Notas iniciais
Olá flores! Estou de volta após uma semana pra lá de estressante no trabalho. Pense no que é ter um telefone irritantemente tocando a cada dois minutos em seu ouvido e quando atende não é absolutamente nada!!! Foi o que tive que aturar por dois dias por conta da mudança de servidor de internet por lá. Na boa, estava a ponto de solicitar um horário com doutor Charles! AFFFF! Ninguém merece! Mas deixemos esses perrengues de lado. Mais um capitulo saindo do forno! Como havia avisado as atts acontecerão preferencialmente aos finais de semana se possível em mais de uma fic. Por aqui, is time to investigation baby! Time to start dig! Grata por todas as rewiews passadas, escritas e pensadas... More rewiews please! ...Boa leitura...Bjinhos flores. P.S: Renata, miga, vai se identificar com o comentário de um certo coreografo! Só acho, rsrsrsrsrsrs!

Chicago Med (segunda, 13/3 – 15:30 p.m)

Sarah

Passa das três da tarde quando finalmente consigo espaço para comer alguma coisa.

A manhã havia sido corrida no PS por causa de um acidente envolvendo dois ônibus e quatro carros. A maioria dos feridos havia sido trazida para o Med tumultuando ainda mais nossa rotina.

Connor também não tivera uma manhã nada fácil pelo que soube. Além de ter auxiliado na triagem aos feridos na emergência, estava enfrentando a segunda cirurgia do dia com o intervalo mínimo entre uma e outra, mantendo-o ocupado e longe de mim a manhã inteira.

—Controle-se Sarah, homem nenhum gosta de sentir-se sufocado, além do mais viveu muito bem até hoje sem a necessidade de estar grudada a alguém! – admoesto-me baixinho sentando em uma das poucas mesas vagas na área externa lateral do Med onde os food trailers se localizavam, tomando um generoso gole de suco antes de começar a comer xingando mentalmente quem quer que esteja me ligando justo no momento em que mordia meu sanduíche de creme de ricota com peito de peru. Largo-o no prato, limpo as mãos em um guardanapo antes de enfiar a mão no bolso do jaleco pegando o celular – Erico? –atendo, surpresa, olhando a volta a fim de me certificar que ninguém do hospital (entenda-se Doris, Noah e principalmente Miriam) estava por perto.

< Minha rainha boa tarde. Sabe que jamais ligaria no seu horário de trabalho se não fosse um caso de vida ou morte! Mais morte do que vida, infelizmente> dramatiza, a voz soando arrastada.

—Erico, tomou alguma coisa? Sente-se bem? Sua voz está esquisita – comento, beliscando o sanduíche, jogando o naco que pego dentro da boca de uma vez.

< Tomei um calmante para relaxar um pouco ou explodiria! > diz < Será que poderíamos nos reunir em seu apartamento hoje a noite? Preciso muitíssimo falar com todas vocês e não dá para esperar até a quarta. Davi vai tomar conta de tudo hoje na boate afinal a segunda é morta mesmo!>

—Por mim tudo bem. Vou ver com as outras e te aviso – digo, pegando mais um pedaço do sanduíche – Aconteceu alguma coisa? – pergunto, lembrando sua fala inicial.

< Sim, mas prefiro falar pessoalmente minha rainha! > exclama < Veja com as deusas e me manda uma mensagem, pois vou dormir e só quero acordar na hora de encontrar vocês > pede, completando logo a seguir < Ah, mais uma coisa: sei que será praticamente impossível excluir aquela delicia com quem está namorando, portanto esteja preparada porque ele vai surtar e desta vez terei que dar razão ao gostosão! Até mais tarde> despede-se, deixando-me com uma pulga atrás da orelha.

Erico jamais ligaria em meu horário de trabalho no Med, o mesmo valendo pra Les e Sylvie, o que já era por si só motivo suficiente para preocupação. Ele ter dito que Connor surtaria serviu para me deixar ainda mais nervosa. Certo que, ao contrário do que ele estava supondo, se pedisse a ele que não participasse iria me atender. Mas de que adiantaria pedir-lhe isto se depois iria lhe contar tudo? Havíamos decidido não ter segredos um com o outro e esconder algo que o irritaria a ponto de ter um surto definitivamente estava fora de cogitação! Já perdemos um tempo precioso naquele jogo de gato e rata para por nosso recém iniciado relacionamento em risco. É suficiente saber que a irmã dele não aprova (tanto que vive tentando empurrar a bendita filha do namorado pra cima dele), que Robin Charles não se deu por vencida, que Miriam vivia destilando veneno pelos cantos do hospital, isso sem contar o pai que, até onde sei, não sabe de nada e sequer imagino qual será a reação do enigmático Cornelius Rhodes ao saber que seu herdeiro estava namorando uma médica que nas horas de folga dançava seminua em uma boate!

