Hell Between Us
48 Capitulo 48 - Perdidos
Notas iniciais
Pov – Daryl
Corro por entre as árvores, só consigo pensar em Abby, ela está sozinha, mas ela sempre foi capaz de se defender, mais do que eu ou qualquer pessoa, talvez chegue a prisão antes que eu.
O resto do grupo corre ao meu lado, o número de zumbis é grande a nossa volta, mas vamos derrubando alguns, nos desviando de outros até que finalmente estamos livres deles.
A volta a prisão é feita a pé, ignoro os protestos e pedidos de descanso, quero chegar logo, quero ter certeza que Abby conseguiu voltar ou pegar a moto e procurar por ela.
Estava no meio do dia quando finalmente a prisão surge. Rick abre o portão estranhando nossa chegada, mal respiro de tão cansado, meus olhos correm o lugar enquanto o resto do grupo vai contando o que aconteceu.
─Abby? – Pergunto a Rick que nega com um movimento de cabeça.
Sam surge correndo, com ele Larissa e Beth, eles procuram com o olhar, não vê-la comigo os assusta e eles correm para mim.
─Onde ela está? Porque voltou sem ela? – Sam não esconde o pânico. – Daryl cadê a Abby, ela é forte, ela não morre.
─Nos separamos, mas ela está bem, está vindo, eu sei que sim.
─Deixou Abby? – Larisa pergunta assustada.
─Daryl nunca deixaria Abby! – Sam avisa, mas minha mente trabalha longe dali.
Preciso calcular o tempo, ela não pode demorar muito mais para chegar. Uma hora, é todo tempo que espero, depois disso sigo até o inferno para encontrá-la. – Vamos?
Sam toca meu ombro, pisco voltando a realidade.
─Uma hora Sam, se ela não chegar em uma hora vou de moto atrás dela.
─Quero ir junto.
─Trabalho melhor sozinho.
Deixo todos do lado de fora, caminho para dentro, vou me preparar, munição, agua, armas, só volto com Abby.
O grupo me segue, todos falando ao mesmo tempo, não dou ouvidos a ninguém. Apenas me concentro em Abby, ela tinha suas espadas, é indestrutível, eu sei que é.
Estava tudo tão bem que só podia acontecer algo assim, passo as mãos pelos cabelos, ando de um lado para outro, subo até nossa cela, olho a cama, posso sentir seu perfume no ar.
Desde que ficamos juntos pela primeira vez nunca mais nos separamos, sinto meu coração se apertar, é como se faltasse ar.
Me sento na cama, o tempo corre lentamente. Não consigo ficar parado, fico de pé, pego a besta a mochila e quando chegava a escada um estrondo faz o prédio estremecer.
Demoro um segundo pensando no que pode estar acontecendo, depois corro para o pátio, não posso perder tempo agora, preciso encontrar Abby.
Paraliso quando chego finalmente ao pátio, lá está aquele maldito sobre um tanque cercado por homens e mulheres armados.
Phillip Black e sua megalomania nunca desiste.
─Rick! – Ele grita por Rick, nos encaramos todos reunidos atrás das grades, eles são em maior número, aquela droga de tanque pode e vai fazer um grande estrago. – Venha até aqui e vamos conversar.
─Não sou mais o líder, agora temos um conselho.
─Mas hoje você vai liderar mais uma vez.
Eu e Rick trocamos um olhar, confio nele, e no momento só quero resolver isso de uma vez, Abby está lá fora.
Rick caminha para as grades, eu aproveito a conversa para armar o grupo, não tem negociação, ele não veio para isso, não podemos vencê-lo.
─Sam. – O garoto me atende prontamente. – Quero que fique pronto, isso não vai dar certo, não tire os olhos da Larissa.
─Tudo bem.
Decidimos preparar o ônibus para tirarmos as crianças e os idosos.
