Notas iniciais
Voltei com mais um capítulo!! Gostaria de agradecer a todos que estão acompanhando. Não deixem de comentar pois são os comentários que me motivam a escrever. Peço que ouçam a música "Say the Word - FARRO" durante a viagem delas. As músicas que eu coloco aqui sempre tem um papel importante no capítulo, pois aflora as sensações. Como se o capítulo ficasse palpável. Não deixem de ouvir! Boa leitura.

—Emma-

Bergen Airport— 02 de Fevereiro – Noruega.

O carrinho de bagagem estava lotado, eu mal conseguia empurrá-lo.

—Regina, precisava disso tudo?

—Querida, eu ainda sou uma referência em moda.

—Mas a gente vai... — Ela me interrompeu.

—Sem "mas", Emma. — Ela olhou-me com uma sobrancelha arqueada. — Você precisa rever seus conceitos de moda querida.

—Minhas roupas estão adequadas a minha rotina de trabalho.

—Mamãe, nós vamos nos aventurar! Essa saia lápis não combina com aventura. — Henry riu.

—Que aventura? Irei ficar no hotel.

—Regina, que hotel?

—O hotel onde vamos ficar... — A olhei com um sorriso divertido no rosto. — OH! Não me diga que...

—Nós vamos fazer uma longa trilha, e teremos que acampar no caminho.

—EMMA SWAN, LEVE-ME PARA CASA AGORA! — A morena deu meia volta e insinuou que iria até o setor de embarque para retornar a NY.

Dei uma corridinha até alcançá-la e segurei seu braço.

—Ei, Regina... — Ela olhou-me nos olhos, furiosa. — Você precisa abrir a mente para isso, meu amor. Prometo que vai valer a pena no final.

Ela ficou um tempo em silêncio, sem desviar o olhar. Suas feições foram suavizando.

—Ok. Eu vou. — Achei que seria mais difícil.

Saímos do aeroporto e eu comecei a tirar as malas de Regina do carrinho. Só as malas da morena ocuparam todo o carrinho. Henry e eu nos contentávamos apenas com mochilas de mochileiro.

—Meu deus, como vamos carregar isso tudo durante a jornada? — Henry me perguntou.

—Vamos fingir que esquecemos aqui. — Dei a opção.

—Emma! — Ele riu. — E se a gente aproveitar que ela está distraída e colocássemos algumas roupas dela dentro da sua mochila extra e doar o resto para algum morador de rua por aqui.

—Aqui é a Noruega, Henry. Não tem moradores de rua. — Olhei a morena que gritava no telefone alguma coisa sobre o trabalho. — Mas podemos usar sua ideia garoto.

Peguei a mochila extra e tirei de algumas de suas malas as roupas que eu julguei serem mais apropriadas para o tipo de viagem, colocando-as dentro da mochila. Peguei os objetos pessoais que julguei serem de maior valor e os coloquei dentro, também. Paguei a um rapaz que trabalhava no aeroporto para que enviasse as malas de volta a New York e ele o fez.

Regina nem mesmo reparou a movimentação. Mentalmente agradeci, a quem quer que seja, que discutia com ela ao telefone.

A morena enfim desligou e só então reparou o sumiço de suas malas.

—Emma, onde estão minhas malas?

—Mandamos de volta para NY. — Joguei a mochila nos braços dela. — Pegamos somente o necessário.

—Eu não posso acreditar! Estou me arrependendo de ter topado esta loucura!

—Calma reclamona, já disse que vai valer a pena. Vamos.

Botamos as mochilas nas costas e seguimos até chegar á rodovia principal.

—Veja, vamos pegar uma carona naquele caminhão. — Apontei empolgada.

Fui até um caminhão de frutas que estava parado no acostamento, sendo seguida por Henry e Regina.

—Nós não precisamos ir de carona nessa lata velha, Emma! Você ganha muito dinheiro que eu sei, tem dinheiro para alugar um carro.

—Regina, maior parte do trajeto será à pé. Vamos pegar carona até um local próximo. — Ela estava prestes a falar algo em oposição, mas a impedi. — Vamos combinar uma coisa? Você para de reclamar de tudo e tenta curtir um pouco... confia em mim, por favor?

Ela finalmente pareceu ceder e relaxo.

—Tudo bem, mas é melhor que não ponha meu filho e eu em risco, está ouvindo bem Swan?

—Prometo. — Dei o meu mindinho insinuando que devíamos fazer promessa de dedinho.

—Quantos anos você tem mesmo? — A morena revirou os olhos mas juntou seu mindinho ao meu.

—Diz que promete!

—Prometo!

—Ótimo.

Fui até o senhor que vendia as frutas e perguntei e perguntei se ele poderia nos dar uma carona até o heliporto mais próximo, torcendo para que o homem entendesse minha língua. Para minha sorte ele falava inglês perfeitamente, e topou nos levar.

