Notas iniciais
Olá flores lindas, voltei! E já vou pedir desculpas antecipadamente pois estou passando por um tremendo perrengue: meu computador zicou de vez! Foi para o estaleiro! Tá no concerto! :( Quase perdi este capitulo e mais dois que estava escrevendo (um de Survivos e outro de Perfect!) mas tudo deu certo e consegui salva-los. Como nos próximos dez dias estarei meio que de ferias (boss está viajando!) vou postar daqui do trabalho geralmente na parte da tarde mas se tudo der certo postarei pela manhã também. Quero tentar adiantar ao máximo as fics que puder antes que ele volte sempre na esperança que meu PC fique pronto antes disso. Portanto amores, mais um pouquinho de paciência! Já estão avisadas que amanhã tem Perfect! e depois Survivors ( quem sabe as duas!) Por aqui, as coisas entrando nos eixos..No mais, grata por todas as rewiews passadas, escritas e pensadas,... More rewiews, pleeeassee!...Boa leitura...Kisses flowers! P.S: Não se assustem com o começo tá. Connor não virou neandental!! P.S: Música em dobro!

“You were looking at me like you wanted to stay;

When I saw you yesterday;

I’m not wasting your time;

I’m not playing no games;

I see you;

Who knows the secret tomorrow will hold?

We don’t really need to know;

Cause you’re here with me now, I don’t want you to go …”

Perfect Strangers

Jonas Blue

Apartamento Connor ( madrugada segunda, 00:25 a.m)

Narrador

Connor interrompe o beijo mantendo o corpo colado ao de Sarah, prensando-a contra a parede junto à porta enquanto baixa a cabeça, abrindo a bolsa em busca da chave do apartamento, gemendo ao senti-la morder sua orelha, deslizando os lábios até a curva do pescoço, sugando a pele em um chupão forte, passeando pelo queixo até a sua boca, reivindicando-a.

Durante todo o trajeto até seu apartamento (do Molly’s até lá era mais perto em relação ao de Sarah) permaneceram em silencio, ele quase desistindo no meio do percurso por conta disto... Quase! Bastou um simples toque, um carinho involuntário, para reacender em ambos a chama do desejo novamente.

No prédio, mal as portas do elevador fecharam a tomara em seus braços, beijando-a com urgência, as bolsas deixadas ao chão por pouco não foram esquecidas ao saírem, seguindo pelo corredor, parando vez ou outra, trocando beijos cada vez mais exigentes.

Assim que consegue abrir a porta, escorregam para dentro sem interromper o contato, as bolsas novamente deixadas de qualquer maneira, indo parar junto ao sofá enquanto seguem em direção ao quarto.

Connor a conduz ao aposento, sua jaqueta e camisa assim como o casaco e a blusa dela largadas no caminho, terminando de despirem-se no quarto.

Junto à cama, ergue-a, fazendo-a enroscar as pernas em sua cintura, deitando-se por sobre ela, seus corpos moldados perfeitamente um ao outro, penetrando-a em uma estocada vigorosa, arrancando um grito rouco num misto de dor, surpresa e prazer, saindo para retornar logo em seguida em uma nova estocada tão vigorosa quanto a primeira, segurando-a firme pela cintura, um ritmo cada vez mais forte, a boca sugando e mordendo os seios, marcando a pele sensível.

Sarah corresponde com a mesma intensidade, cravando as unhas em suas costas, mordendo o ombro, os calcanhares apoiados na parte interna das coxas de Connor, ajudando-a manter-se firme, acompanhando o ritmo intenso determinando por ele.

Não há gentileza, apenas a vontade de saciar o desejo que os dominava fazendo-os perderem a razão, seguindo em um ritmo frenético até que, exauridos após alcançarem o clímax praticamente juntos, os corpos molhados e suados pelo esforço extremo, relaxam, Connor saindo dela, deitando-se a seu lado, o braço repousando possessivamente em sua cintura.

Após alguns minutos aguardando suas respirações e batimentos normalizarem-se, traz Sarah para junto de seu corpo, aconchegando-a sobre o peito, puxando o cobertor por sobre seus corpos, adormecendo pouco depois que ela o faz, afagando seus cachos carinhosamente.

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Sarah (terça, 5:30 a.m)

Sento na cama apoiada a cabeceira, olhando em volta, desorientada.

Levo as mãos ao cabelo arrumando-o da melhor maneira possível. Suspiro, as lembranças voltando devagar, ajudando a me situar.

—Apartamento de Connor....estou no apartamento de Connor! – concluo, fechando meus olhos, respirando fundo, voltando a abri-los, virando a cabeça de um lado para o outro, observando o ambiente.

As cores neutras predominam. Na parede de frente para a cama (de casal) uma estante onde a tv se destaca. Ao lado, alguns livros, vasos e pequenos bibelôs.

Na parede a minha direita uma porta (que acredito conduza ao banheiro), dois quadros em tamanhos e artes diferentes: um é abstrato, outro uma pintura rústica retratando uma paisagem litorânea. Ao lado deste, um imenso armário embutido.

