Hiding a Secret
12 Capítulo 11 – Quem é o meu pai?
Notas iniciais
Assim que cheguei na casa da minha mãe eu estava tão elétrica devido a minha conversa com Stefan que tive que ir até a cozinha preparar uma caneca de leite quente para mim. Fiquei andando em círculos pelo local pensando em tudo que tinha acontecido, não consegui ler a expressão do meu antigo melhor amigo quando contei a ele sobre o Adrian, será que está desconfiando de alguma coisa?
Talvez seja melhor eu não ir ao almoço amanha, assim evita possíveis problemas para mm... Claro que se eu não aparecer lá, Elena me mata, então acho que não tenho muita escolha quanto a isso. O jeito é ir e encarar as possíveis consequências.
– Filha? — me virei a tempo de encontrar a minha mãe, ela estava de pijama e com um robe por cima – Eu vim aqui beber água, você acabou de chegar?
– Cheguei há alguns minutos – respondi – Estava sem sono e decidi ficar um pouco mais aqui.
– Certo! — colocou água em um copo e se sentou em uma das cadeiras do local – E como é que foi a reunião de turma?
– Divertida! — dei de ombros, tentando parecer indiferente – Foi divertido rever todo mundo do Ensino Médio, acho que não tinha ideia do quanto sentia saudades daquela época, até agora.
– O Ensino Médio é mesmo uma das melhores épocas da nossa vida – observou.
– E a Elena me convidou para ir almoçar na casa dos pais dela amanhã – decidi comentar – Junto com o Adrian, é claro.
– Parece divertido – comentou – Assim o Adrian sai e se diverte um pouco. Os filhos da Elena e do Damon vão estar lá também não é?
– Sim, vão estar lá – afirmei – E o Stefan vai estar lá também, junto com a namorada, é claro.
– Os quatro amigos inseparáveis de Mystic Falls reunidos novamente – riu – Parece que vai ser um almoço bem animada.
Gostaria de contar a ela todos os meus medos em relação a amanhã, mas não posso fazer isso sem contar o porquê disso. Escondi da minha mãe por quase dez anos quem era o verdadeiro pai do meu filho e não vai ser agora que vou mudar isso.
– Vai ser mesmo bem animado – concordei enquanto encarava os meus pés.
– Bom, acho que vou voltar a dormir – levantou-se enquanto bocejava – Você vem também ou vai ficar mais um pouco aqui em baixo?
– Pode ir, eu já vou deitar também – respondi.
Esperei que ela saísse da cozinha e terminei de tomar o leite que estava na caneca e fui até a pia lavá-la. Depois disso, fui para o meu quarto, troquei de roupa, tirei a maquiagem e me deitei, por sorte, não demorou muito para eu cair na inconsciência.
Estava sentada em uma mesa de um restaurante que se parecia muito com o Mystic Grill. Não sabia exatamente o que estava fazendo ali, até que vi Stefan se aproximando, ele estava junto com o Adrian e os dois conversavam animadamente, não sei porque, mas isso fez o meu coração gelar.
– Oi, Caroline... — seu tom de voz era frio. Enquanto isso, meu filho apenas me olhou de cima a baixo, o que tornava tudo ainda mais estranho.
– Oi! — dei um fraco sorriso para eles – O que vocês estão fazendo de interessante por aqui.
– Eu e Adrian estávamos apenas conversando e descobrindo algumas coisas em comum – colocou o braço em volta dos ombros dele, o abraçando – Eu já descobri que ele é meu filho.
– Olha, Stefan... — comecei a explicar – Sei que isso parece uma coisa ruim, mas, por favor, ouça os meus motivos.
– Não tem explicação para o que você fez, Caroline, você impediu meu filho de conviver comigo por todos esses anos – elevou um pouco a voz – Isso foi a pior coisa que você poderia ter feito na vida e o Adrian concorda comigo.
– Verdade, e você é a pior mãe do mundo por ter feito isso comigo – ele estava totalmente decepcionado comigo, era tudo que eu não queria – Por isso estou indo morar com o meu pai.
– O que? — fui tudo que eu consegui dizer antes que eles se afastassem – Esperem, vocês nem me deixaram explicar o que foi que aconteceu...