A conversa no portão vai se complicando. Eu sabia que aquele canalha voltaria, não achei que traria aquele pequeno exército com direito a tanque e tudo.
Michonne está ao meu lado, ela quer dar a volta e pega-lo pelo outro lado, a conversa teria que demorar horas e não temos todo esse tempo.
Ficamos apenas armados a espera de que Rick convença ao menos os seguidores de Phillip Black, o grande idiota ainda se sente o governador do fim do mundo.
Escutamos suas ameaça, ao meu lado uma pequena discussão começa. Hershel quer ficar e lutar, Glenn e Maggie o querem no ônibus, isso não importa muito para mim no momento, só consigo pensar em Abby, ela tinha que estar aqui.
─Quanto tempo ele vai conseguir segura-lo?
─Pouco, temos que deixar a prisão. – Dói dizer isso, mas eles precisam ir. Eu não posso, não sem Abby. – Vocês vão com o ônibus, não posso deixar esse lugar até que Abby chegue.
A discussão fica mais tensa, os companheiros de Phillip estão irredutíveis. Ouço ameaças, ele quer que deixemos a prisão, quer que o grupo fuja como covardes.
Não somos covardes, lutamos por cada pedaço dessa prisão, arriscamos nossas vidas, perdemos pessoas, acabamos pela metade, ele não pode nos tirar tudo que construímos, Abby não está aqui, não saio sem ela.
─Daryl eu não vou sem a Abby.
─Não é hora para isso Sam, vai de uma vez, leva a Beth e a Larissa.
Me afasto sem esperar resposta, a tensão me domina de um modo que não tenho condições de discutir com um garoto.
─Talvez ela possa ouvir um pouco a razão. – Hershel caminha para perto de Rick.
Maggie tenta segura-lo, mas ele se nega a ouvi-la.
─Pai!
─Posso ajudar, tenho que tentar, é um risco, mas o que não é risco hoje em dia, esse é meu papel, sou um velho não tenho escolha, se morrer que seja tentando salvar vidas.
─Ele não se importa com isso, entre no ônibus pai.
─Não! Vou falar com Phillip.
Hershel caminha de modo lento, as irmãs Greene dão as mãos, me posiciono, Carl vem para perto de mim, quer tentar acertar o Governador, as coisas podem apenas se complicar mais e não permito.
Quem sabe o velho consiga algo com os amigos do Governador? Rick oferece espaço, se propõe a dividir o lugar com eles. Para mim seria ótimo, antes da noite terminar enfiaria uma flecha na cabeça daquele infeliz que matou meu irmão e tentou nos destruir.
Phillip perde o controle, tudo acontece num pequeno segundo que nos impede de reagir, ele puxa a pistola e quando ouço o disparo e me dou conta do que estava acontecendo Hershel caia com uma perfuração na cabeça.
A guerra começa no mesmo instante, ouço o som de tiros, gritos, sei da dor que a morte de Hershel nos causa, mas só consigo pensar em vingança, disparamos desejando derrubar todos os que ousaram nos tirar a bússola que nos guiava desde sempre.
─Matem todos eles! – A voz de Phillip ressoa pela prisão, o tanque avança sem piedade.
As coisas começam a acontecer muito rápido, as pessoas vão caindo de um lado e de outro, o ônibus parte, as grades cedem, a tropa vai ganhando espaço e vamos nos perdendo uns dos outros.
Fixo meu olhar no tanque, eu o quero, preciso pará-lo, com uma granada de mão eu sigo para ele, derrubo alguns inimigos. Então sobramos apenas eu e aquela grande máquina, puxo o pino e atiro a granada no cano, um segundo antes da explosão o condutor salta para fora, eu o esperava com a besta em punho, acerto uma flecha em seu peito.
Me vejo de pé, no meio do que um dia foi nosso pátio e agora está tomado por zumbis, corpos, fogo e fumaça, não resto mais nada, acabou. A prisão caiu, fomos todos longe demais.
