Hidden Life!
20 Mais perto do fim (I)
Notas iniciais
Apartamento de Connor ( Domingo, 2/4 – 11:25 a.m)
Connor
Ergo os olhos do livro que lia, recostado a cabeceira, ao escutar o suspiro impaciente de Sarah vendo-a olhando-se no espelho de corpo inteiro localizado em uma das portas do guarda roupa, girando de um lado para o outro, mexendo na saia do vestido, erguendo-a e soltando outra vez.
—O que acha deste? – pergunta sem me olhar – Ou seria melhor este aqui? – refaz a pergunta sem esperar resposta pondo outro vestido sobre o corpo, olhando-se no espelho novamente – Muito formal ou despojado demais? – inquire só então se voltando para mim com os dois vestidos sobrepostos – O que acha?
—Acho uma combinação bastante interessante, mas não sentira muito calor? – não resisto provocá-la.
—Não vou usar os dois ao mesmo tempo, apenas um deles meu amor – explica, fazendo uma careta engraçada – Está tirando saro da minha cara por acaso? – interroga, atirando um cabide contra mim a me ver sorri confirmando – Deveria me ajudar e não curtir com minha cara Connor! – reclama fazendo bico, deixando o vestido número dois cair ao chão, olhando-se novamente – Quero me apresentar ao menos de forma decente diante de sua irmã, apagar a má impressão que tem de mim, impressioná-la e não está ajudando! -resmunga.
—Meu amor, está linda. Estava linda com a primeira roupa que provou, estava linda com a segunda e está linda agora – afirmo pondo o livro de lado – Se quer um conselho, não se esforce tanto para impressionar minha irmã. Ela perceberá e se tem uma coisa com a qual Claire deve estar saturada é de pessoas querendo agradá-la – digo.
—Sei disso, mas também não posso aparecer na frente dela de qualquer jeito. Já basta a má impressão que deve ter a meu respeito – argumenta, sentado na borda da cama, desanimada – Se bem que acho que nada a fará gostar de mim.
—Sarah, minha irmã está chateada com tudo que aconteceu não nego. Mas prometeu que iria a esse almoço disposta a dar uma chance a você – digo, deslizando pelo colchão até alcançá-la, abraçando-a, tentando deixá-la mais calma – Claire não é intolerante ou esnobe, não vai julgá-la pela roupa que está vestindo – afirmo, rezando intimamente para não estar faltando com a verdade já que não sabia o quanto minha irmã havia mudado nesses anos em que estivemos longe um do outro. A antiga Claire não a julgaria sem conhecê-la. Espero que a nova faça o mesmo – Tente relaxar meu amor. E leve em consideração que, para mim, a opinião de minha irmã até importa, pois não quero me afastar dela novamente, mas não determinara o futuro de nossa relação em absoluto – asseguro, beijando o ponto sensível pouco abaixo do lóbulo de sua orelha fazendo a pele arrepiar. Uma das coisas que mais amo é maneira como seu corpo reage quando a toco. Pergunto-me se sempre foi assim e como não havia percebido isso antes.
—Espero que esteja certo, porque realmente não quero ser a causa de um novo afastamento entre vocês – repete o que havia me dito, suspirando mais uma vez – Acho que tem razão. Vou escolher uma roupa na qual me sinta confortável e pronto. Não tenho vestidos de grife ou caros, mas acho que posso competir com um Armai básico – brinca, fazendo pose e rio.
—Seja você mesma e Claire não resistirá – afirmo, beijando seu ombro – Por mim este que está usando é perfeito. Simples e belo como você – declaro, ela saindo de meu abraço, deitando a meu lado.
—Está dizendo que sou uma pessoa comum? –questiona, sorrindo.
—Não. Disse que é simples e bela, como tudo que é mais precioso deve ser. Como as flores na primavera, que nos trazem alegria só em vê-las com seu colorido jovial, como o bater de asas de um beija-flor – começo dizer, tocando seu rosto com o dorso da mão – “... A flor de meus sonhos é moça bonita, qual flor entreaberta do dia ao raiar... Seu rosto é formoso, seu talhe elegante, seus lábios de rosa, a fala é de mel, as tranças compridas qual livre bacante, o pé de criança, cintura de mel, os olhos rasgados, serenos e puros, se falam sinceros, se pregam mentiras, não quero, não posso, não devo contar...” – declamo, tocando seus lábios suavemente, sorrindo ao ver o brilho em seus olhos.
—Que lindo! De quem é? – pergunta, curiosa.
—Essa versão livre, minha, a original publicada, de um poeta brasileiro do século dezenove, Casemiro de Abreu – informo, acariciando seus cabelos espalhados sobre o colchão – ... “A noite é sublime! Tem longo queixumes, mistérios profundos que eu mesmo não sei. Do mar os gemidos, do prado os perfumes, de amor me mataram, de amor suspirei! “ – prossigo, deitando de lado, a cabeça apoiada em uma mão, desenhando o contorno de seu corpo com a outra — “Agora eu vos juro, palavra, não minto! Ouvi a formosa também suspirar. Os doces suspiros que os ecos ouviram... Não quero...- beijo sua fronte – Não posso ... – beijo a ponta de seu não nariz, levando o indicador aos lábios – Shiii...Não devo contar!” – concluo beijando-a suavemente enquanto rimos juntos.
