Notas iniciais
Oi pessoal *--* vorti.. mas hoje o capítulo é menor, me desculpem é que precisamos de suspense e se eu posto tudo num só a fic acaba muito rápido :(
Só queria agradecer á quem lê isso, eu escrevo apenas por diversão e é demais ter vocês lendo e comentando.
LhamaBoy, senhoritasullivan, Halls_6661, MayShadows,Only Avenger, PolyRocha, Caio Oliva,HanerGirl,e meus outros leitores me perdoem se eu esqueci dos nomes... Obrigada por lerem.. Agradeço á quem também lê mas não deixa reviews, só de passarem aqui já é tudo..
Boa leitura

20 – Save Me

POV Mário Sullivan

Vê-los ali era no mínimo assustador, minha mãe e família me olhavam com medo e certo desprezo.

- Mário você me ouviu, vamos embora agora! – minha mãe se aproximou e tentou me puxar pelo braço até que viu Juliana encolhida atrás de mim – Quem é ela?

- É uma grande amiga que me acolheu quando precisei... Eu não vou embora mãe... – ela olhou espantada

- Como assim? Você não tem ideia de quanto tempo eu tenho procurado por ti! Pare com isso e vamos para casa, lá você terá nosso apoio e vai conseguir se tratar – o ódio me consumiu quando ela disse que eu tinha que me tratar.

- Eu não sou doente porra! Não vou à lugar nenhum! Vou ficar aqui com ela – apontei para Juliana que tremia. Não sei por quantas situações ela teria passado, mas por que temer tanto ás pessoas?

- Não grita comigo! – minha mãe estava nervosa até que Caio aparece atrás dela com um telefone nas mãos. Ele assentiu para tio Brian e este num movimento rápido me segurou.

- Tio me solta! – ele era bem mais forte do que eu. Tio Zacky também ajudava a me prender ali. Logo, escutei um barulho diferente, parecia uma espécie de sirene. Não podia acreditar naquilo, eles haviam preparado tudo aquilo para mim? – Você! Não acredito nisso!

- Filho eu... Eu não sabia de nada juro! – meus tios me empurravam até a ambulância que me esperava.

- Juliana! Juliana eu volto! – ela chorava e gritava meu nome – Vocês não entendem! Eu não posso deixá-la aqui sozinha! – quanto mais eu me debatia, mais era em vão.

Amarraram-me naquela maldita maca e me colocaram dentro da ambulância.

- Filho, por favor... É pro seu bem anjo

- Eu odeio você! Odeio! Entendeu? – foram minhas últimas palavras antes de sentir uma agulha atravessar meu braço e logo cair em sono profundo.

POV Bia

“Eu odeio você”, quando se é mãe, não é fácil ouvir palavras como aquelas.

- Caio, por que não me contou que iria ligar para clínica? Acha que isso irá ajudar?

- Sim Bia, o garoto precisa se tratar. E a única maneira seria obrigá-lo á ir, me perdoe se agi mal. Vamos embora agora... – ele falou se afastando

- Vamos mana, o dia já foi tenso de mais por hoje – Rô me abraçou. Vi que todos estavam saindo do galpão. Não olhavam pra trás, o lugar foi ficando vazio até restar apenas eu e a garota. Ela tinha um olhar sofrido, estava encolhida num canto e chorava muito. Consigo estava um livro antigo “Romeu e Julieta”. Por mais problemas que eu tivesse, não podia deixar a menina ali e assim me aproximei dela e agachei. O chão molhado e sujo fez meus pêlos se levantarem e calafrios tomaram meu corpo.

- Oi... Meu filho disse que você o salvou, obrigada – eu disse sorrindo, mas ela não se mexia e não soltava o livro. Abraçava-o como se fosse um bem mais precioso que tinha. – Ele precisava de ajuda, era preciso fazer aquilo... – sussurrei, ela pela primeira vez me olhou

- Será mesmo? Agora você vai abandoná-lo numa clínica como se ele fosse louco e nunca mais irá tirá-lo de lá! Por que vocês pais são todos iguais? Por que nos abandonam? – ela chorava muito. Percebi que a garota tinha marcas pelo corpo como se fossem cortes. Olhei á minha volta e vi uma pequena lâmina jogada embaixo de um colchão velho. Ela pareceu ler meus pensamentos – Não se assuste, é a única maneira que encontro para escapar dessa vida, dessa dor da solidão.

- Eu não entendo... – sussurrei assustada. Seus cortes eram profundos e percorriam seus braços.

- Nunca soube o que era ser amada, ter alguém que eu confiasse, mas quando Mário apareceu tudo mudou. Até ler ele me ensinou... – a pequena lembrança a fez sorrir – E agora vem você e abandona seu filho como fizeram comigo! Sei que vai desistir dele e deixá-lo naquela clínica! – ela levou suas mãos sofridas á cabeça. Respirei fundo e tomei uma decisão que mudaria a vida dela.

- Vem... Juliana, certo? – estendi minha mão para ela. Seu olhar era de um espanto natural – Não posso deixar você aqui, vamos pra casa... – ela segurou minha mão e levou consigo o livro.

Juliana era frágil e muito magra, amparei seus ombros e a conduzi para fora do velho galpão.

- Mana? Mas o que é isso? – Rô me disse

- Mas a garota vai também? – Brian perguntou

- Vai... A partir de agora ela também é da família... – Juliana sorriu e meu coração também. Brian, Zacky e Arin se entreolharam assustados enquanto Johnny se aproximava

- Bem vinda! Mas, qual o seu nome? – Juliana estava maravilhada, olhava os meninos com admiração, seria ela outra fã do Avenged Sevenfold? Sua ação seguinte confirmou minha suspeita. Juliana abraçou Johnny, suas lágrimas molhavam a camisa dele.

- O nome dela é Juliana e parece ser mais uma fã de vocês – sorri. Brian e os outros de aproximaram também

- Olá avenger... Sabe quem eu sou? – Brian perguntou e vi o sorriso nascer dos lábios dela

- Sim... Você é o Synyster Gates – respondeu Juliana com um sussurro misturado ás lágriamas.

- Resposta certa, merece um abraço – Brian a abraçou, Zacky e Arin se juntaram á eles. Uma lágrima caíra por meu rosto só de vê-la sorrir. Talvez aquela fosse a primeira ou segunda vez que Juliana se sentia feliz, e principalmente amada.

“Nosso destino está traçado, nossas vidas já estão construídas e não podemos mudá-la. Coincidências não existem, o que existe é a fé, a alegria e principalmente o amor. Esse sim nos guia através de qualquer escuridão e nos diz qual o próximo passo a ser dado...” (autora)

Notas finais
Juliana FOFAAAAAAA *--* mais uma vez, perdoem o tamanho do capítulo :)