Abby está perdida, preciso espera-la, ela vai chegar aqui e não resta mais nada, Hershel está morto, talvez todos estejam, só o que me cerca são zumbis perdidos em meio a fumaça e carne fresca.
─Daryl! Daryl! – A voz de Sam me faz despertar.
─Acabou tudo! – Larissa e Beth corriam com ele. Os três me cercam assustados.
─Estava tentando encontrar as crianças, não achei nada. – Beth me avisa com os olhos perdidos.
─Vocês têm que ir. Vão de uma vez! – Exijo, nenhum deles se move, todos em volta de mim como se eu fosse o centro de tudo. ─Andem!
─Não pode ficar aqui! – Sam me diz quando os zumbis se aproximam mais, Larissa e Beth de mãos dadas. – Preciso de você Daryl, não consigo sozinho.
─Abby vai chegar aqui, eu não posso deixa-la! – Grito.
─Ela vai querer que salve Larissa e Beth. – Sam segura meus braços apavorado.
─Não! – Abby vai chegar, eu sei que vai, eu não vou seguir sem ela.
─Se deixar Beth e Larissa morrerem ela nunca vai te perdoar.
─Elas foram treinadas, vão! – Me solto dele, tento empurra-lo.
─Cuidado! – Beth grita, nos viramos, um zumbi agarrava os braços de Larissa, a garota gritava tentando se livrar, Beth pega sua faca, na tentativa de ajudar e com a pressa a faca rola para o chão, acerto o cabo na besta no zumbi que liberta Larissa.
─Me ajuda! – Sam implora e ele tinha razão, aquelas crianças não podiam sozinhas, eu os puxo pela mão, corremos deixando a prisão, faço por Abby, faço por eles, vou encontrar um lugar seguro e depois retorno a prisão.
Corremos por muito tempo, tudo parece tomado por zumbis, o som dos tiros e do canhão chamaram a atenção dos mortos, eles vem de todos os lugares.
Guiar aqueles jovens para longe do perigo de algum modo me deixa com a mente vazia por algum tempo, escurece, os mortos finalmente parecem ter nos dado uma chance.
Nos sentamos em torno de uma fogueira, fico olhando o fogo crepitar enquanto os três estão sentados juntos e me encarando. Sai completamente da linha da prisão. Abby vai chegar lá e só o que vai encontrar são os escombros, corpos desfigurados e zumbis, vai ficar sem direção, sozinha, vamos nos perder para sempre.
Uma angustia toma meu peito me dominando, eu a perdi, não restou mais nada para mim. Era minha mulher, eu deixei que estrasse em minha vida, fiz mais do que isso, entreguei minha vida a ela.
Acreditei feito um idiota que podíamos ser felizes, o mundo acabando e eu interessado em deixar claro para Cliff que Abby era minha e ele não tinha chance, vi quando um zumbi o atacou e pensei o quanto tinha sido tolo em tornar aquilo maior do que era.
Phillip era o problema, Michonne sabia disso e quis caça-lo, mas eu não fui, não fui porque pensei apenas em mim, no quanto ter Abby ao meu lado era o bastante e agora perdi tudo.
Estão todos mortos, ou vão estar. Hershel se foi, e outros devem ter caído no meio do caminho. Os sonhos do recomeço se resumem a sangue e morte.
Abby se foi para sempre, perdi minha mulher, meu rumo, só quero que acabe logo.
─Eles estão vivos! – Beth me encara, ergo o olhar, fico calado ouvindo suas palavras. O que aquela garota acha que sabe sobre a vida e o apocalipse? – Estão!
─Podemos encontra-los! – Sam continua. – Temos que encontrar os outros.
─A Abby também, ela deve ter visto que a prisão caiu e está por ai, precisamos dela Daryl.
Continuo ali, olhando para aqueles rostos inocentes, sonhadores adolescentes que esperam de mim muito mais do que um dia sonhei oferecer.