—É lindo Connor! – exclama, as mãos passeando por meu peito nu – Quer dizer que além de cirurgião competente e lindo também é poeta? – indaga, as unhas aranhando levemente minha pele, causando arrepios.
—Quem dera! Apenas tomei-lhe alguns versos emprestados – declaro, segurando e beijando sua mão – Agora que tal levantarmos e terminar de vestir-nos pois se ficar me olhando dessa forma mais um pouco ligo para Claire e cancelo nosso almoço! – exclamo, inclinando-me para beijar seu colo.
—Humm, tentador! – geme, afagando meu cabelo, suspirando profundamente – Mas é melhor não adiarmos mais esse encontro. Daqui duas semanas estarei saindo em definitivo da Fifty, já estamos morando juntos e quero ter uma boa relação ao menos com sua irmã já que com seu pai me parece impossível – argumenta e rio junto a sua pele.
—Meu amor, eu não consigo ter uma boa relação com meu pai há anos. Se conseguir esse milagre, vou acreditar que realmente é uma ninfa disfarçada – brinco, erguendo o rosto para ver o seu – Muito embora não tenha duvidas sobre isto! – digo fazendo-a corar lindamente.
—Então somos a dupla perfeita: ninfa e poeta! – diz, enrugando o nariz numa careta engraçada – Ande senhor poeta, levante ou vamos nos atrasar e não quero recomeçar com ela com o pé esquerdo novamente.
—Não se preocupe, ainda temos tempo. Marquei com Claire as treze no restaurante do Keoni – informo, sentando, ajudando-a a fazer o mesmo.
—Acha que foi uma boa escolha? Quer dize, amo o lugar, mas de repente sua irmã pode achar simples demais – questiona, mordendo o lábio.
—Amor, pare de supor o que minha irmã irá pensar ou deixar de pensar. Eu não estou honestamente preocupado com isto. Se Claire quer realmente se entender com você, comigo, o local onde iremos almoçar é o que menos importa – argumento, caminhando até o guarda roupa – Quanto menos expectativa em torno de esse almoço criar, melhor será. “Prepare-se para o pior esperando o melhor”, um antigo professor sempre nos dizia isto – lembro, despindo o short que usava, vestindo a jeans que escolhera usar –Além do mais, a comida lá não deixa nada a dever a nenhum restaurante chique – afirmo, pegando a camisa de cashmere azul com mangas longas – E minha irmã ama frutos do mar, só para que saiba.
—Claire ama frutos do mar, anotado! – exclama, anotando a informação em uma caderneta imaginaria – O que mais pode me dizer? É alérgica a alguma coisa? Perfumes, tecidos? – interroga, vindo até mim – Falo sério Connor, não ria – ralha, socando meu peito – Não quero lhe causar uma crise de espirros por conta de alguma fragrância errada!
—Deixa ver – digo, cheirando seu pescoço – Essa está ótima, e não, Claire não é alérgica a nada.
—Ok, muito obrigada pelas dicas – diz, passando por mim, calçando uma sandália rasteira delicada, alisando o vestido que usava – Chega de escolher. Vou com este mesmo – decreta – Está bom não está? De verdade? – quer saber, insegura e rio, puxando-a pela cintura.
—Está linda, já disse. Confie em mim, confie em você, nas suas escolhas. Esta encantadoramente linda minha rainha ninfa – declaro, roubando um beijo demorado.
—Certo...onde estávamos mesmo? – brinca, fingindo estar desorientada me fazendo rir ainda mais – Hora de parar. Vamos ou chegaremos atrasados – chama, dando duas tapinhas em meu ombro – Solte-me, termine de se arrumar meu poeta, e vamos ao encontro da fera!
—Como desejar minha senhora – anuo, fazendo uma reverencia ao soltá-la – Seus desejos são ordens. Vivo para servi-la – digo, pondo um braço para trás do corpo.
—Ah eu não mereço tanto! –exclama, abanando-se, me dando as costas – Te espero na sala – avisa, pegando uma bolsa a tira colo, acenando antes de sair do quarto.
Durante alguns segundos fico parado olhando a porta aberta, pensando no quanto tenho sorte por tê-la. Volto-me para o guarda roupas abrindo a segunda gaveta, pegando a pequena caixa em veludo azul, abrindo-a, o anel lá dentro emitindo um leve brilho. A jóia pertencia a minha avó materna. Ela entregara a minha mãe pouco antes de morrer, pelo que sabia, e está deixara para mim em um cofre o qual só descobrir existir quando pedi minha emancipação por fazer parte dos bens que herdei dela. Junto com a caixinha havia uma carta na qual me pedia que entregasse apenas a mulher com a qual escolhesse viver a meu lado para o resto de nossas vidas, ou maior numero de anos possíveis. Nunca fui exageradamente romântico nem acredito em amores eternos. Amor dura o tempo que tiver que durar. Isto vale para os dois lados. Jamais iria querer uma pessoa presa a mim por conveniência, comodismo ou algo do gênero.
—”Que seja eterno enquanto dure posto que é chama!” – cito num sussurro guardando a caixinha no mesmo lugar de antes — Ainda não é hora. Seja paciente Connor, seja paciente – admoesto-me, pegando minha carteira e chaves antes de ir me juntar a Sarah na sala – Vamos? – convido assim que entro no aposento, franzindo o cenho ao vê-la tomando um comprimido – Sente-se bem?