Mas já era tarde demais, eu não podia ver nem o Stefan nem o Adrian. Eu estava sozinha, mais uma vez, e agora parecia ser para sempre.
Acordei totalmente assustada, sentei na cama e olhei pela janela, verificando que já estava claro do lado de fora. Por sorte, tinha sido apenas um sonho, muito ruim, tenho que admitir, mesmo assim, só um sonho.
Ainda estava com um pouco de sono, mesmo assim, decidi me levantar e ir tomar café da manhã no andar debaixo. Minha mãe e Adrian já estavam na cozinha e seus pratos já estavam vazios.
– Bom dia! — peguei uma xícara e coloquei um pouco de café, depois peguei duas fatias de pão e as coloquei na torradeira.
– Parece que tem alguém com sono ainda – ela comentou, de repente.
– Sendo sincera, não dormi o suficiente – admiti – Mas não quero voltar a dormir agora, então decidi levar mesmo.
Foi tudo que eu disse, sem entrar em detalhes a respeito do que eu sonhei. Quando coloquei as torradas no meu prato e coloquei um pouco de geleia, decidi me sentar ao lado de Adrian.
– Mãe, você se importa se eu me levantar agora? — ele quis saber – É que eu tenho uma outra coisa para fazer agora.
– Tudo bem, meu filho, pode ir – disse, na mesma hora – Mas será que eu posso saber qual é essa coisa que você precisa fazer ou vai ficar de segredos comigo?
– Eu estou olhando o seu anuário da escola de quando se formou no Ensino Médio – explicou – Quero ver se descubro quem é o meu pai.
Antes que eu pudesse dizer qualquer outra coisa, ele já tinha saído do cômodo. Foi então que me virei para a minha mãe, que apenas deu de ombros.
– Ontem a noite, quando estávamos aqui comendo pizza, o Adrian me perguntou se eu saiba que era o pai biológico dele – explicou – Fui sincera e disse que você nunca me contou quem era, então ele disse que sabia que era alguém daqui de Mystic Falls, do colégio e me pediu para ver algumas fotos daquela época, não tive como eu dizer não.
É claro que Adrian sempre soube que Jesse não era o seu pai verdadeiro, nunca escondemos isso. Até porque ele começaria a desconfiar quando percebesse que os dois não era parecidos, ou quando aprendesse a ler e pegasse a sua certidão de nascimento e verificasse que só o meu nome estava lá.
– Apesar disso, ele nunca quis saber nem mesmo o nome do pai verdadeiro, dizia já tinha o Jesse na sua vida e isso era o suficiente. Bom, pelo menos até agora.
– Olha, Caroline, eu sei que eu nunca te forcei a isso, mas confesso que sempre pensei nisso – comentou, em seguida – Será que você está pronta para em contar quem é o pai do Adrian.
Então era isso, a verdade estava para ser relevada. Elena já tinha me dito que essa situação iria acontecer uma hora ou outra, mas não sabia se estava realmente preparada para isso, mas como eu nunca vou mesmo estar, é melhor fazer isso de uma vez por todas.
– Acho que você já sabe quem é – respondi – Ou, pelo menos, desconfia de quem pode ser.
– É o Stefan não é mesmo? — tudo que eu fiz foi balançar a cabeça afirmativamente em resposta.
Pronto, agora não tinha mais nenhum tipo de segredo em relação a isso. Mesmo assim, não conseguia deixar de encarar o tampo da mesa.
– Quando você me contou que estava grávida, pensei que o filho fosse do Tyler, afinal, vocês namoraram durante tanto tempo, mesmo tendo terminado algum tempo antes da formatura – explicou – Mas quando o Adrian nasceu, eu vi o Stefan, perfeitamente, nele. E isso também explicava o porquê de você nunca mais ter falado com ele desde aquela época.
– Tive meus motivos para isso... — começo a desconfiar de que essa frase é mais para me convencer de que minha atitude foi a mais correto do que para qualquer outra coisa.
– Só não entendo uma coisa, como foi que você e o Stefan acabaram tendo um filho – quis saber – Quero dizer, vocês sempre disseram que eram apenas amigos e coisa tal. Pelo jeito estavam mentindo sobre isso, então.
