Notas iniciais
Sobre este capitulo; eu gostei bastante, rs.

Leo correu para o outro lado do riacho, junto de Percy, com Jason atrás, Nyssa e Piper escondidas dos lados. Leo havia escolhido uma adaga no arsenal, ele guardava uma espada de meia-lua em seu cinto, mas escolhera utilizar a adaga por enquanto. Era uma arma que de fato se encaixava à ele, que tinha uma grande vantagem em conseguir se aproximar dos adversários, se eles tivessem usando adagas, lanças ou espadas, não faria diferença para ele.

Como Piper mencionara, Connor Stoll bateu de frente com Percy, os dois duelaram por um bom tempo, até que Connor conseguiu enganar Percy, fazendo um corte em seu braço, Percy caiu de costas no chão, mas mesmo assim conseguiu desarmar Connor, fazendo com que a faca que o menino usava, caísse no chão com um baque. Percy saltou, ficando de pé novamente e jogou a faca de Connor para longe.

Leo logo avistou Clarisse, que lutava com Nyssa. Clarisse desarmou Nyssa e chutou a menina para as sombras das árvores, logo avistou Leo.

Leo cortou vários golpes que Clarisse desferia com sua lança, mas logo sentiu o punho da adaga eletrocutar seu braço, aproveitando a distração do garoto, Clarisse deu uma joelhada em seu estômago, fazendo com que Leo caísse e continuou chutando-o. Leo procurou por Piper, mas logo avistou a mesma lutando contra um garoto de Ares, James era o nome dele.

Leo rolou para o lado e se levantou, mas logo sentiu um chute em suas costas, enquanto ele duelava com Clarisse. Como se ela precisasse de mais alguém para acabar comigo. Pensou ele.

Quem quer que fosse, continuou chutando Leo, enquanto Clarisse chutava-lhe no rosto, no estômago... Logo Leo ouviu um som como crac e sentiu uma forte dor nas costas.

— O menininho está indefeso, pobre garoto — Clarisse ironizou, fingindo estar com pena.

Leo não queria apelar, mas logo buscou seus poderes sobre o fogo. Clarisse arregalou os olhos quando viu Leo se transformar numa verdadeira tocha humana. O garoto tinha fogo da cabeça aos pés. Clarisse tentou feri-lo, utilizando sua lança. Leo pensou que tudo estava resolvido, pegou a faca que encontrou no chão, então algo inesperado aconteceu. Leo estava de volta no meio da arena, de repente. Ele havia caído em uma armadilha de Butch, provavelmente. Ele franziu a testa de frustração. Annabeth arregalou os olhos ao vê-lo, Leo caiu de joelhos, decidiu que era melhor continuar na sua forma original, pois aquilo estava o consumindo aos poucos.

Jason lutava com Harry, um garoto de Hécate. Jason usava seu gládio, desferiu um golpe contra o ombro do garoto, mas Harry era rápido, desviou com velocidade. Jason vencia o duelo, mas logo se sentiu preso por algo. Olhou para baixo. Videiras. Droga!
Ele tentou se soltar, mas as videiras já o prendiam nos braços, fazendo com que seu gládio caísse com um baque no chão. Ele eletrocutou o garoto de Dionísio e o de Hécate, mas já não adiantava.

Nyssa era quem estava mais próxima à bandeira, mas estava cercada pelo pessoal de Hécate, enquanto Piper utilizava charme aos de Hebe, funcionara em alguns, mas não tinha a mínima chance de conseguir encantar à todos ao mesmo tempo. Percy estava preso de ponta cabeça à uma árvore, só ele mesmo para cair em uma armadilha tão clássica. Leo logo apareceu correndo, o problema é que tinha uma tribo inteira atrás dele. Uma tribo de Ares.

Jason fez com que pequenos raios corressem pelo seu corpo, eletrocutando as videiras e caindo no chão, ele se levantou e foi ajudar a Leo, que estava cercado e sendo pisoteado como uma barata. Jason pôde ver que Clarisse lutava com Annabeth, mais próxima da bandeira azul.

Jason lutou com o Mike, filho de Ares, o garoto era grandalhão, como os outros, e usava facas em chamas. Jason perdeu o duelo rapidamente, pois mais dois garotos de Ares interferiram no duelo. Fazendo com que Jason caísse ao lado de Leo, que olhou para ele, sugestivamente.

— Se transforma em vento. — sussurrou ele.

— Eu não sei me transformar em vento. — retrucou Jason. Mike chutou Jason, fazendo o garoto sentir uma enorme dor, já aproximava a faca em chamas de seu braço. Jason eletrocutou-o, juntamente de mais seis ou sete garotos de Ares, mas ele já não tinha condições de se levantar, muito menos Leo.

— Pois terá que aprender. Sua vida depende disso. — disse Leo, Jason franziu a testa.