—Senhor, onde fui me meter!?!- choramingo baixinho, mordendo meu lábio inferior – Será que vale mesmo a pena enfiar a mão nesse vespeiro!? — “Para pegar o favo e ficar com todo mel?? SIMMMM!” ... Vespas não fabricam mel inteligência rara! ...”Entendeu o que quis dizer não entendeu?”— Entendo que estou ficando louca, isso sim! – resmungo, comendo o restante do sanduíche, limpando as mãos antes de ligar para Leslie.

< Oi lindona, boa tarde! > saúda, atendendo ao segundo toque.

—Nem meu namorado atende tão rápido e olha que ele é médico! – provoco-a, ouvindo sua gargalhada do outro lado da linha.

< Então larga dele e vem pra mim, bonita! Garanto que não vou te desapontar! > responde de imediato, ainda rindo.

_Humm... Desculpa mas ele tem algo que você não tem! – devolvo.

< Uhum, sei! Depois a tarada sou eu! > revida, me fazendo rir alto.

—Não é nada do que está pensando, mente poluída!! – exclamo.

< Ah ta! Quem ouve até acredita!! Se não é o que estou pensando, me diz o que é que ele tem que eu não tenho, hein?? > revida.

—Dá pra mudar de assunto?! Se soubesse que iria pegar no meu pé não tinha dito nada, aff! – bufo, sentindo meu rosto esquentar.

< Oush, não me culpe se anda tendo pensamentos libidinosos!! > acusa.

—Culpo sim! Afinal, se não fosse por sua culpa ainda estaria servindo mesas! – relembro.

< Opa, se quer culpar alguém por isso, culpe certo loiro, baixinho, invocado, que se acha! Ele que despertou seu lado, como direi, matadora!? >

—Falando nele, foi o dito cujo que pediu para ligar e marcar uma reunião no meu apartamento hoje depois de sairmos do trabalho – aviso.

< Erico quer uma reunião em plena segunda-feira? Onde é o incêndio? > brinca.

—Não sei, mas que algo muito sério aconteceu não tenho dúvidas. Até calmante ele tomou – informo, acenando de volta para Nat, que caminha em minha direção – Les, tenho que desligar. Avise Aline e July. Apesar de ele não ter especificado disse que queria falar com todas nós então...

< Aviso sim, pode deixar. Até mais tarde lindona! Beijos>

—Até. Beijos – despedimo-nos no exato momento em Nat chega à mesa onde estou.

—Nossa que dia! – exclama, puxando uma cadeira para sentar – Só agora tive chance de parar para comer algo!

—Duas! – digo, erguendo o polegar.

—Três! – April surge por detrás de mim, assustando-nos – Ok posso não ser nenhuma beldade, mas não esperava ser tão assustadora assim! – brinca, sentando-se conosco, rindo divertida.

—Sempre ouvi falar da fama de silenciosa que as enfermeiras têm, mas achei se tratar de mais uma lenda urbana. ..Até agora! – Nat afirma, fazendo-nos rir mais.

—Temos que ser silenciosas se não quisermos acordar os pacientes, os fantasmas... Ou descobrirmos os segredos dos médicos! – diz, mexendo os dedos e sorrindo de forma assustadora.

—Ok, agora me assustou de verdade! – digo, encolhendo-me na cadeira, nossa conversa sendo interrompida por uma chuva que desaba de repente fazendo todos correrem para dentro do Med. – De onde veio essa água toda!? – indago, sacudindo minhas mãos e cabelos, alisando jaleco e calça.

—Chicago honey! Ainda não acostumou? – April questiona, fazendo o mesmo que eu.

—Nem em mil anos! – admito, rindo minimamente. Sem dúvida o tempo era o que mais me irritava na cidade.

—Confesso que é bem irritante essa instabilidade – Nat começa dizer, franzindo o nariz em uma careta engraçada – Mas fazer o que? É o charme da cidade, te fazer sair de casa com um aparato, preparada para sol, chuva e dependendo da época do ano neve!

—Bom mesmo é na hora em vai comprar roupas! Você nunca sabe se deve comprar mais uma calça, um vestido leve, que nem sabe se vai usar, ou um casaco novo! – April brinca.

—E sapatos!? Rasteirinhas, tênis ou botas!? – exemplifico.

—Na dúvida... Compre de tudo um pouco! – dizemos juntas, rindo mais enquanto terminamos nosso lanche, sentadas em um dos jogos de cadeira no corredor.

—A garotinha que atendemos juntas Nat, como ela está? Com a correria não deu para vê-la novamente – pergunto, jogando os descartáveis no lixo.

—Bem melhor. Recebi o resultado dos exames a pouco e graças a Deus está tudo bem, digo, dentro do possível! – diz, fazendo o mesmo que eu fizera – Não tem nenhuma fratura além da do braço, nenhum sangramento interno, contrariando nossas suspeitas, enfim, tudo bem com ela. Só vou mantê-la em observação por mais umas horas por precaução.