– Não estava mentindo – garanti – Foi apenas uma vez. A noite mais louca e mais importante da minha vida, afinal, foi ela que me trouxe o Adrian.
Minha mãe me deu um sorriso na minha direção e eu retribui.
– E por isso você está com medo de ir para o almoço na casa dos pais da Elena – aquilo não foi uma pergunta – Está com medo de que o Stefan veja o Adrian e desconfie de alguma coisa.
– Exatamente – não tinha mais porque eu mentir para ela, já tinha começado a contar a verdade mesmo, então eu ia continuar – Ontem a noite a Lena fez um comentário sobre o Adrian e eu percebi o olhar do Stefan. Ele não tem certeza, mas sabe que existe uma possibilidade.
– Vamos falar sério agora, minha filha – pediu – Qual o seu maior medo neles saberem de toda a verdade?
– Que tento o Stefan quanto o Adrian fique com raiva de mim por ter escondido algo tão importante deles – respondi sem nem pensar duas vezes – Acho que não poderia suportar isso.
– Você quer saber a minha opinião sobre isso? — afirmei com a cabeça – Você e o Stefan são a amigo a tanto tempo, lembro de vocês dois e da Elena correndo pelas rua de Mystic Falls, e, durante as férias de verão, eu só te via de manhã e na hora de dormir. Sempre achei que vocês dois iam ficar juntos, ainda mais depois que a Elena e o Damon começaram a namorar e agora, sabendo que vocês dois tiveram um filho tenho mais certeza ainda.
– Sabe que é impossível que aconteça mais alguma coisa entre nós dois, não é? — lembrei – Ele está namorando, o nome dela é Katherine, ou alguma coisa parecida.
– Talvez vocês não fiquem mais juntos – deu de ombros – Mas a linda amizade de vocês continua e ele não iria destruir isso por causa de uma bobagem.
Ela colocou a mão sob a minha, ela estava tentando me tranquilizar e isso era muito bom.
– E quanto ao Adrian, ele é seu filho – completou – Vai entender o seu lado de qualquer forma.
– Acho que tem razão é bobagem eu ficar com medo – disse – Mas antes de irmos para a casa dos pais da Elena, eu preciso conversar uma coisa com o Adrian.
Ela concordou, então eu terminei o meu café da manhã e subi as escadas em direção ao quarto em que meu filho estava dormindo. Ele estava sentado na ponta da cama e com o meu anuário aberto no colo, quando me aproximei vi era uma página que tina uma foto do Tyler me abraçando e beijando o meu rosto no baile do dia dos namorados.
– Ele é o meu pai? — já foi perguntando logo, de maneira direta e sem me dar nenhum tipo de preparação.
– Não, Adrian, o Tyler não é o seu pai – respondi enquanto me sentava ao seu lado – Nós dois namoramos por um bom tempo, mas terminamos alguns meses antes de eu ficar grávida.
– Tem uma garota na minha sala do colégio, o nome dela é Juliet, ela é igual a mim, os pais dela também não estava juntos quando ela nasceu e nunca quiseram ficar juntos também – ainda estava com o olhar fixo na foto – Mas, pelo menos, ela conhece o pai biológico.
– E por causa disso que você quer tanto conhecer o seu pai? — quis saber – Já que você nunca teve interesse antes.
– Não é exatamente por isso – deu de ombros – Não pensa que eu estou sendo egoísta ou mimado, tenho um pai e sou muito feliz por isso. Mas estamos em Mystic Falls, a cidade em que você nasceu, cresceu e foi aonde ficou grávida, pensei que poderia, pelo menos, ver o meu pai, só para saber como ele é e somos parecidos.
Aquela frase era de me cortar o coração, nunca pensei que o Adrian queria saber como era o pai. E ele tem todo o direito disso.
– Me dá esse anuário aqui, Adrian – pedi, coloquei o livro no meu colo e procurei por uma foto em estávamos eu, Stefan e Car – Esse daqui é o seu pai.
Ele estava olhando atentamente para a foto, parecia totalmente maravilhado.
