Hidden Life!

16 And the truth shall make us “free”?


Notas iniciais
E olha eu aqui em plena segunda feira! Olá flores! Este capítulo era para ter sido postado na quinta mas devido a uma falta dupla desta criatura abominável aqui, só está sendo postado hoje! Antes tarde do que mais tarde ainda não é mesmo! kkkk Sem mais embromação, vamos ao que interessa. A ultima noite tranquila para Connor e Sarah antes de mergulharem no mais longo e tempestuoso mês de suas vidas! Contagem regressiva para o inicio de novas descobertas, ameaças veladas e não tão veladas assim além de algumas revelações. Um mês de arrepiar estar por vir. Preparem seus cores. Grata por todas as rewiews passadas.... More rewiews please...Boa leitura...Xero e bejinhos flores. P.S: reforço: Perfect e DCe A -SC estão para sair do Hiatus. Só aguardarem mais um pouco!

“Porque eu sei que é amor, eu não peço nada em troca;

Porque eu sei que é amor, eu não peço nenhuma prova;

Mesmo que você não esteja aqui, o amor está aqui;

Agora;

Mesmo que você tenha que partir, o amor não há de ir;

Embora…”

Poque Eu Sei Que É Amor

Titãs

Vigésimo primeiro distrito (quarta, 22/3 – 08:00 a.m)

Sarah

—Não acredito me convenceu a começar meu primeiro dia real de folga em meses... Numa delegacia de polícia!! – Shay resmunga mal descemos do carro, me encarando brava.

—Nos convenceu Leslie, nos convenceu! – Sylvie emenda, sentando sobre o capô – Vamos mesmo levar isso adiante? Porque continuo achando uma péssima idéia! – exclama, torcendo o nariz.

—Se vocês quiserem desistir não tem problema. Eu vou em frente – afirmo, ficando de frente para elas – Sabem que não vou mencioná-las, não sabem?

—Não se trata disso Sarah. Apenas acho que deveríamos pensar a respeito um pouco mais – Les argumenta — Sei que Connor deve estar te pressionando e até entendo os motivos dele...

—Connor não está me pressionando, ele sequer sabe que estou aqui – revelo – A essa altura já está trabalhando e só nos veremos amanhã de manhã porque vai dobrar o turno – prossigo, sentando ao lado de Sylvie – Depois de segunda fiquei pensando em tudo que conversamos, no que ele disse, em tudo que aconteceu desde o sumiço da Nick, o que aconteceu com Isa e comigo... Não sei... – silencio um segundo, olhando a fachada do distrito – As coisas têm andado estranhas na Fifty. Além do sumiço, inexplicável na época, da Nichole, tenho notado uma rotatividade maior entre as meninas do back stage. Vocês não?? –pergunto, voltando o rosto para as duas.

—O que notei é que aquele moreno bonitão,um dos sócios, anda frequentando mais a boate ultimamente – Sylvie observa – E não só ele. Outro, mais velho, também.

— Isso não é de hoje. Na verdade, algumas semanas antes da Nick sumir, andavam por lá praticamente todos os dias e não apenas nos horários de funcionamento noturno da boate, pelo que soube – Leslie acrescenta — Flagrei uma discussão entre ela e esse outro sócio mais velho. Alguns dias depois ela sumiu – revela, mordendo um dedo.

—E você não desconfiou de nada? – interrogo.

—Na época não porque corria o boato que ela iria se desligar para casar ou morar junto com o tal ricaço com quem estava envolvida. Só depois de segunda que comecei a desconfiar de que poderia haver alguma ligação – admite.

_Está achando que essa discussão pode ter sido a causa com a morte dela? – Sylvie dá voz a meu pensamento, assustada.

—Não digo que sim nem que não, mas é muita coincidência ela ter morrido na mesma época – declara, suspirando – Quer saber? Vamos falar com o sargentão e acabar logo com isso. Mais dia menos dia ele iria acabar descobrindo mesmo! Melhor que seja através de nossa boca.

—Foi isso que Connor pensou – relembro, saltando do capô, Sylvie fazendo o mesmo – E depois de refletir acabei concordando com ele.

—Ok, o gostosão está certo, pra variar um pouco! – implica, franzindo o nariz em uma careta gozada – Mas se disser a ele que eu disse isso, nego de pés juntos! – exclama, o dedo em riste.

—Não vou falar nadinha, juro! – garanto, beijando meus indicadores cruzados, fazendo-a rir.

—Só você pra me fazer rir numa hora dessas! – afirma, enlaçando um braço ao meu, o outro ao de Sylvie – Vamos lá, enfrentar a fera!

—Fera que vira um gatinho quando certa médica está por perto! — Sylvie insinua.

—Há! Vai confiando nisso! – rebato.

—Você deveria concordar Sarah, assim fico mais tranquila! – reclama minha amiga, mordendo o lábio, nervosa.

—Relaxa Sis! O que de pior pode acontecer? – pergunto, encarando-as.

