Notas iniciais
Primeiramente, olá, bem vindos a Badlands, quer dizer, cidade grande em que a protagonista mora. Imaginem uma capital apressada, cheia de prédios, pessoas e veículos. Imaginem um lugar como Recife, São Paulo, Tóquio, Seul. Lugares como uma estação de metrô semi-abandonada, um clube noturno com luzes neon, as lâmpadas das casas acesas na noite, prédios altos, bem cuidados ou não. Pensem no contraste existente numa capital, na solidão que ela pode proporcionar, estando em um local vazio ou lotado. Agora, sigam para a história.

A paisagem lá fora parecia se mover em rapidez indescritível, como se ela me deixasse. Era o começo da noite, o começo do fim. O que chamamos de crepúsculo, mesmo que não consigamos ver em razão dos altos prédios.

Esse era mais um dia repetido. Um 27 de fevereiro que foi igual ao 26, que seria tal estribilho em 28 e não seria insólito em 30, se existisse.

As luzes vão aos poucos acendendo. Logo chegaria em meu apartamento, onde poderia, finalmente, descansar de todo o trabalho atabalhoado que vinha fazendo desde um dia do qual não me recordo. A única certeza que tenho é de esse dia ser igual a todos os outros.

Me divertia em observar a decadente paisagem da capital esquálida. Um sentimento qual eu nunca consegui propriamente identificar me consome. Era mais como uma falta de tal, algo que aquele lugar proporcionava. Aquilo me fenecia, e me conformava.

Chamaria de angústia há alguns anos. Com o tempo foi se transformando em melancolia, aceitação ao que me era transmitido pelas luzes.

Eu era impotente, desimportante. Uma luz acesa entre prédios iluminados, uma célula entre os tecidos do ser humano.

O ônibus finalmente chegava ao ponto. Descia com os últimos passageiros.

{não abandone a leitura, querido. não fiz outras cópias.}

Notas finais
Eu sou nova na plataforma do Nyah, então qualquer erro, me informem.
Comentem porque eu sou muito carente de palavras.
Até o próximo capítulo que provavelmente não vai demorar.