—Uhum – afirma, pegando a bolsa sobre o balcão – Minha pílula – informa.
—Ah, sim – digo, levando uma mão a sua cintura, conduzindo-a para fora, me recriminando por não ter tomado as devidas precauções para evitar uma gravidez indesejada deixando tudo a cargo dela – Lembre-me de parar em uma farmácia na volta – peço ao sairmos, fechando a porta – Preservativos – explico ante seu olhar interrogativo.
—Por que não pega no hospital? – sugere enquanto caminhamos – São de boa qualidade.
—Sei disso, mas prefiro comprar os meus. Sabe como, posso escolher sabor entre outras coisas – digo, apertando o botão do elevador, cingindo-a pela cintura.
—Humm! Sei. Alguma idéia em mente? –pergunta, arqueando uma sobrancelha, os braços esticados sobre meus ombros.
—Algumas – digo, tomando sua boca num beijo ávido que cesso apenas quando escutamos alguém limpar a garganta fazendo-nos separar os lábios e voltar-nos na direção do som – Bom dia senhor Stone, senhora – cumprimento meus vizinhos, que saem do elevador.
—Bom doutor Rhodes, senhorita – Jefferson Stone devolve, sua esposa limitando-se acenar e sorrir para nós.
—Qualquer dia vai ser convidado a participar da reunião de condomínio só para que lhe chamem atenção por essas indiscrições! – Sarah ralha, me estapeando ao entrarmos – E eu vou junto – completa, rindo quando a agarro mais uma vez, prensando-a contra uma das paredes – Comporte-se Connor, estamos sendo filmados – alerta, apontando a pequena câmera a minhas costas.
—Não seja por isso – respondo, puxando-a para o ponto cego do aparelho – Prontinho. Podemos nos amassar a vontade!
—Você não tem um pingo de juízo sabia?! – acusa, as mãos em meu cabelo – E eu menos ainda por embarcar em suas loucuras – confessa, tomando a iniciativa do beijo.
Admito: nunca gostei de parceiras passivas. Mas também não me agradavam as de iniciativa exagerada, que gostavam de assumir o controle durante o ato. Não que isso me desagradasse, de forma alguma. Era um ingrediente a mais para apimentar a relação. No entanto algumas mulheres confundiam isto com vulgaridade e isso sim nunca me agradou. Mesmo com profissionais.
Com Sarah não era diferente. Apesar de reconhecer ter se desinibido bastante ao começar a dançar no clube, ainda preservava seu lado tímido, romântico, sem deixar de ser sensual. Ela havia encontrado o equilíbrio entre a ninfa sedutora que dançava aos finais de semana na boate e a residente tímida que corava em frente a nossos amigos sempre que a elogiava. Era uma mulher com jeito de menina e vice versa.
Em alguns momentos me seduzia com seu corpo, seus gestos fossem eles dançando sobre o palco ou apenas para mim, a sós, em casa, quando me convidava a tomar banho juntos ou simplesmente me preparava o desjejum como fizera ontem. Em outros me prendia apenas com o olhar, um leve morder de lábios, um sorriso tímido ou enrugando o nariz em caras e bocas, fazendo charme ante alguma observação de nossos colegas, April por exemplo. Cada pequena faceta de sua personalidade, cada nova descoberta que fazia me encantava mais e mais.
Desço as mãos por suas costas até alcançar o bumbum, apertando-o, trazendo-a para mais perto, no entanto, quando as coisas começavam a esquentar , somos obrigados a parar, pois o elevador chegara ao térreo e abria suas portas lentamente.
Separamo-nos a tempo de evitar o flagra por um grupo de moradores que adentrava. Os cumprimentamos ao sair de mãos dadas, rindo baixinho ao escutar o comentário de uma senhora mais brava sugerindo ficarmos em casa para fazer “essas coisas”.
—Viu o que eu disse? Aposto que tomara uma advertência do sindico por comportamento inadequado – alerta enquanto saímos do prédio, estancando – Por que não fomos para a garagem? – interroga.
—Porque vou beber, você não dirige, algo que vamos corrigir em breve, e não quero correr riscos desnecessários – aviso, abrindo o aplicativo para solicitar um taxi – Pronto, daqui a cinco minutos nosso transporte chega madame – brinco, beijando sua mão.
—Está tão engraçadinho hoje! Posso saber o motivo? – inquire, me olhando desconfiada.
—Vejamos: a mulher que amo aceitou morar comigo e estou prestes a fazê-la se entender com a outra mulher importante de minha vida. A mulher que amo aceitou morar comigo e ...- paro um segundo, massageando o queixo fingindo pensar – Ah! E a mulher que amo aceitou morar comigo – termino a frase em meio a risos, sua boca sobre a minha mais uma vez.
—É sempre tão bobo assim quando está apaixonado? – pergunta, os braços em volta de meu pescoço.
—Não sei, é a primeira vez que me apaixono desta maneira – admito – falo sério Sarah. Jamais senti por outra mulher o que sinto por você. É tão forte, tão intenso, tão bom que chego a ter medo de que algo aconteça.
—Shii...Não fale assim, os Sátiros podem ouvir! – admoesta, olhando a volta fingindo preocupação – Precisamos ter muito cuidado, ele são invejosos- alerta, rindo docemente – E quem não teria inveja do nosso amor?