—Vejamos: Voight surta e querer nos prender quando dissermos que Não vamos largar a boate!? – Leslie insinua, me fazendo revirar os olhos.

—Não vamos nos precipitar ok? Lidamos com a situação na medida em que ela se apresentar – sugiro enquanto caminhamos, parando em frente à entrada do prédio, respirando fundo – Seja o que Deus quiser! – exclamo, vendo pelo canto do olho Sylvie se benzer – Prontas??

—Não! – respondem juntas – Mas vamos assim mesmo! – Leslie decide, assumindo a dianteira.

Assim que entramos no edifício, damos de cara com um grupo de jovens que, ao que tudo indicava, estavam sendo transferidos para algum lugar, a reação agressiva de um deles fazendo Sylvie se encolher, agarrando meu braço, ficando tão grudada a mim que mal conseguia andar!

—Bom dia senhoritas! Que bons ventos as trazem até aqui? – a sargento Platt nos cumprimenta com um sorriso estranho.

—Bom dia sargento. Está de bom humor hoje, não é? – Leslie responde.

—Ha, há...Não! – Platt devolve, fechando a cara – O que querem? – pergunta, voltando a seu humor habitual.

—Seria possível falarmos com o sargento Voight? – questiono, tentando, em vão, fazer Sylvie desgrudar de meu braço.

—Sobre?? – interroga.

—É sobre a...

—UPTON, ROMAN, ESTÃO ME DEVENDO UM RELÁTORIO! – grita, me interrompendo e assustando — Entreguem até o final do dia ou arquem com as consequências!

—Parece que alguém levantou do lado errado da cama hoje! – a policial comenta.

—O que disse novata? – indaga Trudy, apoiando um dos braços sobre o balcão, assumindo uma postura (mais) intimidadora.

—Ela disse que estará em sua mesa no final do turno sargento! – Roman adianta-se, um sorriso amarelo no rosto, empurrando a parceira para fora – Perdeu o juízo novata? – ainda o escuto dizer, sorrindo automaticamente, encerrando-o ao voltar-me e encontrar a expressão de poucos amigos da Platt.

—Então...- recomeço, limpando a garganta – Queremos falar sobre o caso da dançarina morta – explico.

—Qual delas? – quer saber, saindo de trás do balcão.

—As duas na verdade – completo, encolhendo-me junto com Sylvie ante a presença da sargento.

—Venham comigo – chama, subindo as escadas a nossa frente.

—Parece Mounch não deve estar dando conta do recado, isto sim!! – Leslie cochicha em meu ouvido.

—Para! – peço, lhe dando uma cotovelada discreta enquanto a seguimos escada acima rumo a sala de Hank na inteligência.

Ao chegarmos no andar, a primeira coisa que chama nossa atenção são as fotos de Isabela e Nichole em um quadro com várias outras incluindo uma minha e a de Connor. Tentamos prosseguir, mas estancamos ao visualizarmos uma foto do que devem ser os restos mortais dela junto a outras mostrando o local onde fora encontrada.

— Não é tão assustador quanto parece – a voz rouca de Hank chama nossa atenção fazendo-nos voltar em sua direção – Trudy disse que querem falar comigo – diz e só então percebo que estávamos paradas em meio ao local.

—Queremos sim – afirmo, sorrindo para a sargento, que se retira – Tem um tempinho pra gente? – pergunto, sorrindo sem graça.

—Sempre. Entrem – convida a entrarmos em sua sala, ficando de lado para nos dar passagem.

—E eu rezando para ele dizer que não! – escuto Sylvie sussurra junto a meu ouvido, acenando para Burguess, que chegava acompanhada por Olinsky e Ruzeck.

—Por quê? – Hank interroga, fechando a porta após entrarmos.

—Por quê o quê? – devolvo, observando-o passar por nós, indo para trás de sua mesa.

—Por que Brett estava rezando para que eu não tivesse tempo de recebe-las? – questiona, gesticulando para que sentássemos.

—Porque o que nós temos a dizer é um pouco, como direi, delicado – Leslie justifica, sentando, eu e Sylvie fazendo o mesmo.

—Delicado? – Hank pergunta, sentando, olhando-nos alternadamente.

—Acho que a melhor opção neste caso é ser direta, portanto – começo dizer, respirando fundo antes de falar novamente – Trabalhamos na boate!

—Trabalhamos quem, em que boate? – pergunta, franzindo o cenho.

—Nós trabalhamos, Leslie, Sylvie e eu, trabalhamos na Fifty Shades. Dançando – completo, mordendo meu lábio inferior.

—Em quase todos os finais de semana, três vezes por mês. Geralmente – Sylvie prossegue – E algumas vezes quando estamos de folga em nossos trabalhos regulares – acrescenta, encolhendo-se na cadeira a medida em que Hank inclina o corpo sobre a mesa aproximando o tronco de nós, estreitando os olhos. Instintivamente faço o mesmo.

