria ter mais do que 10 centímetros, um embrulho em papel craft atado por uma corda de sisal fina e um envelope. — É de Emma mamãe! Olha a carta, ela não esqueceu de mim!

Não pude evitar de esboçar um sorriso. Então ela estava mesmo comprometida.

Robin ficou impaciente no mesmo minuto, bufou e cruzou os braços.

–Eu vou sair para correr. — O homem só soltou tais palavras e saiu apressado para fora do apartamento.

Henry e eu ignoramos a ceninha de Robin.

–Leia a carta mamãe! — Abri o envelope sem perder tempo, e puxei o papel de dentro do mesmo.

"Caro Henry Mills,

Como prometido, aqui está mais uma carta. Provavelmente, quando esta carta chegar até você eu já estarei longe do Egito, a caminho do Irã. Mas aqui vou eu falar sobre o maravilhoso, quente e misterioso Egito. O calor aqui é tão intenso que eu juro que vou sair daqui cinco tons mais escura. No Cairo, a capital do Egito, é tudo muito lindo, e apesar de toda a modernidade, os ares ainda são como os do antigo Egito. Fui visitar as Pirâmides de Gizé, já ouviu falar? São enormes, incríveis e ficam no meio do deserto. Em uma caminhada pelo deserto de Guizé, encontrei um simpático acampamento de muçulmanos, onde eles me receberam com muito carinho e mimos. Ganhei um lindo Hijab para me proteger do sol (Hijab é um tipo de lenço ou véu que as mulheres usam para cobrir o cabelo), claro que eu fiquei encantada com a beleza de tais lenços e não resisti a comprar uma lembrancinha para sua mãe (esse embrulho em papel craft). Passei somente uma noite com eles e depois ganhei um camelo para ir até Abu Simbal, o outro deserto onde fica a Cidade dos mortos e o Vale dos Reis. O camelo era até simpático mas fazia uns barulhos estranhos e babava tanto, mas acho que ele gostou de mim, pois me deu uma bela lambida na orelha, quando dei as costas para ele. Ele parecia feliz. Quando cheguei em Abu Simbal, um muçulmano me parou e ficou oferecendo camelos por mim e cuspindo na minha cara. Afinal, o camelo ter lambido minha orelha não foi nada comparado a um homem cuspir na minha cara. Fiquei bem confusa e gritei para que o homem parasse, mas quanto mais gritava, mais ele cuspia e tagarelava coisas em árabe. Um simpático guia turístico que estava passando com seu grupo por ali, ouviu toda a gritaria e veio me explicar que quando os homens cospem nas mulheres é como se fosse um elogio, para dizer que elas são muito bonitas, por isso elas usam as tais Hijabs. E sobre ele oferecer camelos por mim, é que o costume deles é de "comprar" a mão das mulheres com camelos, já que camelos custam muito caro. Senti um pouco de constrangimento por ter gritado com o homenzinho que me cuspiu, depois de tal explicação. Enfim, entrei no tal Vale dos reis e era tudo muito mágico lá dentro. Senti-me em um dos filmes "A múmia". Confesso que me deu até um certo medo de ser atacada por alguma múmia. Acho que meu medo cegou tanto, que me perdi dentro do templo. Fiquei horas tentando sair de lá. Só consegui sair porque um rapazinho que parecia descendente de Tutankamon, me achou e me mostrou a saída. Conversamos bastante e descobri que ele realmente era descendente de Tutankamon. O nome dele era Tárik Eman, e ele me ensinou a ler hieróglifos (aqueles desenhos que os egípcios antigos escreviam nas paredes). Contei a ele sobre você, e disse que você é um garoto muito esperto e que vai ser um ótimo fotógrafo documentarista, futuramente. Ele disse que quando isso acontecer e você for ao Egito, é para procurá-lo que ele irá fazer o mesmo tour que fez comigo pela cidade de Tutankamon. Ah, e antes que eu esqueça, ele me deu um pequeno presente de seu parente faraó, mas eu preferi não ficar com ele, e sim, dá-lo a você (abra a pequena caixa, que seu tesouro está ai dentro). Bom, esse foi basicamente o resumo da minha viagem ao Egito. Estou com saudades de você garoto, e não há um minuto sequer que eu não pense em você. Espero te ver em breve. Diga a chata da sua mãe que penso nela também e que o presente dela, é para que ninguém cuspa na cabeça dela pela rua.