—Que alivio! Fiquei preocupada com ela – confesso, seguindo pelo corredor ao lado das duas – É tão difícil quando existem crianças envolvidas!

—Verdade! – Nat anui, pensativa – Nessas horas sinto um pouco de inveja de Isidore! – comenta, fazendo April e eu franzirmos o cenho – Por conseguir se manter meio distante, imparcial sabe. Sei que é parte da doença, mas mesmo assim, não se envolver tem suas vantagens.

—Tem sim – April anui, estancando ao ver doutor Choi se aproximando.

—Não pode evitá-lo para sempre April – me antecipo.

—Com certeza que não! – Nat anui – Por que não aproveitam esse momento de calmaria, sentam em algum lugar e conversam? – sugere.

—Isso – anuo, acrescentando – Não siga meu exemplo, por favor! – peço, juntando as mãos, implorando, fazendo-a rir.

—Ok, vou seguir o conselho das duas – rende-se, respirando fundo antes de prosseguir – Só espero não me arrepender! – declara, caminhando ao encontro dele.

—Tomara que não estejamos erradas Sarah – Nat comenta, observando os dois.

—Não estamos Nat. Vai dar tudo certo – afirmo, cruzando os dedos as escondidas – Vamos voltar ao PS? – convido, ela anuindo, seguindo-me.

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Connor (18:40 p.m)

Finalmente! ,penso, atirando as luvas dentro do lixeiro do lado de fora da SO ao sair, massageando meu pescoço.

—Doutor Rhodes, importa-se em falar com a família? Admito que não estou disposto a encarar aquela mulher histérica mais uma vez! – Latham pede, me encarando sério.

Havíamos trabalhado juntos pela manhã na triagem dos feridos e depois fui chamado a participar da cirurgia que faria. Ele e Downey estavam dividindo o setor de cardiologia devido ao frágil estado de saúde de meu mentor. Lidar com pessoas não era exatamente seu forte!

—Falo sim, pode deixar – tranquilizo-o.

—Obrigado – agradece, virando-me as costas, caminhando com as mãos cruzadas as costas de volta para sua sala.

Sigo para a sala de espera onde encontro a família da paciente. Comunico-lhes que a cirurgia foi um sucesso explicando quais seriam os procedimentos de agora em diante no pós-operatório, tranquilizando-os.

Depois de deixá-los, me dirijo a cantina em busca de algo para comer. Estava faminto!

Me sirvo de um sanduiche de peito de peru, um iogurte, suco de laranja além de um saco de biscoitos escolhendo sentar em uma mesa mais afastada da entrada para ter mais sossego, o que não adiantou muito. Mal acabara de começar minha refeição, Robin aparece sentando sem esperar ser convidada.

—Connor podemos conversar um minuto? – pergunta.

—Tenho escolha!? – respondo de mal humor.

—Nossa, que mal humor! Quando namorávamos não era assim – não perde a chance de alfinetar, aumentando minha irritação.

—Robin, acabo de sair de uma cirurgia longa, complicada, estou cansado, faminto, sem um pingo de vontade de escutar insinuações, portanto, seja objetiva por favor! – peço, continuando a comer.

—Ok, me desculpe por dizer a verdade – insiste, erguendo as mãos – Entendi, entendi – diz ante meu olhar exasperado – É o seguinte: dia trinta e um é meu aniversário e farei uma pequena reunião em meu apartamento, algo bem íntimo, só os amigos mais próximos além de meu pai, minha meio irmã e talvez minha mãe. Gostaria de contar com sua presença – convida – Será a noite após o final do turno, evidente.

—Verei com Sarah e confirmo com você – digo.

—Desculpe mas o convite não é extensivo a ela! – diz.

—Então também não é para mim – rebato, tranquilo.

—Ela não te deixa sair sem que o acompanhe? Só vou se você for é isso? – pergunta de forma irônica – Olha que vão acabar enjoando!!

—Eu escolho sair em companhia de minha namorada – declaro – Se me convidam a algum lugar que ela não é bem vinda não tenho porque ir. Quanto a enjoar...- faço uma pausa significativa – Não é da sua conta.

—Certo. Mais uma vez me desculpe – pede, respirando fundo antes de continuar – Se ela quiser ir com você pode leva-la, mas honestamente acho difícil que queira ir à casa de uma de suas ex! – alfineta mais uma vez – Não entendo porque nos separamos Connor – diz de repente, acariciando meu rosto – Sinto tanto sua falta em minha vida, na minha cama! – insinua, desenhando o contorno de minha boca com o polegar, inclinando-se em minha direção.