—Ainda dá tempo sair correndo? – minha amiga pergunta baixinho, e nego com um meneio de cabeça.

—Vão me contar essa história completa desde o começo, sem esconder nenhum detalhe! – pede (ou devo dizer ordena?), batendo o indicador sobre tampo da mesa.

—Foi exatamente para isso que viemos aqui – Leslie assegura, começando ela a contar como e porque começara a dançar na boate, Sylvie fazendo o mesmo logo a seguir, me deixando por último.

Um silencio constrangedor cai sobre nós assim que termino minha narrativa. Havia sido mais difícil do que imaginei contar-lhe sobre a boate. Não pensei que me sentiria tão exposta.

—Rhodes sabe? – Hank pergunta quebrando o silencio e confirmo com um aceno – E aprova?

—Não, mas entende meus motivos – respondo – Fizemos um trato. Vou manter meu plano de permanecer até o final do ano. Depois, independente do que esteja acontecendo, quer eu tenha atingido meus objetivos ou não, sairei da boate – informo.

—E quanto a vocês duas? – questiona, voltando sua atenção para minhas amigas.

—Ainda não temos planos definidos – Leslie afirma, completando antes que ele teça algum comentário – Entenda sargento, ficamos abaladas com o assassinato de Isabela, mais ainda quando soubemos que Nichole havia sido morta também – assegura – No entanto, não pretendemos sair da boate ainda – completa.

—Têm noção do risco a que estão se expondo? Duas dançarinas foram mortas de forma violenta e ao que tudo indica estas mortes podem estar interligadas – revela.

—Como assim? – pergunto, surpresa.

—Ainda estamos no começo, mas tudo leva a crer que ambas descobriram algo que acontece nos bastidores da boate – diz, nos encarando – Nunca notaram nada estranho durante esses meses que trabalham lá?

—A única coisa de anormal, se é que posso chamar assim, foi a discursão que presenciei, por acidente, entre Nick e um dos sócios alguns dias antes de ela sumir, mas não dei importância na época por conta dos boatos de que ela estaria se preparando para deixar a boate indo morar ou casar, não sei, com o ricaço com quem estava envolvida – Leslie revela.

—As dançarinas não têm liberdade para deixar a boate na hora em que desejarem? – pergunta, olhando diretamente para mim.

—Temos sim Hank — afirmo – E no meu caso, desde o começo avisei que não permaneceria após o final do ano....

—Isso antes ou depois de começar a dançar? – me interrompe.

—Desde que comecei a trabalhar lá, bem antes de assumir a vaga deixada por Nichole – revelo.

—O que todas notamos é que a rotatividade entre as dançarinas que formam o back anda muito grande nos últimos meses – Sylvie relembra.

—Back?? – Hank pergunta, intrigado.

—Erico, nossa baba-coreografo- figurinista, divide o grupo entre front e back – Leslie explica – Front somos nós – gira o dedo nos indicando – Mais três outras dançarinas. Back são as demais que ficam na retaguarda, nos fundos do palco, geralmente apenas para compor.

—E uma dessas não pode vir para o grupo do qual vocês participam? Como é feita essa escolha? – questiona.

—Isso só aconteceu duas vezes: com Isabela e Jullyana – revelo – Quanto a forma que escolhem, bom, na verdade não sabemos.

—Nenhuma de nós sabe na verdade – Leslie acrescenta – Quando me interessei, fui informada que deveria comparecer em determinados dia e hora para fazer o teste. Segui as instruções. Quando me ligaram já fui informada que faria parte do primeiro grupo, o mesmo vale para Sylvie, que foi recomendada por mim – completa.

—E você por conta da garota desaparecida após as demais falharem, correto? – pergunta, me encarando.

—Sim – confirmo – O que está te incomodando? – questiono ao vê-lo massagear o queixo, pensativo.

—Nunca questionaram ou quiseram saber quais critérios são usados? – devolve.

—Honestamente sargento, não – Sylvie adianta-se – Estávamos no grupo principal, ganhando bem, teoricamente não havia o que questionar.

—Disse certo: teoricamente! – exclama, recostando-se na cadeira, ainda massageando o queixo.

—Podemos não saber todos os critérios sargento, mas dois com certeza influenciaram: desenvoltura e dança – Leslie afirma – Veja o caso da Sarah. Ela só foi escolhida por ter demonstrado as duas coisas enquanto as demais, mesmo sabendo, assim como ela, a coreografia, deram várias mancadas durante os testes.

—Isso é algo que preciso ver para crer Sarah! – Hank diz, me olhando sorridente – Não consigo te imaginar em um palco, com pouca roupa, dançando sensualmente! – declara, me fazendo corar.

—Repete porque acho que não ouvi direito! – a voz de Alvin Olinsky chama nossa atenção, fazendo-nos sobressaltar.

—Não se bate mais antes de entrar por aqui não é? — Sylvie reclama pondo a mão sobre o peito.