A minha esquerda a porta de entrada do aposento, parcialmente aberta,me permitindo visualizar uma janela no corredor.

Respiro fundo novamente, mudando de posição, sentindo o corpo inteiro responder ao movimento. Faço uma careta sentindo, além das dores, uma ardência entre as pernas... Droga! O que andei fazendo ontem à noite?.... “Quer mesmo saber?!?! Posso te contar uma coisinha ou outra! ”...meu grilo falante vem perturbar fazendo-me revirar os olhos enquanto massageio o pescoço olhando em direção a suposta entrada do banheiro, reunindo coragem para levantar e tomar um banho revigorante, de preferência quente, a fim de espantar essa languidez que ameaçava me dominar.... “Vai lá. Aposto que aqui a água passa mais do que cinco minutos quentinha!”... Certeza que sim! ... penso, afastando o cobertor, escorregando até a borda da cama a procura de algo para vestir.

—Onde estão minhas roupas? – questiono baixinho, olhando em volta novamente – E as dele?.... “Nem queira saber! ”— Merda Sarah, que diabos andaram fazendo? – me recrimino, enrolando o cobertor em meu corpo, agradecendo mentalmente o tapete macio que vai até perto da porta.

Abro-a descobrindo tratar-se realmente do banheiro. Imenso se comparado ao meu! O box é de vidro fosco, uma banheira convidativa (mas que vai ficar vazia!), pia com armário acoplado, um outro no canto com porta de vidro também fosco onde visualizo toalhas e ao menos um roupão. Vou até ele retirando uma toalha de banho felpuda. A penduro no box, fecho a porta e só então solto o cobertor.

—Ai meu Deus!!! – exclamo, assustada com a imagem refletida no espelho sobre a pia: várias marcas se espalham por meu corpo, algumas já adquirindo um tom arroxeado (em meus seios e pescoço) outras ainda vermelhas – Merda! – xingo, ficando de lado, notando mais manchas em minhas costas, cintura, nádegas – Merda! – repito, baixando a cabeça, alisando a parte interna de minhas coxas, onde se concentravam as maiores manchas (já arroxeadas) em ambos os lados –Droga! Que foi que eu fiz??....“Sexo selvagem de ótima qualidade meu bem!” — Ele me marcou! O filho da mãe me marcou! – xingo, cerrando os punhos com força... “Te marcou é? Espere até ver o que Você fez com ele! ”.... Como assim o que eu...

—Sarah?! – escuto-o chamar e me enrolo na toalha abrindo a porta pronta para dizer-lhe poucas e boas, parando ao me deparar com ele encostado ao batente usando apenas o short do pijama, meu queixo quase indo ao chão ao notar as diversas marcas e aranhões em seu pescoço, ombro e peito – Bom dia! Vejo que já encontrou o que precisava – cumprimenta, abrindo um de seus sorrisos devastadores – Trouxe esse pijama enquanto suas roupas secam – aponta o conjunto dobrado sobre a cama — Coloquei-as na máquina. Daqui uns minutos estarão prontas – avisa – O que foi? – questiona arqueando a sobrancelha.

—Eu... Eu que fiz isso? – indago, tocando as marcas de mordida em seu peito e ombro, o chupão no pescoço, os aranhões ( que pareciam ter origem em suas costas terminando na cintura, alguns parecendo ir um pouco além!).

—Ou foi você ou então andei brigando com uma gata brava! – brinca, o sorriso aumentando, chamando minha atenção para sua boca (também machucada, diga-se de passagem).

—Que vergonha !! – digo, sentindo meu rosto esquentar – Me desculpe Connor. Eu... Não sei o que me deu. Deve ter sido o vinho! Acho que exagerei um pouco! – afirmo, enrugando meu nariz em uma careta.

— Exageramos na verdade – me corrige, pondo uma mecha que soltara para trás de minha orelha – Acredito que já tenha visto o estrago que fiz em você também – fala, brincando com o indicador em meu colo, deslizando-o lentamente de um lado para o outro respeitando (por enquanto!) o limite imposto pela toalha – Eu não tenho desculpa de ter bebido nada. Estava sóbrio. Bem sóbrio! – exclama, inclinando a cabeça, depositando beijos rápidos por toda extensão de meu colo e pescoço, me fazendo suspirar.

—Neste caso, doutor Rhodes, eu deveria processá-lo por lesão corporal!– resmungo, arrepiando-me toda ao sentir seu hálito morno tocar minha pele quando ri.

—Desde que seja eu a fazer o exame de corpo de delito por mim tudo bem! – afirma, assustando-me ao envolver minha cintura reivindicando minha boca em um beijo exigente, possessivo, apertando meu corpo contra o seu.

Um gemido rouco escapa de meus labios ao sentir a dureza de sua ereção pronunciada sob o short fazendo a umidade entre minhas pernas aumentar consideravelmente rápido! ...Minha nossa, o que é isso!? Mal nos tocamos e já estamos em chamas! Que loucura!...penso, abrindo a boca para receber sua língua, deixando-a passear por toda extensão , acariciando a minha antes de iniciarem um doce duelo.

