Hell Between Us

54 Capítulo 54 - Isabelle


Notas iniciais
Oi gente! Mais um capitulo, espero que gostem.

Não consigo reagir a cena que assisto, uma mulher ensanguentada nos braços de Abby, uma criança aos gritos em um berço, minha mente parece entrar em colapso por um segundo, já vi e vivi tantas coisas, mas de algum modo aquela cena me choca.

─Eu não queria fazer aquilo, é minha filha, meu bebê... A única coisa que restou, meu amor. – A voz sai incerta, abafada pelas lagrimas, as dores e algum sotaque. – Fomos atacados, eu e meu marido nos escondemos num porão. – Ela aponta a porta, Abby segura sua mão suja de sangue. – Depois ficamos tentando, eu cuidava da Isabelle, ele saia, aí... Há duas semanas, ele saiu...

─Não fale tanto. – Abby pede a ela, eu começo a reagir ao que está a nossa volta, fecho a porta atrás de mim, sigo para a janela, parece tudo limpo, apenas um zumbi caminha em nossa direção, mas estamos no fundo da casa, ele vai se posicionar na janela.

─Preciso... Claude não retornou, eu vi... – Ela faz muito esforço, tosse, algumas gotas de sangue são expelidos. – Pela outra janela, ele foi cercado, não teve escolha, a comida acabou, hoje eu tive de deixa-la, minha pequena, eles me pegaram, não tinha escolha, não queria que meu anjinho definhasse, não queria me transformar num monstro e devorar minha filha, eu tinha que atirar, foi por amor, foi por amor.

─Eu sei, eu sei, fique calma. – Abby sabe que não a nada a fazer, a criança ainda chora assustada no berço.

─Ela tem um ano e cinco meses, dá passinhos, balbucia palavras, está crescendo, não é impossível, não a deixem para trás.

─Não vamos deixar.

─Um último abraço... Me deixe segura-la... – Com os olhos verdes e escuros repletos de lágrimas Abby me encara muda, sei que tenho que pegar a criança.

Vou até o berço, é uma pequena cheia de energia, tem os olhos verdes como os de Abby, os cabelos são mais claros, eu a ergo nos braços, ela para de chorar no curto espaço em que a levo até a mãe.

A mulher junta o resto de energia para envolver a filha, beijar seu rosto, cabelos, ela chora de um modo que nos rasga por dentro, a menina se acalma, toca a mãe e os dedos pequenos ficam sujos de sangue.

─ ”Être forte ange, je te aime. Ma belle.” – A mulher beija mais uma vez a filha, depois seus olhos vão se fechando, ela não desvia os olhos do bebê um único instante até que sua cabeça pende e então ela tem seu último espasmo de vida. Abby segura a criança que a mão solta quando a vida se esvai. Ela se ergue trazendo a criança consigo, soluça enquanto aperta a menina nos braços, puxo minha faca, Abby afasta a criança, não permite que ela assista o que tenho que fazer.

─Sinto muito. – Digo antes de acertar a faca na têmpora e me por de pé.

─Temos que ir, temos que leva-la. Não podemos deixa-la, não podemos deixar um bebê, a mãe dela disse... Eu... eu não... – Sinto o pânico se aproximar, caminho até ela, meus braços a envolvem, a criança entre nós.

─Calma, vamos leva-la, está tudo bem.

─Seja forte anjo, eu te amo minha bela. – Preciso me lembrar, não posso esquecer Daryl, foi o que ela disse, a mãe, as últimas palavras, preciso me lembrar.

─Ei, Abby. Olhe para mim. – Seguro seu rosto com as duas mãos. – Está tudo bem. Fica calma.

Ela balança a cabeça afirmando, a pequena começa a chorar, nos encaramos sem saber o que fazer, ela tenta me passar o bebê, dou um passo para trás, não sei fazer isso.

─Não sei o que fazer Daryl.

─Nem eu, Abby, eu não sei como fazer isso.

Olho em volta, encontro uma mochila, enfio coisas que estavam dentro do berço, fraldas, mamadeira, potes de comida, roupas, deve ser tudo da pequena, coloco nas costas, vou até a janela, meia dúzia de zumbis já se aglomeravam.