—All, entre e feche a porta – Hank ordena, sinalizando para alguém que se aproximava (presumo) parar, o detetive obedecendo-o – Diante de tudo que me falaram e do que está acontecendo quero pedir a vocês três uma coisa.

—Lá vem bomba! – Sylvie diz baixinho.

—Quero que se afastem da boate – ordena.

—Olha a bomba ai gente! – Brett completa, juntando as mãos.

—Pelo menos até as investigações terminarem – argumenta, me encarando, sério – Não é seguro permanecerem lá, sabem disso tão bem quanto eu.

—Hank, mesmo que pudéssemos....

—Ou quiséssemos – Leslie me interrompe.

—Não acha que seria muito estranho e chamaria atenção três das seis dançarinas saindo ao mesmo tempo? – questiono, sustentando seu olhar, ignorando o comentário de Shay.

—Pouco me importa o quão estranho possa parecer! Quero as três fora daquele lugar o mais rápido possível – repete – Muito me admira Rhodes não ter te pedido isto, especialmente depois que encontramos o corpo da outra garota!

—Sabe que eu também tinha ficado admirada!– Leslie afirma, voltando-se para mim, a expressão zangada – Até segundos atrás, quando a ficha finalmente caiu – diz.

—Como assim a ficha caiu? – Sylvie pergunta, olhando de mim para ela.

—Deixa eu adivinhar: foi doutor Rhodes quem sugeriu que viessem contar ao Hank que trabalhavam na boate! – Olinsky opina, fazendo-nos voltar para ele – Sou um detetive não sou!? – indaga, abrindo os braços.

—Foi ele? – Hank pergunta, parecendo surpreso.

—Uhum – confirmo, mordendo o lábio, tendo que reconhecer a astucia de Connor – Pediu, ou melhor, nos aconselhou a falar com você antes que descobrisse durante a investigação já que certamente iriam querer entrevistar todos os funcionários do clube!

—Garoto esperto! – Olinsky elogia, aumentando a irritação de Shay, aplacando-a com seu comentário seguinte – No entanto, acho que elas podem esperar mais um pouco para sair – aconselha, explicando-se diante do olhar assassino que Hank lhe dirige – Pense bem Hank: por mais que investiguemos certamente vamos parar em algum beco sem saída que nos obrigara a suspender as investigações ou infiltrar alguém lá dentro. Ao passo que, se já tivermos pessoas de confiança, poupamos um tempo precioso – argumenta, indicando a nós três com um gesto de mãos.

—Está sugerindo que elas espionem a boate para nós? – pergunta encarando o outro ainda bravo.

—E não apenas nós poderemos ajudar – Sylvie se adianta – Erico, Aline, Jully, Andrer e Brenno certamente não se oporão a ajudar no que puderem. Todos estamos chocados com a descoberta de que Nick foi assassinada– Sylvie acrescenta

—O problema Brett, é que não se trata apenas de dois casos de homicídios, porque mesmo o assassino estando preso, seu cumplice encontra-se a solta – Hank começa dizer – Há também algo, que ainda não sei bem o que é, e que está me incomodando tanto quanto os assassinatos. Algo oculto que pode ter sido a causa de pelo menos um dos homicídios. Uma sensação de que alguma coisa não está sendo dita ou vista por nós.

Nossa, até parece Connor falando! , penso, guardando-o para mim, mordendo minha unha, nervosa.

—Ainda assim acho que a permanência delas, tomando as devidas precauções, recebendo nossa proteção, é melhor do que uma inexplicável fuga em massa – Olinsky reitera fazendo aspas no ar – Até mesmo se quisermos infiltrar alguém por lá, poderão nos ajudar – argumenta.

Por um longo período ninguém fala nada. O silencio é tão grande que escuto os passar dos minutos em meu relógio.

—Sargento, reconheço que o ambiente na boate nos últimos tempos, inexplicavelmente, é perigoso e não apenas para nós – Leslie quebra o silencio, finalmente – Mas tem que reconhecer a validade do que seu detetive sugeriu é o mais logico a ser feito. Além de não levantar suspeitas, terão a ajuda de que precisam lá dentro. Não somos totalmente amadoras. Temos nossos treinamentos, conhecemos nossos limites e sabemos até onde podemos ou devemos ir para não nos colocarmos em perigo ou atrapalhar a investigação de vocês – argumenta.

—Será que sabem mesmo? – Hank questiona, nos olhando uma a uma – Vai conseguir se manter calma se uma das duas estiver em perigo, o mesmo valendo para vocês duas? – aponta alternadamente de Leslie para mim e Sylvie invertendo o caminho, concentrando-se em mim – Vai conseguir se manter calma caso Rhodes se coloque em perigo para te defender? Caso seja ameaçado novamente? – questiona fazendo meu sangue gelar.

—Não! – admito, estremecendo involuntariamente – Jamais me perdoaria se Connor se ferisse por minha causa!

