Notas iniciais
E ai galera? Preparadas para uma Regina totalmente nova? É aqui que ela começa a se mostrar! Espero que gostem e qualquer erro, podem me corrigir.

—Emma-

As semanas haviam passado corridas. Regina e eu passamos maior parte do tempo pesquisando sobre qualquer gráfica que pudéssemos terceirizar para fazer as impressões das revistas, pois assim ficaria mais barato de início para nós, e eu me joguei de cabeça no curso de arqueologia. Havia conversado com Gold sobre a ideia da nossa revista, e ele foi um ótimo amigo, e péssimo concorrente, dando-me várias dicas de publicação e de público.

Com meu tanto de viagens passadas, eu havia conseguido uma boa sociedade com empresas aéreas, o que me dava um desconto enorme em passagens para qualquer lugar, e isso ajudava mais a economizar. E a hospedagem nos lugares, dependia dos contatos que eu tinha adquirido com os anos.

Hoje faziam três semanas desde que havíamos iniciado com a correria sobre a revista. Regina estava numa alegria só, e vê-la assim era o que me estimulava a seguir bem com os meus dias. Henry estava crescendo e entrando cada vez mais na adolescência, e isso estava deixando a morena louca, mas aos poucos ela estava acostumando com o novo ritmo do garoto.

Eram apenas dez da manhã e estávamos na sala de TV, assistindo o novo Reality Show preferido de Regina: KeepingUpwiththeKardashians.

Sim, esse programa era viciante!

—O Scott é um imbecil, não acha? — A morena perguntou.

—A Kourtney não merece estar com ele.

—Amor, se a revista não der certo, nós podemos fazer um Reality Show da nossa vida? Ela tem drama o suficiente, na minha opinião...

—Que isso, Regina! Já tem muito tempo que não rola um drama, e está ótimo assim.

Meu celular começou a fazer um escândalo na mesa de centro.

—Dê um jeito nesse celular, Swan. E vá atender ele longe daqui, pois quero ouvir a briga do Scott e da Kourtney.

Fiz o que a morena pediu, e fui para o quarto atender.

—Emma Swan.

Emma?— Uma voz conhecida, com sotaque francês. — É Thierry, como está minha amiga?

—Thierry! Quanto tempo, amigo. Vou bem, e você? Como está a família?

—Estou bem e a família segue bem, também.

—Do que você precisa?

—Estive em contato com o Gold e ele me disse que você está procurando histórias para sua nova revista, huh? Eu tenho uma boa história... Já ouviu falar na Pedra Filosofal?

—Pedra Filosofal, de Nicolas flamel? Tipo a de Harry Potter?

Sim. Dizem que realmente existe e que ao morrer, Nicolas a escondeu e deixou pistas que até hoje ninguém conseguiu decifrar. Seria uma aventura e tanto, Swan. E eu te conheço bem... Acheiquegostaria desse empurrãozinho. Qualquer coisa, caso decida se aventurar, me ligue!

—Muito obrigada Thierry. — Após uma breve despedida, desliguei o celular e retornei a sala de TV.

Regina havia acabado de ir para a cozinha e começado a mexer nas panelas.

—Amor? — Chamei. — Já leu Harry Potter?

—Como é? Não, apenas assisti a alguns filmes com Henry.

—Sabe a Pedra Filosofal?

—Aquela que tem o elixir da vida eterna?

—Essa mesma... você sabia que existe? — Ela gargalhou.

—Emma, você comeu algo estragado? Está alucinando, babe.

—Regina, um amigo meu, francês, ligou-me agora fazendo uma proposta que seria incrível para a primeira edição da revista...

—Que seria procurar essa Pedra fictícia?

—Sim.

—E você está com a ideia de ir na cabeça?

—Você me conhece, amor... — Tentava segurar o sorriso animado, mas era inevitável.

—Não, Swan.

—Se você quer que essa revista dê certo, tem que começar a se arriscar, Regina.

Ela se remexia no lugar, inquieta e parecia nervosa. Respirou fundo algumas vezes antes de me encarar com aquele olhar de rainha má que só ela sabia dar.

—Quando vamos?

[...]

5 dias depois.

Aeroporto de Paris-Charles de Gaulle – Paris.

A delicada Paris... Conhecida como a cidade do amor e onde se deu a origem dos maiores movimentos artísticos. Estava feliz em voltar.

Regina não.

Henry havia entrado de férias e teve a grande ideia de viajar conosco. E eu, como boa mãe louca, aceitei. Seria bom para o garoto, já que ele gostava dessas aventuras. Mas Regina não gostou nada.

"Emma, se você matar meu filho, eu te esquartejo com as próprias mãos."

"Eu vou arrancar fora o seu coração Emma Swan."

"Não quero meu filho metido com suas viagens loucas, Emma Swan!"

Foram as frases que eu mais ouvi durante a viagem. Estávamos na cidade do amor, e ela não tinha amor nenhum por mim.

Seguimos para a casa que meu amigo havia conseguido para nós na rua Turgot.