─Temos que ir. Você leva ela e eu dou cobertura.

─Eu? Não Daryl, você leva ela e eu... eu...

─Nem pensar. – Ela revira os olhos e saio na frente.

Assim que ganhamos as ruas escuto os gritos de Rick, corro ao seu encontro, ele mal repara no bebê.

─As espadas Abby, Tyreese. – Ele grita correndo de volta para dentro de uma casa, corro com Abby ao meu lado, Ty estava no chão de um quarto, uma mordida no braço, não acho que ainda de tempo, mas Abby me entrega a menina e puxa a espada, Rick segura o braço – Aguenta amigo.

Com precisão cirúrgica Abby corta o braço de Ty um pouco acima do cotovelo.

Ele nem mesmo grita, parece um tanto alucinado, aquilo é absurdamente confuso para mim, estou no meio de uma crise com um bebê nos braços.

Noah e Rick erguem Ty, eu devolvo a criança para Abby e deixamos a casa, é difícil deixar o lugar com Ty ferido, zumbis juntavam no portão, Abby puxa uma pistola, precisamos atirar enquanto Noah tenta manter o gigante de pé.

Sem nos preocuparmos com o barulho apenas atiramos, os zumbis vão caindo um a um, o bebê chorava alto, naquele momento não havia nada a ser feito se não atirar e derrubar um por um.

Limpamos finalmente o caminho, pegamos a floresta, voltamos por onde viemos em direção ao carro. Vou na frente, Abby logo depois de mim, Rick e Noah tentando levar Ty cada vez mais fraco, eu sei que não tem o que ser feito, mas nos acostumamos a tentar até o último instante e é o que fazemos, atravessar a floresta carregando Ty e um bebê é difícil.

Chegamos ao carro, a menina ainda chorava nos braços de Abby, Ty é colocado no banco de trás do carro, eu, Rick e Noah precisamos nos juntas para isso.

─Nós vamos dar um jeito nisso Ty, aguenta.

Rick corre para o volante, Abby e Noah se sentam atrás e damos partida, só podemos acelerar de volta, acho que tudo que tentamos é que ele chegue a tempo de se despedir de Sasha.

Olho para trás, Noah com os olhos arregalados tentava estancar o sangue de Tyreese, ao mesmo tempo que procurava mantê-lo acordado, a pequena nos braços de Abby ainda chorava, tinha o rosto escondido no peito de Abby, as mãozinhas ainda sujas de sangue deixavam marcas vermelhas de dedos no pescoço de Abby.

─Está tudo bem, shiiiu, shiiiu! – Abby tentava acalma-la.

─Coloquei água na mochila! – Me lembro quando sinto o desespero de Abby. Remexo a mala e encontro a garrafa. – Tente isso.

Entrego a garrafa a Abby que senta a menina em seu colo, oferece a água, com todo cuidado do mundo ela ajuda a menina a beber, a garotinha está sedenta, suada, os goles vem em meio a soluços, sinto pena, tão pequena, perdida, sozinha, sem nenhuma compreensão do que se passa.

─Me passa uma peça de roupa. – Entrego a Abby, ela umedece o pano, começa então o trabalho de limpar a criança, por um longo momento me esqueço da crise a nossa volta, fico ali, com os olhos grudados naquela cena.

Abby Coleman, limpando com todo cuidado o rosto e as mãos de um bebê. Aos poucos a menina vai se acalmando, aponta a garrafa com os dedinhos agora limpos.

─Mais. – Abby sorri. Um sorriso diferente, suave, me deixa confuso, meio idiota, depois de mais uns goles ela se encosta mais uma vez em Abby, fecha os olhos exausta, só nesse momento Abby ergue a cabeça e me encara, nos olhamos longamente, nenhum dos dois sabe bem o que está acontecendo, mas vamos descobrir.

Volto meus olhos para a estrada, Rick acelerava, a respiração de Tyreese cada vez mais pesada, os olhos perdidos, ele estava no fim.