— Eles não vão me matar. — embora Jason não acreditasse muito nisto, disse mesmo assim. Com todos os acontecimentos nos últimos dias, não podia acreditar em mais nada. Jason avistou Octavian erguendo a bandeira vermelha e gritando insultos aos garotos de Ares. Não pôde deixar de ficar surpreso, provavelmente o pessoal da equipe vermelha o subestimou. E ele se aproveitou disto.

— Não estou falando deles.

Jason ouviu um som alto vindo da floresta (que era onde eles estavam). Logo a maioria dos campistas estava lá, e olhavam para frente com pavor absoluto. Jason não podia ver, pois os campistas atrapalhavam sua visão.

Jason tomou forças para se levantar, Leo parecia pior que ele, então não conseguiu levantar.
Ele viu o que todos os outros olhavam com pavor.

Era uma mulher, que em partes, era muito bela e sedutora, por sinal, mas tinha o corpo em uma mistura de serpente e mulher, ela devia ter uns três metros, seus cabelos eram ruivos e estavam soltos e rebeldes. Seus seios estavam quase à mostra, mas eram cobertos por um pedaço de túnica. Seus olhos eram de um vermelho vivo, ela tinha olheiras sob os olhos.
Ela mostrou os dentes, que eram como enormes pontas de lanças, suas unhas eram imundas e pontiagudas, e estavam em garra, preparando para atacar.

— O que é aquilo? — perguntou Hazel.

— Lâmia — disse Annabeth. Ela estava ao lado de Jake, Thalia e Nico. — Ela é tipo... O bicho papão. Devora principalmente crianças, mas estas não são suas únicas opções.

Malcolm e Clarisse já mandavam as crianças de volta ao acampamento. A lâmia avançou em Percy, que estava mais próximo. E ela era incrivelmente rápida, parecia que se transportava para os lugares. Ela girou, batendo sua cauda em Percy, fazendo-o cair e bater a cabeça e as costas no chão. Ele murmurou algo como:

— O que as víboras têm contra mim?

A lâmia debruçou-se sobre Percy, lambendo os beiços, ela tinha uma mão no peito de Percy, e a outra em seu pescoço, preparando-se para dar o bote.

Todos já estavam prestes a avançar na lâmia, mas ela rodou sua cauda, derrubando os campistas. Das árvores surgiram três criaturas. Eram grifos. Eles tinham o dobro do tamanho do corpo de um leão comum, seu pelo era ouro-avermelhado, sua cauda era revestida de penas pontiagudas que pareciam ser duras e afiadas como punhais. As asas arrepiadas agora estavam erguidas e eretas em suas costas. Quando o grifo se movia, elas batiam tão depressa que zuniam e formavam um borrão, como se fosses as asas do maior e mais perverso beija-flor do mundo. Seus olhos de águia estavam famintos, o primeiro cravou os olhos em Annabeth, o segundo em Leo, que estava caído e indefeso como uma barata virada para cima.

O primeiro se atirou em cima de Annabeth, que se esquivou e viu a lâmia brincar com Percy, jogando-o de um lado para o outro. Ela ia correr até ele, mas o grifo pulou sobre ela, prendendo-a no chão.

O segundo grifo bicava com força o tornozelo de Leo, que gritava de dor. Piper aproximou-se e chutou o grifo, pegou sua cornucópia e jogou algumas toneladas de carne fresca em cima do monstro. Não subestime, bicos de grifos são tão fortes quanto uma espada de ouro.

O terceiro atirou-se em Frank, que se transformou em um tigre de três mil quilos.

O primeiro grifo estava prestes a morder o pescoço de Annabeth, mas Jason se lançou sobre ele, os dois rolaram pela floresta, até baterem em uma árvore. Jason distribuiu socos no bico de águia, que bateu sua cauda nas costas de Jason, as penas que mais pareciam espinhos perfuraram as costas de Jason, fazendo-o gritar de dor muito alto, caudas de grifos são extremamente fortes e afiadas, quanto punhais. Enquanto Jason gritava, o grifo bicou o pescoço de Jason e tirou o garoto de cima dele. Pulou em cima de Jason, que mandou raios pelo seu corpo, mas isso não afetou o grifo. Jason arregalou os olhos e continuou tentando ferir o grifo, mas Jason já estava muito ferido e fora de condições físicas. Lembrou-se do que Leo havia dito: “Se transforma em vento”. Não deveria ser tão difícil. Ele chutou o grifo, arremessando-o numa distância segura. Fechou os olhos, implorando para que desse certo.

Preciso de ajuda, será que você não pode... Transformar-me em vento?

Então ele ouviu uma voz trazida pela brisa. Não era de Zeus, nem de Éolo, era a voz do próprio vento.

Você não pode ser o vento. Somos de naturezas diferentes.

Não é verdade retrucou Jason, ele já ouvia o som dos passos pesados do grifo. Tenho os ventos em mim, porque não posso me tornar vento?

Porque você é um garoto, e não vento. Se eu pudesse transformar tudo em vento, tudo seria vento. Respondeu.

