Hiding a Secret

13 Capítulo 12 – Tudo esclarecido... ou não


Notas iniciais
Antes de mais nada, mil desculpas por não ter postado semana passada, é que eu estava super gripada e fica repousando praticamente a semana inteira, mas agora eu já estou bem melhor. *** Não vou enrolar muito aqui, espero que gostem do cap.

– Oi, Adrian, eu sou o Stefan, irmão do Damon – ele colocou Giane no chão se aproximou do meu, ou melhor, nosso filho e estendeu a mão para ele – Imagino que sua mãe já tenha falado sobre mim alguma vez?

Adrian deu uma olhada para mim e eu afirmei com a cabeça afirmativamente, o incentivando a continuar a conversa.

– Sim, ela já falou sobre você – foi tudo que ele respondeu, parecia tão determinado quando contei sobre o seu pai, mas agora estava todo tímido.

Stefan voltou a olhar para mim e passou a mão nos cabelos. Foi impossível não engolir em seco, não tinha a menor ideia do que ele iria me falar naquele momento.

– Stefan – consegui voltar a falar, por fim — Acho que a gente precisa conversar, agora mesmo.

Ele virou a cabeça na direção de Katherine, que apenas deu de ombros, como se dissesse que estava tudo bem. Só espero que ela não comece a me odiar, embora tenha motivos para isso, não deve ser fácil ir com o seu namorado para a reunião de 10 anos de formatura dele e uma mulher que você nunca viu na vida aparece com um garoto dizer que é filho desse cara.

– Claro! — afirmou, por fim – Vamos conversar.

– Espera! — Elena nos interrompeu antes que pudéssemos fazer qualquer outra coisa- Ninguém vai a lugar nenhum antes do almoço, a Lasanha já está no forno há quase meia hora, já deve estar pronta.

– Tudo bem, Lena, como você quiser – foi impossível não revirar os olhos – Nós vamos comer antes de qualquer outra coisa.

– Perfeito! — pareceu satisfeita com a minha resposta – Nada melhor do que resolver os problemas com o estômago cheio, não é mesmo?

Minha amiga colocou a mão nas minhas costas e fez com que eu caminhasse em direção a sala de estar, tinha plena noção de Stefan e Katherine vindo logo atrás de nós. Damon também nos seguiu e foi para o lado da esposa.

– O que está acontecendo, Lena? — eu o ouvi sussurrar para ela.

– É uma longa história, Damon – respondeu para ele, da mesma maneira – Depois te explico com calma.

– Acho bom mesmo... — completou.

Percebi que Elena ficou totalmente tensa nesse momento. Ela guardou o meu segredo por dez longos anos, inclusive do próprio marido, e tenho medo de que isso possa causar algum tipo de problema para os dois, nunca vou me perdoar se isso acontecer.

Não demorou muito para a lasanha que minha amiga preparou ficar pronta e fomos todos para a mesa da sala de jantar. Foi uma refeição feita em silêncio, nem parecíamos aquele gripo animado de ontem a noite cheio de novidades para colocar em dia; até as crianças repararam o clima pesado que estava no local e também não ficaram conversando.

Assim que terminamos a comida, fomos logo para a sobremesa, mouse de chocolate, depois fomos para a sala tomar café enquanto Adrian, Luca e Giane voltaram a jogar vídeo-game. Tinha acabado de me levantar quando Stefan colocou a mão no meu braço, fazendo com que eu me virasse na sua direção.

– Acho que agora nós podemos conversar – ele disse – Não é mesmo?

– Claro! — afirmei com a cabeça, estava sentindo o meu estômago dar uma volta, esperei tanto tempo por esse momento, mas acho que não estou preparada para isso – Vou falar com a Elena e perguntar para ela se podemos usar o escritório do pai dela, assim ficamos mais a vontade.

– Não... — disse – Vamos até a casa do meu pai, acho que lá vai ser melhor.

Achei aquele comentário muito estranho, mas acabei concordando.

Antes de sairmos fomos nos despedir de Elena e Damon, além de pedir para a minha amiga ficar de olho no Adrian enquanto eu estivesse fora. Katherine também ficou por lá, afinal, nós dois precisávamos de privacidade para essa conversa.