—Vou falar com Sarah. – digo, retirando sua mão de meu rosto, desviando-o – Se ela concordar iremos, se não, fica para a próxima – decreto – Quer me dizer mais alguma coisa? – questiono.

—Impressionante como seu “radar” funciona! – diz, fazendo aspas no ar – Não, não tenho mais nada a dizer – levanta-se, olhando dentro de meus olhos por uns segundos – Espero que possa comparecer. Vou ficar muito feliz mesmo que vá acompanhado – afirma, sorrindo minimamente, saindo logo em seguida.

—Meu radar!? – repito de cenho franzido, entendendo o motivo da observação ao sentir meu pescoço ser envolvido ao mesmo tempo em que o delicioso e já familiar cheiro do perfume de Sarah invade minhas narinas.

—Oi estranho, quanto tempo! – fala junto a meu ouvido, mordendo o lóbulo discretamente, minha pele arrepiando-se com a caricia.

—Tempo demais! – exclamo, virando o rosto em sua direção, ganhando um selinho – Saudades?

—Muita! – admite, me beijando mais demorado – Te amo cada vez mais sabe disso?!

—Sei porque sinto o mesmo – declaro, puxando-a para meu colo fazendo com que soltasse um gritinho de surpresa – Já está liberada? – pergunto após verificar a hora em meu relógio.

—Uhum, estou sim – diz, roubando outro beijo.

—Então vou fechar meu turno para irmos – digo, dando duas tapinhas em seu bumbum, sinalizando que levantasse. Faço o mesmo a seguir – Vamos.

Saímos da cantina caminhando de mãos dadas até a emergência onde, após fecharmos nossos turnos, pegarmos nossas coisas e nos despedirmos de todos, seguimos para o estacionamento.

—Espere aqui enquanto trago o carro – peço visto que chovia pesadamente, ela concordando com um aceno, segurando nossas bolsas.

Corro até o carro voltando alguns minutos depois exatamente no momento em que Robin se afastava de Sarah. Paro a sua frente abrindo a porta do carona.

—O que Robin queria com você? – pergunto direto assim que toma seu lugar no assento, ajudando-a com nossas bolsas.

—Me provocar – responde também direta, pondo o cinto de segurança – Se quiser ir a reunião que ela fara na sexta fique à vontade. Eu não vou – afirma – Além de ser dia de trabalho na boate, não me sentiria bem. Não tem que se privar de ir a esse tipo de reunião por minha causa meu amor – afirma, arrumando o cabelo, sua voz denunciando o que realmente sentia.

—Sarah, não vejo sentido em ir a um lugar principalmente sabendo que vai te irritar – digo, pondo o veiculo em movimento.

—Ao contrário de mim que continuo frequentando a boate mesmo sabendo o quanto isso te desagrada! – exclama.

—Uma coisa não tem nada a ver com a outra – rebato, aproveitando o sinal fechado para olhar seu rosto – Entendo seus motivos para continuar lá. Não gosto mas entendo. Ao passo que ir a essa reunião sem você sabendo qual é a real intenção da Robin não é justo com nenhum de nós. Se eu for tenho certeza que acabaremos discutindo.

—Talvez – diz, pensativa – Falando em reunião, não vou para seu apartamento hoje – avisa.

—Por que não? – questiono.

—Erico marcou uma reunião comigo e as meninas em meu apartamento – revela – Ia te falar assim que saímos do hospital mas acabei esquecendo. Pode me deixar na estação ...

—Sobre o que é essa reunião? Não posso participar? – a interrompo, pondo o carro em movimento, mudando o trajeto na direção de seu apartamento.

—Poder pode, mas teve um dia tão cansativo. Achei que gostaria de descansar, tomar um banho relaxante em sua banheira imensa – sugere – Amanhã te contaria tudo mesmo – garante, voltando sua atenção para o celular que começara a tocar – Oi Les.... Já sai sim. Estou...Estamos quase chegando – corrige-se – Se quiserem esperar na recepção é só pedir para o senhorio abrir. Ele já conhece vocês e não fará questão – sugere – Ok. Até já – despede-se – Les e os demais já estão em frente ao prédio – comunica.

—Posso ter tudo que sugeriu em seu apartamento – rebato, olhando-a de soslaio.

—Não é a mesma coisa! – exclama, enrugando o nariz em uma careta – Minha banheira não é tão grande, a água não é tão quentinha...

—Tem espaço suficiente para nós dois dentro dela e você me aquece! – derrubo seus argumentos rindo ao vê-la corar. Era adorável que, mesmo depois de termos feitos amor tantas veze, de conhecermos nossos corpos tão bem, ela ainda corasse diante de alguma insinuação mais intima! – Não quer que eu participe dessa reunião? – pergunto, parando o carro em frente ao prédio onde mora, voltando-me para encara-la.

