Heroes Of Sand
22 21 - Paradise
Notas iniciais
Espero que gostem desse capítulo.. Umas informações pra vocês:
*senhoritasullivan - é a Juliana
*HallsDePimenta - é a Fernanda
*HanerGirl - Victória
*-* são alguns leitores que pediram e eu os incluí na fic *-*
Se quiserem e eu puder arrumar mais personagens podem pedir que coloco todos na história *-* Bjs pessoal..boa leitura
21 – Paradise
POV Mário Sullivan
Acordei num lugar totalmente desconhecido, eu estava num quarto todo branco e trancado. Haviam alguns ferimentos em meus tornozelos de tanto me debater na cama. Meus braços estavam arroxeados e minha boca muito seca.
- Eu quero sair daqui! Me soltem! – eu gritava, uma voz totalmente diferente. Eu não me reconhecia mais. Levantei da cama e percebi que meus pés estavam amarrados para impedir que eu fugisse ou algo do gênero. Caí no chão assim que me coloquei de pé – Por que estão fazendo isso comigo? – as lágrimas caiam por meu rosto e a dor me invadia como um raio.
Eu estava descontrolado e comecei a me debater contra o chão, até que alguns enfermeiros vieram até mim e tentaram me acalmar. Amarraram-me na cama e me observavam enlouquecer por falta da droga. O maldito vício me dominava e eu queria, precisa sentir aquele pó em mim novamente. Tão bom tão doce... Tão perigoso.
- Sua família está aí e seus amigos também... – um dos enfermeiros sussurrou – Tente se acalmar rapaz. Tudo isso é para seu bem, você vai se salvar... – Ele e seus colegas saíram do quarto e me deixaram amarrado. Mãos, pulsos e pernas. Eu não podia me mover, estava fora de mim até que a vi entrar.
Natalia estava parada na porta e ficava á me encarar. Seus olhos sempre expressivos mostravam o medo que ela tinha de mim naquela hora.
- Mário... Oi – ela se aproximou devagar
- Sai daqui! – Gritei, ela se encolheu
- Não estou te reconhecendo! Olha só o que você fez! Você é um monstro – ela chorava
- Sim é isso mesmo que eu sou! Mais um motivo para você sumir daqui! – eu queria protegê-la e a melhor maneira de fazer isso era afastá-la de mim. Se Natalia ficasse ao meu lado eu poderia machucá-la, mesmo que eu não quisesse. Mas ela não tinha medo.
- Não Mário! Eu não vou desistir – ela se aproximou novamente e tocou meu rosto. Desviei de suas mãos – Não quer que eu te toque? – ela me tinha na mão em qualquer situação
- Por quê? Por que insiste nisso? Vai viver sua vida Natalia! Não percebe que eu vou morrer aqui? – ela colocou seus dedos em meus lábios e me calou
- Cala boca Sullivan – ela me beijou sem hesitar. Senti seu sabor, sua língua e todo seu perfume me invadiram. Eu queria dar á ela um beijo melhor, em um lugar melhor.
Ela aprofundou o beijo até que abri meus olhos sem querer e vi Juliana encostada no vidro que dava visão para meu quarto. Droga, ela vira o beijo e estava chorando.
Natalia me hipnotizava e era quem eu amava, mas como compensar Juliana por tudo? Eu estava me sentido um lixo. – Você beija bem... – Natalia sorriu
- Por favor, sai daqui... Eu não estou bem e posso te machucar – eu disse em tom sério, mas ela pareceu não me ouvir. Natalia tentou se deitar no meu peito até que eu tentei acertá-la.
- Mário você ia me acertar? Ia me bater? – ela se afastou subitamente com pânico no olhar – Realmente... Você é um monstro... – Saiu sem olhar para trás.
A dor de cabeça me consumia e a abstinência da droga era forte. Eu me debatia como um louco na cama e talvez dissessem que eu estava possuído ou algo do tipo. Só me lembro de uma ultima visão: minha mãe chorando. Minha família despedaçada e tudo por culpa minha.
Meu coração acelerou, fechei meus olhos e logo estava num mundo diferente, num lugar diferente.
Eu andava pela areia branca, estava de mãos dadas com Natalia. Nós nos beijávamos enquanto minha mãe e meu pai riam de algo. Meus tios estavam bebendo e jogando cartas. Juliana estava lendo seu livro favorito e acenava para mim com um sorriso. Ela pertencia á família agora...
“Meu Deus! Ele está tendo uma parada! Fique garoto!” Essa e outras vozes atrapalharam minha visão do paraíso. Eles continuaram a gritar “Temos que tentar novamente! O coração está parando”.
Eu estava morrendo, uma parada cardíaca talvez, ou uma convulsão, não sei, mas eu só queria continuar naquele lugar.
Até que soltei as mãos de Natalia e estava sozinho novamente, agora era um local escuro e só uma pessoa aparecia: Tio Matt.
Ele me olhava com desgosto, mas mesmo assim estendia suas mãos. “Volte e conserte as coisas, ou pare por aqui mesmo Sullivan.”
Eu realmente queria segurar sua mão e ir embora daquela vida, mas será que eu devia?
Definitivamente eu não estava preparado para a morte...
POV Jimmy Sullivan
Leana estava na sala quando cheguei, ela me olhava com desconfiança e parecia saber de tudo que acontecera em minha ausência.
- Onde você esteve? Sumiu por dias!
- Eu precisava tomar um ar, esfriar minha cabeça – eu disse desviando de seu olhar
- Sei... Pensa que sou idiota James? Eu sei que você foi atrás dela! Daquela vagabunda!
- Cala a boca! – eu segurei seus braços com firmeza e a joguei no sofá – A Beatriz é tudo que você nunca será entendeu? – ela deu um sorriso falso e se levantou
- Realmente Jimmy, você é um completo idiota! Lembre-se do nosso acordo... – Leana abriu a gaveta do cômodo que havia na sala e de lá retirou uma faca. – Seu imbecil, você podia ter tudo comigo! Mas decidiu ficar com ela! – Sua voz estava descontrolada e ela partiu pra cima de mim. Eu não podia correr muito, o fôlego me faltava e Leana sabia disso
- Pare com isso! Você precisa de ajuda! – tentei tirar a faca de suas mãos, mas ela tentou me atacar.
- Eu voltei para ter minha vingança e é isso que farei. Eu quero a sua morte James Sullivan! Se não podes ser meu, então não será de ninguém! – suspirei
- Se é isso que você quer, vai em frente Leana. Me fura agora! – eu gritei pra ela que se assustou.
Eu pensei que ela não tivesse coragem de fazer tal ato, mas eu estava errado. Ela me beijou e logo enfiou a faca no meu abdome, caí e perdi a consciência até ouvir Leana gritar “Não, não era para isso acontecer! Jimmy fica vivo, por favor!”.
A partir daquele momento eu já não me encontrava mais naquela casa, eu estava longe, num lugar bonito que eu não conhecia.
Uma praia talvez, com areia branca. Lá, eu via todos meus amigos e até mesmo meu filho. Mário acenava para mim e dizia o quanto me amava.
- Bem vindo The Rev – Matt também estava lá para meu espanto – É bom te ver meu amigo... – ele sorriu e estendeu suas mãos para mim – Não precisa desistir disto, mas se quiser... – Eu estava confuso, perdido.
Morto? Talvez sim, talvez não... Eu só precisava aceitar ou não a proposta de Matt e talvez fosse uma das decisões mais difíceis que eu poderia tomar.
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