– O nome dele é Stefan Salvatore – continuei – E ele é o melhor amigo que eu já tive em toda a minha vida.
– Salvatore...? — falou – Esse é o sobrenome do tio Damon e da tia Elena, não é mesmo?
– O Stefan é irmão mais novo do Damon – expliquei – O que faz dele e da Elena seus tios de verdade e o Luca e a Giane são seus primos.
– Legal! — abriu um enorme sorriso – Mas então, por que ele nunca quis saber de mim nem me conhecer?
– Essa é uma longa história e, talvez, eu conte quando for mais velho – garanti – Tudo que você deve saber é que as circunstâncias fizeram com que eu não contasse a ele sobre a gravidez ou sobre você. Mas se o Stefan soubesse, pode ter certeza de que seria o melhor pai do mundo.
Ele ainda estava olhando para a foto do pai, provavelmente percebendo as semelhanças entre os dois. Eu mesma já tinha me pegado percebendo isso várias vezes.
– Você quer conhecê-lo? — decidi continuar com a nossa conversa.
– Mas eu posso conhecê-lo? — pareceu confuso – Pensei que ele não soubesse de mim.
– Ele não sabe, mas já está mais do que na hora de eu contar – avisei – A Elena convidou para irmos almoçarmos com eles hoje e o Stefan vai também. Mas, se você não quiser conhecê-lo, tudo bem, eu vou entender.
– Eu quero conhecê-lo sim – deu um salto da cama, mais animado do que nunca tinha visto na vida.
– Então vai trocar de roupa que vamos sair em alguns minutos – avisei.
Saímos pouco menos de vinte minutos depois. Toquei a campainha e não demorou muito para Elena abrir a porta, um cheiro muito bom estava vindo da cozinha.
– Oi, Car! — sorriu assim que me viu – Vocês são os primeiros a chegar. O Stefan não deve demorar muito para chegar, por favor, entrem.
– Obrigada! — nó dois entramos, dando de cara com a sala – Aonde é que estão os seus pais?
– Meu pai teve uma emergência no hospital e minha mãe foi a uma reunião da sociedade história de Mystic Falls – explicou – Seremos só nós, eu estou fazendo lasanha.
Foi nesse momento que o garotinho com cabelos castanhos e olhos azuis apareceu. Era Luca, filho mais velho de Damon e Elena.
– Oi, Adrian! — falou, totalmente animado, com o meu filho – Vamos até a outra sala joga videogame?
– Posso, mãe? — afirmei com a cabeça – Mas me chama assim que ele chegar tudo bem?
– Será que eu pedi alguma coisa? — minha amiga perguntou quando os dois se afastaram.
– Eu contei toda a verdade ao Adrian sobre o pai dele e vou fazer a mesma coisa com o Stefan – expliquei – Não tinha mais porque esconder isso.
– Estou muito orgulhosa de você, Car! — me abraçou com bastante força – Finalmente você tomou uma atitude.
– Será que eu perdi alguma coisa? — Damon estava parado no primeiro degrau da escadas, com Giane no colo.
– Eu só estava dizendo para a Elena o quanto estou feliz por ela estar aqui – mentiu e foi melhor assim, claro que ele vai ficar sabendo da história, mas quero que Stefan seja o primeiro a saber.
– Olá para todos! — a porta ainda estava aberta, então nos viramos a tempo de encontrar Stefan juntamente com Katherine, ele deu um fraco sorriso na minha direção.
– Tio Stef! — Giane esticou os braços na direção dele, que segurou a sobrinha no colo no mesmo momento.
– Oi, minha princesinha – deu um beijo no topo da cabeça dela – E aonde é que está o seu irmão? Jogando videogame, aposto.
Como se tivesse acabado de ouvir o que ele falou, Luca e Adrian apareceram aonde estávamos. Meu filho correu para o meu lado, esperando que eu fizesse as apresentações.
– Stefan, esse daqui é o Adrian, meu filho – disse de uma vez só, antes que perdesse a coragem.
Ele não disse uma só palavras, apenas ficou me olhou de mim para o nosso filho, repetidas vezes. Acho que é agora que vamos ter uma loga conversa.
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