Enrosco meus dedos em seu cabelo, puxando os fios grossos em mechas, forçando-o inclinar a cabeça me dando mais acesso. Agora era minha língua que invadia e explorava sua boca, saboreando o gosto de menta do enxaguante bucal misturado a algo mais que não sei identificar, aprofundando ainda mais o beijo, cessando-o apenas quando ambos sentimos necessidade de ar.

—Quero fazer amor com você Sarah, agora, antes de irmos trabalhar e me veja obrigado a ficar o dia inteiro sem poder te abraçar, beijar, acariciar..- enumera, me suspendendo pela cintura, levando-me de volta para a cama desarrumada, pondo-me de volta no chão junto a borda, uma pergunta muda no olhar que respondo soltando a toalha que me envolvia.

Levo minhas mãos a sua cintura, segurando as laterais do short, descendo-o até sentir que escorregava parando a seus pés.

Nus, ficamos parados frente a frente, olhos nos olhos, até que, por fim, ele estica o braço tocando meu rosto com a mão, deslizando-a por meu pescoço alcançando um seio, cobrindo-o, o polegar massageando meu mamilo rijo, provocando arrepios de prazer que se espalham rapidamente.

—Connor! – suplico de olhos fechados, sentindo-o me envolver outra vez, levantando-me. Ergo meus braços envolvendo seu pescoço, minhas pernas enroscando-se em sua cintura enquanto deitamos, trazendo-o para mais perto. Solto mais um gemido ao sentir seu membro tocar minha entrada e ergo o quadril, buscando-o.

—Ainda não – diz, erguendo-se o suficiente para evitar me penetrar, os braços esticados sustentando o próprio corpo, tomando meus lábios em um beijo lento, sugando-os, mordendo de leve, abandonando-os para traçar um caminho de fogo até o vale entre meus seios, fartando-se em um depois no outro em uma tortura lenta e doce.

Deslizo minhas mãos por suas costas até alcançar sua bunda, apertando-a, retornando a cintura, insinuando-as entre nossos corpos, alcançando seu membro ereto. Escuto um grunhido rouco escapar de seus lábios ao envolve-lo em minhas mãos passando a estimulá-lo com movimentos de vai e vem tão lentos quanto os que realizava em meus seios.

—Chega de brincadeiras! – declara quando ambos não agüentamos mais a espera, penetrando-me cadenciada e lentamente, controlando o ritmo de suas investidas a fim de prolongar nosso prazer.

Sinto meu corpo ser sacudido por espasmos cada vez mais fortes, me elevando, uma sensação de arrebatamento que nunca havia sentido se apossando de mim. Sussurro coisas desconexas em seu ouvido, seu nome escapando de meus lábios em um grito quando atinjo o cume do prazer, amolecendo em seus braços, sorrindo ao senti-lo alcançar o mesmo instantes depois deixando-se cair sobre mim.

—Por que sempre que diz pretender conversar comigo acabamos na cama? – questiono assim que minha respiração se regulariza, afagando seu cabelo.

—Porque ao que parece temos tendência a conversarmos melhor depois de satisfeitos...Sexualmente falando! – responde, atrevido, erguendo o tronco, apoiando-se nos cotovelos, me encarando.

—Pois é bom isso mudar e rápido – digo, tocando a ponta de seu nariz – E trate de tirar esse riso safado da cara!

—Estou tentando, juro!– exclama, erguendo-se, saindo de mim, cuidadosamente – Já que tocou no assunto, me desculpe por ontem. Não quis te magoar. Em momento algum – pede, me dando um selinho – Eu só...fiquei com ciúmes por ver o Kelly te abraçando em publico quando eu não posso fazê-lo! – confessa.

—Ele não me abraçou Connor – reafirmo, afagando seu cabelo mais uma vez – Eu me choquei contra o corpo dele ao tentar pegar a taça de vinho e teria no mínimo esbarrado na mesa se não me segurasse.

_Ok ,mas do ângulo que vi pareceu que estavam se abraçando – justifica – Não foi nada fácil para mim ver aquela cena.

—Desculpa – peço, mordendo meu lábio inferior – E desculpe também por ter dito aquelas coisas...sobre não suportar ver sua cama vazia – enrugo meu nariz em uma careta – Eu só...

—Sente-se insegura em relação a nós, nosso futuro como casal já que emendei uma relação sobre a outra como bem lembrou meu grilo falante particular! – brinca, me interrompendo – Will Halstead – explica.

“Olha, ele também tem um grilinho! Humm, será que está disponível para namoro!?”...Cala a boca!...— Conversou sobre nós com o doutor Halstead? –indago vendo-o confirmar com um meneio de cabeça.

—Will é o mais próximo de um amigo que tenho, apesar de termos começado com o pé esquerdo – diz sorridente –E tem sido excelente nos últimos meses. Um baita chato as vezes, mas excelente. Confio nele. Sei que será discreto – afirma, verificando a hora em seu relógio de pulso –Adoraria ficar o dia inteiro na cama conversando – brinca, protegendo-se do tapa que desfiro – Mas temos que ir trabalhar – lembra, levantando – Pode tomar seu banho aqui enquanto termino nosso desjejum – sugere, vestindo o short – Tem sabonete em pedra se não quiser o liquido. Vou ver se suas roupas secaram e já trago – avisa, me dando um selinho antes de sair.