Thierry Burnier, era um grande amigo e um historiador que adorava se meter em aventuras loucas comigo. Havia o conhecido na minha viagem até o Irã, onde analisamos alguns tesouros que haviam sido recém escavados.

Bonjour,monamie. — Thierry me abraçou com saudade.

(Bom dia, minha amiga)

Bonjour, Thierry. Commentçava? — Meu francês se mantinha perfeito.

(Bom dia, Thierry. Como vai?)

Trésbien, Emma... — Olhou com curiosidade para Regina e Henry. — Quisont-ils?

(Muito bem, Emma... Quem são eles?)

—Essa é Regina, minha namorada. — Voltei a falar em inglês para que Regina e Henry também entendessem. — E esse é nosso filho, Henry.

—Ah que prazer conhecê-los. — Ele apertou a mão dos dois e balançou freneticamente.

Thierry era um cara meio agitado. Parecia que só vivia à base de energéticos e café, mas esse era o normal dele. Era baixinho, rechonchudo e careca. Mas era um cara elegante e cheiroso, apesar da fama dos franceses.

—Aqui está a chave da casa. — Entregou a mim um chaveiro com duas chaves apenas. — Tem uma copia dela, caso precisem. Pela noite eu gostaria de jantar com vocês para tratarmos sobre a pedra. Pode ser às 19h no LesPetitsPlats d'Emile, na Jean-Jacques Rousseau?

—Claro, amigo. Nos encontramos lá então.

Nos despedimos brevemente e entramos na casa para desfazer as malas.

A casa era humilde e pequena, mas muito bela e confortável. Tinham dois andares, no primeiro andar ficavam a sala, cozinha e um lavabo. No segundo ficavam dois quartos e um banheiro.

Olhei para Regina e Henry, para tentar identificar algo na expressão deles, que mostrasse se havia os agradado. O garoto estava só sorrisos, e parecia ter adorado. Já a morena...

—O que achou da casa, Regina? Se não estiver confortável, posso pesquisar algum hotel para ficarmos...

—Não, está ótimo aqui. Eu gostei.

—Então por que essa cara?

Ela suspirou.

—E se eu atrasar você, e não for boa o bastante para aventuras. Eu sou metódica e certinha, qualquer um que perguntar o que eu fiz aqui, vai rir de mim quando eu disser que vim em busca da Pedra Filosofal.

—Ei, não diz assim. Você com o tempo vai acostumar. Se anime, vamos lá!

—Tudo bem... — Ela começou a desferir tapas no meu ombro. — E você nunca mais vai inventar de trazer o Henry.

—Ai, tá bem! Desculpa.

[...]

RestaurantLesPetitsPlats d'EmileRueJean-Jacques Rousseau — Paris.

Ao chegar ao restaurante, logo avistamos Thierry. Ele estava em uma mesa externa, mais privada.

—Bonsoir. Sentir, s'ilvousplaît.

(Boa noite. Sentem-se, por favor)

Nos sentamos já ouvindo o homenzinho tagarelar agitado.

—Por onde começaremos amanhã, Emma?

—Vamos começar pelo túmulo de Flamel e da esposa. Dizem que nunca encontraram os corpos, só as roupas, é verdade?

—Sim, sim. Após a morte deles, os corpos desapareceram dos túmulos.

—Qual é a real história da pedra? — Perguntou Henry. — Eu só conheço a que li em Harry Potter.

—É basicamente a mesma história, garoto. — Respondi. — A pedra foi produzida por Nicolas Flamel, lá pelo século quinze. Antes disso já existiam relatos sobre a pedra, inclusive na bíblia. Os alquimistas sempre buscavam reproduzi-la, mas ao que dizem, só Nicolas conseguiu.

—Flamel foi trabalhar em Paris como escrivão e em 1364 se casou com Perrenelle. Conseguiu ganhar uma grana e passou a se dedicar ao estudo da alquimia. Nicolas e sua esposa eram católicos devotos e com o passar do tempo se tornaram conhecidos pela riqueza e pela filantropia que realizavam, assim como as múltiplas interpretações que davam à alquimia da época. — Completou Thierry.

—Segundo a lenda, em torno de 1370, Flamel encontrou um antigo livro que tinha textos intercalados com desenhos enigmáticos, aparentando hieróglifos. — Continuei. — Assim, ele passou sua vida na guarda desse livro estudando-o, e mesmo depois de muito estudá-lo, Flamel não conseguiu entender do que se tratava. Ele encontrou um sábio judeu em uma estrada em Santiago, na Espanha, que fez a tradução do livro, que se tratava de cabala e alquimia, possuindo a fórmula para a pedra filosofal. Flamel, a partir de 1380, começou a se dedicar à alquimia prática. Conta-se, que ele conseguiu produzir ouro em torno de 1382 e depois finalmente a transmutação em ouro. Cerca de dez anos mais tarde do início dos experimentos, começou a realizar um grande número de obras de caridade como a construção de hospitais, igrejas, abrigos e cemitérios e os decorar com pinturas e esculturas contendo símbolos alquímicos e muito ouro.