─Não Ty, não, não, não faz isso. – Rick para o carro, assistimos a cabeça de Tyreese pender em direção ao vidro, então tinha acabado, não se podia fazer mais nada.

─Ele se foi. – Abby avisa segurando seu pulso, a criança ainda em seus braços. Ela pega a faca na cintura.

─Eu faço. – Aviso descendo do carro, Noah segura o corpo de Ty enquanto abro a porta e o acerto, isso se repete tantas vezes, dia após dia, não tem como não parecer a coisa mais natural, agora quando fazemos algo assim é o nosso modo de mostrar que nos importamos, quando não nos importamos apenas deixamos para trás.

─Vamos. – Rick volta a acelerar. A viagem de volta é silenciosa, três horas com um bebê dormindo ao lado de um cadáver, aquilo é tão assombroso que preferimos ignorar.

A chegada de volta trazendo o corpo de Ty e a verdade sobre Richmond é como eu esperava dramática, Abby ainda carrega a criança que até o momento parece ignorado por todos.

O funeral é feito no bosque, padre Gabriel diz algumas palavras que não fazem mais sentido, não para mim.

─Ela está quietinha. – Abby me diz quando me sento ao seu lado nos degraus da varanda da casa que se tornou nosso pequeno refúgio. – Pensei em colocar ela lá dentro numa cama, mas acho que fiquei com medo de deixa-la sozinha.

─Com todos aqui fora não é mesmo boa ideia. – A peque abre os olhos verdes como duas esmeraldas, podia até sorrir só pelo modo como ela me olha, ela se senta, olha para mim, olha para Abby, ficamos mudos.

─Isabelle. – Abby diz com um leve sotaque francês que me faz sorri. – Belle. – A pequena a encara. – “Envie de manger?”

─Porque está falando em francês com ela?

─A mãe falou em francês, acha que ela sabe nossa língua? – A pequena esfrega os olhos. – Quando eu era pequena só falava em francês, confesso que nunca imaginei usá-lo depois do fim do mundo.

─A princesinha republicana. – Ela sorri, os olhos brilham, beijo Abby de leve. – O que vamos fazer?

─Não sei, mas eu não posso ficar com ela, nem você, a gente não sabe fazer isso.

─Definitivamente não. – Concordo com Abby, a pequena se move, desce do colo de Abby, dá uns passos em minha direção, se segura no meu joelho, ergue os braços tentando alcançar a besta. – Ei mocinha, ainda é cedo para andar armada.

Ela me olha no mesmo momento, aquele olhar pode derreter até mesmo um coração de gelo.

─Quer comer? – Faço um gesto com a mão em direção a boca. Ela afirma. – Viu? Ela entendeu.

─Mas você fez um gesto, como vamos saber se ela entendeu sua língua ou seu movimento?

─Papa. – A pequena comunica.

─Nem a sua, nem a minha, ela tem a língua dela. Vamos entrar e ver o que podemos dar a ela, pelo menos até todos voltarem do bosque. Pega ela.

─Pega você, só porque sou mulher acha que eu é que devo carregar os bebês?

─Não rainha do apocalipse! – Reclamo. – Apenas a menina já se acostumou com seus braços.

─Papa. – A pequena diabinha me oferece os bracinhos, Abby fica de pé enquanto eu pego a menina.

─Ela já decidiu. Você ofereceu comida.

─Isso não tem graça Abby.

─Quem está rindo? – entramos, assim que me vejo lá dentro coloco a menininha no chão. – Daryl não solta a menina assim! – Abby reclama com uma lata de frutas secas na mão.

─Porque? – Pergunto segurando a mão da menina que parecia não precisar de mim para nada enquanto me arrastava para o meio da bagunça de nossas coisas.

─Ela pode cair, ainda não sabe andar direito.

─A mulher disse um ano e meio, como não sabe andar ainda?

─Só segura a mão dela e pronto! – Abby é sempre impaciente. Toda vez que brigamos ela faz algo assim. A pequena se apoia em uma mesinha e começa a se distrair com um enfeite qualquer.