—Então deveria pensar seriamente em sair da boate, independente do que tenha planejado – aconselha-me – Sabe tão bem quanto eu que ele não pensaria, como não pensou, em se pôr na linha de fogo para defende-la – acrescenta, voltando-se para Leslie em seguida – Essas pessoas, senhorita Shay, não hesitarão em ameaçar as pessoas ligadas a vocês caso se vejam acuados e é justamente isto que quero evitar. Por mais que coloquemos alguém lá dentro, e o faremos – avisa – Não poderemos protege-las em tempo integral e honestamente não me perdoaria se alguma coisa de ruim acontecesse a qualquer uma de vocês – garante, me dirigindo um olhar intenso – Nem ao Rhodes – acrescenta, me surpreendendo.

—Posso bancar o advogado do diabo? – Olinsky se pronuncia, aproximando-se, parando ao lado de Hank – Ainda gostaria que pudessem permanecer na boate por pelo menos mais um mês. Nos daria tempo de infiltrar uma agente com calma, sem levantar suspeitas. Infiltramos a agente, elas saem, em definitivo ou não – sugere, olhando-nos tranquilamente.

—Concordo – Leslie responde prontamente, voltando-se para mim e Sylvie.

—Daremos tempo ao Erico para procurar substitutas para nós sem surtar! – Sylvie comenta, me fazendo rir minimamente – Temos férias para tirar mesmo! – exclama, dando de ombros.

—Eu não tenho mas vou pensar em algo para justificar minha saída...Definitiva – assumo, notando a expressão de alivio em Hank, me trazendo um sorriso aos lábios.

—Neste caso, não vamos perder mais tempo – Hank decreta – Estariam dispostas a revelarem ao restante da equipe o que me revelaram agora a pouco? – questiona, explicando – Quero que passem detalhes de funcionamento, estrutura física, além de tudo que sabem sobre os sócios da boate para nós bem como indiquem uma policial que pudesse fazer parte desse tal grupo de dançarinas que chamam de back.

—Para isto a pessoa mais indicada seria Erico – Leslie afirma, surpreendentemente tranquila – Ele deve saber os critérios de escolha – revela – Agora, quanto a contar a seus detetives...Não sei não – diz, voltando-se para olhar o grupo, que agora estava completo, do lado de fora da sala.

—Eles não se atreverão a julga-las ou expô-las – Hank assegura – Preciso que saibam a verdade tanto quanto eu. All já sabe parte – completa, recostando-se na cadeira – Além do mais serão capazes de protege-las melhor e....

—Ok, entendemos! – Leslie o corta, bufando – Não acredito que por mais de dois anos me esmerei em cuidados para ninguém saber de nada, e agora vou jogar tudo na lata de lixo! – bufa novamente.

—Para nossa segurança e para que os assassinos de Isa e Nick paguem não valera a pena Les?? – questiono, Sylvie anuindo com um aceno.

—Ta, vamos acabar logo com isso! Chama logo eles – decreta, cruzando os braços mal humorada.

—Mas antes – Hank fala, sinalizando para Olinsky esperar, pegando seu celular, fazendo uma ligação – Senhor Daves, poderia vir até o distrito juntamente com os senhores Esteves e Ribeiro? Não, agora... Certo, estaremos aguardando-os – desliga nos encarando – Agora é só aguarda a chegada de seus amigos.

—Não daria para ir adiantando? – Sylvie pergunta – Não me levem a mal mas esta é a primeira folga para valer em meses e não pretendia passar o dia inteiro dentro de um distrito policial por mais agradável que seja! – argumenta, sem graça.

—Podemos sim – Hank anui, sinalizando para que All chamasse os demais membros da equipe, aguardando-os entrarem e posicionarem-se antes de começar a falar – Antes de começarmos, não preciso mas direi assim mesmo: Nada, absolutamente nada, do que será dito dentro desta sala deverá sair dela, fui claro? – interroga.

—Certamente – Antônio Dawson responde por todos – O que houve sargento? – pergunta, não escondendo a curiosidade.

—Já saberão. Quero que escutem primeiro e façam perguntas depois – avisa, dirigindo-se a nós – Senhoritas, agora é com vocês – convida-nos a falar.

Respiro fundo, trocando um olhar com minhas amigas antes de começarmos a repetir para o restante da equipe tudo que havíamos contado a Hank anteriormente, Erico, Brenno e Andrer juntando-se a nós meia hora depois, surpreendendo-se ao nos encontrarem (mais ainda ao constatarem que estávamos revelando nosso segredo a toda a equipe!).

Assim que terminamos, Hank faz com que ele, Andrer e Brenno passem as informações que haviam lhe dado na segunda. Ao final, um breve silencio se faz até o irmão do doutor Halstead quebra-lo.

—Qual será nossa linha de ação de agora em diante sargento? – questiona, tranquilo.