A casa dos Salvatores não ficava tão longe assim da casa dos Gilberts, então fomos a pé até lá e chegamos em pouco minutos. O senhor Salvatore apareceu no alto da escada assim que entramos no local, provavelmente ouvindo barulho da porta sendo aberta.

– Você já chegou, meu filho, pensei que fosse demorar um pouco mais lá com o seu irmão – começou a descer as escadas, sem olhar para nós – Ora, Caroline! Quanto tempo que eu não te vejo, querida!

– Oi, senhor Salvatore! — dei um fraco sorriso em sua direção – Realmente, faz bastante tempo que eu não venho a Mystic Falls, o trabalho não me permite.

– Eu imagino – observou – Encontrei sua mãe uma vez e ela me disse que você está morando em Los Angeles, trabalhando em um restaurante e que tem um filho.

– Isso é verdade! As três dois são verdade – respondi – Quem sabe eu não trago o Adrian aqui para conhecer o senhor um da desses? — sugeri.

Sim, eu esperava mesmo poder fazer isso quando resolvesse tudo com o Stefan, afinal, o Adrian merece conhecer o avô.

– Oh sim, traga ele aqui – garantiu.

– Bom, pai, eu e a Caroline precisamos conversar – Stef avisou – Será que podemos usar o seu escritório?

– Mas é claro! — afirmou – Fiquem a vontade, estava indo fazer um lanche na cozinha, depois vou ler um pouco o meu jornal. Qualquer coisa que vocês precisarem, eu estarei aqui.

Concordamos antes de seguirmos na direção do escritório. Assim que chegamos ao local, ele fechou a porta e se sentou na no sofá, enquanto eu permaneci em pé.

– Você não quer sentar? — apontou para o lugar ao seu lado, mas eu neguei com a cabeça – Se você diz. Estamos aqui, vamos conversar.

– Certo! — olhei, rapidamente, para o meu sapato, procurando as palavras certas com as quais começar – Imagino que ontem, quando eu falei do Adrian, a idade dele, você ficou um pouco desconfiado, não foi?

– Curioso é a palavra – deu de ombros – Lógico que eu sabia que o seu filho podia ser meu, mas não podia ter 100% de certeza sem vê-lo antes.

– E agora que você conheceu o Adrian? — perguntei – Qual foi a conclusão que você chegou?

– Por que você não me fala logo a verdade? — pediu – Assim que posso parar de imaginar coisas e saber, realmente, o que está acontecendo.

– Tudo bem, eu conto – disse, por fim – A verdade é que o Adrian é sim seu filho, Stefan.

– Uau! — foi nesse momento que eu o olhei, ele estava sorrindo – Quero dizer, eu não estava esperando por isso. Eu tenho um filho de quase 10 anos e não sabia disso, esse não é o tipo de notícia que se recebe todos os dias.

– O Adrian também está bem empolgado por conhecer o pai – avisei – Vocês deviam fazer alguma coisa enquanto estamos todos aqui em Mystic Falls, tenho certeza de que ele vai amar.

– Pode ter certeza de que eu vou levá-lo para fazer alguma coisa – garantiu – Mas o Adrian sempre soube que eu era pai dele? Por que ele nunca pensou em me procurar todos esses anos?

Agora era hora da verdade, eu precisava contar toda a verdade, mesmo correndo o perigo dele nunca mais me perdoar.

– Sendo 100% sincera, o Adrian não sabia sobre você – expliquei – Quero dizer, ele sabia que o Jesse, meu ex-namorado, não era o pai biológico dele, mas não sabia o seu nome, não até hoje de manhã.

– Car, porque você escondeu isso de mim? — ele fez a grande perguntar, por fim – Foi por que eu sumi durante meses e quando eu, finalmente, apareci, o tal de Jesse já tinha dito que ia assumir o seu bebê? — neguei com a cabeça – Então por que foi?

– Eu descobri a minha gravidez no mesmo dia em que você reapareceu depois meses – voltei a olhar para qualquer ponto daquele cômodo, menos para o rosto de Stefan – Confesso que a ideia inicial era te contar tudo, podíamos não ficar juntos e estarmos morando em continentes diferentes, mas daríamos um jeito de criar o nosso filhos, mas então...