Compreendo o porquê de você não ter esse poder. resmungou Jason.

Olhe, garoto, não posso ajudá-lo nisso. Se você tem os ventos em você, garoto de Júpiter, você mesmo deve se transformar em vento.

Jason sentiu unhas se cravando em sua barriga, reprimiu um grito, seus olhos, ainda fechados, arderam.

E como eu faço isso? Perguntou ao vento.

Do mesmo modo que se respira. Do mesmo modo que voa. É algo seu. Não me peça para ensiná-lo algo que só você sabe fazer. Eu sou vento por natureza, por isso, não sei me transformar em homem, assim como você não sabe ser vento.

Você já tentou ser humano?

Não, não tentei. Eu sou cria da própria Terra, cria do Caos, sou aura por natureza, e se eu deixar de ser vento, não haverá mais vento. Mas você pode ser tanto homem quanto vento, o vento está em você, no seu sangue mestiço.

Jason sentiu o grifo bicando seu peito, seu pescoço e seu ombro. Ou ele virava vento, ou morria.

O vento tinha razão, ele não poderia ajudá-lo, pois Jason era tanto vento como homem, ele mesmo poderia se transformar em vento, só tinha que entender a própria linguagem.

Jason refletiu, pensou apenas em si mesmo, em sua linhagem, em seu sangue mestiço, pensou em vento, em como ele poderia ser a brisa. Ele expirou o gás carbônico, misturado à essência de sua linhagem. Quando percebeu, ele era vento, o grifo encarava o chão, confuso. Olhou em volta, em busca do garoto de Júpiter. Jason não sentiu seu corpo, não sentiu seu coração, tudo o que ele podia sentir era o seu sentimento de liberdade, ele ao mesmo tempo não sentia nada, mas sentia tudo. Sentiu a temperatura fria do céu, mas ele não se incomodava, pois sua temperatura era a mesma. Ele sentiu o aroma da floresta, e o cheiro de monstros. Aquele era um vento novo, puro. E inspirava todas as coisas à sua volta.

O grifo guinchou, e o som era tão alto que chegava a cortar qualquer outro som.

Jason brincou um pouquinho com o grifo, até que uma lança cortou o vento, mas como ele era vento, pôde se unir novamente. A lança de ouro atingiu o grifo, transformando-o em pó. Jason reconheceu que aquele era seu gládio. Logo notou que Hazel havia atirado a lança, utilizando seu poder sobre os metais preciosos. Ela procurava por Jason, estava prestes a se virar quando Jason se materializou do nada.

Hazel arregalou os olhos, já ia perguntar, mas ouviu um grito. Jason conhecia aquele grito.

— Droga! — exclamou ele. Correu para onde estava o restante dos campistas, com Hazel do lado.

Ele avistou a irmã sendo erguida pela mão da lâmia.

— Não é melhor fugirmos? — perguntou Nyssa. Annabeth e Clarisse negaram ao mesmo tempo.

— Se a deixarmos viva, qualquer campista que der um passo fora da proteção do pinheiro de Thalia, estará a mercê dela. — respondeu Annabeth.

A lâmia ainda brincava com Percy, mas desta vez tinha Percy e Thalia em mãos. Jason voou até a lâmia.

— Desculpem por isso, gente. — disse ele, e eletrocutou a lâmia, que deixou Percy e Thalia caírem, Jason controlou os ventos, para que Percy e Thalia não se espatifassem no chão. Percy estava inconsciente, por causa do choque. Annabeth e Hazel o arrastaram para longe dali. Thalia estava quase transparente por conta de seu medo de altura.

— Vocês não perdem por esperar, semideuses. A vingança está por vir. Gaia não pôde derrotá-los, mas não quer dizer que eles não poderão. — a lâmia avisou, deixando os campistas confusos, certamente, com derrotá-los ela quis dizer os olimpianos, e não os semideuses, mas eles quem?

Antes que a lâmia pudesse atacar novamente, ouviram um som encantador. De fato, era encantador. Olharam na direção de que o som vinha, na direção que os rochedos iam e as árvores se inclinavam, e viram Octavian sentado sobre uma rocha, tocando a lira de Orfeu. Os animais da floresta, a lâmia, as náiades, dríades, ninfas do bosque, os sátiros, centauros e campistas se uniram ao redor de Octavian, encantados pelo som da lira.

Nico olhou para a lâmia, que estava distraída, subiu em suas costas e perfurou-lhe na nuca, utilizando sua espada de ferro estígio, fez aquilo uma, duas, três vezes. Até que a lâmia virou pó que lembrava a calcário.

— Um tanto difícil de matar o bicho papão. — disse ele, com um sorriso sarcástico.

— O que foi aquilo que ela disse? — perguntou Hazel.

— Vamos descobrir. — disse Annabeth — Venham.

Os semideuses correram de volta para os limites do acampamento, em direção à Casa Grande.

Notas finais
Quem gostou do Leo Tocha Humana e Jason se transformando em vento levanta a mão o/ haha