—Vamos começar a traçar nossa nova linha de ação a partir de agora – diz, voltando-se para Erico – Preciso que nos indique uma policial que preencha os requisitos para ser bailarina de seu staff – pede, Erico anuindo com um aceno – Enquanto isso, os demais vejam com as garotas e os dois seguranças maiores informações sobre o funcionamento e estrutura física da boate – direciona.

Nos minutos seguintes, após nos dividirmos em grupos, repassamos tudo que sabíamos sobre os bastidores da Fifty, sua estrutura (incluindo as passagens escondidas), horários de funcionamento regular e quadro de funcionários, sendo liberadas por volta das treze horas, Erico e os rapazes permanecendo por mais tempo.

Decidimos almoçar em um restaurante próximo, conversando sobre tudo que havia acontecido, o que havíamos descoberto.

—Vai mesmo antecipar sua saída? — Leslie me pergunta.

—Vou Les – confirmo – Depois do que Hank me fez ver, não conseguirei permanecer por mais tempo – afirmo, a simples ideia de minha permanência na boate colocar a vida de Connor em risco me causando um novo estremecimento – Não gosto nem de pensar em pôr Connor em perigo por minha culpa novamente – verbalizo meu pensamento.

—Realmente, depois que o Voight falou fiquei pensando sobre isto. Não havia me tocado o quanto Rhodes se pôs na linha de fogo para te defender e no quanto ainda pode se pôr – reconhece minha amiga – Vamos sentir sua falta mas certamente será o melhor a fazer amiga!

—Ah, nos sempre teremos festinhas particulares!! – Sylvie brinca, tentando descontrair o ambiente – Humm, vem cá, notaram que ninguém na equipe do Voight abriu a boca para dizer um Ai para nós? – comenta de repente.

—E você que alguém se atreveria a dizer qualquer coisa sobre a ex do chefe na frente dele? – Leslie questiona.

—Erin Lindsay não hesitaria – garanto, tomando o restante de meu sorvete – Mas honestamente isto não me preocupa. A opinião deles é o que menos me interessa. O que não posso é deixar que essa informação chegue ao Med. Lá sim terei problemas e não me refiro apenas a diretoria. Tenho certeza que Robin Charles ira se encarregar de conseguir minha demissão sumaria!

—Você arranjou uma bela inimizade ali – Sylvie diz, segurando minha mão, solidaria.

—É, eu sei – reconheço, triste – Mas o que posso fazer? Não temos culpa, nem eu nem Connor, de termos nos apaixonado...Humm, falando nele, vou indo. Quero deixar um café da manhã reforçado para ele – declaro, fazendo-as rir.

—Tá faltando o que mesmo para casar?? – Sylvie insinua, cantarolando a marcha nupcial.

—As alianças e ....Só! – Leslie me provoca, ajudando-a, tocando um violino imaginário.

—Bobas! – exclamo, enrugando meu nariz em uma careta – Nos vemos mais tarde na Fifty – despeço-me beijando -as no rosto, seguindo para o apartamento de Connor onde, após deixar tudo preparado para a noite, tomo um banho indo logo em seguida para a boate, retornando ao apartamento bem depois da meia noite. Cansada não apenas pelo ensaio exaustivo, mas por toda as emoções do dia, adormeço logo que deito, agarrada ao travesseiro de Connor, sentindo seu cheiro.

Acordo cedo na quinta, preparo meu café, o de Connor, tomo meu banho, troco de roupa e sigo para o hospital.

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“....Porque eu sei que é amor, sei que cada palavra importa;

Porque eu sei que é amor, sei que só há uma resposta;

Mesmo sem porquê eu te trago aqui, o amor esta aqui;

Agora;

Mesmo sem porquê eu te levo assim, o amor está em mim

Mais vivo...”

Chicago Med (quinta, 23/3 – 09:00 a.m)

Connor

Bem que tentei ver ou falar com Sarah antes de sair de meu plantão e ela entrar no dela, mas não foi possível. Maggie me informara que ela mal chegara e já entrara em atendimento.

Eu por minha vez, também não sai no horário esperado. Uma nova cirurgia se apresentar e David me convocará para participar. Seu estado de saúde estava cada dia mais frágil, o que o levava a se apressar em me passar tudo que sabia, o que não era pouco, me fazendo burlar a lei e trabalhar mais horas do que deveria. Era arriscado tanto para mim quanto para o hospital, mas também era preciso.

O risco de perde-lo a qualquer momento me atormentava e assustava mais do que gostaria ou queria admitir.

Assim que terminamos a cirurgia, um transplante de pulmões, me ofereci para permanecer um tempo com o paciente para que ele pudesse descansar um pouco mais, por isto estava saindo cerca de duas horas depois do meu turno ter-se encerrado. E mesmo assim não conseguira ver Sarah.

Havíamos nos falado muito rapidamente durante a madrugada. Pelo barulho pude perceber que estava na boate, o que me preocupou visto que passava da meia noite, mas ela e tranquilizara garantindo que sairiam todos juntos.