Olhei, mas uma vez, na direção do Stefan, ele estava parado, esperando que eu continuasse.

– Mas então você veio com aquela declaração para mim, dizendo que queria pegar o primeiro avião e ir para Sidney ficar comigo – passei a mão pelo cabelo – Sabia que se eu te contasse da minha gravidez, você ia fazer isso mesmo, então decidi ficar quieta.

Esperei que ele falasse alguma coisa, mas o silêncio reinou no ambiente, um silêncio constrangedor.

– Por favor, Stef, fala alguma coisa – pedi.

– O que você quer que eu fale, Car? — soltou uma risada nervosa – Quer que eu comente sobre você ter me privado, por nove anos, da alegria de ser pai só para que eu não fosse atrás de você em Sidney? Foi a coisa mais egoísta que você já fez na vida.

– Não era para ser uma coisa egoísta – me defendi – Sabia o quanto você estava feliz em Londres e fazendo a faculdade que você queria, não podia tirar isso de você.

– Mas era o meu filho, Caroline, eu tinha o direito de saber, ele tinha o direito de me conhecer desde o dia em que nasceu! — ele agora estava gritando – Você não tinha o direito de fazer isso com a gente.

– Eu sei disso, e não sabe o quanto eu me culpo por isso – senti algumas lágrimas se formando nos meus olhos.

– Todos esses anos sem entender porque você tinha se afastado de mim e parado e responder os meus e-mails – estava balançando a cabeça negativamente – Agora eu sei porque, era para eu não descobrir sobre o Adrian.

– Stef... — insisti – Por favor, me perdoa, eu tinha 18 anos, estava desesperada, foi a melhor solução que eu encontrei na época.

– Lógico que eu vou conviver com o meu filho e dar o meu nome para ele – disse calmamente, como se eu não tivesse dito nada – Mas eu não posso te perdoar, Caroline – completou – Por favor, é melhor você ir embora.

– Se é assim que você quer – apressei-me para ir até a porta.

Antes que eu saísse da casa dos Salvatores o pai de Stefan ainda tentou falar algo comigo, mas eu não parei para responder. No caminho até a casa dos pais de Elena eu tentei segurar as lágrimas o máximo que pude, assim que toquei a campainha, minha amiga me respondeu.

– Car! — ficou surpresa por me ver de volta tão rápido, e sozinha – O que aconteceu? Cade o Stefan?

– Mãe! — antes que eu pudesse falar qualquer coisa, Adrian apareceu – Cadê o meu pai? Você falou com ele? Quando nós vamos pode conversar?

– Sim, eu falei com ele, mas o Stefan precisa resolver algumas coisas antes de vir falar com você, tenha só um pouco de paciência – tentei explicar da maneira mais fácil possível – Será que você deixa eu falar uma coisa a sós com a sua tia Lena?

– Claro! — afirmou – Vou voltar para jogar video-game com o Luca.

Ainda esperamos que meu filho estivesse dentro da casa e que não pudesse mais nos ouvir, só então Elena voltou a se virar para mim. Foi só nesse momento que eu me permiti chorar.

– Ele me odeia, Lena! — ela me abraçou, permitindo que eu chorasse no ombro dela – Não queria que isso acontecesse.

– Eu sei, Car, não fique assim, você vai resolver isso, tenho certeza – garantiu – Agora vamos, você precisa de uma xícara de chá.

Colocou a mão nas minhas costas e fomos para dentro da casa.

Stefan

Já fazia horas que eu estava ali, trancado no escritório do meu pai, sabia que Katherine já tinha voltado para casa, mas não estava com vontade de conversar com ela. Aquilo tudo ainda era muito confuso na minha cabeça: eu tinha um filho de nove anos com a minha melhor amiga e ela escondeu ele de mim para que eu não fosse atrás dela.

Apesar de estar com bastante raiva da Caroline, minha vontade também era de abraçá-la e dizer que iria ficar tudo bem de agora em diante, mas eu não posso fazer isso. Agora eu tenho que pensar no Adrian, em como vou me aproximar do meu filho e em como vou fazer para vê-lo sempre.