Já que ela quer usar as duas mãos e eu sou obrigada a segurar ela antes que Abby tenha um ataque, decido pela blusinha, seguro firme a blusa dela que parece bem feliz ali sem me notar.

As pernas perdem o equilíbrio, ela quase cai, mas eu a ergo pela roupa, ela ri quando se vê pendurada com os pezinhos balançando no ar, acabo rindo junto, balanço um pouco, ela gosta.

Procuro por Abby, ela está de pé, me olhando com o pote aberto na mão, seu ar é sério, mas seus olhos sorriem.

─Ela está gostando. – Aviso para o caso de ser recriminado.

─A gola na menina assim para traz vai enforca-la em breve, mas claro que isso é apenas um detalhe.

Ajeito a menina de pé mais uma vez, depois Abby se ajoelha diante dela, oferece as frutas ela pega faminta, enfia um pedaço grande na boca, baba pelos cantos enquanto tenta mastigar.

─Acha que ela pode engasgar?

─Sei lá. – Porque eu saberia algo assim?

─A Beth vai gostar dela não acha?

─Acho. ─Me sento no sofá, é muito estranho sentar num sofá. Encosto a cabeça para trás e encaro o teto.

O que vem agora? Como vamos seguir?

─Perdemos mais um. – Abby diz ainda de joelhos diante da menina que mastigava ávida. – Por pura distração, precisamos de um lugar Daryl, precisamos disso logo.

─Esse. – A menina aponta a garrafa de água.

─Dois bebês, como isso pode funcionar? – Olho para ela, é tão bonitinha.

─Ainda somos um bom grupo.

─Daryl, ninguém pareceu notar o bebê.

─Eu sei, mas chegamos com o Ty morto, o que esperava Abby?

Isabelle desiste da comida, se segurando nos móveis ela vem em minha direção, mas uma vez tenta alcançar a besta ao meu lado.

─De novo? Isso não pode.

Os olhinhos parecem determinados, ela ignora minha fala e continua na árdua tarefa de tentar passar através de mim ao encontro da besta.

─Deixa ela ver. – Abby pede, depois de se erguer e caminhar até a janela para olhar se estamos bem.

─Depois ela vai achar que isso é um brinquedo e pode se ferir.

─Está certo então senhor educador. Eles estão voltando. – Ela se volta, para me olhar, agora a pequena tentava subir no sofá, mas era alto demais para ela. – Daryl. – O tom de Abby era grave e eu a encaro. – E se ninguém quiser a pequena?

─O que quer dizer com isso?

─Ela está conosco, nós a encontramos, desde esse momento temos tentado, ficou meio que como nossa responsabilidade. – Com uma mão e ainda olhando para Abby ajudo a pequena a subir no sofá. – Quer dizer, porque alguém diria algo como, certo me entregue aqui esse bebê desconhecido, vou cria-la no meio do apocalipse.

─Eu não faria isso, nem você... Ninguém faria. – A ideia me assusta bastante, olho para a menina que agora puxava os botões da minha camisa.

─É o que digo, ninguém faria, o que nos torna...

─Responsáveis por ela. – Completo a frase olhando para a pequena que me encara com os belos olhos verdes de Abby. – São como os seus olhos, e estão claros agora como os seus ficam quando tudo está bem e você está feliz.

Abby caminha para o sofá, se senta ao meu lado e eu a envolvo, ficamos os dois olhando a pequena criança brincar com os botões da minha camisa.

─Ei X. – Sam é o primeiro a entrar, Larissa e Beth vem com ele e logo os três estavam sentados a nossa volta. – Como é isso de ser mamãe?

─Cala a boca Sam! – Abby responde tensa, ele pega a menina, quase a tomo de seus braços com medo de Sam ser muito desengonçado.

─Como é lindinha. Como se chama? – Larissa pergunta.

─Isabelle.

─Oi Isabelle, eu sou seu tio Sam.

─Sam isso é sério está bem, sem brincadeiras.

─Eu sei X, como foi que a encontraram? – A menina passa de colo em colo, já esteve com Sam, Larissa e agora Beth está com ela.