—Ninguém! – anuo, apertando-a contra meu corpo – Ai do Sátiro que se atrever a tentar tirar minha rainha ninfa de mim. Pagara caro. Muito caro – ameaço fazendo a cara mais brava que consigo.
—Bobo! – ralha, beijando meu nariz – Somos dois bobos! – declara, me beijando mais uma vez sem importar-se com as pessoas à volta nos olhando curiosas, cessando-o apenas quando escutamos a buzina avisando da chagada do taxi.
Entramos no veiculo, passo ao motorista o endereço, ligo para minha irmã confirmando (independente de ela ir ou não almoçaríamos fora) ficando relativamente tenso ao saber que o namorado a acompanharia, a mesma tensão refletindo-se me Sarah. No fundo ambos temíamos que Claire cometesse a indelicadeza (para dizer o mínimo) de convidar a filha de Spencer também.
Saltamos do taxi a frente do restaurante com dez minutos de antecedência. Somos recebidos por Keoni a entrada do lugar, ele fazendo questão de nos conduzir a mesa num canto mais reservado, próximo a janela, conforme havia lhe pedido.
—Fiquem a vontade meus amigos. Pedirei para trazerem drinks para vocês. Tenho dois novos que criei e gostaria que experimentassem – diz, nos deixando.
—Amo esse lugar – Sarah declara, olhando a volta – Amei no primeiro momento em que estive aqui. A atmosfera é tão aconchegante, tão intima. Parece que somos acariciados pelo ambiente, não acha?
—Não saberia descrever de forma melhor –afirmo – Mais calma? – questiono, observando-a atentamente.
Aos poucos estava aprendendo a conhecê-la melhor. Conhecer os sinais que seu corpo enviava quando estava feliz, triste, preocupada, nervosa ou tensa, como agora. Apertava as mãos sobre a mesa invertendo a posição, girando-as, esfregando uma na outra discretamente.
—Um pouco, sim – mente, sorrindo nervosamente para o garçom que traz nossos drinks.
—Cortesia da casa – avisa o jovem, dirigindo um olhar de admiração a ela que não me passa despercebido.
—Obrigada – agradece, segurando o copo, sorvendo um pouco da bebida distraída.
—Senhor – me serve, sorrindo minimamente, fazendo um cumprimento rápido com a cabeça quando agradeço, retirando-se.
— Nossa, que delicia! – elogia, bebendo um pouco mais – De que é o seu? – quer saber, inclinando-se para frente.
—Coco – digo, oferecendo um pouco – Gostou?
—Uhum. Muito bom – diz, enxugando o canto da boca com o guardanapo – Mas perigoso. Ambos.
—Mesmo? Por quê? – questiono, aceitando provar um pouco de seu drink.
—Porque são doces, portanto pegam – faz aspas no ar – mais facilmente. Nos concentramos no sabor da fruta e esquecemos o álcool, por isso é tão fácil ficar bêbado com cocktails – discursa, sorvendo mais bebida pelo canudo.
—Sarah, acalme-se. Claire não vai mordê-la, nem o tal namorado dela – tranqüilizo-a. Ou tento.
—Já não posso dizer o mesmo da filha dele, caso venha – comenta, respirando fundo, olhando pela janela.
—Caso minha irmã tenha cometido a indiscrição de convidá-la, o que não o fez, tenho certeza, levantaremos e iremos embora. Simples assim – decreto, tomando mais um pouco da bebida em meu copo–E saiba que apenas eu tenho permissão para mordê-la e vice versa! – provoco, conseguindo arrancar um sorriso largo, que morre aos poucos me comunicando que Claire chegara – Eles chegaram? – pergunto, ficando de pé, me posicionando ao seu lado, levando um braço a sua cintura, cingindo-a protetoramente – Boa tarde Claire, Spencer – cumprimento-os, agradecendo mentalmente por não ver a filha dele com os dois.
—Boa tarde Connor, Sarah – minha irmã retribui, sorrindo polidamente. Alguma coisa dentro de mim entra em alerta quando encaro o homem a seu lado. Não sei bem o que, mas sinto que devo ficar atento — Spencer lembra-se de meu irmão, Connor, não lembra? – Claire pergunta formalmente e apertamos as mãos – E esta é a namorada de Connor, Sarah..Reese – apresenta, vacilando não propositalmente já que só havia lhe dito o sobrenome de Sarah uma vez. Era um milagre lembrar-se.
—Prazer em conhecê-la senhorita – Spencer diz, olhando de mim para Sarah , a sensação de alerta aumentando – Já nos tínhamos visto antes, mas não tivemos oportunidade de sermos apresentados – relembra.
—Verdade? – Sarah interroga, me olhando confusa.
—Spencer foi me buscar com Claire na delegacia quando fui liberado e acho que nos cruzamos no hospital...
—No dia do enterro da jovem assassinada, para ser mais exato – me corrige ele – Estava chegando a sua casa com sua irmã quando saiam.