—Não é isso. Eu realmente pensei que gostaria de descansar. Ouvi que as duas cirurgias de que participou foram delicadas e cansativas. Deve estar exausto e Erico nem sempre consegue ser pratico em suas reuniões! – exclama, fazendo outra careta – Mas se quiser ficar não há problema. Ele próprio disse isso. De qualquer forma iria te contar tudo amanhã, como já disse.

—Prefiro ficar. Além do mais, se demorar, pode me fazer uma massagem para compensar! – sugiro, piscando, fazendo-a corar mais uma vez – Adoro te ver corada desse jeito sabia! – exclamo, beijando sua mão – Posso ficar?

—Pode – diz, soltando o cinto – Mas trate de se comportar! – alerta, o dedo em riste.

—Vou ficar quietinho. Nem vão notar minha presença- prometo, rindo alto de sua observação seguinte.

—Isso é praticamente impossível meu amor! Você jamais passa despercebido em lugar nenhum.- afirma, pegando sua bolsa, descendo, correndo até a entrada do edifício.

Faço o mesmo após pegar minha bolsa, alcançando-a sob a marquise junto a porta.

—Vou tomar isso como um elogio! – brinco, parando a seu lado.

—E foi! – assegura, envolvendo meu pescoço, beijando-me demoradamente, ambos esquecendo tanto a chuva quanto a presença de seus amigos até escutarmos as batidas na porta de vidro.

—Estão a fim de pegar um resfriado é?? – Shay pergunta, abrindo os braços – Entrem logo! – pede.

—Boa noite pra você também Les – Sarah cumprimenta assim que entramos, acenando para os demais – Já chegaram todos? – pergunta.

—Só faltavam vocês minha rainha – Erico declara vindo a nosso encontro – Boa noite bonitão!

—Boa noite – respondo, voltando-me para Sarah – Que tal subirmos?

—Melhor, assim começamos rápido – Erico diz – E já adianto: não vão gostar do que tenho a dizer! – garante, deixando-me preocupado.

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Fifty Shades (22:00 p.m)

Hank Voight

—Bem vindo a Fifty! Espero que tenha uma noite agradável – uma garçonete mascarada usando um uniforme sexy cumprimenta assim que ocupo uma mesa próxima ao palco – O que vai querer beber?

—Uma cerveja – peço, entregando-lhe uma nota de vinte dólares. A garota sai rebolando em direção ao bar arrancando um sorriso de meus lábios.

Aproveito para olhar a volta. A Fifty era uma das melhores e mais sofisticadas boates de Chicago. Entre seus frequentadores estavam juízes, promotores, advogados influentes além de empresários de toda espécie e figurões da alta sociedade. E claro, como não podia deixar de ser, a escória da cidade, só que disfarçada. Muito bem disfarçada.

—Sua cerveja – a garçonete volta,chamando minha atenção – Deseja mais alguma coisa? – pergunta, inclinando-se exageradamente ao depositar a garrafa sobre a mesa.

—Desejo sim – digo, encarando-a – Primeiro desejo saber quantos anos tem, segundo quero que avise Matteo Hayes que Hank Voight quer ter uma palavrinha com ele – enumero vendo-a empertigar-se, me dando as costas sem nada dizer.

Sabia que grande parte dessas garotas que trabalhavam nos clubes e boates da cidade era menor, outras haviam (por alguma razão) fugido de casa ou estavam no país ilegalmente. Por mais que combatêssemos não havia como evitar ou controlar. Mesmo realizando batidas ocasionalmente em conjunto com a imigração e os órgãos de proteção aos adolescentes, conseguíamos no máximo retira-las de forma parcial desses lugares. A maioria voltava na primeira oportunidade. E quem as condenaria se cada noite lhes rendia o equivalente a um mês de trabalho diário. Ou até mais dependendo do que topassem fazer.

A verdade era que enquanto não acontecia nada que chamasse atenção para estes lugares, se fazia vistas grossas pelo simples fato de ser interessante para todos. Mas quando corpos começavam a surgir, a coisa mudava de figura.

—Quais historias se escondem por detrás dessas portas e mascaras!? – questiono-me baixinho, observando as três jovens dançando sensualmente em cima do palco.

—Diversas – escuto alguém dizer fazendo-me erguer os olhos n direção da voz – Tristes, complexas, simples, esta precisa sustentar a avó doente, aquela tem que pagar a universidade e mandar dinheiro para a família, o outra foi abandonada grávida pelo namorado e tem que se virar para sustentar o filho. Ficaria surpreso – afirma o homem elegantemente vestido em um terno italiano de corte perfeito – Hank Voight! A que devo a honra de sua visita? – questiona, estendendo-me a mão.

—Sabe do que se trata – devolvo, apertando-a, sustentando seu olhar.

—A morte da dançarina, Isabela – diz – Como vão as investigações? – pergunta, sentando-se após o convidar com um gesto.