A caminho de casa, paro em um supermercado comprando algumas coisas para mim e Sarah além de artigos pessoais que ambos estávamos precisando (preservativo sendo um deles), seguindo para o apartamento assim que termino as compras, me surpreendendo ao encontrar a mesa posta com um delicioso e caprichado café da manhã (em parte feito por ela). Um bilhete me avisava que tinha novidades para contar quando chegasse, me deixando ansioso e curioso.

Após um banho rápido, retorno a sala tomando o dejejum que me deixara, deitando no sofá depois de arrumar a cozinha, ligando a televisão, acabando por adormecer ali mesmo.

Sou acordado por beijos em minhas costas e rosto, sorrindo ao abrir os olhos e ver seu rosto e sorriso próximos ao meu.

—Estou sonhando? Porque tenho certeza que estou vendo uma ninfa!! – exclamo fazendo seu sorriso aumentar.

—Suponho que o senhor passou direto depois que tomou seu dejejum pulando o almoço, pra variar, não foi? – indaga, acariciando meu rosto.

—Não exatamente já que meu dejejum foi quase um almoço! – revelo, girando meu corpo rapidamente, surpreendendo-a ao puxa-la para cima de mim, prendendo sua boca em um beijo saudoso, o qual encerro apenas quando o ar nos falta.

—Connor, não pode ficar pulando refeições enfrentando o ritmo alucinante que está com o Downey. Pode acabar prejudicando sua saúde meu amor – ralha, penteando meu cabelo com os dedos.

—Eu sei doçura – anuo, brincando com uma mexa solta – Além do que havia me preparado, comi mais algumas coisas. Confesso que não pretendia pular nada, a não sobre você quando chegasse! – insinuo maliciosamente, me deliciando com seu riso – Mas estava realmente exausto e acabei adormecendo sem perceber. Podemos compensar isto no jantar, o que acha?

—Se está me convidando para jantar fora, hoje vou te dizer que prefiro ficar em casa – afirma, ficando séria de repente – Quero conversar com você sbre o que fizemos hoje, eu Sylvie e Leslie, e também sobre a decisão que tomei – avisa, relembrando-me seu bilhete – Podemos pedir algo se não quiser cozinhar – sugere.

—Não, prefiro cozinhar. Assim aproveito para conversarmos com calma – declaro, sentado, esticando os braços preguiçosamente – O que quer comer?

—Não sei. Não havia pensado em nada ainda – admite, massageando minhas coxas distraidamente, o gesto me excitando.

—Se continuar a fazer isto, além do almoço vou pular o jantar também – alerto.

—Então é melhor eu ir tomar um banho enquanto meu chef predileto escolhe nosso jantar – diz, levantando rápido, pegando sua bolsa, caminhando para o quarto.

—Ter posto a ideia de você nua no banho em minha mente não ajudou a me fazer pensar em desistir de pular o jantar! – declaro, escutando seu riso ecoar pelo apartamento – Não ajudou mesmo – digo para mim mesmo, levantando, seguindo para a cozinha.

Acabo escolhendo preparar o restante de nhoque que estava reservado em uma vasilha na geladeira, caprichando no molho, abrindo uma garrafa de vinho tinto doce (o preferido dela), me servindo uma taça enquanto cozinho.

Sarah volta incríveis vinte minutos depois, a tempo de me ajudar com o molho.

Optamos por jantar na varanda já que a noite estava agradável, decidindo conversar primeiramente sobre meu duplo turno que terminara com uma cirurgia estilo ficção cientifica, o seu, que segundo ela não tivera nada de tão empolgante assim, falando rapidamente sobre a saúde de David.

Enquanto lavamos a louça, entra no assunto que a levou a escrever o bilhete, contando-me que haviam passado toda a manhã da quarta no vigésimo primeiro distrito, com Voight e sua equipe (além de Erico, Brenno e Andrer), revelando que seguiram minha sugestão, contando tudo ao sargento sobre seu trabalho na boate, contando-me que Voight colocaria uma policial infiltrada para ajudar a protege-las e investigar mais a fundo os bastidores do lugar.

—Fico feliz que tenham decidido fazer isto amor. Pelo menos agora Voight terá mais um motivo para se dedicar com mais afinco ao caso além de providenciar proteção para vocês – comento, abrindo a geladeira para pegar nossa sobremesa, pondo o pote sobre o balcão da pia.

—Humm, sorvete Cheescake de limão!! – exclama, me abraçando por trás, beijando meu pescoço.

—Sabia que iria gostar – digo, servindo-lhe uma colherada antes de continuar – Falou no bilhete sobre ter tomado uma decisão -relembro, girando em seus braços, ficando de frente para ela – Sobre o que exatamente? – pergunto.