─Não podemos ficar aqui sentados em torno de uma fogueira, temos que nos mover, encontrar os rastros, achar nossa família Daryl.
Beth me olha firme, decidida, não consigo me expressar, só tenho a dor de ter perdido tudo, mais uma vez perdi tudo. Abby perdeu, de novo ela está sozinha por ai, talvez encontre novas pessoas, talvez recomece, talvez assim como eu ela apenas desista.
─Você é um rastreador Daryl! – Beth fica de pé. – Nossa família pode estar precisando da gente.
─Não tem como encontrar ninguém!
─Fique ai então, nós podemos encontrar o resto sozinhos. Vamos Sam! Larissa vem com a gente.
Larissa se ergue assim como Sam, os dois me olham implorando por ajuda, Beth mantem a postura forte. Tem o espirito lutador do pai. Meu coração se rasga quando penso em sua morte.
Os três me dão as costas, não vão chegar a lugar nenhum, não sabem rastrear e no meio da noite vão acabar mortos.
Sem alternativa engulo a vontade de me entregar e fico de pé. Apago o fogo e sigo os garotos.
Amanhece quando finalmente consigo um rastro, caminho por entre os estragos do que aconteceu, restos de zumbis, pegadas, eles estiveram por aqui, em algum momento tiveram que correr, tem sangue humano, alguém ferido, faz algumas horas.
─Vamos, eles estão a horas na nossa frente.
Larissa e Beth trocam sorrisos esperançosos. Toda a esperança se esvai quando nos damos conta do que aconteceu, corpos dilacerados ainda sendo devorados por zumbis demonstram que aquele pequeno grupo não conseguiu.
Entre os restos de tripas e sangue sapatos infantis. Beth se dobra em lágrimas, Sam a ampara, envolve a garota enquanto eu mato dois zumbis que desistem dos restos quando nos enxergam.
─Vamos! – Eu os convido pegando os trilhos do trem.
Sabia que seria assim, não sei porque acabei sozinho com eles, mas já que estamos aqui, que eu tenho que mantê-los vivos então vou fazer isso.
A noite cai mais uma vez, nos sentamos em torno de uma nova fogueira. Larissa soluça e Beth a abraça.
─Ela vai procurar pela gente não vai? – Pergunta por entre suas lagrimas. Eles não podem só se calar? Eu a deixei para trás, fiz isso por eles e agora acabou.
Perdi minha mulher, só o que quero é que parem de falar dela, que seu nome fique escondido apenas nas minhas lembranças.
─Abby está lutando, ela sabe que a gente está fazendo o mesmo e não vai desistir, não vai fazer isso porque é forte e corajosa, porque ela não tem medo de nada.
Sam estufa o peito destemido, ela teria orgulho do trabalho que fez, tornou o menino a beira da morte num jovem forte e determinado.
Os gemidos de mais daqueles corpos famintos chegam aos nossos ouvidos e apenas nos colocamos em movimento, seguimos silenciosos no meio da noite usando os trilhos como direção.
Meu silencio é apenas reflexo do vazio que me domina, os olhos fixos em coisa alguma, a mente longe, fico repassando as coisas que vivemos, repetindo nossos momentos juntos.
As vezes que ela foi frágil e delicada, que precisou dos meus cuidados, minha princesinha republicana sozinha e perdida, achando que estávamos todos mortos. Mas então a mulher forte e decidida me vem à mente.
A rainha do apocalipse com suas espadas em X, essa mulher não se rende, não se dobra e está de pé, lutando, preciso aceitar isso e fazer o mesmo, ainda que meu desejo seja apenas me deixar devorar.
Acerto um esquilo que tentava atravessar os trilhos na manhã seguinte. Recolho, não paramos para comer, não ainda, melhor é juntar mais deles pela floresta.
─Precisamos achar água.
─O rio não está muito longe. – Aviso seguindo na frente deles.