—Avançando. Justamente por isso vim até aqui. Philiph Wortington é seu segurança pessoal? – pergunto direto.

—Também – responde calmamente, arrumando o terno – Ele trabalhava para nós mas pediu licença para resolver problemas pessoais.

—Com o primo suponho – insinuo, observando-o atentamente.

—Provavelmente – diz evasivo, sustentando meu olhar, soltando um longo suspiro antes de voltar a falar – Olha só Voight, cometemos um erro ao contrata-lo sem os devidos cuidados confiando apenas na avaliação do primo. Ninguém aqui antes havia sido contratado dessa forma e ninguém o será novamente – garante.

—O que não ajuda a garota assassinada nem a outra que ainda está se recuperando, sem falar que um inocente quase pagou por crimes que não cometeu – digo, franzindo o cenho ao vê-lo sorrir cinicamente com o canto da boca – Por que o sorriso? Algo que eu deva saber?

—Não, não. Nada – assegura, entrelaçando os dedos sobre a mesa – Mas o que Phil tem a ver com isto além do fato de serem primos?

—Ele é o segundo homem que apareceu na cena do crime. Foi ele quem incriminou o médico – revelo.

—Minha nossa! – espanta-se – Não fazia ideia. Então por isso pediu licença do trabalho. Nunca imaginei que Phil seria capaz de algo do gênero!

—Ele tem mantido contato? – pergunto.

—Ele quem? – um homem mais velho que se aproximara pergunta.

—Phil. Ele estava envolvido na morte de Isabela também Giancarlo – informa, o outro espantando-se também.

—Deveríamos ter suspeitado quando pediu para afastar-se por uns dias – reflete o recém chegado.

—O senhor seria? – indago.

— Giancarlo Travis, sócio de Matteo – apresenta-se, estendendo-me a mão – Respondendo sua pergunta, não recebemos notícias dele desde que viajou com a família. Caso venha a fazer, agora que sabemos de seu envolvimento, comunicaremos a polícia imediatamente, tenha certeza disso.

—Certamente – Matteo reforça – Estamos à disposição. No que pudermos ajudar ajudaremos.

—Tenho certeza que sim – digo, levantando-me – Foi um prazer falar com você Hayes -afirmo, apertando sua mão – Prazer conhece-lo senhor Travis – faço o mesmo com o outro, fazendo menção de sair, voltando-me – Ah, ia esquecendo. O que poderiam me dizer sobre uma outra dançarina da Boate, Nichole Biasini – cito, vendo ambos perderem a cor.

—Até onde sabemos ela foi embora em companhia de um noivo ou namorado, não sei – Travis diz – Por que?

—Encontramos seus restos mortais acidentalmente durante uma investigação em Humbolt Park – informo, a palidez em seus rostos aumentando, um misto de surpresa e algo mais transparecendo rapidamente – Sabem se tinha inimigos ou quem era esse tal namorado?

—Não temos ideia sargento – Travis é o primeiro a se recuperar – É motivo de tristeza e um choque saber que Nick está morta. Além de belíssima era uma mulher inteligente e dançarina excepcional.

—Digo o mesmo – Matteo fala (finalmente) – Irão investigar o que houve não irão?

—Certamente que sim – asseguro – Não estava em nossos planos, esbarramos por acidente, como disse, e já que aconteceu não iremos deixar mais essa morte impune – reforço – Tenham uma boa noite.

—Já vai? Porque não aprecia o show? – Hayes convida.

—Obrigado mas tenho que acordar cedo amanhã. Um outro dia talvez. Boa noite – repito, despedindo-me.

Na porta, pelo lado de fora, encontro um dos seguranças que fora a delegacia mais cedo, Brenno.

—Boa noite senhor, espero que tenha se divertido.

— Bastante – digo, estendendo-lhe uma nota de cinco com meu cartão escondido dentro – Me ligue assim que possível – peço baixando o tom de voz, ele anuindo com um gesto de cabeça. Retribuo caminhando para meu carro, sacando o celular – All, reunião amanhã cedo.

< Estava certo em sua suspeita sobre o Matteo?>

—Sim. Ele é um dos sócios. Conheci o outro também – informo, entrando no carro – Meu instinto diz que tem algo aqui. Hora de começar a cavar – digo, olhando a fachada da boate enquanto dou partida, saindo devagar.

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Apartamento Reese ( 22:00 p.m)

Narrador

—Não posso acreditar que Nick esteja morta, simplesmente não posso! – Jullyana declara, enxugando as lágrimas com um lenço de papel, tão chocada quanto as demais.

—Como isso foi acontecer? – Aline questiona olhando para Erico.

—Isto é o que a polícia irá descobrir – Andrer diz – E pela cara que aquele sargento fez, se eu tivesse culpa no cartório ficaria apavorado!