Levanto rindo feito uma boba, caminhando até o banheiro onde tomo um banho revigorante, encontrando minhas roupas sobre a cama ao sair, fazendo uma nota mental enquanto me visto: toma um analgésico assim que chegar ao Med!

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Connor

Antes de retornar a cozinha, pego as roupas de Sarah pondo-as sobre a cama, pegando uma muda completa para mim, optando por tomar logo meu banho antes de fazer o que dissera visto que já eram seis horas e corríamos o risco de nos atrasarmos.

Durante o banho reflito sobre os acontecimentos do dia e noite anteriores: a briga com Sarah logo cedo, as conversas com doutor Charles, David e Will, minhas lembranças da noite do crime, minha crise de ciúmes ao vê-la nos braços de Kelly Severide e por fim nossa noite de amor. Ou deveria dizer sexo selvagem??

—Agiu feito um troglodita Connor! – me recrimino diante do espelho – Só faltou arrasta-la pelo cabelo. Tinha que bancar o macho alfa e marcar seu território não é? Como espera conquistar o amor e o respeito dela se na primeira briga age feito um homem das cavernas? – prossigo enquanto me barbeio pensando se minha atitude na cama não teria sido uma forma de provar a mim mesmo minha masculinidade – Esqueça Connor, só esqueça! – recomendo, finalizando a barba, saindo do banheiro, vestindo-me.

Retorno a cozinha terminando nosso café da manhã no exato momento em que surge no inicio do corredor, olhando a volta a procura de algo.

—No aparador junto a porta de entrada – indico com um gesto de cabeça – Coloquei sua bolsa lá junto a minha hoje cedo. Pode vir, o café esta pronto – convido, acompanhando-a com o olhar.
—Já está pronto? – pergunta, sentando-se em um dos bancos do balcão de frente para mim e aceno afirmativamente.

—Aproveitei para pegar minha roupa quando deixei a sua. Tomei banho no quarto de hospedes – explico – Café ou suco?

—Café por favor – escolhe e sirvo duas xicaras: uma para mim, outra para ela.

—Tem açúcar, adoçante e creme na bandeja a sua frente – aviso, pondo uma outra bandeja com bolo, pão, biscoitos, queijo e geléia além de frutas e ovos mexidos.

Tomamos nosso desjejum conversando sobre amenidades a princípio, entrando no assunto trabalho ao final combinando mantermos uma atitude profissional no Med ( mesmo eu achando que ninguém mais engoliria depois da cena no Molly’s) não revelando a ninguém mais além de Will (que já sabia) o que estávamos vivendo.

Quando terminamos, indico-lhe o quarto de hospedes para que pudesse fazer sua higiene bucal dizendo onde encontra escova e pasta para uso enquanto vou até meu quarto fazer o mesmo, surpreendendo-me ao encontrar a cama arrumada bem como a toalha que usara esticada no box.

— Não precisava ter arrumado nada Sarah. Eu mesmo o faria mais tarde – digo quando nos reunimos na sala.

—Força do hábito – justifica-se – Sempre deixo tudo arrumado antes de sair de casa...Não que esteja me sentindo em casa em na sua casa...Quero dizer..- enrola-se me fazendo rir.

—Por mim pode sentir-se a vontade aqui já que pretendo trazê-la outras vezes para ...conversarmos! – provoco enquanto pegamos nossas bolsas fazendo-a corar, meu riso morrendo ao abrir a porta e dar de cara com minha irmã.

—Connor...Bom dia – cumprimenta após um breve silencio, olhando de mim para Sarah – Já de saída? – pergunta.

—Já sim – respondo seco, pondo-me entre ela e Sarah ao sairmos – O que faz aqui tão cedo? – questiono , fechando a porta.

—Só vim saber como foi sua volta ao trabalho já que não atendeu minhas ligações – diz em tom de magoa.

—Correu tudo bem, obrigado – garanto, pondo meu braço envolto da cintura de Sarah enquanto caminhamos para o elevador – Não respondi por que estava ocupado. Tinha muita coisa para atualizar além de uma cirurgia – explico, apertando o botão para chamar o elevador.

—Que bom. Fico feliz que as coisas estejam voltando ao normal – afirma, voltando-se para Sarah – É Sarah não é? – pergunta sem lhe dar tempo responder – Claire Rhodes. Prazer – apresenta-se, estendendo a mão.

—Sarah Reese. Prazer – responde, segura.

—Então Sarah, como foi a volta ao trabalho depois de todo estresse que passou? – questiona, me olhando desafiadoramente.

—Melhor do que esperava – responde, mexendo-se a meu lado, incomodada.

—Queria mais alguma coisa Claire? – questiono.

—Saber se ainda posso contar com você naquele assunto – relembra.