-No entanto... — Thierry. — Dizem que ambos, Flamel e Perrenelle, não morreram e que em suas tumbas foram encontradas apenas suas roupas em lugar de seus corpos, eles teriam vivido graças ao elixir da longa vida, ao qual, Flamel também teria fabricado. Ele deixou um testamento escrito a seu sobrinho, que revelava os segredos que descobrira sobre a alquimia. O documento original foi escrito de próprio punho por Nicolas Flamel em um alfabeto codificado e criptografado que consistia em 96 letras. Um escrivão Parisiense chamado Father Pernetti o copiou e um Senhor de Saint Marc pode finalmente quebrar o código em 1758.

—Os bens deste casal eram constituídos por muitos terrenos e prédios urbanos de rendimento, e Nicolas revestiu todas as suas edificações com hieróglifos em vários locais de Paris. — Pontuei. — Pode ser que nesses hieróglifos nós possamos encontrar pistas para achar a pedra.

—E em que língua está esses hieróglifos? — Regina perguntou.

Reparei que a morena tinha um caderninho de anotações e um gravador em mãos. Ela estava tentando guardar o máximo de informações para escrever a matéria, posteriormente.

—A maioria em símbolos da alquimia, cabala, latim, hebraico... línguas arcaicas. — Respondi.

—E quem de vocês dois sabem ler arcaico?

—Infelizmente, nenhum de nós. Felizmente, conheço alguém que sabe. — Olhei para a morena com um sorriso.

Ela era tão linda...

Seus olhos castanhos por baixo dos grandes cílios pretos e das lentes de seu óculos de leitura. Descendo mais um pouco, podia-se ver o perfeito formato de seu nariz em harmonia com o resto do rosto, e sua boca perfeitamente rosada logo abaixo. Seus cabelos, agora curtos e soltos, caindo pelo pescoço, contrastando com a cor de sua pele. Ela usava uma roupa leve essa noite. Nada comparado ao costumeiro estilo formal dela. Um vestido preto, curto e moldado ao corpo, coberto por uma jaqueta jeans com mangas em couro preto. Nos pés, apenas um Vans preto.

Acho que perdi bons minutos a encarando com tanta admiração, que mal percebi quando meu amigo despediu-se e foi embora.

—Emma? — Henry estalou os dedos em minha frente. — Acorda!

—Oi? O que foi?

—Vamos ir ver a Torre Eiffel?

—Claro, garoto. — Olhei novamente para Regina, que me olhava intensamente — Vamos?

—Vamos. — Ela concordou com um sorrisinho carinhoso.

Pegamos um Táxi em frente ao restaurante e seguimos para a torre.

Era um lugar mágico. Não havia outra palavra que expressasse melhor. As luzes amareladas inundando o monumento, praticamente embriagavam nossa visão. Era algo tão hipnótico e surreal, que custávamos a acreditar que qualquer ser humano tenha o feito.

Ficamos um pouco mais no local, e depois voltamos para casa. Ao chegar lá, Henry foi para seu quarto dormir, alegando que estava exausto da viagem.

Apesar da viagem ter sido cansativa, eu estava tão ansiosa com tudo que resolvi ficar acordada mais um tempo para estudar o roteiro por onde iríamos começar a procurar as pistas.

Sentei-me na cama com todos os mapas e papéis que continham informações sobre Nicolas Flamel. Comecei a traçar quais seriam as construções mais óbvias a ter qualquer pista para encontrar o objeto.

A casa de Flamel;

O Cimitiére de Saint Nicolas-de-Champs;

A capela do Hospital Saint-Gervais;

O túmulo de Nicolas Flamel e sua esposa.

Ouvi a porta do quarto fechar, e a morena entrar com uma toalha nas mãos.

—Descobriu algo? — Sentou-se ao meu lado.

—Não, estou só traçando rotas para não ficarmos como baratas tontas rodando a Paris inteira. — Mostrei os locais e as ordens. — Acha que devo mudar algo?

—Não, havia pensado nesse roteiro, exatamente assim. — Assenti e comecei a arrumar toda a papelada espalhada. — Você já quer ir se deitar?

[PLAY] StrangersHalsey.

—Antes pensei em tomarmos um banho... o que acha?

—Acho uma ótima ideia. Pode ir primeiro. — Encarou-me com aquele olhar que me deixava de quatro, e me dominava por inteira.

—Você não entendeu, Swan. — Sua voz estava mais rouca que o normal, e levemente provocativa. — NÓS vamos tomar banho...

Soltou a toalha que segurava e começou a se despir sensualmente, ficando apenas com uma lingerie de renda, minúscula, na cor preta.

Caminhou imponente até o banheiro, dando-me total visão de sua bunda generosa. Antes de sumir completamente pela porta, deu um sorriso malicioso em minha direção, só reafirmando do que era capaz.

—Porra... — Murmurei para mim mesma, despindo-me com pressa.

"Devo ter passado dos limites, devo ter enlouquecido"

Notas finais
Sou ruim mesmo, pulei o hot. Agora que sabemos um pouco mais sobre a história de Flamel, já dá para ter alguma ideia do que vem pela frente? Quais as teorias que vocês tem para o próximo capítulo? Beijos!!