—Sem sombra de dúvida! Não queira ter Hank Voight em seu calcanhar – Sylvie declara, estremecendo – Ele pode ser bem cruel quando quer.

—E graças a isso resolve seus casos, reconheçamos – Leslie comenta, torcendo o nariz – Essa descoberta vai ser ruim não só para a boate mas para todos, especialmente nós três – aponta de si para Sylvie e Sarah, que permanecia calada sentada ao lado de Connor, as mãos entrelaçadas – Ou alguém duvida que o pessoal da Inteligência vai passar a frequentar a Fifty mais assiduamente?

—Não tinha pensado nisso minha deusa! – Erico admite – Pela deusa Cher, corro o risco de perder meu time principal e nem tinha me tocado! – exclama, dramaticamente, completando sem dar chance a contestações – Mas se for para descobrir quem ceifou a vida de minha musa e por minha rainha e deusas fora de perigo, vale a pena.

—Tirou as palavras de minha boca baixinho! – Andrer diz, levando um sonoro tapa do coreografo.

—O que faremos? – Sarah questiona olhando em direção as amigas – Não podemos simplesmente contar com a sorte de que Hank ou qualquer um dos detetives não irá aparecer!

— Eles já estiveram por lá e não nos reconheceram – Sylvie lembra.

—Mas não estavam investigando assassinatos antes. Agora certamente ficarão mais atentos a detalhes sem contar que poderão convocar todos para depor – Aline argumenta.

—Isso vai acontecer independente de estarmos no clube ou não – Leslie afirma – Voight vai querer a lista de funcionários oficiais e não oficiais, ou seja, nós! – gira o dedo indicando-os – E aqueles que se negarem se tornarão suspeitos automaticamente...

—E ganharão de brinde o sargento linha dura fungando no cangote! – Andre completa.

—Uiii! Não fala isso que dá um arrepio só de pensar em ter aquela voz rouca e sexy sussurrando em meu ouvido! – Erico exclama, sacudindo-se, provocando risos apesar da situação complicada – Não sei como conseguiu resistir minha rainha tendo...AIII! – grita ao sentir a pele retorcida pelo beliscão de Jullyana – Quero dizer, sei porque estava apaixonada...

—Deveriam falar com ele – Connor o interrompe, não escondendo a irritação ao olhar o coreografo que se encolhe levemente.

—Falar com ele quem? – Sarah pergunta, encarando o namorado.

—Voight – responde, surpreendendo-os – Vocês três deveriam procurar Voight e contar-lhe que trabalham na boate.

—Sem chance! – Shay declara.

—Pense bem Leslie. Voight não vai parar até descobrir o que aconteceu com essa outra dançarina, o que implica dizer que a equipe irá investigar tudo e todos. Cedo ou tarde vocês terão que falar com um deles, mesmo que saiam da boate. A meu ver, é bem melhor se antecipar e falar com ele antes de serem convocadas a prestar depoimento. Evitara constrangimentos além de deixa-lo ciente da presença de vocês lá dentro fara com que tenham o dobro da atenção e cuidado – pondera.

—Não sei não Connor, o tiro pode sair pela culatra e ele querer que nos afastemos imediatamente! – Sylvie argumenta.

—Querer ele vai sem sombra de dúvidas! – Leslie exclama – Se vamos obedecer é outra história – diz, sorrindo sem mostrar os dentes.

—Isto é algo que podem decidir em comum acordo com ele Shay – Connor afirma – Independente, minha opinião continua sendo de que devem se antecipar e procura-lo – sustenta.

—O que o bonitão diz faz sentido minhas deusas – Erico concorda, olhando o relógio em seu pulso – Que tal pensarem com carinho e decidirem em outro momento porque agora está ficando tarde e todos precisamos descansar desse dia exaustivo física e emocionalmente, o que acham? – sugere.

—Está mais do que certo – Aline anui, levantando – Vamos deixar vocês descansarem e vamos descansar e refletir sobre o que o doutor Rhodes sugeriu.

—Da vero! – Jullyana diz, esticando os braços –Gente não me sentia cansada assim há meses! – exclama, abraçando Erico, apoiando sua cabeça sobre a dele

—Todos estamos. Vamos indo. Depois decidimos o que fazer- Leslie declara – Até amanhã lindona! – despede-se, abraçando Sarah – Dá um trato no seu cardio particular que ele tá precisando. Uma massagem relaxante nas preliminares quem sabe!? – sugere em seu ouvido, piscando ao afastar-se, rindo ao vê-la corar, voltando-se para Connor – Boa noite Connor – deseja, apertando sua mão.

—Tchau bela! Boa noite – deseja, jogando-lhe um beijo, acenando para Connor.