—Pode – digo, fazendo Sarah sair a nossa frente, segurando minha irmã pelo braço – Não se atreva a maltratá-la Claire! – aviso em tom baixo, não aguardando resposta, abrindo a porta do carona para Sarah entrar.

—Estou tentando marcar um almoço ou jantar no clube para papai e ele se conhecerem melhor já que mal tiveram chance por conta de sua prisão – alfineta e a olho por sobre o capo do carro – Posso contar com você?

—Me avise com antecedência e verei o que posso fazer – aviso – Até mais Claire – me despeço, entrando no carro, dando partida.

—Sua irmã me odeia pelo que aconteceu! – Sarah exclama quando estamos saindo.

—Problema dela – afirmo, manobrando o carro, saindo da garagem – Sarah, já disse e repito, não teve culpa por nada do que aconteceu. O mesmo que fiz por você teria feito por Isabela se tivesse saído um pouco antes, se não tivesse escolhido te...- silencio ao perceber o que iria dizer, usando o transito como desculpa para permanecer assim por um tempo – De qualquer forma – retomo – Se existir um culpado é o maluco que atacou vocês duas. E nem você, eu ou Isabela podíamos imaginar que ele teria uma atitude tão drástica por ter sido rejeitado, não foi isso? – pergunto.

—Foi. Ele a amava tanto que não suportou que não sentisse o mesmo...Preferiu matá-la a vê-la com outra pessoa – comenta, pensativa.

—Não sou assim Sarah – afirmo – Tenho ciúmes, admito, mas jamais te machucaria se me rejeitasse. Não a esse extremo.Ou a qualquer outro – asseguro, olhando-a de soslaio – Ouviu o que eu disse?

—Sim – sopra – Pode me deixar nessa estação aqui, é mais seguro – pede, soltando o cinto assim que paro, voltando-se para mim – Sei que não seria capaz de nada do gênero Connor... Quanto a contarmos as pessoas sobre nós ...- faz uma pausa, mordendo lábio inferior – Prefiro mesmo esperar mais um pouco até para termos a certeza do que sentimos, de que não estamos nos deixando guiar pelo momento, por tudo que passamos entende?

—Não, mas estou me esforçando para isto – digo, sincero.

—Relacionamentos que começam em situações de grande perigo, como a que passamos, tendem a terminar rápido – filosofa.

—Acredita nisso? Que estamos nos deixando levar pelo calor dos acontecimentos? –questiono, encarando-a.

—Não – responde, me dando um beijo rápido antes de sair – Mesmo assim prefiro esperar. Só mais um pouco – reafirma, me soltando um beijo antes de correr em direção as escadas, acenando uma ultima vez antes de sumir na multidão.

Suspiro, pondo o carro em movimento novamente, seguindo para o hospital.

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Chicago Med (7:00 a.m)

Narrador

Connor estaciona na lateral do hospital, caminhando pensativo rumo a entrada da emergência.

—Bom dia Maggie – cumprimenta a enfermeira, que responde, sorridente.

O cirurgião segue direto para a sala dos médicos, guardando suas coisas no armário.

—Bom dia doutor Rhodes – Jeff Clarke saúda, entrando seguido por Will Halstead, Ethan Choi e Noah Sexton , estes fazendo o mesmo que ele.

—Uou, que foi doutor? Andou brigando com algum gato? – Noah comenta quando o cirurgião retira o casaco, expondo os braços.

—Como é? – indaga ele, franzindo cenho.

—Ta mais para gata – Jeff brinca, indicando o pescoço e parte do peito visível através da gola da roupa –A noite foi boa!

—Uhum! – Will, limita-se dizer, guardando suas coisas, rindo discretamente.

—Bom dia – Natalie Manning cumprimenta entrando juntamente com Sarah.

—Bom dia – respondem em uníssono os homens presentes.

—Sarah, tudo bem? – Noah pergunta ao vê-la aproximar-se.

—Tudo – responde, passando por Connor e Will.

—Então, eu estive pensando se não gostaria de tomar uns drinks no Molly’s depois do turno- convida, encostando-se no armário.

—Hã...Hoje não posso – diz ela, arrumando o jaleco, sorrindo minimamente ao passar pelo estudante, saindo da sala.

—Noah meu filho, perdeu a noção do perigo ou ta a fim de se hospedar em nossa unidade de trauma por uns dias!? – Will brinca, seguindo Connor, que saia – Então, se entenderam? – pergunta, caminhando ao lado do cirurgião.

—Sim..e não – responde, ambíguo – Não falamos sobre o clube. O resto está muito bem obrigado.

—Ai,ai, o que faço com vocês? – Will indaga, risonho, voltando-se ao escutar Maggie chamá-los.

—Doutor Halstead, doutor Rhodes, paciente chegando com suspeita de enfarto – avisa, dirigindo seu olhar para a porta – Sylvie fale conosco – pede.

—George Lucas, catorze, desmaiou quando entrava na sala de aulas , pressão 12x5, saturação em 0,8, arritmia, trauma na cabeça devido a queda – explana, piscando para Reese ao passar pela amiga, Leslie fazendo o mesmo.