—Certo, foi...isso mesmo – anuo sem muita convicção. Na verdade, não me recordava de algum momento tê-lo visto estando ao lado de Sarah excerto hoje, mas como minha irmã não contestou supus estar correto. Algumas coisas ainda permaneciam meio obscuras para mim no que se referiam aqueles dias, devo admitir– Vamos sentar? – convido, fazendo Sarah e para a cadeira junto à janela enquanto ocupo a do corredor, ao seu lado, Spencer fazendo o mesmo com minha irmã.
—Aloha! – Keoni chega, cumprimentando os recém chegados, trazendo colares havaianos que põe em seus pescoços – Sejam bem vindos. Todo amigo do Connor é meu amigo também – acrescenta, sorridente – Desejam beber algo ou já vão querer pedir?
—Um drink cairia bem com esse calor – Spencer diz, retirando o blazer, nos causando um sobressalto ao ver que estava armado – Desculpem, força do hábito – pede, retirando o coldre, dobrando-o e pondo dentro do bolso interno de seu traje.
—Antigos hábitos são difíceis de mudar ou esquecer – Keoni comenta, me dirigindo um olhar interrogativo.
—Spencer é ex agente do FBI – explico, meu amigo acenando afirmativamente – Posso sugerir que experimentem nossos drinks? São ótimos – elogio.
—Aceito a sugestão. Querida? – Spencer pergunta, voltando-se para minha irmã, que se distraia admirando as flores do colar – Claire?
—Hã?? Desculpem-me – pede, erguendo os olhos sem graça – É que são tão lindas! São naturais? – pergunta.
—São sim – Keoni informa – Se quiser que durem um pouco mais pode pô-las em um saco na geladeira.
—Vou pôr sim, obrigada – agradece minha irmã – E vou aceitar um drink também – acrescenta rápido.
—Certo. Vou providenciar – Keoni avisa, retirando-se.
—Pensei que só diziam Aloha quando desembarcamos no Havaí, como forma de dizer Seja bem vindo ! – Claire comenta.
—Também pensei o mesmo – Sarah anui – Aliás, ficou de me explicar o significado e não o fez ainda amor – lembra.
—Aloha : “manifestação consciente de uma vida alegre no presente” – explico – É uma das traduções que pode encontrar. Outra é algo do tipo “o amor que habita em mim saúda o amor que habita em você”. Há outras interpretações livres que podem encontrar na internet.
—Interessante – Spencer comenta, recolhendo os braços para que o garçom servisse suas bebidas – Confesso que pensava o mesmo que Claire – admite.
—A maioria das pessoas pensa isto, grande parte por culpa do famoso seriado dos anos oitenta, A ilha da fantasia – esclareço.
—Ai, eu amava aquele seriado, admito – Claire diz, provando sua bebida – Sonhei varias vezes estar na ilha vivendo uma aventura romântica algumas vezes. Outras era uma heroína de época, tipo Joana D’Arc – revela.
—Também sonhei em passar um final de semana lá algumas vezes – é a vez de Sarah me surpreender – Houve um episodio em que uma garota foi até a ilha fantasiando ser Josefine. Achei estranho no começo, mas depois entendi. Ela era fascinada pela historia da França, Napoleão em especial – relembra.
—Vi esse também. E outro onde a garota queria ser Maria Antonieta, esse me deu verdadeira aflição porque achei que não seria retirada da fantasia antes de ser degola! – minha irmã relembra.
—Nossa, esse me apavorou porque foi a primeira vez em que soube que as fantasias eram perigosas, que as pessoas poderiam machucar-se caso não saíssem na hora prevista. Depois disso meio que perdi o interesse em assistir a serie – confessa minha namorada.
—Ok, a pergunta é: como as duas conhecem uma série que não era do tempo de ambas? Ou foi reeditada e não soube? – Spencer questiona, olhando de uma para outra.
—Até foi, mas teve tanto sucesso como a primeira versão – informo.
—Obrigada pela parte que me toca amor, mas sou do tempo da primeira versão sim. Era muito nova, mas ainda lembro algumas coisas. Sarah certamente deve ter visto em algum canal que costuma reprisar, estou correta? – Claire pergunta, olhando diretamente para ela.
—Está. Gosto de assistir séries e filmes antigos – diz – Sempre que tenho um tempo livre, que não preciso estudar vejo na televisão ou internet. Vemos agora, já que Connor também gosta – lembra, voltando-se para mim.
—Isso – anuo, beijando sua mão.
—Vocês tem gostos em comum então? – Claire questiona, olhando-nos atentamente.
—Vários – respondo – Excerto nos esportes já que Sarah não é fã de nenhum.
—Na verdade não entendo qual a graça em correr atrás de uma bola, ser espancado por uma, arrebentar os dentes atrás de um disco sobre o gelo e coisas assim – explica, enrugando o nariz em uma careta engraçada – Por conta disto não entendo as regras, o que tem servido para divertir seu irmão. Bastante diga-se – diz fazendo nova careta.
—Connor também fazia isso comigo quando não entendia algo – minha irmã relembra – me dirigindo um olhar carinhoso – Mas confesso que até disto senti falta quando foi embora.
—Não seja por isso, posso começar a implicar com você novamente – digo, tranqüilo.
—Não obrigada. Prefiro que tenha um comportamento mais adulto, por favor! – pede, rindo discretamente, tomando mais um pouco da bebida antes de falar novamente – Então Sarah, é residente na emergência? – pergunta.
—Sim. Havia pensado em escolher a Patologia, mas acabei mudando de idéia – revela.