—Depois que conversamos com Hank, ele me abriu os olhos para algo que, no fundo, sabia que ser uma possibilidade real e assustadora – diz, me encarando por alguns segundos antes de falar – Não vou mais ficar na boate até o final do ano como havia planejado. Vou permanecer lá por apenas mais um mês, tempo suficiente para sair sem levantar suspeitas e ajudar a policial a se infiltrar – revela, me pegando de surpresa – Hank pediu para Leslie e Sylvie fazerem o mesmo.

—Ah, Voight pediu que fizesse – falo, não conseguindo esconder minha contrariedade, tentando me voltar para o balcão, mas Sarah não permite, envolvendo meu pescoço com os braços, prendendo-me em seu olhar.

—Connor, o único motivo para ter tomado essa decisão foi você – assegura, massageando meu pescoço – A contribuição de Hank foi ter-me aberto os olhos para algo que, como disse, sabia que certamente aconteceria, mas não queria aceitar: minha permanência na Fifty te colocaria em perigo. Me deixe terminar, por favor – pede, calando meu protesto – Sei que não hesitara em se colocar na linha de fogo para me salvar caso algo dê errado e jamais me perdoaria se fosse ferido gravemente ou....acontecesse o pior – declara, emocionada, os olhos marejados – Não posso te colocar em perigo de novo...E por isso...

—Sarah não faça isso – me adianto, pressentindo sua fala seguinte.

—Por isso – prossegue, me dando um selinho – Por isso te peço para que não vá a boate durante este mês que permanecerei lá, ou melhor: me prometa, me dê sua palavra de que não irá até a Fifty em momento algum, sob qualquer pretexto!

—Não me peça isso, não vou poder cumprir, sabe que não vou! – afirmo, sustentando seu olhar.

—Connor, não vou me perdoar se algo te acontecer novamente por minha causa! – repete – Não vou ficar tranquila sabendo que está na boate enquanto a investigação está acontecendo, sabendo que algo pode dar errado e sair ferido ou pior, ser morto! – diz, um soluço escapando de seus lábios, as lágrimas deslizando por seu rosto suavemente – Me dê sua palavra que não irá a boate enquanto eu ainda estiver lá.

—Sarah...

—Me dê sua palavra Connor – reitera – Por favor, meu amor, prometa. Por nós. Por mim!- reforça, segurando meu rosto.

Fecho os olhos lutando contra a vontade de gritar que não, que jamais a deixaria sozinha naquele lugar depois de tudo que aconteceu, que não permitiria que ninguém a machucasse outra vez, mas sabia que isto só iria piorar as coisas.

—Connor! – chama, me dando mais um selinho, fazendo com que abrisse meus olhos, mergulhando nos seus.

—Esta bem – me escuto dizer, xingando-me mentalmente – Não irei a boate. Mas quero saber de tudo que estiver acontecendo, quem e quantos serão os policiais infiltrados, o que pretendem fazer para proteger você e suas amigas caso algo dê errado, não quero que me esconda nada. Absolutamente nada Sarah – condiciono.

—O que eu souber, você saberá meu amor – promete, me beijando mais uma vez, esta demoradamente.

—E nada de danças privadas para quem quer que seja! – acrescento, fazendo bico.

—Sem danças – promete – Já tinha combinado isto com o Erico. Ontem só reforcei e avisei que estarei fora dentro de um mês, nem um dia a mais! – pontua, me estreitando em seu abraço – Um mês e o único que verá Dione dançando novamente será você quando quiser!

—Este sem dúvida será o mais longo de todos os meses! – exclamo, fazendo o mesmo que ela – Vou contar cada dia, semana, hora, minuto e segundo até que chegue ao final para te ter em completa segurança a meu lado.

—Também estarei fazendo a mesma contagem – garante , roubando beijos rápidos intercalados com declarações – Te amo, te amo, te amo!

—Também te amo. Muito. Demais. Imensamente – exagero, fazendo-a gargalhar, aquecendo meu coração – O que acha de tomarmos nossa sobremesa na cama? – sugiro, apertando-a mais contra meu corpo.

—Acho uma excelente ideia! – concorda, esticando os braços por sobre meus ombros, pegando o pote de sorvete e as colheres as minhas costas, girando em meus braços – Sempre quis experimentar tomar sorvete num “tanquinho”! – insinua, soltando-se, me olhando maliciosamente.

—Ahhh ! Lamento dizer que vai continuar querendo. Não estou tão em forma assim – digo, devolvendo o olhar.

—Pra mim está perfeito! – declara, umedecendo os lábios com a ponta da língua, levando um pouco de sorvete a boca logo em seguida.

—O que estamos esperando mesmo!? – indago, puxando-a pela mão para nosso quarto...

“...Eu sei que é pra sempre enquanto durar;

E eu peço somente o que eu puder dar;

Eu sei que é pra sempre enquanto durar;

E eu peço somente o que eu puder dar;

Porque eu sei que é amor;

Porque eu sei que é amor.”

Notas finais
Xero, Bjinhos flores...Eu simplesmente amo essa cena!!!