—Venha garoto. — Chamei o menino, que correu até mim.

Peguei-o no colo e o coloquei dentro da caçamba do caminhão. Regina se aproximou e me entregou sai mochila. Joguei-a lá dentro e a ajudei a subir, a seguindo.

[...]

Chegamos ao heliporto, e fui logo falar com um rapaz que havia entrado em contato um dia antes da viagem.

—Emma Swan? — Ele sorriu e estendeu a mão para mim. — Sou Edward. Vou levá-los até Jotunheimen National Park.

—Prazer! — Apertei sua mão. — Estes são Regina e Henry, meu pequeno aventureiro.

O homem acenou para eles com um simpático sorriso.

—Vamos! Subam no helicóptero.

Henry correu até o nosso meio de transporte. Regina caminhou lentamente até lá, e olhou-me feroz quando passou por mim.

—Só porque prometi não falar mais nada. — Confesso que esse tipo de atitude da morena me excitou, de certa forma.

Sorri de canto e subi no helicóptero.

[...]

—Regina-

Eu estava completamente encantada com a vista que estávamos tendo do alto. O piloto do helicóptero havia deixado Henry sentar-se no banco da frente, dizendo que ele iria ser seu copiloto. Olhei para Emma com um sorriso bobo. Ela sorriu de volta e levou sua câmera até a linha de seus olhos e tirou uma foto minha.

—Linda, como a primeira vez que a vi.

—Não seja boba. — Senti meu rosto corar.

—Acho incrível que a gente ainda não tenha transado. — Ela falou num tom que somente eu ouvi.

—EMMA! — Corei mais ainda. — O quão metida você é para achar que é tão irresistível assim?

—Não, não nesse sentido. Quis dizer que... geralmente só quero transar com as pessoas, e se demora muito eu acabo enjoando delas, mas com você é diferente.

—Então você não quer transar comigo? — Fingi-me de ofendida.

—Não, Regina... nada disso! Eu estou dizendo que a cada dia eu fico mais apaixonada por você. Mesmo com esse seu jeito mandão e elegante.

Não evitei sorrir com o que a loira havia acabado de dizer.

—Bom saber, Swan. -Voltei minha atenção, novamente, para a janela, mas ouvi o disparo de sua câmera para mim.

Acabei esquecendo de todas a regalias e estava verdadeiramente feliz com aquilo tudo. Eu iria sim me esforçar para continuar a aventura junto com Emma e Henry, menos chata.

O helicóptero pousou em uma área rochosa cercada de montanhas. A vegetação era rasteira e quase seca. O pouco verde que existia, eram os musgos nas pedras. O resto da paisagem se contrastava em tons terrosos, cinza e o azul do céu e dos lagos. Era maravilhoso. O ar era puro. Nenhuma sensação que eu estava sentindo agora, eu havia sentido antes.

Emma desceu do helicóptero com Henry no colo.

—Você sentiu, não é? — Ela me perguntou.

—O que exatamente eu senti?

—Eu não sei se isso tem um nome. Mas é uma sentimento que eu nunca sinto até pisar nesses lugares. É como se um peso saísse de mim. É como se minhas energias se misturassem a do lugar. Nada mais vale tão a pena do que estar aqui. — Ela olhou-me com os olhos esmeraldas cheios de um brilho que eu jamais vira.

—Nada mais. — Concordei.

—Porém... depois que eu encontrei vocês, percebi que em minhas viagens sempre estavam faltando algo. Esse sentimento... — Ela gesticulou para tentar demonstrar o sentimento. — não era mais o mesmo. Tinha sempre um pedaço dele em vocês, onde quer que vocês estivessem.

Pude sentir a verdade nos olhos dela, e o que ela havia sentido em cada palavra.

—Eu entendo agora porque é tão difícil para você deixar seu emprego.

—Agora com vocês aqui... tudo o que eu mais desejo é poder fazer isso todas os dias da minha vida ao lado de vocês. — Ela sorriu emocionada e abraçou Henry de lado. -Meu garoto... — Ela beijou o topo da cabeça de Henry como se tudo dependesse daquilo.

Percebi as lágrimas caindo de meus olhos e virei de costas para que nenhum dos dois reparassem. Por mais que eu tivesse certeza de que eu amo Emma Swan, ainda precisava manter minha pose de imponência.

—Bom.. — Emma limpou as lágrimas que desciam pelo rosto dela. — Vamos segui? Regina, sugiro que você coloque as roupas que estão em sua mochila antes de começarmos a trilha.

Emma e Henry viraram de costas para que eu me trocasse. Abri a mochila e vi que havia apenas uma calça de moletom cinza que eu usava para dormir no frio, uma camiseta branca, algumas calçinhas, uma casaco de couro preto e um par de tênis de corrida.