—Sério? Por quê? – Claire quer saber – Por que havia pensado em Patologia e depois mudou de idéia – especifica.
_Bom, pensei em Patologia porque achava que não tinha jeito para lidar com os pacientes. Achei que estaria melhor, mais segura, no laboratório, longe de todos os dramas e dores com os quais convivemos diariamente no PS. Mas durante meu estagio descobri que gostaria de lidar exatamente com isto, que salvar uma vida é algo incrível mesmo que perder uma seja doloroso. A paixão de meus residentes instrutores também foi fator decisivo para minha mudança de opinião – explica, suspirando.
—Connor tem algo a ver com isto, certamente – Claire conclui.
—Também. Ele, assim como doutor Halstead, doutora Manning e doutor Choi me fizeram ver que estava errada em pensar que não me daria bem na emergência. Abriram meus olhos a tempo de evitar cometer um erro do qual me arrependeria depois. Certo que poderia mudar mas teria que esperar seis meses – lembra, pondo uma mecha de cabelo para trás da orelha.
—E pretende ser tornar cirurgiã também? – questiona minha irmã, terminando sua bebida.
—Não – diz segura – Acho que cirurgia é algo bem mais intimidador e com o qual não conseguiria lidar ainda. Num futuro, que sabe, mas no momento não – garante.
Durante alguns minutos ninguém diz mais nada. Ficamos em silencio, Claire e Sarah observando a paisagem lá fora, Spencer e eu concentrados nos copos a nossa frente.
—O que acham de pedirmos?- sugere, olhando o relógio – Infelizmente tenho um compromisso dentro de uma hora e terei que comer e sair logo em seguida.
—Hoje? Tem trabalho hoje James? – Claire protesta.
—Infelizmente minha querida. Não tive como recusar – justifica-se, pegando o menu.
—Ainda trabalha com auditoria Spencer? – interrogo fazendo o mesmo que ele.
—No momento estou a serviço do FBI mais uma vez – revela sem erguer os olhos do cardápio.
—Pensei que não servia mais a agência – Claire contesta, surpresa.
—Uma vez agente, sempre agente – diz tentando parecer descontraído.
—Algum caso grande? – quero saber, observando-o atentamente.
—Grande e complexo onde pessoas inocentes estão envolvidas, o que complica nossa tarefa imensamente. Por isso fui requisitado. Precisam de alguém com meu, digamos, talento – diz, misterioso.
—Que seria? – não resisto perguntar.
—Extração – responde, erguendo finalmente os olhos – Talvez seja preciso extrair uma ou duas pessoas, se julgarmos estarem correndo risco de morte. Neste caso, entro em ação – explica, me encarando de forma estranha.
—Quando diz extração....
—Fazer a pessoa sumir pelo tempo necessário a conclusão do caso mesmo que para isto precise fazer seus familiares e amigos pensarem estar morto – exemplifica, interrompendo Sarah – Às vezes é preciso provocar alguma dor e lágrimas num determinado momento, para trazer alívio, paz e segurança depois, entende senhorita? – pergunta, olhando diretamente para ela.
—A-acho que sim – balbucia, buscando minha mão por sob a mesa.
—Bom. Não sei vocês, mas eu vou querer experimentar esse prato com camarão – diz, mudando tanto de assunto quanto de comportamento, chegando mesmo a sorrir.
—Vou querer o mesmo – minha irmã diz, parecendo alheia ao que o namorado dissera antes.
Por mais que um lado meu quisesse insistir no assunto, outro me advertia para não forçar e deixar quieto, este saindo vencedor após ver a expressão assustada de Sarah.
Sinalizo para o garçom, que se aproxima anotando nossos pedidos. Voltamos a conversar sobre amenidades mantendo-nos neste campo durante a refeição até a saída de Spencer.
—Claire, tem certeza ser uma boa ideia envolver-se com este homem? – questiono depois de alguns minutos.
—Sei que começaram com o pé esquerdo, por minha culpa por fazer James levar sua filha a primeira vez que o encontrou – relembra fazendo Sarah mexer-se, desconfortável, a meu lado – Entenda Sarah, estava preocupada com meu irmão, com raiva por tê-lo quase perdido desta vez em definitivo. Queria afastá-lo de você de qualquer maneira e vi em Lilian a oportunidade de faze-lo – confessa, respirando fundo antes de prosseguir – Mas depois de ver vocês dois juntos, depois de ver os olhos de meu irmão brilhando como agora... – faz nova pausa durante a qual nos observa atentamente – James é um bom homem Connor e assim como me pediu para dar uma chance a Sarah te peço que faça o mesmo com ele.
—Me preocupo por causa do trabalho dele – justifico.
—Sei que é perigoso, mas quero tentar. Ele me faz sentir tão bem, tão querida e amada, consegue entender? – pergunta, voltando-se para Sarah.
—Uhum – responde ela, apertando minha mão, me dirigindo um olhar de suplica.
—Ok, vou fazer o que me pede – rendo-me.
—Fico feliz com isto – Claire declara, sorrindo – Ao menos alguém de minha família está feliz junto comigo – resmunga.
—Falando nisso, o que houve com nosso pai? Disse que ficou estranho depois que foi chamado para depor? – questiono-a.
—Seu pai foi chamado? Por quê? – Sarah indaga.