—Boa noite miga! – Sylvie a abraça rapidamente – Connor – acena para o cirurgião que devolve com um sorriso – A pessoa vai dar um simples boa noite e enfarta com um sorriso desses! – sussurra ao ouvido de Jully que anui se abanando com uma mão.

—Boa noite minha rainha e desculpe qualquer coisa – Erico despede-se dando-lhe dois beijo no rosto – Bonitão, cuide bem dela viu!

—Cuidarei – Connor afirma sorrindo mais uma vez.

Após o grupo sair, Sarah fecha a porta fazendo uma careta ao voltar-se e ver Connor juntando a louça suja.

—Deixe isso ai, amanhã de manhã junto tudo – pede, estendendo a mão – Que tal aquele banho quente que tanto queria? – pergunta, sendo puxada contra o corpo dele.

—Estava contando com isso! – exclama, beijando-a demoradamente – E quem sabe aquela massagem que Shay sugeriu!

—Uhum! Quem sabe – anui, soltando-se, caminhando de costas – Com uma musiquinha ao fundo – sugere, mordendo o lábio inferior, chamando-o com o indicador.

—Música? – pergunta arqueando uma sobrancelha – O que está tramando rainha das ninfas!?

—Vem cá pra ver! – exclama sugestiva, virando-lhe as costas, correndo para o quarto, ele em seu encalço.

Ao entrarem, Sarah liga o som antes de seguirem para o banheiro despindo-se rapidamente, optando pelo chuveiro ao invés da banheira, entregando-se as preliminares durante o banho....

Play – Into You — Ariana Grande

“I’m so into you, I can barely breathe and all I wanna do is to fall in deep;

But close ain’t close enough ‘till we cross the line, baby;

So name a game to play, and I’ll role the disse, hey...”

Usando a esponja e sabonete líquido, Sarah ensaboa o próprio corpo de forma sensual, mexendo-o no ritmo da música, Connor acompanhando seus movimentos deliciado....

“...Oh baby, look what you started, the temperature’s rising in here;

Is this gonna happen?

Been waiting and waiting for you to make a move;

(woo, oh, oh)

Before I make a move

(Woo, oh,oh)....”

Lentamente ela se aproxima, segura sua mão entregando-lhe a esponja, dando-lhe as costas, segurando o cabelo no alto movendo-se em sintonia com a mão que desliza por suas costas descendo minimamente, erguendo-se antes de ficar de frente para ele novamente, tomando a esponja de volta, começando ela a ensaboar o corpo do cirurgião....

“....So baby, come light me up and maybe I’ll let you on it;

A little bit dangerous, but baby, that’s how I want it;

A little less conversation, and a little more touch my body;

Cause I’m so into you, into you, into you;

Got everyone watchin’ us, so baby, let’s keep in secret;

A little bit scandalous, but baby, don’t let them see it;

A little less conversation, and a little more touch my body;

Cause I’m so into you, into you, into you...”

Inesperadamente, Connor toma-lhe a esponja, atirando-a ao chão, prendendo-a em seus braços num beijo avido, prensando o corpo contra o box, erguendo-a do chão, tendo a cintura envolvidas pelas pernas torneadas....

“...This could take some time, hey, I made too many mistakes;

Better get this right, right, baby;

Oh baby, look what you started the temperature’s rising here;

Is this gonna happen?

Been waiting and waiting for you to make a move;

(Woo,oh,oh)

Before I make a move;

(Woo,oh,oh)...”

Sem pressa, encaixa o corpo delicado sobre seu membro ereto penetrando-a devagar, a respiração pesada de ambos embasando o vidro, formando gotas que escorem por seus corpos...

“...Tell me what you came here for;

Cause I can’t , I can’t wait no more;

I’m on the edge with no control;

And I need, I need you know;

You to know.....”

Aumentando o ritmo guiado por seus sussurros e gemidos, Connor atinge o clímax segundos após ela, ambos relaxando momentaneamente, abraçados, os corpos suados ainda recobertos pela espuma do sabonete.

—Amo você! – Sarah sussurra em seu ouvido, mordendo o lóbulo.

—Também te amo – responde, beijando-a intensamente – Muito! – acrescenta, erguendo-a, saindo de dentro dela, estendendo a mão, ligando a ducha.

Rapidamente livra seus corpos da espuma, carregando-as nos braços de volta ao quarto, deitando-se sobre o colchão junto com ela, beijando cada centímetro do corpo amado, detendo-se em seu sexo, estimulando-o até faze-la atingir o segundo orgasmo da noite, invertendo as posições, sendo brindado com uma massagem antes de fazerem amor mais uma vez, aquietando-se após satisfeitos, exaustos. Adormecendo abraçados..

“...So come light up, so come light up my baby;

A little dangerous, a little dangerous my baby;

A little less conversation and a little more touch my body;

Cause I’m so into you, into you, into you”

Notas finais
Que a caçada comece! Bjinhos flores