—George Lucas? Sério? – questiona Will, rindo junto com a paramédica -Reese, conosco – Will chama, assumindo o atendimento – Na minha contagem, em 3,2,1, transferir- comanda, dando espaço para Connor auscultar o garoto – Hemogra, cvc, creatinina, raio x..

—Respiração bilateral limpa – Connor avisa, voltando ao coração.

—Abdômen limpo – Sarah avisa, passando o ultra som.

—Ok, afastar – Will pede a fim de realizarem o raio x, franzindo o cenho quando a imagem aparece no monitor.

—O que é aquilo no coração? – Sarah questiona, aproximando-se assim como os demais, a cabeça levemente inclinada – Parece um...

—Punhal! – exclamam Will e Connor ao mesmo tempo, entreolhando-se, surpresos.

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Connor (manhã de quarta, 6:50 a.m)

Massageio meu pescoço mexendo ombros e tronco a fim de espantar o cansaço.

Havia dobrado, de ultima hora, o turno por conta de duas cirurgias complicadas.

A primeira do garoto homônimo do cineasta que conseguira, muito provavelmente por ingestão, cravar um punhal com cerca de dez centímetros em um dos lados do coração. Como sobreviveu a ambos, engolir o punhal e a cirurgia, até agora era um mistério para nós!

Nem os pais souberam explicar a primeira proeza.

A segunda aconteceu bem perto do final do turno. Um amigo de Daniel fora trazido as pressas e precisou de uma cirurgia corretiva que acabou se complicando, demorando quase seis horas no total!

Como tenho que repor as horas do tempo parado, optei por dobrar o turno já que estava por lá mesmo.

Não havia falado com Sarah novamente depois do atendimento que fizéramos juntos, mandando uma mensagem avisando minha decisão de dar plantão.

Sento em uma mesa no canto da cantina depois de pegar um café e algo para comer, recostando-me em uma coluna de olhos fechados, permanecendo assim até que uma conversa na mesa as minhas costas chama atenção.

—Ele se acha! – uma voz feminina diz provocando risos em outras.

—É até bonitinho, mas essa mania de se achar o próprio Don Juan estraga tudo! – comenta outra voz.

—Não, sabem da ultima que aprontou? – questiona uma terceira –Tá arrastando asa para a doutora Reese! – exclama, meu corpo se retesando de imediato.

—Coitado. Alguém avisa para ele que ela é a bola da vez com o Rhodes!- solta uma delas, completando – Quando o Rhodes cansar, quem sabe ele tenha uma chance, tadinho! – exclama, provocando nova onda de risos.

Levanto fazendo ruído propositadamente, fazendo-as corarem quando as encaro, deixando claro que ouvira cada palavra.

Saio do lugar irritado, sentindo um aperto em meu peito, que se ameniza quando vejo Sarah caminhando em minha direção.

—Bom dia doutor Rhodes. Tudo bem? – pergunta, me olhando intensamente.

—Tem um minuto? – pergunto, segurando sua mão, conduzindo-a a uma sala próxima.

—O que houve Connor? Algum problema? – interroga, preocupada.

—Amo você! – declaro após alguns minutos olhando dentro de seus olhos, vendo-a prender a respiração, surpresa – Não precisa dizer o mesmo se ainda não é o que sente....Na verdade, não é obrigada a sentir o mesmo. Não tome minha declaração como uma forma de te pressionar – esclareço, segurando suas mãos – Só quero que saiba que não é em hipótese alguma mais uma conquista. ..Não é a “bola da vez”! – digo, entre dentes vendo-a sorrir docemente.

—Connor, não precisa dizer que me ama por conta do andam dizendo pelos corredores – me surpreende –Não nego que me machucou quando ouvi a primeira vez, mas..

—Não disse por conta disso – a interrompo – Disse o que sinto, como me sinto em relação a você. E por conta desse sentimento, vou respeitar sua vontade, seu tempo – afirmo, beijando suas mãos – Vamos fazer as coisas do seu jeito aqui e fora daqui. Não precisamos ter pressa. Contanto que estejamos juntos, mesmo que apenas entre quatro paredes! – brinco, fazendo-a rir minimamente –Quando sentir-se preparada falaremos...Sobre tudo. Tenha um bom dia meu amor – desejo, lhe dando um selinho antes de sair.

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Fifty Shades (quarta, 22:30 p.m)

Narrador

—Connor disse que te ama?! Com todas as letras!? – Jullyanna pergunta, sentando-se ao lado da médica, juntando as mãos – Que fofo!!

—Estou sem palavras! – Leslie diz, encarando a amiga, sorrindo.

—Estamos Carmenta, estamos – Aline corrobora, suspirando – Tem noção da sorte que teve Di?

—Me diz que suas duvidas acabaram e que vai contar tudo a ele, quero dizer, vai confirmar o que ele Já sabe! – Sylvie comenta, sentando a sua esquerda – Ele abriu o coração pra você Sarah, não pode mais deixar esse assunto para depois.