—É a pergunta que tenho me feito – Claire diz – Pior que desde o dia em que prestou depoimento está estranho, mais calado do que o normal, triste. Não sei o porquê de ter sido chamado, mas isto o afetou muito.
—Vou pedir a Will pra sondar com Jay. Deve haver um motivo para ter sido convocado por Hank Voight – pondero.
—Me diz se descobrir do que se trata, por favor – minha irmã pede e aceno afirmativamente – Ótimo. Agora, se não se importam, vou para casa. Esta semana foi bem difícil e cansativa. Quero aproveitar o resto de tarde para descansar – avisa, levantando – Espero que possa me desculpar pelo começo estressante Sarah, e que possamos nos dar bem.
—Também quero lhe pedir desculpas por tudo que causei a sua família – começa a dizer, não me permitindo interrompe-la – Por mais que digam que não tive culpa, não posso deixar de me sentir assim. Mas saiba que não tive a intenção de expor Connor ao perigo em momento algum.
—Acredito em você – Claire declara, estendendo as mãos para ela – Vamos por uma pedra sobre este assunto ok? A partir de hoje começamos do zero.
—De acordo – Sarah anui, sorrindo para ela.
—Até mais Connor. Não suma, por favor – pede em meu ouvido quando me abraça.
—Não irei – prometo, beijando seu rosto – Tenha cuidado Claire. Não se deixe magoar novamente – peço.
—Terei – garante, acenando para Sarah antes de nos dar as costas e sair.
—Connor, acha que esse homem pode machucá-la? – ouço-a perguntar e me volto.
—Espero que não – digo, optando por guardar meus receios para mim – Vamos indo? Também quero descansar um pouco.
—Sério? Pensei em pedir sua opinião numa coisa – declara, um sorriso maroto no rosto.
—Abro uma exceção – afirmo, sorrindo de volta, segurando sua mão.
Despedimo-nos de Keoni seguindo direto para nosso apartamento.
Quando chegamos, Sarah me faz ficar na sala enquanto prepara-se par me mostrar o numero que havia pensado para a próxima apresentação.
—Só espero não surtar imaginando-a dançando na boate – murmuro, sentando no sofá, uma cerveja na Mao – Agora falta pouco Connor, só mais um pouco e...- me calo ao escutar sua voz me chamando – Sim? Devo ir até ai? – questiono, levantando.
—Não, pode ficar ai mesmo. Só feche as janelas, por favor – pede.
—Ok – digo, indo até a varanda, fechando-a (não sem antes olhar o prédio ao lado, me certificando que não havia ninguém em nenhuma varanda).
—Fechou? – escuto-a perguntar.
—Sim – respondo, voltando ao sofá – Só um aviso: se gostar do que vou ver, não vou te deixar apresentar na boate! Vou boicotar e pronto! — alerto, escutando-a rir.
—E quem disse que preparei este numero para a boate? – insinua, entrando na sala com uma saia xadrez e uma blusa branca, meio três quarto da mesma cor da blusa e uma sapatilha, os cabelos presos em um rabo de cavalo, o traje lembrando o uniforme de um colégio interno.
– Puta que....
—Olha a língua doutor!! – ralha, fazendo biquinho, ficando ainda mais sensual (se é que isso era possível!) – Li em sua ficha na Fifity que um de seu fetiches era este – diz, girando para que pudesse admirá-la.
—Sabia que aquela ficha iria me causar problemas qualquer dia – brinco, sorrindo ainda mais, caminhando em sua direção.
—Não senhor! – exclama, escapando de minhas mãos – Vai ficar sentado ai quietinho – ordena, fazendo-me sentar no sofá.
—Uhum, fácil isso acontecer! – rebato, sentindo minha excitação aumentar na medida em que imaginava o que estava por vir.
—Você consegue. Já fez isso antes – declara, caminhando até o aparelho de som.
—Fiz. E em todas, sem exceção, precisei de banhos frios para conseguir dormir – revelo fazendo-a rir enquanto seleciona uma musica.
—Veja pelo lado positivo – diz, voltando-se para mim assim que os primeiros acordes soam – Não ira precisar de banho hoje – declara, mexendo-se sensualmente.
—Sarah, sabe que não precisa fazer isto sempre não sabe? Não é por causa de Dione que estou com você – digo, suspirando quando começa a abrir os botões da blusa devagar.
—Uhum ...Mas quero fazer, de vez em quando. Gosto de dançar pra você – garante, acompanhando a letra da canção – “ ...I know that you have been waintin’ for it, I’m waintin’ it tôo, in my imagination I be all up on you…”- canta, inclinando-se sobre mim e sorrio, entrando no clima.
—Só em sua imaginação é? – questiono, vendo-a rir, me dando as costas enquanto a canção chega ao refrão....
“...Touch my body;
Put me on the floor wrestle me around;
Play with me some more;
Touch my body;
Throw me on the bed;
I just wanna make you feel like you never did;
Touch my body;
Let me wrap my thighs all around your waist;
Just a little taste;
Touch my body;
Know you like my curves;
C’mon and give me what I deserve;
And touch my body…”
—Sério que devo ficar quietinho? – indago, ouvindo-a rir mais, voltando-se para mim, fazendo o que o refrão dizia, mexendo o corpo de um lado para outro, cantando mais uma vez.