Meus pensamentos foram interrompidos pela porta do escritório sendo aberta. Era o meu pai e, pela sua cara, estava querendo fazer isso há muito tempo.

– Agora chega, Stefan, você está trancado aqui o dia inteiro – reclamou – O que está acontecendo? O que você e a Caroline conversaram que te deixou assim?

– Você é avô – respondi – Quero dizer, você já era avô antes do Luca nascer, três anos antes para ser exato.

– Quer dizer que...? — quis saber.

– O filho da Caroline, que ela falou quando chegou aqui mais cedo, é meu – completei — O nome dele é Adrian, tem nove anos e eu o conheci hoje.

– Isso é mesmo incrível! — pareceu bem animado – Eu quero conhecer o garoto! Quero conhecer o meu neto!

– Você vai conhecer – garanti.

– É por isso que está trancado aqui desde que a Caroline foi embora? — perguntou, mais uma vez – Está pensando no que vai fazer agora que sabe que é pai?

– É tudo muito confuso para mim ainda – admiti – E ainda tem o fato da Caroline ter escondido isso de mim por todos esses anos.

– Tenho certeza de que ela teve um bom motivo para ter feito isso – mesmo meu pai falando isso, ainda não consigo entender os motivos da Car, não consigo perdoá-la – E sobre a quantidade de informações que você recebeu hoje, sei que é muita coisa para pensar, mas não vai conseguir fazer isso em um dia, porque você não vai descansar um pouco? As coisas vão estar mais claras amanhã, garanto.

– Tem razão – sorri – obrigado por me ouvir, pai.

– Não precisa me agradecer, Stefan, estou aqui para isso – respondeu – Quando você estiver convivendo melhor com o seu filho, vai entender o que é isso.

Dei boa noite para ele e subi as escadas. Quando cheguei ao meu antigo quarto fui surpreendido com Katherine terminando de colocar as roupas na mala e a fechando.

– O que você está fazendo? — quis saber.

– Não parece óbvio? — deu de ombros enquanto colocava a mala no chão, ela estava arrumada como alguém que ia viajar – Estou indo embora.

– Só por causa da história do Adrian? — fiquei confuso – Por que isso não muda nada entra a gente.

– Não é por causa do Adrian, é por causa de tudo – respondeu – Você ainda não esqueceu a Caroline e ficando comigo só está enganando a si mesmo e aos seus sentimentos.

– O que aconteceu entre mim e a Caroline foi há dez anos – lembrei – E foi apenas uma noite, sempre fomos apenas amigos.

– Eu vi a maneira que você olhava para ela ontem na festa e hoje no jantar – explicou – Você era apaixonado por ela na época da escola e ainda é.

Tudo bem, eu não vou mentir para você – acabei admitindo – Mas ela me enganou, não sei se pode acontecer algo entre nós novamente.

– Claro que pode, é só vocês quererem – aproximou-se de mim e me deu um beijo no rosto – Obrigada por tudo, não se preocupa comigo, vou para Richmond, passo a noite lá e amanhã pego um voo para Londres. E boa sorte com a Caroline e o filho de vocês.

Então ela saiu e fechou a porta do quarto.

Sentei na ponta da cama e passei a mão nos cabelos, já não bastava tudo que aconteceu e ainda tinha mais essa, tudo e todos estavam tentando me empurrar de volta para a Caroline... O que eu vou fazer agora.

Notas finais
E agora já está tudo esclarecido. Mas será que o Stefan vai seguir os concelhos do pai e da Katherine e vai perdoar a Caroline? E o que será que o Damon vai dizer de tudo isso? E como vai ser o primeiro encontro do Adrian e do Stefan agora que ambos sabem que são pai e filho? **** Queria pedir para vocês darem uma passadinha na minha nova one Steroline (na verdade, eu postei há umas duas semanas, mas esqueci de colocar o link aqui. O título é "Someone Between Us" http://fanfiction.com.br/historia/521145/Someone_Between_Us/ *** Também quero dizer que já tenho uma fic planejada para quando essa acabar (ela ainda não está tão perto assim de acabar, mas também não deve demorar muito. O título vai ser "Just one Night?" tirem as próprias conclusões sobre isso... kkkkkk *** comentem e digam o que estão achando Recomendações?