—Eu sei – diz a medica – E vou resolver isso. Só preciso de um tempo para decidir onde e como vou fazê-lo – afirma.

—Só não demora flor – Leslie aconselha – Lembre que a partir da próxima semana o clube reabre. Falando nisso, que desculpa deu para não ir vê-lo hoje já que ele adiantou o plantão?

—Nenhuma – afirma – Quando liguei antes de sair a fim de fazer isso, me avisou que iria jantar com a irmã e provavelmente chegaria tarde – explica.

—Isso não vai acontecer toda semana e duvido muito que ele queira abrir mão da namorada todos os finais de semana ora para o trabalho, ora para o clube – Aline pondera – Tem não apenas que confirmar as suspeitas dele mas também dizer que não vai parar de dançar por enquanto.

—Sei disso Erato . Por que acha que estou protelando? Nem imagino a reação dele quando disser que vou dançar pelo menos até o final do ano – suspira, sua atenção voltando-se para Erico, que chegava acompanhado por uma jovem morena.

—Boa noite minhas rainhas! – cumprimenta, beijando-as uma a uma – Estava roxo de saudades de vocês! – exagera, fazendo-as rir – Vocês ai atrás, aproximem-se – convida as demais dançarinas – Está é Diana, que vai substituir nossa querida Egle – apresenta – E não, esse não é o nome do alter ego dela. É nome de batismo mesmo. Portanto, se quiser manter, pode viu fofa – afirma, voltando-se para a garota depois para as demais- Apresentações ficam para depois. Agora precisamos ensaiar. Pensei em abrimos com um número com todas juntas dançando a música predileta dela que foi, inclusive, sua primeira apresentação solo, o que acham? –pergunta.

—Mais que aprovado – Leslie se adianta – E poderíamos usar vermelho, a cor que mais gostava – sugere, as demais anuindo.

—Tudo decidido, vamos ao que interessa. DJ, solta o som!..¨.Sempre quis dizer isso! – exclama o coreógrafo, saltitando no palco, provocando risos.

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Reabertura Fifty Shades ( uma semana depois, 22/4 – 23:00)

Narrador

—Como ainda não contou pra ele? – Erato questiona, encarando Dione através do espelho – Sarah...

—Eu sei, eu sei, mas não foi culpa minha. Eu tentei. Juro. Mas sempre acontecia algo para atrapalhar! – reclama a médica, pondo a mascara, arrumando cabelo e roupa – Até parece que agora que decidi tudo conspira contra minha decisão! – resmunga, fazendo bico – Quando não foram os plantões dobrados e desencontrados, foi a saúde de doutor Downey que piorou consideravelmente, ou alguma cirurgia de urgência...Quase não ficamos juntos nos últimos dias! – suspira.

—Pois trate de tomar uma providencia – Hespéra aconselha, dando-lhe as costas – Fecha pra mim – pede, mexendo o corpo sensualmente, relembrando a coreografia.

—Quer que feche ou ta tentando me seduzir? Para quieta mulher! – reclama, estapeando a amiga.

—Ai, é que estou nervosa, com medo de errar. Faz tanto temo que não danço! – suspira, voltando-se para a amiga – Eu adoro isso! Admito!

—Dá pra notar – Carmenta comenta – Hei, novata, cuidado pra não derrubar ninguém! –alerta, o dedo em riste para a jovem.

—Dá licença que essa fala e esse papel são meus! – Xanta ralha, as mãos na cintura.

—Eram minha filha! Perdeu a moral depois que te conhecemos melhor! – Hespéra afirma,piscando para as demais.

—Prontas? – Erico pergunta da porta, batendo palmas animadamente – Hora do show ladies! – convida, beijando a mão de cada uma ao passarem por ele.

—Sarah, o que disse a Connor? Ele está de folga hoje não está? – Carmenta cochicha em seu ouvido.

—Não disse. Não consegui falar com ele – revela, assumindo seu lugar aos primeiros acordes da canção....

Play — I’m a Slave 4 u – Briteny Spears

“I know I may be young, but I’ve got feelings too;

And I need to do what I feel like doing;

So let me go and just listen…”

Em grupos de três, entram no palco caminhando lentamente a ponta, parando, braços no alto, serpenteando mãos e corpo no ritmo da batida, rebolando sensualmente....

“...All of you people look at me like I’m a little girl;

Well did you ever think it’d be okay for me step into this world;

Always, saying, “little girl don’t step into the club”;

Well, I’m just tryin’ to find out why cause dancing’s what I love;

(Now watch me!)…”

Revezando, Dione assume a frente do grupo juntamente com Erato, comandando o ritmo, o corpo de lado, ponta de pé, requebrando a cintura tal qual odaliscas...

“....Get it, get it, get it, get it;

Get it, get it, get it, get it (Do you like it?);

Get it get it, get it get it (This feels good)

I know I may come off quiet, may come off shy

But I feel like talking, feel like dancing when I see this guy

What's practical is logical, what the hell, who cares?