—”...You can put me on you like a brand new white tee; I’ll hug your body tighter than my favorite jeans; I want to you caress me I a tropical breeze and float away with you in a Caribbean sea…”
—Isso quer dizer que já posso te tocar? – interrogo, erguendo as mãos, ela negando com um gesto – Não!! – dramatizo, jogando a cabeça para trás enquanto ela levanta novamente, despindo a blusa, abrindo o ziper lateral da saia, despindo-a devagar – Ok, se for fazer isso de vez em quando, me avise para tomar um calmante antes! – exagero, gemendo quando põe uma perna sobre a mesinha de centro, arriando a meia lentamente , atorando-a longe junto com a sapatilha – Definitivamente preciso ser avisado com antecedência – repito, vendo-a repetir o gesto com a outra perna, ladeando meu corpo com as pernas mais uma vez no começo do segundo refrão.
—Agora pode me tocar – libera.
—Obrigado!! – exclamo, unindo as mãos de forma dramática – Só que vamos continuar essa dança no quarto – declaro, segurando-a pela cintura, fazendo-a levantar e levantando-me junto – E nada de proibições mocinha! – alerto, tomando-a em meus braços, caminhando rapidamente até nosso quarto onde a coloco sobre a cama, terminando de despi-la – Linda! – elogio, me despindo rapidamente, deitando-me sobre ela – Já disse que te amo hoje?
—Humm...Não, mas sabe que não precisar dizer sempre não sabe? – diz, me presenteando com um de seus sorrisos doces.
—Mas quero e gosto de dizer: te amo – declaro, beijando o vale entre seus seios – Te amo – beijo sua fronte – Te amo – tomo sua boca em um beijo ávido.
—Amo você Connor – sussurra em meu ouvido quando cesso o contato, envolvendo meu pescoço com os braços – Cada dia mais! – acrescenta, beijando meu pescoço, deslizando os lábios até meu ombro direito, mordendo-o de leve.
Sem pressa, me encaixo a seu corpo, posicionando-me entre suas pernas, penetrando-a devagar. Paro alguns segundos depois que estou completamente dentro dela, beijando-a mais uma vez antes de começar a me mover, cadenciando o ritmo de minhas investidas , aumentando e diminuindo até gozarmos juntos, relaxando por um momento antes de recomeçar tudo de novo, adormecendo, saciados, algum tempo depois.
"....Touch my body;
Know you like my curves;
C'mon and give me what I desserve;
And touch my body!"
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Vigessimo primeiro distrito (Segunda,3/4 – 08:15 a.m)
Sala da Inteligência
—Detetive Halstead – Jay escuta chamarem seu nome e ergue a cabeça, desviando sua atenção da tela do computador a sua frente para a entrada da Inteligência – Está senhorita que lhe falar – a sargento Platt avisa indicando a mulher a seu lado vestida num terninho formal.
—Pois não – diz o detetive, levantando-se.
—Não sei se lembra de mim detetive. Meu nome é Megan Stewart, sou secretária do reitor James, da Universidade de Chicago – identifica-se estendendo a mão para o policial.
—Sim, estou lembrado. O que deseja? – pergunta o detetive.
—Vim fazer uma denúncia – diz, apertando as mãos nervosamente – Mas preciso que garanta minha segurança porque quando ele descobrir que o denunciei irá me matar da mesma forma que a matou – afirma.
—Quem matou quem e irá matá-la? Pode ser mais clara por favor – pede o policial, olhando por sobre os ombros da mulher.
—O reitor James, ele irá me matar da mesma forma como matou Nichole – revela.
—Está dizendo que foi o reitor James quem matou Nichole Biasini? – Hank Voight intervém, fazendo-a voltar-se para ele.
—Não com as próprias mãos, mas falou com a pessoa que contratou o assassino – prossegue – E mais: foi ele quem a atraiu para armadilha onde foi morta.
—Como sabe tudo isso? – questiona o policial, encarando-a.
—Porque fui eu quem liguei para ela marcando dia e hora – revela, chorosa – Mas juro que não sabia que iriam matá-la. Quando me pediu que ligasse marcando o encontro, pensei tratar-se de mais uma noitada como outras que tiveram. Apenas quando o escutei falando ao telefone no dia seguinte soube o que fizeram.
—E por que não o denunciou? -Jay interroga.
—Não tinha provas. Só minha palavra contra a deles, dois homens ricos e poderosos – declara, abrindo a bolsa, retirando um saco e um pequeno gravador de dentro dela – Mas agora tenho como provar – assegura, entregando-os ao policial – Depois que foram a universidade ele ficou nervoso e ligou novamente para o mesmo homem. Por sorte só consegui um gravador a tempo. E depois que foi embora entrei em seu escritório e peguei isto – aponta o saco, o detetive abrindo-o cuidadosamente.
—Um anel? – Jay pergunta, enrugado o cenho.
—Não um anel qualquer. Um solitário – Alvin o corrige – O anel de noivado dado por Cornelius Rhodes a Nichole Biasini.
—E que deveria estar em seu dedo quando foi morta – Voight completa – Jay, leve este anel para ser periciado. Peça máxima urgência – ordena — Mouse, ligue para o número que lhe dei mais cedo. Avise que tenho novidades e preciso de um encontro, desta vez, no meu território....
Continua

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