─Com a mãe morrendo, esperamos ela morrer, era francesa, pelo sotaque, acho que o pai também pelo nome, mas foi tudo confuso e rápido, só aconteceu e estamos aqui. – Abby conta a ele voltando a ficar abatida com a lembrança.

─Acho Isabelle muito formal, vamos ter que achar um outro jeito de chama-la – Larissa diz fazendo carinho na menina, ela é tão tranquila. – Que tal Belle?

─Prefiro Bela. Belle é muito francês, só a Abby fala direitinho com esse biquinho que ela faz para falar francês. – Sam comenta, e está certo, ela fica mesmo linda quando fala em francês.

─Trocaram a fralda quando? – Beth pergunta e eu e Abby nos olhamos.

─Não trocamos. – Aviso porque Abby ainda parece estar pensando o que afinal é uma fralda.

─Vão mal assim. – Beth reclama e estendo a mochila com as coisas da menina que juntei. – Vem Abby, temos bastante água que trouxemos do rio enquanto esperávamos vocês, vou te ajudar a dar um banho nela e trocar, assim você aprende para o próximo.

─Eu? Eu não sei... acho que você pode...

─Não, eu não posso, já ajudo com a Judy. – Beth troca um olhar com Sam, parece que os dois dividem segredos macabros.

Sem alternativa Abby a segue. Sam pergunta como foi tudo, conto sobre o lugar, Ty e a volta, Larissa seca algumas lagrimas, Sasha está na varanda, nem consigo pensar como é para ela, perdeu tudo em um prazo pequeno de dias, está arrasada.

Precisamos decidir o que será de nós, mas a noite estava caindo e qualquer decisão não nos levaria a lugar nenhum hoje.

Abby retorna com Isabelle limpa e se senta ao meu lado, nenhum dos dois entendendo bem o que está acontecendo. Não bastava esse bando de adolescentes que nos persegue? Agora um bebê?

─Pessoal! – Rick nos chama a atenção, o grupo está todo reunido na sala agora escura pela noite. – Precisamos decidir como vai ser agora.

─Temos que achar um lugar para ir. – Maggie diz abraçada a Glenn.

─Um lugar seguro, não podemos seguir na estrada sem direção. – Rosita continua enquanto observava a noite da janela com um rifle na mão.

─Eu sei que menti e enganei vocês, sei que ainda estão com raiva. – Eugene começa ficando de pé.

─Muita raiva! – Abraham esbraveja.

─Deixa ele terminar. – Rosita o interrompe.

─Washington ainda pode ser um bom plano. Não usei esse lugar sem nenhum cálculo, ainda acho que se existe algum lugar seguro, alguém tentando é lá. E se quando chegarmos lá não tiver mais ninguém, mesmo assim ainda podemos achar lugares preparados, suprimentos, armas, quem sabe laboratórios.

─É uma viagem suicida! – Carol se pronuncia.

─A morte vem no pacote de qualquer modo, para qualquer lugar, perto ou longe, aqui ou lá fora, se for para morrer quero morrer tentando.

Abby se pronuncia. As pessoas pensam um momento, Rick analisa a situação, estou com ele, sempre vou estar, não importa qual seja sua decisão.

─Certo! Vai ser uma longa viagem, quase toda ela feita caminhando, se todos concordam é assim que vai ser. Vamos para DC.

As pessoas afirmam, parecem esperançosas, sorriem umas para as outras.

─Melhor todos dormirem então, partimos quando o dia clarear, vou substituir Sasha agora. – Rick beija a filha nos braços do irmão, afaga Carl e lança um olhar carinhoso para os dois. Meus olhos seguem para Bela que no momento tinha os olhos vermelhos e a cabeça encostada no ombro de Abby.

Melhor não fazer comparações, é só mais uma criança, logo alguém vai acolhe-la como ela merece.

Notas finais
Gostaram? Os dois ainda estão achando que vão poder se livrar da pequenina, kkkkkkkkkkkk mas ela não vai deixar. Acho que eles já foram escolhidos e ainda não sabem. Beijos!!!