All I know is I'm so happy when you're dancing there…”

Trocando mais uma vez, Carmenta e Xanta assumem o comando do grupo, iniciando uma seqüência de giros que terminam com o retorno de Dione e Erato novamente a frente, desta vez acompanhadas por Hespéra e Diana, as quatro parando a frente do palco, mexendo a cintura lateralmente, devagar, inclinando lentamente o tronco, braços estendidos para trás realizando movimentos sinuosos..

“I'm a slave for you

I cannot hold it

I cannot control it

I'm a slave for you

I won't deny it

I'm not trying to hide it….”

Novo giro e Carmenta e Xanta juntam-se a elas, ficando de costas para o publico, rebolando sensualmente, voltando a ficar de frente, repetindo os movimentos iniciais até terminarem parte do grupo sentada, parte em pé, saindo do palco assim que as luzes apagam, nenhuma delas notando a presença de Connor, no bar, em um recanto discreto, observando tudo atentamente....

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Chicago Med (segunda, 24/4 — 17:30 p.m)

Sarah

Desde que chegara ao hospital tento falar co Connor sem sucesso.

Quando pensei que conseguiria, durante o almoço, foi chamado por doutor Downey para uma cirurgia.

Agora, enquanto tomo um suco junto aos food truck na área externa, penso em como fazer para falar com ele antes de sairmos.

—Hei, tudo bem meu amor? – escuto sua voz em meu ouvido, provocando arrepios e me volto, dando de cara com o sorriso que tanto amo.

—Só saudade! – digo, rindo de volta – Não te vi o final de semana inteiro. Não me atendeu ou ligou! – reclamo.

—Desculpe. Precisei fazer uma viagem rápida no sábado pela manhã e como você tinha dobrado turno não quis te perturbar – afirma, sentando de frente para mim – Só voltei bem tarde e confesso: ontem dormi quase o dia inteiro. Estava exausto! – explica.

—Entendo – minto, sentindo que algo estava errado.

—O que foi? Por que essa ruguinha de preocupação? – pergunta, tocando o ponto entre meus olhos.

—Preciso conversar serio com você – digo, torcendo meu nariz ao escutar seu bipe tocar.

—Sarah, desculpe eu...

—Tudo bem. Vai lá – digo, suspirando, resignada.

—Mais tarde podemos conversar..No meu apartamento ou no seu? – pergunta, inclinando-se, e dando um beijo rápido na testa.

—Meu – falo, vendo-o confirmar com um aceno, acompanhando-o com o olhar até que suma de vista.

—Ai está você! – a voz de April me sobressalta – Te procurei por todo canto.

—Achou! –respondo, azeda.

—Ok, não sei o que houve mas preciso saber se posso contar com você numa coisa.

—Fala

—Nossa, quanto desanimo! – exclama ela, abanando as mãos – Bem, daqui duas semanas é o niver do doutor Rhodes e estamos organizando uma festa surpresa para ele. Sei que as coisas parecem ter esfriado entre vocês dois, mas acho que queira participar.

—As coisas esfriaram entre nós? Que coisas? – questiono...”Se aquilo é frio,mudo meu nome!”...Calado! Que coisa! – Deixa pra lá. Não quero saber – desconverso – Onde vai ser?

—No Molly’s depois do turno acabar – diz, uma idéia surgindo em minha mente.

—Pode contar comigo – garanto, levantando – Licença April, preciso ligar para uma pessoa – peço, pegando meu celular – Erico? Oi lindo, posso te pedir dois favores?

< Tudo que quiser minha rainha!>

—Me dispensa do clube dia seis de Maio? – peço – Preciso de um final de semana de folga já que este vou estar trabalhando.

< Plim! Pedido um concedido> brinca < O outro seria?>

—Preciso que me empreste a roupa que usei na primeira apresentação solo.

< Hummm, estou sentindo cheirinho de romance no ar!! > exclama < Plim, pedido dois concedido! E como sou uma boa fada madrinha, vai me dizer o que pretende não vai? Não me deixe empolar todo de ansiedade deusa, por favor!> Dramatiza, me fazendo rir.

—Vou contar sim..Mas é segredo viu! – recomendo, passando a narrar tudo que pretendia fazer, afastando o telefone do ouvido diante de seus grititnhos eufóricos.

A noite,em meu apartamento preparo o jantar enquanto Connor toma um banho.

—Então, o que queria conversar? – pergunta, entrando na cozinha só de toalha – Sarah! – chama, me tirando do devaneio – Sobre o que queria conversar? – repete.

—Nada importante – digo, envolvendo meus braços em seu pescoço.

—Mas disse que era serio – relembra.

—Menti! – minto, rindo de sua expressão confusa – Pode ficar pra depois – afirmo , lhe dando vários beijos rápidos seguidos,colando meu corpo ao seu, provocando-o – Bem depois! – exclamo, beijando demoradamente desta vez.....

Continua


“...I’m a slave for you( Here we go now);

I cannot hold it;

I cannot control it;

I’m a slave for you ( Here we go);

I won’t deny it (yeah, yeah);

I’m not trying to hide it(yeah, yeah);

Like that…

Notas finais
Bjinhos flores!