Realmente não é difícil achar água, nos limpamos e bebemos, não temos nada para levar agua conosco.
Me ergo e zumbis surgiam vão nos cercando e mesmo não querendo lutar não temos escolha, mas Abby fez um bom trabalho, os garotos estão prontos e se defendem muito bem.
Em poucos minutos só o que existiam eram corpos estendidos enquanto nós ofegávamos cansados. Encaro os meninos, sujos de sangue, cansados, preciso protege-los, dar uma chance a eles. Devo isso a Abby.
─Nós vamos seguir pelos trilhos, quando achar um lugar vou deixar vocês em segurança, sei que podem conseguir se proteger, depois vou caçar Abby.
─Vamos com você Daryl. – Larissa segura minha mão, os olhos molhados pelas lágrimas. – Já perdemos Abby, não podemos perder você.
─Não podem ir comigo, vão me atrasar, me atrapalhar.
Larissa me abraça, chora e me deixa paralisado, não sei lidar com isso, não sei lidar com esse tipo de carinho.
─Caminhem! – Eu a afasto, Beth se precipita e a envolve.
─Calma Larissa, tudo vai ficar bem, vamos achar nossa família e um lugar seguro.
─A Abby também, eu sei que sim.
─Imagina se ela desistiria de nós? Nunca!
Evito a conversa e apenas parto na frente, eles me seguem. O silencio nos deixa quando os três engatam uma conversa sobre como as coisas vão ser quando a família se reunir.
Não sei como tirar deles esse sonho, não vai acontecer, somos apenas corpos em movimento, tão mortos quanto os que nos caçam em busca de comida.
São três noites dormindo ao relento, buscando abrigo, comendo esquilos, andando sem direção. Meu inconsciente não me deixa seguir para muito longe da prisão.
No quarto dia quando caminhávamos em silencio encontro sinais. São botas, talvez Rick, claro que é só uma possibilidade tola, mas uns metros depois um corpo e uma cabeça separados me lembram Mich.
─O que acha Daryl?
─Talvez Michonne esteja por perto. – Aquilo me enche de esperança.
─Não pode ser a Abby?
─Esse não é o estilo dela, foi a Mich, vamos.
─Sabia que reuniríamos nossa família. – Beth anuncia. Não está pronta para o que pode vir disso.
Andamos mais rápido, anoitece, mas acho que parar pode nos fazer perder a pista e apenas seguimos em frente.
─Parem. – Peço e eles obedecem. – Fiquem aqui.
Ninguém discute, os três se olham assustados, tentam dizer qualquer coisa, mas faço sinal, para ficarem em silencio. Só me resta minha besta, o rifle ficou pelo caminho.
As vozes ficam mais evidentes, percebo que são Rick com uma arma na cabeça, Michonne também rendida e Carl. O homem tenta forçar o corpo contra o garoto, Rick acerta uma cabeçada na cabeça de quem apontava uma arma.
Me aproximo, acerto uma flecha no homem que mantinha Mich, ela não perde tempo, se ergue acertando um deles, dois vem em minha direção, lutamos, claro que eles têm vantagem, mas acerto um, piso em sua cabeça como se fosse um zumbi, depois do que pareciam fazer com Carl não são mais que isso para mim.
A luta termina com Rick arrancando a jugular do homem, o sangue jorra e ele cai um segundo depois. Acho que o choque nos faz parar todos. Carl continua nas mãos do homem que tentava ataca-lo, agora é apenas refém.
─Ele é meu. – Rick diz cego pela fúria.
O homem não oferece resistência, Carl corre para os braços de Michonne e só o que ouvimos são os sons que a faca produz quando desfigurava o homem que ousou mexer com Carl.
Depois paramos por um tempo em silencio nos encarando. Sam, Larissa e Beth se aproximam, o rosto de Carl e Mich suavizam, não estamos realmente sozinhos. Outros podem estar vivos. Abby pode estar.
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