Com carinho,

Emma S.

P.S.: Enviei também a relíquia perdida a qual eu falei que estava procurando na outra carta, e como prometido, ela é sua. Trata-se de uma estátua de um dos deuses budistas da antiguidade. É algo muito valioso e antigo. Guarde com a sua vida!

P.S2: Tirei algumas fotos para você, estão dentro do envelope."

Entreguei a carta a Henry e peguei as fotos que estavam dentro do envelope. Se tratavam de 3 fotos. Uma era a foto de Emma montada em um camelo, sorrindo. Ela estava vestida com uma calça jeans rasgada, uma camisa cargo de mangas 3/4, seu inseparável coturno marrom, o tal do Hijab na cabeça e uma mochila enorme nas costas, com suas câmeras penduradas pelos ombros. Virei a foto e no verso estava escrito "O camelo babão". Na outra foto ela estava abraçada a um rapaz bem moreno de cabelos extremamente negros, parecia ter em torno de uns 25 anos. Emma estava com as mesmas roupas, porem o lenço agora estava em seu pescoço como uma echarpe e em sua cabeça um chapéu aba larga, marrom. Atrás deles estava uma pirâmide e a esfinge. Olhei o verso, e como na outra, tinha escrito "Eu e meu amigo Tárik em frente a Esfinge e a Pirâmide de Tutankamon". A terceira foto era de um sarcófago todo revestido a ouro. Assim como fiz com as anteriores, virei-a e estava escrito "cama da múmia".

Não pude deixar de sorrir. Reparei que a pele alva da loira, nas fotos tinha um tom bronzeado e ela estava com aquelas malditas roupas relaxadas, mas mesmo assim, conseguia estar linda.

–OLHA O TESOURO DO EGITO QUE A EMMA FALOU, MAMÃE! — Henry mostrava um besouro esculpido em outro, com diversos detalhes na cor azul caneta.

Ele virou o objeto e do outro lado tinham umas inscrições desenhadas, no que eu deduzir ser o tal hieróglifo. Henry tirou um cartãozinho de dentro da caixinha onde veio o tesouro e ele mesmo leu.

–"Esse é o escaravelho sagrado. Tais insetos eram responsáveis por devorar a carne das múmias no antigo Egito, e também é uma forma do deus do sol, por isso e algo tão simbólico e sagrado para eles." — Ele leu.

–Que incrível. — Deixei escapar.

–Abra o seu mãe! — Estava tão distraída pensando que aquela loira intrometida havia cumprido o seu acordo e realmente sentia um afeto grande pelo meu filho, que esqueci completamente que ainda não havia aberto meu presente.

Peguei o embrulho e o rasguei sem delicadeza nenhuma. Debaixo dele estava um lenço nas cores amarelo ouro, vermelho rubi e marrom terroso. Vários desenhos que lembravam muito aos desenhos das roupas dos faraós, ornamentavam o tecido. Era lindo.

–Queria poder agradecer a ela... — Henry resmungou.

–Eu também, querido. — Suspirei.

Parece que Emma Swan não havia conquistado apenas meu filho. Ela conseguiu me conquistar também.

Notas finais
Gostaram? Algum palpite sobre como vai ser a viagem de Emma para o Irã? Não deixem de comentar, porque eu só irei postar o próximo quando tiver um bom retorno de vocês! Pensei em fazer um grupo no wpp para falarmos sobre a fic, mas só farei se vocês toparem, se sim. Mandem os números de vocês por mensagem.