"Deus queira que minhas roupas da Channel estejam sãs e salvas." Pensei comigo.

Comecei a tirar minhas roupas elegantes e vestir as roupas despojadas. Reparei que Swan, volta e meia, tentava espiar com um sorriso sapeca no rosto. Com o intuito de provocá-la, comecei a me despir sensualmente. Pude ver o suor nervoso escorrendo pela testa da loira. Ri baixo e terminei de me trocar.

—Vamo! — Disse animada.

—Nossa, essa Regina está totalmente incrível. — Emma sorria.

—Você tá parecendo uma aventureira mesmo mãe!

—Vamos!- Emma puxou o garoto, e iniciamos a caminhada.

[...]

—8 horas depois-

Já estava ficando muito frio e estava anoitecendo. Caminhamos por longos quilômetros e eu estava exausta. Emma resolveu parar e começar armar acampamento. A loira, apesar do frio, suava muito pelo esforço que estava fazendo o dia todo.

—Preciso procurar água potável. A nossa está acabando. Enquanto isso... — Ela tirou latas de comida da mochila e jogou para Henry. — Quero que você e sua mãe esquentem essa comida para comermos.

Assentimos e a loira se afastou pela escuridão apenas com uma lanterna e um canivete pequeno.

Coloquei as comidas que haviam dentro das latas, dentro de uma vasilha de alumínio, e coloquei no fogo para esquentar. Estava um tanto nervosa em ficar afastada de Emma nessa escuridão. O barulho da vida selvagem era ensurdecedor. Comecei a imaginar os inúmeros animais exóticos que existiam nesse lugar.

—Emma está demorando, não acha, filho?

—Ela acabou de sair mãe... o lago deve estar longe.

A cada som meu desespero aumentava. Eram barulhinhos de galhos estalando, sibila de cobras, uivo de lobos e chirrear de corujas. Era completamente assustador.

—Henry, esse lugar é perigoso de noite. -Henry arqueou as sobrancelhas se divertido.

—Mamãe você está com medo?

—Claro que não, Henry. — Tentei manter a pose.

Ouvi um uivo próximo a nós. Agarrei Henry, porque eu poderia morrer, mas ninguém fará nada ao meu filho.

—Henry vamos entrar na barraca. — Puxei meu filho para dentro e fechei o zíper da barraca.

Os uivos ficaram mais próximos e havia uma movimentação estranha do lado de fora. De repente a barraca começou a balançar muito junto com um rugido. Só ai percebi que tudo se tratava de uma brincadeira de Emma. A loira abriu o zíper da barraca e colocou a cabeça para dentro soltando uma gargalhada.

—EMMA! — Taquei o travesseiro nela.

—Olha se não é a senhorita Mills morta de medo. — Ela brincou. — Vamos comer, a comida já está quente e achei água para ferver.

Saímos da barraca sendo caçoada por Henry.

[...]

Tive que aguentar as piadas dos dois durante a noite toda. Já era tarde e eu me virava em meu saco de dormir. Henry e eu estávamos dividindo uma barraca, enquanto Emma, estava em outra.

Resolvi sair e ver se Emma ainda estava acordada. Rastejei pela minha barraca até sair, sem que Henry acordasse. Abri o zíper da barraca da loira, que estava de frente para a nossa e pude vê-la dormindo como um anjo. Ela parecia muito confortável naquele chão duro e irregular.

—Emma... — Chamei baixinho.

—Hmmm. — Ela gemeu.

Respirei fundo.

"Dorminhoca" pensei.

Deitei ao lado da loira e me aconcheguei. Virei de forma que ficasse de frente para a loira, e fiquei a observando dormir. Ela remexeu-se um pouco e abriu os olhos, cruzando seu olhar com o meu. Aqueles olhos esmeralda seriam minha perdição. Senti seu lábio colar no meu com vontade.

—Ainda com medo? — Ela disse ao terminar o beijo.

—Não. Só não consegui dormir.

—Fecha os olhos. — Obedeci.

Senti seus lábios tocarem meu nariz, depois minha testa e assim minha boca. Esse gesto de carinho me fez sentir tão em casa e tão relaxada que não demorou muito e senti o sono pesar em mim.

Notas finais
Fofa ou não essas duas? Bom, para os próximos capítulos vocês vão começar a conhecer mais profundamente a pessoa por trás da imponente Regina! (segura esse spoiler). Lembrando que tem o grupo no whatsapp que eu sempre dou spoiler por la. Só mandar seu número que eu coloco. Comentem! Agora a demora do capítulo vai depender da quantidade de comentários. É duro escrever algo ocm tanto carinho e não receber nem um agradozinho ne non? Então comentem!